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Publicada versão 5.0 da FSSC 22000


 
Publicada versão 5 da FSSC 22000

Foi publicada no início dessa semana pela Fundação FSSC a versão 5 do esquema de certificação FSSC 22000. Esta nova versão teve como principais motivadores as alterações recentes realizadas na ISO 22000, a inclusão da lista de decisões do conselho de partes interessadas, a conformidade com os requisitos da GFSI e o processo de melhoria contínua.

Os requisitos para certificação na FSSC 22000 incluem*:

# Requisitos do Sistema de Gestão de Segurança de Alimentos baseado na ISO 22000:2018;

# Requisitos do programa de pré-requisitos específico por setor (PPRs) de acordo com as normas ISO/TS 22000-x, NEN/NTA 8059 ou BSI/PAS 221; e

# Requisitos adicionais da FSSC 22000.

*Para a Certificação FSSC22000 – Qualidade devem ser considerados, ainda, os requisitos da ISO 9001:2015.

Os requisitos adicionais da FSSC 22000 incluem gestão de serviços, rotulagem de produto, food defense, food fraud, uso do logotipo, gestão de alergênicos (estendidos às categorias E, F e G nesta versão), monitoramento ambiental, formulação de produtos (para toda a categoria D nesta versão), transporte e entrega (categoria FI).

As auditorias na versão 4.1 só serão permitidas até 31/12/2019 e todos os certificados emitidos nesta versão serão invalidados após 29/06/2021.

As auditorias de upgrade de acordo com os requisitos do esquema FSSC 22000 versão 5 devem ser conduzidas entre 01/01/2020 e 31/12/ 2020.

Para consultar o conteúdo do novo esquema, basta acessar o site FSSC 22000!

Faça a sua transição para a nova versão da FSSC 22000

Faça a sua transição para a nova versão da FSSC 22000

Para que a sua organização possa realizar a transição para a nova versão da FSSC 22000, algumas etapas deverão ser observadas para que se alcance os resultados almejados :

# Qualificar os colaboradores envolvidos na nova versão da ISO 22000;

# Realiza a análise de contexto da organização, identificar as partes interessadas e as suas respectivas necessidades;

# Elaborar o gerenciamento de riscos e oportunidades do negócio;

# Revisar o programa de pré-requisitos, de modo que sejam incluídos os requisitos adicionais;

# Revisar o APPCC conforme as mudanças da nova versão da Norma ISO 22000;

# Revisar os procedimentos de gestão da organização com base na ISO 22000:2018

# Implementar metodologias para o gerenciamento de mudanças

# Adequar os requisitos adicionais da FSSC 22000 v.5, se for o caso.

Inicialmente, parece que há muita mudança a ser feita dentro dos processos da organização. Contudo, a transição pode ser feita de uma maneira bem tranquila, visto que as organizações têm até o final deste ano para iniciar as mudanças necessárias, uma vez que as auditorias começarão a acontecer em janeiro de 2020.

Para que sua empresa realize as mudanças com mais segurança e assertividade, ela pode contratar os serviços de Consultoria com quem entende de Sistema de Gestão de Segurança de Alimentos.

Fale com a Verde Ghaia e já dê o primeiro passo para alcançar os melhores resultados em sistema de gestão. Nós temos as melhores soluções, pois atuamos no mercado há 20 anos atendendo aos mais diversos ramos de atividades.


Raquel Alvares da S. Soares de Melo
Consultora Jurídica do Grupo Verde Ghaia
Engenheira de Alimentos Especialista em Qualidade e Segurança de Alimentos


Invasão de corpos estranhos nos alimentos


 

Empresas Alimentícias devem se preocupar com aqualidade para controle de corpos estranhos.

O título deste texto parece óbvio, não é mesmo? É claro que toda empresa que produz alimentos deve se preocupar com o controle de qualidade para evitar a invasão de corpos estranhos em sua produção. Mas, a segurança alimentar (ou o original em inglês “Food Safety”, também adotado por algumas empresas) é muito mais do que isso.

Segundo a Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional – LOSAN (Lei nº 11.346, de 15 de setembro de 2006), a segurança alimentar envolve garantir a todos condições de acesso a alimentos básicos de qualidade, em quantidade suficiente, de modo permanente e sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, com base em práticas alimentares saudáveis, contribuindo, assim, para uma existência digna, num contexto de desenvolvimento integral da pessoa humana.

Os aspectos que compõem a segurança alimentar

Um alimento pode ser afetado por perigos físicos, químicos e biológicos.

Os perigos físicos podem ser corpos estranhos, tais como pedaços de metal, de vidro, areia, parafusos e outros. Muitas contaminações desse tipo ocorrem principalmente devido aos próprios equipamentos industriais, que devido à manutenção inadequada podem soltar borrachas, pedaços de plásticos, parafusos. Às vezes, a contaminação acontece também nas matérias-primas, que trazem consigo sujeira aderida no momento da colheita ou do transporte, como terra e pedrinhas. Um bom jeito de evitar esse tipo de contaminação é fazendo uso de peneiras em várias fases da produção.

Os perigos químicos podem ser agrotóxicos, hormônios sintéticos, antibióticos, detergentes, metais pesados, óleos lubrificantes e muitos mais. É uma contaminação que pode ocorrer no próprio local de cultivo dos alimentos devido a aplicações de agentes para controles de pragas na agricultura. A contaminação também pode ser ocasionada por metais pesados no solo ou mesmo por poluentes levados pelo ar.

Já os perigos biológicos são aqueles como vírus, fungos e bactérias. Um alimento mofado, por exemplo, se consumido pelo homem, pode causar uma série de doenças. O acondicionamento e o tipo de embalagem utilizada para armazenar os alimentos são muito importantes para evitar contaminações químicas, bem como o controle dos processos para evitar mistura acidentais de aditivos químicos nos alimentos produzidos.

Curiosamente, existe certa tolerância quanto à presença de corpos estranhos nos alimentos. segundo o Jornal, Gazeta do Povo, no ketchup, por exemplo, é permitido conter em 100g de amostra dez fragmentos de insetos, cinco ácaros e um fragmento de pelo de roedor. Já no orégano, 10g de amostra podem conter 20 fragmentos de insetos, cinco ácaros, 20 insetos inteiros mortos (se próprios da cultura da erva) e um fragmento de pelagem de roedor.

Parece nojento, não é? Mas segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), as quantias previstas não são capazes de causar nenhuma doença ou dano ao consumidor, por isso são toleradas pela lei.

Intoxicação: um caso sério

Mas não é por existir um grau de tolerância com certos fragmentos em nossos alimentos que as indústrias podem descuidar. Os casos de contaminação alimentar precisam ser levados muito a sério.

A OMS estima que, anualmente, uma em cada dez pessoas sofram com enfermidades transmitidas por alimentos, sendo que boa parte delas pode levar a óbito.

Em 2013, uma unidade brasileira de um fabricante de suco à base de soja descobriu que parte de seu lote sofreu contaminação química durante o processo de produção. Devido a uma falha humana, parte da bebida foi envasada juntamente a uma solução usada para higienizar as máquinas. Ao todo, 96 embalagens do suco foram contaminadas.

Sabe-se que 14 pessoas chegaram a consumir bebida contaminada. A empresa teve de organizar uma força-tarefa para rastrear todas as unidades e retirá-las do mercado antes que causassem mais danos. Embora tenha havido pronto atendimento a todas as vítimas e não tenha ocorrido nenhuma consequência mais drástica, a marca teve sua produção suspensa por um período, foi multada e ficou com sua imagem pública arranhada por um bom tempo.

Leia sobre as boas práticas para a fabricação de alimentos.

O controle de qualidade como solução

A ISO 9001 e a ISO 22000 são diretrizes fundamentais para o produtor que deseja buscar a qualidade máxima na produção, transporte ou armazenamento de seu alimento, mantendo os corpos estranhos o mais longe possível e evitando problemas com as autoridades e com o consumidor.

A ISO 9001 é uma norma de padronização que pode atender a qualquer serviço ou produto, podendo ser implementada por organizações de qualquer tamanho, independentemente de seu ramo de atividade. É uma norma de gestão que pode ser aplicada de forma geral numa fábrica de alimentos, abrangendo todos os setores. Seu objetivo é conquistar a confiança do cliente e deixá-lo ciente de que os produtos e serviços oferecido por determinada empresa seguem certo padrão de qualidade.

Já a ISO 22000 é bem mais específica no que diz respeito ao setor de alimentos. Seu foco é exatamente a segurança alimentar e a aplicação de requisitos para um sistema de gestão da segurança de alimentos. Seu objetivo é harmonizar em nível global os requisitos para a gestão da segurança de alimentos para organizações dentro da cadeia alimentar. Além disso, o sistema de gestão baseado na ISO 22000 apoia os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, reduzindo as doenças transmitidas por alimentos e apoiando uma saúde pública de qualidade.

Preço x Valor percebido

O objetivo de um alimento é simplesmente matar a fome. Mas você toparia consumir uma comida de procedência duvidosa e com zero garantia de qualidade, ainda que fosse muito mais barata? É obvio que muita gente também não toparia, afinal a saúde (e o sabor também, por que não?) está em jogo.

Hoje, muitas empresas do ramo alimentício seguem a mesma lógica: em vez de buscar apenas fornecedores e colaboradores que trabalham sob o custo mais baixo, elas buscam o valor percebido.

O valor percebido é a composição de vários fatores de uma organização, como sua reputação, sua imagem no mercado, a forma como se relaciona com clientes e fornecedores, sua integridade, a confiança embutida em seu nome e a qualidade real do produto/serviço oferecido.

A gestão de alimentos hoje é um diferencial num programa de Gestão de Qualidade e felizmente muitas empresas estão cientes disso. É uma garantia de segurança para nós consumidores.

Conclusão

A preocupação com a segurança alimentar surgiu logo após a I Guerra Mundial, exatamente porque os governos começaram a perceber que a escassez ou contaminação alimentar poderia levar um país à ruína. E não poderiam estar mais certos. Os alimentos, por serem tão essenciais a nós, merecem atenção especial. 

Por isso a implementação de um sistema de gestão de alimentos alinhado às normas internacionais é tão importante para o seu negócio. Sua empresa se torna muito mais competitiva e, mais importante: zela diretamente pela saúde de seus clientes e colaboradores.

Programa Compliance Gestão de Segurança de Alimentos Verde Ghaia

Das plantações à mesa dos clientes, as organizações enfrentam desafios de gestão em toda cadeia produtiva, com um ambiente complexo, que lida diretamente com a responsabilidade sobre os colaboradores, parceiros e clientes.

A Verde Ghaia desenvolveu para os seus clientes soluções exclusivas e personalizadas para uma gestão de excelência no Ramo de Alimentos. Através do programa de compliance, as empresas podem ter uma gestão eficiente com garantia de integridade nas operações e redução dos riscos em um ambiente tão exposto a alterações repentinas.

Fale com um dos nossos consultores!


Leia mais: Gestão de segurança de alimentos: você sabe o que é APPCC?


APPCC: adotado pelas melhores indústrias em gerenciamento de alimentos


 

De acordo com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, o Brasil registra anualmente, em média, 700 surtos de Doenças Transmitidas por Alimentos, os quais geram cerca de 13 mil doentes e 10 óbitos.

Gestão de segurança de alimentos: você sabe o que é APPCC?

Vamos imaginar uma situação cotidiana — um passeio ao shopping. Entre uma compra a outra, você realiza várias atividades corriqueiras sem sequer perceber: firma-se no corrimão da escada rolante, faz uso do banheiro, encosta na lixeira da praça de alimentação ao jogar fora os resíduos de seu almoço, manipula dinheiro, mexe no celular. Eis que após muitas horas na rua, você chega em casa e descobre que uma pessoa de sua família está fritando bolinhos. Na ânsia de saborear um, pega com as mãos mesmo, porém sem lavá-las antes. É uma situação comum, não é mesmo? Praticamente todo mundo já se descuidou assim alguma vez.

Muitas vezes não pensamos com cautela no assunto, mas a higiene adequada das mãos é capaz de prevenir uma série de doenças como hepatite A, gastroenterites, contaminação por rotavírus e Salmonella, gripes, catapora, conjuntivite e muitas outras. Assustador, não é?

Gestão de segurança de alimentos: você sabe o que é APPCC?

Agora vamos transpor tal situação a uma escala industrial – literalmente. Pense num colaborador de uma empresa de fabricação de alimentos sendo negligente durante os passos da produção ou ignorando as recomendações da vigilância sanitária, como o simples ato de ir ao banheiro e não lavar as mãos. Isso soa um pouco repulsivo, não é mesmo?

Por isso muitas empresas adotam um sistema de gestão de alimentos, medida de segurança voltada especialmente para a contenção de surtos e contaminações

O sistema APPCC

Um sistema de gerenciamento internacionalmente reconhecido e adotado pelas melhores indústrias em gerenciamento de alimentos é o APPCC — Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (do inglês HACCP, Hazard analysis and critical control points). Ele é muito utilizado em plantas de processamento de alimentos, no qual a segurança é abordada através da análise e controle dos riscos biológicos, químicos e físicos, do início ao fim da produção.

O sistema APPCC  - Gestão de segurança de alimentos: você sabe o que é APPCC?

Foi um sistema desenvolvido na década de 60, pela empresa americana Pillsbury, numa parceria com as Forças Armadas Americanas. Tudo para atender a uma solicitação da NASA, a famosa Agência Espacial Americana, que desejava assegurar que os alimentos consumidos por seus astronautas em missão, estivessem livres de qualquer contaminação.

APPCC é baseado em sete princípios

  1. Identificação e avaliação dos perigos;
  2. Identificação dos Pontos Críticos de Controle;
  3. Estabelecimento dos Limites Críticos;
  4. Estabelecimento dos Procedimentos de Monitoração;
  5. Estabelecimento das Ações Corretivas;
  6. Estabelecimento dos Procedimentos de Verificação;
  7. Estabelecimento dos Procedimentos de Registro.

O coordenador do sistema APPCC

Para que o APPCC seja implementado corretamente, o ideal é que haja a presença de um coordenador responsável (GESTOR), que vai gerenciar o processo do início ao fim.

Este profissional geralmente é graduado em Engenharia de alimentos, Biologia, Nutrição e áreas afins. Porém, independentemente, de sua formação, é essencial que ele tenha verdadeiro apreço por sistemas de controle de qualidade.

O coordenador de APPCC vai trabalhar diretamente com o pessoal de operações, por isso, precisa ser um profissional excelente em comunicação — um verdadeiro líder.

Ao se implementar um sistema de gestão de segurança de alimentos, um dos pontos mais importantes é que a equipe que manipula a matéria-prima, os maquinários, embalagens e alimentos  em si, compreendam a importância de todas as questões referentes a higiene e contaminação.

E isto envolve instruir até mesmo sobre questões básicas, como a lavagem das mãos. Quando o funcionário se sente parte fundamental do processo e assimila as causas e consequências, ele apresenta mais facilidade para respeitar as regras, pois entende os parâmetros de qualidade de seu trabalho.

O coordenador de APPCC também vai trabalhar com muitos registros de dados, e esta documentação precisará estar sempre atualizada. A reavaliação constante desse material vai ser a força motriz para a correção de desvios e a busca por melhorias.

É um profissional que também precisa saber analisar tendências, principalmente no que envolve a perda de controle de algum processo. Em 2018, por exemplo, a PROTESTE – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor — descobriu que determinado lote de uma marca de macarrão sem glúten continha traços da proteína. À época, a empresa foi notificada para que o lote analisado fosse retirado do mercado e seus consumidores fossem ressarcidos.

É um tipo de falha que poderia ter rendido consequências ainda mais graves caso o macarrão com glúten estivesse sendo consumido regularmente por um celíaco, por exemplo.

A implementação de um sistema APPCC é capaz de evitar esse tipo de problema na produção, identificando a causa-raiz responsável por causar a contaminação.

O método APPCC é também uma certificação de qualidade, por isso garante que a empresa estará cumprindo todas as normas sanitárias vigentes no Brasil.

Quando bem implementada, a gestão de segurança de alimentos evita uma série de problemas, como contaminação cruzada, redução de surtos, além da oferta ao cliente de produtos com alto valor agregado. Além disso, reduz-se o desperdício de matérias-primas e produtos, otimiza-se o tempo de produção, fideliza-se o cliente e, como consequência, ocorre um aumento de lucratividade.

Os benefícios atingem igualmente empresa e consumidor. Por isso, fique atento!

Dúvidas, sugestões ou comentário, envie para gente!


Gestão de Alimentos: um diferencial em seu programa de Gestão da Qualidade


 

A gestão de alimentos trata da adoção de práticas capazes de controlar qualquer agente que, em contato com os alimentos, possa gerar riscos à saúde do consumidor, e é fundamental para que o processo produtivo dos gêneros alimentícios se dê de maneira adequada — desde a manipulação da matéria-prima até a distribuição ao consumidor final.

É um processo de gestão muito relevante já que pode (e deve) ser adotado por agricultores, pecuaristas, produtores de ração animal, fabricantes de insumos e ingredientes, indústrias de alimentos e bebidas, distribuidores, serviços de catering, varejistas etc.

Além disso, pode abranger vários nichos que de algum modo prestam serviço para o ramo alimentício: empresas de limpeza, sanitização e controles de pragas, transportadoras, empresas de armazenagem e distribuição de alimentos e bebidas, fornecedores de equipamentos, máquinas e produtos para higienização, fabricantes de embalagens e muito mais.

Uma área que exige cuidados específicos

Embora faça parte da gestão de qualidade, a gestão de alimentos requer dedicação específica, já que apresenta uma série de dificuldades muito particulares. Primeiro, a quantidade de requisitos na área de alimentos no Brasil é imensa: são 9 mil leis e normas para serem cumpridos, sendo que, em geral os embargos e penalidades costumam ser vultosos.

Nem precisamos ir muito longe para nos darmos conta da rigidez em relação aos processos de manufatura e controle de alimentos. Basta nos lembramos da Anvisa, a Agência Nacional de Segurança Sanitária, amplamente citada na imprensa e muito reconhecida por sua atuação em prol da saúde da população brasileira.

Mesmo cientes da necessidade de cuidados especiais no que diz respeito à manipulação de alimentos, algumas empresas ainda têm dificuldade para implementar um bom sistema de gestão devido ao desconhecimento de padrões de identidade e qualidade e devido à dificuldade na priorização dos processos. Por isso, em muitos casos é recomendável contratar uma consultoria especializada, não apenas para auxiliar no programa de gestão, como também na interpretação das complexas leis que envolvem o ramo.

Embora existam maneira diferentes e específicas para o cumprimento das regulamentações em segurança dos alimentos, é recomendado que as empresas conheçam os requisitos pertinentes às suas atividades para que decidam conscientemente sobre o cumprimento de todos os requisitos, o que por sua vez aponta para as imprescindíveis questões da conformidade. No ramo de gestão de alimentos, uma empresa somente consegue cumprir todos os requisitos e estar em conformidade se seguir um trajeto específico, o qual muitas vezes não costuma ser abordado em programas de gestão de qualidade não direcionados à área de alimentos.

A ISO 22000, por exemplo, tem como objetivo demonstrar a habilidade da organização em controlar os riscos e perigos na segurança de alimentos e buscar constantemente por produtos finais seguros e que atendam aos requisitos dos clientes. É uma norma que abrange toda a cadeia alimentícia, desde fornecedores de matéria-prima até o consumidor.

Além disso, também envolve as organizações inter-relacionadas, tais como produtores de equipamentos, produtores de embalagens, fabricantes de produtos de limpeza, aditivos, ingredientes e outros prestadores de serviços. A norma também incorpora os princípios do sistema HACCP ou APPCC (Análise de Perigo e Pontos Críticos de Controle) e do Codex Alimentarius — programa criado em 1963 pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) — cujo objetivo é estabelecer normas internacionais na área de alimentos, incluindo padrões, diretrizes e guias sobre Boas Práticas e de Avaliação de Segurança e Eficácia. Seus principais objetivos são proteger a saúde dos consumidores e garantir práticas leais de comércio entre os países.

Passos relevantes na implementação de um sistema de gestão de alimentos

A eficácia do sistema de gestão de segurança de alimentos depende da minúcia da equipe ao implementar, fiscalizar e documentar todas as etapas do processo. Eis algumas dicas que podem ajudar:

# A alta direção deve estar completamente presente no processo de implementação do sistema de gestão de alimentos, bem como deve envolver toda a equipe e se certificar de que os objetivos estão sendo compreendidos.

# Caso não tenha experiência na área, a empresa deve nomear ou contratar uma equipe de segurança de alimentos a fim de realizar a verificação de toda a linha de produção.

# A avaliação de riscos na indústria de alimentos deve ser especialmente cuidadosa, já que qualquer tipo de contaminação pode ser fatal. Considerar tanto os riscos químicos, físicos e biológicos, listando-os, classificando-os e realizando também a avaliação de riscos associados.

# O controle de medidas pode ser realizado através de PPRs (Programas de pré-requisitos operacionais) ou do sistema HACCP/APPCC.

# Cada passo da implementação do sistema de gestão de alimentos deve ser documentado. A organização deve revisar, atualizar e melhorar todo o processo sempre que for necessário. Auditorias internas são excelentes ferramentas de verificação e são de grande ajuda para tornar a empresa apta a conquistar o selo ISO.

A implementação de um sistema de gestão de alimentos alinhado às normas internacionais torna seu negócio mais capacitado para competir dentro de fora do Brasil. Além disso, permite o estabelecimento de relações comerciais com os clientes mais exigentes e zela diretamente pela saúde de seus colaboradores e clientes.


Boas práticas para a fabricação de Alimentos


 

A questão alimentar sempre foi uma preocupação dos governos em todo o mundo, bem como da sociedade, considerando o aumento populacional, que requer cada vez mais uma demanda, em detrimento do aumento de sua produção, de forma a suprir as necessidades da população mundial.

Em sua elaboração, formulação e fabricação, inúmeros constituintes poderão integrar a composição química do alimento, como água, lipídeos, proteínas, carboidratos, fibras, vitaminas, sais minerais e enzimas, que lhe conferem diferentes propriedades químicas e físicas, necessitando de condições específicas de preparo, acondicionamento, temperatura e cuidados higiênicos sanitários adequados, para garantir produtos nutritivos, seguros e acessíveis à população consumidora.

Durante as etapas de sua formulação, o alimento está sujeito a se tornar fonte de incorporação de várias contaminações quer sejam físicas, químicas e biológicas, que podem comprometer sua qualidade e constituir riscos à  saúde dos seus consumidores. Dentre os inúmeros fatores que podem concorrer para essa situação, citamos alguns:

1 – condições higiênicas sanitárias insatisfatórias das estruturas físicas;

2 – precariedade de higienização e sanitização ambiental e de utensílios, equipamentos e bancadas que entram em contato com alimentos, e do próprio alimento quando do seu pré-preparo;

3- condições de saúde do manipulador (doenças, hábitos higiênicos pessoais);

4 – contaminação por agentes químicos;

5 – contaminação  dos alimentos por microrganismos e/ou toxinas produzidas por estes, que podem ser responsáveis pelas doenças transmitidas por alimentos;

6 – falta de controle de pragas, insetos e roedores responsáveis pela transmissão de várias doenças através dos alimentos;

7 – precariedade nos processos de acondicionamento, conservação e preservação dos alimentos;

8 – inobservância do binômio tempo x temperatura.

9 – Para garantir essa qualidade e segurança alimentar, inúmeros procedimentos são realizados durante as fases de beneficiamento, elaboração (fabricação), preservação, conservação, armazenamento, distribuição e transporte até o consumo desses alimentos.

A esse processo incorpora-se o princípio da precaução, ou seja, preservar o mundo de ameaças reais ou mesmo do sentimento geral de medo em relação à defesa da saúde pública, da qualidade dos alimentos e do equilíbrio do meio ambiente, cujo objeto primário é a prevenção.

Exigências dos consumidores e segurança de alimentos

Com o crescimento da globalização, resultando nos complexos acordos de fornecimento e compra de produtos alimentícios a partir de origens diversas e no transporte de produtos para longas distâncias, o potencial de propagação de doenças originadas por alimentos nunca foi tão grande.

Com a urbanização e a tendência crescente de as pessoas desejarem produtos de conveniência que simplesmente necessitam ser reaquecidos em vez de cozidos, isso somado ao crescente problema da perda de competências em preparar alimentos no ambiente doméstico e consequente diminuição da confiança das refeições produzidas em casa, a intensificação da criação animal e da produção de alimentos vem aumentando o problema de contaminação e propagação de doenças que podem afetar rapidamente um grande número de pessoas longe da área onde o alimento foi produzido.

A Organização Mundial da Saúde vem trabalhando a muitos anos no aumento da conscientização e da necessidade de adoção de uma abordagem sólida e científica para eliminação de perigos à saúde pública relacionados aos produtos alimentícios em todo o mundo.

A falta de atenção em qualquer fase do processo de produção de alimentos pode resultar em graves doenças, espalhando-se não só para as populações locais, mas também para outras partes do mundo, afetando aqueles integrantes das fases finais da cadeia de produção de alimentos. O público tem cada vez mais interesse sobre os alimentos que consome e exigem medidas de todos os envolvidos em sua produção e distribuição, para reduzir a ocorrência de produtos alimentícios que não estejam de acordo com os padrões higiênicos aceitáveis.

A segurança de alimentos pode ser uma importante condição de negócio, não só no reforço da satisfação de clientes por demonstrar a capacidade de fornecer alimentos seguros, mas por prevenir e atenuar a possibilidade do fornecimento de produtos não seguros para o seu mercado.

Muitas situações têm ocorrido, por exemplo, algumas organizações perderam vendas, arcaram com elevados custos da perda de confiança dos consumidores, não só devido à descoberta de alimentos potencialmente inseguros, mas também pelo mau gerenciamento de informação do consumidor e dos produtos recolhidos.

Tais casos são amplamente destacados e registrados pela mídia e, por vezes, não só resultaram na perda de negócios, como também no encerramento das atividades e no desaparecimento da empresa. Sendo assim, a segurança de alimentos pode se tornar um direcionador essencial para o seu negócio.


O que é um Sistema de Gestão? Como e por que implementar?


 

Você sabe o que é um Sistema de Gestão?
A definição mais comum de um sistema é um “conjunto de elementos concretos ou abstratos, intelectualmente, organizados”.

O que é um Sistema de Gestão? Como e por que implementar?

Para descrever de maneira mais simples, um sistema seria um conjunto de itens ordenados que trabalham para um determinado fim. Um automóvel é um sistema de peças que trabalham em conjunto, no intuito de transportar os passageiros. Um computador é um sistema de componentes que trabalham em conjunto para processar dados. Um sistema é uma simples ordenação dos processos para que funcionem com um determinado objetivo.

Como Funciona um Sistema na Empresa?

Em uma organização não é diferente. Enxergar a empresa como um sistema dá ao gestor uma possibilidade única de tratá-la como um todo. Objetivar um determinado fim, sem se esquecer das partes menos visíveis do “mecanismo”. Em um carro é simples perceber a ação das rodas, dos pedais, do volante e até do motor. Mas, poucos veem o trabalho desenvolvido pelos parafusos e mangueiras escondidos dentro da estrutura do automóvel. No entanto, sem que essas peças funcionem bem é impossível que o carro saia do lugar.

Sistematizar para Atender aos Objetivos da Empresa

Um sistema de gestão empresarial é um conjunto de ferramentas desenvolvidas para organizar o trabalho de uma organização no intuito de fazê-la operar de maneira eficiente para cumprir seu propósito de existência.

e-book sobre o que você precisa saber antes de implmentar uma ISO?

Uma empresa privada existe para gerar lucro para seus donos e estes, por sua vez, investirem cada vez mais em melhorias. Este é, em última instância, o objetivo máximo de uma empresa. Caso ela não gere lucro, certamente irá falir. Mas, para que gere lucros, ela precisa atender demandas vindas de todas as partes: dos clientes, funcionários, fornecedores, Governo, entre outros. Quando a empresa satisfaz de maneira eficiente todas as suas demandas, o sistema está em perfeito funcionamento e ela cumpre seu fim: o lucro do acionista.

Visão Antiga X Visão Sistêmica

No passado, a gestão da empresa era quase à similaridade de seu organograma, ou seja, a forma como cada ação era executada, dependia diretamente do fluxo de poder e de ordens vindas da hierarquia. Contudo, a visão sistêmica inovou os processos de gestão, justamente, por considerar que a empresa é um sistema de partes que devem trabalhar em conjunto para um determinado fim.

Então, provê-se a integração de todas as áreas da empresa, para que, em conjunto, possam agir no sentido dos objetivos da organização.

Desse modo, pode-se pensar no setor de compras dependente do setor de transportes, que é dependente do setor de manutenção, que é dependente do setor financeiro, que é dependente do setor de vendas, e assim sucessivamente, até que todos os setores estejam entrelaçados e trabalhando em conjunto.

Sistemas de Gestão Baseados nas Normas ISO

O sistema de gestão empresarial mais famoso do mundo é o regido pela ISO (international standardization organization), principalmente através das normas ISO 9001 (Sistema de Gestão da Qualidade) e ISO 14001 (Sistema de Gestão Ambiental).

e-book sobre a importância do SOGI no sistema de gestão integrado

Os sistemas de gestão baseados nas normas ISO são dispostos em tópicos que abrangem todas as áreas da organização. Assim todos os pontos inclusos no escopo da certificação serão levados em consideração durante a implementação do sistema de gestão, e então a empresa poderá ser observada a partir de uma visão sistêmica.

ISO 9001 e 14001

A ISO 9001 reúne os itens relativos à gestão da qualidade. Ela estabelece o conceito de qualidade, deixando claro que ele não se resume às características do produto final, mas à forma com que o processo de gestão da empresa é desenvolvido. Assim desde o trabalho de produção das mercadorias e serviços, até as atividades de limpeza são levadas em consideração e desenvolvidas com máxima qualidade.

A ISO 14001 reúne os itens relativos à gestão ambiental das atividades da empresa. A norma estabelece processos e cria padrões para que todas as ações da empresa estejam ambientalmente alinhadas à sua política.

Há outras normas da ISO bastante significativas, relacionadas a outras áreas, como a OHSAS 18001 (ISO 45001) voltada para a gestão de segurança e saúde ocupacional, a ISO 22000 relacionada a segurança, dentre outras. Para descobrir qual é a norma ideal ao seu empreendimento, converse com um dos especialistas da Consultoria Online Verde Ghaia.

Para agendar uma conversa com um dos consultores, clique aqui.


Política Nuclear Brasileira: processo de elaboração da nova legislação


 

CNEN participa da elaboração de norma com diretrizes da política nuclear brasileira

Foi publicado no Diário Oficial da União no dia 06-12-2018, seção 1, página 03, o Decreto Nº 9.600, de 05-12-2018, que consolida as diretrizes sobre a Política Nuclear Brasileira, contribuindo para o planejamento, ações e atividades nucleares e radioativas no País, em observância à soberania nacional, com vistas ao desenvolvimento, à proteção da saúde humana e do meio ambiente.

O processo de elaboração da nova legislação contou com a participação da Comissão Nacional de Energia Nuclear – CNEN, bem como demais autoridades e representantes de instituições brasileiras da área nuclear, que integraram o Grupo de Trabalho 1 do Comitê de Desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro (CDPNB), coordenado pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República.

Entre os objetivos apresentados pelo Decreto, podemos destacar:

Garantir o uso seguro da tecnologia nuclear e fortalecer as atividades relacionadas com o planejamento, a resposta a situações de emergência e eventos relacionados com a segurança nuclear e a proteção física das instalações nucleares;

Atualizar e manter a estrutura do setor nuclear, observadas as áreas de atuação de seus órgãos componentes, com vistas a garantir a sua integração, eficácia e eficiência,

Foi estabelecido que os estudos e os projetos científicos e tecnológicos serão incentivados, a fim de estimular a capacitação, o desenvolvimento e a inovação, com vistas, em especial, à autonomia tecnológica nas áreas de fusão e fissão nucleares, ciclo do combustível, reatores nucleares, entre outras.

Para maiores esclarecimentos, acesse a íntegra do texto deste Decreto por meio do módulo LIRA do Sistema SOGI ou através do site Future Legis.

Karina Passos Lopes
Departamento Jurídico


MAPA determina novos cirtérios para fornecimento de leite


 

Foi publicada a Instrução Normativa nº 77 pelo MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento em 26 de novembro de 2018, que ratifica, altera e inclui novos procedimentos para os produtores e transportadores de leite para o consumo humano.

A nova Instrução estabelece critérios e procedimentos para a produção, acondicionamento, conservação, transporte, seleção e recepção do leite cru em estabelecimentos registrados no serviço de inspeção oficial, na forma desta Instrução Normativa.

O estabelecimento deve manter, como parte de seu programa de autocontrole, o plano de qualificação de fornecedores de leite, o qual deve contemplar a assistência técnica e gerencial, bem como a capacitação de todos os seus fornecedores, com foco em gestão da propriedade e implementação das boas práticas agropecuárias.

Frisa-se que, que as empresas devem manter registros auditáveis que evidenciem a regular execução e o atingimento das metas estabelecidas no plano pelo período mínimo de 12 meses, bem como, realizar auditorias internas anuais para avaliação da efetividade do plano de qualificação de fornecedores e manter os respectivos relatórios arquivados.

O Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento avaliará a necessidade de revisão das disposições contidas nesta Instrução Normativa, de acordo com a evolução da qualidade do leite e o surgimento de possíveis inovações tecnológicas.

Por fim, a Instrução começa a vigorar a partir de 30 de maio de 2019, onde será a revogada a Instrução Normativa Mapa Nº 51, de 18-09-2002, que aprova o antigo regulamento técnico de produção, identidade e qualidade do leite tipo A, o regulamento técnico de identidade e qualidade de leite cru refrigerado, o regulamento técnico de identidade e qualidade de leite pasteurizado e o regulamento técnico da coleta de leite cru refrigerado e seu transporte a granel.

Para maiores esclarecimentos, acesse a íntegra do texto desta Instrução por meio do módulo LIRA do Sistema SOGI  ou através do site Future Legis.

Helane Rezende
Consultora Jurídica


Surtos de Doenças transmitidas por Alimentos no Brasil


 

As DTA’s ou Doenças Transmitidas por Alimentos são síndromes geralmente caracterizadas por anorexia, náuseas, vômitos e/ou diarreia, acompanhadas ou não de febre, relacionadas à ingestão de alimentos ou água contaminados.

Surtos de Doenças transmitidas por Alimentos no Brasil

Surgimento de Doenças através de Alimentos 

Estas doenças são uma importante causa de morbidade e mortalidade em todo o mundo e estão relacionadas, principalmente, às condições de saneamento e qualidade da água para consumo humano impróprios, práticas inadequadas de higiene pessoal e consumo de alimentos contaminados.

O quadro clínico depende do agente etiológico envolvido e varia desde leve desconforto intestinal até quadros extremamente sérios, podendo levar a desidratação grave, diarreia sanguinolenta e insuficiência renal aguda.

A OMS estima que, anualmente, uma em cada dez pessoas sofrem com doenças transmitidas por alimentos, sendo que boa parte destas doenças pode levar a óbito. Em uma estimativa de 2015, as DTA’s foram responsáveis por 420 mil mortes em todo o mundo, sendo que 1/3 destas foram de crianças com idade inferior a 5 anos. (OMS, 2015).

Desde 1999 o Brasil iniciou a vigilância de surtos de DTA’s onde são contabilizados episódios em que duas ou mais pessoas apresentam os mesmos sinais ou sintomas após ingerir alimentos e/ou água da mesma origem. Estes surtos são considerados eventos de saúde pública e têm notificação compulsória conforme Portaria de Consolidação MS nº 04 de 28 de setembro de 2017 (Anexo 1 do Anexo V).

Anualmente, o Ministério da Saúde, através da Coordenação Geral de Doenças Transmissíveis, elabora um compilado sobre os surtos de Doenças Transmitidas por Alimentos no Brasil e faz sua divulgação para conhecimento e providências dos órgãos e entidades envolvidos.

Seguem abaixo dados publicados em junho de 2018 sobre a série histórica de surtos de DTA no Brasil entre os anos 2000 e 2017.

Surgimento de Doenças através de Alimentos
Surgimento de Doenças através de Alimentos
Surgimento de Doenças através de Alimentos
Surgimento de Doenças através de Alimentos
Surgimento de Doenças através de Alimentos
Surgimento de Doenças através de Alimentos
Surgimento de Doenças através de Alimentos
Surgimento de Doenças através de Alimentos

Fonte:   OMS, 2015
Sinan/SVS/Ministério da Saúde, 2018


Raquel Alvares da S. Soares de Melo
Consultora Jurídica do Grupo Verde Ghaia
Engenheira de Alimentos Especialista em Qualidade e Segurança de Alimentos

o que é ISO 22000

Conheça também o curso EAD – ISO 22000:2018 – O que mudou?


Passo a passo simples para quem quer implementar ISO 22000


 

A ISO 22000 tem como objetivo estabelecer os requisitos para um sistema de gerenciamento de segurança de alimentos. Através da ISO 22000 é possível mapear o que uma organização precisa para demonstrar sua capacidade de controlar os riscos de segurança de alimentos, a fim de garantir que os alimentos sejam seguros para chegar às mãos do consumidor final.

Porque implementar Norma ISO 

A ISO 22000 pode ser implantada por qualquer organização, independentemente do seu tamanho, cujo objetivo seja  atender um padrão internacional de normas para a indústria de alimentos: o Sistema de Gestão de Segurança de Alimentos. Ao implantar a Norma ISO 22000:2018 a organização perceberá a harmonização dos padrões nacionais e internacionais numa abordagem dos sistemas de gestão, como determinado pela ISO 9001, por exemplo.

As mudanças ocorridas com a versão 2018 da ISO 22000 possibilitaram uma mudança de foco para a gestão da segurança de alimentos, visto que se incorporou os princípios de PPR e HACCP. Isso possibilitou que a ISO fosse implementada não apenas nas indústrias de alimentos, mas também nos campos e lojas de alimentos.

Comparando a Norma com outros padrões de segurança alimentar

É possível pensar na ISO 22000 como uma Norma que trata a ISO 9001 como um sistema de gerenciamento, uma vez que ela introduz medidas de higiene dos programas de pré-requisitos e adiciona princípios e critérios HACCP. Com isso, o sistema de gestão passa a ter um sistema de gerenciamento vinculado aos programas de PPR e HACCP, representando muito mais benefícios para o desenvolvimento e crescimento do negócio.

Portanto, pensar na gestão de Segurança de Alimentos com base na Norma ISO 22000, é pensar numa gestão combinada, na qual se faz o uso das melhores práticas de segurança alimentar. Uma organização que preza colocar em prática as Normas ISO, bem como os programas de PPR e HACCP, terá benefícios muito maiores, pois comercializar alimentos com base em padrões consistentes é um benefício para toda a sociedade, não apenas para a organização.

Entendendo sobre a aplicabilidade da ISO 22000:2018

Uma das exigências da norma é estabelecer canais de comunicação interna e externa de modo que seja possível garantir que comunicados relacionados à segurança de alimentos estejam disponíveis para a toda a cadeia alimentar. Comunicar-se interna e externamente é ser capaz de se comunicar com fornecedores, clientes, órgãos reguladores, consumidores, no qual serão abordados assuntos sobre a segurança de alimentos, bem como produtos essenciais para as demais organizações dentro da cadeia. Principalmente quando se referir aos perigos conhecidos e que precisam ser controlados por outras pessoas.

Para que a norma seja bem aplicada internamente é preciso que a organização se atente, diariamente, à gestão da segurança de alimentos ISO 22000. Além disso, elabore um calendário mensal para a revisão da gestão, avaliando o desempenho do SGSA. Através dessa avaliação, a alta direção será capaz de avaliar os dados gerados e determinar ações que possibilitem a resolução de problemas e, consequentemente, impulsionar sua melhoria contínua.

Para o desempenho do seu SGSA, a organização deve ofertar recursos necessários para o bom funcionamento de sua estrutura, como, por exemplo:

  • qualificação, capacitação e treinamento para os colaboradores,
  • melhorias internas no ambiente de trabalho,
  • infraestrutura, instalações e maquinário em boas condições e apropriados de modo que o produto seja seguro.

Vale a pena destacar que a ISO 22000 não é um padrão referenciado da GFSI – Global Food Safety Initiative. Esta, por sua vez, está relacionada a FSSC 22000, mais similar a ISO 22000.

Dicas para implementar 

Para implantar a ISO 22000 na sua organização, sugerimos alguns passos para que seja bem-sucedida. Muitas indústrias de alimentos e/ou fornecedores de produto ou serviço de alimento seguro, já colocam em prática as dicas abaixo:

* É importante que o Gestor defina uma equipe de segurança de alimentos e que ela seja capacitada para exercer sua função.

* Estabelecer Programas de Pré-Requisito – PPRs, tais como a higienização das mãos, atividades de limpeza, saneamento, lavanderia de roupas de trabalho, controle de pragas, dentre outros.

* É importante estabelecer instruções de trabalho, bem como os procedimentos através de material gráfico. Comunicar-se claramente contribui com o monitoramento e verificação dos PPPs.

* Após estabelecer os PPRs é preciso que organização faça as especificações para todas a matérias-primas, mantendo as referências às normas ISO. Isso inclui as especificações para todos os produtos finais.

* A Equipe de Segurança de Alimentos deve realizar a verificação dos locais de entrada e saída para cada produto, categoria e linha de produção.

* É de extrema relevância que a organização identifique os riscos potenciais à segurança de alimentos, sejam eles químicos, físicos, biológicos.

* Todos os riscos devem ser listados e considerados para avaliação de risco associado.

* É de responsabilidade da equipe definir a metodologia de avaliação dos perigos e estabelecer o nível para cada perigo definindo a sua aceitabilidade.

* Definido a aceitabilidade dos perigos, define-se a medida de controle ou as combinações para manter o risco abaixo do limite aceitável, fazendo uso de uma metodologia definida pela equipe.

* É importante que a Alta Direção valide a medida de controle ou a combinação destes, antes mesmo da equipe aplicá-la para que as tomadas de decisões operacionais possam estar alinhadas às estratégicas da organização.

* O controle de medidas pode ser feito através do PPRs – programas de pré requisitos operacionais ou também, através de um Plano de HACCP.

* Todos os riscos listados, bem como todas as medidas de prevenções e/ou redução dos riscos, devem ser documentados para que sejam implementadas medidas de controle.

* Ao implementar medidas de controle, a equipe deve verificar regularmente o sistema e os seus registros devem ser mantidos.

* A organização deve revisar, atualizar e melhorar, sempre que for necessário, o seu sistema de gestão de segurança de alimentos.

* Após a implementação do sistema em sua organização, verifique se ele está funcionando adequadamente. Para isso, as auditorias internas são excelentes ferramentas de verificação, permitindo que os próprios colaboradores (capacitados em auditoria) validem a implantação e funcionamento do SGSA.

A eficácia do sistema de gestão de segurança de alimentos depende de um gerenciamento cuidadoso e documentado. Com isso, sua empresa será beneficiada não só com o reconhecimento de ter um sistema implementado, mas também com a produção de produtos seguros e de qualidade.

A ISO 22000 é uma norma internacional auditável, que estabelece os requisitos para um sistema de gestão de segurança de alimentos. Os requisitos desta norma são genéricos e podem ser aplicados em qualquer elo da cadeia produtiva de alimentos. Seja para os produtores diretos ou para as empresas que atuam, indiretamente, na fabricação de alimentos.

Para melhor compreensão da NBR ISO 22000, ela está é dividida em quatro princípios básicos: Programas de Pré-Requisitos (PPR’S), Sistema APPCC/HACCP, Gestão e Comunicação. O objetivo de todos é garantir a segurança ao longo da cadeia.

As organizações que atuam nessa área devem demonstrar sua habilidade em controlar os perigos à segurança dos alimentos, a fim de garantir que o mesmo seja seguro, até o momento do consumo humano. Para isso, nada melhor que a ISO 22000. Conte com a Verde Ghaia para implementar seu SGSA e obter a certificação. Caso prefira realizar a implementação totalmente online, nós podemos ajudar através da nossa Plataforma Consultoria Online! Você poderá fazer sem ter que contratar ajuda externa e ainda poderá contar com um dos nossos consultores em caso de dúvidas.

Fale com quem entende de Normas ISO e está há mais de 20 anos no mercado!

Equipe Verde Ghaia


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