maio 2018 | Grupo Verde Ghaia
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Orientações para a migração ISO 45001: 2018 a partir de OHSAS 18001: 2007


 

É hora de se programar para as adaptações aos novos requisitos da ISO 45001:2018, nova norma de Saúde e Segurança no Trabalho.

Embora algumas empresas já venham se preparando há mais tempo, muitas delas ainda não se alertaram para as diversas mudanças que deverão ser realizadas a partir das mudanças da OHSAS 18001 para ISO 45001.

Segurança e Saúde Ocupacional – ISO 45001

O Grupo de Projeto OHSAS revisou e aprovou o ISO 45001:2018 como o substituto do OHSAS 18001:2007. Portanto, uma vez que a ISO 45001:2018 foi publicada, o status oficial da OHSAS 18001:2007 será considerada como “Cancelada” levando em consideração o período de migração de três anos. Isso será comunicado pelo Grupo de Projeto OHSAS aos NSB’s que usam OHSAS 18001:2007 e aos Legisladores/Reguladores locais conhecidos que o adotaram em suas estruturas.

Seguem mais algumas dicas!
Aconselhamos assistir ao vídeo e conferir as mudanças que vem por aí. Confira o vídeo em  nossa Biblioteca.

Para qualquer organização, o grau de relevância da mudança dependerá da maturidade e da eficácia do sistema de gestão atual e da estrutura de práticas organizacionais. Portanto, uma análise do impacto/avaliação de lacunas é, fortemente, recomendada para identificar implicações de recursos reais e de tempo.

Organizações que usam OHSAS 18001: 2007

As organizações que usam o OHSAS 18001:2007 são recomendadas para realizar as seguintes ações:

1. Obter uma cópia do ISO 45001 (ou uma cópia do Norma Internacional Final preliminar anterior, se preferir o planejamento e a adaptação precoce).
2. Identificar as lacunas no OHSMS que precisam ser endereçadas para atender a novos requisitos.
3. Desenvolver um plano de implementação.
4. Assegurar que todas as novas necessidades de competência sejam atendidas e criar consciência para todas as partes que tenham impacto na eficácia do OHSMS.
5. Atualizar o OHSMS existente para atender aos novos requisitos e fornecer a verificação de sua eficácia.
6. Quando aplicável, entre em contato com o órgão de certificação para os acordos de migração.


Confira todo o conteúdo publicado pela Verde Ghaia sobre a ISO 45001 em  nossa Biblioteca.
Leia o E-book que preparmos e fique por dentro das mudanças!

Baixe o e-book sobre a Interpretação da ISO 45001

Reforma trabalhista – Orientações do MTE sobre o Trabalho Autônomo


 

O Ministério de Estado do Trabalho publicou, recentemente, a Portaria Nº 349, de 23-05-2018, que estabelece regras voltadas à execução da Lei nº 13.467, de 13 de julho de 2017. O trabalho autônomo, o contrato de trabalho intermitente e a comissão de representantes dos empregados na empresa estão entre os pontos da regulamentação que, antes, estavam elencados na Medida Provisória nº 808/2017 que perdeu sua validade no mês passado.

Entre as questões tratadas e esclarecidas pela Portaria estão:

TRABALHO AUTÔNOMO

A Portaria estabelece que não é caracterizado vínculo de emprego o fato do autônomo prestar serviços a apenas um tomador de serviços e na atividade fim da contratante, desde que não esteja presente a subordinação jurídica. Ele poderá se recusar de realizar atividade demandada pelo contratante, garantida a aplicação de cláusula de penalidade, caso prevista em contrato;

Os motoristas, representantes comerciais, corretores de imóveis, parceiros, e trabalhadores de outras categorias profissionais reguladas por leis específicas relacionadas a atividades compatíveis com o contrato autônomo, desde que cumpridas todas as formalidades legais, não possuirão a qualidade de empregado prevista o art. 3º da CLT.

reforma trabalhista

CONTRATO DE TRABALHO INTERMITENTE

O contrato de trabalho intermitente deverá estabelecer a data para pagamento dos valores devidos ao empregado ao final da prestação de serviços. No caso do período de convocação exceder a um mês, o pagamento das parcelas devidas, assim como, remuneração, repouso semanal remunerados, adicionais legais, as férias proporcionais com acréscimo de um terço; e o 13º salário proporcional, não poderá estipulado por período superior a um mês, devendo ser pagas até o 5º dia útil do mês seguinte ao trabalhado.

Será facultado às partes a convenção por meio do contrato de trabalho intermitente, as formas e instrumentos de convocação e de resposta para a prestação de serviços.

As verbas rescisórias e o aviso prévio serão calculados com base na média dos valores recebidos pelo empregado no curso do contrato de trabalho intermitente. Observa-se que no cálculo da média, serão considerados apenas os meses durante os quais o empregado tenha recebido parcelas remuneratórias no intervalo dos últimos 12 meses ou o período de vigência do contrato de trabalho intermitente, se este for inferior.

REPRESENTAÇÃO DOS EMPREGADOS

A comissão de representantes dos empregados não substituirá a função do sindicato de defender os direitos e os interesses coletivos ou individuais da categoria, inclusive em questões judiciais ou administrativas.

Os detalhes quanto a todas orientações trazidas, estão elencados na referida norma.

Gabriela Cristina Umbelino Viana
Setor de Legislação e Pesquisa Verde Ghaia

 


Educação Ambiental: papel do educador ambiental para a sociedade


 

De acordo com a literatura, a primeira grande catástrofe ambiental viria a acontecer em 1952, quando o ar, densamente poluído de Londres, provocou a morte de 1600 pessoas. Desencadeou-se assim a preocupação não só da Inglaterra, mas de vários países com relação à qualidade ambiental.

Qualidade ambiental: um breve resumo

Na década de 60, surgiram manifestações populares no Brasil e no mundo, a respeito de revelações de danos ambientais até então desconhecidos e os brasileiros começaram a se organizar e lutar para proteger o meio ambiente, o que foi mais aguçado, não só no Brasil, mas em todo o mundo pelo lançamento do livro Primavera Silenciosa da jornalista americana Rachel Carson, que se tornou um clássico na história do movimento ambientalista mundial, desencadeando uma grande inquietação internacional e suscitando discussões nos diversos países.

Breve Histórico sobre a Educação Ambiental

O termo Environmental Education (Educação Ambiental) surgiu em março de 1965, durante a Conferência em Educação na Universidade Keele, Grã-Bretanha. Na ocasião, foi aceito que a educação ambiental devesse se tornar parte essencial da educação de todos os cidadãos e seria vista como sendo essencialmente conservação ou ecologia aplicada.

No Brasil, a constituição de 1988 introduziu, pela primeira vez na história do país, um capítulo específico sobre o meio ambiente, considerando-o como um bem comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo ao poder público e à coletividade o dever de preservá-lo para as gerações presentes e futuras.

histórico sobre a educação ambiental
Fonte: Ministério do Meio Ambiente. Adaptado.

O Brasil não está alheio a importância da educação ambiental. No ano de 1992, foi realizado no Rio de Janeiro a Conferência das Nações Unidas sobre o meio ambiente e desenvolvimento (Unced ou Earth Sumit), também conhecida como Rio-92.

E nesse período foi elaborado um documento chamado “Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global”. Neste documento ficou estabelecido que “a educação ambiental deve ter como base o pensamento crítico e inovador, em qualquer tempo e lugar em seu modo formal, não formal e informal, promovendo a transformação e a construção da sociedade”. Além de reconhecer que a “Educação Ambiental deve ajudar a desenvolver uma consciência ética sobre todas as formas de vida com as quais o ser humano se compartilhamos neste planeta, respeitando seus ciclos vitais e impondo limites à exploração dessas formas de vida pelos seres humanos” (WWF/ECOPRESS, 2000, p. 22 e 24).

Os Ministérios do Ambiente, da Educação, da Cultura e da Ciência e Tecnologia, no ano de 1992, instituíram o PRONEA – Programa Nacional de Educação Ambiental. E o IBAMA, como responsável pelo cumprimento de suas determinações e na qualidade de executor da política nacional de meio ambiente, elaborou diretrizes para a implementação do PRONEA. Assim, incluiu a educação ambiental no processo de gestão ambiental, o que a torna presente em quase todas áreas de atuação (IBAMA,1998). Em 1997, o Ministério da Educação elaborou uma nova proposta curricular, denominada de Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNs, onde o meio ambiente passa a ser um tema transversal nos currículos básicos do ensino fundamental, isto é, de 1ª a 8ª séries.

De fato, em abril de 1999, com a lei nº 9795/99, é que veio o reconhecimento da importância da educação ambiental, reconhecida e oficializada como área essencial e permanente em todo processo educacional. Essa lei surgiu embasada no artigo 225, inciso VI da Constituição Federal de 1988.

Segundo a lei nº 9795/99 , a Educação Ambiental tem que ser trabalhada dentro e fora da escola, mas não deve ser uma disciplina, porque perde o seu caráter interdisciplinar. Segundo especialistas da área, “Uma relação harmônica e ética do homem com o seu ambiente, tendo a conservação e melhoria das condições ambientais como tema, pode ser desenvolvida desde a infância até a fase adulta através da educação formal e informal”.

Enfim, a educação ambiental na infância desperta na criança a consciência de preservação e de cidadania. A criança passa a entender, desde cedo, que precisa cuidar, preservar e que o futuro depende do equilíbrio entre homem e natureza e do uso racional dos recursos naturais.

Fontes: Ministério do Meio Ambiente e WWF


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Verde Ghaia abre suas portas para o México


 

 Representantes da empresa participam de evento de internacionalização no país e buscam parcerias para novos negócios.

 

Esta semana, de segunda a sexta, a Verde Ghaia participa da Missão de Internacionalização de empresas nas Cidade do México. Este evento é promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). A intenção é apoiar as empresas brasileiras que desejam expandir suas operações nesses países por meio de escritórios comerciais, centros de distribuição, serviços de pós-vendas e assistência técnica, lojas, entre outros investimentos diretos.

Participam do evento 40 empresas de setores tecnológicos, maquinário e equipamentos prontas para negociar com empresas mexicanas e atém estabelecer operações no país. A missão Brasil Tecnológico 2018 passará pela Cidade do México e também por Monterrey. A expectativa da Agência é que as empresas realizem US$ 61 milhões em negócios.

O Grupo Verde Ghaia sempre teve visão empreendedora. Buscamos oferecer aos nossos clientes soluções disruptivas, criativas e agéis, visando oferecer produtos e serviços de qualidade. O nosso lema é estar a frente do mercado, queremos encantar nosso cliente. Queremos que nosso cliente tenha a melhor solução tecnologica para o seu negócio. Afinal, o tempo do nosso cliente é precioso e ele merece ser tratado da melhor maneira possível.

Na missão estão sendo oferecidas informações sobre o ambiente de negócios e investimentos no México, com o objetivo de acelerar o processo de expansão das empresas brasileiras. Os participantes estão recebendo informações sobre como operar localmente, tendo reuniões com prestadores de serviços relacionados à abertura de empresas, realizando visitas técnicas, interagindo com empresas instaladas e recebendo apoio na elaboração do Plano de Expansão Internacional de suas empresas.

O México foi escolhido como destino do Brasil Tecnológico a partir de estudos feitos pela Apex-Brasil com apoio da Embaixada do Brasil no país, que identificou que os números do comércio entre o Brasil e o México continuam muito aquém do que se poderia esperar das relações econômicas entre as duas maiores economias da América Latina. Apesar de 72% da pauta exportadora brasileira estar concentrada em produtos de médio-alto valor agregado, o México é apenas o 8o destino das vendas externas do Brasil, o que nos demonstra espaço e oportunidade para ampliar a corrente comercial entre as duas nações.

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Como será a nova estrutura da Norma ISO 45001?


 

A norma em português acabou de ser publicada no Brasil em maio/18 pela ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. Entenda as mudanças e realize o Diagnóstico ISO 45001 

A norma, que apresenta os requisitos para implantação e certificação do Sistema de Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional. Esses são os Requisitos com orientação para uso, e a mesma permite que:

# A organização venha oferecer locais de trabalho seguros e saudáveis;
# Evitar lesões, doenças e problemas de saúde ao trabalhador;
# Melhorar continuamente o desempenho em Segurança e Saúde no Trabalho.

Um pouco mais sobre a Norma

A norma está baseada nas diretrizes da Organização Mundial do Trabalho. Assim sendo, a ISO 45001 irá substituir a atual norma de certificação OHSAS 18001. Isso ocorrerá após o prazo de validade da OHSAS. De acordo com o objetivo, busca-se ter maior alinhamento entre os padrões de sistema de gestão da ISO. Por exemplo, as normas ISO 9001:2015 e ISO 14001:2015, visando facilitar a implementação de duas ou mais normas nas empresas.

A equipe técnica da Verde Ghaia acompanha de perto todo o processo. Desse modo, antecipa para você informações sobre as novidades da norma de Saúde e Segurança Ocupacional.

# DIS  – Draft International Standart até 12/05/2016.
# FDIS – Final Draft International Standart.
# Publicação da norma em espanhol em março/18.
# Publicação da norma em português em maio/18.
# A empresa terá o período de transição de 3 anos. Isto é, a partir da data de publicação da versão oficial da norma.

O que esperar da Nova Estrutura?

Conheça as principais mudanças que devem ser proporcionadas pela ISO45001:

# Adoção da Estrutura de Alto Nível, permite a melhor integração com as normas ISO 9001:2015 e ISO 14001:2015. Desse modo, facilita-se o processo de implementação e gestão de duas ou mais normas pela empresa;
# Levantamento de ações para enfrentar riscos e oportunidades do negócio e do Sistema de Gestão de SST da empresa;
# Planejamento dos planos de ações quanto aos riscos e oportunidades, requisitos legais e preparação às situações de emergências;
# Implementar e manter processos para eliminar os perigos e reduzir os riscos de SSO nas atividades desenvolvidos pelos trabalhadores;
# Incorporação do conceito PDCA para melhor gestão do desempenho do SG de SSO;
# Possibilidade de integração no sistema de gestão. Assim como, de outros aspectos de saúde e segurança, além de tranquilidade e bem-estar do trabalhador;

Quer mais benefícios?

# Sistema de Gestão atuante na gestão de mudanças relacionados aos locais de trabalho e arredores, por exemplo, organização do trabalho; condições de trabalho; equipamentos; desenvolvimento de conhecimento e tecnologia; obtenção de conhecimentos sobre perigos e riscos e etc;
# Mudanças no controle de aquisição de produtos e serviços com os contratados e terceirizados;
# Compreensão prévia do contexto da organização para determinação do escopo.
# Por conseguinte, maior presença das lideranças como “peças-chave”. Assim, busca-se por uma efetiva implementação e gestão do desempenho de SSO.

Saiba sobre o processo de transição

Certificado: segue-se o padrão das demais normas. Sendo que após a publicação oficial da ISO45001, o certificado OHSAS18001 ainda continuará válido. Salienta-se que apenas por até 3 anos, prazo para o processo de transição.

Prazo: a empresa tem um prazo de 03 anos para se adequar aos requisitos da norma ISO45001. Ou seja, a partir da data de publicação da versão final.

Validade certificado: Ao término do período de transição (03 anos), os certificados da OHSAS18001 não serão válidos mais.

O que fazer para se adequar à norma ISO 45001?

e-book do módulo PRSSO do SOGI para gestão em Saúde e Segurança do trabalhador
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Agora, que a tão esperada ISO 45001 foi publicada na versão em portugês, a sua empresa pode adotar alguns passos para se adequar. Por exemplo:

Entendendo a norma:  o primeiro passo será a interpretação da norma. Nele será avaliando as adequações que precisam ser feitas para a implementação. Para isso, a empresa poderá contar com assessoria técnica de Consultores, devidamente capacitados.

Treinamento e capacitação: os principais responsáveis pelo Sistema de Gestão da Saúde e Segurança Ocupacional, bem como a alta gestão, precisarão passar por cursos e treinamentos sobre as mudanças trazidas pela nova norma.

Comunicação e Conscientização: todos devem estar envolvidos e comprometidos com a mudança. É importante que seja estabelecido um processo de comunicação efetivo sobre a nova norma. Isto pois, as mudanças que ela proporciona e a importância do sistema de gestão e da certificação para o melhor desempenho de saúde e segurança ocupacional da empresa.

Planejamento: a partir da avaliação das adequações, daquelas que serão necessárias, para atender aos requisitos da ISO45001, a empresa deverá estabelecer um planejamento. Não obstante, neste planejamento, deve-se definir as ações, prazos, responsáveis e custos (caso sejam necessários) para cada etapa do processo.

Benefícios da implementação ISO 45001

ISO 45001

Entender os benefícios que a norma ISO45001 pode proporcionar melhorias na gestão do desempenho de SSO da sua empresa. Logo, a implementação do Sistema de Gerenciamento de SST, contribui para que a organização controle seus riscos de SST e consequentemente, melhore o seu desempenho. Desse modo, facilita-se o diagnóstico e a implementação de duas ou mais normas ISO. Dessa maneira, a partir da adoção da Estrutura de Alto Nível, se integra todos os padrões ISO, exigidos.

Por conseguinte, ressalva-se a importância de se alinhar a gestão da SSO à estratégia da empresa. Uma vez que, se faz importante conhecer e gerir de forma mais efetiva os perigos, os riscos e oportunidades relacionados à saúde e segurança ocupacional.

Sendo assim, deve-se estabelecer controles operacionais para eliminar ou minimizar os efeitos em potencial e, até mesmo, eliminá-los. Além disso, deve-se buscar por melhorias na comunicação e na capacitação para que todos da empresa estejam conscientes e compromissados em eliminar ou reduzir os riscos da saúde e segurança ocupacional.

Contudo, o que todas as 0rganizações devem estabelecer, é uma cultura de segurança e saúde ocupacional, que prima pela prevenção e pela saúde dos trabalhadores.

O que a empresa ganha com a ISO 45001

ilustração de uma lâmpada para fazer alusão aos ganhos com a implementação da ISO 45001

# Promover a proteção da saúde física e metal dos trabalhadores;
# Processos eficazes para identificar perigos, controlar os riscos de SST, bem como potencializar as oportunidades para a Sistema de Gestão de Saúde e Segurança no Trabalho;
# Minimizar o risco de incidentes e de acidentes de trabalho;
# Diminuir índices de afastamentos e de turn over;
# Reduzir probabilidade de prejuízos financeiros com multas, embargos e/ou passivos trabalhistas;
# Melhorar o ambiente de trabalho e a qualidade de vida dos trabalhadores;
# Fomentar uma cultura que apoie voluntariamente o Sistema de Gestão de SSO e muito mais.

Faça seu diagnóstico de SSO – Plataforma Online

Sem dúvida, a implantação de um Sistema de Gestão de SSO baseado na norma ISO45001 permite que a sua empresa possa conhecer e gerenciar melhor os seus riscos. Assim sendo, é possível estabelecer os controles e definir objetivos focados na proteção da saúde física e mental dos trabalhadores, bem como considerando as estratégias da Alta Direção.

Benefícios proporcionados pela ISO 45001

O consultor especializado em SSO do Grupo Verde Ghaia está à disposição para ministrar o Treinamento Presencial de Interpretação e Implementação da ISO 45001. Em seguida, será disponibilizado o curso online da nova Norma ISO 45001.

# Promover a proteção da saúde física e metal dos trabalhadores;
# Processos eficazes para identificar perigos, controlar os riscos de SST, bem como potencializar as oportunidades para a Sistema de Gestão de Saúde e Segurança no Trabalho;
# Minimizar o risco de incidentes e de acidentes de trabalho;
# Diminuir índices de afastamentos e de turn over;
# Reduzir probabilidade de prejuízos financeiros com multas, embargos e/ou passivos trabalhistas;
# Melhorar o ambiente de trabalho e a qualidade de vida dos trabalhadores;
# Fomentar uma cultura que apoie voluntariamente o Sistema de Gestão de SSO e muito mais.


Esperamos por você no nosso Curso de EAD que está cheio de novidades. Inclusive com um quadro de Afinidades entre a Norma ISO 45001:2018 e a OHSAS 18001!


Recursos Hídricos e os Desafios para o Futuro


 

recursos hídricos

Em seu primeiro vídeo do Projeto Colunistas Verde Ghaia, Fernando Persechini, advogado especialista em direito ambiental, inicia uma reflexão sobre gestão de recursos hídricos na atualidade.

No mês de março deste ano, foi sediado, em Brasília, o 8º Fórum Mundial da Água. As discussões mais importantes que ocorreram durante o evento, tiveram como tema a garantia ao atendimento da Meta Nº 06 dos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030. Meta esta que visa atingir, até tal ano, o acesso universal e equitativo à água potável e segura para todos.

Em 2015, segundo dados da FAO, 181 países atingiram uma cobertura de pelo menos 75% nos serviços básicos de água potável. A organização avaliou que, no último século, a falta de água aumentou 1,7% mais rápido que a população. Agravando, assim, os conflitos regionais acerca destes recursos e trazendo desafios complexos para a garantia da universalização ao acesso.

Segundo Urilch Beck, as mudanças climáticas percebidas devem ser classificadas como uma “metamorfose do clima”. O que impossibilita que previsões históricas e estudos avançados consigam estabelecer padrões para o comportamento climático no planeta e antecipar consequências.

As discussões acerca destas mudanças, em tempos de crise ambiental, são o fio condutor dos debates atuais sobre a utilização e disponibilidade dos recursos hídricos.

Outro grave problema enfrentado, caracteriza-se pela ausência de qualidade da água para consumo humano. Enquanto em alguns locais a seca prolongada leva à escassez da água, em outros, a contaminação dos recursos hídricos, corrobora para que este bem, mesmo existindo, não possa cumprir sua função para abastecimento humano e produção agrícola.

Será necessário, portanto, o desenvolvimento de novas tecnologias, investimentos públicos e privados e respeito às normas ambientais vigentes para que se possa alcançar as mudanças necessárias que garantam um consumo sustentável dos recursos hídricos.

Assista ao vídeo e confira o conteúdo da Coluna na íntegra.


Fique atento aos principais conceitos da NR 35


 

Considera-se trabalho em altura toda atividade executada acima de 2,00 m (dois metros) do nível inferior, onde haja risco de queda.

O treinamento teórico da NR 35 (disponível na plataforma Cursos On-line Verde Ghaia) revela os requisitos mínimos e as medidas de proteção para o trabalho em altura, envolvendo o planejamento, a organização e a execução. O objetivo é explicar a norma e garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores envolvidos direta ou indiretamente com esta atividade.

Conheça agora algumas definições da norma regulamentadora que devem ser consideradas para seu melhor entendimento:

Absorvedor de energia: Elemento com função de limitar a força de impacto transmitida ao trabalhador pela dissipação da energia cinética.

Análise de Risco – AR: avaliação dos riscos potenciais, suas causas, consequências e medidas de controle.

Ancoragem estrutural: elemento fixado de forma permanente na estrutura, no qual um dispositivo de ancoragem ou um EPI pode ser conectado.

Atividades rotineiras: atividades habituais, independente da frequência, que fazem parte do processo de trabalho da empresa.

Cinturão de segurança tipo paraquedista: Equipamento de Proteção Individual utilizado para trabalhos em altura onde haja risco de queda, constituído de sustentação na parte inferior do peitoral, acima dos ombros e envolta nas coxas.

Condições impeditivas: situações que impedem a realização ou continuidade do serviço que possam colocar em risco a saúde ou a integridade física do trabalhador.

Dispositivo de ancoragem: dispositivo removível da estrutura, projetado para utilização como parte de um sistema pessoal de proteção contra queda, cujos elementos incorporam um ou mais pontos de ancoragem fixos ou móveis.

Distância de queda livre: distância compreendida entre o início da queda e o início da retenção.

Elemento de engate: elemento de um cinturão de segurança para conexão de um elemento de ligação.

Elemento de engate para retenção de quedas: elemento de engate projetado para suportar força de impacto de retenção de quedas, localizado na região dorsal ou peitoral.

Elemento de fixação: elemento destinado a fixar componentes do sistema de ancoragem entre si.

Elemento de ligação: elemento com a função de conectar o cinturão de segurança ao sistema de ancoragem, podendo incorporar um absorvedor de energia. Também chamado de componente de união.

Equipamentos auxiliares: equipamentos utilizados nos trabalhos de acesso por corda que completam o cinturão tipo paraquedista, talabarte, trava-quedas e corda, tais como: conectores, bloqueadores, anéis de cintas têxteis, polias, descensores, ascensores, dentre outros.

Estrutura: Estrutura artificial ou natural utilizada para integrar o sistema de ancoragem, com capacidade de resistir aos esforços desse sistema.

Extensor: componente ou elemento de conexão de um trava-quedas deslizante guiado.

Fator de queda: razão entre a distância que o trabalhador percorreria na queda e o comprimento do equipamento que irá detê-lo.

Força de impacto: força dinâmica gerada pela frenagem de um trabalhador durante a retenção de uma queda.

Força máxima aplicável: Maior força que pode ser aplicada em um elemento de um sistema de ancoragem.

Influências Externas: variáveis que devem ser consideradas na definição e seleção das medidas de proteção, para segurança das pessoas, cujo controle não é possível implementar de forma antecipada.

Operação Assistida: atividade realizada sob supervisão permanente de profissional com conhecimentos para avaliar os riscos nas atividades e implantar medidas para controlar, minimizar ou neutralizar tais riscos.

Permissão de Trabalho – PT: documento escrito contendo conjunto de medidas de controle, visando ao desenvolvimento de trabalho seguro, além de medidas de emergência e resgate.

Ponto de ancoragem: parte integrante de um sistema de ancoragem onde o equipamento de proteção individual é conectado.

Profissional legalmente habilitado: trabalhador previamente qualificado e com registro no competente conselho de classe.

Riscos adicionais: todos os demais grupos ou fatores de risco, além dos existentes no trabalho em altura, específicos de cada ambiente ou atividade que, direta ou indiretamente, possam afetar a segurança e a saúde no trabalho.

Sistema de acesso por cordas: Sistema de trabalho em que são utilizadas cordas como meio de acesso e como proteção contra quedas.

Sistema de posicionamento no trabalho: sistema de trabalho configurado para permitir que o trabalhador permaneça posicionado no local de trabalho, total ou parcialmente suspenso, sem o uso das mãos.

Sistema de Proteção contra quedas – SPQ: Sistema destinado a eliminar o risco de queda dos trabalhadores ou a minimizar as consequências da queda.

Sistema de restrição de movimentação: SPQ que limita a movimentação de modo que o trabalhador não fique exposto a risco de queda.

Sistema de retenção de queda: SPQ que não evita a queda, mas a interrompe depois de iniciada, reduzindo as suas consequências.

Suspensão inerte: situação em que um trabalhador permanece suspenso pelo sistema de segurança, até o momento do socorro.

Talabarte: dispositivo de conexão de um sistema de segurança, regulável ou não, para sustentar, posicionar e/ou limitar a movimentação do trabalhador.

Trabalhador qualificado: trabalhador que comprove conclusão de curso específico para sua atividade em instituição reconhecida pelo sistema oficial de ensino.

Trava-queda: dispositivo de segurança para proteção do usuário contra quedas em operações com movimentação vertical ou horizontal, quando conectado com cinturão de segurança para proteção contra quedas.

Zona livre de queda – ZLQ: região compreendida entre o ponto de ancoragem e o obstáculo inferior mais próximo contra o qual o trabalhador possa colidir em caso de queda, tal como o nível do chão ou o piso inferior.

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Auditorias: Princípios e Classificação


 

O que é auditoria? Auditoria é caracterizada pela confiança em alguns princípios. Eles fazem da auditoria uma ferramenta eficaz e confiável apoiando as políticas de gestão e seus controles, além de fornecer informações sobre uma organização para ajudá-la a agir e melhorar seu desempenho.

A aderência a estes princípios é um pré-requisito para se fornecer conclusões de auditoria relevantes e suficientes, e para permitir que auditores que trabalhem independentemente e entre si cheguem a conclusões semelhantes em circunstâncias semelhantes.

Auditorias: Princípios e Classificação

Auditorias: Princípios e Classificação

Os princípios de auditoria estão relacionados a auditores:

a) Conduta Ética:

O fundamento do profissionalismo. Confiança, integridade, confidencialidade e descrição são essenciais para auditar. Um auditor deve ser integro e ético, não deve aceitar presentes e não se deve influenciar por elogios e subornos em uma auditoria.

b) Apresentação Justa:

A obrigação de reportar com veracidade e exatidão. Constatações, conclusões e relatórios de auditoria refletem verdadeiramente e com precisão as suas atividades. Obstáculos significantes encontrados durante a auditoria e opiniões divergentes não resolvidas entre a equipe de auditoria e o auditado são relatados, ou seja, o auditor deve relatar tudo aquilo que observa em uma auditoria. Deve faze-la com total zelo e observação aos requisitos e a realidade do que está sendo auditado.

c) Devido Cuidado Profissional:

A aplicação de diligência e o julgamento na auditoria. Auditores praticam o cuidado necessário considerando a importância da tarefa que eles executam e a confiança colocada neles pelos clientes e partes interessadas. Ter a competência necessária é um fator importante. Outros princípios se relacionam à auditoria, que é por definição independente e sistemática. Resumindo, a auditoria deve ser feita com muito “carinho”. Os critérios de auditoria devem ser examinados e não se pode “relaxar” na verificação e análise dos requisitos avaliados. Ser competente com base em habilidade, experiência, educação e treinamento previamente definidos e comprovados é fundamental.

d) Independência:

A base para a imparcialidade e objetividade das conclusões de auditoria. Auditores são independentes da atividade a ser auditada e são livres de tendências e conflitos de interesse. Auditores mantém um estado de mente aberta ao longo do processo de auditoria para assegurar que as constatações e conclusões de auditoria serão baseadas somente nas evidências de auditoria.

Se a pessoa trabalha no setor de compras não deveria auditar esse setor em uma auditoria interna. Se você é um auditor de certificadora não seria desejável auditar a empresa que é dirigida por seu irmão ou parente. Se você é um organismo que audita e pode certificar sistemas de gestão seria desejável que não realizasse consultorias.

e) Abordagem baseada em evidências:

Méodo racional para alcançar conclusões de auditorias confiáveis e reproduzíveis em um processo sistemático. Evidências são baseadas em amostras das informações disponíveis, uma vez que uma auditoria é realizada durante um período finito de tempo e com recursos finitos. O uso apropriado de amostragem está intimamente relacionado com a confiança que pode ser colocada nas conclusões de auditoria. Não existe “achismo” na auditoria. Ou existem evidências ou não se pode concluir com veracidade sobre um processo auditado.

Classificação das Auditorias

Classificação das Auditorias

1. Auditoria de Adequação

A auditoria de adequação determina se a documentação e procedimentos do sistema de gestão atendem aos requisitos da norma aplicável a este sistema de gestão. Esta auditoria é também conhecida por:

• Auditoria de documentação
• Auditoria de escritório
• Análise crítica da documentação
• Auditoria de sistema = conjunto da auditoria de adequação e conformidade

No processo de certificação, uma auditoria de adequação se limita tipicamente à análise crítica dos documentos do sistema de gestão que normalmente, de forma suficiente, delinearia o sistema de gestão da organização.

2. Auditoria de Conformidade ou de Implementação

A auditoria de conformidade tem a finalidade de se conhecer o quanto um sistema de gestão está funcionando dentro da organização. Ela busca verificar qual a extensão do entendimento do sistema auditado e de seus requisitos por parte da força de trabalho, ou seja, o auditor procura pela implementação das disposições e arranjos planejados.

3. Auditoria de sistema

Conjunto da auditoria de adequação mais conformidade

4. Auditoria Externa

A auditoria externa é uma auditoria de segunda parte ou de terceira parte. Auditorias Externas podem ser:

Auditoria de Pré-Certificação: Antecipa o status do Sistema de Gestão frente a norma e permite os ajustes necessários para a finalização do sistema.
Auditoria de Certificação: Avalia se o Sistema de Gestão está implementado de acordo com a Norma.
Auditoria de Manutenção: Realizada para verificar se o Sistema de Gestão continua implementado na empresa.
Auditoria de Follow-Up: Decorrente de pendências encontradas em outras auditorias.
Auditoria Especial: Decorrente de mudanças significativas no Sistema de Gestão de uma organização certificada.
Auditoria de Re-Certificação: Planejada levando-se em conta a maturidade e performance do sistema.

5. Auditoria Interna

As auditorias internas são quando uma organização examina seus próprios sistemas, procedimentos e atividades para determinar se eles são adequados e estão sendo atendidos, é uma auditoria de primeira parte.

6. Auditoria de Produto / Projeto / Processo

Esta auditoria é uma auditoria vertical que considera todos os sistemas que entram na produção de um produto ou serviço específico.

NOTA: Não confundir esse tipo de auditoria com inspeção de produção.
Os critérios para classificação de auditorias são baseados em quem está auditando quem, para que fim e por qual razão.

7. Auditoria de Primeira Parte

Esta é uma auditoria realizada por uma organização sobre si mesma. É realizada para benefício da administração daquela organização que utilizará as informações obtidas durante a auditoria.

8. Auditoria de Segunda Parte

Estas são auditorias conduzidas por uma organização sobre uma outra para os fins e objetivos da organização que realizou a auditoria. Este tipo inclui auditorias realizadas por clientes em seus atuais ou potenciais fornecedores.

9. Auditoria de Terceira Parte

Estas são auditorias realizadas por uma terceira parte independente que não tem interesse direto nos resultados das auditorias. Tipicamente estas são auditorias de certificação, auditorias para prêmios de qualidade, etc.

Quanto ao escopo, estas auditorias podem ser:

Sistema: Avaliar a adequação a requisitos da norma e a conformidade das atividades de um SGI
Processo: Verificar se o respectivo procedimento é adequado e está sendo cumprido. E verificar se os operadores são qualificados e certificados para execução das atividades realizadas (se necessário).
Produto: Exame completo de uma amostra de produto. Indicar a qualidade do que está indo para o cliente. Verificar o grau de satisfação do usuário (feita junto ao cliente).

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Sistema de Gestão de Energia: Uma visão muito além da conta de luz


 

A ISO 50001: 2011 estabelece que o sistema de gestão de energia é o conjunto de elementos inter-relacionados ou interativos para estabelecer uma política energética, objetivos energéticos, e processos e procedimentos para atingir tais objetivos. Esses objetivos energéticos sempre deverão ter como premissa maior a redução do consumo de energia e/ou a eficiência energética.

Publicada em 15 de junho de 2011, a norma ISO 50001 estabelece um sistema para a gestão energética que pode ser usado por plantas industriais, instalações comerciais ou mesmo para empresas inteiras. A norma objetiva uma ampla aplicação para organizações de qualquer segmento e estima-se que possa influenciar diretamente mais de 60% de toda a energia em uso no mundo.

A razão ou outra relação quantitativa entre uma saída de desempenho, serviços, produtos ou energia e uma entrada de energia é que chamamos de eficiência energética. Exemplo: Eficiência de conversão, energia requerida/energia usada, saída/entrada, energia teórica utilizada para operar/energia usada para operar; eficiência de motor – Kw/h Médio Consumido / Distância percorrida; eficiência da lâmpada –  W/h médio consumido / fluxo luminoso produzido lúmen (lm).

Nota-se que tanto a entrada como a saída precisam ser claramente especificadas em quantidade e qualidade e ser mensuráveis para que se consiga efetivamente visualizar o nível de eficiência energética do objeto de avaliação.

Entendendo o que contempla a Norma ISO 50001

Contudo, a gestão de energia a que se refere a norma não se restringe a somente a energia elétrica (que em muitos casos pode ser principal fonte de energia, apesar de não ser a única) mas aos demais tipo de energias utilizadas sejam em processos produtivos, atividades de serviço, entretenimento, lazer, etc., como os combustíveis, o vapor, calor, ar comprimido, além de formas mais limpas como a energia eólica, solar e outras formas análogas, ou seja, para o propósito da eficiência energética, energia refere-se às suas diversas formas, incluindo renovável, que podem ser compradas, armazenadas, processadas, utilizadas em equipamentos ou em um processo, ou até recuperadas.

Dessa forma, realizar a gestão de energia é muito mais do que medir mês a mês a conta de luz e avaliar se houve ou não uma redução de consumo. É entender também se houve uso de outras formas de energia, em sentido amplo, e como as mesmas contribuíram para os resultados da organização, ou seja, se o uso das mesmas é significativo. Até porque é possível existir cenários em que mesmo com aumento de consumo de energia seja possível atingir maior eficiência energética, quando ocorre, por exemplo, expansão de um empreendimento/atividade com aquisição de novas máquinas/ equipamentos contratação de mais funcionários, em que se pode ter um maior consumo geral de energia, mas um menor consumo por pessoas ou por máquinas.  Tudo dependente da forma como a organização gerencia seus usos significativos de energia, determina objetivos em relação a redução do consumo ou aumento da eficiência energética dos processos, mede e monitora os resultados periódicos e ações de adequação e/ou melhoria para que tais objetivos sejam alcançados.

Importância de implementar um Sistema de Gestão de Energia

O Sistema de Gestão de Energia tem como finalidade auxiliar a organização a estabelecer os sistemas, bem como os processos necessários para melhorar a sua eficiência energética, conduzindo as reduções nos custos e nas emissões de gases com efeito estufa, através de uma gestão sistemática da energia.

Onde é possível desenvolver e implementar uma política energética, estabelecer objetivos, assim como, processos que atendam aos requisitos legais e outros requisitos aplicáveis ao escopo e negócio da empresa.

Diante dessa breve contextualização dos objetivos, pode-se perceber a importâncias e diversas vantagens que a organização alcança com a obtenção do Sistema de Gestão de Energia.

Em resumo, o SGE com base na NBR ISO 50001, proporciona as empresas otimização no que tange ao uso de energia sistemática, econômica e ecologicamente, ajudando na eficiência energética de processos, equipamentos e dispositivos, além de reduzir os custos, o consumo de energia e as emissões de CO2 e outras.

BENEFÍCIOS

O Sistema de Gestão de Energia bem implantado, proporciona diversos benefícios na totalidade da gestão de energia, tais como:

  • Redução de custos com energia e vida útil de equipamentos;
  • Melhoria da eficiência operacional;
  • Redução da emissão de gases de efeito estufa;
  • Existência de dados relativos a energia para auxílio na tomada de decisão;
  • Política para o uso mais eficiente de energia envolvendo até a alta administração;
  • Integração com sistemas de gestão existentes;
  • Redução de impactos ambientais;
  • Metas para redução;
  • Rateio de custos setorizados e transparência dos consumos de energia por departamentos;
  • Demonstração clara de responsabilidade social corporativa;
  • Vantagens competitivas sobre as empresas que negligenciam a gestão de recursos;
  • Melhoria contínua do perfil de uso da energia e muito mais.

A figura 01 apresentada abaixo, ilustra de uma forma dinâmica a importância do compromisso e engajamento contínuos dos envolvidos, pois são essenciais para a efetiva implementação, manutenção e melhoria de um SGE, a fim de alcançar os benefícios na melhoria do desempenho energético.

SGE – SISTEMA DE GESTÃO DE ENERGIA

Figura 01: Verde Ghaia

 

Conheça tudo sobre Sistema de Gestão de Energia, no curso online ISO 50001 – Eficiência Energética.


Saiba tudo sobre o Programa 5S – Qualidade Total


 

O QUE É O PROGRAMA 5S

O 5S, também conhecido como Programa 5S ou ainda como [1]Housekeeping, é uma metodologia aplicada para a melhora da qualidade no ambiente de trabalho através da organização, limpeza e conduta das pessoas de forma estruturada e de fácil execução.

Uma vez implementada é capaz de modificar não só o ambiente de trabalho, mas, se for estendido para o campo pessoal de cada indivíduo, pode trazer melhora do humor, na maneira de conduzir suas atividades e nos relacionamentos interpessoais.

Em um ambiente profissional, a desordem da infraestrutura de uma empresa ocasionada por equipamentos mau alocados, peças faltantes, materiais e ferramentas fora do lugar, bem como a existência de sujeiras atrapalham a execução dos procedimentos operacionais necessários para a realização das tarefas, resultando em atrasos e prejuízo para a organização. Quando incorporado aos padrões operacionais da empresa, o 5S proporciona maior visibilidade e controle das atividades e otimização dos recursos necessários para a realização das ações, contribuindo para a eliminação do desperdício, seja de tempo, material ou energia, favorecendo assim a redução de erros ou falhas no processo produtivo.

SURGIMENTO

Sua origem se deu no Japão logo após a 2º Guerra Mundial (década de 50) onde, diante de um cenário de destruição e sujeira nas fábricas, o professor Kaoro Ishikawa elaborou uma metodologia, tendo por base práticas milenares de educação oriental, para evitar o desperdício e organizar o ambiente diante de um país devastado e com escassez de recursos.

Figura 1 Japão antes e depois da 2º Guerra Mundial

A prática surtiu efeito e alcançou grande sucesso no Japão, sendo incorporada às rotinas de trabalho das empresas orientais e ganhando repercussão internacional no meio corporativo, de forma que outras empresas ao redor do mundo começaram a adotar essa metodologia e a disseminá-la.

No Brasil, o 5S foi formalmente lançado na década de 90 sendo fortemente difundido entre as empresas cuja finalidade foi a de aumentar a produtividade com as práticas de redução de desperdícios e aumento de produtividade.

SIGNIFICADO DOS 5S

O nome 5S é derivado de cinco palavras japonesas iniciadas pela letra “S”, as quais foram acrescidas do termo “senso” na tradução para o português a fim de melhor expressar o sentido de cada palavra conforme seu significado original.

São elas:

整理      SEIRI             Senso de Utilização, Seleção, Descarte, Classificação, Organização

整頓     SEITON          Senso de Ordenação, Arrumação, Organização

清掃     SEISO             Senso de Limpeza, Inspeção, Zelo

清潔     SEIKETSU      Senso de Saúde, Padronização, Higiene, Asseio, Bem estar

躾          SHITSUKE      Senso de Autodisciplina, Disciplina, Autocontrole, Respeito

Cada conceito integrante do 5S representa um pouco da filosofia oriental através de uma atitude, uma ação que, quando conjugados, expressam as ideias centrais de organização e controle. Quando praticados reiteradamente e incorporados ao dia a dia, o 5S pode proporcionar melhora na qualidade de vida, refletindo diretamente em um ganho na produtividade profissional e também pessoal de cada indivíduo.

Como consequência no âmbito corporativo, a prática da metodologia 5S pode proporcionar melhor controle dos processos com a economia de recursos e otimização das atividades, condições essenciais para o desenvolvimento sustentável de uma empresa.

APLICAÇÃO

Por se tratar de conceitos de fácil entendimento, a prática do 5S em uma organização permite sua execução em todos os setores da empresa, seja qual for seu ramo de atuação ou tamanho, sendo bem empregado tanto no “chão de fábrica” quanto no ambiente administrativo.

Considerado pelas indústrias japonesas como fator básico para o sucesso de programas de qualidade, como o TQC (Total Quality Control) ou Qualidade Total, é amplamente utilizado pelas organizações que buscam não só atender as demandas de seus clientes com produtos ou serviços quanto por instituições que desejam atuar de forma responsável e coerente com seus objetivos.

Através de sua aplicação, é possível trabalhar de forma otimizada os recursos necessários para a fabricação de produtos ou prestação de serviços racionalizando a utilização de documentos, materiais e equipamentos, customizar a mão de obra e agilidade dos processos, bem como promover o bem-estar e desenvolvimento dos colaboradores que participam ativamente do programa, permitindo uma melhora nos relacionamentos interpessoais e também estímulo para o desenvolvimento de cada indivíduo.

VANTAGENS DO 5S

Dentre as inúmeras vantagens trazidas pela adoção do programa 5S, destaca-se:

  • Eliminação do excesso de objetos, formulários, pastas e materiais;
  • Higiene física e mental;
  • Eliminação da poluição visual;
  • Facilita a obtenção de informação;
  • Otimização do espaço;
  • Agilidade dos processos;
  • Melhora a administração do tempo;
  • Aumenta a segurança;
  • Melhora a qualidade dos produtos e serviços ofertados;
  • Desenvolve o trabalho em equipe;
  • Eleva o nível de satisfação e motivação pessoal;
  • Melhora o ambiente de trabalho e as relações humanas;
  • Melhora a qualidade de vida.

Em uma perspectiva mais prática, pode-se citar como exemplo o estoque de materiais onde o método de guardar por tipos, tamanhos, cores, etc. facilita sua localização (economia de tempo), sua reposição (economia de recurso), bem como prioriza seu uso adequado no processo (diminui ou elimina o risco de falhas).

Da mesma forma, um ambiente limpo pode evitar a contaminação por doenças, falhas ou defeitos em estruturas ou equipamentos que estejam cobertos com poeiras ou debaixo de entulhos, risco de acidentes ocasionados por pisos molhados ou com algum material escorregadio (óleos, graxas, etc.) ou ainda aparentar descuido em uma estação de trabalho suja e com excesso de materiais.

[1] Housekeeping, conservação da casa, é um programa voltado para a mobilização dos funcionários através da implementação de mudanças no ambiente de trabalho, incluindo eliminação dos desperdícios, limpeza e arrumação das salas. Significado de housekeeping. Dicionário Formal, nov. 2011. Disponível em: <http://www.dicionarioinformal.com.br/significado/housekeeping/3594/>. Acesso em: 18 ago. 2016

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