agosto 2019 | Página 2 de 2 | Grupo Verde Ghaia
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Principais mudanças da ISO 19011: 2018


 

Uma das principais mudanças da ISO 19011 é a abordagem da auditoria baseada em riscos e oportunidades, visando uma gestão preventiva e proativa.

A ISO 19011, norma que traz as Diretrizes para Auditoria de Sistema de Gestão, é fundamental para a elaboração efetiva de auditorias, sejam elas de primeira, segunda ou terceira parte. A versão atual é a terceira da norma, publicada em 20/12/2018, a qual fez com que ela ficasse mais semelhante com as novidades das demais normas ISO revisadas a partir de 2015.

Em geral, há uma abordagem mais ampla da auditoria desde o seu planejamento até a execução e entrega de resultados, a qual irá contribuir para o sistema de gestão da organização e, dentre outros pontos, fará com que seus resultados possam de forma mais efetiva fornecer entradas para o aspecto de análise de planejamento de negócio e contribuir para a identificação de necessidades de melhoria e atividades.

Essa norma fornece orientação para todos os tamanhos e tipos de organizações e auditorias de variados escopos e dimensões, incluindo aquelas conduzidas por grandes equipes de auditoria, usualmente de organizações maiores, e aquelas conduzidas por auditores únicos, em organizações grandes ou pequenas.

ISO 19011: o que deve ser considerado

Estão inclusos na ISO 19011 e suas diretrizes os seguintes pontos:

Os Princípios de Auditoria é que nos ajudam a entender a natureza essencial de uma auditoria;

O Gerenciamento de um Programa de Auditoria, que fornece orientação para gestão de um programa de auditoria, considerando responsabilidade, objetivos, coordenação de atividades e disponibilização de recursos;

As Atividades de Auditorias, que englobam as orientações sobre a realização de auditorias, inclusive a seleção da equipe auditora;

A Competência e Avaliação de Auditores com orientação sobre a competência necessária a um auditor.

A ISO 19011 e o atendimento aos requisitos das outras normas

As normas ISO trazem em seus requisitos normativos, os quais a empresa devem atender para obter a certificação, a necessidade de realização de auditorias internas. Para as normas que já seguem o anexo SL, essa obrigatoriedade corresponde ao requisito 9.2 – Auditoria Interna, e suas divisões.

As auditorias internas estão englobadas pela ISO 19011 ao citar as auditorias de primeira parte e, com isto, percebe-se que para que os auditores estejam qualificados para executar as auditorias internas demandadas pelas demais normas deve ser obtida uma qualificação na ISO 19011 e suas diretrizes.

Além disto, as normas de sistema de gestão demandam que a empresa realize o planejamento e gerenciamento de programas de auditorias, que irão abordar pontos como a criação do programa de auditoria avaliando a complexidade das áreas auditadas e a seleção de auditores de acordo com essas áreas, conhecimento, autonomia e independência, o que também será apresentado na ISO 19011.

Por fim, uma grande interface da versão de 2018 desta norma é a abordagem da auditoria baseada em riscos e oportunidades. Tendo em vista que essa abordagem é cobrada pelas demais normas emitidas a partir de 2015, a auditoria e seu programa passam a contribuir para uma gestão preventiva e proativa que aborda os possíveis riscos e oportunidades de forma a assegurar que o programa de auditoria atinja os objetivos propostos e esteja em constante melhoria.

O que mudou na ISO 19011: 2018

# As principais mudanças ocorridas em relação à versão anterior foram:

# Inclusão da abordagem baseada em risco aos princípios de auditoria;

# Ampliação da orientação sobre a gestão de um programa de auditoria, incluindo riscos do programa de auditoria;

#Ampliação da orientação para conduzir uma auditoria, particularmente na seção sobre planejamento de auditoria;

# Ampliação dos requisitos genéricos de competência para auditores;

# Ajuste da terminologia para refletir o processo e não o objeto (“coisa”);

# Remoção do anexo contendo requisitos de competência para auditar disciplinas específicas do sistema de gestão (devido ao grande número de normas particulares de sistemas de gestão, não seria prático incluir requisitos de competência para todas as disciplinas);

# Ampliação do anexo A para fornecer orientação sobre (novos) conceitos de auditoria, como contexto organizacional, liderança e comprometimento, auditorias virtuais, compliance e cadeia de suprimento.

Para entender melhor cada ponto abordado na ISO 19011 versão 2018 e, em especial, como interpretá-los e atendê-los, realize o curso EAD de formação de auditores internos baseado na ISO 19011:2018.

Nele serão abordados todos os requisitos, havendo ainda a disponibilidade de professores especialistas para esclarecimento de dúvidas!


Fernanda Innecco Veiga Reis / Consultoria e Projetos Especiais do Grupo Verde Ghaia

Assista ao Webinar e conheça sobre as principais mudanças da Norma ISO 19011 e o que ela impactará na sua próxima auditoria!


Perigos e Riscos: hora de avaliar os riscos do seu negócio!


 

De acordo com o Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, o Brasil registrou mais de 4 milhões de acidentes de trabalho entre 2012 e 2018, sendo que mais de 15 mil deles foram fatais.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) define um acidente de trabalho como a “ocorrência imprevista e indesejável, instantânea ou não, relacionada ao exercício do trabalho, que provoca lesão pessoal ou que decorre de risco próximo ou remoto dessa lesão”.

Como identificar os Perigos e Riscos e aplicar ações corretivas?

Há muitas situações passíveis de gerar um acidente de trabalho, tais como colisões entre indivíduos e maquinários, quedas (de alturas variadas), lesões por esforço ao erguer um objeto, exposição a temperaturas elevadas ou à energia elétrica e outros; não podemos nos esquecer também de outras questões que afetam a saúde do trabalhador, como o estresse, as lesões por esforço repetitivo (LER) e problemas de saúde variados.

Identificar os perigos e riscos num ambiente de trabalho é uma ação fundamental para aplicar as ações preventivas e corretivas a fim de evitar esse tipo de ocorrência.

A ISO 45001 é uma boa diretriz para montar um plano de identificação de riscos e perigos. Mas no caso, devemos nos atentar ao fato de que a versão mais recente da norma, de 2018, não trabalha mais com ações preventivas, e sim ações corretivas. Em caso de adoção de ações preventivas. Mas embora a ISO 45001 não foque mais em prevenção propriamente dita, ela define padrões da metodologia de trabalho, o que por sua vez também funciona para evitar acidentes ou lesões ocupacionais. As diretrizes da ISO 45001 ajudam a proporcionar um ambiente saudável e com uma ergonomia adequada aos colaboradores.

Como fazer o levantamento de perigos e riscos

Como fazer o levantamento de perigos e riscos
Como associar perigos e riscos com riscos e oportunidades?

O Levantamento de Perigos e Riscos é um procedimento no qual a empresa identifica os riscos e perigos associados às suas atividades, estabelecendo então medidas para diminuir probabilidade de ocorrências de eventos adversos que possam trazer danos e prejuízos tanto para a instituição quanto para seus funcionários.

O levantamento de perigos e riscos deve ser feito de forma cuidadosa e considerar os seguintes aspectos:

  • Fatores internos e externos à empresa
  • Processos produtivos
  • Máquinas e Equipamentos
  • Instalações
  • Layout das áreas de trabalho
  • Materiais utilizados no ambiente
  • Fatores humanos (comportamento e capacitação de seus funcionários)
  • Atividades Rotineiras e não rotineiras
  • Atividades de terceirizados e visitantes
  • Mudanças de processos, métodos e atividades
  • Requisitos legais e técnicos
  • Situações de emergência

Lembrando que cada área tem sua particularidade. Um escritório certamente não oferecerá os mesmos perigos e riscos do que um sítio de produção de aço, por exemplo.

Para levantar os riscos e perigos de maneira adequada, o profissional de segurança do trabalho pode seguir algumas metodologias:

Check list de perigos e riscos: nada mais é do que uma lista que vai servir de guia para todos os pontos críticos do ambiente de trabalho. É imprescindível na análise de perigos e riscos e deve ser adotada em todas as inspeções rotineiras e programadas.

– Entrevistas: conversar com os funcionários é a melhor forma de conhecer a realidade de cada área. Dê atenção especial aos funcionários executantes, aqueles que colocam a mão na massa, principalmente no setor industrial.

– Inspeções: inspeções rotineiras e programadas possibilitam novas análises a cada visita, permitindo assim a identificação de um risco que às vezes não se encontrava evidente na visita anterior.

– Auditorias: auditorias são a melhor forma de apontar não conformidades e oportunidades de melhorias. São uma fonte excelente para composição da lista de levantamento de perigos e riscos.

– Histórico de Incidentes e Acidentes: analisar eventos antigos é uma forma de evitar que voltem a ocorrer.

Além disso, é muito importante educar seus colaboradores, principalmente se houver um programa voltado à melhoria das questões de ergonomia. Vale adotar todos os recursos possíveis: palestras, cartazes educativos, alertas de segurança… O tratamento de perigos e riscos é dever de todos.

A Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (SIPAT), atividade obrigatória prevista pela lei trabalhista brasileira, é uma ótima oportunidade para envolver seus funcionários.

ISO 45001 – Hora de repensar os processos

ISO 45001 - Hora de repensar os processos
Integrando os elementos das três normas: ISO 9001, ISO 14001 e 45001

A ISO 45001 auxilia as organizações a repensarem seus processos, visando diminuir a ocorrência de doenças ocupacionais e de acidentes no trabalho. É uma norma que praticamente já se tornou parte do padrão comercial, portanto toda organização deve conhecê-la, independentemente de haver a intenção de adotá-la oficialmente. Isto acontece porque a ISO 45001 foi planejada para reduzir a fragmentação no mercado global, permitindo que os mesmos critérios de gestão de Segurança e Saúde Ocupacional sejam adotados por organizações no mundo todo. Antigamente, essa fragmentação acontecia exatamente por não existir um padrão internacional que estabelecesse os requisitos para a gestão de SSO.

A ISO 45001 cobre todos os aspectos para controlar os fatores que podem resultar em doenças, lesões e até morte do trabalhador, mitigando os efeitos adversos sobre a condição física, mental e cognitiva do indivíduo.

São vários os benefícios proporcionados pela adoção da ISO 45001, tais como a redução de acidentes e doenças ocupacionais, o desenvolvimento de uma cultura de prevenção (que por sua vez vai reduzir cada vez mais o potencial de incidentes na organização), vai incorporar naturalmente boas práticas ao seu sistema de gestão e melhorar a organização de processos do trabalho, pois haverá mais controle sobre as metodologias de trabalho. Além disso, a organização estará em conformidade com os requisitos legais no que diz respeito à SSO.

Considerações Finais

Curso EAD da Verde Ghaia - ISO 31000 - Faça Gestão de Risco
Curso EAD da Verde Ghaia – Faça sua Gestão de Risco

O tratamento de acidentes de trabalho é uma obrigação de todos. Independentemente da adoção de Normas Regulamentadoras, toda organização tem o dever de proteger seus trabalhadores.

O levantamento de perigos e riscos é fundamental neste processo, afinal, não temos como combater aquilo que não conhecemos bem. Estando ciente dos riscos, ficamos ciente da melhor maneira de combatermos os incidentes.



CCPR: Investe em Gestão Integrado de seus Resíduos Sólidos


 

A Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais – CCPR/Itambé, iniciou suas atividades em 1949 na cidade de Belo Horizonte, quando ainda era a Cooperativa Central. Esta surgiu devido a uma grave crise de abastecimento de leite, que fez com que lideranças de seis cooperativas do interior de Minas Gerais aceitassem o convite do Governo do Estado e assumissem a usina estatal criada inicialmente para abastecer a capital. Foi assim que surgiu a maior cooperativa de leite do Brasil.

Na década de 1950 foi aberto o primeiro armazém e na década de 1960 começaram a fabricação das rações CCPR, cuja fábrica foi inaugurada oficialmente em 1982. Em 2012, a CCPR cria a Itambé Alimentos S.A, que chega a ocupar a 3ª posição em processamento de leite no Brasil em 2014. Em 2015, a Rede de Armazéns CCPR apresenta sua nova diretriz de negócios para as lojas, com a proposta de oferecer mais produtos e comodidade aos seus clientes.

CCPR/Itambé: em busca da evolução em seu sistema cooperativista

Hoje, com a missão de congregar as cooperativas dos produtores de leite, reúne 31 cooperativas dos Estados de Minas Gerais e Goiás, oferecem mais de 150 produtos e congregam 8,5 mil famílias de cooperados, que têm no leite sua fonte de riqueza e trabalho.

Uma cooperativa por si só já tem uma grande preocupação social. Mas, para a CCPR/Itambé, isso é levado muito a sério. Para a empresa, cumprir seu lado social de modo contínuo e duradouro, primeiro ela precisa ser eficiente. Para isso, precisa ser administrada com base em conceitos empresariais. Por isso a CCPR/Itambé é reconhecida como exemplo de evolução no sistema cooperativista, pois sabe conciliar os princípios do cooperativismo e empresariais, demonstrando que não são conceitos contraditórios e sim complementares.

Ser referência em cooperativismo, crescer e ao mesmo tempo garantir a sustentabilidade do seu negócio só e possível porque em suas ações a CCPR/Itambé segue, além dos valores do cooperativismo, os valores da integridade, excelência, simplicidade, gestão de pessoas e credibilidade.

É com base nestes valores que a CCPR/Itambé se compromete, através de sua política, a:

  • Buscar a melhoria contínua em segurança do alimento, qualidade, saúde, segurança do trabalho e meio ambiente, atendendo às normas internas, às exigências de mercado, à legislação vigente e aos requisitos definidos pela empresa;
  • Desenvolver produtos e suas atividades de modo a eliminar e /ou minimizar seus impactos ambientais, visando à proteção do meio ambiente e o uso sustentável dos recursos naturais;
  • Conduzir as atividades com prevenção de acidentes do trabalho, manutenção da saúde dos colaboradores e eliminação e/ou minimização dos riscos identificados;
  • Incentivar a comunicação interna e externa dos assuntos relacionados à sua política.

CCPR/Itambém realiza Gestão de Resíduos Sólidos

Responsáveis pela Gestão de Resíduos da Fábrica de Rações da CCPR (Raula - Anal.de Laboratório, Sr Valdir - Aux. de Produção e Marly do Nascimento - Sup. de Qualidade) 
Fonte: Arquivo CCPR Rações
Responsáveis pela Gestão de Resíduos da Fábrica de Rações da CCPR (Raula – Anal.de Laboratório, Sr Valdir – Aux. de Produção e Marly do Nascimento – Sup. de Qualidade)
Fonte: Arquivo CCPR Rações

A CCPR/Itambé valoriza o bem-estar da sociedade, dos clientes e de todos os seus colaboradores.  Ela intensifica seu relacionamento com as cooperativas e com os cooperados, por meio de diversos projetos e canais de comunicação. E os produtores também estão no foco de suas ações: atualmente, participam dos projetos de assistência técnica da empresa 600 produtores distribuídos em todas as regiões de captação de leite da CCPR/Itambé. 

A organização também ampliou as suas ações de sustentabilidade e possibilitou que os resíduos recicláveis produzidos pela fábrica (papel, plástico, vidro e papelão) fossem doados para uma associação que faz a triagem destes materiais em uma sede dentro da unidade fabril. Conta além disso com uma usina de tratamento de efluentes da fábrica, e fazem uso do software VG Resíduos, do Grupo Verde Ghaia.

Ser reconhecida pela excelência de seu sistema de gestão de resíduos consagra a política de sustentabilidade da empresa e seu compromisso em gerir a logística de seus resíduos, pois os ideais que movem a CCPR/Itambé é a promoção do desenvolvimento sustentável nos âmbitos social, econômico e ambiental, e fomentar a qualidade e o desenvolvimento de seus cooperados.

Assim, a sustentabilidade é uma jornada contínua e inspiradora de suas ações de rotina.

Depoimento de quem vive a Gestão de Resíduos Sólidos

Como a Verde Ghaia pode te auxiliar no conhecimento e gestão de suas obrigações legais.

O plano de gestão integrada dos resíduos sólidos da fábrica de rações foi dividido por tipo de classe e tipo de resíduos. Sempre que possível, faz-se a reutilização e reciclagem interna para o aproveitamento de algum item antes de se dispor para reciclagem.

O processo foi implementado visando a necessidade de destinar corretamente os resíduos gerados na empresa, para tanto, foi realizada uma pesquisa ampla de fornecedores aptos para destinar tais materiais e realizado uma parceria. Com isso, conseguimos separar áreas de acordo com a tipologia e classes dos resíduos que geramos, para que seja acondicionado e assim, as empresas responsáveis pela destinação venham retirar tais resíduos.

Contamos também, com o auxilio da plataforma de gerenciamento de resíduos, VG Resíduos, que nos auxilia na gestão dos resíduos, gestão dos fornecedores, busca por novos fornecedores e na elaboração de relatórios. Este prêmio consagra a política de sustentabilidade e nosso compromisso em gerir, com excelência, a logística de nossos resíduos.

Nossos ideais visam promover o desenvolvimento sustentável nos âmbitos: social, econômico e ambiental, e fomentar a qualidade e o desenvolvimento de nossos cooperados.

Nós, da CCPR, enxergamos a sustentabilidade como uma jornada contínua e inspiradora de nossas ações de rotina. Dessa forma, comprometemo-nos a deixar um legado positivo para nossa comunidade e clientes.

Raula Greice de Castro Resende
Analista de Laboratório | Meio Ambiente


BH Airport: Integração dos Sistemas de Gestão alinhados ao Compliance


 

A BH Airport é a concessionária do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte. É formada pelo Grupo CCR, uma das maiores companhias de concessão de infraestrutura da América Latina,  por Zurich Airport, operador do Aeroporto de Zurich, o principal hub aéreo da Suíça e considerado um dos melhores aeroportos do mundo, além da Infraero, estatal com experiência de mais de 40 anos na gestão de aeroportos no Brasil.

Gestão em Compliance como parte dos processos

Prêmio Compliance Brasil, da Verde Ghaia – Sicepot em BH.

Sua história começa em 1970, junto com a história do Aeroporto Internacional Tancredo Neves. Na época, a capital mineira contava apenas com o Aeroporto de Pampulha, que tinha limitações operacionais e já havia uma demanda por um aeroporto de nível internacional.

Por isso, o Ministério da Aeronáutica, em parceria com o Governo do Estado, iniciou os estudos de viabilidade técnica para a construção de um novo aeroporto. Na década de 1980 iniciam-se as obras e em março de 1984 o aeroporto é inaugurado oficialmente. Em 2000, passa a receber os voos transferidos do Aeroporto da Pampulha e inicia seu ciclo de crescimento.

Em 2014 nasce a BH Airport, com o objetivo de consolidar o aeroporto como um dos principais em operação no Brasil e a principal porta de entrada e saída de passageiros em Minas Gerais.

Em 2016 foi inaugurado o seu novo terminal de passageiros, que passou a oferecer infraestrutura capaz de atrair novos voos, tanto domésticos como internacionais, e elevou a qualidade de atendimento aos passageiros, com mais espaço, conforto e novas opções de serviços. A capacidade de movimentação foi ampliada para 22 milhões de passageiros por ano. Ao longo dos 30 anos do contrato, a previsão é que a movimentação do Aeroporto alcance 43 milhões de passageiros anualmente.

Melhoria Contínua dos processos e operações

Os números do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, conquistados após a concessão para a BH Airport, impressionam: além dos 22 milhões de passageiros por ano, possui 132 mil m2 de área, 26 pontes de embarque, 4.652 vagas de estacionamento, 9 esteiras de restituição de bagagem, nova área embarque e desembarque internacional, 3 conjuntos de esteiras rolantes, 17 canais de inspeção de passageiros (raio-x), 27 elevadores, 44 posições para aeronaves, 14 escadas rolantes, e muitas novas opções de alimentação, lojas e serviços.

A BH Airport está sempre em busca de melhorias constantes para garantir segurança, conforto, comodidade, eficiência, satisfação, diversas opções de serviços e o melhor atendimento para todos.

Por isso, seu trabalho é reconhecido por meio de vários prêmios recebidos nos últimos anos:

  • Prêmio Excelência em Gestão Integrada de Saúde e Segurança Ocupacional, Qualidade e Meio Ambiente, principal categoria do Prêmio Compliance Brasil promovido pela Verde Ghaia;
  • Prêmio Airport Service Quality (ASQ) 2018 de melhor aeroporto na América Latina e Caribe, concedido pelo Airports Council International (ACI) World, organização representativa dos aeroportos em todo o mundo.
  • Em 2017, o ACI já havia conferido ao Aeroporto o prêmio do que mais evoluiu na Qualidade de Prestação de Serviços na América Latina e Caribe;
  • É o primeiro no Brasil a ser reconhecido pelo esforço em identificar as fontes de emissão de gases de efeito estufa. A concessionária BH Airport recebeu a acreditação de emissões de carbono, no nível 1 (mapeamento) pelo programa do ACI, além da certificação pela norma ISO 14064 (Emissões de Gases de Efeito Estufa);
  • Vencedor do prêmio promovido pela Secretaria de Aviação Civil (SAC) na categoria “Serviço Público mais eficiente” no prêmio “Aeroportos + Brasil – quem escolhe é o passageiro”;
  • Prêmio Boa Viagem – edição Copa do Mundo FIFA 2014 em duas categorias: melhor atendimento ao turista e melhor controle migratório.

Sistema de Gestão Integrada e Compliance

Integrando os elementos das três normas: ISO 9001, ISO 14001 e 45001

Com o propósito de “proporcionar a melhor experiência em aeroportos no Brasil, valorizando a cultura mineira, sendo a melhor escolha das companhias aéreas e gerando retorno sustentável”, a BH Airport desenvolveu sua Política de Segurança Operacional e Gestão Integrada e o seu Programa de Integridade. É através delas que são consolidadas as suas ações em gestão da ética e da gestão em Compliance, garantindo seus excelentes resultados através do comprometimento com a qualidade, o meio ambiente, a saúde e segurança ocupacional, aeroportuária e operacional e com a sustentabilidade do negócio.

O reconhecimento pela excelência de seu sistema de gestão integrada reflete todo o esforço da BH Airport em atingir um alto índice de cumprimento da legislação aplicável aos aeroportos, ao mitigar e/ou eliminar os riscos relacionados a prevenção da poluição, lesões pessoais, doenças ocupacionais, a Segurança Operacional, aeroportuária e corporativos, bem como incentivando sempre a melhoria contínua de seus processos e valorizando o desenvolvimento profissional dos seus colaboradores, de forma que eles se comprometam com o Sistema de Gestão Integrada, a Segurança Operacional, a Segurança Aeroportuária e a mitigação dos riscos corporativos.

Com estes compromissos, a BH Airport assegura, por meio de uma atuação ética e íntegra, a segurança, a gestão em Compliance e a sustentabilidade de suas operações, reafirmando seu propósito com os seus clientes, parceiros e a sociedade como um todo.


Por que controlar requisitos de Segurança Operacional em aeroportos


 

No artigo de hoje, abordaremos sobre a importância de se ter o controle dos requisitos de Segurança Operacional em aeroportos. Fique por dentro!

Por que controlar requisitos de Segurança Operacional em aeroportos

O Sistema de Gerenciamento da Segurança Operacional (SGSO) em aeroportos abrange todas as atividades de manutenção (execução, supervisão, inspeção e aprovação para o retorno ao serviço) para que sejam realizadas conforme critérios do RBAC 145 (atualizado pela Resolução nº 463, de 07-02-2018 – Emenda nº 02), o regulamento brasileiro da aviação civil proposto pela ANAC. Este sistema também abrange as atividades de apoio à manutenção (planejamento de serviços, produção e controle de registros de manutenção, treinamentos, suprimento de peças e materiais, distribuição de publicações técnicas, controle e fornecimento de ferramentas e instrumentos de medição, entre outros).

O SGSO já está consolidado como um padrão no ramo da aviação mundial, se estendendo inclusive à gestão da segurança para além do ambiente de trabalho da aviação, conforme apontado pela ANAC. É um sistema que adota padrões complexos em suas atividades cotidianas e que requer alto nível de qualidade, requerendo alocação de tempo e de recursos, bem como o envolvimento da alta direção de um aeródromo.

É esperado que um SGSO determine a estrutura da organização onde será aplicado, nomeie os responsáveis pela segurança operacional em todas atividades e documente as políticas e procedimentos que permitam um gerenciamento efetivo da segurança operacional.

O SGSO também auxilia na compreensão dos perigos e riscos que afetam a segurança operacional de um aeródromo (lembrando que, em geral, um perigo diz respeito a algo que existe no presente; enquanto o risco está associado a um resultado potencial no futuro). Ambos podem impactar fortemente nos custos operacionais do aeródromo, o que por sua vez pode gerar danos materiais, ao meio ambiente, humanos e de, consequentemente, danos à imagem da organização.

Com a implementação de um SGSO, é possível atingir níveis de conformidade iguais ou superiores àqueles estabelecidos nos regulamentos. (Neste link, você pode conhecer principais critérios adotados pela OACI – Organização de Aviação Civil Internacional).

Critérios para um Sistema de Gerenciamento da Segurança Operacional eficaz

Critérios para um Sistema de Gerenciamento da Segurança Operacional eficaz

O SGSO para os provedores de serviços da aviação civil e o Programa de Segurança Operacional Brasileiro desenvolvido pela Anac são parte essencial de gerenciamento de risco na garantia da segurança operacional em aeroportos.

Conheça a seguir processos-chave de um SGSO eficaz:

  • Reporte de Eventos de Segurança Operacional (ESO): diz respeito à aquisição de dados e informações relacionados à segurança operacional.
  • Identificação de Perigos: é o conjunto de atividades voltadas à identificação de todos os perigos relacionados à organização.
  • Gerenciamento de Riscos: já conhecido em todas as empresas que adotam um sistema de gestão. Aqui ele abordará também elementos específicos do sistema aeroviário.
  • Medição de Desempenho: adoção de ferramentas gerenciais para avaliar se os objetivos da gestão de segurança operacional estão sendo atingidos. Lembrando que o meio aeroviário é extremamente rígido nesse sentido.
  • Garantia da Segurança Operacional: conjunto de atividades voltadas à padronização da prestação do serviço conforme critérios de desempenho já estabelecidos.

Montando o documento do SGSO

Para montar um SGSO eficaz, você deve observar os seguintes critérios:

  • Escopo do SGSO;
  • Determinação da política de segurança operacional;
  • Objetivos de segurança operacional;
  • Requisitos de segurança operacional;
  • Procedimentos, programas e metodologias definidas para o SGSO;
  • Responsabilidades relacionadas à segurança operacional;
  • Planos de resposta à emergência Aeroportuária.

A política de segurança operacional dever ser compreendida por todos os membros da equipe, e os superiores devem dar o exemplo e assegurar que todos os ensinamentos se reflitam nas ações de todos, ou seja, deve haver comprometimento real.

A política de segurança operacional deve ser única, simples e direta, descrevendo a abordagem fundamental do aeródromo. É importante que todas as pessoas relevantes no sistema de gestão se reúnam regularmente para discutir as questões relacionadas, atualizando e readequando os procedimentos de acordo com a necessidade.

Assim como todo gerenciamento de riscos, o SGSO se iniciará com a identificação de todos os perigos e riscos associados às operações do aeródromo e fará a avaliação destes e dos riscos associados, classificando cada um sob critérios de probabilidade de ocorrência e de severidade. Uma vez que cada risco ou perigo for identificado, deve-se adotar medidas corretivas e monitorá-las a fim de garantir que surtam o efeito desejado.

O processo de gerenciamento de riscos trabalha com métodos proativos e reativos. Métodos proativos são aqueles que buscam se antecipar a eventos indesejados, produzindo barreiras e controles para lidar com as situações e prevenindo acidentes, Já os métodos reativos são aqueles adotados quando os eventos indesejados já aconteceram, e envolvem desde a identificação das causas às medidas para sanar os danos e evitar que voltem a acontecer, por isso também é importante implementar um sistema de resposta a emergências.

O Sistema de Resposta à Emergência Aeroportuária (SREA)

O Sistema de Resposta à Emergência Aeroportuária (SREA)

Toda operadora de aeródromo deve estabelecer, implementar e manter operacional um Sistema de Resposta à Emergência Aeroportuária (SREA), o qual deve estar em conformidade à regulamentação específica vigente e se adequar ao tipo e ao porte das operações aéreas do aeródromo.

O SREA deve ser capaz de:

  • Responder em tempo hábil às emergências aeroportuárias que ocorram no aeródromo e em seu entorno, priorizando o salvamento de vidas e a realizando dentro do possível a mitigação de danos materiais e as consequências decorrentes de uma emergência;
  • Estabelecer ações contingenciais para a restauração das operações normais do aeródromo.

O SREA deve envolver todos os setores, órgãos, entidades e empresas relacionadas ao aeródromo em questão, bem como os recursos humanos necessários e capacitados e os recursos de infraestrutura e materiais necessários para a resposta a uma emergência. Também deve definir a abrangência, atribuição de responsabilidades e procedimentos para cada tipo de emergência, e elaborar planos e manuais para consolidar as ações atribuídas a cada elemento do sistema. Todo o planejamento deve ser avaliado pontualmente, e a busca por melhorias deve ser contínua.

O SREA deve prever as seguintes emergências aeroportuárias:

  • Ocorrências com aeronaves nas condições de urgência e socorro, dentro e fora da área patrimonial do aeródromo;
  • Ocorrências com aeronaves em áreas aquáticas, pantanosas ou de difícil acesso, onde aplicável;
  • Emergências médicas em geral;
  • Ocorrências com artigos perigosos;
  • Incêndios florestais ou em áreas de cobertura vegetal próxima ao aeródromo que, de alguma forma, interfiram na segurança das operações aéreas, onde aplicável;
  • Incêndios no terminal aeroportuário ou em outras instalações de sua infraestrutura;
  • Desastres naturais passíveis de ocorrência na região onde o aeródromo está localizado;
  • Outras emergências, a critério do operador de aeródromo.

Ao estabelecer o planejamento de resposta às emergências aeroportuárias, o operador do aeródromo deve considerar critérios de preservação do local do acidente aeronáutico ou de evidências que possam contribuir para as investigações realizadas pelos órgãos competentes, porém sem sobrepor-se à necessidade ou à oportunidade de salvamento de vidas.

Um Sistema de Gerenciamento da Segurança Operacional não apenas garante que todas as atividades aeroportuárias sejam executadas de forma adequada — inclusive auxiliando para que a compliance seja atingida —, como evita tragédias maiores e capazes de afetar vidas humanas e o ecossistema de maneira irremediável.


Fale com um dos consultores da Verde Ghaia e gerencie os requisitos de Segurança Ocupacional e garanta que as atividades aeroportuárias sejam realizadas adequadamente.


Por que as empresas devem acompanhar a qualificação de seus fornecedores?


 

Conhecer os seus fornecedores e acompanhar o serviço é essencial para garantir a qualidade e a reputação de seu negócio.

Acompanhar a qualificação de fornecedores que trabalham juntamente a sua empresa é fundamental! Afinal, de nada vale se você prestar um serviço primoroso, mas financiar fontes pouco confiáveis para obter materiais e matéria-prima! Para isso deve se basear no ISO 9001.

Monitorar o desempenho das atividades dos fornecedores é muito importante. Isso tem impacto direto nas grandes empresas, e por isso a certificação acaba servindo de garantia para a qualidade dos serviços.

É claro que você começará cobrando toda a documentação que regulamenta o exercício da atividade prestada pelos provedores externos. Mas, a sua análise precisa ir além, e ser ainda mais criteriosa.

Existem muitos fornecedores no mercado – alguns prestando excelentes serviços, e outros nem tanto. É hora de decidir o tipo de empresa que você quer ter ao seu lado, lutando pelo seu crescimento.

Manter e alimentar uma boa planilha de avaliação de fornecedores é o começo para conseguir verificar como está o desempenho, e inclusive perceber se a qualidade se mantém, ou se ela parece decair com o passar do tempo.

Por que seus fornecedores devem ser qualificados?

A qualificação de fornecedores impactará diretamente a sua empresa! Fique atento!

Fazer uma boa gestão de fornecedores é essencial para a empresa. Além de isso impactar diretamente no rendimento – já que um fornecedor ruim pode atrasar e não cumprir com acordos – existe a questão da reputação.

E existem diversos pontos que são muito importantes, e que precisam ser analisados. Um bom fornecedor precisa lhe atender no prazo, garantir qualidade nos produtos, estar disposto a lhe ajudar, além de, é claro, atuar dentro de todas as leis que regem a atividade.

Ter bons fornecedores chega a ser um artefato competitivo. Por isso mesmo os seus concorrentes guardam os contatos a sete chaves: afinal, quem é que quer compartilhar a fórmula do sucesso?

Escolher e analisar a qualificação de fornecedores demanda que você dedique um certo tempo para isso. É preciso se debruçar sobre as opções, e entender qual delas é a melhor. Alguns dos requisitos que você deve analisar são os seguintes:

  • Avaliação de qualidade;
  • Preço bom e competitivo;
  • Flexibilidade;
  • Posicionamento de marca;
  • Sigilo;
  • Pontualidade;
  • Relevância da marca para o mercado, entre outros.

Porém, além de tudo isso você ainda precisa considerar a avaliação de fornecedores ISO 9001, tópico que vamos abordar logo a seguir, como sendo a grande balança para pesar os prós e os contras na hora de fechar uma parceria.

A certificação é ponto crucial para definir se os seus provedores externos são realmente bons, ou até mesmo para analisar se chegou a hora de trocar de fornecedor.

3 dicas essenciais na hora de selecionar parceiros!

Quanto vale um Sistema de Qualidade para a sua empresa?

Segundo o ISO 9001 sobre homologação de fornecedores, existem três premissas que são consideradas essenciais, e que devem servir de pilar para pautar a sua escolha:

  • Avaliação inicial;
  • Monitoramento do desempenho;
  • Reavaliação.

Cada uma delas analisa o fornecedor a partir de uma ótica, e juntas elas conseguem trazer um verdadeiro raio-x, respondendo a sua pergunta: será que essa empresa é boa?

Avaliação inicial

Como o próprio nome sugere, essa avaliação será a porta de entrada para a negociação entre vocês. A primeira coisa a fazer é solicitar a documentação referente a atividade, e analisar se os fornecedores de alimentos ou de qualquer outro produto estão atuando legalmente.

Você deve verificar se existem licenças de funcionamento, e certificações como ISO 9001, ISO 14001, ISO 45001, SASSMAQ, etc. Também pode solicitar que eles preencham a chamada planilha de avaliação de fornecedores, além de analisar se seus colaboradores são capacitados.

Monitoramento

Na segunda etapa você fará o monitoramento. Na prática, você deve prestar atenção se ele está cumprindo com os requisitos básicos, como prazo de entrega, transparência nas transações, qualidade dos serviços e produtos, qualidade do atendimento, entre outros.

Outras questões como posicionamento de mercado e preço atraente podem ser consideradas nessa etapa. Enfim, tudo aquilo que você achar pertinente para manter ou não essa parceria em andamento.

Reavaliação

Algumas empresas podem apresentar um serviço ideal no início, com documentação e regulamentação em dia, mas com o tempo perder a qualidade por acreditar que o cliente já está ganho. Na qualificação de fornecedores a reavaliação é essencial!

A reavaliação pode ser feita anualmente ou semestralmente, e você deve utilizar o formulário de qualificação de fornecedores para verificar se o serviço continua sendo de primeira qualidade.

Aqui ainda podemos citar que a ISO 9001 em sua versão atualizada pontua a gestão de riscos como um ponto essencial. Essa pode ser aplicada também aos fornecedores, uma vez que você poderá simular problemas, e definir estratégias para contê-los.

Uma boa consultoria poderá lhe auxiliar nisso, inclusive estimulando a regularização, caso seja identificado algum problema, ao invés do cancelamento do contrato!

Por que se importar com a qualificação dos fornecedores?

Saiba quais são os benefícios nas relações com fornecedores

Você com certeza criou a sua empresa a duras penas. Foram anos de elaboração e dedicação, e agora ela finalmente está funcionando e rendendo os frutos esperados.

Pensando nisso, não fica difícil perceber que a qualificação de fornecedores é um assunto de suma importância, pois, você com certeza não quer dividir a sua atividade com serviços de baixa qualidade!

Os provedores externos são parte essencial e estratégica dos seus negócios. A atividade prestada por terceiros poderá impactar diretamente nos seus números de rendimento, gerando lucro ou, em casos ineficientes, perdas bem acentuadas.

Relação de confiança:

A sua relação com fornecedores de alimentos precisa ser de plena confiança. Você precisa acreditar no trabalho, e se sentir confortável em atuar ao lado dessa empresa. É por isso que a qualificação de fornecedores demanda tanto cuidado.

Fazer isso utilizando um bom software de gestão, e contando com uma consultoria especializada tornará a missão ainda mais simples e acessível. É justamente isso que a Verde Ghaia oferece!

Acompanhe a qualificação de fornecedores, e tenha absoluta certeza de que você está trabalhando com as melhores do mercado, aumentando assim as suas chances de sucesso.


Novo Regulamento sobre Agrotóxicos


 

NOVO REGULAMENTO SOBRE AGROTÓXICOS FOI PUBLICADO PELA ANVISA

Foram publicadas recentemente no Diário Oficial, a Resolução ANVISA Nº 294, de 29-07-2019, Resolução ANVISA Nº 296, de 29-07-2019 e Instrução Normativa ANVISA Nº 34, de 29-07-2019 que tratam sobre os critérios para avaliação e classificação toxicológica, priorização da análise e comparação da ação toxicológica de agrotóxicos, componentes, afins e preservativos de madeira, estabelecendo informações toxicológicas para rótulos e bulas de agrotóxicos, além da divulgação da lista de componentes não autorizados para uso em agrotóxicos e afins.

Visando facilitar a identificação dos riscos para a saúde humana, o novo regulamento estabelece que os rótulos apresentarão cores diferentes para as categorias e indicarão os danos em caso de contato com a pele, ou se for ingerido ou inalado. Serão classificados, a partir dos componentes presentes nos produtos, impurezas ou na comparação com produtos semelhantes. Conforme a categoria, haverá a indicação de possíveis danos em caso de contato com a boca (oral), pele (dérmico) e nariz (inalatória). Produtos “Extremamente Tóxicos” e “Altamente Tóxicos” – categorias 1 e 2, respectivamente – terão uma faixa de advertência vermelha. Produtos “Moderadamente Tóxicos” (categoria 3) terão uma faixa de advertência amarela. Já os produtos “Pouco Tóxico” e “Improvável de Causar Dano Agudo” – categorias 4 e 5 – terão uma faixa azul.

Para os agrotóxicos, afins e preservativos de madeira já registrados, a empresa deverá avaliar seu dossiê toxicológico, considerando o disposto no novo texto. A reclassificação toxicológica será realizada com base na avaliação das informações apresentadas por meio do Requerimento de Informação para fins de reclassificação toxicológica, publicado pela Anvisa, sendo de responsabilidade da empresa detentora do registro a verificação da aplicabilidade destas disposições e das adequações necessárias para a reclassificação dos agrotóxicos, afins e preservativos de madeira. Também é de sua responsabilidade todas as informações de rótulo e bula, devendo apresentá-las de forma clara e garantir que elas sejam adequadas e suficientes para fins de proteção à saúde.

As empresas terão o prazo de 90 (noventa) dias, contado a partir da publicação da ANVISA 294, para protocolizar o pleito de reclassificação toxicológica dos produtos registrados de que trata o seu art. 51.

Já quanto aos modelos de rótulo e bula de agrotóxicos, afins e preservativos de madeira já registrados, as empresas devem realizar a adequação à ANVISA 296 por meio de protocolo, sob código de assunto específico, e submeter eletronicamente à Anvisa toda a documentação pertinente, em até 12 (doze) meses após a vigência dessa Resolução, sendo autorizados sem prévia manifestação do órgão.

Por fim a Instrução Normativa ANVISA Nº 34, de 29-07-2019 divulga a lista de componentes não autorizados para uso em agrotóxicos e afins.

Para maiores esclarecimentos, acesse a íntegra do texto das normas por meio do módulo LIRA do Sistema SOGI ou através do Site Futrue Legis

Gabriela Cristina U. Viana /

Setor Jurídico Verde Ghaia


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