ISO 45001: Por que implementar um sistema com base em SSO
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A indissociação entre Compliance e a Uberlândia Refrescos


 

A Uberlândia Refrescos busca, constantemente, atender os requisitos que permeiam o negócio, e para alcançar um nível de excelência em gestão, a empresa desenvolve um trabalho focado para garantir o cumprimento das exigências do negócio e que são pertinentes ao contexto legislativo, buscando estruturar processos e aplicar a melhor metodologia para alcançar e superar resultados.

Alexandre Biagi nos conta seu Sucesso em Gestão Integrada

Em resposta a este trabalho, a Uberlândia Refrescos foi reconhecida com o 1º lugar na categoria “Gestão Integrada (Saúde e Segurança Ocupacional, Meio Ambiente e Qualidade)”, do IV Prêmio Compliance Brasil, em junho de 2019.

“Nunca foi tão importante falar sobre compliance no Brasil. A Uberlândia Refrescos tem no seu DNA a ética e a transparência nos negócios, elementos que são indissociáveis para quem quer crescer de forma sustentável no mundo corporativo.

Abordar o compliance no contexto brasileiro é fundamental pois, precisamos incentivar o nosso empresariado a estar sempre alinhado com as leis e normas vigentes. Por mais que seja um desafio para as estruturas públicas e privadas, visto que as constantes mudanças e a insegurança jurídica, prejudiquem a tomada de ações, não podemos deixar de lado esse assunto”.

“O Prêmio Compliance Brasil veio para reforçar esse compromisso que nós como cidadãos, precisamos cumprir e disseminar para todos e todas”, afirma o CEO da Uberlândia Refrescos, Alexandre Lacerda Biagi. 

Gestão de Compliance na Uberlândia Refrescos

A atualização dos requisitos é acompanhada e garantida pelo setor Sistema de Gestão Integrado (SGI) através da plataforma SOGI, de forma a evitar multas, notificações e processos administrativos que podem impactar negativamente na continuidade do negócio e na marca Coca-Cola, permitindo que o gerenciamento se dê de forma linear e contínua em todos os níveis e processos da organização.

O CEO – Alexandre Lacerda Biagi, juntamente à Alta Administração da Uberlândia Refrescos, demonstra a preocupação com o aculturamento. Assim, são promovidos, frequentemente, treinamentos com apoio da equipe multidisciplinar do SGI e realizadas reuniões, garantindo o alinhamento e entendimento de todos para interpretar, responder e atualizar os requisitos sob sua responsabilidade.

Além da gestão interna, e controles mensais, são realizadas auditorias específicas, em 100% dos requisitos legais, para comprovar seu atendimento, e verificar o cumprimento de ações alinhadas ao que está descrito na plataforma SOGI e a realidade, além de avaliar produtos e práticas realizadas pela Uberlândia Refrescos.

Sobre a Uberlândia Refrescos

A Uberlândia Refrescos é uma franqueada do Sistema Coca-Cola, de capital 100% nacional, instituída no ano de 1976 em Uberlândia – MG, e se destaca por ter uma gestão integrada, preocupada e atuante com a Qualidade, Meio Ambiente, Segurança de Alimentos e Segurança e Saúde Ocupacional. Por isso, é certificada nas normas internacionais: ISO 9001 (Qualidade), ISO 14001 (Meio ambiente), OHSAS 18001 (Segurança e Saúde Ocupacional) e FSSC 22000 (Segurança de Alimentos).

Fazem parte da empresa uma fábrica engarrafadora e um centro logístico em Uberlândia, escritórios em Araguari, Frutal, Monte Carmelo, Patrocínio e São Gotardo; unidades em Araxá, Ituiutaba, Patos de Minas e Uberaba; distribuidores autorizados em Iturama, João Pinheiro e Paracatu; fabricando produtos da marca Coca-Cola e distribuindo produtos da Leão, Heineken e Verde Campo pelas regiões do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas.

O trabalho é pautado nos valores: paixão, compromisso, respeito, profissionalismo, transparência, segurança e integridade, que propiciam à Uberlândia Refrescos vários reconhecimentos, dentre eles, o prêmio Indústria Sustentável pela FIEMG, Prêmio Qualidade Coca-Cola, Prêmio Quality Brasil, Melhores Empresas para Trabalhar, pelo Great Place To Work; Prêmio Compliance Brasil, Prêmio Mineiro da Qualidade (PMQ), esses e outros, além de deter a certificação LEED Platinum, que reconhece construções baseadas em obras sustentáveis. Detém também os selos Solar (Instituto Ideal), Empresa Amiga da Criança (Fundação Abrinq), Empresa Cidadã (CDL Uberlândia) e Empresa Solidária (FIA Patos de Minas).


Perigos e Riscos: hora de avaliar os riscos do seu negócio!


 

De acordo com o Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, o Brasil registrou mais de 4 milhões de acidentes de trabalho entre 2012 e 2018, sendo que mais de 15 mil deles foram fatais.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) define um acidente de trabalho como a “ocorrência imprevista e indesejável, instantânea ou não, relacionada ao exercício do trabalho, que provoca lesão pessoal ou que decorre de risco próximo ou remoto dessa lesão”.

Como identificar os Perigos e Riscos e aplicar ações corretivas?

Há muitas situações passíveis de gerar um acidente de trabalho, tais como colisões entre indivíduos e maquinários, quedas (de alturas variadas), lesões por esforço ao erguer um objeto, exposição a temperaturas elevadas ou à energia elétrica e outros; não podemos nos esquecer também de outras questões que afetam a saúde do trabalhador, como o estresse, as lesões por esforço repetitivo (LER) e problemas de saúde variados.

Identificar os perigos e riscos num ambiente de trabalho é uma ação fundamental para aplicar as ações preventivas e corretivas a fim de evitar esse tipo de ocorrência.

A ISO 45001 é uma boa diretriz para montar um plano de identificação de riscos e perigos. Mas no caso, devemos nos atentar ao fato de que a versão mais recente da norma, de 2018, não trabalha mais com ações preventivas, e sim ações corretivas. Em caso de adoção de ações preventivas. Mas embora a ISO 45001 não foque mais em prevenção propriamente dita, ela define padrões da metodologia de trabalho, o que por sua vez também funciona para evitar acidentes ou lesões ocupacionais. As diretrizes da ISO 45001 ajudam a proporcionar um ambiente saudável e com uma ergonomia adequada aos colaboradores.

Como fazer o levantamento de perigos e riscos

Como fazer o levantamento de perigos e riscos
Como associar perigos e riscos com riscos e oportunidades?

O Levantamento de Perigos e Riscos é um procedimento no qual a empresa identifica os riscos e perigos associados às suas atividades, estabelecendo então medidas para diminuir probabilidade de ocorrências de eventos adversos que possam trazer danos e prejuízos tanto para a instituição quanto para seus funcionários.

O levantamento de perigos e riscos deve ser feito de forma cuidadosa e considerar os seguintes aspectos:

  • Fatores internos e externos à empresa
  • Processos produtivos
  • Máquinas e Equipamentos
  • Instalações
  • Layout das áreas de trabalho
  • Materiais utilizados no ambiente
  • Fatores humanos (comportamento e capacitação de seus funcionários)
  • Atividades Rotineiras e não rotineiras
  • Atividades de terceirizados e visitantes
  • Mudanças de processos, métodos e atividades
  • Requisitos legais e técnicos
  • Situações de emergência

Lembrando que cada área tem sua particularidade. Um escritório certamente não oferecerá os mesmos perigos e riscos do que um sítio de produção de aço, por exemplo.

Para levantar os riscos e perigos de maneira adequada, o profissional de segurança do trabalho pode seguir algumas metodologias:

Check list de perigos e riscos: nada mais é do que uma lista que vai servir de guia para todos os pontos críticos do ambiente de trabalho. É imprescindível na análise de perigos e riscos e deve ser adotada em todas as inspeções rotineiras e programadas.

– Entrevistas: conversar com os funcionários é a melhor forma de conhecer a realidade de cada área. Dê atenção especial aos funcionários executantes, aqueles que colocam a mão na massa, principalmente no setor industrial.

– Inspeções: inspeções rotineiras e programadas possibilitam novas análises a cada visita, permitindo assim a identificação de um risco que às vezes não se encontrava evidente na visita anterior.

– Auditorias: auditorias são a melhor forma de apontar não conformidades e oportunidades de melhorias. São uma fonte excelente para composição da lista de levantamento de perigos e riscos.

– Histórico de Incidentes e Acidentes: analisar eventos antigos é uma forma de evitar que voltem a ocorrer.

Além disso, é muito importante educar seus colaboradores, principalmente se houver um programa voltado à melhoria das questões de ergonomia. Vale adotar todos os recursos possíveis: palestras, cartazes educativos, alertas de segurança… O tratamento de perigos e riscos é dever de todos.

A Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (SIPAT), atividade obrigatória prevista pela lei trabalhista brasileira, é uma ótima oportunidade para envolver seus funcionários.

ISO 45001 – Hora de repensar os processos

ISO 45001 - Hora de repensar os processos
Integrando os elementos das três normas: ISO 9001, ISO 14001 e 45001

A ISO 45001 auxilia as organizações a repensarem seus processos, visando diminuir a ocorrência de doenças ocupacionais e de acidentes no trabalho. É uma norma que praticamente já se tornou parte do padrão comercial, portanto toda organização deve conhecê-la, independentemente de haver a intenção de adotá-la oficialmente. Isto acontece porque a ISO 45001 foi planejada para reduzir a fragmentação no mercado global, permitindo que os mesmos critérios de gestão de Segurança e Saúde Ocupacional sejam adotados por organizações no mundo todo. Antigamente, essa fragmentação acontecia exatamente por não existir um padrão internacional que estabelecesse os requisitos para a gestão de SSO.

A ISO 45001 cobre todos os aspectos para controlar os fatores que podem resultar em doenças, lesões e até morte do trabalhador, mitigando os efeitos adversos sobre a condição física, mental e cognitiva do indivíduo.

São vários os benefícios proporcionados pela adoção da ISO 45001, tais como a redução de acidentes e doenças ocupacionais, o desenvolvimento de uma cultura de prevenção (que por sua vez vai reduzir cada vez mais o potencial de incidentes na organização), vai incorporar naturalmente boas práticas ao seu sistema de gestão e melhorar a organização de processos do trabalho, pois haverá mais controle sobre as metodologias de trabalho. Além disso, a organização estará em conformidade com os requisitos legais no que diz respeito à SSO.

Considerações Finais

Curso EAD da Verde Ghaia - ISO 31000 - Faça Gestão de Risco
Curso EAD da Verde Ghaia – Faça sua Gestão de Risco

O tratamento de acidentes de trabalho é uma obrigação de todos. Independentemente da adoção de Normas Regulamentadoras, toda organização tem o dever de proteger seus trabalhadores.

O levantamento de perigos e riscos é fundamental neste processo, afinal, não temos como combater aquilo que não conhecemos bem. Estando ciente dos riscos, ficamos ciente da melhor maneira de combatermos os incidentes.



Ambiente de trabalho seguro aplicando práticas para redução de riscos


 

AMBIENTE DE TRABALHO SEGURO: GESTÃO DE SAÚDE E SEGURANÇA NO TRABALHO CONFORME ISO 45001

Tanto faz se você é um empregado ou um empregador, ninguém deseja lidar com um acidente de trabalho. E para prevenir, é necessário criar um ambiente de trabalho seguro aplicando práticas que reduzam os riscos e protejam os colaboradores. A melhor forma de garantir uma gestão eficaz dos riscos ocupacionais é através da implementação de um sistema de gestão e a norma ISO 45001:2018 apresenta as diretrizes para esse processo.

A ISO 45001 é aplicável a qualquer organização, independentemente do seu tamanho, tipo e natureza. Ela foi construída seguindo a mesma estrutura de outras normas de sistema de gestão, como a ISO 14001 e a ISO 9001. Por isso, essa nova estrutura para o gerenciamento da saúde e segurança no trabalho facilitará ainda mais a integração com a gestão ambiental ou de qualidade, por exemplo.

A principal referência de diretrizes para implantação de um sistema de gestão de saúde e segurança antes da ISO 45001:2018 era a OHSAS 18001:2007 e, apesar de alguns tópicos terem sido mantidos, alterações importantes foram realizadas.

Conheça algumas mudanças significativas

Além da significativa mudança estrutural, a ISO 45001 eliminou a obrigatoriedade das Ações Preventivas e do Representante da Direção. Um maior enfoque foi dado na Alta Direção, que se tornou responsável direta pelo desempenho e eficácia do sistema de gestão, tendo sua necessidade participação e engajamento aumentados.

Essa mudança facilita a integração do sistema de gestão com o planejamento estratégico das organizações. Além do enfoque operacional, agora as organizações deverão analisar à nível estratégico os seus contextos interno e externo, para identificar seus riscos e oportunidades relacionados ao sistema de gestão de saúde e segurança ocupacional.

Através dessa análise, o conceito de prevenção não fica tão enraizado nas não conformidades operacionais, já que a mitigação ou eliminação dos riscos se dará também por meio de avaliações estratégicas.

Princípios e Diretrizes da ISO 45001

Através de um sistema de gestão de saúde e segurança no trabalho que segue as diretrizes da ISO 45001, a organização será capaz de:

  • Desenvolver e implementar uma política de SSO e objetivos de SSO, como suas diretrizes de planejamento;
  • Estabelecer processos sistemáticos que considerem seus contextos interno e externo e que levem em conta seus riscos e oportunidades, requisitos legais e partes interessadas;
  • Determinar os perigos e riscos de saúde e segurança associados às suas atividades; procurando eliminá-los ou minimizá-los através de controles operacionais;
  • Estabelecer controles operacionais para gerenciar seus riscos de saúde e segurança, requisitos legais e de outras partes interessadas;
  • Aumentar a conscientização sobre seus perigos e riscos de saúde e segurança;
  • Avaliar seu desempenho em saúde e segurança e buscar melhorá-lo continuamente, através de ações apropriadas;
  • Garantir que os trabalhadores tenham um papel ativo nos assuntos de saúde e segurança.

Essas medidas, quando combinadas, atuarão diretamente na visibilidade da organização, atribuindo a ela a imagem de um lugar seguro para se trabalhar. Outros ganhos indiretos estão relacionados a:

  • Melhoria nas questões de compliance, principalmente no que diz respeito ao atendimento à requisitos legais.
  • Redução dos custos gerais com incidentes
  • Redução no tempo de inatividade e consequentemente nos custos com interrupção das operações
  • Redução do absenteísmo e na rotatividade de funcionários
  • Reconhecimento por adequação à uma norma internacional, podendo influenciar clientes que valorizam o nível de responsabilidade social das empresas.
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Novas regras para o transporte de produtos perigosos em MG


 

Publicado o Decreto nº 47.629, de 01-04-2019 que regulamenta a Lei nº 22.805, de 29-12-2017, que estabelece medidas relativas a acidentes no transporte de produtos ou resíduos perigosos no Estado de Minas Gerais.

De acordo com as disposições do presente Decreto, os transportadores de produtos e resíduos perigosos ficam obrigados a manter, diretamente ou por meio de empresa especializada, serviço de atendimento a emergências capaz de:

  • Iniciar as primeiras ações emergenciais em até 2 (duas) horas da ocorrência do acidente;
  • Disponibilizar no local do sinistro os recursos apropriados para desobstrução da via e iniciar os procedimentos para transbordo, inertização, neutralização e demais métodos físicos, químicos e físico-químicos de mitigação, limpeza do local e remoção dos veículos sinistrados, em até 4 (quatro) horas da ocorrência do acidente, caso ocorrido nas regiões metropolitanas, e em até 8 (oito) horas nas demais localidades, salvo ocorrência de caso fortuito ou força maior;
  • Iniciar as ações de remoção dos resíduos e de descontaminação do ambiente do entorno do local do acidente em até 24 (vinte e quatro) horas após a conclusão das atividades previstas no inciso II do artigo 5º.

O transportador deve manter serviço de atendimento a emergência em regime de plantão permanente de 24 (vinte e quatro) horas durante o período em que houver transporte de produtos ou resíduos perigosos, incluindo o carregamento e o descarregamento. Já o expedidor e o contratante do transporte devem disponibilizar plantão de atendimento 24 (vinte e quatro) horas para acionamento imediato em caso de acidentes e emergências com produtos e resíduos perigosos, independentemente do serviço disponibilizado pelo transportador.

Todos os veículos que realizam o transporte de produtos ou resíduos perigosos deverão conter avisos com o número do plantão de atendimento a emergências do transportador afixados nas superfícies externas das unidades e dos equipamentos de transporte de produtos e resíduos perigosos, em local visível, podendo para tanto utilizar de placas, adesivos ou plotagem.

Além da identificação dos veículos, as empresas devem elaborar Plano de Ação de Emergência – PAE, conforme artigo 6º da Lei nº 22.805, de 2017, com as responsabilidades, as diretrizes e os procedimentos técnicos e administrativos a serem adotados em caso de acidente ocorrido no transporte de produtos ou resíduos perigosos, além de outras informações necessárias para propiciar respostas rápidas e eficientes em situações emergenciais.

Por fim, o Decreto nº 47.629, de 01-04-2019 determina que os transportadores, contratantes ou expedidores de produtos e resíduos perigosos terão prazo de até 180 (cento e oitenta dias corridos), contados da data de publicação, até 01/10/2019, para se adequarem as suas disposições.

Para maiores esclarecimentos, acesse a íntegra do texto deste Decreto por meio do módulo LIRA do Sistema SOGI ou através do site Future Legis

Caroline Dias – Departamento Jurídico


Integrando os elementos das três normas: ISO 9001, ISO 14001 e 45001


 

Um sistema de gestão integrada é aquele que trata os elementos comuns a todos os sistemas de uma forma integrada, mas respeitando-se e assegurando-se o cumprimento dos requisitos específicos e particulares de cada sistema independente.

Para efeito de integração, tomar-se a estrutura da norma ISO 9001, pelo fato de exatamente a mesma estrutura da norma 14001 e por esta estrutura ser absolutamente compatível com a norma ISO 45001.

Princípios do Sistema de Gestão Integrada

Os princípios que regem o sistema de gestão integrada são os seguintes:

Contexto da organização: onde a organização apresenta as questões internas e externas, bem como as necessidade e expectativas das partes interessadas relacionadas.

Sistema de gestão e a interação dos processos: As normas define que a organização inclua os processos e suas interações.

Política:A organização deve estabelecer uma política integrada que a busca atender por exemplo, a satisfação das necessidades de seus clientes, a proteção do meio ambiente e preservação da poluição, a eliminação de perigos e redução de riscos de SSO. Deve assegurar o seu cumprimento e estar comprometida com o Sistema de Gestão Integrada.

Gestão de riscos e oportunidades: A organização vai levantar os riscos e oportunidades do negócio da organização e também do Sistema de Gestão Integrado. Para atender este item normativo recomenda-se utilizar a Matriz SWOT: Forças e Fraquezas (ambiente interno) e Oportunidades e Ameaças (ambiente externo).

Planejamento: Um plano para cumprir a política integrada definido:

1. Identificação de modos de falha e seus efeitos, aspectos e impactos ambientais, perigos e riscos à segurança e saúde do trabalhador;

2. Estabelecimento de objetivos e metas para qualidade, desempenho ambiental e saúde e segurança ocupacional.

3. Desenvolvimento de planos de ação associados aos alcances dos objetivos e metas estabelecidos.

Implementação: A organização deve capacitar as pessoas envolvidas e prover os mecanismos de apoio necessários à efetiva implementação das ações planejadas.

Avaliação de desempenho: A organização deve mensurar, monitorar e avaliar seu desempenho quanto aos elementos do sistema de gestão integrada.

Análise Crítica e Melhoria:A organização deve avaliar criticamente e aperfeiçoar continuamente seu sistema de gestão integrada para melhorar seu desempenho nos requisitos da qualidade, do meio ambiente, da saúde e segurança ocupacional.

Fortalecimento do Sistema de Gestão

Objetivo de um sistema de gestão integrada é de fornecer à organização meios para se planejar, desenvolver, verificar e corrigir, avaliar criticamente e melhorar as atividades relacionadas como por exemplo: Qualidade de produtos, atividades e serviços; Aspectos e impactos ambientais; Saúde e segurança no trabalho.

Visando o atendimento de requisitos legais, requisitos de outras partes interessadas e a melhoria contínua do desempenho organizacional.

Política integrada do SG

Deve ser estabelecida e mantida uma política integrada quanto à qualidade, meio ambiente, saúde e segurança ocupacional, autorizada pela alta administração da organização que claramente estabelece objetivos globais desempenho e comprometimento quanto a busca da satisfação plena das necessidades dos clientes.

Tendo uma visão mais ampla da política integrada, espera-se que a organização cumpra a legislação e outros requisitos subscritos, melhore continuamente o desempenho da qualidade, meio ambiente, da saúde e segurança ocupacional e busque satisfazer os anseios das partes interessadas.

Ganhos com a integração

São inúmeros os ganhos com a integração dos sistemas de gestão. Dentre os quais, pode-se destacar:

Simplificação: A integração permite que a documentação gerada, principalmente normas, procedimentos e instruções operacionais, seja racionalizada. Evitando duplicidade de documentos e, principalmente, conflitos e ambiguidades entre eles.

O menor número de documentos, por sua vez, permite um controle mais simples e efetivo, demando menor tempo para a atividade, menor necessidade de mão-de-obra, menor consumo de recursos de informática ou recursos gráficos e, consequentemente, menor custo.

Com os recursos humanos, a integração dos sistemas de gestão permite um controle mais simples e efetivo, demandando menor tempo para a atividade, menor necessidade de mão-de-obra para elaboração de documentos, menor tempo com a gestão global do sistema, menor consumo de recursos de informática ou recursos gráficos, menor consumo de recursos naturais: energia, papel.

Porém, o ganho mais expressivo reside no fato de um sistema integrado permitir a todos os funcionários da organização – gerentes, operários, colaboradores, auditores internos e etc uma visão global das atividades. Cada funcionário passará a enxergar sua atividade como parte integrante de um sistema mais amplo, conhecendo as várias relações de causa e efeito nela envolvidas. Cada funcionário poderá, também, perceber que o desempenho organizacional requer um bom desempenho de todas as atividades e de todos os funcionários da organização quanto a todos os fatores relacionados a qualidade, meio ambiente, saúde e segurança ocupacional no trabalho.

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Implantação, Certificação e Manutenção

Há também ganho financeiro com a redução de custos de implantação, certificação e manutenção.

Redução acentuada dos custos de avaliação e análise inicial, elaboração, análise crítica, aprovação, distribuição e controle de procedimentos, uma vez que a ampla maioria da documentação estará integrada, exceto aqueles documentos estritamente específicos e técnicos, o volume total de documentos a serem gerados caíra aproximadamente, segundo estimativa não comprovada, em 50%.

Redução dos custos de treinamento para sensibilização, conscientização e formação dos funcionários. Com a documentação integrada será possível a preparação e aplicação de treinamentos mais abrangentes, que forneçam uma visão integrada das atividades da organização.

Tais treinamentos, mesmo sendo mais eficazes, demandarão menor tempo de elaboração e aplicação. Também a avaliação de eficácia dos mesmos será favorecida, já que poderão ser criados mecanismos que também façam a avaliação de forma integrada.

Leia também:


Por que se preocupar com a implementação do Sistema de Gestão em SSO?


 
Pessoas sentadas em um sofá preocupadas em realizar um sisema de gestão em SSO com mais agilidade.

Há inúmeras vantagens em se estabelecer um sistema de gestão da saúde e segurança ocupacional – ISO 45001, formal e certificável, dentre elas:

1. Um ambiente de trabalho seguro.

2. Aumento da conscientização a respeito dos riscos.

3. Redução das indenizações e prêmios de seguros.

4. Redução da responsabilidade legal pela demonstração da devida diligência.

5. Melhoria no desempenho dos negócios.

6. Imagem positiva da organização e outras.

A norma foi desenvolvida a partir de uma necessidade global, de se determinar padrões internacionais, que permitissem a divisão das melhores práticas desenvolvidas no mundo.

Daí, surgiu a necessidade da nova Estrutura de Alto Nível – Anexo SL. Esta foi definida pela ISO, para as normas de sistema de gestão, bem como, para uma abordagem integrada. Isto é, alinhamento entre os padrões de sistema de gestão, como por exemplo, da ISO 9001:2015 e ISO 14001:2015.

Estrutura do Anexo SL – ISO 45001

Homem trabalhando com solda e vários brilhos do ferro sendo soldado. Gestão em SSO

O anexo SL tem a finalidade de facilitar a integração dos sistemas de gestão, assim como a interpretação dos requisitos normativos, o que ocorre durante a implementação da ISO 45001, com o seu sistema de gestão da saúde e segurança ocupacional.

A estrutura do Anexo SL é apresentado em 10 itens:

1.  Escopo

2.  Referências Normativas

3.  Termos e definições

4.  Contexto da organização

5.  Liderança

6.  Planejamento

7.  Suporte

8.  Operação

9.  Avaliação de desempenho

10.  Melhoria

Uma organização é responsável pela saúde e segurança ocupacional de seus trabalhadores e de outros que podem ser afetados por suas atividades. Esta responsabilidade inclui promover e proteger sua saúde física e mental.

A adoção de um sistema de SSO, destina-se a permitir que uma organização forneça locais de trabalho seguros e saudáveis, evitando lesões e problemas de saúde relacionados ao trabalho e melhore, continuamente, seu desempenho de SSO.

Princípios da ISO 45001

A ISO 45001 segue os mesmos princípios que regem a ISO 14001, os principais são:

Contexto da organização: Onde a organização apresenta as questões internas e externas, bem como as necessidade e expectativas das partes interessadas relacionadas.

Sistema de gestão e a interação dos processos: As normas define que a organização inclua os processos e suas interações.

Liderança e Política: A organização deve estabelecer uma política para saúde e segurança ocupacional, assegurar o seu cumprimento e estar comprometida com o Sistema de Gestão, bem como demostrar o comprometimento e liderança em relação ao SGSSO.

Gestão de riscos e oportunidades: A organização vai levantar os riscos e oportunidades do negócio da organização e também do Sistema de Gestão Integrado. Para atender este item normativo recomenda-se utilizar a Matriz SWOT: Forças e Fraquezas (ambiente interno) e Oportunidades e Ameaças (ambiente externo).

Planejamento: Um plano para cumprir a política de saúde e segurança ocupacional deve ser definido. Para que a implementação de um Sistema de Gestão em SSO.

O que o Planejamento em SSO deve contemplar?

Duas mulheres e um homem discutindo sobre algo no computador. Gestão em SSO - Saúde e Segurança Ocupacional

Todo Planejamento deve contemplar alguns passos para que a implementação de um Sistema de gestão em SSO possa ocorrer de maneira segura e confiável.

* Identificação de perigos e riscos à segurança e saúde do trabalhador.

* Estabelecimento as funções, responsabilidades e autoridades organizacionais para todos os níveis pertinentes da organização.

* Levantar os riscos e oportunidades do negócio e do sistema de gestão de SSO.

* Estabelecimento de objetivos e metas para saúde e segurança ocupacional.

* Desenvolvimento de planos de ação associados aos alcances dos objetivos e metas estabelecidos.

* Monitoramento dos fornecedores de produtos e serviços, evitando possíveis desvios e penalizações devido ao enquadramento da organização contratante como corresponsável pela empresa contratada.

* Gestão de pessoas garantindo desenvolvimento de suas competências e etc.

Implementação

Curso EAD da Verde Ghaia

A organização deve capacitar as pessoas envolvidas e prover os mecanismos de apoio necessários à efetiva implementação das ações planejadas. A organização deve capacitar as pessoas envolvidas e prover os mecanismos de apoio necessários à efetiva implementação das ações planejadas.

Avaliação de desempenho: A organização deve mensurar, monitorar e avaliar seu desempenho quanto a saúde e segurança ocupacional.

Análise Crítica e Melhoria: A organização deve avaliar criticamente e aperfeiçoar continuamente seu sistema de gestão da saúde e segurança ocupacional para melhorar seu desempenho. Proporcionado o aumento de desempenho de SSO; promovendo a participação dos trabalhadores; comunicação dos resultados na melhoria contínua para os trabalhadores e etc.

Portanto, a organização comprometida com a gestão de SSO, oferece locais de trabalho seguros e saudáveis, evitando lesões e problemas de saúde relacionado ao trabalho e melhora continuamente o desempenho em SSO.

Uma boa gestão de SSO melhora a qualidade de vida dos colaboradores, aumentando significativamente a produtividade e consequente os números do negócio.


Conheça o Módulo PRSSO – Perigos e Riscos da Saúde e Segurança Ocupacional


Mudanças provocadas pela ISO 45001 e os impactos na Gestão


 
Homens na fábrica realizando manutenção dos equipamentos - O que é Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional
A importância da gestão da segurança e saúde ocupacional

ISO, International Organization for Standardization, foi criada em Genebra, na Suíça, em 1947. A ISO é uma Organização Internacional de Padronização, ou seja, é uma federação mundial de organismos nacionais de padronização (membros da ISO).

A evolução dos modos de produção permitiu que uma ampla variedade de produtos, numa quantidade inimaginada, há algumas décadas, pudesse ser oferecida às pessoas, à sociedade.

Embora esse progresso tenha provocado a eclosão da produtividade e da qualidade à níveis fantásticos, ele trouxe consigo efeitos colaterais. Dentre eles, o encadeamento da degradação do meio ambiente e o crescimento acentuado e nítido dos acidentes de trabalho e de doenças ocupacionais.

O aumento dos acidentes e das doenças ocupacionais trouxeram, por sua vez, aumento nos custos produtivos, nos custos de tratamento do acidentado ou doente e, por fim, nos custos sociais.

Valores crescentes das indenizações aos lesionados.

Alguns possíveis motivos que elevam os custos finais dos produtos por falta de implementação de um Sistema de Gestão em SSO – ISO 45001:

1.Aumento dos prêmios de seguros.

2. Aumento do custo de mão-de-obra, uma vez que a organização precisa contratar outro funcionário ou usar de horas extras para suprir a falta do colaborador lesionado.

3. Queda do poder aquisitivo do lesionado, que necessita despender recursos próprios para o seu tratamento, deixando de satisfazer outras necessidades.

4. Elevação dos gastos do Estado com a previdência oficial, pelo pagamento de pensões aos cidadãos que ainda estão em idade economicamente ativa, porém fora do mercado de trabalho, dentre outros motivos.

Tendo em vista todos estes problemas, vários países passaram a formular uma Legislações mais severas, mais rígida com relação a saúde e segurança ocupacional, exigindo das organizações condições mais seguras e saudáveis para o trabalho.

Legislação para os Trabalhadores

Curso EAD em SSO - Saúde e Segurança Ocupacional
Curso EAD Verde Ghaia – ISO 45001/SSO

Apartir de uma nova percepção acerca das condições de trabalho e com a mobilização da sociedade civil, inúmeras associações de trabalhadores no mundo, passaram a exigir das organizações mais respeito aos funcionários, exigindo um ambiente de trabalho adequado, no qual todos pudessem ser produtivos, de modo que os trabalhadores possam realizar suas atividades sem ocorrência de lesões.

As empresas, portanto, passam a ser exigidas para se enquadrarem às novas legislações e às exigências dos trabalhadores. Para se adaptarem às normas, as organizações precisam efetuar uma série de investimentos e assim, se adequarem aos requisitos legais e exigências dos trabalhos.

As crescentes exigências das diversas partes interessadas e o sucesso das normas genéricas de gestão da qualidade e do meio ambiente fizeram com que organizações do mundo, passassem a desejar uma norma internacional aplicável à gestão da saúde e segurança ocupacional.

Requisitos da ISO 45001

Homem observando sistema de pressão da máquina - realizando gestão em SSO

A ISO 45001 especifica requisitos para um sistema de gestão de saúde e segurança ocupacional (SSO).  Ela traz orientações para que a organização possa promover um ambiente de trabalho seguro e saudável, prevenindo lesões, doenças e fatalidades relacionadas ao trabalho e melhorando proativamente o desempenho de SSO.

A ISO 45001 foi planejada para reduzir a fragmentação no mercado global, permitindo que os mesmos critérios de gestão de SSO sejam usados pelas organizações em todo o mundo. Essa fragmentação acontecia por falta de um padrão internacional que estabelecesse os requisitos para a gestão de saúde e segurança ocupacional.

No Brasil, a ISO é representada pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). As atividades de elaboração das Normas Internacionais, geralmente acontecem através do comitê técnico, que neste caso é a ISO/PC 283, bem como nas Organizações internacionais, públicas e privadas em participação com a ISO.    

Embora a norma ISO 45001 apresente requisitos contra os quais, um sistema de gestão possa ser avaliado, a certificação destes não é, ainda, reconhecida pelos organismos credenciadores. Os certificados, portanto, são de exclusiva responsabilidade das entidades avaliadoras.

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Para saber mais sobre as mudanças da ISO 45001 e como ela pode ser implementada na sua Gestão, convidamos para assistir ao Café Conectado que conta com a participação da Consultora Raíssa Osaki e o CEO Deivison Pedroza. Fale conosco!

Assista ao Café Conectado!

http://www.youtube.com/watch?v=XC75UMny2xM&t=25s

Faça a implementação de um Sistema de Gestão em SSO e ofereça mais segurança aos seus colaboradores. Faça da sua Gestão um modelo a ser seguido.


Monitoramento de ar condicionado em dia pode evitar acidente


 

Mais um acidente comoveu os brasileiros e o mundo na última semana. A morte de 10 jogadores pré-adolescentes do Flamengo, com idade entre 14 e 16 anos. Os garotos estavam no alojamento do Clube quando um grande incêndio tomou conta do local durante a madrugada do dia 8 de fevereiro. As investigações ainda estão em andamento, mas tudo indica que houve um curto-circuito em um ar condicionado.

Mas o que teria causado esse problema? O ar condicionado é um aparelho que requer alta carga de energia quando ligado e precisa de uma linha de energia única para ele.

Como é um item de segurança, monitorado no AVCB e em normas como ISO 45001, a Verde Ghaia tem costume de postar notícias sobre seu correto monitoramento.


Seguem abaixo algumas notificações já inseridas em nosso blog:

Ar condicionado: Ministérios aprovam novos índices de Eficiência Energética

PMOC e a LEI 13.589 – Ar condicionado

É obrigatório o monitoramento semestral de ar condicionado?


Ainda tem dúvidas? Publique aqui, que te responderemos.


A falta de Cultura em SSO nas empresas preocupam os países da América Latina


 

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), estima-se que 2,78 milhões de mortes associadas ao trabalho ocorram a cada ano. O custo total com doenças, lesões e mortes representa 3,94% do produto interno bruto (PIB) mundial, ou algo em torno de US$ 3 bilhões, considerando custos diretos e indiretos.

Mas o impacto não se resume a questões de ordem econômica. O capital humano é um aspecto cada vez mais importante numa corporação, por isso as empresas têm focado na gestão em segurança e saúde ocupacional (SSO), cujo impacto é imenso em nosso desenvolvimento econômico e social.

Embora com o passar dos anos, a tecnologia tenha reduzido a mão de obra humana nas áreas perigosas da indústria e os trabalhadores venham desfrutando de maior proteção do que seus antecessores, a SSO – Saúde e Segurança Ocupacional ainda é um assunto que necessita ser abordado constantemente no ambiente profissional. Não só porque, ainda não nos livramos completamente das situações de alto risco (como no caso das indústrias de alta periculosidade, tais como petróleo, mineração, exposição a pesticidas agrícolas e outras), como também existe muita negligência humana, devido à simples ausência de consciência e de comprometimento para com a saúde e a segurança.

Saúde e Segurança Ocupacional na América Latina

No setor do agronegócio, por exemplo, a produção para exportação tem resultado no aumento expressivo da mão de obra — e também no amplo uso de pesticidas. E no setor industrial, a América Latina também tem se desenvolvido rapidamente em porte e importância. Junto ao progresso, temos também um enorme contingente de trabalhadores executando funções que ainda envolvem alto grau de risco ou insalubridade.

Na América Latina, a saúde ocupacional vem sendo reconhecida cada vez mais, como uma área de importância na saúde pública. O movimento vem acompanhando o rápido desenvolvimento da região tanto na indústria quanto no comércio.

Devemos nos lembrar que em inúmeras indústrias os equipamentos de proteção individual (EPIs) muitas vezes são desconhecidos ou inadequados — ou os funcionários até possuem os recursos ideais voltados à segurança, mas se recusam a respeitar as regras por excesso de otimismo (o famoso “Não vai acontecer comigo”). De acordo com o coordenador nacional de Defesa do Meio Ambiente do Trabalho, Leonardo Osório Mendonça, estudos indicam que mais de 90% dos acidentes poderiam ser evitados caso fossem seguidas as medidas das normas regulamentadoras do Ministério do Trabalho para a realização das atividades com segurança.

Seguindo tal tendência, é importante que as empresas busquem estar em conformidade com as questões ligadas à Saúde e Segurança Ocupacional.

As certificações no auxílio da SSO em 2018, a OMS e a OIT estabeleceram uma coalizão global sobre segurança e saúde ocupacional — uma inciativa de diversos parceiros de agências internacionais e nacionais. O objetivo é valorizar a saúde nos ambientes de trabalho, não apenas no aspecto físico, mas também mental.

ISO 45001 – Diretrizes para os processos

A ISO 45001 é uma das diretrizes que visa ajudar as empresas a repensarem seus processos a fim de reduzir as implicações devido a doenças ocupacionais, bem como os acidentes no trabalho. Dirigido à alta direção de uma organização, ela visa proporcionar um ambiente de trabalho seguro e saudável para funcionários e visitantes.

A ISO 45001 facilita a integração do Sistema de SSO quando combinada à ISO 9001 e à ISO 14001. A ISO 9001 é uma ferramenta de padronização e modelo para a implementação da Gestão da Qualidade. No caso da segurança e saúde ocupacional, é importante que esta padronização aconteça, para que todos os setores estejam seguindo requisitos semelhantes na proteção de seus colaboradores, sempre sob padrões de altíssima qualidade.

Já a norma ISO 14001 foi criada para auxiliar as empresas na identificação, priorização e gerenciamento seus riscos ambientais como parte de suas práticas usuais. A ISO 14001 exige que as empresas se comprometam com a prevenção da poluição e com melhorias contínuas nos assuntos ambientais. Obviamente, a boa gestão ambiental caminha juntamente à saúde humana, visto que um acidente ou contaminação podem trazer danos irreversíveis aos trabalhadores e moradores das regiões afetadas.

Os aspectos da ISO 45001 cobrem todos os fatores que podem resultar em doenças, lesões e até mesmo na morte de um funcionário, mitigando os efeitos adversos a respeito da condição física, mental e cognitiva de um indivíduo.

Uma boa gestão da SSO traz diversos benefícios para sua empresa. Não apenas cria melhores condições de trabalho, como facilita na identificação e gerenciamento de perigos, reduz afastamentos por doenças e ainda motiva os funcionários, que certamente apresentarão melhor rendimento num ambiente onde se sintam seguros e saudáveis.


Leia mais sobre a importância da gestão da segurança e saúde ocupacional.

Assista ao nosso Café Conectado sobre as Mudanças da ISO 45001.


Qual a relevância da Política Nacional de Segurança de Barragens?


 

Diante de uma nova tragédia causada pelo rompimento de barragem de rejeitos em Minas Gerais, dessa vez em Brumadinho, volta-se à discussão sobre a legislação brasileira que dispõe sobre segurança de barragens.

O Presidente da OAB Claudio Lamachia defendeu mudanças na legislação sobre barragens de rejeitos de minérios. Por meio de nota, a OAB afirmou que “a relação entre o meio ambiente e a mineração, atividade essencial para a economia brasileira, demanda rigor na aplicação das normas do Direito Ambiental para que seja possível aumentar a previsibilidade de incidentes e atuar de forma preventiva contra os efeitos negativos da exploração mineral”.

A exploração dos recursos minerais sempre esteve muito presente no nosso dia-a-dia. Isso se dá pelo fato de que o Brasil é um dos maiores países produtores de minérios do mundo. Segundo informações do IBGE, a mineração representa cerca de 4,5% do PIB nacional, e gera milhares de empregos, direta e indiretamente.

Como a demanda por minerais é crescente, é inevitável o crescimento dos volumes de rejeitos armazenados nas barragens, aumentando também os riscos que essas estruturas representam.

Mas afinal, o que dispõe a legislação brasileira sobre segurança de barragens? Quais as obrigações os empreendimentos minerários devem observar?

A Lei Nº 12.334, de 20-09-2010, que estabeleceu a Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB) e criou o Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens (SNISB), tem como objetivo garantir que as barragens destinadas à acumulação de água para quaisquer uso, à disposição final ou temporária de rejeitos e à acumulação de resíduos industriais, com ao menos uma das características descritas abaixo, observem padrões de segurança de maneira a minimizar a possibilidade de acidentes e respectivas consequências.

I – altura do maciço, contada do ponto mais baixo da fundação à crista, maior ou igual a 15m (quinze metros);

II – capacidade total do reservatório maior ou igual a 3.000.000m³ (três milhões de metros cúbicos);

III – reservatório que contenha resíduos perigosos conforme normas técnicas aplicáveis;

IV – categoria de dano potencial associado, médio ou alto, em termos econômicos, sociais, ambientais ou de perda de vidas humanas, conforme definido no art. 6º.

Qual a relevância da Política Nacional de Segurança de Barragens?

Fica sob responsabilidade do empreendedor a segurança da barragem, cabendo-lhe o desenvolvimento de ações para garanti-la. Uma das ações é a elaboração do Plano de Segurança de Barragens contendo as seguintes informações:

I – identificação do empreendedor;

II – dados técnicos referentes à implantação do empreendimento, inclusive, no caso de empreendimentos construídos após a promulgação desta Lei, do projeto como construído, bem como aqueles necessários para a operação e manutenção da barragem;

III – estrutura organizacional e qualificação técnica dos profissionais da equipe de segurança da barragem;

IV – manuais de procedimentos dos roteiros de inspeções de segurança e de monitoramento e relatórios de segurança da barragem;

V – regra operacional dos dispositivos de descarga da barragem;

VI – indicação da área do entorno das instalações e seus respectivos acessos, a serem resguardados de quaisquer usos ou ocupações permanentes, exceto aqueles indispensáveis à manutenção e à operação da barragem;

VII – Plano de Ação de Emergência (PAE), quando exigido;

VIII – relatórios das inspeções de segurança;

IX – revisões periódicas de segurança.

Vale destacar que, embora seja de responsabilidade da empresa a segurança da barragem e as ações para mantê-la em perfeito estado, compete ao Estado, através de seus órgãos fiscalizadores e fiscalizá-las para a sua boa condição.

Compete também, aos órgãos fiscalizadores, estabelecer a periodicidade de atualização do Plano de Segurança de Barragem, a qualificação de equipe responsável, o conteúdo mínimo e nível de detalhamento de acordo com a categoria de risco e potencial de dano.

O órgão fiscalizador poderá determinar a elaboração do Plano de Ação de Emergência (PAE) em função da categoria de risco e do dano potencial associado à barragem, devendo exigi-lo sempre para a barragem classificada como de dano potencial associado alto.

O PAE, Planos de Ação de Emergência, é o documento no qual se estabelecem ações a serem executadas pela empresa, os agentes a serem notificados no caso de incidentes, devendo este documento contemplar, ainda, pelo menos:

1. Possíveis situações de emergências;

2. Procedimentos para identificação e notificação de mau funcionamento e possíveis rupturas;

3. Procedimentos preventivos e corretivos para os casos de emergência, com indicação de responsável, estratégia de divulgação e alerta as comunidades potencialmente afetadas.

Esse documento dever estar disponível para população na empresa e nas prefeituras envolvidas, além de ser encaminhado às autoridades competentes e organismos de defesa civil.

Sendo assim, diante dessa nova tragédia ocorrida, como ainda não é possível saber ao certo o que desencadeou o rompimento da barragem em Brumadinho, se por falha de monitoramento, caso fortuito, força maior, e tendo dentre os princípios da Política Nacional de Segurança de Barragem a redução da possibilidade de acidentes e suas consequências, é possível perceber o quanto é importante o atendimento da legislação e a adoção de medidas de controle e monitoramento bem definidas, bem como de a elaboração planos de ações de emergências fáceis e práticos de serem aplicados.

Marco Túlio Furlan / Consultor Jurídico – Verde Ghaia


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