Artigos do Blog do Grupo Verde Ghaia sobre Normas ISO
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Conheça algumas ferramentas que vão acelerar a gestão do seu negócio


 

Você sabe como acelerar sua gestão e usar a criatividade a favor dela? Saber como usar ferramentas para acelerar a gestão é algo fundamental para qualquer empresa. Isso porque a maioria das organizações buscam por gestão mais criativa, voltada à inovação em projetos e que pensem fora da curva para se destacarem no mercado. Isso é, significa atender às necessidades dos seus cliente, das pessoas que desejam uma solução para o problema!

Bem, para entregar soluções, não basta sentar e pensar em ideias mirabolantes. É preciso entender o que seu cliente precisa e como ajudá-lo de uma maneira mais rápida e que ele tenha mais tempo para o que realmente importa. Para pensar fora da caixa, existem diversas ferramentas e metodologias capazes de fazer isso ! Incrível, né?

Essas ferramentas estão relacionadas às famosas 05 etapas do processo criativo, sendo elas, percepção, reflexão, preparação, iluminação e verificação. A partir do momento que você compreende essas etapas dentro dos seus processos de resolução de problemas, por mais complexo que seja, torna-se mais fácil expor ideias, que parecem estar desconectadas, gerando resultados extraordinários para solucionar os problemas.

Vamos conhece-los melhor!

Metodologias que ajudam na aceleração da sua gestão

8° Café Conectado: A tecnologia na Gestão Empresarial

Antes de se compreender como usar ferramentas para acelerar a gestão é preciso saber aplicar metodologias simplórias na construção de um pensamento criativo. Essas metodologias – e as tecnologias apresentadas à frente – são usadas em conjunto (busca por inovação e melhorias nos processos internos de qualquer nicho empresarial).

Compreendendo como lidar com uma ideia – do momento em que o problema surge até que a solução vá para o papel, a mera aplicação de ferramentas de gestão será algo simples e que fará parte da rotina de modo natural.

Usar essas metodologias, ajuda a tornar os processos da gestão empresarial muito mais dinâmicas e otimizadas o que, por sua vez, proporcionará melhores resultados e prezará pela sustentabilidade de todos os projetos propostos.

5 etapas do processo criativo: usando as ferramentas para acelerar a gestão

O primeiro passo é compreender como analisar um problema, idealizá-lo, analisa-lo, colocá-lo no papel e finalmente em prática. Os exercícios a serem feitos são:

  • Exercício da Percepção: trata-se de buscar perceber e observar os fatos com mais atenção, com o intuito de perceber o que está causando o problema.
  • Exercício da Reflexão: momento para colocar no papel as ideias, mesmo que em um post-it, para que seja possível visualizá-las e entender como elas se encaixam nas demandas da empresa.
  • Exercício da Preparação: busque se informar sobre as dúvidas que tiver, bem como novas formas de colocar projetos na prática, buscando desburocratizar, boas referências e bons cursos de ação.
  • Exercício da Iluminação: esse é o momento que as ideias passam a ganhar vida, pois as respostas passam a ser vistas com mais facilidade.
  • Exercício da verificação: depois de colocar suas ideias no papel, é chegada a hora de racionalizar e questionar se a sua ideia é viável e se ela vai solucionar o problema identificado.

Use ferramentas para acelerar a gestão

Uma vez que detectamos a ideia principal, ou seja, sabemos qual o seu propósito, podemos de fato, desenvolver a ideia, tirando-na do papel e explorando sua viabilidade na execução do projeto. É nessa hora que é hora que usamos as metodologias dessas ferramentas, visando a aceleração da gestão.

Para exemplificar, abaixo foram separadas algumas das principais ferramentas disponíveis no mercado e que você mesmo poderá aplicar na hora de desenvolver um projeto.

Escolha uma para otimizar seus processos!

1. Design Thinking

O Design Thinking é uma abordagem centrada no ser humano que visa organizar as ideias para que seja possível oferecer soluções mais inovadoras e mais assertivas às necessidades das pessoas.

À medida que as organizações procuram incorporar o design thinking em suas práticas, elas percebem que essa ferramenta possibilita a enxergar melhor os processos de forma organizada e viável, centrada no ser humano.

Promover uma cultura de inovação centrada no cliente é tão importante quanto o processo de inovação. Parte dessa cultura é desencadear o pensamento multidisciplinar, remover preconceitos e infundir empatia para que o resultado produzido esteja em sincronia com as necessidades humanas.

2. Kanban

O Kanban é uma ferramenta muito poderosa para melhorar a visualização de projetos e oportunidades. Essa metodologia é amplamente utilizada quando é preciso agrupar e visualizar projetos, relacionando-nas às suas etapas de fluxo de trabalho. A metodologia foi aplicada na Toyota para que eles pudessem acompanhar os processos de produção, cuja tarefa se move através de estágios que precisam ser visualizados para evitar qualquer tipo de obstáculo.

O que você vê em uma exibição de Kanban é onde o projeto em formato de pipeline nas quais as oportunidades estão alinhadas aos estágios, atribuído a cada pipeline. Uma visão kanban é como um quadro com cartões agrupados em colunas, que correspondem aos seus projetos ou oportunidades e cujas colunas correspondem aos estágios pelos quais você precisa passar.

Todas as etapas têm como foco o ponto inicial até a finalização do projeto ou oportunidade.

3. Metodologia Lean

A Lean é uma abordagem popular para a gestão e que se concentra na melhoria contínua – com o objetivo de promover uma cultura que minimiza o desperdício. É uma metodologia muito eficiente e produtiva. Essa metodologia passou a ser aplicada em uma ampla gama de indústrias, incluindo desde a manufatura e gestão de negócios até o desenvolvimento e design de produtos.

4. Faça uso de Canvas

A metodologia Business Model Canvas é uma ferramenta de gestão estratégica que permite o desenvolvimento do modelo de negócios de uma empresa. Sua estrutura possui nove blocos, pré-formatados, que fornecem a base para a criação de um modelo ou a adaptação de um existente.

Por ser uma ferramenta visual, a metodologia Canvas é um facilitador de estratégias, pois consegue ilustrar todas as estruturas organizacionais, bem com as necessidades reais das pessoas.

Saber como usar a ferramenta Canvas, para acelerar a gestão, será muito útil, especialmente para empresas que estão começando e/ou passando por modificações estruturais.

5. Scrum

O scrum é uma metodologia que toma forma através de iterações curtas de trabalho, que são apelidadas de sprints. Essa metodologia, por sua vez, são reuniões diárias realizadas, a fim de analisar um projeto em parcelas até que ele seja finalizado.

Existem três participantes principais em projetos desenvolvidos pelo Scrum: membros da equipe Scrum, product owner e Scrum master.

6. Design Sprint

A metodologia Sprint ajuda você a se concentrar nos problemas mais prementes da perspectiva de seus clientes. Você começa definindo os problemas certos, idealizando-os e, em seguida, selecionando e criando protótipos para reunir informações validadas para projetos B2B e B2C, incluindo análise de insight – tudo em menos de 5 dias.

Considerações Finais: Gestão centrada no Ser Humano.

Fazer uso de alguma dessas metodologias poderá acelerar sua gestão muito além do que você imagina, pois elas são capazes de elucidar o pensamento e organizá-los da melhor forma possível. Além disso, a metodologia pode auxiliá-lo na seleção de prioridades, ou seja, você fará o que é realmente importante para depois se preocupar com os “menos importantes”. Assim, seu projeto sai do papel e você consegue executá-lo da melhor maneira possível.

Agora que você sabe como usar ferramentas para acelerar a gestão, faça uso de uma das metodologias e dê luz a sua ideia!


Deivison Pedroza palestra no LMA Summit sobre Compliance Ambiental das Empresas


 

Law Management Audit, traduzida ao pé da letra como Auditoria de Gestão Jurídica, é um evento que acontece no Brasil para se discutir Compliance que visa a busca por soluções estratégicas para resolver os problemas reais.

Eventos como esses têm sido muito comuns, visto a todos os acontecimentos ocorridos no Brasil nesses últimos anos. Portanto, evento como LMA Summit tem um engajamento muito forte, no que diz respeito a discutir compliance com base em cases reais de várias organizações brasileiras.

O objetivo da apresentação desses cases é o de discutir na prática posturas mais éticas e sustentáveis paras que sirva de inspiração aos líderes das organizações, preparando-os para um novo mercado, mais ética, mais sustentável, mais íntegro.

Sobre o Evento – LMA SUMMIT em Florianópolis

O evento ocorrido no início de outubro em Florianópolis contou com a presença de vários especialistas para discutir assuntos voltados ao Compliance, Economia, Sustentabilidade e Inovação. Foram sete painéis nos quais os especialistas puderam debater sobre seus respectivos temas, propiciando aos participantes uma visão mais ampla sobre cada um dos temas, agregando valor e contribuindo na mudança de mindest.

O LMA SUMMIT busca tratar problemas reais e que sejam de interesse de toda a sociedade, de modo que ocorra uma consciência transformadora nas discussões em cada um dos temas abordados, visando a repercussão nos âmbitos social, ambiental, educacional, empresarial e institucional, com o intuito de que as ações sejam efetivas e benéficas a todos os interessados.

Deivison Pedroza no Painel Sustentabilidade

Para Deivison Pedroza “As empresas que estão alinhadas à ideia do compliance ambiental são aquelas que se preocupam, em seguir de forma pontual a legislação ambiental que lhe é aplicável, principalmente àquelas que fazem à gestão de seus resíduos.  Além disso, são essas organizações que se preocupam em utilizar princípios éticos para a tomada de suas decisões e para o desenvolvimento sustentável de suas atividades.”

Partindo dessa percepção, as organizações precisam entender que para se implementar o compliance ambiental, cabe à estas organizações a adoção de ações sustentáveis, visando à destinação ambientalmente correta de seus resíduos, cumprindo com a legislação específica, visando também, como fim específico, a prevenção de multas ambientais, infrações e processos administrativos.

O compliance ambiental pode representar uma alternativa viável na prevenção de delitos ambientais relacionados ao não cumprimento dos requisitos para uma gestão adequada de resíduos. Exemplificando essa teoria, temos como base os últimos anos, no qual houve uma crescente onda de escândalos de corrupção envolvendo grandes corporações.

As consequências dessas corrupções são gravíssimas e leva às empresas a perderem mercados, tendo sua reputação questionada e podendo chegar até a falência ou recuperação judicial. Desse modo, pode-se concluir, portanto, que o compliance ambiental traz benefícios para empresas que desejam manter a competitividade e serem diferenciais no mercado, uma vez que tenham as suas obrigações em dia.

O estímulo de valores éticos internos nas organizações, aliadas à implantação de regras e programas de governança corporativa, compliance e gestão de qualidade, por exemplo, são altamente benéficos, na medida em que agregam valores importantes como a reputação e uma gestão eficiente dos processos da organização.

Todos esses processos podem ser essenciais, uma vez que eles garantem a sobrevivência das empresas e o desenvolvimento sustentável, impedindo que muitas organizações façam parte da estatística de um destino em crises, sem perspectiva de crescimento sustentável.

A implantação destes conceitos é um sinal claro de maturidade empresarial, garantindo um diferencial competitivo no mercado, bem como a sustentabilidade do negócio.

Painéis do LMA SUMMIT 2019

  1. Painel Sustentabilidade: Deivison Pedroza Presidente e fundador do Grupo Verde Ghaia e Dra. Flávia Marchezini, Procuradora do Município de Vitória com atuação nas áreas de meio ambiente e urbanismo, participarem do Painel Sustentabilidade, cuja discussão abrangeu a importância do compliance ambiental das empresas. Deivison Pedroza, ainda contestou a dificuldade das organizações em melhorem seus processos em busca de Programa de Compliance, realmente, efetivo, devido a infinidade de legislações aplicáveis que as organizações precisam atender. E para se conquistar uma relação harmônica entre a sustentabilidade e lucro, as organizações precisam buscar esse equilíbrio, tendo como alicerce o compliance.
  • Painel Controles Internos:  Neste painel discutiu-se sobre os controles internos, tendo como participação o Professor Marcos Assi, abordando o termo por um viés mais dicotômico, visando apresentar as mais diversas estruturas e ramos empresariais. Este painel contou com a participação de Antônio Gustavo, ex-presidente do COAF, Alexandre Pinnheiro da CVM e Edmo Neves do IBDEE.
  • Painel Inovação: Daniel Gonzaga, Diretor de Inovação da Natura e Amelia Malheiros da Hering foram os painelistas do tema Inovação, apresentando seus respectivos cases de sucesso no contexto inovação, tecnologia, sustentabilidade e responsabilidade social. Além dos cases apresentados, os dois painelistas discutiram sobre os caminhos que o Brasil vem trilhando nesses últimos anos no quesito inovação.
  • Painel Integridade Negocial I: Esse painel foi o mais esperado pelos participantes, contando com a presença de Mário Spinelli, ouvidor da Petrobrás, Marcelo Zenkner CCO da Petrobrás e Rodrigo Bertocelli fundador do IBDEE cuja discussão sobre Compliance e Integridade foi enriquecedora, principalmente por abordar os últimos acontecimentos de forma tão objetiva, transparente e tão fomentador. O painel contou com a mediação de Francisco Bessa, chefe da assessoria especial de controle interno do Ministério da Economia que conduziu o tema “a importância da integridade nas empresas, independente do porte ou ramo de atividade”.
  • Painel de Gestão Ética de Recursos Humanos: Quem participou deste painel se surpreendeu com a apresentação do Dr. Marlos Melek, Juiz do trabalho e um dos autores da reforma trabalhista, que com a sua maestria e objetividade na fala, conferiu detalhes minuciosos que serão capazes de causar impactos positivos na economia nacional.  Além disso, Dr. Melek apresentou ainda os desafios que as organizações terão para contratação devido aos entraves econômicos na legislação nacional.
  • Painel Integridade Negocial II: O Painel Integridade Negocial teve dois momentos. Neste segundo painel, os painelistas Dr. Yuri Sahione da OAB, Alexandre Macedo do CADE e Felipe Oliveira da PUCRS, marcaram presença nas discussões sobre assuntos em sua maioria, muito complexos, tais como, cartel, lavagem de dinheiro e Gestão de Risco.
  •  Painel de Economia e Gestão: No 7º painel, Ricardo Amorim fechou todo o evento, apresentando com clareza os desafios que o Brasil terá no quesito infraestrutura e economia. Apesar de toda incredulidade do povo brasileiro em relação a pátria, o economista demonstrou positividade para o desenvolvimento econômico do país para os próximos anos, destacando que agora é o momento certo para agir.

O LMA SUMMIT quebrou com todas as expectativas, conseguindo ir além do esperado, unindo teoria e prática, apresentando cases de sucesso com foco em COMPLIANCE, oferecendo aos seus participantes uma experiencia enriquecedora.

E nós da Verde Ghaia, estamos muito felizes por contribuir com essa mudança de mindset, de forma que consigamos uma sociedade mais íntegra, mais justa, mais consciente.

Fiquem ligados no calendário de 2020 para o evento LMA SUMMIT, temos a certeza de que valerá muito a pena a troca de experiencia.

Saiba mais sobre o LMA SUMMIT em Florianópolis.


Certificação de auto peças na Argentina tem uma nova regulamentação


 

Verde Ghaia te conta o que aconteceu!

No dia 13 de setembro de 2019 foi publicada na Argentina, a Resolução nº 166/2019 da Secretaria de Industria do país, a qual revoga as Resoluções nº 91/2001, nº 20/2003 e nº 66/2008, que regulamentavam os requisitos concernentes à certificação de peças automotivas, e unifica em uma única norma ditos requisitos.

A VG Internacional, na sua tarefa de monitoramento de requisitos legais para além das fronteiras do Brasil, traz nesse artigo algumas informações importantes para aquelas empresas que trabalham no ramo de peças automotivas.

Objetivos

A norma vem trazendo disposições com o fim de garantir para os consumidores a qualidade e segurança das peças automotivas que sejam de fabricação exclusiva para o mercado de reposição, mediante a obtenção do Certificado de Homologación de Autopartes y/o Elementos de Seguridad (C.H.A.S.) para esses produtos.

De acordo com o Decreto nº 779/1995 (e igualmente determinado na Resolução nº 166/2019) somente poderão ser comercializadas aquelas peças automotivas que tenham sido homologadas através de certificação.

1 CERTIFICADO DE HOMOLOGACIÓN DE AUTOPARTES Y/O ELEMENTOS DE SEGURIDAD – C.H.A.S.

Esse Certificado de Homologación de Autopartes y/o Elementos de Seguridad (C.H.A.S.) é o documento que habilita a comercialização, importação ou transferência, a qualquer título, em território argentino das peças automotivas e elementos de segurança produzidos para o mercado de reposição.

Para obter o Certificado os interessados devem primeiramente estar inscritos no REGISTRO ÚNICO DEL MINISTERIO DE PRODUCCIÓN (R.U.M.P.), que é um registro que centraliza as documentações e informações de todas as pessoas físicas o jurídicas que requeiram serviços, programas ou gestões de trâmites no Ministerio de Producción. Feito esse procedimento, o interessado deve entrar na Plataforma de Trámites a Distancia (TAD) e aí completar a solicitação online do Certificado de Homologación de Autopartes y/o Elementos de Seguridad (C.H.A.S.).

A novidade trazida pela norma está em que se deverá anexar, também, a Licencia de Certificación emitida por algum dos órgãos certificadores da Argentina[1], o comprovante de pagamento da taxa correspondente ao trâmite, a lista das peças automotivas e/ou elementos de segurança com a respectiva indicação do número da Nomenclatura Comum do Mercosul (N.C.M.), descrição do produto e marca[2].

O Certificado de Homologación de Autopartes y/o Elementos de Seguridad (C.H.A.S.) será outorgado por produto o por família de produtos, na medida em que contem previamente com a Licencia de Certificación emitida conforme o escopo do produto e em conformidade com as previsões determinadas na Resolução nº 166/2019.

2 ESCOPO DAS PEÇAS AUTOMOTIVAS ABRANGIDAS PELA RESOLUÇÃO Nº166/2019

O escopo de aplicabilidade dessa nova Resolução abrange todas as peças descritas no Anexo C, art. 28 do Decreto 779/1995. Aí se encontra uma lista semelhante à que havia na Resolución nº 91/2001, porém, ela agrega na parte final da lista outros elementos, ademais dos descritos na Resolução anterior, tais como, sistema de substituição de airbag, cilindros de roda para freios, diafragma para câmara de freios a ar, sistemas de retenção infantil, etc.

3 DEFINIÇÕES A RESPEITO DAS PEÇAS ORIGINAIS E PEÇAS NÃO ORIGINAIS

Um ponto que gerou dúvidas foi a respeito de como definir a distinção, entre o que são peças originais e peças não originais.

Apesar de parecer uma pergunta aparentemente obvia, o Decreto nº 779/1995 não deixou esse ponto no esquecimento, por onde encontra-se definido no Art. 28 do Anexo I da norma que: as peças automotivas serão consideradas originais sempre que cumpram com as mesmas e idênticas especificações em termos de desenho, matéria, processo de fabricação e controle, funcionalidade e prestação daquelas que são destinadas à fabricação de veículos[3].

Essas peças originais já contam com a Licencia de Configuración de Modelo (L.C.M.), que é o documento que acredita o cumprimento com os requisitos de segurança passiva e ativa do veículo. Contudo, elas deverão ser declaradas como peças de reposição originais pelos titulares das respectivas L.C.M. Após o que, deverão ser feitos os procedimentos no TAD para a obtenção do Certificado de Autoparte Primer Equipo (C.A.P.E.).

Este Certificado de Autoparte Primer Equipo (C.A.P.E.), é um documento que habilita a peça automotiva original para a sua comercialização, importação ou transferência a qualquer título em território Argentino.

3.1 Peças não Originais

Aquelas peças que, não sejam originais e fabricadas ou importadas exclusivamente para o mercado de reposição devem obter o seu correspondente Certificado de Homologación de Autopartes y/o Elementos de Seguridad (C.H.A.S.), seguindo os requisitos determinados para a obtenção do Certificado (descritos no subtítulo primeiro deste artigo). Essas peças serão certificadas como “repuesto no original”.

4. Vigência e Renovação do C.H.A.S.

Os Certificados de Homologación de Autopartes y/o Elementos de Seguridad (C.H.A.S.) emitidos em virtude do cumprimento de algum Regulamento Técnico ou a partir da Licencias de Certificación terão validade enquanto dure a vigência dessas Licencias.

A vigência do C.H.A.S. emitido em decorrência de uma Licencia de Certificación será de 2 (dois) anos a partir da data de sua emissão. Findo esse prazo deverá ser solicitada a renovação do Certificado, anexando a mesma documentação requerida para a obtenção do Certificado[4].

Os Certificados de Homologación de Autopartes y/o Elementos de Seguridad (C.H.A.S.) que tenham sido emitidos antes da entrada em vigência da nova Resolução, ou seja, durante a vigência da Resolução Nº 91/2001 se manterão vigentes até que aconteça alguma das situações previstas nos artigos 8º, 9° e 10 da Resolução nº 166/2019, a saber, vencimento da Licencia de Certificación, modificação nas peças automotivas e baixa do Certificado.

5. Vigência da Norma

A Resolução nº 166 entrará em vigência 180 (cento oitenta) dias corridos a partir do dia 13 de setembro de 2019 que foi a data de publicação da norma no diário oficial da Argentina (Boletín Oficial de la República Argentina).

Caso você tenha dúvidas a respeito desse tema ou qualquer outro, não deixe de entrar em contato com os consultores da Verde Ghaia para obter mais informações, por meio do e-mail: internacional@verdeghaia.com.br ou no telefone (31) 2127-9135

Verde Ghaia, rompendo fronteiras com soluções em Compliance.

Maria de Lourdes Fructuoso / Consultora Jurídica Internacional da Verde Ghaia


[1] Esse orgãos são: 1) Organismos TRANS/WP.29/343 reconhecidos pela ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS (O.N.U.). 2) Instituto Nacional de Tecnología Industrial (INTI) 3) Instituições acreditadas pelo Organismo Argentino de Acreditación (O.A.A.).

[2] Cf. Art. 5º da Resolución nº 166/2019.

[3] “Las autopartes de reposición se considerarán originales siempre que reúnan mismas e idénticas especificaciones en términos de diseño, materiales, procesos de fabricación y control, funcionalidad y prestación respecto a las destinadas a fabricación”. (Art. 28, b in fine do Anexo I, Título V do Decreto nº 779/ 1995)

[4] Cf. Art. 8º, Resolución nº 166/2019


Produtos Controlados pelo Exército


 

O Diário Oficial da União publicou a Portaria COLOG Nº 118, DE 04-10-2019, que dispõe sobre a lista de Produtos Controlados pelo Exército e dá outras providências.

Lista de Produtos Controlados pelo Exército (PCE)  

A Lista de Produtos Controlados pelo Exército (PCE) está prevista no Anexo I da Portaria e os produtos estão listados por tipo e grupo de produto a que pertencem, da seguinte forma:

  • número de ordem: identificação numérica formada por seis algarismos, sendo que o primeiro e o segundo algarismos determinam o tipo e o grupo, respectivamente, e os quatro algarismos seguintes identificam a sequência ordinal na lista de PCE.
  • nomenclatura do produto: apresenta o nome ou designação de cada PCE; e
  • complemento: apresenta informações adicionais e especificações do PCE.

Os produtos que derivem de misturas ou soluções que contenham pelo menos um PCE, do tipo PRODUTO QUÍMICO, deverão ser avaliados por meio de Parecer Técnico elaborado pela Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados (DFPC), para fins de caracterização como PCE.

Para maiores esclarecimentos, acesse a íntegra do texto desta Portaria por meio do módulo LIRA do Sistema SOGI: https://sogi8.sogi.com.br ou através do site: https://futurelegis.sogi.com.br

Letícia Caroline Nunes Ferreira / Legislação e Pesquisa


IGAM publica normas suplementares para regularizar Recursos Hídricos


 

IGAM publica portaria que estabelece normas suplementares para a regularização dos recursos hídricos em MG.

Foi publicada pelo IGAM, no DOEMG do dia 05 de outubro de 2019, a Portaria IGAM Nº 48, de 04-10-2019, a qual estabelece normas suplementares para a regularização dos recursos hídricos de domínio do Estado de Minas Gerais e dá outras providências.

Regularização dos Recursos Hídricos

A norma destaca quais serão os critérios que o órgão irá utilizar para a concessão da outorga de direito para o uso de recursos hídricos em Minas Gerais. Neste sentido, frisa-se que o pedido de renovação de outorga de direito de uso dos recursos hídricos formalizado até a data limite de vigência da respectiva portaria acarretará a prorrogação automática da outorga anteriormente concedida, até a manifestação final do IGAM.

Uma das exigências da norma é a instalação de sistema de medição e de horímetro, individualmente para cada intervenção em recursos hídricos. O sistema de medição das vazões de água captada, bem como o horímetro adotado pelo usuário de recursos hídricos, deverão propiciar, de forma clara e simplificada, a aferição de dados pelo IGAM ou por qualquer órgão ou entidade integrante do Sisema, no local da intervenção em recursos hídricos.

Um ponto que merece destaque, é a possibilidade de prorrogação dos prazos de validade das outorgas de direito de uso de recursos hídricos em vigor, para até dez anos, incluindo as renovações deferidas com prazos de validade inferiores, caso o empreendedor realize o requerimento na unidade responsável pelo acompanhamento do processo de outorga vigente, com antecedência mínima de noventa dias da data de expiração do prazo de validade da outorga, apresentando a documentação prevista no artigo 52. Ressalta-se que as exigências e condicionantes estabelecidas na portaria de outorga permanecem vigentes durante o período prorrogado, na forma e no prazo originalmente estabelecidos, exceto aquelas que se referem à implantação de instrumentos ou estruturas de monitoramento, desde que tenham sido cumpridas.

Para mais esclarecimentos, acesse a íntegra do texto desta Portaria por meio do módulo LIRA do Sistema SOGI ou através do site Future Legis.

Bruna Marques da Costa – Departamento Jurídico


Sistema MTR-MG será obrigatório


 

UTILIZAÇÃO DO SISTEMA MTR-MG PASSARÁ A SER OBRIGATÓRIA A PARTIR DE 09 DE OUTUBRO DE 2019

O Diário Oficial de Minas Gerais publicou dia 09 de março de 2019, a Deliberação Normativa COPAM nº 232, de 27 de fevereiro de 2019, que instituiu Sistema Estadual de Manifesto de Transporte de Resíduos – MTR-MG, estabelecendo procedimentos no intuito de controlar a movimentação e destinação de resíduos sólidos e rejeitos no estado de Minas Gerais.

Conforme a Deliberação Normativa COPAM nº 232, de 27 de fevereiro de 2019, os empreendimentos geradores, voltados para transporte, armazenamento temporário e responsáveis pela destinação final de resíduos sólidos deverão utilizar, obrigatoriamente, o Sistema MTR-MG com a finalidade de gerar registros das movimentações dos resíduos sólidos a partir do dia 09 de outubro de 2019.

Quanto aos resíduos oriundos da construção civil a obrigatoriedade do Sistema passará a valer somente após o dia 09 de abril de 2020.

Importante saber, que além do Manifesto de Transporte de Resíduos – MTR que terá sua emissão por meio do gerador acoplado no veículo durante o transporte, bem como validado no recebimento pelo destinador final do resíduo com até 60 dias subsequentes a data de geração, a Deliberação Normativa COPAM nº 232, de 27 de fevereiro de 2019 também aborda sobre o Certificado de Destinação Final – CDF  e sobre a Declaração de Movimentação de Resíduos – DMR:

I – Quanto ao Certificado de Destinação Final – CDF, este deverá ser emitido pelo receptor, armazenador temporário ou destinador, juntamente com as informações sobre o gerador, como o nome, a data e a quantidade da destinação final ou intermediária dos resíduos ou rejeitos.

II – Por sua vez, a Declaração de Movimentação de Resíduos – DMR, deverá ser emitida a cada seis meses pelos geradores e destinadores presentes no Estado de Minas Gerais, cujas atividades ou empreendimentos sejam enquadrados nas classes 1 a 6 da Deliberação Normativa COPAM nº 217/2017, por meio do Sistema MTR- MG, para consolidar o registro das respectivas operações realizadas com resíduos sólidos e rejeitos no período, observados os seguintes prazos:

 II.I – Até a data de 28 de fevereiro de cada ano deverá ser realizado o envio da DMR abrangendo o período de 1º de julho até 31 de dezembro, do ano anterior;

II.II – Até a data de 31 de agosto de cada ano deverá ser emitida e enviada a DMR abrangendo o período de 1º de janeiro a 30 de junho do ano presente.

Além disso, insta informar que a Deliberação Normativa COPAM nº 232, de 27 de fevereiro de 2019, revogou a Deliberação Normativa COPAM 90/2005; assim sendo, não é mais obrigatório o preenchimento e envio do Inventário Estadual de Resíduos Sólidos Industriais.

Conclui-se, por tanto, que a partir de janeiro do ano de 2020, os dados referentes aos programas de monitoramento de resíduos sólidos e rejeitos vinculados às licenças ambientais emitidas serão prestadas por meio da DMR, via Sistema MTR-MG.

O Sistema MTR-MG terá como finalidade gerir e fiscalizar os órgãos e as entidades que compõe o Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos – SISEMA.

Para mais esclarecimentos, acesse a íntegra do texto desta Deliberação Normativa por meio do módulo LIRA do Sistema SOGI ou através do site Future Legis.

Manuelle L. Vasconcelos Meira / Legislação e Pesquisa


Novo Regulamento de Produtos controlados pelo Exército


 

GOVERNO PUBLICA DECRETO APROVANDO NOVO REGULAMENTO DE PRODUTOS CONTROLADOS PELO EXÉRCITO

Foi publicado no Diário Oficial da União, do dia 30/09/2019, o Decreto nº 10.030, de 30-09-2019, que aprova o Regulamento de Produtos Controlados.

Dentre as orientações trazidas por este Decreto, fica determinado a classificação dos produtos controlados quanto ao seu grau de restrição, bem como, estabelece que as pessoas que comercializarem PCE (Produtos Controlados pelo Comando do Exército) deverão manter à disposição da fiscalização, em um período de cinco anos, os dados referentes aos estoques e a relação das vendas efetuadas.

Além disto, fica obrigado o registro de pessoas físicas ou jurídicas junto ao Comando do Exército para o exercício, próprio ou terceirizado, das atividades com PCE, previstas no art. 6º, as quais estarão sujeitas ao seu controle e fiscalização.

Vale ressaltar, que esta norma entrou em vigor na data de sua publicação, revogando o Decreto nº 3.665, de 20 de novembro de 2000, o Decreto nº 9.493, de 5 de setembro de 2018; e partes do Decreto nº 9.845, de 2019.

Para mais esclarecimentos, acesse a íntegra do texto deste Decreto por meio do módulo LIRA do Sistema SOGI ou através do site Future Legis.


Marcelo Augusto Baltazar Fernandes Júnior / Departamento Jurídico


Como atender as principais exigências do consumidor nos dias de hoje?


 

Não se pode negar que nos dias de hoje as exigências do consumidor são uma pauta bastante recorrente no mercado, e não é para menos! Afinal, são essas exigências que vão determinar o que o consumidor vai ou não comprar, o que ele precisa, o que ele não quer mais e, principalmente, o que o mercado vai oferecer para sanar essa necessidade.

Diante de tal cenário, é fundamental que as empresas dediquem esforços para compreender melhor tudo que permeia o comportamento do consumidor e as exigências feitas por eles.

Isso é de suma importância, porque entendendo o comportamento do consumidor será possível compreender suas exigências. Em outras palavras, isso possibilita o entendimento de como clientes em potencial deverão responder a um novo produto ou serviço e ainda permite considerar onde estão oportunidades que eventualmente não estejam sendo atendidas por algum motivo.

Para esse entendimento, as empresas precisam fazer um questionamento: será que as ações da organização estão realmente conseguindo acompanhar as mudanças e também as exigências do consumidor? Caso a resposta seja não, calma, é possível atender a estas exigências de forma simples. E quer uma dica? Tem muito a ver com tudo que permeia um bom sistema de gestão.

Vamos lá!

Você consegue compreender de fato, as exigências do consumidor?

Diferencie-se dos seus concorrentes: Respire inovação

É importante ter em mente que os consumidores tendem a basear suas decisões na forma como se sentem, e muitas vezes utilizam a emoção para decidir pela compra, sem nem ao menos precisar realmente de tal produto ou serviço comprado.  

As empresas devem fazer uso dessa informação e basear suas estratégias de comunicação e os valores que defende nisso. Caso contrário, se pensar de forma tão simplificada sem considerar as emoções do cliente, a chance de colocar a empresa em risco é enorme. E se não saber olhar para as exigências do seu consumidor, sempre entregando o mesmo produto ou serviço, você não vai sair da zona de conforto. E sabemos muito bem que a zona de conforto não é lugar para empresas que querem crescer ficarem estacionadas.

Uma das maneiras de ficar atento a este ponto é ter um bom sistema de gestão implementado na empresa, que possa gerenciar todos os aspectos do negócio. Isso vai ajudar a atender também as principais exigências do consumidor.

Quando bem implantando, todos passar a ter uma melhor consciência sobre as responsabilidades dos processos da empresa e isso também pode ser uma resposta positiva para o consumidor final.

A crise é um alerta sobre a forma de como o consumidor se comporta

Os tempos de crise também podem afetar o comportamento do consumidor e até mesmo fazer com que eles tenham posições mais exigentes. Isso porque, de uma maneira geral, é preciso levar em conta que a crise acarreta 3 perfis de consumidores distintos, ou seja, aqueles que estão sem emprego, o que acabaram perdendo um e os que ainda permanecem empregados.

Por isso, a tendência geral quando há uma crise é a contenção de gastos. E então os consumidores poderão optar por produtos ou serviços que tenham melhor qualidade e com preços que estejam mais de acordo com o que podem gastar no momento.

Não ofereça o preço mais baixo, agregue valor e qualidade!

Mesmo em tempos de crise, não é o preço mais baixo que vai fazer o cliente comprar ou não. Na verdade, é uma total ilusão pensar que somente praticar preços menores no mercado irá satisfazer as exigências do consumidor – isso é um erro e um pensamento muito limitado!

Segundo o especialista Eduardo Multari, Diretor de Compras na Pfizer na América Latina, no passado era mais recorrente ter compradores que eram, simplesmente, operacionais. Isso quer dizer que o comportamento mais comum consistia no fato de que os consumidores realizavam cotações e tentavam fechar compras considerando sempre o menor preço.

Hoje em dia esse cenário mudou – e muito! O mercado está cada vez mais globalizado e a competitividade muito mais elevada. E a economia, especialmente no Brasil, ainda não está tão boa assim. Então, o importante nos momentos de crise é oferecer qualidade, agregar valor a seu produto, mostrar que você possui um diferencial em relação a concorrência e que, mesmo pagando um pouco mais, vale muito mais a pena comprar seu produto ou serviço.

Outro ponto fundamental refere-se em ter colaboradores preparados para entender os consumidores e os valores da empresa, sendo mais colaborativos e menos operacionais, bem como dedicar esforços para conhecer de forma mais assertiva quem são seus fornecedores e ainda todas as possibilidades de fornecimento envolvidas – que é o que veremos nos tópicos a seguir.

Empresas que tem a capacidade de ter esse comportamento sobrevivem a qualquer período, sejam bons ou ruins, porque entenderam quais as exigências do consumidor e as satisfazem.

Aposte em colaboradores menos operacionais e mais colaborativos

Para que se possa atender de forma eficiente as evidentes exigências do consumidor é preciso entender que nos dias atuais não é suficiente ter um time de colaboradores apenas operacional. Hoje, é essencial que a colaboração prevaleça entre eles, a fim de desenvolver as novas habilidades exigidas no mundo atual.

Em suma, os talentos devem ser mais amplos, com uma maior capacidade analítica e inovativa, com maior controle emocional e empatia, para entender realmente o cliente. Tudo isso é levando em conta nos dias atuais pelos consumidores e, novamente, as empresas precisam pensar nesse perfil de colaborador.

Invista em strategic sourcing e atenda as exigências do consumidor

Strategic sourcing é um método utilizado principalmente na área de suprimentos que avalia o custo total dos insumos (e não somente o menor preço) antes da efetivação de cada compra. São avaliados os custos internos e externos que afetam os produtos e serviços finais, como por exemplo o poder de negociação com fornecedores, a importância dos materiais para a empresa e os níveis de serviço, além do financeiro e logística.

Esse método está relacionado ao investimento na qualificação de líderes de uma empresa, para que se tornem profisionais do Strategic Sourcing a fim de compor um time de compras ainda mais eficiente e promissor.

Vale salientar que muitas empresas ao redor do mundo já entenderam que esse é um fator imprescindível para suprir as exigências do consumidor e também garantir a maximização do custo-benefício, agilizando o fluxo de atendimento do mercado. Isso porque, através da strategic sourcing, torna-se possível desenvolver uma visão ainda mais profunda sobre o mercado de uma maneira geral e ainda abordar uma série de estratégias dentro dos processos corporativos.

Além disso, é uma forma muito relevante de se estabelecer uma redução de riscos dentro da empresa, principalmente no que diz respeito à área de compras – tudo por meio de Políticas e Compliance.

Invista em Supply Chain: superação de desafios e consolidação do sucesso

Investir em Supply Chain é a melhor maneira de ir ao encontro de uma dose elevada de proatividade, bem como dinamismo, liderança, visão, energia e até mesmo maturidade dentro de uma empresa!    

Esse termo é comumente confundido com os processos de logística, mas é preciso salientar que o Supply Chain engloba, na verdade, um conjunto de métodos, conceitos e também formas de se conduzir operações a respeito do fluxo de mercadorias, podendo atingir positivamente as exigências do consumidor.

Importantes personagens, como distribuidores, atacadistas e até mesmo transportadores são inseridos no que chamamos de “teatro de operações” de forma totalmente estratégica, sendo que cada um desempenha um papel extremamente relevante.

A aplicabilidade de tal conceito se faz indispensável nos dias de hoje, uma vez que ele aposta no uso de tecnologias que permitam conceber uma melhor gestão das operações. Ou seja, possibilita o uso de recursos mais modernos e dinâmicos.

Em suma, o Supply Chain visa a integração das diversas fases pertinentes ao poder de venda em uma empresa, garantindo uma visão mais positiva no mercado, e logicamente, também pelo consumidor final.

Exigências do consumidor x sistema de gestão

Perceberam algo em comum entre tudo o que foi falado aqui? Todos os pontos destacados como necessários para analisar o comportamento dos consumidores e entender as suas exigências nos dias de hoje fazem parte igualmente de um bom sistema de gestão.

Isso não é coincidência, porque somente tendo um bom sistema de gestão que envolva todos os setores da empresa, e que saiba fazer a leitura dos seus clientes, entendendo o que eles necessitam e exigem, é que vai possibilitar o crescimento. Olhar para o cliente é essencial, mas também saber olhar para dentro da própria empresa é fundamental.


Futuro: o quanto ele influencia no seu legado?


 

Para ter essa percepção e descobrir se você fala de estratégia em relação ao futuro ou se discute apenas tempo com sua equipe de trabalho, é só fazer um teste simples, proposto por Philip Zimbardo, considerado por muitos como o melhor psicólogo do mundo. Zimbardo é autor do livro “The Time Paradox” e nele afirma que cada pessoa tem um algoritmo de tempo, enxergando-o de uma forma diferente. Ou seja, cada um tem a sua orientação temporal quando consideramos passado, presente ou futuro.

Sem olhar para o futuro é impossível fazer inovação, disrupção, e a organização sempre ficará presa no presente. Por isso, não veja o que é, veja o que pode ser. Ultrapasse essa barreira temporal que possa existir identificando como cada pessoa se comporta diante de cada período de tempo. Isso é essencial para que todos na empresa possam falar a mesma língua e terem a mesma visão de futuro, elaborando estratégias para alcançá-lo – e não desculpas para ficar estacionado no presente utilizando ferramentas do passado.

E esse foi o segundo aprendizado que tive com Tiago aquela noite: em que tempo eu vivo? Em que tempo as pessoas ao meu redor vivem?  E gostaria que você também pensasse: em que tempo você vive?  Em que tempo a sua empresa, a sua equipe vive? Se quer achar a resposta, leia também esse livro de Zimbardo, indicado por Tiago. Ele também já está na lista das minhas leituras obrigatórias.

Por fim, Tiago Mattos, futurista, dono de uma mente brilhante, fechou a sua apresentação com uma provocação sensacional: como está o nosso legado? Raríssimas vezes paramos para pensar nisso. E talvez nunca chegamos a pensar da forma correta.

Qual o seu legado?

Tiago Mattos e Deivison Pedroza

O legado é o que fica para as atuais e futuras gerações, é o que muda o mundo e é completamente diferente de propósito. Legado é aquilo que está no coração do nosso modelo de negócio. Legado é aquilo que os outros definem que seja, não você. Legado é algo muito maior que o próprio empreendedor e é o que dá sentido à nossa existência.

Então, o meu terceiro aprendizado foi: o meu legado tem que ser reconhecido pelos outros como tal, e eu devo fazer a diferença na vida das pessoas, hoje e no futuro, com algo que eu me orgulhe. Estou fazendo isso? O que me orgulha hoje que eu já fiz no passado? O que me dá motivos para querer sempre mais? Para ajudar nessa reflexão, cito a frase de Anne Lise Kjaer, também futurista, apresentada por Tiago na palestra: “Eu quero ver os líderes no futuro dizer: eu não quero ser o melhor no mundo, eu quero ser o melhor para o mundo”. Você está sendo melhor para o mundo?

E para deixar você mais tranquilo, saiba que quando se deixa de pensar no futuro presente para começar a pensar no futuro real, quando o foco passa a ser a disrupção da organização e a auto-disrupção de nós mesmos como lideranças e quando paramos para pensar em nosso legado, na forma como os outros veem nosso trabalho e o impacto dele na vida das pessoas, as inquietações são naturais e surgem porque fazem parte do processo de mudança. Então não se assuste. Você está no caminho certo.

Eu tive a certeza que estava no dia 05 de setembro. Uma palestra. Três perguntas. Três aprendizados para uma vida obtidos em apenas uma noite. Impossível terminar esse dia mais satisfeito.


Reforma Tributária em debate: mais uma edição do Brasil de Ideias


 

Reforma Tributária em debate: mais uma edição do Brasil de Ideias. Deivison Pedroza participa do Brasil de Ideias sobre a Reforma Tributária

Brasil de Ideias, junto com Revista Voto. Ouvindo os parlamentares: Rodrigo Maia, Marcel Van Hattem, Vinicius Poit, Jerónimo Coergen

No dia 16 de setembro aconteceu em São Paulo mais um ciclo do Brasil de Ideias, evento realizado pelo Grupo Voto e que contou com a participação de Deivison Pedroza, CEO e presidente do Grupo Verde Ghaia.

O Grupo Voto, importante e reconhecido veículo de comunicação do país, está completando 15 anos. Entre suas ações, destaca-se o Brasil de Ideias, considerado um dos mais expressivos fóruns de interlocução político-empresarial do país ao possibilitar a aproximação do setor público e setor privado para a retomada do crescimento do país. Neste ano, o encontro já foi realizado em Porto Alegre, Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro e contou, nas duas últimas edições, com a presença dos ministros Osmar Terra, do Ministério da Cidadania, e Onyx Lorenzoni, da Casa Civil.

Desta vez, o tema do encontro foi “A Força do Legislativo Frente às Reformas que o Brasil Precisa – Reforma Tributária”. Os convidados foram o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) e os deputados federais Marcel Van Hattem (NOVO-RS), Vinicius Poit (NOVO-SP) e Jerônimo Goergen (PP-RS). Para o debate com os parlamentares, além de Deivison, estavam presentes mais de 150 líderes empresariais, políticos e formadores de opinião. Todos foram unânimes em afirmar que a aprovação das reformas tributária e administrativa são de extrema relevância para o desenvolvimento do país.

Vamos conhecer os principais pontos discutidos nesta edição do Brasil de Ideias.

Ajuste de contas

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmou que não alimenta a pretensão de ser presidente do Brasil, enquanto as contas públicas não forem organizadas.

Reforma Tributária será votada em 2019

Rodrigo Maia garantiu que a Câmara ou o Senado votam, ainda este ano, a Reforma Tributária. “As duas casas estão trabalhando no tema e nosso esforço é para votar em ambas até o fim do ano”.

Volta da CPMF?

O presidente da Câmara dos Deputados descartou a possibilidade da volta da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira, mais conhecida como CPMF. “[A volta da CPMF] não tem chance. Quem defendia a proposta não está mais no Governo. O Governo diz que não e o Congresso também diz que não”, afirmou.

Reformas Tributária e Administrativa devem caminhar juntas

Para Maia, se o Brasil não tiver coragem de fazer uma reforma administrativa junto à reforma tributária “será como enxugar gelo”.

O deputado federal Alexis Fonteyne concordou com Rodrigo Maia: “o sistema tributário brasileiro está todo distorcido. Ninguém sabe o quanto tem de tributo em um sapato, não temos nada de transparência. A reforma tributária é extremamente importante, acompanhada de uma reforma administrativa”. Ainda afirmou que se não for feito dessa forma, os custos existentes continuarão impedindo que os pequenos empresários possam empreender.

A opinião do deputado federal Jerônimo Goergen é a mesma dos outros parlamentares: “entendo que, se não aproximarmos os projetos que já estão tramitando no Congresso, não teremos uma boa reforma tributária. Além disso, precisamos de uma reforma administrativa andando paralelamente a isso”, apontou o deputado.

 Van Hattem e Poit concordaram e disseram que o principal intuito é simplificar o sistema tributário, por meio do IVA (Imposto Sobre Valor Agregado): “defendemos a proposta do IVA, que me parece mais coerente. Não podemos manter a corda sempre tencionada entre legislativo e executivo”, afirmou o deputado federal Vinicius Poit. “Precisamos simplificar o sistema tributário. Para reduzir os impostos e o tamanho do Estado, é preciso reduzir despesas. Nesse momento, temos as despesas travadas. Por isso o primeiro passo é simplificar”, defendeu o deputado federal Marcel Van Hattem.

A organizadora e responsável por este evento é Karim Miskulin. Na presença de Rodrigo Maia e ao final dos painéis dos deputados, Karim destacou que o país já avançou bastante com a aprovação da reforma da previdência, da Medida Provisória da Liberdade Econômica e com a perspectiva da reforma tributária, sendo que o presidente da Câmara, nas palavras dela, “teve um papel fundamental nisso tudo. Hoje temos um novo rumo e um norte para o nosso país. O senhor cresceu de forma absoluta em toda essa discussão”.

Por fim, Karim, para encerrar o evento, destacou que estamos em um momento muito importante para o Brasil: “esse é um momento de um novo Brasil, que errou muito no passado e não tem mais chance de errar. A nossa esperança está depositada em vocês, então, por favor, não desistam. E principalmente não desistam da reforma tributária, que é muito importante para o nosso país”.

Lançamento do Movimento Brasil de Ideias Mulheres Positivas

Durante o Brasil de Ideias foi lançado por Karim, junto com Fabi Saad, o Movimento Brasil de Ideias Mulheres Positivas. Ele é formado por mulheres que impactam a realidade social e econômica do Brasil e tem como objetivo o desenvolvimento do nosso país ao “gerar a interlocução do empresariado e lideranças femininas com o cenário político, além de criar uma nova cultura de protagonismo de mulheres no cenário público brasileiro”.

Deivison explica a relevância entre PICS e o Brasil de Ideias

Karim Miskulin, Deivison Pedroza, Rodrigo Maia, Marcelo Ramos, Wilson Ferreira.

O Pacto de Integridade e Compliance pela Sustentabilidade (PICS), conforme já apresentado pelo CEO Deivison Pedroza, no evento Prêmio Compliance Brasil, ele reafirma a importância do PICS como ferramenta para essencial na busca pelo Compliance efetivo. Para o CEO, o objetivo do PICS  é uma nova forma de se fazer gestão e garantir o crescimento das organizações de forma ética, íntegra e sustentável.

Através da parceria entre a Revista Voto e o Grupo Verde Ghaia, o Pacto (PICS) tem ganhado forças e sido bem recebido no Brasil de Ideias, além de ganhar elogios de vários setores governamentais e privados de todo o país.

Para o  CEO Deivison Pedroza é importante que tanto as empresas privadas quanto as públicas estejam envolvidas e comprometidas ao assumirem tais compromissos com o nosso país, unindo, de vez as forças entre o setor público e setor privado, visando um único objetivo: o desenvolvimento do Brasil.

Fonte: http://www.revistavoto.com.br / Matéria: Deputados defendem reformas tributaria e administrativa


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