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Deliberação Normativa COPAM Nº 223 – Rejeitos e Rejeitos Perigosos


 

Foi publicado no Diário Oficial do Estado de Minas Gerais, no dia 30-05-2018 a Deliberação Normativa COPAM Nº 223, De 23-05-2018, que Regulamenta o art. 12 da Lei Estadual nº 13.796, de 20 de dezembro de 2000.

Considerando que os rejeitos e resíduos rejeitos, em função de sua natureza, forma de manuseio e destinação final, podem apresentar características prejudiciais à saúde humana e ao meio ambiente, esta Deliberação proíbe o armazenamento, o depósito, a guarda, o processamento e a disposição final de resíduos e rejeitos perigosos, gerados fora do Estado.

A proibição a que se refere o parágrafo acima não abrange resíduos e rejeitos sujeitos a logística reversa, implementada em âmbito nacional, estadual ou regional, por meio de regulamento, acordo setorial, termo de compromisso ou outro instrumento formal, desde que a instalação armazenadora ou destinadora tenha licença ambiental vigente.

Além disto, a Deliberação Normativa COPAM Nº 223, De 23-05-2018 Revoga a Deliberação Normativa COPAM Nº 211, De 16-11-2016.

Esta norma entra em vigor na data de sua publicação.

Para maiores esclarecimentos, acesse a íntegra do texto desta Deliberação Normativa por meio do módulo LIRA do SOGI  ou através do site Future Legis.

Marcelo Augusto Baltazar Fernandes Júnior
Colaborador do Setor Jurídico


Controle e Fiscalização de Produtos Químicos


 

O Diário Oficial da União publicou no dia 14-03-2019 a Portaria MJSP nº 240, de 12-03-2019, que estabelece procedimentos para o controle e a fiscalização de produtos químicos e define os produtos químicos sujeitos a controle pela Polícia Federal.

Para regular exercício das atividades com produtos químicos controlados, as pessoas físicas ou jurídicas deverão se cadastrar na Polícia Federal a fim de obter o CRC, bem como requerer o CLF ou a AE. A pessoa física ou jurídica habilitada somente poderá realizar as atividades com os produtos químicos que estiverem ativos em seu cadastro.

Para a concessão de CLF ou AE serão considerados, dentre outros fatores, a relação entre os produtos químicos, a atividade, a instalação física, a capacidade técnica e a comprovação de regularidade junto a outros órgãos de controle.

A Portaria prevê cadastro e licenciamento específico para os casos de operações do comércio exterior.

Dentre suas regras, a Portaria trata sobre quantificação, densidade, armazenagem, rotulagem, processo de destruição e transporte dos produtos químicos.

Os artigos 57 e 58 dispõem sobre os produtos formulados com substância química controlada que estão isentos do controle. Essa Portaria entra em vigor 90 (noventa) dias após a data da sua publicação, em 12-06-2019, quando a Portaria MJ Nº 1.274, de 25-08-2003 será revogada.   

Para maiores esclarecimentos, acesse a íntegra do texto desta Portaria por meio do módulo LIRA do Sistema SOGI ou através do site Future Legis

Letícia Caroline Nunes Ferreira / Legislação e Pesquisa


Publicada Deliberação para procedimentos de controle e movimentação e destinação de resíduos sólidos e rejeitos


 

Deliberação para procedimentos de controle, movimentação e destinação de resíduos sólidos e rejeitosDELIBERAÇÃO QUE ESTABELECE OS PROCEDIMENTOS PARA O CONTROLE DE MOVIMENTAÇÃO E DESTINAÇÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS E REJEITOS

O COPAM – CONSELHO ESTADUAL DE POLÍTICA AMBIENTAL publicou no Diário Oficial do Estado de Minas Gerais do dia 09/03/2019, a DELIBERAÇÃO NORMATIVA COPAM Nº 232, DE 27-02-2019, a qual instituiu o Sistema Estadual de Manifesto de Transporte de Resíduos bem como estabeleceu procedimentos para o controle de movimentação e destinação de resíduos sólidos e rejeitos no estado de Minas Gerais e outras providências.

A norma traz diretrizes para a utilização do Sistema Estadual de Manifesto de Transporte de Resíduos – Sistema MTR-MG que controlará o fluxo de resíduos sólidos e de rejeitos no Estado, desde a geração até a destinação final. Ressalta-se que esse sistema será feito exclusivamente em meio digital, pela internet, utilizando a Plataforma Digital para Manifesto de Transporte de Resíduos, do Sistema MTR-MG, disponível na página eletrônica da Feam, devendo ser utilizada pelo gerador, o transportador, o armazenador temporário e o destinador de resíduos sólidos ou rejeitos.

A norma, em seu art. 2º especifica para quais resíduos esta Resolução não se aplica, vejamos:

I – aos resíduos sólidos urbanos coletados pela administração pública municipal, diretamente ou mediante concessão, inclusive os resíduos de capina, poda e supressão de vegetação em área urbana ou rural executadas por empresas detentoras de concessão da distribuição de energia elétrica e suas contratadas, em função das atividades de manutenção preventiva ou corretiva em seus sistemas;

II – aos resíduos sólidos e rejeitos agrossilvipastoris assim entendidos aqueles gerados na propriedade rural, inerentes às atividades agropecuárias e silviculturais, incluídos os relacionados aos insumos utilizados nessas atividades;

III – aos resíduos sólidos e rejeitos que não foram gerados em Minas Gerais nem serão destinados no Estado, estando apenas em trânsito em território mineiro;

IV – aos resíduos constituídos por solo proveniente de obras de terraplanagem – material excedente advindo de movimentação de terra, gerado durante a execução de uma obra, podendo ser composto por solo, pedras, pedregulhos ou material vegetal dispensado de comprovação de destinação de rendimento lenhoso;

V – aos resíduos e rejeitos provenientes de manutenção in loco de estruturas e equipamentos de sistemas públicos de saneamento ou de rede de distribuição de energia elétrica, na etapa que compreende o transporte desde o local de manutenção até o local de recebimento dos resíduos mantido pelo gerador;

VI – aos resíduos submetidos a sistema de logística reversa formalmente instituído, quando gerados por pessoa física, na etapa compreendida pelo transporte primário, assim entendido como a primeira etapa do transporte a partir do local de geração até o ponto ou local de entrega oficial do sistema, ou até a central de recebimento desses resíduos.

Uma disposição importante trazida pela norma é a prevista no art. 7º, §2º, que determina que o receptor do resíduo sólido ou do rejeito, armazenador temporário ou destinador, deverá atestar no Sistema MTR-MG o recebimento da carga, no prazo de sessenta dias após a data de geração do MTR, procedendo aos eventuais ajustes, se necessários, sob pena de seu cancelamento no Sistema, sendo que este prazo não é passível de prorrogação ou renovação, mesmo nos casos em que a movimentação do resíduo ou rejeito do gerador até o destinador envolva armazenador temporário.

Outra determinação da norma que merece destaque é a determinação de que os geradores e os destinadores instalados em Minas Gerais cujas atividades ou empreendimentos sejam enquadrados nas classes 1 a 6, conforme Anexo Único da Deliberação Normativa Copam nº 217, de 6 de dezembro de 2017, elaborem e enviem, semestralmente, por meio do Sistema MTR-MG, a Declaração de Movimentação de Resíduos – DMR, informando as operações realizadas no período com os resíduos sólidos e com os rejeitos gerados ou recebidos, nos prazos determinados no artigo 16.

Por fim, a norma ainda realizou revogações, dentre as quais, está a Deliberação Normativa Copam nº 90, de 15 de setembro de 2005, que dispunha sobre a declaração de informações relativas às diversas fases de gerenciamento dos resíduos sólidos industriais no Estado de Minas Gerais. Com esta revogação, de acordo com o órgão (), não há mais obrigatoriedade, no âmbito estadual, de preenchimento dos respectivos inventários.

Para maiores esclarecimentos, acesse a íntegra do texto desta Deliberação por meio do módulo LIRA do Sistema SOGI: https://sogi8.sogi.com.br ou através do site: https://futurelegis.sogi.com.br

Bruna Marques da Costa / Departamento Jurídico


Medida Provisória altera a CLT sobre Contribuição Sindical


 

A Medida Provisória nº 873, de 01-03-2019 publicada no Diário Oficial da União do dia 01-03-2019 alterou a Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, para dispor sobre a contribuição sindical, e revogou dispositivo da Lei nº 8.112, de 11-12-1990.

As alterações tratam dos descontos feito pelos empregadores na folha de pagamento dos empregados e a forma em que devem ser feitas. Dispõe também sobre quais contribuições podem ser exigidas aos filiados do sindicato.

De acordo com o Art. 545 da CLT, antes, o empregador era obrigado a descontar da folha de pagamento dos seus empregados contribuições sindicais. Com a alteração, o requerimento de pagamento da contribuição sindical está condicionado à autorização prévia e voluntária do empregado que participar de determinada categoria econômica ou profissional ou de profissão liberal, em favor do sindicato representativo da mesma categoria ou profissão ou, na inexistência do sindicato.

As alterações no art. 579-A da CLT, podem ser exigidas somente dos filiados ao sindicato nos seguintes casos:

  • a contribuição confederativa de que trata o inciso IV do caput do art. 8º da Constituição;
  • a mensalidade sindical; e
  • as demais contribuições sindicais, incluídas aquelas instituídas pelo estatuto do
  • sindicato ou por negociação coletiva.

Para maiores esclarecimentos, acesse a íntegra do texto desta Medida Provisória por meio do módulo LIRA do Sistema SOGI ou através do site de Legislação – Future Legis.

Letícia Caroline Nunes Ferreira / Departamento Jurídico


Participação das Mulheres é cada vez mais significativa no mercado de trabalho


 

De acordo com a pesquisa “Estatísticas de gênero: indicadores sociais das mulheres no Brasil[FL1]” — uma compilação de dados realizada pelo IBGE que analisa as condições de vida das brasileiras a partir de um conjunto de indicadores proposto pelas Nações Unidas  — em 2016, 39,1% dos cargos gerenciais, tanto no poder público quanto na iniciativa privada, eram ocupados por mulheres. Embora os homens ainda sejam maioria nos cargos mais altos (60,9%), o horizonte oferecido às mulheres é promissor.

O processo de mudança nos padrões culturais tem amenizado as tradicionais barreiras à entrada das mulheres no mercado de trabalho, trazendo consigo outros reflexos nas últimas três décadas: a taxa de fecundidade tem reduzido e os níveis de escolaridade das mulheres têm se elevado. Dentre a população acima de 25 anos com curso superior completo, temos 33,9% de mulheres e 27,7% de homens.

A taxa de frequência escolar líquida ajustada no ensino médio (que mede a proporção de pessoas que frequentam a escola no nível de ensino adequado à sua faixa etária) também é maior entre as mulheres: 73,5%, contra 63,2% entre os homens. Na prática, mulheres estão muito mais focadas em melhorar seu nível de escolaridade.

Luciana Carneiro Aguera[FL2] , 40 anos, auditora de sistemas de gestão, especializada em qualidade (ISO 9001), Meio ambiente (ISO 14001), Segurança e Saúde Ocupacional (ISO 45001) e Responsabilidade Social (NBR 16001), vivencia exemplos de como a educação formal tem influenciado na ascensão das mulheres. “No mercado expandido de Qualidade, ou seja, nas diversas áreas de inspeção, mulheres são bem vistas porque são consideradas detalhistas. E como costumam apresentar notas melhores nos cursos, acabam sendo indicadas para os melhores estágios”, disse ela, que percebeu tal característica principalmente nos cursos oferecidos pelo SENAI, empresa na qual atuou por 8 anos através do Sistema S, que oferece muita mão de obra para o mercado.

O próprio SENAI apresenta dados sólidos sobre a participação das mulheres nos últimos anos: a presença feminina em seus cursos técnicos apresentou um crescimento de 65%.

De acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego, a participação feminina nas empresas industriais cresceu 14,3% em 20 anos. Os segmentos com maior crescimento de mulheres empregadas no período são mineração (65,8%), material de transporte (60,8%), alimentos e bebidas (49,3%), madeira e mobiliário (39,3%), indústria mecânica (37,3%) e papel e gráfico (24,7%). A automatização dos processos produtivos tem sido um fator de favorecimento às mulheres, pois a força física tem deixado de ser um requisito essencial para as contratações profissionais.[FL3]  No período pesquisado, a proporção de postos de trabalho ocupados por mulheres apresentou alta de 39,9% na metalurgia, de 37,3% na indústria mecânica e de 31,1% na construção civil.

Segundo dados da pesquisa “Perfil Ocupacional dos Profissionais da Engenharia no Brasil[FL4]”, realizada pelo Dieese, de 2003 a 2013 a porcentagem de mulheres engenheiras empregadas no Brasil cresceu 4%. Além disso, no mesmo período, o salário médio das engenheiras subiu de 70,3% para 79%, e foram gerados 32.468 postos de trabalho para as profissionais da engenharia, cerca de um quarto do total do número de empregos criados para a categoria no período. Em termos relativos, o aumento da ocupação feminina — de 132,2% — foi mais significativo do que a ocupação masculina, que correspondeu a 78,3%, o que explica o aumento da participação das mulheres.

Cíntia Mara, 32 anos, graduada em Ciência da Computação e desenvolvedora de software há quase 15 anos, sabe bem o que é atuar numa área “masculina”. Mesmo assim, ela conquistou seu espaço com destreza. Há nove anos, Cíntia é analista de negócios, e conta que sempre teve um bom relacionamento com os colegas de trabalho homens. Diz que embora possa trombar com pessoas difíceis capazes de discriminá-la só por ela ser mulher, procura não prestar atenção nisso. “Acho que o caminho para as mulheres nessas áreas [ masculinas] é o de buscar parcerias, tanto com outras mulheres quanto com os homens.

Essas parcerias e cumplicidade me ajudaram a chegar onde estou hoje, trabalhando em uma empresa incrível e numa posição de liderança”, conta ela. “Essa é a minha forma de facilitar as coisas para as outras mulheres que estão ao meu lado, e também para as que virão depois de mim, e também de transformar os homens em meus aliados e ajudá-los a se tornarem pessoas melhores, dando feedbacks e explicando, quando certas atitudes não são legais, mas também mostrando que ser mulher em momento nenhum interfere na minha competência”.

Diana Camargo, 36 anos, é graduada em Radialismo e conta que também vivenciou predominância feminina nas salas de aula de seu curso na universidade, mas que percebeu uma sutil diferença no momento em que chegou ao mercado de trabalho. Ativa na área de produção e operacional de TV, Diana diz que, em seu ramo, as mulheres tendem a se concentrar na área de produção, e os homens, nas áreas técnicas e operacionais. Mas ela mesma não se abala. “O que eu tento fazer para mudar essa situação é indicar outras mulheres para ocupar os cargos técnicos. Felizmente tem dado certo”.

Diana conta que chegou a trabalhar num projeto em que operadoras de áudio, cinegrafistas e assistentes eram todas mulheres — e só havia um homem na equipe! Ela frisa que não enxerga o mercado de trabalho como uma “guerra dos sexos”, mas que acha importante abrir espaço para que outras mulheres possam mostrar que um bom trabalho “independe de o indivíduo ser ele ou ela”.


 [FL1]Fonte: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv101551_informativo.pdf

 [FL2]Todas as entrevistadas foram localizadas pelo Twitter e conversaram com a Equipe via mensagens particulares.

 [FL3]Fonte: https://noticias.portaldaindustria.com.br/noticias/trabalho/participacao-de-mulheres-no-mercado-de-trabalho-industrial-cresce-143-em-20-anos/

 [FL4]Fonte: https://www.fne.org.br/upload/documentos/publicacoes/PerfilFNE_net.pdf


AUDITORIA INTERNA ISO 9001


 

Com a Auditoria Interna ISO 9001 a Verde Ghaia traz uma perspectiva imparcial sobre o SGQ da empresa, avaliando a sua performance, o atendimento aos requisitos da norma ISO 9001, os pontos fortes e possibilidades de melhoria para o sistema.

A Auditoria Interna ISO 9001 da Verde Ghaia é voltada para empresas que buscam a certificação, a manutenção da certificação ou para aqueles que querem apenas avaliar o seu desempenho da qualidade.

Na Auditoria Interna ISO 9001, os auditores da Verde Ghaia avaliam o atendimento aos requisitos normativos, o desempenho do Sistema de Gestão da Qualidade e apontam as necessidade de melhoria para a empresa.

Se a sua empresa busca uma avaliação isenta e eficaz do desempenho do Sistema de Gestão da Qualidade, a Verde Ghaia tem a solução.

Para mais informações sobre normas ISO e consultoria, acesse nosso site www.consultoriaiso.org


Como definir seu valor: diferencial competitivo ou CTRL+C, CTRL+V?


 

O que você acha mais importante para definir o preço dos seus serviços e produtos? Seus concorrentes ou o valor que você agrega àquilo que você vende?

Para mim, é claro que o diferencial competitivo é o mais importante, visto que este é o momento no qual se define o quanto cobrar por um produto ou serviço. No entanto, saber criar esse diferencial é o que faz toda a diferença para que o seu negócio tenha sucesso. Se você não tiver o seu diferencial, de nada adiantará gastar energia para conquistar seu potencial cliente ou até mesmo fidelizá-lo.

Como CEO do Grupo Verde Ghaia, estar em contato com os mais diversos conceitos de gestão empresarial, fizeram com que eu fosse capaz de rever, recriar e transformar minha Gestão, levando comigo toda a minha equipe.

O que é Diferencial Competitivo?

Diferencial competitivo é o que a sua empresa oferece de melhor, com qualidade superior, além de vantagens e benefícios exclusivos, transformando a compra do cliente em uma experiência única. É o que vai atrair e satisfazer os sonhos e vontadades de seus clientes.

Quem possui um diferencial competitivo se destaca mais facilmente no mercado, e é reconhecido como único. É isso que vai determinar o quanto você cobrará por algo, sem se preocupar com os seus concorrentes. Costumo dizer que muitas empresas pecam nos negócios por olhar demais o retrovisor, não se preocupam em mirar novos horizontes e trilhar novos caminhos. São empresas assim, apegadas ao passado, à conceitos já descontruídos que não conseguem acompanham as mudanças de um mundo cada vez mais tecnológico e veloz.

Adaptar-se às mudanças é importante para qualquer empresa que queira crescer. É um passo indispensável para se ganhar notoriedade no mercado globalizado.

Você pode ter mais de um diferencial competitivo, apesar de não ser a quantidade o mais importante, mas a vantagem que ele oferece diante de toda a sua concorrência. Independente de quais ou quantos sejam, precisa ter valor aos olhos do seu cliente, e também precisa ter estratégias claras de comunicação e de divulgação para encantar a qualquer um. Se o seu diferencial não for divulgado, você nunca será reconhecido pelo seu público.

Case de Sucesso

A Mercedes-Benz, por exemplo, possui produtos de alto valor agregado, oferecendo ao mercado produtos com preço elevado em relação a seus concorrentes. Mas, o que torna essa empresa tão almejada por muitos? Por que ela ainda conquista o mercado consumidor? Por que muitos preferem pagar mais para ter uma Mercedes?

Bem,as respostas todos nós, consumidores, já sabemos. Muito do que compramos não é por dinheiro, mas pela experiência que o serviço ou produto oferece. A Mercedes acredita que para conquistar seus clientes, ela precisa ter atributos únicos perante aos seus concorrentes. E é por isso, que a Mercedes-Benz tem permanecido no mercado de automóveis desde 1926.

Aconselho acessar o site da Mercedes-Benz na qual a empresa afirma que seu diferencial competitivo é ter “o maior e o mais completo portfólio de produtos e serviço de pós-venda”, prezando por um atendimento de qualidade e buscando a proximidade cada vez maior com seu cliente. Inclusive os “principais executivos da empresa tem um contato direto com o consumidor por meio do acompanhamento do atendimento realizado pelos diversos canais de comunicação” existentes.

Dessa forma, a Mercedes possibilita que o cliente alcance eficiência e produtividade, mas com a rentabilidade que ele deseja ter. E não é só a venda que importa, mas o destaque dado ao pós-venda: o que você vai precisar depois de comprar, a empresa oferece também, garantindo tranquilidade e segurança do começo ao fim.

A marca obviamente, já está mais do que consolidada no mercado. Mas ela não nasceu assim. Ela precisou conquistar esse reconhecimento. E como fez? Oferecendo diferencial competitivo e não baixando preços mesmo quando seus concorrentes o faziam. O importante para a marca não é ganhar cliente com base em preço. Mas sim, porque ele reconhece que ao adquirir um veículo Mercedes, ele estará adquirindo uma experiência única e que ele não terá em nenhum outro lugar.

Case da Apple

O mesmo ocorre com a marca mais famosa de celular, a Apple. Seu consumidor é fiel, não se importa de ficar em pé, aguardando sua hora chegar para comprar o mais novo lançamento. Para o comprador da Apple, ele não tem apenas um aparelho móvel de comunicação ou celular, ele tem um APPLE.

Mas, o que torna a Apple tão almejada? Por que seus clientes se fidelizam? Por que quem compra e “experimenta” os produtos Apple uma vez, não quer mais ter um celular? Isso só é possível, porque há todo o diferencial competitivo em torno da marca, especialmente devido às inovadoras estratégias corporativas de Steve Jobs.

A Apple não nasceu no sucesso que é hoje. Ela conquistou seu espaço, conquistou o cliente. Ela tem oferecido experiências únicas, benefícios mais atrativos, além de ofertar exclusividade ao longo do tempo para os seus clientes.

O que eu quero dizer, é que você não precisa ser uma Mercedes ou uma Apple. Mas, pode – e deve – ser diferente nesse mundo corporativo, no qual o mais comum de ser ver são as cópias e não os diferenciais.


Tenha sensibilidade para identificar jiboias engolindo elefantes

E não tenha medo por tentar ser único, nem de cobrar o preço justo pela sua dedicação, competência, expertise e visão. Tenha sempre em mente que existem clientes para todos os tipos de produtos e serviços. Seja para uma camiseta de R$ 10,00 ou para uma de R$ 500,00. Ambas serão vendidas para pessoas diferentes, Mas, serão vendidas. A diferença de uma marca para a outra é que aquela que cobra R$ 500,00, por uma camiseta, soube gerar diferencial competitiv o suficiente, para cobrar esse preço. Embora o valor possa ser muito maior, há clientes que a compra, seja pelo desejo de se ter um bom atendimento ou pela qualidade oferecida. Então, se você quer vender camiseta a R$ 500,00, crie diferenciais competitivos, os quais levarão o seu cliente a olhar e sentir necessidade de comprar o seu produto.

Você não vende simplesmente um pedaço de pano. Você vende sensações, emoções, experiências, todas elas únicas e que somente você é capaz de oferecer.

Venda a “experiência” de se usar a camiseta. Venda a sensação do que significa vesti-la. Venda a ideia do quanto seu cliente vai se sentir melhor após entrar na sua loja e usar a sua marca.

Quando o seu referencial é o Concorrente

Se o seu referencial no mercado é o seu concorrente, o que vai acontecer é que mesmo tendo um ótimo produto, você não vai conseguir gerar valor para ele. Isso porque, você vai nivelar seu valor agregado ao do seu concorrente. E será que ele tem definido o valor dele? Será que ele se importa com a experiência do seu cliente? Esse é o maior erro que as empresas fazem, buscam se nivelar por preço e não por diferenciais realmente competitivos. Em uma situação com essa, a empresa não considera todo o investimento feito, seja em tecnologia, em software, em pessoas, em treinamento, em capacitação, em melhorias.

O seu concorrente está sempre colocando o preço mais baixo e você consequentemente, irá acompanhá-lo, baixando o seu preço para continuar vendendo. Mas, até onde seu negócio dará conta de chegar? Será que o seu negócio será capaz de manter a qualidade? Será capaz de oferecer serviços de excelência? Ou seu negócio estará fadado a morrer na praia? Pense bem nisso! Onde você desejar chegar e o que deseja oferecer de melhor!

Por isso, que não se conquista um cliente somente pelo preço. Aliás, guerra de preços não é diferencial competitivo. E clientes que compram produtos só pelo preço, também não se fidelizam às marcas, elas sempre irão buscar por empresas que oferecerem o menor valor, sem se preocupar com a qualidade que será entregue. É esse tipo de cliente que você quer para seu negócio? É nesse jogo com a concorrência que você quer jogar?

Se você, no seu negócio, não souber mostrar qual é o seu grande diferencial, você simplesmente, vai sim, nivelar pelo preço e daqui a pouco a sua fábrica de Mercedes estará vendendo ferro velho.

E isso é uma tragédia. Porque você dimensionou a sua fábrica para produzir determinado produto, e que agora está vendendo com um preço muito abaixo do que deveria. Imagina a Mercedes-Benz produzindo carros populares, onde a sua fábrica toda, todo o processo de capacitação, todo o treinamento e maquinário, estão totalmente superdimensionados para produzir algo muito mais avançado tecnologicamente.

Então, quando isso acontece, você percebe que construiu um negócio muito poderoso, muito bem montado, mas não dá certo. E claro, o lucro começa a diminuir e você começa a ter muitos prejuízos. No final você percebe que você tem uma Mercedes sendo vendida como um Uno, e então você não consegue entender porque o mercado é tão injusto com você.

Quem dita regras para o seu negócio?

Na realidade o problema não é o mercado, é você. Você que não soube se posicionar, é você que não soube demonstrar para o seu cliente qual é o grande diferencial que você tem em relação ao seu concorrente. E o problema surgiu porque você não aprendeu a olhar para o seu negócio, você “esqueceu” de contar para todo mundo o que ele tem de diferente. E esse é um erro grave no mundo dos negócios.

E para evitar que você cometa esse erro, eu gostaria que você refletisse sobre as seguintes perguntas: como é a sua relação com seus concorrentes diretos? Como você se vê hoje diante deles? Seguindo os passos ou está à frente? Você que define o preço do que você vende ou você se baseia no preço que seus concorrentes colocam? Qual o diferencial competitivo do seu negócio hoje?

É muito importante responder a estas perguntas da forma mais sincera possível. Somente assim, você vai começar a entender o porquê do seu negócio não estar se desenvolvendo como você gostaria e vai poder traçar as estratégias de mudanças necessárias. E se você acha que está tudo bem com sua empresa, saiba que ainda pode melhorar muito mais trabalhando para desenvolver o diferencial competitivo dela.

Portanto, comece agora a olhar para você, para suas atitudes e para sua empresa. Olhe para seu negócio. Ele precisa ser bom o suficiente para que você não precise se importar com seus concorrentes nem basear seu preço de acordo com o quanto eles estão cobrando. Crie diferencial competitivo para que você tenha algo único. Assim você se colocará automaticamente na frente da sua concorrência.

Algumas perguntas que você pode fazer para ajudar a criar ou analisar qual é o seu diferencial competitivo são:

  • O que o meu produto ou serviço tem de melhor?
  • Como eu quero que meu cliente veja o meu produto?
  • O que ainda não está sendo feito pela concorrência em relação àquilo que vendo?
  • O que já está sendo feito pela concorrência que todos fazem igual?
  • O meu produto ou serviço segue as tendências do mercado atual ou é inovador?

Não copie a concorrência achando que você não vai ter clientes se fizer de outro modo. O sucesso no mundo dos negócios não vem através de CTRL+C CTRL+V. Ele só acontece para quem não tem medo de ousar, quem faz diferente, e claro, de forma única e muito melhor.

Deivison Pedroza, CEO do Grupo Verde Ghaia


AUDITORIA INTERNA EM SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL – SGA / ISO 14001


 

A Verde Ghaia oferece o serviço de Auditoria Interna para avaliar, de forma imparcial e isenta, como está o desempenho do Sistema de Gestão Ambiental de sua empresa e como anda o atendimento aos requisitos da norma.

O serviço é voltado para empresas que buscam a certificação, manutenção da certificação ou que desejam avaliar seu desempenho.

Durante a , a Verde Ghaia avalia o desempenho do seu Sistema de Gestão Ambiental, verifica o quanto está adequado, ou não, aos requisitos normativos e aponta as necessidades de melhoria para a empresa.

Nossos auditores são habilitados para conduzir trabalhos de Auditoria Interna com base nas normas internacionais:

  • NBR 16001,
  • ISO 50001.

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ANM proíbe a construção ou alteamento de barragens de mineração


 

Considerando o histórico recente de rompimentos de barragens de mineração, notadamente da Barragem B1 da Mina Retiro do Sapecado, em 10-09-2014, localizada no Município de Itabirito; da Barragem de Fundão da Mina Germano, em 05-11-2015, localizada no município de Mariana; e da Barragem B1, da mina Córrego do Feijão, em 25-01-2019, no município de Brumadinho, todas no Estado de Minas Gerais, a Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Mineração – ANM aprovou a Resolução ANM nº 04, de 15-02-2019.

A Resolução ANM nº 04/2019 estabelece medidas regulatórias cautelares objetivando assegurar a estabilidade de barragens de mineração, notadamente aquelas construídas ou alteadas pelo método denominado “a montante”, ou por método declarado como desconhecido, sendo proibida a utilização do método de construção ou alteamento de barragens de mineração denominado “a montante” em todo o território nacional.

Entende-se por método “a montante”, a metodologia construtiva de barragens onde os diques de contenção se apoiam sobre o próprio rejeito ou sedimento previamente lançado e depositado.

Os empreendedores responsáveis por barragens de mineração inseridas na PNSB, independentemente do método construtivo adotado estão proibidos de manter ou construir, na Zona de Autossalvamento – ZAS, qualquer instalação, obra ou serviço, permanente ou temporário, que inclua presença humana, tais como aqueles destinados a finalidades de vivência, de alimentação, de saúde ou de recreação. Também fica proibido o barramento para armazenamento de efluente líquido imediatamente a jusante de barragem de mineração, onde aquele tenha potencial de interferir na segurança da barragem ou possa submergir os drenos de fundo ou outro sistema de extravasão ou de segurança da barragem de mineração à montante desta.

Ressalta-se que as instalações, obras, serviços e barragens inseridas na PNSB devem ser definitivamente desativados e descomissionados ou descaracterizados, conforme o seguinte cronograma:

  • até 15 de agosto de 2019, para as instalações, obras e serviços; e,
  • até 15 de agosto de 2020, para os barramentos.

A Resolução ANM nº 04, determina ainda que, com vistas a reduzir ou eliminar o risco de rompimento, em especial por liquefação, das barragens construídas ou alteadas pelo método a montante ou por método declarado como desconhecido, o empreendedor deverá, nos prazos fixados abaixo:

  • até 15 de agosto de 2019, concluir a elaboração de projeto técnico de descomissionamento ou descaracterização da estrutura, que deverá contemplar, no mínimo, obras de reforço da barragem à jusante ou a construção de nova estrutura de contenção à jusante, com vistas a reduzir ou eliminar o risco de liquefação e o dano potencial associado, obedecendo a todos os critérios de segurança;
  • até 15 de fevereiro de 2020, concluir as obras de reforço da barragem à jusante ou a construção de nova estrutura de contenção à jusante, conforme estiver previsto no projeto técnico; e,
  • até 15 de agosto de 2021, concluir o descomissionamento ou a descaracterização da barragem.

As barragens de mineração construídas ou alteadas pelo método a montante ou por método declarado como desconhecido que estejam em operação na data de entrada em vigor desta Resolução poderão permanecer ativas até 15 de agosto de 2021, desde que o projeto técnico garanta expressamente a segurança das operações e a estabilidade da estrutura, inclusive enquanto as obras e ações nele previstas sejam executadas.

Por fim, a Diretoria Colegiada da ANM reavaliará as medidas regulatórias cautelares objeto desta Resolução até 1º de maio de 2019, e, se for o caso, fará as adequações cabíveis considerando, dentre outras informações e dados, as contribuições e sugestões apresentadas na consulta pública, conforme consta do Anexo desta Resolução.

Para maiores esclarecimentos, acesse a íntegra do texto desta Resolução por meio do módulo LIRA do Sistema SOGI ou através do site Future Legis.

Caroline Dias

Departamento Jurídico.


14 Lições sobre inovação para performance da sua Gestão


 

Na sua empresa, você já sonhou em ter um time dos sonhos? Quem você escolheria para formar esse time?

Felipe Ost Scherer escolheu Steve Jobs – fundador da Apple; Jeff Bezos – fundador da Amazon; Sergey Brin & Larry Page – fundadores do Google; e Mark Zuckerberg – fundador do Facebook. A escolha se deu porque todos compartilham competências extraordinárias na arte de inovar.

Para mim, a seleção também seria muito parecida, apenas talvez inserindo alguns outros nomes que também são referência para minha vida – e isso será assunto para um próximo texto.

Scherer é consultor, palestrante, professor e autor de livros relacionados ao tema de gestão da inovação, tais como Gestão da Inovação na Prática e Práticas dos Inovadores. Onde ele explica sua escolha dos nomes acima é no livro “O time dos sonhos da inovação: lições dos maiores inovadores da atualidade”.

Para a seleção, Scherer estudou durante muitos anos o comportamento de cada um deles, assistindo a entrevistas, lendo documentários, notícias, artigos, biografias e tudo mais relacionado ao modo como trabalham e tomam as decisões. Dessa forma, listou algumas lições aprendidas desse time dos sonhos através de suas histórias inspiradoras e de suas incríveis habilidades como empreendedores, estrategistas, líderes e gestores.

Como eu sempre tive curiosidade em saber o que se passava em detalhes na mente de Jobs, Bezos, Brin, Page e Zuckerberg, e entender como eles conseguiram construir empresas referências em inovação e de sucesso mundial, fui conhecer o trabalho de Scherer. A partir da leitura, como sempre acontece, fiz muitas reflexões, e gostaria agora de compartilhar com vocês um pouco delas, juntamente com algumas das conclusões que Scherer chega e também acrescentar um pouco da minha experiência e visão quando se fala de inovação.

Não vou me ater à história desses inovadores. O importante aqui é conhecer as lições que podemos aprender sobre empreendedorismo, estratégia, liderança, inovação e gestão como um todo a partir de cada um desses grandes nomes e empresas que fundaram. Lições estas que também podem nos servir de inspirações para qualquer coisa que façamos em nossas vidas. Vamos lá!

Lição n° 1: o sonho na frente do dinheiro

Não tenha um negócio visando somente o dinheiro. Tenha um negócio porque isso é o seu sonho. Pergunte-se: “estou no local certo?”, “gosto do que faço?” ou “considero meu trabalho gratificante?” A sinceridade nas respostas pode transformar a sua vida.

Lição n° 2: criar um modelo de negócio único

Facebook e Google são empresas de serviços focadas em oferecer serviços gratuitos de captura de dados para o maior número de pessoas possível. O usuário não paga pelo serviço, mas essas empresas faturam com as informações pessoais e profissionais de seus usuários, vendendo esses dados para empresas e empreendedores que anunciam em seus sites para obter leads/novos clientes.

A Amazon é uma empresa de plataforma de varejo focada em fazer com que você compre mais coisas com o tempo. A escala em termos de volume de compras é necessária para que o ciclo de fluxo de caixa / reinvestimento continue. Quanto mais produtos, mais experiência para o consumidor, maior será o tráfego, mais vendedores, mais crescimento, menos custo, mais preços baixos e assim por diante. Esta é a estratégia de negócios escrita por Bezos em um guardanapo – daí o nome Napkin Diagram.

O modelo de negócios da Apple pode ser descrito como do tipo Isca e Anzol invertido, e também do tipo Freemium Invertido ou Hardware enquanto plataforma. Um dos elementos essenciais é a capacidade de “ser dona de seus consumidores”. A empresa cria estratégias para levar os consumidores ao seu ecossistema e depois mantê-los lá. Além disso, a Apple se concentra em fornecer a melhor experiência para seus usuários projetando sistemas operacionais, hardware, software de aplicativos e serviços próprios. Em seguida, integra-os perfeitamente para criar produtos fáceis de usar.

A Apple não depende de seus parceiros para quaisquer avanços técnicos. Ela inova no seu próprio ritmo.

O modelo adotado pela Google e pela Apple podem ser chamados também de modelo ecossistema, que consiste em vender uma série de produtos e serviços que são interligados e interdependentes. Isso acaba criando uma dependência no usuário, que se vê “obrigado” a utilizar esses produtos por conta das interligações que possuem um com o outro.

Lição n° 3: não ter medo de correr riscos

A frase dita por Mark Zuckerberg ilustra bem esta lição: “o maior risco é não se arriscar. Em um mundo que muda muito rápido, a única estratégia em que a falha é garantida é não arriscar”. E ele sempre colocou isso em prática, pois desde cedo precisou tomar decisões fora da sua zona de conforto, como expandir a sua rede social para pessoas fora das universidades, trocar a direção da empresa, abrir a plataforma para o desenvolvimento de novos softwares, apostar na compra de outras empresas (Instagram e Whatsapp) e mudar a estrutura do negócio, mesmo lidando com críticas e até pressões judiciais.

Se ele tivesse medo de errar e não tivesse arriscado, ele não teria o sucesso que tem hoje. Portanto, o risco é inerente à inovação. Por isso é muito importante dar o primeiro passo, mesmo diante do medo e das adversidades. Às vezes é importante colocar no mercado e testar, o famoso “erre rápido”, fazendo com que incertezas possam se tornar grandes sucessos. Afinal, seguir sempre o caminho tradicional pode fazer você perder oportunidades de sair do lugar-comum e explorar ideias realmente promissoras.

Lição n° 4: a cabeça nas nuvens e os pés no chão

Sonhe alto, mas sempre esteja com os pés no chão, atentos para a realidade à sua volta. E para os consumidores.

E acrescento aqui: antecipe-se ao futuro. Saiba olhar anos à frente. Veja por exemplo a Apple, que olhava sempre 10 anos para frente, ou a Amazon, em que Bezos criou seu e-commerce antes que as pessoas pudessem sonhar que comprariam tanto pela internet.

Lição n° 5: a inovação não precisa ser somente nos produtos

É importante pensar de modo sistêmico e vislumbrar .

Lição n° 6: Conectar os pontos

Ter a habilidade de combinar experiências, visões de campos diferenciados são aspectos que colaboraram muito para estimular a criatividade e, consequentemente, a capacidade de inovar.

Acho importante falar também sobre aprender com os outros. Se hoje nós nos inspiramos em Jobs, saiba que ele também tinha em quem se inspirar: Henri Ford, Thomas Edson e Edwin Land. Com Ford, ele aprendeu sobre como entregar inovações para as massas; com Edson sobre o papel da inovação para o desenvolvimento de uma companhia e com Land sobre como a inovação pode ser a causa da morte da empresa.

Lição n° 7: formar equipes de alto nível

Você não pode fazer tudo sozinho. Portanto, tenha muito cuidado e critério no processo de recrutamento, para contratar perfis profissionais de alto nível técnico, mas, principalmente, coerentes com os valores e a cultura organizacional.

Bezos acredita que saber escolher as pessoas certas para formar a sua equipe é de extrema importância. Para ele, primeiro se deve identificar qual o perfil e desejo futuro da companhia para que, então, se possa compreender quem são as pessoas mais preparadas para seguir nessa empreitada.

O fundador da Amazon também tem um modo peculiar para estabelecer o tamanho ideal de uma equipe: ela deve ser capaz de ser alimentado por duas pizzas. Então, com times pequenos, de 5 a 7 pessoas, a empresa consegue mais sinergia entre os envolvidos no projeto e mais foco de cada uma das equipes.

Lição n° 8: facilitar a colaboração e o trabalho em equipe

Dar a equipe o direcionamento correto, envolver-se, apoiar e participar dos projetos de forma que todos entendam a visão do líder e saibam onde se quer chegar. E claro, saber motivar todos a inovarem e criar as condições para isso, como Google, Apple e Facebook fazem.

Por exemplo, para Zuckerberg, a melhor maneira de reter colaboradores e torná-los mais produtivos é criar um ambiente confortável e flexível para que eles trabalhem, aprendam coisas novas, tenham liberdade para expor e colocar suas ideias em prática, e sintam que estão crescendo também como pessoas.

Lição n° 9: fomentar uma cultura incomparável

A cultura é a essência de uma organização, o seu “jeito” de fazer as coisas, que não pode ser copiado pelo concorrente. Por isso, a importância de ter em seu DNA a busca constante por satisfazer os seus clientes e por inovar.

O cliente é seu bem mais valioso. Se você quer ser inovador, trate-o diferente. Pense que ele é a pessoa que te ajuda a realizar os seus sonhos, e para isso você deve valorizá-lo, deve colocá-lo em primeiro lugar. Faça-o ter uma boa experiência e receber um produto de qualidade.

Lição n° 10: colocar as pessoas certas para fazer as coisas certas

Novamente a importância de se fazer uma boa seleção desde o início. Colocar cada pessoa no lugar que ela possa desenvolver ao máximo seu potencial. A organização não deve buscar uma pessoa que apenas “possa” fazer bem uma atividade, mas, sim, aquela que possa fazê-la melhor, de forma excepcional.

Lição n° 11: mantenha o motor da inovação permanentemente ligado

A inovação deve ser uma busca constante para o negócio. Isso quer dizer que a inovação deve estar presente em sua organização em qualquer momento, seja ele bom ou ruim.

Isso não significa somente ser criativo, mas ter gosto por fazer diferente e encarar o lado bom e o lado ruim desse processo. Este senso de experimentação inclui foco no cliente, alta competitividade, visão de futuro e paixão pelo que se faz.

E siga o lema do Google, em ter a inovação como mantra. Para eles, uma empresa só consegue ser realmente inovadora quando deseja melhorar 10 vezes em determinado indicador, e não 10%. Isso mesmo, para inovar de verdade, é preciso melhorar 900%, ou 10 vezes mais, o que só vai acontecer se constantemente o seu foco for inovação.

Lição n° 12: senso de urgência e execução

Manter a prática de trabalho de movimentação rápida, com alta produtividade, e que possa “quebrar” paradigmas, é uma das chaves do sucesso para uma organização inovadora.

Além disso, comece já os projetos que deseja ver pronto, não fique procrastinando, pois somente assim você evita qualquer tipo de arrependimento por não ter tentado. 

Lição n° 13: atenção aos detalhes

Isso envolve tudo, desde seu negócio até o dia a dia. Enxergue o mundo com os olhos dos consumidores. Preste atenção e escute verdadeiramente o seu cliente, porque é muito importante observar a realidade e as necessidades de outras pessoas e não apenas a sua.

Lição n° 14: comunicar a inovação

Enfatizar as novidades dos produtos, usar as fragilidades dos concorrentes para apresentar os diferenciais e fazer com que isso chegue aos ouvidos dos clientes o mais rápido possível.

Uma habilidade importante aqui é saber usar a linguagem para transformar grandes ideias em frases de efeito que motivam as pessoas, assim como faz Larry Page. Quando foi falar de um novo serviço do Google, ele afirmou: “Um bilhão de pessoas devem querer usar isso a cada dia. Somente assim saberemos que se trata de uma grande ideia”. Essa frase deu resultado sobre as equipes, estava alinhada à meta da empresa e também chamou a atenção dos clientes.

Sem dúvida, estas 14 lições demonstram que as histórias de Jobs, Bezos, Brin, Page e Zuckerberg são inspiradoras para novos empreendedores, executivos ou qualquer pessoa que tem o conhecimento que a inovação não acontece não acaso. Ela é resultado de uma abordagem estruturada que demanda visão e comportamentos específicos.

E o mesmo eu demonstro no último livro eu escrevi, “Sobre bicicletas e Sucesso”. Nele, além de contar como o sonho de ter uma bicicleta me levou ao sucesso, eu conto várias histórias que aconteceram comigo ou com pessoas muito próximas a mim que tem a ver com as lições que esse time dos sonhos nos oferece como inspiração.

Não sou um Jobs nem um Bezos, muito menos Zuckerberg, Page ou Brin, mas minhas experiências de vida também me trouxeram muitas lições sobre o que é inovação e como trazê-la para o nosso dia a dia. Aliás, se não fosse pela capacidade de inovar, hoje eu não estaria aqui escrevendo esse artigo para vocês.

Leia você também esse livro e tire suas conclusões. E me conte depois o que achou!  

Deivison Pedroza, CEO do Grupo Verde Ghaia

https://www.youtube.com/watch?v=mze_NJKldO8

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