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Prêmio Compliance: Conheça as Empresas Finalistas


 

O Prêmio Compliance Brasil é uma celebração das boas práticas e do controle legal adotados pelas organizações em todo o Brasil.

O Prêmio tem como objetivo incentivar as empresas a implementarem práticas sustentáveis em todos os seus processos, valorizando e reconhecendo as pessoas envolvidas e claro, premiando os destaques através de indicadores de monitoramento legal e sistema de gestão eficientes.

Neste contexto, estar em Compliance com as obrigações legais aplicáveis às organizações, com um programa de integridade sólido e transparente, ganha espaço na sociedade que rejeita com todo o seu afinco, práticas ilegais e antiéticas adotadas por organizações empresariais, pessoas e instituições públicas e privadas.

O alto índice de casos de corrupção que assolaram o país, a falta de segurança pública e a precária educação gerou um sentimento social e político de revolta e uma indiscutível necessidade de mudança urgente, no sistema atualmente estabelecido.

Dessa forma, a iniciativa da Verde Ghaia, sempre pioneira, em premiar a excelência da gestão corporativa vai de encontro com o sentimento de mudança e de ampliação dos programas de compliance nas empresas, visando garantir o bom funcionamento das organizações e mais segurança nos colaboradores e na sociedade.

A recente responsabilização e penalização de CEOs, Diretores e Técnicos por desvios de conduta das marcas que estes representam, fortalece e ressalta a importância de se manter em Compliance para todas as organizações e, em especial, aos clientes da Verde Ghaia.

Portanto, nada mais justo que o reconhecimento e a valorização primeiramente das pessoas, das empresas e dos órgãos que atuam em conformidade com as leis e boas práticas de mercado.

Associar-se ao SOGI, aos processos de auditorias de conformidade legal é uma grande oportunidade de chancelar os compromissos das organizações com as diretrizes da integridade. Além de ter a marca em destaque para toda a sociedade brasileira.

Como o Prêmio Compliance é visto pelos nossos Clientes

Compartilhamos com vocês a relevância que o Prêmio Compliance tem para os nossos clientes e como é importante o envolvimento da alta direção para que a melhoria contínua seja um procedimento habitual de todos da organização, para que assim, seja mais fácil se posicionar frente aos desafios e superá-los.

“Como gerente responsável pela gestão de requisitos legais na Uberlândia Refrescos, envolvendo toda gestão do SGI, trabalho com uma equipe muito qualificada e comprometida; e todos estamos com grande expectativa de conseguirmos este ano o “Prêmio Compliance Brasil 2019 na categoria SGI”. Dedicamos bastante à essa gestão em busca do melhor resultado no Prêmio Compliance 2019 e reconhecemos a importância deste prêmio idealizado por uma empresa especializada no assunto, fazendo um trabalho com ética, transparência e dedicação para reconhecer as melhores organizações por suas gestões.

Este ano a Uberlândia Refrescos Ltda será representada pelo nosso presidente CEO – Sr. Alexandre Lacerda Biagi cujo envolvido busca contribuir por resultados da empresa com foco na sustentabilidade; enfatizando sempre, que para uma empresa ser totalmente sustentável, é primordial manter uma excelente gestão em compliance.

Acreditamos que o grande diferencial da nossa organização é o envolvimento da alta administração na gestão integrada, desdobrando nossos valores e práticas para todos níveis hierárquicos”.

Adão Filho – Gerente da Asseguração da Qualidade e Meio Ambiente

Quem são os Finalistas do Prêmio Compliance

O Prêmio Compliance Brasil é um evento organizado pela Verde Ghaia desde 2012. E neste ano de 2019, o Prêmio Compliance será patrocinado pela BRTUV, BSI, Saint Paul, Renova, Instituto Oksigeno, Copygreen e VG Resíduos.

Confira no site todas as informações sobre a programação, quais empresas estão como finalistas, a metodologia utilizada para selecionar as empresas que se destacaram e muito mais.

Conheça as Finalistas do Prêmio Compliance Brasil 2019 da Verde Ghaia


Marcela Guaracy – Gerente Jurídica da Verde Ghaia


Gestão Aeroportuária vai muito além da satisfação de passageiros


 

Quando falamos em aeroportos, nos lembramos imediatamente de passageiros passando para lá e para cá com suas bolsas e malas, restaurantes, lojas, aquele ambiente iluminado e muito limpo… Tendemos a focar em tudo o que fica naturalmente exposto aos viajantes.

Entretanto, quando o assunto é a gestão de aeroportos propriamente dita, a abrangência é muito mais complexa e vai além de toda aquela estrutura visível aos consumidores que circulam naquele ambiente todos os dias.

O aeroporto não é “um grande shopping que por acaso possui uma pista voltada a pousos e decolagens de aeronaves”. Esta é uma visão simplista, e que inclusive leva ao equívoco de muitos gestores aeroportuários brasileiros, que ainda tendem a concentrar suas prioridades no que diz respeito à satisfação dos passageiros e das autoridades públicas.

Os elementos envolvidos na gestão aeroportuária

Na gestão aeroportuária, existem inúmeros clientes que vão muito além dos passageiros que tomam voos diariamente.

Ainda que boa parte dos órgãos presentes num aeroporto não sejam de responsabilidade direta da concessionária responsável por operar o local, de um modo ou de outro todos eles acabam englobados no gerenciamento de cada terminal, pois um aeroporto acaba sendo multidisciplinar no que diz respeito à sua administração. Todo o processo de gestão aeroportuária exige coordenação e integração rígidas com diversos órgãos públicos e privados. Veja só como a lista é extensa (e não se limita a):

– Aeronáutica.

– Departamento de Aviação Civil (DAC).

– Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA).

– Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

– Institutos de meteorologia (afinal as condições climáticas são fator essencial para a autorização de pousos e decolagens).

– As polícias Federal, Civil e Militar.

– Órgãos fazendários, como o Vigiagro, Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional, do Ministério da Agricultura, que controla e fiscaliza as operações de comércio internacional envolvendo produtos de interesse agropecuário.

– A vigilância sanitária (ANVISA).

– Órgãos de proteção ao consumidor, como o PROCON.

– Inúmeros departamentos (Federais, Estaduais e Municipais) ligados a transportes terrestres e ao tráfego de veículos.

– Fornecedores e distribuidoras de combustível, como a BR Distribuidora.

Transportadoras, e este item inclui diversos fatores, como a gestão de armazéns e pátios, logística integrada de transportes intermodais, segurança para evitar desvios e roubos de carga, protocolos de exportação e importação, a relação com os serviços oficiais dos Correios e das empresas de courier (como FedEx e UPS),  a repressão ao contrabando e tráfico de drogas, questões sanitárias (as quais podem envolver a necessidade de isolamentos e quarentenas) e muito mais.

Órgãos de controle ambiental de esgotos, resíduos químicos e poluição sonora, os quais costumam exigir atenção redobrada no que diz respeito ao cumprimento da legislação ambiental. O sistema de TI, que envolverá toda a comunicação do aeroporto, os painéis de informações, os sistemas de check-in e controle de bagagem, os equipamentos das salas de controle e muito mais.

As empresas terceirizadas, que costumam atuar na manipulação de bagagens, no controle de tráfego aéreo, na distribuição de “slots” de pousos e decolagens, na gestão do taxiamento, na reposição da comida nos aviões (catering), na manutenção de aeronaves etc.

Não podemos também nos esquecer dos funcionários, pessoas físicas, que podem ser diretos e terceirizados. Inclui-se aí tripulantes e atendentes de empresas aéreas, funcionários de catering, de órgãos públicos, de empresas de transporte terrestre, das lojas comerciais atuantes… Em geral, aeroportos funcionam em período integral e a quantidade de empregados atuantes é imensa. Isto, por sua vez, também envolve dezenas de sindicatos, cada um com seu regimento.

No que envolve diretamente os passageiros, há o gerenciamento do estacionamento, dos pontos de transporte coletivo, das locadoras de veículos, hotelaria, a infraestrutura de check-in e embarque (as quais incluem revista pessoal e de bagagens), a estrutura de desembarque, a imigração, a retirada de bagagens, a alfândega, consumo em lojas, restaurantes e duty free, despacho de bagagens vivas (como animais de estimação), limpeza dos ambientes de uso coletivo (como banheiros) etc.

– Estrutura médica ambulatorial (inclusive para atendimentos de emergência) e controle de epidemias

– Questões legais. A legislação aeroportuária é extremamente específica. Só no Brasil, é preciso cumprir cerca de mil e quatrocentos requisitos legais neste nicho (que envolvem Meio Ambiente, Saúde e Segurança Ocupacional e Qualidade Aeroportuária) para se estar em dia com a legislação vigente.

– Toda a gestão também envolve custos, que não podem ser desprendidos de maneira desmedida.

Gerir um aeroporto é um trabalho hercúleo, que exige um sistema organizado, eficaz e eficiente. Um aeroporto bem gerido não apenas assegura a segurança de todos os presentes (estejam eles ali de passagem ou no dia a dia), como garante que cada passageiro que frequenta o ambiente tenha, de fato, uma boa viagem.


Prêmio Compliance Brasil: empresas que buscam o Compliance Sustentável


 

Existem termos em inglês que estão totalmente inseridos em nosso vocabulário e cujo significado não deixa dúvidas. Se você diz que vai ao shopping, por exemplo, todo mundo entende que é o estabelecimento cheio de lojas, praças de alimentação e cinema. Se você diz que vai num restaurante self-service, as pessoas entendem que é aquele restaurante onde você mesmo serve seu prato.

Mas, existem outros termos que não são entendíveis a todos. Compliance é um deles.

Um dicionário inglês-português, por exemplo, pode oferecer diversos sentidos para compliance: complacência, submissão, condescendência, consentimento, aquiescência, flexibilidade. Já no âmbito institucional e corporativo, compliance é “o conjunto de disciplinas para fazer cumprir as normas legais, as políticas e as diretrizes estabelecidas para o negócio e para as atividades de uma instituição ou empresa, bem como evitar, detectar e tratar qualquer desvio ou inconformidade que possa ocorrer”. Vem do verbo to comply, que pode ser definido como cumprir, satisfazer, corresponder a, obedecer, estar de acordo.

O termo compliance foi um pouco mais citado no Brasil quando tomamos conhecimento dos aspectos da Operação Lava Jato, ação da Polícia Federal para investigar um esquema bilionário de desvio e lavagem de dinheiro envolvendo a Petrobras, empreiteiras e políticos. Só que com isto a palavra ficou diretamente associada ao combate à corrupção, à busca pela integridade. Sim, a compliance também envolve a anticorrupção, mas não se resume a isto.

Compliance: conformidade com as leis aplicáveis ao negócio

Uma organização em compliance é aquela que está em conformidade com todas as leis aplicáveis ao seu negócio. Para alcançar os aspectos pertinentes à sustentabilidade, no que diz respeito ao tripé ambiental, social e econômico/de qualidade — os quais por sua vez são também norteados por normas internacionais —, também é essencial estar em compliance, ou seja, atendendo todas as leis que dizem respeito às respectivas áreas e que sejam aplicáveis à empresa em questão.

Estar em compliance ajuda no mapeamento de todas os aspectos legais e normativos que podem impactar o negócio, bem como na execução de planos de ação para contribuir no seu monitoramento, possíveis atualizações de lei e também o surgimento de novas. É algo que, quando bem estabelecido dentro da gestão,  faz com que a empresa evite multas e sanções, conquiste a confiança do consumidor, padronize seus documentos e processos (criando assim um padrão de qualidade de seus produtos e serviços), flagre uma redução visível em seus prejuízos financeiros e, como consequência, saia com a imagem e a reputação fortalecidas perante o mercado.

O relatório 2019 da Trust Barometer — pesquisa de confiança global realizada anualmente pela agência Edelman para medir os níveis de confiança dos indivíduos em relação a negócios, governo, ONGs e mídia —, mostrou que 73% de seus entrevistados creem que uma empresa é capaz de tomar ações específicas que tanto aumentem seus lucros quando melhorem as condições econômicas e sociais nas comunidades onde ela opera.

Quando a Verde Ghaia criou o Prêmio Compliance Brasil, sua intenção era exatamente reconhecer as boas práticas e o controle legal adotados pelas organizações em todo o Brasil, e um incentivo para que as empresas brasileiras acolham práticas sustentáveis em seus processos.

A premiação nasceu com o objetivo de se tornar um estímulo e um reconhecimento às companhias que de fato têm se esforçado para alcançar a excelência em sua gestão legal. Conseguir estar em dia com todos os requisitos legais aplicáveis ao negócio não é uma tarefa fácil, uma vez que é extenso o número de normas e leis existentes em nosso país.

Uma fábrica de porte médio, por exemplo, precisa estar em acordo com, em média, mil e duzentas leis para atuar dentro da conformidade. É um trabalho que exige paciência e que pode colocar todo o esforço de uma empresa a perder se uma única lei passar despercebida pelo radar, ainda que os outros 1.199 estejam em segurança. Porque a quebra de um único requisito pode ser o suficiente para causar o desabamento de um prédio, o rompimento de uma barragem, o derramamento de rejeitos nos rios de uma região.

Sendo assim, o Prêmio Compliance Brasil nasceu com o objetivo de se tornar um estímulo e um reconhecimento às companhias que de fato têm se esforçado para alcançar a excelência em sua gestão legal.

Os vencedores são escolhidos a partir de pesquisas minuciosas, que contam com amostras de aproximadamente 1,5 mil organizações de grande e médio porte que estejam em busca da excelência em sua gestão através de certificações internacionais, do cumprimento da legislação aplicável ao seu negócio e da implementação de ações para a melhoria contínua de seus processos, produtos e serviços.

Um dos critérios de participação é a realização do monitoramento de leis através do SOGI— Software de Gestão Integrada desenvolvido pela Verde Ghaia —, os quais  já ficam automaticamente inscritos no Prêmio Compliance Brasil.  Através dessa plataforma são realizadas as pesquisas quantitativas para análise da conformidade das empresas perante a lei.

Em 2019, o Prêmio Compliance Brasil celebrará sua 4ª edição. A divulgação dos vencedores acontecerá no dia 27 de junho, às 19h, no Sicepot, em Belo Horizonte/MG.


Por que adotar um Sistema de Gestão Aeroportuária?


 

Programa de Compliance na gestão aeroportuária: por que adotar um sistema de gestão específico?

Os programas de compliance voltados à gestão aeroportuária ainda são um tanto recentes no Brasil, pois embora muitas empresas do ramo aeroportuário adotem programas de compliance, estes nem sempre abrangem as circunstâncias altamente específicas que envolvem as esfera da aviação — e que podem fazer toda a diferença numa gestão.

Mas por que não posso adotar qualquer programa de compliance em minha gestão aeroportuária? Existem várias razões para isso.

Em primeiro lugar, aeroportos são pontos naturais de visibilidade internacional — afinal muitos deles são a porta de entrada para um país. Qualquer tipo de incidente pode receber atenção mundial; e em caso de acidente grave, as empresas envolvidas acabam se tornando alvo de publicidade negativa com uma facilidade ímpar. Por alguma razão, acidentes aéreos ainda são muito impactantes nos noticiários (provavelmente devido a sua capacidade de ceifar muitas vidas de uma vez só), portanto é preciso existir uma gestão de risco muito característica do setor.

Faz-se necessária imensa avaliação antes de realizar qualquer tomada de decisão. Um programa de compliance específico é capaz de fornecer dados muito mais seguros e peculiares à atividade. Além disso, os custos aeroportuários também são um tanto voláteis, já que são altamente dependentes da cotação internacional do petróleo — devemos lembrar que um dos maiores insumos na aviação vem do combustível.

E como citamos o combustível, é preciso lembrar que todo o QAV (querosene de aviação) que abastece as aeronaves é transportado em caminhões-tanque que circulam pela pista de pousos e decolagens dos aeroportos, fato que exige uma coordenação logística muito específica para evitar ocorrências. ​

Apenas dois terminais no Brasil realizam o abastecimento das aeronaves exclusivamente por meio de dutos subterrâneos (o aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, e o aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro).

Os aeroportos também dispõem de áreas de armazenagem de combustível, as quais permitem a continuidade das operações durante determinado período em caso de falha na distribuição do QAV. Estas requerem grande atenção no quesito segurança, já que são extremamente suscetíveis a acidentes catastróficos devido ao alto potencial de inflamabilidade.

Os aeroportos com grande circulação de aeronaves civis necessitam de cuidados redobrados, pois lidam com uma série de situações muito específicas da rotina de um aeroporto. Por razões óbvias, aeroportos são locais dotados de muitas áreas restritas, então um programa de compliance adequado é capaz de prever um planejamento muito preciso para delimitar as áreas de circulação de civis. Uma invasão à pista, por exemplo, pode acarretar problemas inomináveis. Além do mais, aeroportos também são áreas que carecem de segurança em âmbito federal devido à circulação de material/pessoal estrangeiro. A segurança interna também precisa ser rígida a fim de evitar contrabandos e atentados.

Existe também o chamado risco de fauna na aviação civil, anteriormente chamado de risco aviário. Ele é definido como o risco de incidentes e/ou acidentes envolvendo espécies da fauna com aeronaves. O aumento das frotas de aeronaves e o surgimento de modelos mais velozes, como aeronaves a jato, tornaram o risco de fauna mais evidente e preocupante. Esse tipo de contingência não prejudica apenas o meio ambiente, como também pode acarretar em perdas humanas e materiais.

Em 20 de março de 2016, no Peru, uma ave entrou na turbina de um Boeing 737 da Peruvian Airlines durante a decolagem e fez o avião derrapar por 150 metros na pista. Felizmente nenhum dos oitenta passageiros se feriu, mas o incidente obrigou o cancelamento e o desvio de diversos outros voos, causando um prejuízo estimado em mais de US$10 milhões, o qual onerou tanto o aeroporto quanto a companhia aérea. O famoso pouso forçado do Airbus A320 com 150 passageiros sobre o Rio Hudson, em Nova York, em 2009, também foi causado por um acidente com aves. A legislação brasileira já possui uma série de instruções normativas que abrangem o risco de fauna na aviação civil.

A propósito: a legislação aeroportuária também é extremamente específica. Só no Brasil, é preciso cumprir cerca de mil e quatrocentos requisitos legais que envolvam Meio Ambiente, Saúde e Segurança Ocupacional e Qualidade Aeroportuária, para se estar em dia com a legislação vigente.

O descumprimento de qualquer um deles pode levar a multas e sanções legais, além de deixar uma empresa muito mais vulnerável a acidentes, processos trabalhistas e outros problemas infindáveis que podem levar até mesmo à interrupção de suas atividades ou à perda de concessão de um aeroporto.

O programa de compliance na gestão aeroportuária também favorece o recebimento de investimentos, que por sua vez trazem mais conforto e melhoram a qualidade dos serviços oferecidos aos usuários de transporte aéreo. Muitas empresas estrangeiras só aceitam viabilizar seus suas operações em organizações onde exista um rígido programa de compliance ativo.

Os benefícios também abrangem outras áreas relacionadas, como o gerenciamento da energia consumida, a manutenção da saúde dos funcionários e colaboradores das empresas envolvidas no processo, a melhoria da comunicação (o que inclui a torre de controle do espaço aéreo), as operações diárias e muito mais.

O ramo aeroportuário lida com valores humanos e materiais todos os dias. Um programa de compliance eficaz é de vital importância para o desenvolvimento de qualquer organização, mas um programa de compliance específico para a gestão aeroportuária é o único capaz de — perdão pelo trocadilho — estimular uma empresa a voar cada vez mais alto!

Ainda tem dúvida sobre Gestão Aeroportuária? Deixe sua pergunta que responderemos!



A importância de um programa de Compliance eficaz na Gestão Aeroportuária


 

No Brasil, todas as organizações possuem um vasto rol de legislações a serem seguidas e aplicadas ao negócio, conforme o ramo de atividade. O mesmo ocorre com o setor aeroportuário que possui um número ainda maior do que a média das empresas de outros ramos de atividade, devido às características peculiares do mesmo.

Isso inclui, a dinâmica de suas atividades, atendimento a um grande número de clientes (nacionais e estrangeiros) por dia e a intensa atuação dos órgãos reguladores como a ANAC – Agência Nacional de Avaliação Civil na atualização contínua das normas aplicáveis.  

Acompanhar tais requisitos é um processo complicado

A quantidade de exigências não somente é numerosa, como também requer pleno conhecimento jurídico para que todas as leis sejam interpretadas corretamente. E todo o processo precisa ser realizado dentro de Padrões Internacionais de Qualidade — certamente nenhum lugar carrega mais representatividade internacional do que um aeroporto, uma verdadeira ponte para a comunicação entre diversos pontos do mundo.

O descumprimento de qualquer um dos requisitos pode levar a multas e outras sanções legais, além de deixar uma empresa muito mais suscetível a acidentes, processos trabalhistas e outros problemas infindáveis que podem levar até mesmo à interrupção de suas atividades.

Por isso, é tão importante implementar um programa de compliance específico para a gestão aeroportuária, o qual atenda a todas as peculiaridades do setor.

Compliance de excelência

Ao adotar um programa de compliance voltado para o setor aeroportuário, o gestor fica por dentro de todos os requisitos de seu ramo, principalmente no que diz respeito às leis particulares ao sistema. Além disso, ele centraliza as informações e define prioridades com mais facilidade, obtendo assim grande auxílio na tomada de decisões essenciais para o desenvolvimento de seus negócios.

Conheça outras vantagens na adoção de um sistema de gestão específico:

1. Diagnóstico e visão externa e imparcial de todos processos.

2. Gestão para a prevenção e resolução de incidentes/sinistros.

3. Gerenciamento de risco e manejo da fauna nos aeródromos.

4. Prevenção e combate a incêndios nos aeródromos.

5. Capacidade de planejamento para conceder mais acessibilidade a passageiros com necessidade de assistência especial.

6. Plano de pronto atendimento em caso de emergências.

7. Maior segurança na cadeia logística.

8. Controle na qualidade dos serviços determinados para os aeroportos, permitindo que a empresa se adeque aos padrões internacionais, os quais em geral estão previstos em praticamente todos os contratos de concessão para funcionamento de toda companhia do setor aeroportuário.

9. Garantia de integridade nas operações num ambiente tão exposto como um aeroporto, o qual recebe milhares de passageiros por ano e lida diretamente com a responsabilidade sobre os colaboradores, parceiros e clientes.

10. Reforço da saúde da governança corporativa, evitando sanções criminais e financeiras para a empresa.

11. Melhoria nos processos para o transporte aéreo de produtos perigosos.

12. Facilidade na obtenção de autorizações da ANAC para construções e operações no aeródromo, pois um ambiente em conformidade certamente é mais bem conceituado no mercado.

13. Constante atualização e acompanhamento das normas aeroportuárias em âmbito federal, estadual e municipal.

Um Programa de Compliance não diz respeito apenas a multas e sanções, ele envolve valores difíceis de mensurar e intangíveis como a imagem e a reputação de uma organização.

Como exemplo, podemos citar o aeroporto  de Confins em Belo Horizonte (MG), que em 2018 foi contemplado com o prêmio Airport Service Quality (ASQ), sendo considerado o melhor terminal da América Latina e do Caribe, um título concedido pelo Airports Council International World (ACI World), uma organização que representa aeroportos em todo o mundo.

Isto só foi possível porque o Aeroporto de Confins segue rígidas diretrizes de compliance,  as quais se baseiam principalmente no SOGI, software criado pela Verde Ghaia, a única  empresa em Belo Horizonte a realizar um gestão específica para o setor aeroportuário.

 Com este programa, é possível atingir altos níveis de compliance, monitorando e gerenciando o atendimento das legislações de Qualidade, Meio Ambiente, Saúde e Segurança no Trabalho, entre outros, incluindo Resoluções e Portarias da ANAC, RBAC, IAC, IS, dentre outros temas relacionados à gestão legal de aeródromos.

SOGI – Gestão Aeroportuária

Além disso,  com o SOGI AEROPORTUÁRIO  tem outras vantagens bem específicas:

# A Verde Ghaia oferece uma equipe especializada e capacitada para a interpretação da legislação — em âmbito federal, estadual e municipal —, evitando equívocos que possam render multas ou mesmo sanções criminais. As leis aplicáveis são monitoradas e atualizadas diariamente num sistema online. A consultoria também se estende aos requisitos relacionados às empresas contratadas para a prestação de serviços auxiliares.

# Ela também realiza auditorias de Conformidade Legal e Sistemas de Gestão, priorizando os possíveis pontos críticos de desvios, aumentando assim a segurança das operações.

# O sistema permite o desenvolvimento de uma matriz de Risco Legal, apontando os riscos que merecem mais atenção e ajudando a definir prioridades. O plano inclui gerenciamento de risco à segurança operacional e contra atos de interferência ilícita (AVSEC)

# A Verde Ghaia realiza treinamentos em diversas áreas, como Saúde e Segurança Ocupacional e Meio Ambiente, garantindo o alinhamento de todos os envolvidos;

O sistema também garante acesso ao módulo antisuborno, evitando fraudes e atos ilícitos no ambiente da empresa. Lembrando que uma empresa listada como inidônea pode ser impedida de firmar novos contratos com o Poder Público ou de obter crédito, o que resulta na perda de fôlego financeiro.

Os princípios e as boas práticas de gestão, somados a uma boa relação com fornecedores, clientes e sociedade, são valores (ativos) que trabalham constantemente em prol de sua marca.

O programa de compliance na gestão aeroportuária desenvolvido pela Verde Ghaia é único, e ideal para que sua organização permaneça estruturada e com a governança em dia para garantir que o compliance esteja inserido nos controles internos e nas auditorias de prevenção de riscos.

Fale com um de nossos consultores, especializados em Gestão Aeroportuária e alcance as melhorias desejadas!


Prêmio Compliance Brasil chega à sua 4ª edição


 

O Prêmio Compliance Brasil é uma iniciativa da Verde Ghaia para reconhecer as boas práticas e o controle legal adotados pelas organizações em todo o Brasil, e é um incentivo para que as empresas brasileiras adotem práticas sustentáveis em seus processos.

Os vencedores são escolhidos a partir de pesquisas minuciosas, que contam com amostras quantitativas e qualitativas de aproximadamente 1,5 mil organizações de grande e médio porte. Geralmente, essas empresas estão em busca da excelência em sua gestão através de certificações internacionais, do cumprimento da legislação aplicável ao seu negócio e da implementação de ações para a melhoria contínua de seus processos, produtos e serviços.

Em 2019, a IV Prêmio Compliance Brasil celebrará em Belo Horizonte. Marque em sua agenda e assista flashes ao vivo das nossas redes sociais:

Prêmio Compliance Brasil

27 de junho de 2019 às 19 horas

Av. Barão Homem de Melo, 3090Belo Horizonte

Site do Prêmio Compliance Brasil 2019

O Prêmio Compliance Brasil

A premiação nasceu com o objetivo de se tornar um estímulo e um reconhecimento às companhias que de fato têm se esforçado para alcançar a excelência em sua gestão legal. Conseguir estar em dia com todos os requisitos legais aplicáveis ao negócio não é uma tarefa fácil, uma vez que é extenso o número de normas e leis existentes em nosso país.

Oito categorias são destacadas em cada edição: meio ambiente; saúde e segurança; segurança de alimentos; energia; qualidade; responsabilidade social e gestão integrada.

A primeira edição do Prêmio Compliance Brasil foi realizada em 2012, e homenageou empresas como Coca-Cola Andina (Rio de Janeiro/RJ), Instituto Biocor (Belo Horizonte/MG), Anglogold Ashanti Mineração (Nova Lima/MG) e Kanjiko (Salto/SP). A diversidade dos premiados mostra que todas as empresas podem concorrer, basta que estejam em acordo com os critérios do regulamento para contemplação.

Premiados da I Edição

O Prêmio Compliance Brasil foi tão bem recebido, que deu origem a uma segunda edição, a qual ocorreu em 2014, agraciando empresas como Renault (São José Dos Pinhais/PR), Gerdau (Maracanaú/CE) e Leão Alimentos e Bebidas (Linhares/ES).

Premiados da II Edição

Em 2017, o Prêmio Compliance Brasil teve sua terceira edição. Foram mais de duas mil empresas participantes e uma novidade, além do apoio da ABNT: desta vez foi firmada uma parceira com a HSM EXPO, evento especializado em empreendedorismo, negociação, marketing, estratégia, finanças e liderança.

Prêmio Compliance Brasil 2019

Premiados da III Edição

A cerimônia do Prêmio Compliance Brasil 2017 foi um dos eventos em destaque do HSM Expo 2017, o qual naquele ano trouxe ao Brasil mais de cem palestrantes nacionais e internacionais, como o nadador e recordista olímpico Michael Phelps, o escritor Adam Grant, Nassim Taleb (uma das maiores autoridades mundiais em Gestão de Risco), e JB Straubel (um dos fundadores da Tesla Motors). Todos os convidados da Verde Ghaia tiveram acesso a esse evento e puderam aproveitar os três dias de relevante conteúdo.

A partir dessas edições do Prêmio, muitas das empresas participantes passaram a criar metas de curto e médio prazo para que pudessem voltar a ter chances de serem contempladas nas edições seguintes do Prêmio Compliance Brasil.

É o caso da Tarkett, líder mundial na indústria de pisos, que levou dois troféus no Prêmio Compliance Brasil 2017: 2º lugar em Excelência em Meio Ambiente, e 1º lugar em Excelência em Saúde e Segurança no Trabalho. Estimulada pela premiação, a Tarkett instituiu o “Projeto 2020”, uma matriz com oito objetivos que visam o bem-estar das pessoas e do meio ambiente. Dentre suas metas está a redução na emissão de gases e a destinação de resíduos industriais a aterros.

Confira este e outros cases na Revista do Prêmio Compliance Brasil

A Tarkett cumpriu com louvor a proposta do Prêmio Compliance Brasil ao compreender que, mais importante do que receber uma distinção, era assumir um compromisso com a sustentabilidade, pois é isto que a Verde Ghaia vislumbra: simplesmente reconhecer o empenho de todos que desejam um mundo melhor.

Como participar?

Todos os clientes do SOGI – Software de Gestão Integrada – participam automaticamente do Prêmio Compliance Brasil. O sistema realiza o monitoramento completo de todos os requisitos legais aplicáveis a uma empresa, alertando diariamente os usuários para o cumprimento da lei.

A utilização do SOGI diminui os riscos e os prejuízos, proporcionando uma nova experiência quando se trata de alcançar ótimos resultados em sistemas de gestão, tudo online, com a garantia de segurança e sigilo das informações.

Com os dados do software em mãos, os auditores da Verde Ghaia analisam os dados quantitativos e comparam com o que foi constatado durante visitas às empresas, além do comprometimento e colaboração no exercício de boas práticas.

O processo é conduzido por um corpo técnico formado por Auditores Líderes em Meio Ambiente, Saúde e Segurança no Trabalho, Responsabilidade Social, Qualidade e Segurança de Alimentos, Engenheiros Ambientais, Engenheiros de Segurança, Engenheiros de Alimentos, Consultores Jurídicos, Gestores de Tecnologia da Informação e de Projetos.

Para saber mais sobre o Prêmio Compliance Brasil, acesse nosso site.

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Saiba o que aconteceu no III Prêmio Compliance Brasil:

https://verdeghaia.jusbrasil.com.br/noticias/517377122/verde-ghaia-promove-premio-compliance-brasil-e-reconhece-grandes-marcas


O que as ISO 37001, 19600 e 31000 têm em comum? E como elas podem ajudar sua empresa?


 

A adoção de um Sistema de Gestão, muitas vezes envolve a conquista de mais de um selo ISO a fim de atingir o nível mais alto de qualidade possível, dentro do seu nicho de negócios. Toda empresa que visa crescimento e deseja inspirar confiança adota pelo menos mais de um sistema de gestão de qualidade em sua administração.

Conheça a seguir os princípios das ISO 37001, 19600 e 31000 que, juntas, podem ajudar sua empresa a realmente se destacar no mercado.

ISO 37001

Também conhecida como norma anticorrupção ou antissuborno, é uma norma internacional que fornece os requisitos  e a devida orientação para estabelecer, implantar, manter e aperfeiçoar um sistema de gestão anticorrupção.

Pode ser aplicada em qualquer organização, e diante de tantos escândalos ligados às empresas estourando no cenário político brasileiro, ela funciona como um diferencial.

Seu objetivo principal é apoiar o combate aos atos ilícitos por meio de uma cultura de integridade, transparência e conformidade com as leis e regulamentações aplicáveis.

A norma ISO 37001 institui o combate ao suborno praticado tanto contra uma organização e seus funcionários, como em favor destes. Também é aplicada para combater os subornos praticados e recebidos por terceiros, ligados direta ou indiretamente à organização.

Tolerar a política de corrupção dentro de uma empresa é completamente perigoso para qualquer organização que queira conquistar o crescimento sustentável do seu negócio.  Sem um firme combate à corrupção, não há como aplicar nenhuma das outras normas ISO.

ISO 19600

Também conhecida como ISO Compliance, já que contém diretrizes sobre sistemas de gestão da compliance. Lembrando que o termo compliance é uma palavra de origem Inglesa — vem da conjugação “to comply”, que significa agir de acordo com uma regra, uma instrução interna, um comando ou um pedido. Logo, No âmbito corporativo, o compliance é formado por um conjunto de regras e normas legais que regulamentam as políticas e diretrizes internas de uma organização, bem como as ações e planos para sanar as não conformidades identificadas no negócio.

A ISO 19600 se volta exatamente às diretrizes para o perfeito cumprimento da compliance, ou seja, os requisitos que a empresa precisa cumprir para manter a conformidade (ou que decidiu cumprir para honrar sua missão e valores).

Esta norma fornece orientações abrangentes, com exemplos úteis e fáceis de se seguir, para as empresas que desejam implementar um ou comparar sua estrutura já existente com o padrão internacional oficialmente estabelecido. Seus benefícios incluem padronização de documentos e processos, maior qualidade de produtos e serviços, fortalecimento da imagem da empresa, redução de custos entre outros.

Como o cumprimento da compliance também envolve o combate a atos ilícitos dentro de um ambiente empresarial, podemos dizer que a ISO 37001 complementa a ISO 19600.

No entanto, uma característica essencial que distingue a ISO 19600 e a ISO 37001, é que esta última foi elaborada como uma especificação com requisitos mínimos para obter uma certificação acreditada. Já a norma de compliance foi elaborada como um guia de diretrizes sem finalidade de certificação acreditada. A ISO 37001 é mais assertiva e a ISO 19600 é mais voltada a sugestões e diretrizes. A ISO 37001 foi pensada para facilitar a auditoria; a ISO 19600 foi elaborada para facilitar a implementação do sistema de gestão.

ISO 31000

Tem como objetivo fornecer um padrão para a implementação de um gerenciamento de riscos para todas as organizações. As políticas de gerenciamento de riscos incluem a identificação, triagem, tratamento e erradicação de problemas que possam causar impactos negativos numa organização. Lembrando também que todos os riscos podem ser vistos pelo viés da oportunidade, ou seja, a partir do momento que são identificados, eles também funcionam como uma janela para melhorias e desenvolvimento da organização.

No momento que as empresas passam a ter os seus riscos monitorados, é possível aumentar seu “capital reputacional”, isto é, ocorre um crescimento do retorno perante seus investimentos, favorecendo naturalmente o cenário para negociações, para que assim seja possível alcançar metas e objetivos estipulados.

Normas complementares

As três normas citadas neste texto podem ser perfeitamente complementares numa gestão e, quando instituídas simultaneamente, não são excludentes de forma alguma.

Primeiro pode-se instituir a ISO 19600, que vai se voltar ao cumprimento de questões de compliance. A seguir, institui-se a ISO 31000, que vai trabalhar em cima do gerenciamento de riscos capazes de prejudicar o cumprimento da compliance.

O processo de cumprimento da compliance por si só vai exigir leis anticorrupção, que serão abordadas pela ISO 37001.

Conforme demonstrado no ciclo acima, as ISO 19600, 37001 e 31000 são ISOs que se complementam, e cujos desenvolvimentos acabam formando intersecções entre si. São normas que podem e devem ser implementadas por todas as organizações que visam crescer com transparência e ética, visando alcançar o ápice da qualidade e construir uma boa imagem diante do mercado nacional e internacional.


Compliance: uma necessidade vital quando o assunto é gestão de risco


 

No desenrolar da sociedade uns precisam dos outros; as empresas precisam umas das outras e estas dos indivíduos.  Todo esse entrelaçamento de relações traz aspectos, impactos e riscos diante dos quais, se não forem tomadas todas as atitudes corretas, estes podem vir a produzir danos irreparáveis, não só para a empresa que está em jogo, como também para a sociedade. Nascendo assim, a constante necessidade de um monitoramento legal, aliado às auditorias in loco que supervisionem a conformidade real da empresa. Atitudes que, ao lado do investimento, coadunam necessariamente em lucros e segurança para a empresa e sua imagem.

Frente às consequências do desastre ocorrido em Minas, surge a necessidade de uma conscientização séria dos Governos à respeito da importância do cumprimento das normas, ou seja, de “estar em dia” numa atitude de Compliance empresarial.

Por isso, que toda empresa ao prestar serviços de monitoramento em conformidade legaldevem:

1. Auxiliar o cliente na criação de uma “cultura de conformidade legal”;

2. Ajudá-lo nas ações da gestão;

3. Orientá-lo e faze-lo se sentir seguro no gerenciamento da empresa.

Pois, não há nada mais repousante ao saber que na empresa, suas ações estão conformes, seus riscos prevenidos e que possíveis imprevistos podem ser solucionados de forma rápida e eficaz.

Desse modo, a busca constante do Compliance e convém ressaltar: Compliance real, eficaz e não somente no papel, é de vital importância para o desenvolvimento de uma organização. Ao mesmo tempo, sempre é bom lembrar de que: Empresa prevenida, tem a sua imagem garantida!

Maria de Lourdes Fructuoso Consultor Jurídico Internacional do Grupo Verde Ghaia


Por que muitas empresas sólidas conseguem acabar em ruínas


 

Por que empresas tradicionais e que dominam o mercado há anos podem cair em desgraça tão rapidamente?

Dizem que a reputação é algo que você demora anos para construir e segundos para arruinar. E é verdade! Quando falamos de empresas então, não há dúvidas de que uma ação equivocada pode resultar em consequências irreparáveis.

São emblemáticos os casos como o do petroleiro Exxon Valdez — de propriedade de Exxon Shipping Company –, que em 1989 colidiu contra rochas submersas na costa do Alasca e causou um derramamento  de petróleo sem precedentes (cerca de 40 milhões de litros), contaminando mais de dois mil quilômetros de praias e causando a morte de cem mil aves da fauna local. Ou o caso da Samarco, cujo rompimento de uma barragem em Mariana (MG), em 2015, incitou uma onda de lama contendo 60 milhões de metros cúbicos de rejeitos. A tragédia matou 19 pessoas e destruiu fauna e flora locais, incluindo quilômetros do Rio Doce.

Mas, nem sempre a ruína de uma empresa está ligada a desastres ambientais. A empresa Odebrecht, por exemplo, deixou de ser conhecida como uma das construtoras mais respeitáveis do mundo para se tornar sinônimo de corrupção.

Isto se deu, quando se descobriu que a empresa pagava propinas milionárias à políticos e à empresas para levar vantagens em contratos e atropelar a concorrência. Alguns especialistas se referem ao caso Odebrecht como “o maior esquema de corrupção global da história”. É possível que a construtora nunca mais se recupere do escândalo que mudou, inclusive, os rumos da economia no Brasil e em outros países da América Latina.

 A Petrobras também descobriu uma série de escândalos internos no decorrer da operação Lava Jato, iniciada em 2014, a qual apurou um esquema de lavagem de dinheiro, que movimentou bilhões de reais em propinas.

Como resultado, a Petrobras instituiu uma série de medidas para sanar a crise de imagem, as quais incluíram a demissão de todos os envolvidos no escândalo, cortes de gastos e a instituição de medidas anticorrupção. Atualmente, o próprio site oficial da Petrobras expõe suas ações para combater a corrupção. Dentre elas, a criação de um canal de denúncias independente, a contratação de especialistas reconhecidos pelo combate à corrupção e a análise de integridade de fornecedores e colaboradores terceirizados.

Cresce o número de empresas que adotam leis antissuborno

É fato que muitas empresas têm investido cada vez mais em programas de compliance para evitar esquemas de corrupção, os quais podem envolver desvios de função, pagamentos de propinas e cessão de vantagens indevidas a servidores públicos ou fornecedores.

Algumas normas como a ISO 37001 e a ISO 19600 servem como extremo apoio às organizações que pretendem montar um plano sólido e eficiente contra a corrupção, oferecendo um bom modelo para instituir a integridade, transparência e conformidade.

ISO 37001

A certificação ISO 37001 é de outubro de 2016 e veio para substituir a norma BS10500). Ela permite que uma organização implemente controles para prevenção, detecção e abordagem do suborno, promovendo uma cultura empresarial mais transparente e ética. Ela pode ser implementada em qualquer organização, independentemente de seu setor no mercado, localização ou mesmo tamanho, e pode trazer uma série de benefícios, tais como:

– Minimizar a possibilidade de ocorrer quaisquer subornos na empresa.

– Demonstrar publicamente a existência de um “Programa de Integridade”. Lembra-se da questão da reputação? Quanto mais transparente for a empresa mediante o mercado, mais confiável ela se apresentará.

– Estabelecer a confiança entre as partes interessadas, principalmente clientes e fornecedores. Por sua vez, isto aumentará a vantagem competitiva frente à concorrência, pois obviamente é preferível negociar com uma empresa que trabalha adotando as melhores práticas da indústria.

Além disso, a norma ISO 37001 garante proteção diante do Ministério Público, pois em caso de investigação criminal, a certificação permitirá a demonstração clara e objetiva de que foram tomadas medidas responsáveis para prevenir qualquer tipo de corrupção.

ISO 19600

A certificação ISO 19600 fornece orientação para as empresas na criação, desenvolvimento, implementação, avaliação, manutenção e melhoria contínua do sistema de Gestão de Compliance.

Isto significa que, uma boa Gestão de Compliance, rege um conjunto de disciplinas utilizadas para fazer cumprir as normas legais e regulamentares, as políticas e as diretrizes estabelecidas para o negócio e para as atividades da empresa, bem como evitar, detectar e tratar qualquer possível desvio ou inconformidade.

A proposta da ISO 19600 é contribuir para que as empresas estruturem seus processos organizacionais mantendo a integridade nas decisões de importância corporativa e pessoal. Como a ISO 19600 é um programa de prevenção de riscos e uma adequação cultural voltada aos quesitos de ética, é uma perfeita complementação à ISO 37001, auxiliando a empresa na manutenção de sua confiabilidade.

Crise de imagem pode render prejuízo irrecuperável

A imagem sem dúvida é um dos bens mais valiosos de uma empresa. Uma vez que sua reputação for maculada por possíveis esquemas de corrupção, pode ser que nunca mais haja recuperação perante o mercado, e o desfecho pode ser a bancarrota. E, todos os exemplos, apresentados no início deste texto nos mostraram que não importa o tamanho da empresa, seja em fama ou faturamento: nenhuma companhia está isenta de desabar do sucesso ao fracasso em questão de segundos.

Por isso os programas de controle interno se mostram importantíssimos – e até mesmo indispensáveis — para a sobrevivência dos negócios. Uma governança bem elaborada também torna sua empresa mais atrativa em caso de venda ou abertura de capital.

Embora nenhum programa anticorrupção seja completamente infalível, a partir do momento em que se institui um processo de controle público e se investe em análise dos riscos, a chance de eventos ilegais ocorrerem é sempre menor. Ao implementar a ISO 37001 e a ISO 19600, sua organização estará demonstrando preocupação em respeitar a legislação, bem como seu comprometimento no combate à corrupção.

Hoje, afirmar o compromisso de uma empresa junto à lei é mais do que uma questão de ética. É também uma questão de sobrevivência. E, se você ainda se pergunta, porque adotar Práticas de Compliance na sua empresa, vale a pena, ler o artigo publicado no Terra Brasil.


Qual a importância da Política Nacional de Segurança de Barragens?


 

Diante de uma nova tragédia causada pelo rompimento de barragem de rejeitos em Minas Gerais, dessa vez em Brumadinho, volta-se à discussão sobre a legislação brasileira que dispõe sobre segurança de barragens.

O Presidente da OAB Claudio Lamachia defendeu mudanças na legislação sobre barragens de rejeitos de minérios. Por meio de nota, a OAB afirmou que “a relação entre o meio ambiente e a mineração, atividade essencial para a economia brasileira, demanda rigor na aplicação das normas do Direito Ambiental para que seja possível aumentar a previsibilidade de incidentes e atuar de forma preventiva contra os efeitos negativos da exploração mineral”.

A exploração dos recursos minerais sempre esteve muito presente no nosso dia-a-dia. Isso se dá pelo fato de que o Brasil é um dos maiores países produtores de minérios do mundo. Segundo informações do IBGE, a mineração representa cerca de 4,5% do PIB nacional, e gera milhares de empregos, direta e indiretamente.

Como a demanda por minerais é crescente, é inevitável o crescimento dos volumes de rejeitos armazenados nas barragens, aumentando também os riscos que essas estruturas representam.

Mas afinal, o que dispõe a legislação brasileira sobre segurança de barragens? Quais as obrigações os empreendimentos minerários devem observar?

A Lei Nº 12.334, de 20-09-2010, que estabeleceu a Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB) e criou o Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens (SNISB), tem como objetivo garantir que as barragens destinadas à acumulação de água para quaisquer uso, à disposição final ou temporária de rejeitos e à acumulação de resíduos industriais, com ao menos uma das características descritas abaixo, observem padrões de segurança de maneira a minimizar a possibilidade de acidentes e respectivas consequências.

I – altura do maciço, contada do ponto mais baixo da fundação à crista, maior ou igual a 15m (quinze metros);

II – capacidade total do reservatório maior ou igual a 3.000.000m³ (três milhões de metros cúbicos);

III – reservatório que contenha resíduos perigosos conforme normas técnicas aplicáveis;

IV – categoria de dano potencial associado, médio ou alto, em termos econômicos, sociais, ambientais ou de perda de vidas humanas, conforme definido no art. 6º.

Fica sob responsabilidade do empreendedor a segurança da barragem, cabendo-lhe o desenvolvimento de ações para garanti-la. Uma das ações é a elaboração do Plano de Segurança de Barragens contendo as seguintes informações:

I – identificação do empreendedor;

II – dados técnicos referentes à implantação do empreendimento, inclusive, no caso de empreendimentos construídos após a promulgação desta Lei, do projeto como construído, bem como aqueles necessários para a operação e manutenção da barragem;

III – estrutura organizacional e qualificação técnica dos profissionais da equipe de segurança da barragem;

IV – manuais de procedimentos dos roteiros de inspeções de segurança e de monitoramento e relatórios de segurança da barragem;

V – regra operacional dos dispositivos de descarga da barragem;

VI – indicação da área do entorno das instalações e seus respectivos acessos, a serem resguardados de quaisquer usos ou ocupações permanentes, exceto aqueles indispensáveis à manutenção e à operação da barragem;

VII – Plano de Ação de Emergência (PAE), quando exigido;

VIII – relatórios das inspeções de segurança;

IX – revisões periódicas de segurança.

Vale destacar que, embora seja de responsabilidade da empresa a segurança da barragem e as ações para mantê-la em perfeito estado, compete ao Estado, através de seus órgãos fiscalizadores e fiscalizá-las para a sua boa condição.

Compete também, aos órgãos fiscalizadores, estabelecer a periodicidade de atualização do Plano de Segurança de Barragem, a qualificação de equipe responsável, o conteúdo mínimo e nível de detalhamento de acordo com a categoria de risco e potencial de dano.

O órgão fiscalizador poderá determinar a elaboração do Plano de Ação de Emergência (PAE) em função da categoria de risco e do dano potencial associado à barragem, devendo exigi-lo sempre para a barragem classificada como de dano potencial associado alto.

O PAE, Planos de Ação de Emergência, é o documento no qual se estabelecem ações a serem executadas pela empresa, os agentes a serem notificados no caso de incidentes, devendo este documento contemplar, ainda, pelo menos:

1. Possíveis situações de emergências;

2. Procedimentos para identificação e notificação de mau funcionamento e possíveis rupturas;

3. Procedimentos preventivos e corretivos para os casos de emergência, com indicação de responsável, estratégia de divulgação e alerta as comunidades potencialmente afetadas.

Esse documento dever estar disponível para população na empresa e nas prefeituras envolvidas, além de ser encaminhado às autoridades competentes e organismos de defesa civil.

Sendo assim, diante dessa nova tragédia ocorrida, como ainda não é possível saber ao certo o que desencadeou o rompimento da barragem em Brumadinho, se por falha de monitoramento, caso fortuito, força maior, e tendo dentre os princípios da Política Nacional de Segurança de Barragem a redução da possibilidade de acidentes e suas consequências, é possível perceber o quanto é importante o atendimento da legislação e a adoção de medidas de controle e monitoramento bem definidas, bem como de a elaboração planos de ações de emergências fáceis e práticos de serem aplicados.

Marco Túlio Furlan / Consultor Jurídico – Verde Ghaia


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