janeiro 2019 | Página 2 de 5 | Grupo Verde Ghaia
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IBAMA divulga documento sobre rompimento da Barragem de Brumadinho


 

IBAMA – INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS

COORDENAÇÃO-GERAL DE EMERGÊNCIAS AMBIENTAIS
SCEN Trecho 2 – Ed. Sede do IBAMA – Bloco B – Sub-Solo, – Brasília – CEP 70818-900
Nota Informativa nº 4236412/2019-CGEMA/DIPRO
Número do Processo: 02001.002241/2019-27
Interessado: COORDENAÇÃO-GERAL DE EMERGÊNCIAS AMBIENTAIS
Brasília, 25 de janeiro de 2019

Rompimento da Barragem VI no Córrego do Feijão em Brumadinho/MG, com volume de 1 milhão de m³ de rejeito de mineração.

Equipe do Núcleo de Prevenção e Atendimento a Emergências Ambientais do Ibama se deslocou ao local, em conjunto com servidores do órgão estadual de meio ambiente – NEA/SEMAD/MG.

O Ibama acompanha o evento também por meio do Grupo de Informações de Emergências em Barragens, integrado pela Defesa Civil e os órgãos fiscalizadores de barragens. A Defesa Civil confirmou a existência de pessoas isoladas.

Em situações de emergência, a competência primária para acompanhamento é do órgão licenciador, nesse caso, estadual. A competência Federal, na situação, será estabelecida se o incidente ultrapassar os limites territoriais ou atingir significativamente um bem da União. De qualquer maneira, o Ibama continuará acompanhando o evento e prestando o apoio necessário aos órgãos públicos, por força de seus acordos junto ao P2R2 (Plano Nacional de Prevenção, Preparação e Resposta Rápida a Emergências Ambientais com Produtos Químicos Perigosos– Decreto 5.098/04).

O órgão fiscalizador da segurança das barragens de mineração é a Agência Nacional de Mineração (ANM), segundo a Política Nacional de Segurança de Barragens (Lei n. 12.334/2010).

O empreendimento está situado na Bacia do São Francisco, em um tributário do Rio Paraupebas. Em primeira análise, entende-se que a primeira estrutura receptora dos impactos seria a Barragem de Retiro Baixo, a mais de 150 km do ponto de rompimento.

Principais preocupações dos órgãos no momento: resgate de vítimas e proteção de pontos de captação de água.

A titulo de comparação, no desastre de Mariana/MG, o volume da barragem de Fundão era de 50 milhões de m³.

SEI/IBAMA – 4236412 – Nota Informativa

(assinado eletronicamente)
FERNANDA CUNHA PIRILLO INOJOSA
Coordenadora Geral de Emergências Ambientais

A autenticidade deste documento pode ser conferida no site https://sei.ibama.gov.br/autenticidade, informando o código verificador 4236412 e o código CRC 697417A1.


Corpo de Bombeiros de SP publica nova IT de Procedimentos Administrativos


 

A Instrução Técnica CBMSP Nº 01, de 01-01-2019* estabelece os critérios para apresentação de processo de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco, atendendo ao previsto no Regulamento de Segurança contra Incêndio em edificações e áreas de risco.

Esta Instrução Técnica (IT) discursa sobre procedimento de vistorias, formulário para atendimento técnico, solicitação de vistoria por autoridade competente, comissão técnica e informatização do Serviço de Segurança Contra Incêndio (SSCI).

Para maiores esclarecimentos, acesse a íntegra do texto desta Instrução Técnica por meio do módulo LIRA do Sistema SOGI ou através do site: https://futurelegis.sogi.com.br

Letícia Caroline Nunes Ferreira
Departamento Jurídico

*Até a presente data (24/01/2019), não foi publicada a Portaria que aprove esta Instrução Técnica.


Como gerar Licença Ambiental sem dificuldades?


 

Embora o licenciamento ambiental tenha sido visto como um desafio para as empresas, devido à sua complexidade, ela é relevante para os órgãos ambientais gerirem as operações de empresas consideradas poluidoras, efetiva ou potencialmente, bem como para toda a sociedade.

Desse modo, as empresas ficam obrigadas, por lei, a buscar o, junto ao órgão competente, incluído desde o planejamento até a operação. Tornando-se, portanto, uma obrigação legal.

Para desburocratizar esse processo, criamos esse passo que irá orientá-lo na aquisição do Licenciamento ambiental para a sua empresa.

01 – Licenciamento Ambiental: o que você precisa saber

O Licenciamento Ambiental é uma autorização de poder público, representado pelos órgãos ambientais, que visa autorizar, acompanhar e operar atividades que utilizem os recursos naturais e que possam acarretar danos durante as atividades.

Na resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA ) no 237 de 1997,  regulamenta os aspectos de licenciamento ambiental estabelecidos na Política Nacional do Meio Ambiente, isto é, toda empresa que se enquadrar em determinadas atividades ou empreendimento que possam efetiva ou potencialmente poluir os recursos naturais, devem ter, obrigatoriamente, a licença ambiental para realizar suas atividades.

Atividades e empreendimentos sujeitos a Licença Ambiental

Para esclarecer essa dúvida, listamos abaixo as atividades citadas pelo CONAMA, mas aconselhamos acessar o link para conhecer as especificações detalhadas para cada atividade.

  • Atividades ou Empreendimento
  • Extração e tratamento de Minerais
  • Indústrias de produtos minerais não metálicos
  • Indústria metalúrgica
  • Indústria mecânica
  • Indústria de material elétrico, eletrônico e comunicações
  • Indústria de material de transporte
  • Indústria de madeira
  • Indústria de papel e celulose
  • Indústria de borracha
  • Indústria de couros e peles
  • Indústria química
  • Indústria de produtos de matéria plástica
  • Indústria têxtil, de vestuário, calcados e artefatos de tecidos
  • Indústria de produtos alimentares e bebidas
  • Indústria de fumo
  • Industrias diversas
  • Obras civis
  • Serviços de utilidade
  • Transporte, terminais e depósitos
  • Turismo
  • Atividades diversas
  • Atividades agropecuárias
  • Uso de recursos naturais

02 – Para que serve a Licença Ambiental?

Muitas empresas se perguntam “Mesmo minha empresa se enquadrando nas especificações das atividades, citadas pelo CONAMA, sou obrigado a licenciar a minha atividade?

A licença não pode ser vista apenas como um documento que autoriza o empreendedor a iniciar as suas atividades. A Licença Ambiental é muito mais que isso, ela é o primeiro passo de contato com o órgão ambiental que por sua vez, irá orientar o empreendedor quanto as suas responsabilidades, assim como as restrições ambientais que deverá respeitas e seguir.

A Lei Federal 6.938/81, tornou-se obrigatória em todo o território brasileiro a partir de 1981 para que todas as atividades ou empreendimento, que pudessem prejudicar o meio ambiente, se conscientizassem de suas ações e soubessem das sanções previstas em lei. Isso inclui as punições de crime ambiental, tais como, advertências, multas, embargos, paralisação temporária ou definitiva das atividades. 

No mercado de resíduos, a licença ambiental tem sido cada vez mais exigida pelos prestadores de serviço, fornecedores, parceiros e terceiros. Isso tem ocorrido, tanto por causa da exigência do mercado quanto pelas condições impostas para aprovação de projetos e financiamento em bancos.

03 – Como emitir Licença Ambiental?

Deve-se ter ciência de que são três esferas, de órgãos ambientais, competentes: Municipal, Estadual e Federal. Sendo que, cada um deles tem suas exigências e responsabilidades perante as atividades ou empreendimento.

Ao ser emitida, a licença ambiental terá prazo determinado e regras que estabelecem condições, restrições e medidas de controle ambiental que a sua empresa deverá respeitar. Exemplo:

  • Geração de líquidos poluentes
  • Resíduos sólidos
  • Emissões de gases
  • Ruídos
  • Potencial de explosão
  • Potencial de incêndio.

Como funciona cada uma das Esferas governamentais?

Esfera Federal IBAMA:O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, IBAMA, é o responsável pelo licenciamento de empresas que desenvolvem suas atividades em mais de um estado e que os impactos ambientais possam ultrapassar os limites territoriais.

Esfera Estadual – para cada Estado há o seu órgão responsável: A Lei Federal 6.938/81 atribui a cada Estado a competência de licenciar as atividades regionais, isto é, licenciar empresas que desenvolvem suas atividades dentro do seu Estado. Por exemplo, se a sua empresa atua no Estado de Minas Gerais, o órgão estadual responsável é o SEMAD, no Rio de Janeiro, FEEMA, em São Paulo, CETESB.

Esfera Municipal: O Estado pode delegar a responsabilidade do licenciamento para o Município quando a atividade ou empreendimento impactar o meio ambiente local, conforme a Resolução do CONAMA 237/97.

Desse modo, torna-se importante saber se a sua empresa se enquadra dentro das especificações de atividades e empreendimentos citadas pelo CONAMA e em seguida, identificar a esfera do impacto ambiental para que você possa solicitar ao órgão responsável o Licenciamento Ambiental para o seu negócio.

05 – Quais são os tipos de Licenças Ambientais?

Para tirar a licença ambiental, deve-se compreender que para cada etapa da sua atividade ou empreendimento, há uma licença especifica. Por exemplo:

Licença Prévia (LP):Faz parte da primeira etapa, na qual será avaliada a localização, a concepção do empreendimento ou atividade, controle ambiental, área adequada, estudos ambientais complementares (EIA/RIMA e RCA). A partir do estudo dessas análises, o Órgão Licenciador, atestará a viabilidade ambiental e estabelecerá os requisitos básicos a serem seguidos pela sua empresa, para que assim, você possa solicitar a Licença de Instalação (LI).

Licença de Instalação (LI):Após definidas as medidas de proteção ambiental, iniciam-se os procedimentos de Licença de Instalação cujo documento autoriza o início das atividades ou do empreendimento, isto é, a construção em si.

Caso a atividade ou o empreendimento sofra alguma alteração, a empresa deve comunicar formalmente o órgão licenciador para uma nova estimativa.

Licença de Operação (LO):Finalizadas as partes de construção, instalação, iniciam-se os procedimentos para licença de operação, isto é, quando as atividades internas da empresa começam a funcionar. Portanto, a Licença de Operação tem como responsabilidade verificara eficácia das medidas de controle ambiental ditadas pelas licenças anteriores.

06 – O que fazer quando estiver em operação, mas sem a Licença?

Primeiramente é importante que um responsável da empresa, comunique formalmente o Órgão Licenciador e solicite a Licença de Operação. Existem dois tipos de Licenças para esse caso:

Licença Preventiva: quando a sua empresa está pronta para operar, mas ainda não iniciaram as atividades internas.

Licença Corretiva: para regularizar a situação de atividades em operação. Mas, para isso, faz-se necessária a apresentação de vários documentos, tais como, os projetos previstos para as fases de LP, LI e LO, responsável por definir um prazo para a implantação do Sistema de Controle Ambiental.

07 – Modificar atividade ou empreendimento é preciso uma nova Licença

Será necessária uma nova licença, apenas para a parte que será modificada ou implementada. A comunicação deve ser comunicada formalmente ao órgão licenciador. Portanto, lembre-se que para adquirir sua licença, será preciso:

  1. Identificar qual o tipo de licença que sua atividade ou empreendimento precisa.
  2. Identificar qual será o órgão responsável para sua empresa solicitar a licença.
  3. Solicitar ao órgão licenciador os formulários de requerimento.
  4. Inicia-se a abertura do processo.
  5. Por fim, formalização do processo de licenciamento.

08 – As Licenças tem prazo de validade? Qual é o Prazo de cada uma delas?

Responsabilidade por Dano Ambiental – Saiba mais com a Advogada Danielle Reis

Licença Prévia: o prazo é estabelecido através do cronograma de projeto, apresentado ao órgão licenciador e não ultrapassa 5 anos. É possível solicitar prorrogação do prazo.

Licença de Instalação: o prazo é estabelecido de acordo com o cronograma de instalação de atividade, não ultrapassando a 6 anos. É possível solicitar prorrogação do prazo.

Licença de Operação: tem o prazo mínimo de 4 anos, podendo chegar até 10 anos. Caso a sua empresa precise renovar o LO, atente-se ao prazo de renovação que exige um período de até 120 dias antes do término da validade dessa licença. Em alguns estados como, por exemplo, Minas Gerais, a certificação na norma ISSO 14001 – Sistema de Gestão Ambiental possibilita que o prazo de validade da licença seja estendido por mais um ano.

Atente-se ao cancelamento de Licença!!

Isso ocorre quando a fiscalização ambiental constatar irregularidades, tais como, informações falsas, riscos graves ao meio ambiente e à saúde das pessoas ou mesmo alterações no processo sem que seja feita a comunicação formal ao Órgão Licenciador.

09 – Quais são as Leis e Normas que estabelecem diretrizes para o Licenciamento Ambiental?

Constituição Federal de 1988

Consagra, pela primeira vez, um capítulo exclusivo para meio ambiente. Apresentou no art. 225, normas e diretrizes para a questão ambiental, dando as diretrizes de preservação e proteção dos recursos naturais, incluindo neles a fauna e a flora. Entre outras medidas, estabeleceu normas de promoção da educação ambiental e definiu o meio ambiente como bem de uso comum.

“Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”. (Artigo 225 da CF 1988).

Lei Federal n.º 6.938/81

Institui o Sistema Nacional de Meio Ambiente – SISNAMA; Institui as competências do Conselho Nacional de Meio Ambiente – CONAMA; Cria o EIA/ Rima; Cria o Licenciamento Ambiental; Estabelece as Responsabilidades Objetiva e Solidária

SLAP Sistema de Licenciamento de Atividades Poluidoras

Conjunto de leis, normas técnicas e administrativas que disciplinam a implantação e o funcionamento de qualquer equipamento ou atividade considerada poluidora ou potencialmente poluidora, no território dos estados brasileiros.

Lei Federal n.º 9.605/98

Estabelece as sanções criminais aplicáveis às atividades lesivas ao meio ambiente; Introduz conceitos da Responsabilidade Criminal para condutas lesivas ao meio ambiente e da Responsabilização Criminal da Pessoa Jurídica; Prevê a desconsideração da pessoa jurídica para impedir, por exemplo, que quando a empresa decrete falência os danos ambientais não sejam ressarcidos.

10 – Quais são as Responsabilidades e as Penalidades?

licenciamento ambiental - Responsabilidades e Penalidade
Qual o papel da NR 22 nas atividades de Mineração

Subjetiva: Depende de existência de culpa ou dolo. A culpa é caracterizada por imperícia, imprudência ou negligência. E o dolo se caracteriza pela intenção.
Penalidade: Em caso de acidente, a apuração de culpa será necessária para a responsabilização na esfera criminal.

Objetiva: Independe de culpa.
Penalidade: Em caso de acidente a empresa será obrigada, independentemente da existência de culpa, a reparar os danos causados ao meio ambiente. Aplica-se, preferencialmente à esfera cível.

Solidária: Será apurada a responsabilidade de todos os agentes envolvidos.
Penalidade: É a responsabilidade na qual o poluidor e seus sucessores, bem como qualquer um que tenha contribuído para o dano, serão considerados responsáveis perante a lei. Nesse caso, os responsáveis responderão, individual ou conjuntamente pelo pagamento do total da indenização devida.

11 – Quais são as Sanções para os Crimes Ambientais? E como funciona a Política Nacional de Meio Ambiente?

Esfera Cível: Independe da existência de culpa. Reparação civil decorrente do dano causado, com indenizações à comunidade atingida; Recuperação ambiental da área atingida pelo acidente;

Esfera Administrativa: Ação imposta ao empresário, agentes responsáveis e à empresa em caso de dano ambiental. Advertência; Multa simples entre R$ 50,00 a R$ 50.000.000,00; Multa diária; Suspensão de venda e fabricação do produto; Embargo da atividade; Suspensão parcial ou total da atividade; Restritiva de direito:

  • Cancelamento de licença
  • Perda ou suspensão da participação em linhas de financiamento em estabelecimentos oficiais de crédito
  • Proibição de participação em licitações públicas por até 3 anos

Esfera Penal: Aplicável quando comprovada a existência de culpa ou dolo. Penas privativas de liberdade (prisão ou reclusão) – para pessoas físicas; Penas restritivas de direitos; Prestação de serviços à comunidade; Interdição temporária de direitos; Suspensão parcial ou total de atividade; Ressarcimento à vítima ou à entidade pública com fim social a importância que varia de 1 a 360 salários mínimos; Recolhimento domiciliar.


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Como organizações bem-sucedidas abordam a incerteza e diminuem seus riscos?


 

Correr riscos pode ser emocionante se você é um alpinista ávido por vencer os seus limites. Mas nos negócios, correr riscos é empolgante apenas até certo ponto, pois todo risco geralmente envolve uma perda, afinal é praticamente impossível se ater apenas às opções positivas ao se tomar uma decisão.

“Risco: o efeito da incerteza nos objetivos”

Quando o vulcão Eyjafjallajökull (pronúncia: eia-fiatla-iocutl)  entrou em erupção na Islândia, em 2010, a emissão da pluma vulcânica (suas cinzas), causou uma paralisação generalizada no sistema de transporte aéreo europeu, afetando milhares de voos e causando um efeito dominó no mundo inteiro. Uma empresa, porém, tomou decisões e driblou a crise numa velocidade ímpar. A empresa de entregas UPS (United Parcel Service) redirecionou rapidamente sua fretagem aérea que saía da Ásia rumo a Istambul, e aí finalizou as entregas por transporte terrestre.

Por que a UPS conseguiu montar uma estratégia em velocidade recorde? Porque é uma empresa afeita à gestão de riscos. A gestão de riscos permite que uma empresa atue de forma preventiva em sua administração, minimizando ao máximo as possíveis perdas (que podem ser tanto humanas quanto materiais).

No entanto, a gestão de riscos não se resume apenas à ação de detectar e controlar riscos em potencial numa operação; ela também permite a criação de um ambiente repleto de melhorias que refletem em toda a empresa.

O escritor Kevin Knight, presidente do grupo de trabalho da ISO responsável pela Terminologia da Gestão de Riscos, cita em seus estudos sobre gestão de risco que “(…) as organizações realmente bem-sucedidas, como a UPS, trabalham para entender a incerteza, de modo que seja possível alcançar os objetivos e garantir que a organização gerencie seus riscos, garantindo êxito em seus resultados”.

A ISO 31000

A ISO 31000 aborda especificamente questões de gerenciamento de riscos, auxiliando as organizações na adoção de princípios mais adequados para avaliar incertezas e, assim, melhorar seu planejamento e tomar as decisões mais acertadas.

Embora a ISO 31000 não envolva nenhuma certificação propriamente dita, a gestão de riscos estabelece uma série de princípios básicos que devem ser plenamente satisfeitos quando se existe o desejo de alcançar uma gestão eficaz dos riscos, por isso não deve ser ignorada pelas organizações.

Riscos controlados, benefícios aumentados

Eis alguns benefícios passíveis de se alcançar através das práticas de gerenciamento de riscos:

– Incentivo a uma gestão proativa (em vez de reativa), já que as aplicações dos princípios da ISO 31000 se dão a partir (e principalmente) da alta direção da organização;

– Aumento da probabilidade de atingir os objetivos da empresa, sejam eles de caráter humano, financeiro ou organizacional;

– Estabelecimento de controles mais eficazes, além de uma base confiável para o planejamento e a tomada de decisões, aumentando assim a confiança entre as partes interessadas;

– Mais atenção à identificação e tratamento dos riscos em todos os departamentos de uma organização;

– Melhoria na identificação de oportunidades e principalmente de ameaças;

– Melhoria no reporte das informações (principalmente financeiras);

– Alocação e utilização otimizada de recursos;

– Melhoria na eficiência operacional;

– Melhoria geral no desempenho da organização, inclusive nos requisitos de saúde, segurança e proteção ao Meio ambiente;

– Melhoria na gestão de incidentes e prevenção de acidentes;

Implementando a ISO 31000

É muito comum algumas empresas tomarem ações diante dos riscos apenas quando estes já são vigentes e já estão colocando os negócios em xeque. É a chamada postura reativa. Embora a ISO 31000 não aborde tipos de riscos de maneira específica, ela é uma excelente orientação para transformar a postura reativa em postura proativa, auxiliando na previsão de riscos e assim minimizando todos os danos possíveis.

Para que a implementação do gerenciamento de riscos seja bem-sucedida, é fundamental que haja forte participação do corpo executivo da empresa, reforçando seu comprometimento com o programa. Os perfis mais ousados são os mais indicados para comandar o projeto, e os líderes devem garantir que o processo esteja totalmente integrado em todos os departamentos, bem como fortemente alinhado aos objetivos, estratégias e cultura da organização.

Durante o processo de implementação do gerenciamento de riscos, é fundamental enfatizar aos colaboradores a importância de cada fase, para que assim todos os controles gerem o efeito pretendido. Se necessário — quando não houver conhecimento total de todos os processos por parte do corpo de líderes — não se deve hesitar em contratar consultores externos para auxiliar em questões estratégicas.

Atente-se à comunicação. Grande parte do sucesso na gestão de riscos depende totalmente do modo como as informações internas são disponibilizadas e compartilhadas, e só é possível avaliar os cenários com precisão e fidelidade se houver transparência. Sendo assim, em vez de compartilhar meramente informações de risco absoluto, os gestores devem abraçar panoramas completos e jamais esconder o jogo de seus colaboradores.

Por fim, deve existir uma avaliação constante do processo de gerenciamento de riscos. Obviamente nem todas as decisões serão acertadas, principalmente no início, por isso é essencial mensurar cada etapa e seus respectivos resultados. Até mesmo os dados ditos imperfeitos podem ser úteis (mas lembre-se que devem ser apresentados de forma sólida, em relatórios claros e diretos, indicando todas as suas tendências). É essencial que os relatórios de análise de riscos forneçam informações de qualidade.

Lembrando que a gestão de riscos não é uma fórmula pronta e por isso possui bastante espaço para personalização e aprimoramento. Ainda que a ISO 31000 seja um excelente guia, ela é apenas um direcionamento; sua empresa deve manter o respeito ao seu perfil de risco e à sua cultura interna.

Mesmo que sua empresa ainda não esteja pronta para implementar oficialmente um processo de gerenciamento de riscos, é interessante conhecer as diretrizes da ISO 31000, pois ela pode fornecer pistas sobre a melhor forma de lidar com incertezas e assim proteger sua organização de toda sorte de oscilações.

Saiba mais sobre os benefícios da Gestão de Riscos – ISO 31000


Corpo de Bombeiros de MG publica nova IT para Brigada de Incêndio


 

A Instrução Técnica CBMMG Nº 12, de 09-01-2019 – 2ª Edição, estabelece os critérios mínimos a serem exigidos pelo Serviço de Segurança Contra Incêndio e Pânico (SSCIP) referentes aos treinamentos, quantitativo e composição da brigada de incêndio para atuação em edificações, áreas de risco e eventos no Estado de Minas Gerais, quando for exigida essa medida de segurança contra incêndio e pânico.

Nesta segunda edição além de revogar a Instrução Técnica CBMMG Nº 12, de 25-10-2005, a norma traz de forma mais detalhada alguns itens e inclui outros anexos contendo a carga horária mínima de treinamentos, tabelas de percentuais de cálculos para a composição da brigada de incêndios, com notas explicativas, abrangendo o cálculo para composição de brigada de incêndio em eventos temporários bem como define os equipamentos mínimos. Em seus últimos anexos, a 2ª Edição da Instrução Técnica trata da Vistoria de liberação e fiscalização e a formação complementar para Arquitetos, Engenheiros e Técnicos em Segurança do Trabalho – Instrutores de Brigada Orgânica.

Para maiores esclarecimentos, acesse a íntegra do texto desta Instrução Técnica por meio do módulo LIRA do Sistema SOGI: https://sogi8.sogi.com.br ou através do site: https://futurelegis.sogi.com.br

Ana Paula dos Santos – Advogada – Consultora Jurídica

Departamento Jurídico – Grupo Verde Ghaia


OUTSOURCING: melhore o Gerencimento do Sistema de Gestão da Empresa


 

Saber como usar a Metodologia Outsourcing para melhorar gerenciamento pode fazer muito bem ao seu negócio. Saiba mais sobre essa alternativa a seguir.

Entender na prática como a Metodologia Outsourcing pode melhorar o gerenciamento do sistema de gestão da empresa é fundamental para tomar as decisões corretas. É óbvio que é o tipo de compreensão que vem aos poucos. Mas, quanto melhor preparado estivermos para aplicar uma proposta, mais fácil será fazer com que ela dê certo de fato.

Assim sedo, a seguir explicaremos como usar a Metodologia Outsourcing para melhorar o gerenciamento do sistema de gestão da empresa, e ter mais sucesso com o seu negócio! Vem conferir as nossas dicas e se surpreender com cada uma delas!

Entenda como usar a Metodologia Outsourcing para melhorar o gerenciamento

Como já dissemos em outros momentos o Outsourcing nada mais é do que delegar serviços que não são especialidade do seu negócio à outras empresas que são de fato especialistas em determinado tipo de serviço.

É comum que aconteça em áreas de limpeza, recepção e de tecnologia da informação, para citar apenas alguns exemplos e possibilidades, mas saber como usar a Metodologia Outsourcing para melhorar o gerenciamento do seu negócio vai muito além de empregar a ideia de terceirização, dentro dessas margens já conhecidas e seguras! Se por muito tempo o pensamento de fazer Outsourcing se limitava às atividades comuns, aquelas do dia a dia, que não tinham a ver com os processos empresariais como um todo, hoje isso mudou! A metodologia pode ser empregada em muitos tipos de serviços e de empresas de diversos ramos e atividades.

Se aceitamos a possibilidade de terceirizar atividades que tenham a ver com o desenvolvimento de processos específicos, isto é, aqueles que ajudam no trabalho do nosso negócio, acabamos tendo benefícios de curto, de médio e de longo prazo! É por esse motivo, que muitos gestores perceberam que o cenário de Outsourcing tem se demonstrado muito mais amplo e eficaz do que seríamos capazes de prever inicialmente!

Outsourcing: diminua custos e ganhe tempo

Se a sua intenção, portanto, é entender como usar a Metodologia Outsourcing para melhorar o seu gerenciamento, você pode pensar que ela pode te ajudar a desenvolver as suas atividades de maneira muito mais funcional, fazendo inclusive com que o seu negócio atue de maneira superior no mercado, tanto interna quanto externamente!

Além de você ter menos custos com a contratação de externos para cuidar de necessidades internas do seu negócio, o outsourcing ainda permite que a sua equipe foque seus recursos em cuidar das suas principais atividades. Isso faz com que a sua equipe fique muito mais satisfeita, tendo alto desempenho de produtividade com o que realmente importa na sua Gestão.

Ter foco naquilo que é bom e que realmente importa é o principal impacto que a adoção da Metodologia Outsourcing pode trazer, permitindo que uma empresa prospere ao se concentrar naquilo que ela faz de melhor. E na sua Gestão fica mais fácil e prático delegar ações, aproveitando melhor o tempo, recursos e alcançando uma excelência maior em todos os processos!

Além disso, também é sabido que, quando uma organização se preocupa em saber como usar a Metodologia Outsourcing para melhorar a sua Gestão, ela não só avança no nível de performance, mas também, passa a cumprir melhor a sua regulamentação, se portando de maneira superior com fornecedores, consumidores e colaboradores. Além disso, se estabelece no mercado de forma muito mais confiável!

Compreenda de uma vez por todas os benefícios da Metodologia Outsourcing

Se você está se perguntando como usar a metodologia Outsourcing para melhorar a sua Gestão, talvez esteja se perguntando apenas porque ouviu falar que é bom, que vale a pena e que dará certo. Mas, é provável que não conheça a fundo os benefícios que essa proposta traz.

A seguir nós vamos listar os benefícios do Outsourcing para você! Confira:

  • A metodologia acaba de uma vez por todas com a necessidade de deslocar pessoal para outras atividades, permitindo que os colaboradores foquem nas atividades mais importantes da empresa, que fazem com que ela exista e resista no mercado.
  • A metodologia faz com que o negócio se torne muito mais otimizado, uma vez que impede focar no que não tem prioridade de fato, para a organização;
  • A metodologia permite uma redução progressiva dos custos, evitando que sua empresa gaste com treinamentos e capacitação de pessoal em atividades extras.
  • Além disso, garante que haja melhor qualidade nas atividades que são contratadas, uma vez que a empresa que foi abraçada pela contratante, e com isso você sempre vai ter mais expertise em temas acessórios;
  • Você tem a garantia de que a sua empresa não terá que se preocupar com custos relacionados a impactos socioeconômicos inesperados, ou ambientais, ou relacionados a lesões e doenças ocupacionais em operadores;
  • É excelente para as empresas que buscam se validar no registro de evidência, focando em todas as suas obrigações, sejam elas quais forem.
  • É possível tornar muito mais fácil os processos, tendo condiçoes de repensar as ações e avaliar se elas trazem sobrecarga para o negócio ou se o ajuda a resolver as questões do seu dia a dia;
  • A metodologia faz com que a gestão da organização tenha foco nas suas oportunidades;
  • Ela permite que haja uma melhoria realmente contínua na base de monitoramento de um negócio,
  • Ela permite que haja uma melhoria contínua no seu negócio, uma vez que existe um melhor monitoramento de indicadores e de objetivos.
  • A metodologia contribui para um pensamento mais avançado sobre as estratégias que mantém a sua empresa de pé;
  • Ela promove a valorização e o acompanhamento do cliente, garantindo que ele esteja de fato satisfeitos com as suas ações enquanto empresa;
  • Ela faz com que você passe a investir melhor nos recursos humanos do seu negócio, preparando-os para atuar naquilo que a empresa tem a oferecer de melhor;
  • Ela permite que haja uma revisão de processos muito mais funcional por parte dos colaboradores em questão.
  • A otimização se torna maior e mais clara, contribuindo para a redução de desperdícios;
  • Ela faz com que haja mais vantagem competitiva por parte de uma empresa, já que o Outsourcing garante que o negócio vai atuar com mais eficiência;
  • A rotina dos processos passa a ser muito mais produtiva e desenvolvendo soluções que façam sentido tanto dentro da organização quanto fora.
  • Além disso, é mais fácil se posicionar no mercado de maneira séria, acima de qualquer outro concorrente que você tenha de fato;

A metodologia Outsourcing trata de um tipo de medida que ajuda a sua empresa a crescer e se desenvolver, ainda que o cenário econômico seja complicado e o seu setor esteja lutando para se manter. Não é fácil ter coragem de optar por essa metodologia que descentraliza o poder e traz novos atores para a jogada, mas talvez seja o melhor caminho para crescer!

Saber como usar a Metodologia Outsourcing para melhorar o seu gerenciamento  vai permitir que a sua gestão se destaque e brilhe em um cenário controverso e complexo, porque através de parcerias, nós somos sempre melhores e conseguimos focar no que realmente nos faz diferenciados, únicos e especiais dentro da nossa área de atuação!

Conheça mais sobre a metodologia outsourcing no nosso site ou baixe o nosso e-book.

monitorar requisitos legais
monitorar requisitos legais

Case de Sucesso Verde Ghaia – Implantação de SGI em Rede de Hospitais Públicos


 

Implantar sistemas de gestão seguindo as regras das normas ISO e OHSAS sem entrar em conflito com os protocolos assistenciais e requisitos da OMS existentes em hospitais

O dia a dia de um Hospital e a demanda por melhoria em Sistemas de Gestão

O cenário de hospitais públicos, em geral, segue um padrão de lidar com recursos limitados e demanda acima de sua capacidade de atendimento. É nesse contexto que uma rede de hospitais públicos se engajou na busca pela melhoria do processo de gestão e certificação em normas de sistema de gestão da qualidade, meio ambiente, saúde e segurança e energia.

Esse objetivo veio agregar, e muito, para as unidades em questão, tanto nas áreas administrativas quanto assistenciais, sendo considerado um case de sucesso da Verde Ghaia essa adequação da interpretação dos requisitos normativos a um cenário pouco relacionado às normas.

Os Requisitos Normativos e as facilidades via sistemas automatizados

O processo de certificação dos hospitais públicos iniciou-se com uma série de perguntas que iam além de como adequar o entendimento dos requisitos normativos de 4 normas de sistema de gestão a um hospital. Era preciso aplicar ferramentas mais comuns a grandes indústrias em um cenário com inúmeras variáveis e interferência de fatores humanos, o que exige extrema organização e precisão nos controles aplicados.

Era preciso aplicar ferramentas mais comuns a grandes indústrias em um cenário com inúmeras variáveis e interferência de fatores humanos, o que exige extrema organização e precisão nos controles aplicados.

A Gestão de Requisitos Legais e o Risco Legal

O primeiro ponto identificado, desde o diagnóstico, foi a quantidade de requisitos legais aplicáveis a esse ramo de atividade, que vão desde resoluções da ANVISA até Normas Regulamentadoras. Gerir esse processo exige uma equipe grande e capacitada de profissionais responsáveis pelo levantamento e atualização das legislações vigentes.

O levantamento de requisitos legais anterior, baseado em benchmarking entre os membros da empresa, foi identificado como falho, tanto em relação a atualizações quanto ao entendimento das obrigações a serem atendidas para satisfação dos requisitos em sua totalidade.

Com isso, a implantação do módulo LIRA do sistema SOGI foi o primeiro passo rumo a certificação! E nesse ponto as unidades já começaram a perceber o quanto a implantação desse monitoramento iria agregar à realidade da empresa. Foram eliminados possíveis pontos que poderiam gerar prejuízos financeiros para a empresa, além de trazer a tranquilidade para as unidades de sua conformidade com a legislação vigente.

Associado a isso, foi implantada a utilização do módulo GRC – Governança, Risco e Compliance, o qual permite uma gestão ainda mais clara das principais penalidades possíveis para uma empresa relacionadas à legislação vigente.

A gestão de Aspectos e Impactos Ambientais e Perigos e Riscos de SSO

A gestão ambiental dos hospitais era baseada na elaboração de um Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviço de Saúde e medições de efluentes, estando longe da gestão de aspectos e impactos ambientais conforme exigido pela ISO 14001. Com isso, a implantação do módulo GAIA trouxe uma forma visual e prática de gestão de todos os aspectos ambientais e respectivos impactos, abordando requisitos legais associados, riscos e oportunidades, perspectiva de ciclo de vida e avaliação de significância.

Situação parecida ocorria com o gerenciamento dos riscos de saúde e segurança ocupacional. Sem a implantação da respectiva norma de sistema de gestão, a gestão do SESMT era baseada na gestão dos acidentes, CIPA e inspeções de segurança, o que a tornava um perfil muito mais reativo. Com a implantação do levantamento mais detalhado dos perigos e riscos relacionados a saúde e segurança ocupacional, com as respectivas análises e controles operacionais foi possível contribuir de forma significativa para uma gestão proativa, fundamental para um Sistema de Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional.

O Tratamento de Não Conformidades

Pilar essencial para as Normas ISO e OHSAS e para assegurar a melhoria continua dos sistemas de gestão das empresas, o adequado tratamento de não conformidade deve ser tratado como prioridade nas empresas que buscam a excelência em seus processos. A realidade dos hospitais era ter um foco maior em problemas/não conformidades relacionadas à segurança do paciente, sendo que a implantação das novas normas trouxe a necessidade de aumentar a abrangência das não conformidades, além da melhoria da sua resolutiva.

Para garantir a melhoria continua de um sistema é fundamental forçar o sistema a seguir um passo a passo que garanta o melhor entendimento das não conformidades, fazer uma análise de causa adequada e ter planos de ação funcionais que proporcionem análises de eficácia satisfatórias. E foi nesse ponto que o módulo de Tratamento de Não Conformidades (TNC) mostrou-se essencial para o sucesso da implantação dos sistemas de gestão.

Simples de preencher e de gerenciar, esse módulo é estruturado de acordo com o passo a passo exigido pelas normas, o que tornou a sua aplicação simples e extremamente agregadora às unidades.

Planejamento Estratégico

Ainda em um raciocínio estratégico, foi implantado na gestão o Módulo GRC do Sistema SOGI. Ali, foi possível inserir os riscos e as oportunidades provenientes do negócio, do atendimento às partes interessadas, dos aspectos ambientais e dos requisitos legais aplicáveis à empresa. Assim, ganhou-se em gerenciamento dos pontos fracos e das oportunidades de melhoria da empresa e seus respectivos planos de ação, evitando falhas no gerenciamento destes que por ventura poderia se tornar problemas ou prejuízos aos Hospitais. Iniciou-se assim uma gestão voltada para Governança, Risco e Compliance.

A Visualização Corporativa

Em um pensamento corporativo, vê-se uma das vantagens do sistema SOGI. Gerenciar várias unidades é um dos grandes desafios de empresas com gestão corporativa. Ter um sistema que permita a visualização das informações estratégicas de suas unidades em um só local foi a solução para esse suporte.

A permissão no sistema dos módulos corporativos permite que os membros estratégicos da corporação acessem a qualquer momento um sistema geral de suas unidades, auxiliando na avaliação dos respectivos desempenhos e conformidade.

Fernanda Inneco – Consultora do Grupo Verde Ghaia


Premissas Básicas e Deveres do Auditor


 

O sucesso de uma auditoria está diretamente associado ao comportamento do auditor, portanto, algumas premissas devem ser seguidas:

1.Estar preparado a fundo para executar a auditoria. Tentar prever ao máximo as situações possíveis.

2. Evitar apresentar surpresas ao auditado. Discutir de imediato as não-conformidades encontradas, procurando esclarecer todos os pontos com o auditado durante a auditoria.

3. Buscar objetividade e obter dados reais. Evitar opiniões pessoais e só se basear em fatos concretos que possam ser evidenciados (evidências objetivas).

4. Negociar os limites de interferência e intrusão. Discutir com o auditado a necessidade de quebra de eventuais procedimentos ambientais ou equivalentes.

5. Opinar em bases éticas e de confiança. Não atacar as pessoas, e sim os fatos concretos. Ser claro em suas explicações e não ter medo de falar a verdade.

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GESTÃO DE SAÚDE E SEGURANÇA EM ABATE – NR 36


 

GESTÃO DE SSO SEGURANÇA OCUPACIONAL EM ATIVIDADES DE ABATE E PROCESSAMENTO DE CARNES E DERIVADOS – NR 36

INTRODUÇÃO

Publicada pela Portaria n.° 555, de 18 de abril de 2013, a Norma Regulamentadora nº 36 – Segurança e Saúde no Trabalho em Empresas de Abate e Processamento de Carnes e Derivados (NR-36), estabelece os requisitos mínimos para a avaliação, controle e monitoramento dos riscos existentes nas atividades desenvolvidas na indústria de abate e processamento de carnes e derivados destinados ao consumo humano, visando garantir a segurança, saúde e a qualidade de vida do trabalhador, sem deixar de observar outras normas regulamentadoras e outros dispositivos legais aplicáveis.

A NR 36 apresenta de forma objetiva os preceitos legais necessários para as atividades na indústria de abate e processamento de carnes e derivados destinados ao consumo humano, direcionando de forma objetiva as questões primordiais a serem observadas em sua Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional.

Abordagem sobre o mobiliário e postos de trabalho na indústria de abate e processamento de carne e derivados ao consumo humano

A NR 36 determina que o mobiliário de trabalho da indústria de abate e processamento de carne e derivados ao consumo humano satisfaça às características antropométricas dos trabalhadores, proporcionando condições de boa postura, de boa visualização e operação.

Nesse sentido, a norma prevê dentre diversos aspectos que seja disponibilizado assentos com sistemas de ajustes de fácil manuseio e construídos com material que ofereça conforto térmico e de acordo com as questões higiênico-sanitárias legais. Tal medida visa evitar a exclusão de trabalhadores, cujas medidas antropométricas se distanciam da média, bem como reduzir a possibilidade de adoção de posturas inadequadas e forçadas que podem ocasionar fadiga, e o aparecimento de lesões por esforços repetitivos (LER) e distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT) entre outros.

Importante ressaltar que para a aplicação desta NR 36, as empresas devem considerar especialmente o disposto na NR-17 – Ergonomia e na Nota Técnica 60/2001 do Ministério do Trabalho (refere-se à indicação de postura a ser adotada na concepção de postos de trabalho).

Recomenda-se também que as empresas e os profissionais de Segurança e Saúde no Trabalho (inclui-se aqui também os profissionais de ergonomia), utilizem como apoio as normas técnicas aplicáveis, como por exemplo, a norma técnica ABNT NBR ISO 11226:2013 – Ergonomia – Avaliação de posturas estáticas de trabalho, entre outras aplicáveis ao tema.

Este item da norma aborda diversas questões, tais como: realização dos trabalhos em pé, zonas de alcance horizontal e vertical que favoreçam condições de posturas adequadas, espaços suficientes para pernas e pés, barras de apoio para os pés, assentos próximos dos locais de trabalho para descanso, dispositivos e comandos acionadores, características estruturais como pisos antiderrapantes, sistema de escoamento de águas e resíduo, dimensionamento de áreas de trabalho e de circulação, proteção contra intempéries (área externa), limpeza e higienização constante, etc. Outro importante assunto neste item é em relação as atividades desenvolvidas na câmara fria, dispositivos de abertura das portas, alarme, sistema de comunicação, levando em consideração o modo a ser acionado pelo interior, em caso de emergência.

Uso de estrados, passarelas e plataformas na indústria de abate e processamento de carne e derivados

A NR 36 determina regras de utilização de estrados, passarelas e plataformas, em consonância com outras normas, tais como NR 12 e 35. A norma proíbe a utilização de caixas ou outras formas de improvisação para a adequação da altura do posto de trabalho. Quando for necessária a adequação da altura do posto de trabalho ao trabalhador deverá ser realizada com materiais apropriados e projetados para este fim.

Manuseio de produtos

A norma estabelece as regras do manuseio dos produtos de um modo geral. Inclui-se neste item todas as formas de manipulação e movimentação de produtos e animais, em partes ou em peças inteiras, seja com as mãos, com o corpo inteiro ou com partes do corpo, com ajuda ou não de ferramentas e equipamentos.

Nesse sentido, o empregador deve adotar meios técnicos e organizacionais para reduzir os esforços nas atividades de manuseio de produtos, atividades contínuas e repetitivas. Dessa forma, o manuseio de animais ou produtos não deve propiciar o uso de força muscular excessiva por parte dos trabalhadores, devendo ser atendido requisitos.

Essa previsão visa reduzir os esforços do trabalhador, prevenindo a fadiga, a sobrecarga estática e dinâmica, evitar a ocorrência de lesões e situações que possam levar ao adoecimento.

Outra questão interessante é que com a redução dos esforços, pode-se garantir o acesso das mulheres aos mesmos postos de trabalho dos homens, em consonância com o artigo 7º, XXX da Constituição Federal da República Federativa do Brasil de 1988.

Devem ainda ser implementadas medidas de controle, a fim de evitar atividades envolvendo movimentos bruscos de impacto dos membros superiores, uso excessivo de força muscular, frequência de movimentos dos membros superiores que possam comprometer a segurança e saúde do trabalhador, exposição prolongada a vibrações, imersão ou contato permanente das mãos com água. Os pisos e as passagens onde são efetuadas operações de levantamento, carregamento e transporte manual de cargas devem estar em condições adequadas de conservação e desobstruídos.

O empregador deve realizar a análise ergonômica do trabalho para avaliar a compatibilidade do esforço físico dos trabalhadores com a sua capacidade de força, nas atividades que exijam levantamento, transporte, descarga, manipulação e armazenamento de animais, produtos e materiais de forma constante e repetitiva, levando em consideração a NR 17 e Normas Técnicas aplicáveis (ANBT NBR ISO 11228-1:2017, por exemplo).

Recepção e descarga de animais

A NR-36 define a abordagem em relação a recepção e descarga de animais. Estas atividades compreendem o início do processo produtivo, desde a recepção e descarga dos animais até a sangria.

Nesse contexto, é determinado pela norma que as atividades de descarga e recepção de animais devem ser organizadas e planejadas, devendo abranger no mínimo:

  • procedimentos específicos e regras de segurança na recepção e descarga de animais para os trabalhadores e terceiros, incluindo os motoristas e ajudantes;
  • sinalização e/ou separação das áreas de passagem de veículos, animais e pessoas;
  • plataformas de descarregamento de animais isoladas de outros setores ou locais de trabalho;
  • postos de trabalho, da recepção até o curral de animais de grande porte, protegidos contra intempéries;
  • medidas de proteção contra a movimentação intempestiva e perigosa dos animais de grande porte que possam gerar risco aos trabalhadores;
  • passarelas para circulação dos trabalhadores ao lado ou acima da plataforma quando o acesso aos animais assim o exigir;
  • informação aos trabalhadores sobre os riscos e as medidas de prevenção no trabalho com animais vivos;
  • estabelecimento de procedimentos de orientação aos contratados e terceirosacerca das disposições relativas aos riscos ocupacionais.

Outro ponto importante diz respeito à “vedação ao trabalho isolado na realização de atividade de descarga de animais de grande porte”, “a necessidade de capacitação e treinamento para estas atividades”, “as condições seguras no chamado box de atordoamento de animais” e em seus procedimentos, devendo ainda ser observado o previsto na NR 12.

A NR 36 de forma específica, abrange a necessidade de que sejam adotadas medidas de prevenção para que as atividades de “segurar e degolar animais, sejam efetuadas de modo a permitir a movimentação adequada e segura dos trabalhadores”.

Nesse sentido, este dispositivo legal recomenda que não seja permitido em qualquer hipótese, a sangria manual sem que tenha ocorrido a insensibilização do animal de médio e grande porte. O local para execução dessa tarefa não deve exigir a adoção de posturas nocivas de trabalho, especialmente a flexão/torção de tronco e elevação de braços.

A empresa também deve prever medidas para proteção contra o risco de quedas, se presente na atividade.

Máquinas e equipamentos

As máquinas e equipamentos existentes nos frigoríficos devem estar distribuídas observando projetos técnicos e outras normas regulamentadoras aplicáveis, e quando não dotados de sistemas de segurança eficazes, constituem-se em risco de acidentes de trabalho graves, incapacitantes e até mesmo fatais.

As máquinas e equipamentos utilizados nas empresas de abate e processamento de carnes e derivados, devem atender ao disposto na NR-12 (Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos).

Os elevadores, guindastes ou quaisquer outras máquinas e equipamentos devem oferecer garantias de resistência, segurança e estabilidade. As instalações elétricas das máquinas e equipamentos devem ser projetadas e mantidas de modo a prevenir por meios seguros, os riscos de choque elétrico e todos os outros tipos de acidentes, atendendo as disposições contidas nas NR-12 (Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos) e NR-10 (Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade).

Devem ser consideradas as sugestões dos trabalhadores na escolha das ferramentas e dos equipamentos manuais.

Condições ambientais de trabalho

A avaliação da exposição ocupacional ao ruído e outros agentes, deve observar normas técnicas de referência. É necessária a comprovação do método utilizado para as medições (Exemplo: dosimetria ou decibelímetro), constando o resultado, trabalhadores e supervisores que participaram do processo, data da realização e toda a documentação relativa aos procedimentos adotados, e em conformidade com a NR 9.

A NR 36 aborda ainda em seu texto legal informações pertinentes e necessárias para o tema sobre:

  • Equipamentos de proteção individual – EPI e Vestimentas de Trabalho
  • Gerenciamento dos riscos
  • Programas de Prevenção dos Riscos Ambientais e de Controle Médico de Saúde Ocupacional
  • Organização temporal do trabalho
  • Organização das atividades
  • Análise Ergonômica do Trabalho
  • Informações e Treinamentos em Segurança e Saúde no Trabalho

Conclusão

Há seis anos, o setor de abate de animais é líder no ranking de acidente de trabalho em Mato Grosso (líder na produção e abate de animais para o consumo humano), segundo o Tribunal Regional do Trabalho (TRT-MT).

Ocorre que, desde 2012 o setor onde estão incluídos os frigoríficos registrou 10.363 acidentes. (fonte: http://www4.trt23.jus.br/portal/trtnoticias/conteudo/16192)

O Brasil está entre os principais em relação a participação na agroindústria e empresas de abate e processamento de carnes e derivados, que vale ressaltar recebem importante destaque neste cenário.

A imagem positiva do Brasil de fornecedor de produtos com alta qualidade reconhecida mundialmente, não pode ser ofuscada pelas condições de trabalho inadequadas, inseguras, com desconforto e deterioração da saúde dos trabalhadores.

Diante do exposto, com a implementação adequada da NR-36 e demais requisitos legais aplicáveis aos seus processos, o setor de abate de animais (extremamente importante para nossa economia) também terá grande possibilidade de figurar entre os setores da economia que valorizam cada vez mais a promoção da qualidade de vida de seus trabalhadores.

Edson Filho / Departamento Jurídico

Fontes Bibliográficas:


Auditoria: Como deve ser o perfil do meu Auditor?


 

Auditores de Sistemas de Gestão ou de Conformidade Legal Aplicável bem-sucedidos devem demonstrar habilidade em atuar, profissionalmente, quando expostos a uma diversidade de situações. Muitas destas situações apresentam-se como ameaças resultantes de requisitos reais e aparentemente conflitantes.

Estes tipos de situações requerem que os auditores estejam continuamente tomando decisões relativas ao Sistemas de Gestão ou de Conformidade Legal Aplicável que estiverem avaliando. Daí a necessidade de selecionar, cuidadosamente, o auditor para a sua empresa.

Situações Conflitantes em uma Auditoria

Veja a seguir alguns exemplos vivenciados por muitos auditores que apresentaram algumas típicas situações conflitantes:

SITUAÇÃO 01:O Sistema Avaliado deve ser planejado e documentado de forma a assegurar controle adequado. CONTUDO, o Sistema avaliado não deve inibir a criatividade no gerenciamento, nos projetos, nos métodos, por exemplo.

SITUAÇÃO 02: A Auditoria deve ser planejada e sistemática, utilizando como referência “check-lists” de Sistemas de Gestão, Guias de Auditoria da Plataforma de Consultoria Online, metodologia LIRA ou outras anotações que garantam que todas as facetas estejam cobertas. CONTUDO, a auditoria não deve ser burocrática, cada programa e metodologia devem ser avaliados de acordo com suas características próprias.

SITUAÇÃO 03: A Auditoria de Sistemas de Gestão compara fatos existentes com os requisitos dos documentos de referência. CONTUDO, os documentos de referência, não raramente, possuem mais de uma interpretação e, portanto, a Auditoria deve levar em conta este fato e a experiência do auditor para avaliar o item.

SITUAÇÃO 04: A Auditoria é uma crítica do uso da metodologia LIRA pelo cliente ou do próprio sistema de Gestão Implementado, conforme a orientação normativa utilizada. CONTUDO, essa auditoria deve destacar os seus pontos fortes, enquanto identifica as suas deficiências.

SITUAÇÃO 05: O Sistema de Gestão avaliado é adequadamente definido através de Políticas e Responsabilidades, devendo funcionar satisfatoriamente. CONTUDO, não há procedimentos ou instruções de trabalho para controlar e prover continuidade nos processos.

SITUAÇÃO 06: Os dados que estão sendo auditados atendem a todos os requisitos e existem evidências objetivas comprovando estes fatos. CONTUDO, a verificação de auditoria deve ser efetuada através de controle do processo ou inspeção sequencial, executado pelo operador seguinte àquele que executou a atividade que fornece dados analisados, e não por um consultor ou auditor independente da função em questão.

Características do Auditor e Auditado

Em uma grande parte, a efetividade das auditorias vai depender das relações pessoais entre auditor e auditados (clientes). Os auditados (clientes) devem ter confiança na objetividade, competência, perícia e habilidade do auditor em efetuar julgamentos válidos.

Testes de personalidade podem auxiliar a identificar algumas das características desejáveis para um auditor bem-sucedido, bem como identificar aquelas características que podem ser prejudiciais em uma situação de auditoria. As avaliações de Satisfação dos clientes também são um bom indicador de competência e habilidade do auditor na realização de seus serviços.

As características-chave de personalidade para um auditor incluem habilidades para:

1 – Relacionar-se com as pessoas de modo a inspirar uma troca franca e aberta de fatos e idéias.

2 – Permanecer calmo e tranqüilo durante todos os estágios da auditoria.

3 – Externar um ar de confiança, mas não excesso de confiança.

4 – Demonstrar honestidade e transparência ao relatar as constatações da auditoria.

5 – Demonstrar conhecimento profissional das atividades de Gerenciamento e das disciplinas apropriadas das atividades auditadas.

6 – Trabalhar de forma planejada e sistemática sem demonstrar tendências autocráticas.

7 – Ser decisivo na resolução de questões relativas a adequação e conformidade dentro do Sistema Avaliado, não sendo burocrático ou autoritário.

8 – Ter mente aberta para interpretação dos documentos de referência, normas, etc.

9 – Ser observador de detalhes em áreas e atividades associadas ou correlatas.

10 – Ser intuitivo na interpretação das observações efetuadas durante a auditoria, de modo a identificar e reagir a qualquer problema que possa surgir.

11- Possuir liderança, se auditor-líder qualificado.

12 – Atuar de forma ética.

Qualificando um Auditor

Os candidatos a AUDITOR devem buscar formação suficiente para garantir suas competências nas aptidões mínimas para realização e gerenciamento das auditorias. Essa formação deve incluir:

  • métodos e técnicas de Gestão – terminologia dos elementos de gestão que qualifique-o como apto a auditar (meio ambiente, Segurança e saúde, responsabilidade social, qualidade, alimentos, energia, etc..), princípios de Gestão e sua aplicação, ferramentas de Gestão (por exemplo, avaliação de aspecto e impacto ambiental, avaliação de ciclo de vida, avaliação de desempenho ambiental, riscos e oportunidades, SST, etc);

 

  • ciência e tecnologia – noções sobre impactos das atividades humanas no ambiente, interação de ecossistemas, mídia (por exemplo, ar, água, terra), gestão de recursos naturais, (por exemplo, combustíveis fósseis, água, flora e fauna), métodos gerais de proteção ambiental, etc.

 

  • aspectos técnicos e de operações – terminologia especifica do setor, métodos para avaliar a significância de aspectos ambientais, características críticas de processos operacionais, produtos e serviços, técnicas de monitoramento e medição, tecnologias para a prevenção de poluição, etc.

 

  • requisitos aplicáveis – legislação, regulamentos e outros documentos relacionados; normas de referência para Sistemas de Gestão e outras frente às quais as auditorias possam ser executadas;

 

  • noções sobre situações organizacionais – para compreender o contexto operacional das organizações – tamanho organizacional, estrutura, funções e relações, processos gerais de negócio e terminologia relacionada, costumes culturais e sociais do auditado; procedimentos, processos e técnicas de auditoria.

Essas competências devem ser demonstradas pelo auditor através de exames acreditados ou de qualificações profissionais relevantes.

NBR ISO 19011 considera conveniente que seja estabelecido os níveis da educação, experiência profissional, treinamento em auditoria e experiência em auditoria com os quais um auditor precisa adquirir as habilidades e conhecimentos apropriados a um programa de auditoria.

Uma Auditoria de Gestão ou conformidade legal bem sucedida depende de uma comunicação efetiva em duas vias, o auditor transmitindo suas solicitações de informações na maior parte do tempo verbalmente (e ocasionalmente por escrito) e recebendo as informações através de todos os sentidos – audição, visão, olfato, tato e paladar.

O fluxo de informações para o auditor é contínuo durante toda a auditoria – e ele deve estar ciente disto. A comunicação verbal é o modo primário de fluxo de informações durante uma auditoria e serão emitidos por indivíduos de áreas técnicas e não técnicas, com diferentes níveis de fluência linguística. Isto inclui freqüentemente o uso de expressões técnicas de áreas específicas. Portanto, é fundamental que o auditor seja capaz de manter a conversação fluente com os indivíduos que fornecem as informações.

Auditor: o Agente da Mudança

O auditor é um agente de mudança. Sob esta ótica, o auditor intervém com objetivo de facilitar a passagem para uma nova situação (facilitar as mudanças).

Assim sendo, a auditoria tem por objetivo comparar a área ou departamento auditado com o padrão de referência – por exemplo, normas, manual de gestão, procedimentos etc. e julgar a conformidade ou não do ponto auditado. Através deste processo busca-se identificar as oportunidades de melhoria do sistema auditado. Contudo, é importante salientar que o auditor não deve ir além da ação de revelá-las.

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