ISO 50001: por que implementar um Sistema de Gestão de Energia
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Gestão de Energia: breve história da matriz energética brasileira

 

Com o crescente consumo de energia, é necessário o surgimento de novas matrizes energéticas. O artigo irá apresentar informações importantes sobre esse tema e como a Verde Ghaia poderá ajudar sua empresa na busca pela excelência na Gestão de Energia.

Gestão De Energia, Matriz Energética: Conceitos, Definições Importantes e Cronologia.

A sociedade moderna ao longo dos séculos obteve inúmeros avanços tecnológicos, que facilitaram nossa vida em todos os aspectos. Equipamentos em indústrias, máquinas agrícolas, equipamentos médicos e hospitalares, eletroeletrônicos, computador, televisão, aparelhos de som, aquecedores e diversos outros, só existem graças à energia elétrica.

Qual é a definição de energia?

De acordo com o dicionário Michaelis, energia é um substantivo feminino que significa: Energia: e·ner·gi·a / sf.

1 FÍS Capacidade que um corpo, um sistema de corpos ou uma substância têm de realizar trabalho, entendendo-se por trabalho a deslocação do ponto de aplicação de uma força. Símbolo: E.

2 Modo como se exerce uma força; ação, eficácia, eficiência.

3 FIG Qualidade do que é enérgico; resolução nos atos; dinamismo, fibra, firmeza.

4 FIG Força física; potência, vigor.

5 FIG Arrojo, destemor e ousadia de concepção e realização.

Formas de energia presentes na natureza.

A primeira forma de energia dominada pela humanidade foi o fogo, utilizado para controlar animais, preparar alimentos e criar armas, ferramentas e utensílios. A seguir apresentaremos os tipos de energia através de exemplos, para melhor entendimento.

Energia Elástica: Trata-se de uma energia potencial, ou seja, uma forma de energia que pode ser armazenada. Exemplificando: ao puxar um elástico há um armazenamento de energia, transformada em energia cinética (devido ao movimento do elástico).

Energia Potencial Gravitacional: Uma pessoa está segurando um objeto e o solta no chão. Esta energia potencial é transformada em energia cinética (representada pelo movimento do objeto). 

Energia Química: Para fácil entendimento, podemos imaginar um indivíduo que ao andar de bicicleta pedala e transforma a energiaquímica do seu corpo, proveniente da ingestão de alimentos, em energiacinética nas rodas da bicicleta pelo movimento. Nesse sentido, a energia química contida nos combustíveis é transformada em energia cinética, para que eles se movimentem. Outros exemplos são as pilhas e baterias, que possuem energia química, transformada em energia elétrica.

Energia Térmica: A energia térmica refere-se a temperatura. Um exemplo conhecido por muitos é a energia térmica captada do sol para aquecimento da água do banho (energia solar). Outra fonte de combustível pode ser o gás, óleo, bagaço de cana de açúcar (biomassa) ou outro material.

Energia Cinética: Está presente quando algo está em movimento. Por exemplo, a energia das águas de rios (hidrelétricas), vento (eólica) ou das marés (ondomotriz). Essa modalidade de energia pode ser transformada em energia elétrica.

Energia Elétrica: A energia elétrica é a principal fonte de energia do mundo, em grande parte produzida nas usinas hidrelétricas. Porém, sua produção é também feita nas usinas eólicas, solares, termoelétricas, nucleares, etc (provenientes de outros tipos de energia, anteriormente apresentadas).

Todo Material é composto por moléculas formadas por átomos. Cada átomo é formado principalmente por três tipos de partículas: prótons, nêutrons e elétrons. Os prótons e nêutrons estão no centro do átomo, chamado núcleo e os elétrons em movimento em volta do núcleo. Materiais metálicos, contém elétrons que caminham, levando energia de um ponto ao outro. Por exemplo, de uma tomada pela fiação até a televisão. Esse movimento é chamado de energia elétrica ou eletricidade.

Fontes de Energia

Fontes de energia não renováveis (convencionais): As fontes de energia não renováveis são finitas / esgotáveis, como por exemplo, petróleo, gás, carvão, nuclear. Atualmente, grande parte de energia consumida no mundo proveniente de fontes não renováveis, como o petróleo e o carvão mineral, são responsáveis por grande parte da emissão (liberação) de gases de efeito estufa na atmosfera.

Energia Nuclear: A energia nuclear surge de reações no núcleo de átomos chamados de radioativos. Estas reações, em geral, dividem um átomo de um elemento químico em dois átomos diferentes liberando uma grande quantidade de energia, ocorrendo a chamada “fissão nuclear“. Este processo é uma reação química exotérmica e ocorre quando há grande liberação de energia.

O urânio é um mineral que passa por processos de purificação e concentração (chamados enriquecimento), antes de sua utilização. O chamado “ciclo do combustível nuclear”. A energia liberada durante o processo de fissão aquece o líquido, (água por exemplo), produzindo vapor e que em alta pressão movimenta as turbinas que acionam geradores elétricos.

No Brasil a INB – Indústrias Nucleares do Brasil realizam atividades de exploração de Urânio em Caetité (BA). A unidade da INB instalada em Caldas (MG), segundo informações no site do órgão, encontra-se em fase de descontaminação de suas instalações e terrenos desde 1995. [2]

Fontes de energia renováveis: As fontes de energia renováveis são consideradas inesgotáveis, pois se renovam constantemente ao serem usadas. São exemplos de fontes renováveis: hídrica / hidrelétrica (energia da água dos rios), solar (energia do sol), eólica (energia do vento), biomassa (energia de matéria orgânica), geotérmica (energia do interior da Terra), oceânica (energia das marés e das ondas) e hidrogênio (energia química da molécula de hidrogênio).

As fontes renováveis de energia são consideradas limpas, pois emitem menos gases de efeito estufa (GEE) que as fontes fósseis e, por isso, estão conseguindo uma boa inserção no mercado brasileiro e mundial.

Energia Hidráulica: A energia gerada por esta fonte vem da exploração das águas dos rios.  Nas usinas hidrelétricas, as águas movimentam as turbinas que transformam a energia potencial (do movimento da água) em energia mecânica e, consequentemente produz energia elétrica.

Energia Eólica: A energia eólica é obtida através do vento (movimento das massas de ar).  No processo de transformação da energia dos ventos em energia elétrica são usados aerogeradores, com hélices que se movimentam de acordo com a quantidade de vento.

Biomassa: A Matéria vegetal e orgânica existente, chamada de  “biomassa”, pode ser utilizada na produção de energia, como a lenha, bagaço de cana-de-açúcar, cavaco de madeira, resíduos agrícolas, algas, restos de alimentos e até excremento animal que, após sua decomposição, produzem gases que são usados para gerar energia.

Pode ser queimada para geração e aproveitamento do calor, além de originar compostos tais como álcool (etanol), óleos vegetais e gorduras, que são processados e usados como Biocombustíveis. 

Energia Geotérmica: A energia geotérmica ou energia geotermal (do grego geo: terra; térmica: calor) é a energia obtida do calor presente no interior da Terra. O núcleo da terra possui uma camada chamada manto, formada por magma (semelhante à lava dos vulcões) e rocha, e a última camada, mais externa é a crosta terrestre.

Esta fonte é utilizada geralmente em regiões com alta atividade vulcânica ou encontros de placas tectônicas. São exemplos os países: Islândia, Itália e Estados Unidos. O Brasil não apresenta potencial interessante de exploração dessa fonte energética para fins indiretos como a geração de eletricidade, restringindo-se a apenas para utilização direta, aqui fazendo menção às regiões de Poços de Caldas (MG) e Caldas Novas (GO).

Energia Oceânica: A energia gerada a partir desta fonte vem dos oceanos, de onde se aproveita o movimento das águas. São construídas barragens em locais de grande amplitude de maré, onde a passagem da água vai girar turbinas, transformando a energia cinética em eletricidade (maremotriz).

Hidrogênio: O processo de geração de energia ocorre a partir da reação do hidrogênio com oxigênio, produzindo calor. Nesse processo não há emissão de poluentes atmosféricos e nem geração de resíduos. Além disso, o hidrogênio pode também ser convertido em eletricidade por meio de células combustíveis.

Energia Solar: A energia solar é considerada uma fonte inesgotável que pode ser aproveitada na forma de calor ou na forma de luz. É considerada a melhor fonte de energia até o presente momento. A eletricidade pode ser gerada diretamente a partir do aproveitamento do calor nos painéis coletores térmicos, da luz (nos painéis fotovoltaicos) ou através do aproveitamento do calor (usina heliotérmica).

Nos painéis fotovoltaicos, a radiação solar (luz) interage com um material semicondutor (Silício), gerando eletricidade diretamente. Nas usinas solares chamadas de usinas heliotérmicas é utilizada a energia solar concentrada. 

Matriz Energética

A chamada Matriz Energética representa o conjunto de fontes disponíveis para suprir a necessidade (demanda) de energia. O mundo possui uma matriz energética composta, principalmente, por fontes não renováveis, como o carvão, petróleo e gás natural:

Gráfico de percentuais das fontes na matriz energética mundial: petróleo e derivados 31,7% Carvão 28,1% Gás natural 21,6%

MATRIZ ENERGÉTICA MUNDIAL (Dados 2016/2017)

Gráfico dos percentuais das fontes: petróleo e derivados 36,5% derivados da cana 17,5% hidráulica 12,6% Gás natural 12,3%

MATRIZ ENERGÉTICA DO BRASIL (Dados 2016/2017)

MATRIZ ELÉTRICA: É formada pelo conjunto de fontes disponíveis para a geração de energia elétrica.

Gráfico de percentuais das fontes: carvão 39,3% gás natural 22,9% hidráulica 16% nuclear 10,6%

MATRIZ ELÉTRICA MUNDIAL (2016/2017)

Gráfico dos percentuais das fontes: hidráulica 68,1% gás natural 9,1% biomassa 8,2% solar e eólica 5,4%

Matriz Elétrica do Brasil (2016/2017): Comparação da utilização de fontes renováveis e não renováveis para a geração de energia elétrica no Brasil e no mundo. [3]

Brasil 82% renovável 18% não renovável Mundo 77% não renovável e 23% renovável

Desafios para Geração de Energia Limpa no Brasil.

O Brasil possui uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo. Em 2016/ 2017, cerca de 80% de toda a energia gerada no país foi por meio das fontes renováveis, a maior parte de fonte hídrica. Ocorre que o modelo brasileiro possui grande dependência de uma única fonte, no caso a matriz hídrica. Nesse sentido, há necessidade de maior investimento em geração e distribuição de energia limpa, e principalmente a solar.

Por ser um país com altos índices de irradiação solar, podemos dispor de um ótimo desempenho dos sistemas fotovoltaicos a partir dos fatores climáticos, em razão de sua eficiência em determinadas regiões serem muito mais satisfatória, por meio da captação dos raios solares.

História da Eletricidade no Brasil
A Energia no Brasil [4]

1879 – Dom Pedro II concedeu a Thomaz Alva Edison o privilégio de introduzir no país aparelhos e processos de sua invenção destinados à utilização da eletricidade na iluminação pública. Foi inaugurada na Estação Central da Estrada de Ferro Dom Pedro II, atual Central do Brasil, a primeira instalação de iluminação elétrica permanente.

1881 – A Diretoria Geral dos Telégrafos instalou, na cidade do Rio de Janeiro, a primeira iluminação externa pública do país em trecho da atual Praça da República.

1883 – Entrou em operação a primeira usina hidrelétrica no país, localizada no Ribeirão do Inferno, afluente do rio Jequitinhonha, na cidade de Diamantina. D. Pedro II inaugurou na cidade de Campos, o primeiro serviço público municipal de iluminação elétrica do Brasil e da América do Sul.

1889 – Entrou em operação a primeira hidrelétrica de maior porte do Brasil, Marmelos-Zero da Companhia Mineira de Eletricidade, pertencente ao industrial Bernardo Mascarenhas, em Juiz de Fora – MG.

1892 – Inaugurada, no Rio de Janeiro, pela Companhia Ferro-Carril do Jardim Botânico, a primeira linha de bondes elétricos instalados em caráter permanente do país.

1897 – Inauguração do serviço de iluminação elétrica em Belo Horizonte. Véspera da inauguração da cidade.

1899 – Criada em Toronto (Canadá) a São Paulo Railway, Light and Power Empresa Cliente Ltda – SP RAILWAY.

1901 – entrada em operação da usina hidrelétrica Parnaíba (atual Edgard de Souza) pertencente à São Paulo Light, primeira a utilizar barragem com mais de 15 metros de altura.

1903 – Aprovado pelo Congresso Nacional, o primeiro texto de lei disciplinando o uso de energia elétrica no país.

1904 – Criada em Toronto (Canadá) a Rio de Janeiro Tramway, Light and Power Empresa Cliente – RJ TRAMWAY.

1908 – Entrou em operação a Usina Hidrelétrica Fontes Velha, na época a maior usina do Brasil e uma das maiores do mundo.

1912 – Criada em Toronto (Canadá), a Brazilian Traction, Light and Power Empresa Cliente Ltd que unificou as empresas do Grupo Light.

1913 – Entrou em operação a Usina Hidrelétrica Delmiro Gouveia, primeira do Nordeste, construída para aproveitar o potencial da Cachoeira de Paulo Afonso no rio São Francisco.

1921 – inaugurada pela General Eletric, na cidade do Rio de Janeiro, a primeira fábrica de lâmpadas do país.

1927 – A American and Foreign Power EmpresaCliente – AMFORP iniciou suas atividades no país adquirindo o controle de dezenas de concessionárias que atuavam no interior de São Paulo.

1934 – Promulgado pelo presidente Getúlio Vargas o Código de Águas, assegurando ao poder público a possibilidade de controlar, rigorosamente, as concessionárias de energia elétrica.

1937 – O presidente Getúlio Vargas inaugurou no Rio de Janeiro o primeiro trecho eletrificado da Estrada de Ferro Central do Brasil.

1939 – O presidente Getúlio Vargas criou o Conselho Nacional de Águas e Energia – CNAE para sanear os problemas de suprimento, regulamentação e tarifa referentes à indústria de energia elétrica do país.

1940 – Regulamentada a situação das usinas termelétricas do país, mediante sua integração às disposições do Código de Águas.

1941 – Regulamentado o “custo histórico” para efeito do cálculo das tarifas de energia elétrica, fixando a taxa de remuneração dos investidores em 10%.

1945 – Criada, no Rio de Janeiro, a primeira empresa de eletricidade de âmbito federal, a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco – CHESF.

1952 – Criação da Centrais Elétricas de Minas Gerais – Cemig, atualmente denominada Companhia Energética de Minas Gerais S/A – Cemig. Criado o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico – BNDE para atuar nas áreas de energia e transporte.

1954 – Entrou em operação a primeira grande hidrelétrica construída no rio São Francisco, a Usina Hidrelétrica Paulo Afonso I, pertencente à Chesf. Entrou em operação a Usina Termelétrica Piratininga, a óleo combustível, primeira termelétrica de grande porte do Brasil.

1956 – Foi criada para administrar o programa energético do estado do Espírito Santo, a Escelsa, empresa posteriormente federalizada e que passou a fazer parte do Grupo Eletrobrás.

1957 – Criada a Central Elétrica de Furnas S.A., com o objetivo expresso de aproveitar o potencial hidrelétrico do Rio Grande para solucionar a crise de energia na Região Sudeste.

1960 – Como desdobramento da política desenvolvimentista do presidente Juscelino Kubitschek, conhecida como Plano de Metas, foi criado o Ministério das Minas e Energia – MME.

1961 – Durante a presidência de Jânio Quadros foi criada a Eletrobrás, constituída em 1962 pelo presidente João Goulart para coordenar o setor de energia elétrica brasileiro.

1962 – entrada em operação da usina hidrelétrica de Três Marias, pertencente a Centrais Elétricas de Minas Gerais S/A – Cemig e primeira a ser utilizada para a regularização do Rio São Francisco.

1963 – entrada em operação da maior usina do Brasil na época de sua construção, a usina hidrelétrica de Furnas, pertencente a Central Elétrica de Furnas – Furnas.

1965 – criação sob a sigla DNAE, do Departamento Nacional de Águas e Energia, transformado, em 1969, em Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica – DNAEE. Adoção do plano nacional de unificação de frequência em 60 Hz, de acordo com a recomendação do Conselho Nacional das Águas e Energia Elétrica – CNAEE.

1975 – Criados o Comitê de Distribuição da egião Sul-Sudeste – CODI e o Comitê Coordenador de Operação do Norte/Nordeste – CCON.

1979 – Depois de oitenta anos sob o controle estrangeiro, foi nacionalizada a Light Serviços de Eletricidade S.A. Entrou em operação a Usina Hidrelétrica Sobradinho, realizando o aproveitamento múltiplo do maior reservatório do país que regulariza a vazão do rio São Francisco. Foi autorizada pelo DNAEE a instalação do Sistema Nacional de Supervisão e Coordenação de Operação – SINSC.

1982 – O Ministério das Minas e Energia criou o Grupo Coordenador de Planejamento dos Sistemas Elétricos – GCPS.

1984 – Entrou em operação a Usina Hidrelétrica Tucuruí, da Eletronorte, primeira hidrelétrica de grande porte construída na Amazônia. Concluída a primeira parte do sistema de transmissão Norte-Nordeste, permitindo a transferência de energia da bacia amazônica para a região Nordeste. Entrou em operação a Usina Hidrelétrica Itaipu, maior hidrelétrica do mundo com 12.600 MW de capacidade instalada.

1985 – Constituído o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica – PROCEL, com o objetivo de incentivar a racionalização do uso da energia elétrica. Entrou em operação a Usina Termonuclear Angra I, primeira usina nuclear do Brasil.

1986 – entrou em operação o sistema de transmissão Sul-Sudeste, o mais extenso da América do Sul, transportando energia elétrica da Usina Hidrelétrica Itaipu até a região Sudeste.

1988 – Criada a Revisão Institucional de Energia Elétrica – REVISE, embrião das alterações promovidas no setor de energia elétrica durante a década de

1990 – Criado o Comitê Coordenador das Atividades do Meio Ambiente do Setor Elétrico – COMASE. Criado o Sistema Nacional de Transmissão de Energia Elétrica – SINTREL

1990 – O presidente Fernando Collor de Mello sancionou a Lei nº 8.031 criando o Programa Nacional de Desestatização – PND.

Grupo Tecnológico Operacional da Região Norte

Criado o Grupo Tecnológico Operacional da Região Norte – GTON, órgão responsável pelo apoio às atividades dos Sistemas Isolados da Região Norte e regiões vizinhas. Criado o Sistema Nacional de Transmissão de Energia Elétrica – SINTREL para viabilizar a competição na geração, distribuição e comercialização de energia.

1995 – As empresa controladas pela Eletrobrás foram incluídas no Programa Nacional de Desestatização que orientava a privatização dos segmentos de geração e distribuição. Realizado o leilão de privatização da Escelsa, inaugurando nova fase do setor de energia elétrica brasileiro em consonância com a política de privatização do Governo Federal.

1997 – Criada a Eletrobrás Termonuclear S.A. – ELETRONUCLEAR, empresa que passou a ser a responsável pelos projetos das usinas termonucleares brasileiras, Constituído o novo órgão regulador do setor de energia elétrica sob a denominação de Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL.

1998 – O Mercado Atacadista de Energia Elétrica – MAE foi regulamentado, consolidando a distinção entre as atividades de geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia elétrica. Foram estabelecidas as regras de organização do Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS, para substituir o Grupo Coordenador para Operação Interligada – GCOI.

1999 – A primeira etapa da Interligação Norte-Sul entrou em operação, representando um passo fundamental para a integração elétrica do país.

2000 – O presidente Fernando Henrique Cardoso lançou o Programa Prioritário de Termelétricas visando a implantação no país de diversas usinas a gás natural. Gerasul em parceria com a Itá Energética.

Entrou em operação, no mês de julho, a usina hidrelétrica Itá, na divisa dos municípios de Aratiba (RS) e Itá (SC). A conclusão das obras de aproveitamento foram levadas a termo pela Gerasul, em parceria com a Itá Energética, consórcio formado pelas empresas Odebrecht Química, Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e Cimentos Itambé. Em março de 2001, a usina atingiu a capacidade de 1.450 MW.

A importação de 1.000 MW de energia da Argentina, iniciada no mês de julho pela Companhia de Interconexão Energética (Cien), utilizou novas linhas de 500 kV e uniu as subestações de Rincón e Garabi (Argentina), Santo Ângelo e Itá (Brasil), constituindo a maior e mais importante compra de energia pelo Brasil da Argentina. Foi instituído, no mês de agosto, pela Lei nº 9.478, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Efetivamente instalado em outubro, o Conselho assumiu a atribuição de formular e propor ao presidente da República as diretrizes da política energética nacional.

2001 – Nesse ano, o Brasil vivenciou sua maior crise de energia elétrica, acentuada pelas condições hidrológicas extremamente desfavoráveis nas regiões Sudeste e Nordeste. Com a gravidade da situação, o governo federal criou, em maio, a Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica (GCE), com o objetivo de “propor e implementar medidas e natureza emergencial para compatibilizar a demanda e a oferta de energia elétrica, de forma a evitar interrupções intempestivas ou imprevistas do suprimento de energia elétrica”.

Em junho, foi implantado o programa de racionamento nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste e, em agosto, em parte da região Norte. Ainda no âmbito da crise de energia elétrica, no mês de agosto, o governo criou a empresa Comercializadora Brasileira de Energia Emergencial (CBEE) para realizar a contratação das térmicas emergenciais.

Entrou em operação, em agosto, a Usina Termelétrica Eletrobold (RJ), incluída no Programa Prioritário de Termelétricas (PPT). A usina foi construída pela Sociedade Fluminense de Energia (SFE), controlada pelo grupo norte-americano Enron, sendo equipada com oito grupos de geradores a gás natural e totalizando 380 MW de capacidade instalada.

Entrou em operação, em novembro, a Usina Termelétrica Macaé Merchant, no município de Macaé (RJ), também incluída no PPT. A usina foi construída pela empresa norte-americana El Paso Energy, tendo sido projetada para operar com vinte turbinas a gás natural, com capacidade total de 928 MW.

Entrou em operação, em dezembro, a primeira unidade da Usina Hidrelétrica Lajeado, na divisa dos municípios de Miracema do Tocantins e Palmas (TO). Construída pela Investco, consórcio liderado pelas empresas Rede Lajeado Energia, do Grupo Rede, e EDP Brasil, controlada pela Eletricidade de Portugal (EDP), a usina foi projetada para operara com cinco unidades geradoras, com capacidade total de 900 MW.Em dezembro, terminou o racionamento na região Norte.

2002 – Entrou em operação, em fevereiro, a Usina Hidrelétrica Machadinho, na divisa dos municípios de Maximiliano de Almeida (RS) e Piratuba (SC). Foi construída por consórcio formado pela Gerasul, Celesc, CEEE, Departamento Municipal de Eletricidade de Poços de Caldas e grandes empresas privadas consumidoras de energia, como a Alcoa Alumínio, a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), a Valesul Alumínio, a Companhia de Cimentos Portland Rio Branco e a Camargo Corrêa Cimentos. Em julho, entrou em operação a terceira e última unidade geradora da usina, perfazendo o total de 1.140 MW. Em fevereiro, terminou o racionamento nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.

Usina Hidrelétrica Cana Brava

Entrou em operação, em maio, a Usina Hidrelétrica Cana Brava, na divisa dos municípios de Cavalcanti e Minaçu (GO), com capacidade de geração de 450 MW, alcançada quatro meses após a inauguração. A Companhia Energética Meridional (CEM), empresa constituída pela Tractebel, é a empresa responsável pela construção e operação da usina, e do sistema de transmissão associado.

Em junho, foi extinta a Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica (GCE), substituída pela Câmara de Gestão do Setor Energético (CGSE), vinculada ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). A CGSE foi encarregada de propor ao CNPE diretrizes para a elaboração da política do setor de energia elétrica, além de gerenciar o Programa Estratégico Emergencial para o aumento da oferta de energia.

2003 – O Governo Federal lançou em novembro o programa Luz para todos, objetivando levar, até 2008, energia aos 12 milhões de brasileiros que não têm acesso ao serviço. Deste total, 10 milhões estão na área rural. A gestão do programa será compartilhada entre estados, municípios, agentes do setor elétrico e comunidades.

Entrou em operação comercial em novembro a 15ª unidade geradora hidráulica da Usina Hidrelétrica Tucuruí. É a terceira máquina da segunda etapa, que irá acrescentar mais 375 MW de potência à usina. As obras irão ampliar a capacidade de geração, de 4.245 MW para 8.370 MW, possibilitando o atendimento a mais de 40 milhões de pessoas. Tucuruí passará a ser a maior hidrelétrica nacional.

2004 – Foi inaugurada em janeiro a PCH Padre Carlos, em Poços de Caldas (MG). A usina tem capacidade para gerar 7,8 MW e é um reforço no atendimento aos 52 mil consumidores da área de concessão do Departamento Municipal de Eletricidade de Poços de Caldas e integra um conjunto de cinco pequenas centrais hidrelétricas já em operação na área.

O novo modelo do setor elétrico foi aprovado com a promulgação, em março, das Leis nº 10.847 e nº 10.848, que definiram as regras de comercialização de energia elétrica e criaram a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) , com a função de subsidiar o planejamento técnico, econômico e sócio ambiental dos empreendimentos de energia elétrica, petróleo e gás natural e seus derivados e fontes energéticas renováveis. O novo modelo definiu a oferta de menor tarifa como critério para participação nas licitações de empreendimentos, estabeleceu contratos de venda de energia de longo prazo e condicionou a licitação dos projetos de geração às licenças ambientais prévias.

No âmbito desta nova legislação, foram criados a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) e o Comitê de Gestão Integrada de Empreendimentos de Geração do Setor Elétrico (CGISE), a Eletrobrás e suas controladas foram retiradas do Programa Nacional de Desestatização (PND) e a Eletrosul foi autorizada a retomar a atividade de geração. A empresa mudou sua denominação para Eletrosul Centrais Elétricas S.A.

Complexo Energético do Rio das Antas

2005 – Em janeiro, foi inaugurada em Veranópolis (RS) a Usina Hidrelétrica Monte Claro, com capacidade para gerar 130 MW. A usina integra, junto com as usinas 14 de Julho e Castro Alves, o Complexo Energético do Rio das Antas, na região Nordeste do estado. A obra é um dos empreendimentos de geração com entrada em operação prevista para este ano, sendo 11 hidrelétricas e uma térmica. Com 2.995 MW de capacidade instalada, esse conjunto de usinas vai aumentar em 4,4% a capacidade instalada de geração no país.

O sistema de fornecimento de energia elétrica no Espírito Santo foi reforçado, em março, com a inauguração da Linha de Transmissão Ouro Preto 2 – Vitória e da ampliação da subestação de Vitória. A obra, realizada em 15 meses, prazo recorde na construção de linhas de transmissão, melhora a qualidade e a confiabilidade do sistema e reduz a possibilidade de falta de energia elétrica por falhas nas linhas de transmissão. Com a nova linha de transmissão o Espírito Santo deixa de ser ponta do sistema elétrico e passa a contar com caminhos alternativos de suprimento de energia.

Foram assinados os contratos de concessão para a implantação de 2.747 quilômetros de 10 novas linhas de transmissão. As obras significarão investimentos de R$2,06 bilhões e deverão estar concluídas até 2007. As linhas foram arrematadas, em leilão realizado em 2004, por 10 empresas brasileira e três espanholas. As concessões têm duração de 30 anos e a construção dos novos empreendimentos beneficiará 140 municípios de 11 estados: Ceará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará,Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo.

Protocolo de Intenção para cooperação e formação de parcerias

A Eletrobrás e a Korea Electric Power Corporation (Kepco), da Coréia do Sul, assinaram Protocolo de Intenção para cooperação e formação de parcerias para investimentos conjuntos em projetos nos segmentos de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica no Brasil e na América Latina. A Kepco é uma empresa estatal sul-coreana com atividades similares às da Eletrobrás. O protocolo prevê a avaliação do uso de todas as opções disponíveis de combustível, incluindo o carvão, outros combustíveis fósseis, energia renovável e, eventualmente, energia nuclear.

Em abril foi inaugurada em Belém (PA) uma usina de produção de biodiesel do Grupo Agropalma. A unidade tem capacidade para produzir 8 milhões de litros de biodiesel por ano e a empresa utilizará como matéria-prima resíduos do processamento de palma. Maior produtora de óleo de palma da América Latina, a Agropalma domina todo o ciclo de produção e produz quase a totalidade de matéria-prima vegetal utilizada, cerca de 120 mil toneladas. A primeira usina brasileira de produção do biodiesel foi inaugurada em março, em Cássia (MG), e o combustível já está sendo comercializado em Belo Horizonte.

Plano Decenal de Expansão de Energia Elétrica

2006 – A empresa de Pesquisa Energética (EPE) concluiu em março de 2006, os estudos do Plano Decenal de Expansão de Energia Elétrica – PDEE 2006-2015, propondo diretrizes, metas e recomendações para a expansão dos sistemas de geração e transmissão do país até 2015. O documento foi apresentado como marco da retomada do planejamento do setor de energia elétrica. O Plano foi o primeiro documento do gênero elaborado pela EPE e deverá ser atualizado anualmente. Dessa forma, o governo pretende retomar uma prática consagrada nas décadas de 1980 e 1990 pelo extinto Grupo Coordenador do Planejamento dos Sistemas Elétricos (GCPS).

2007 – Em fevereiro de 2007 foi ativada a primeira turbina da usina hidrelétrica Campos Novos, marcando o início da operação comercial do empreendimento. Localizada no rio Canoas, em Santa Catarina, a usina exigiu a construção da maior barragem do tipo enrocamento e face de concreto já executada no país, com 202 metros de altura e comprimento de crista de 592 metros. As outras duas unidades de geração, assim como a primeira, terão, cada uma, potência máxima instalada de 293,3 MW e devem entrar em funcionamento ainda este ano.

Em 10 de dezembro de 2007, o consórcio Madeira Energia vence o leilão da usina hidrelétrica Santo Antônio promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O consórcio, formado pelas empresas Odebrecht Investimentos em Infraestrutura Ltda., Construtora Norberto Odebrecht S.A, Andrade Gutierrez Participações S.A., Cemig Geração e Transmissão S.A., Furnas Centrais Elétricas S.A. e pelo Fundo de Investimentos e Participações Amazônia Energia (FIP), construirá a primeira das duas usinas do Complexo do Rio Madeira, em Rondônia, que vai fornecer mais de 6.000 megawatts para o sistema interligado nacional, energia suficiente para atender 25 milhões de pessoas.

2008 – A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, em 8 de janeiro de 2008, modelo de contrato de permissão para as cooperativas de eletrificação rural atuarem como distribuidoras de energia.  A permissão será concedida por 20 anos, a partir da assinatura  de contrato, sem direito a prorrogação. Entre as imposições às cooperativas, está o veto ao desempenho de outras atividades; a mudança da relação com os associados, que passam a condição de consumidores detentores de direitos e obrigações; o ingresso das cooperativas como agentes no ambiente regulado; e os estabelecimentos de obrigações do serviço a ser prestado.

Foi publicada no Diário Oficial da União, em 8 de abril de 2008, a Lei nº 11.651, que amplia o campo de atuação da Centrais Elétricas Brasileiras S.A.  (Eletrobrás). A sanção, concedida sem vetos pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, permite que a holding tenha participações majoritárias em empreendimentos, além de flexibilizar os negócios e atuação  da empresa no exterior.

2009 – O Ministério de Minas e Energia (MME) aprovou, em 3 de agosto de 2009, o Plano Decenal de Expansão de Energia 2008-2017 que, além de consubstanciar as políticas públicas para o setor emanadas pelo Conselho Nacional de Política Energética, é utilizada na elaboração do Programa de Licitações de Usinas e de Linhas de Transmissão. Segundo o MME, o novo Plano Decenal leva em consideração as contribuições recebidas em processo de consulta pública, introduzindo ajustes e definindo melhorias para o próximo ciclo de planejamento.

Acordo entre Brasil e Paraguai

Os governos do Brasil e Paraguai assinaram, em 1º de setembro de 2009, em Assunção, acordo sobre a venda da energia gerada por Itaipu. O Brasil triplicará o valor pago ao Paraguai, a título de direito de cessão, que passará dos atuais US$ 120 milhões para US$630 milhões por ano. Além disso, um grupo de trabalho formado por especialistas dos dois países deverá analisar a possibilidade de venda da energia pela estatal paraguaia Ande diretamente às distribuidoras.

O grupo vai debater ainda a possibilidade de venda da energia a outros países após 2023, quando se encerra o tratado e o pagamento pela usina, ficou acertado também que Itaipu arcará com os custos da modernização de uma linha de transmissão entre a usina e Villa Hayes, ampliando sua capacidade para 500 Kw, o que permitirá que o Paraguai disponha de mais energia.

O governo federal editou, no dia 30 de dezembro de 2009, o Decreto nº 7.058, alterando artigo do Decreto nº 93.872, de 1986, e liderando as autarquias federais, empresas públicas, sociedade de economia mista, fundações e entidades sob controle acionário da União para conceder aval, fiança ou garantia de qualquer espécie a obrigações contraída por pessoa física ou jurídica. Com a medida, as empresas estatais do setor de energia elétrica, que possuam concorrentes privados, passam a poder conceder garantias financeiras para as operações de suas controladas ou subsidiárias. [5]

Evolução da Estrutura de Oferta de Energia de 1970 a 2030

Evolução da Estrutura de Oferta de Energia de 1970 a 2030. ISO 50001 - Gestão de Energia

Atualmente há uma clara tendência de diversificação da matriz energética brasileira. De acordo com dados apresentados pelo EPE, em 1970 apenas duas fontes de energia, petróleo e lenha, respondiam por 78% do consumo, enquanto no ano de 2000, havia três fontes que correspondiam a 74% do consumo: petróleo, lenha, a energia hidráulica.

O que se projeta para 2030 é uma situação em que quatro fontes serão necessárias para satisfazer 77% do consumo: petróleo e energia hidráulica, cana-de-açúcar e gás natural — com redução da importância relativa da lenha.

Considerações sobre a Gestão de Energia

Cabe ressaltar que, no Brasil as energias de matrizes renováveis estão em crescimento exponencial notável, em especial a eólica e a solar. No final do ano de 2019 foi discutido no CAE – no Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal, uma proposta de alteração na Resolução Normativa (REN) 482 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que prevê a taxação da geração distribuída (incluída a geração de energia solar – fotovoltaica).

Entretanto, especialistas e economistas afirmam que tal medida poderá inviabilizar o avanço do setor, aumentando o tempo de retorno do investimento, dos atuais seis anos para 26 anos, mais do que a duração média dos painéis fotovoltaicos[6].  

Um país que almeja estar entre as primeiras economias do mundo necessita de energia para desenvolver sua produção (seja grãos, minério, matérias primas, alimentos, produtos industriais, bens de consumo, entre outros).

Às organizações cabe administrar seu uso, consumo e linha de base energética, os impactos ambientais, inovações e tecnologia, questões financeiras, e a possibilidade de aplicação dos chamados “projetos verdes”. Todas estas questões brevemente abordadas são vitais no momento econômico e social no qual estamos inseridos, e merecem atenção especial e participação da Sociedade.

Por que ter um sistema de Gestão de Energia?

Nesse sentido, é extremamente necessário que a organização possua uma SGE – SISTEMA DE GESTÃO DE ENERGIA, seja de qualquer ramo e atividade econômica.

A Verde Ghaia possui uma equipe especializada e com conhecimento técnico para auxiliar sua organização na implantação do SGE – Sistema de Gestão de Energia conforme ISO 50001 (e outros caso desejar realizar a implantação integrada, como Sistema de gestão de qualidade – ISO 9001, saúde e segurança ocupacional – ISO 45001, gestão ambiental – ISO 14001, responsabilidade social – SA 8000 / ISO 16001, entre outros).

Além disso, através do Módulo LIRA a organização terá acesso a todos os requisitos legais aplicáveis ao seu negócio e atividade econômica, sendo monitorada e atualizada por nossa equipe de especialistas através da carta de atualizações.

A Verde Ghaia disponibiliza uma equipe de consultores aptos e especializados em realização de ACL – Auditoria de Conformidade Legal, verificando o atendimento de requisitos legais.

Entre em contato com nossa equipe, realize sua ACL – Auditoria de Conformidade legal e trabalhe já a implantação de seu Sistema de Gestão de Energia.

Edson Filho / Consultor Jurídico


Fontes Bibliográficas:  

[1] Fonte: Fonte: http://michaelis.uol.com.br/busca?r=0&f=0&t=0&palavra=energia

[2] Fonte: http://www.inb.gov.br/A-INB/Onde-estamos/Caldas

[3] Fonte: EPE – Empresa de Pesquisa Energética

[4] fonte: CEMIG

[5] Fonte: Memória da Eletricidade – Eletrobrás (atualizado em 13 abr./2012)

[6] https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2019/10/31/senadores-criticam-proposta-da-aneel-para-taxar-geracao-de-energia-solar

Referência bibliográfica

http://www.cemig.com.br/pt-br/a_cemig/Nossa_Historia/Paginas/historia_da_eletricidade_no_brasil.aspx

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-33002007000300003

https://www.revistaespacios.com/a17v38n01/a17v38n01p08.pdf

http://www.epe.gov.br/pt/abcdenergia/fontes-de-energia

http://www.absolar.org.br/

https://www.portalsolar.com.br/mercado-de-energia-solar-no-brasil.html

https://www.portal-energia.com/aneel-taxa-energia-solar-paineis-solares-148040/

ISO 50001: Gerenciamento de Energia

 

ISO 50001 sistema gestão de energia, esse é o tema do artigo de hoje. Vamos fazer uma breve explicação sobre a norma, destacando sua relevância para o crescimento ordenado e saudável da empresa.

É um fato que o uso eficiente da energia ajuda muitíssimo as organizações a economizarem dinheiro e também a pouparem os recursos naturais, favorecendo também o combate aos agentes causadores das mudanças climáticas.

Se a economia de energia em sua empresa se limita a restringir os horários de uso dos aparelhos de ar-condicionado ou a não deixar lâmpadas desnecessariamente acesas, talvez seja o momento de evoluir um pouco mais.

ISO 50001: sistema gestão de energia

A ISO 50001 é uma norma reconhecida internacionalmente e criada para auxiliar as empresas a adotarem um Sistema de Gestão de Energia de modo a usufruir das fontes de energia de maneira mais eficaz e consciente, bem como mensurar, registrar e documentar com exatidão o consumo energia e seus respectivos impactos causados ao ambiente (como a emissão de gases causadores do efeito estufa).

A certificação na ISO 50001 integra a eficiência energética às práticas de gestão e manufatura já existentes na empresa ou em seu grupo de fornecedores.

Qualquer empresa, não interessa seu tamanho, nicho de atuação ou produto/serviço oferecido pode se certificar na ISO 50001, no entanto o selo é recomendável principalmente para aquelas empresas que possuem alto consumo de energia ou potencial emissão de gases poluentes.

Implementação da ISO 50001

A implementação da ISO 50001 traz diversas vantagens à sua organização, tais como:

  • Reduzir custos não apenas da energia em si, mas os custos em geral, pois o monitoramento do uso de energia ajuda a identificar vários pontos de melhoria na empresa como um todo.
  • Melhorar o aproveitamento energético de todo o espaço físico da organização, bem como determinar o uso mais eficaz das fontes de consumo de energia já existentes.
  • Diminuir a emissão de gases poluentes na atmosfera.
  • Promover melhores práticas de gestão de energia.
  • Reforçar o comportamento dos funcionários, que também podem levar os hábitos de bom consumo energético para ambientes fora da empresa, criando uma rede de consciência social e ambiental.
  • Incentivar a implementação de novas tecnologias de uso de energia.
  • Aumentar a confiança e credibilidade da empresa diante de fornecedores, parceiros e clientes.

Passo a passo para se certificar na ISO 50001

Para implementar a ISO 50001, é importante fazer uma avaliação das condições organizacionais, tais como o ritmo de atividade produtiva, e assim realizar uma previsão e o alinhamento dos objetivos da certificação aos objetivos da organização.

Assim como as Normas ISO 9001 e ISO 14001, a ISO 50001 também segue o modelo de gestão de melhoria continua, mais especificamente o nosso já conhecido método PDCA.

Eis algumas perguntinhas que podem ajudar:

  • O que vamos medir?
  • Que razão vamos adotar?
  • Como vamos medir?
  • Como podemos alcançar a meta? Em quanto tempo?

PDCA – Processo Cíclico no sistema de gestão de energia

Lembrando que o PDCA é um processo cíclico, que deve ser realizado de tempos em tempos, pois parte da premissa de que as melhorias numa empresa são constantes.

É importante lembrar que a gestão de energia pode ser diretamente integrada a outros processos de gestão ambiental já existentes na organização, portanto, se sua empresa já tiver algum tipo de programa nesse sentido, a gestão de energia pode se tornar um complemento dele.

O uso sustentável da energia limpa é um dos pilares fundamentais da preservação do meio ambiente, visto que representa grande impacto em nossa sociedade, principalmente no que diz respeito ao uso da energia de fontes esgotáveis (como os combustíveis fósseis) e da exploração de recursos naturais.

Interpretação da NBR ISO 50001

Se você deseja implementar um sistema de gestão de energia em sua empresa e precisa de orientação, a Verde Ghaia conta com o curso à distância Interpretação da NBR ISO 50001:2018 – Sistema de gestão de energia, voltado para todos os públicos devido ao seu conteúdo de fácil entendimento.

Este curso aborda os conceitos, princípios e requisitos relacionados ao Sistema da Energia, apresentando uma análise completa do conteúdo da Norma. Todos os conteúdos são desenvolvidos pelos especialistas da Verde Ghaia, que possuem vasta experiência na área, tendo realizado implantações e auditorias com base na ISO 50001 em empresas dos mais diversos ramos de atividades no Brasil.

O assunto é abordado de forma contextualizada e dinâmica, possibilitando que os alunos compreendam facilmente os requisitos da ISO 50001:2018 e as possibilidade de aplicação nas organizações. Os professores ficam disponíveis para auxiliar os alunos sempre que necessário.

Os materiais didáticos do curso, constituem-se em videoaulas explicativas, apostila teórica, slides ilustrativos e avaliação interativa.


Sugestão de leitura:

ISO 50001 – Como fazer gestão de energia na sua organização

ISO 50001: 2018 – Mudanças previstas para a nova versão

E-book ISO 50001 – Eficiência Energética

COMAU: Líder em automação industrial e em Gestão de Energia

 

A Comau é líder mundial no campo da automação industrial. Combinando soluções inovadoras de engenharia com tecnologias facilitadoras e uma automação “aberta” e fácil de usar. A Comau ajuda as empresas de qualquer dimensão e segmento industrial a desfrutarem as potencialidades da digital manufacturing.

COMAU sempre buscou por soluções eficientes

A Comau desenvolve sistemas, produtos  e serviços compatíveis com a Indústria 4.0. O portfólio completo inclui: soluções para junções, montagem e trabalhos mecânicos estudadas para veículos tradicionais e elétricos, sistemas de produção robotizados, uma família completa de robôs (incluindo soluções de robótica colaborativa e de vestir) com uma ampla variedade de modelos e múltiplas configurações de carga útil, equipamentos de logística com condução autônoma e serviços de otimização de recursos, com funcionalidades de monitoramento e de controle em tempo real.

A oferta se estende também ao project management e à consultoria, serviços IoT e à manutenção e formação, destinada uma grande variedade de segmentos industriais.

As soluções oferecidas respondem às exigências da produção automotiva, da indústria pesada, ferroviária, de energia renovável e a uma ampla gama de setores da general industry.

História da COMAU

A história da Comau tem raízes na inovação e na descoberta. Iniciou suas atividades em 1970, como Consorzio Macchine Utensili – Consórcio de Máquinas e Ferramentas, em Turim, Itália. Em 1980, se expandiu para os Estados Unidos, e começa a desenvolver o primeiro Sistema Flexível de Manufatura – SFM – e também tecnologias para mecanização de alta velocidade e os primeiros robôs a laser.

Em 1990, a Comau se expande por todo o mundo, e múltiplos centros operacionais e plantas industriais são abertos na América do Sul, Europa, América do Norte e Ásia. A empresa continua com foco na vanguarda da tecnologia e começa a desenvolver novas soluções nos campos Aeroespacial, Veículos Comerciais e Veículos Pesados, Estradas de Ferro e Energias Renováveis.

Em 2000 é criada a Comau Serviços, expandindo-se para a China, Rússia e Romênia, depois de comprar a Renault Automation na França (especializada em engenharia, corte de metais, montagem mecânica e montagem final da carroceria) e a Pico nos Estados Unidos, México, Alemanha e Reino Unido (empresa líder para a produção de linhas de carroceria).

Em 2010 a Comau lança a Comau Aeroespacial, a eComau e a Comau Adaptive Solutions. A organização continua a criar soluções adaptativas, baseadas nos conceitos de “manufatura enxuta”, a fim de melhorar a eficiência operacional de seus produtos. Isso permite que sejam abertas três novas plantas na China, na República Checa, Turquia e uma nova sede na Alemanha. Foi também ampliada a unidade produtiva da Comau México e foram inauguradas as sedes da Comau na Tailândia e no Brasil.

COMAU e a Fábrica do Futuro

Atendendo o mercado há 20 anos com foco em inovação e tecnologia - Verde Ghaia
Atendendo o mercado há 20 anos com foco em inovação e tecnologia

Atualmente, o Grupo Comau trabalha com o HUMANufacturing, a “fábrica do futuro”, indo de robôs colaborativo até soluções de automação “inteligentes” na óptica da Indústria 4.0. Tudo para responder aos desafios de um mercado em desenvolvimento permanente e aos novos requisitos determinados pela revolução digital.

O HUMANufacturing é a visão da fábrica do futuro: “inteligente”, flexível e conectada, onde as pessoas estão no centro do processo de produção e sua interação com outros elementos do processo de automação é feita de maneira eficiente e segura por meio de robôs colaborativos e tecnologias digitais.

A inovação da Comau continua na área de educação, com a introdução de um novo Executive Master em Automação de Fabricação e Transformação Digital, e muitos outros projetos de formação oferecidos pela Comau Academy.

Investimento em Gestão da energia

As empresas do Grupo Comau estão fortemente comprometidas com a condução de suas atividades, em conformidade com todas as leis, regras e regulamentos aplicáveis, e com o objetivo de respeitar os mais altos padrões de ética e integridade.

A partir da criação da eComau, a Comau começou a se dedicar na transformação da responsabilidade ambiental em economia comprovada de energia, por meio do fornecimento de soluções tangíveis para auxiliar as empresas a atingirem metas de sustentabilidade e a garantirem a mais alta eficiência energética possível. 

E para coordenar efetivamente sua estratégia de Gestão de Energia, foi introduzida a função de Gestor de Energia em sua estrutura organizacional. A seriedade com que a Comau planeja e executa seu sistema de gestão a condiciona à eficiência em seus processos, destacando o engajamento de seus colaboradores, incluindo a alta direção, e também de seus parceiros.

A empresa acredita que é um compromisso da Comau atender as expectativas das partes interessadas internas e externas, sendo os requisitos legais elementos importantes neste processo. Além disso, faz parte da Política de Sustentabilidade Comau o atendimento aos requisitos legais e outros aplicáveis.

Certificações conquistas pelo Grupo Comau

  • Certificação ISO 50001:2011
  • Eficiência Energética / ISO14001:2004
  • Gestão Ambiental / OHSAS 18001:2007

O Grupo Comau é o exemplo de que inovação, compliance e sustentabilidade podem e devem caminhar juntas. Ao criar produtos e serviços melhores para seus clientes e, ao mesmo tempo, expandir sua rede global para estar mais próxima de suas bases e caminhar em sincronia com princípios que cuidam do meio-ambiente, a Comau demonstra que respeita totalmente os valores éticos e ambientais que ajudam a impulsionar o crescimento da empresa.

Depoimento de quem vive a Gestão

“Para a Comau, a Sustentabilidade é um dos objetivos de seu plano estratégico, e por isso, a empresa estabeleceu e mantém um sistema de gestão de energia como ferramenta para impulsionar o alcance desse objetivo. Uma gestão eficiente de energias possibilita o aumento da eficiência nos processos, a redução dos custos e como benefícios secundários, torna os processos menos agressivos ao meio ambiente.

E, a gestão de compliance é um elemento fundamental para que a Comau esteja ciente de quais são os requisitos legais aplicáveis ao seu negócio e a sua gestão de energias, possibilita cumprir os requisitos reais  e estar em conformidade com a legislação vigente.

Em 2010, a Comau do Brasil, implantou um sistema de gestão de energia  com certificação na norma EN 16001 – Energy Management Systems – em sua unidade de Betim-MG. Posteriormente, no ano de 2013, migrou sua certificação para a norma ABNT NBR ISO 50001. 

No ano de 2018 a Comau estendeu sua certificação para a unidade de Santo André – SP, local onde atualmente está localizada sua sede administrativa no Brasil”.

Eliezer Neves Silva / Coordenador de Sistemas de Gestão Integrado – COMAU

Curso de Interpretação ISO 50001:2018 – Sistema de Gestão da Energia!

 

Entenda os requisitos normativos e como aplicá-los em sua empresa.

Melhoria do desempenho energético, redução dos desperdícios dos gastos e redução de emissão de gases que provocam o efeito estufa. Esses são apenas 3 dos principais ganhos de uma empresa ao implantar um Sistema de Gestão da Energia, baseado nos requisitos da ISO 50001 em sua versão de 2018.

Mais envolvida com o planejamento estratégico da empresa, a versão atualizada dessa norma vem trazendo ainda mais benefícios com a sua implantação ao atrelar de forma clara seus requisitos com a sustentabilidade do negócio.

Em outras palavras, a norma leva a empresa a se preocupar com fatores econômicos, sociais e ambientais ao implantar um Sistema de Gestão da Energia adequado não só para o que a norma preconiza, mas para a realidade de cada organização.

Curso EAD – Interpretação da Norma ISO 50001:2018 e Auditori ISO 19011:2018

Implantação dos Requisitos Normativos

A implantação adequada dos requisitos normativos, seja para uma certificação ou para a migração da norma mais atualizada, inicia-se com um bom conhecimento dos colaboradores em relação ao conteúdo da ISO 50001:2018, o que geralmente não é atingido com a simples leitura. Isso acontece porque a norma é escrita de forma genérica, para que possa ser aplicável às empresas dos diversos portes e ramos de atividade.

Logo, os requisitos normativos trarão o que deve ser atendido, mas necessitarão de um suporte para serem devidamente compreendidos e aplicados dentro das proporções adequadas. Daí a importância da realização de um curso de interpretação dos requisitos da ISO 50001:2018.

Nesse curso, são apresentados todos os requisitos de forma simplificada, permitindo que seja possível entende-los e aplica-los da forma mais objetiva possível. Ao longo do curso é possível obter exemplos práticos de como estar em conformidade com o que a Norma preconizada, visando sempre opções que sejam funcionais e construtivas para o dia a dia da organização.

A união de videoaulas com apresentação e apostila torna possível que o aluno compreenda ainda melhor o conteúdo ministrado, não somente no momento da realização do curso, mas tenha também um material explicativo para consulta em momentos posteriores.

Faça sua inscrição para a aula gratuita dia 25/04 às 14h

Empresas já certificadas também podem ganhar muito ao capacitar seus colaboradores nessa norma! Quanto mais colaboradores entendendo o proposito do Sistema de Gestão da Energia e seus requisitos, maior a probabilidade de atingir a melhoria continua proposta.

Além disto, a versão nova da norma vem com diversas mudanças, que a deixa mais parecida com a lógica de normas como ISO 9001:2015, ISO 14001:2015 e ISO 45001:2018, o que traz muitas alterações no sistema, mas maior simplicidade na integração com outros para a construção de um Sistema de Gestão Integrado.

Portanto, se você e sua empresa estão interessados em compreender de forma dinâmica e simplificada os requisitos da ISO 50001:2018 para enxergar a viabilidade de uma implantação ou efetivá-la, a realização de um curso de interpretação é essencial!

Porém, se o seu interesse vai além, visando pela capacitação de profissionais, aperfeiçoando suas habilidades para realizar auditorias internas em relação a ISO 5001:2018, realize o curso completo de Interpretação da ISO 50001:2018 e formação de auditores.

A diferença desse segundo será a explanação da ISO 19011:2018 e todas as dicas para realizar uma boa auditoria interna.

Fernanda Innecco / Consultora Externa – Engenheira Química Especialista em Segurança do Trabalho


[Webinar] Tudo sobre a ISO 50001:2018 Sistema de Gestão da Energia

 

Webinar – ISO 50001:2018

Entenda a nova versão da norma e saiba como melhorar a Eficiência Energética nas organizações. 

ISO 50001:2018 – Sistema de Gestão de Energia. Estamos preparando uma aula ao vivo para apresentar as principais novidades trazidas pela ISO 50001:2018 e gostaríamos de convidar você para participar.

Webinar ISO 50001:2018 – Aula gratuita

Cada vez mais, as empresas estão utilizando a ISO 50001 para aperfeiçoar e ampliar sua gestão de energia. A norma fornece uma estrutura que possibilita:

  • Melhoria do desempenho energético;
  • Diminuição de desperdícios e gastos;
  • Redução de emissão de gases que provocam o efeito estufa.
  • Vantagens econômicas, sociais e ambientais.

A implantação adequada dos requisitos normativos, seja para certificação ou migração, inicia-se com um bom conhecimento dos profissionais em relação ao conteúdo da ISO 50001:2018.

[Webinar]
Dia 25 de Abril, quinta-feira, às 14 horas.

Com as consultoras de sistema de gestão da Verde Ghaia

Aguardamos você.
Um abraço,

Diane Mazzoni
EAD Verde Ghaia

ead.verdeghaia.com.br
[email protected]


Conheça os cursos de Interpretação e Formação de Auditor Interno da ISO 50001:2018

Interpretação da Norma ISO 50001:2018 e Formação de Auditor Interno com base na ISO 19011:2018I

Interpretação NBR ISO 50001:2018 Sistema de Gestão da Energia


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Cenários dos Recursos Energéticos – Gestão ISO 50001

 

A racionalização dos recursos energéticos é matéria que cada vez mais ganha destaque, seja entre as preocupações da sociedade, nas políticas públicas do governo ou no planejamento estratégico das empresas dos mais variados segmentos. Isso porque nos últimos tempos, passamos por uma crise energética como poucas vezes se te teve notícia no Brasil.

Faltas de chuvas, escassez hídrica, aumentos discrepantes da conta de luz e criação da metodologia de bandeiras, que incluiu a dolorosa bandeira vermelha, que além de representar um aumento ainda maior no valor da conta para os consumidores, indica também (como uma das causas) o aumento da necessidade de maior uso (contratação) de energia advinda de termelétricas. 

Logo o Brasil, país cuja matriz energética é composta por mais de mil usinas hidrelétricas espalhadas pelo território nacional, que juntas produzem 65% da energia do país.

É realmente difícil de acreditar que em 2014 e 2015 chegamos ao estágio de escassez hídrica e crise energética, quando pensamos o quão privilegiado somos por termos grandes rios de planalto, que costumeiramente eram alimentados por chuvas tropicais abundantes (e chegaram a constituir uma das maiores reservas de água doce do mundo) e vemos países com muito menos recursos hídricos per capta e possibilidades energéticas inferiores em condições bem mais favoráveis.

Essas ocorrências devem servir para despertar a consciência de que estamos cuidando dos nossos recursos naturais de maneira errada.  Se compararmos as características de nossa matriz energética com a do mundo, podemos constatar que as fontes renováveis participam em média com apenas 13% da matriz energética dos países industrializados.

Recursos Energéticos: consumo e otimização

Recursos Energéticos: consumo e otimização

O percentual cai para 6% entre as nações em desenvolvimento, ou seja, temos uma disponibilidade desses recursos muito acima da média e estamos fazendo uma gestão sobre os mesmos bem abaixo da média. Faz-se necessário rever onde, como e quando estão sendo desperdiçados os recursos energéticos, e como é possível reduzir o seu consumo ou otimizar a forma de utilizá-lo.

Isso começa pela casa de cada cidadão, desde o banho demorado, ao uso de mangueira para “varrer” calçadas e pisos, passa pelo descaso do poder público pela falta de saneamento básico e cuidado com os rios, lagos e suas matas ciliares chegando também ao setor empresarial, principalmente às indústrias que não tenham uma cultura de preocupação com os impactos ambientais adversos para à sociedade que suas atividades representam ou não conseguem enxergar os benefícios que uma boa gestão ambiental e de eficiência energética  pode trazer para o planejamento estratégico da organização, fortalecimento de sua marca e principalmente redução de custos.

Há que se saber vislumbrar o lado bom de qualquer crise e aproveitar a experiência pela qual se pode vivenciar ao sentir na pele e no bolso os efeitos negativos do nosso descaso, para compreender que se não houver mudança de mentalidade, comportamento e prioridades continuaremos a pagar mais caro, por recursos que temos mais do que muitos, mas estamos desperdiçando como poucos.

De acordo com EPE – Empresa de Pesquisa Energética, o tipo de energia mais utilizada no Brasil são:

  • 39,4% de participação de renováveis na Matriz Energética Brasileira, mantendo-se entre as mais elevadas do mundo;
  • 60,6% da energia utilizada não é renovável.

Atividades que mais consomem energia do País

Que tipo de atividades mais usam a energia são elas: 

  • Indústrias 32,9%;
  • Transportes 32,5%;
  • Residências 9,3%;
  • Setor energético 10,3%;
  • Serviços 4,7%;
  • Agropecuária 4,2%;
  • Produção industrial, transporte de carga e mobilidade das pessoas respondem por 65%
  • Já o crescimento substancial de 85,5% no aumento na geração de eletricidade eólica.

A energia que movimenta a indústria, o transporte, o comércio e demais setores econômicos do País recebe a denominação de Consumo Final no Balanço Energético Nacional. Esta energia para chegar ao local de consumo é transportada por gasodutos, linhas de transmissão, rodovias, ferrovias, etc, processos que demandam perdas de energia.

De outro lado, a energia extraída da natureza não se encontra nas formas mais adequadas para os usos finais, necessitando, na maioria dos casos, de passar por processos de transformação (refinarias que transformam o petróleo em óleo diesel, gasolina, etc; usinas hidrelétricas que aproveitam a energia mecânica da água para produção de energia elétrica, carvoarias que transformam a lenha em carvão vegetal, etc). Estes processos também demandam perdas de energia.

No Balanço Energético Nacional, a soma do consumo final de energia, das perdas na distribuição e armazenagem e das perdas nos processos de transformação, recebe a denominação de Oferta Interna de Energia – OIE, também, denominada de matriz energética ou de demanda total de energia.

Agora, vamos contextualizar um pouco a respeito da fonte de energia primária, ou seja, toda a forma de energia disponível na natureza antes de ser convertida ou transformada. Consiste na energia contida nos combustíveis crus, a energia solar, a eólica, a geotérmica e outras formas de energia que constituem uma entrada ao sistema. Se não é utilizável diretamente, deve ser transformada numa fonte de energia secundária.

Na indústria energética distinguem-se diferentes etapas: a produção de energia primária, seu armazenamento e transporte em forma de energia secundária, e seu consumo como energia final.

Assim, por exemplo, a energia mecânica de um salto de água é transformada em eletricidade e ao chegar ao utente final (aquele que possuiu ou desfruta de alguma coisa pelo direito de uso, mais conhecido como o termo, usuário de algo), esta pode ser empregue para diferentes usos (iluminação, produção de frio e calor, etc).

É hora de dar lugar à criatividade e à racionalidade – ISO 50001

É hora de dar lugar à criatividade e à racionalidade - ISO 50001

Sair do lugar comum e tomar ações para se evitar o desperdício, incentivar mais o uso de energias limpas como a eólica e solar, de modo que o investimento nas mesmas garanta um retorno à médio prazo, e um resultado mais eficiente.  Pensar em outras formas de geração de energias, repensar processos e avaliar como fazer (produzir) mais com menos (recursos energéticos), identificar melhorias e priorizar as soluções mais eficientes.

Em tempos em que as receitas podem não crescer tanto como se pretendia o equilíbrio das contas ou o próprio lucro almejado pode ser alcançado também por meio da redução dos custos.

Para isso, um sistema de gestão de energia nos moldes da ISO 50001 devidamente implementado e mantido se mostra como uma ótima ferramenta para auxiliar qualquer organização a alcançar esses objetivos.

Quer implementar um gestão eficiente? Fale conosco!


Quais as vantagens em se padronizar os Processos da organização?

 

Num mundo globalizado, como o atual, a uniformização da linguagem empresarial é fator de extrema importância. As grandes organizações, responsáveis pelo fornecimento de uma imensa gama de produtos e serviços, já não mais se limitam a operar em um único país. São, na sua ampla maioria, Empresas Internacionalizadas, operando em todos os continentes, lidando com quase todas as culturas, vivendo cotidianamente em diferentes cenários socioeconômicos.

Nesse contexto, a padronização ou normalização torna-se um elemento essencial, pois permite que pessoas diferentes, de culturas, crenças, hábitos e línguas diferentes, vivendo em países diferentes, possam se comunicar de modo claro e eficaz, compreendendo, assim, a Visão e os Valores da Organização na qual trabalham e materializando, desse modo, a sua Missão.

O presente artigo terá como objeto contextualizar a padronização de produtos, serviços, métodos de ensaio e, por último, os sistemas de gestão. Entretanto, falar de padronização, como poderá ser visto a seguir, é extremamente difícil sem analisar a evolução dos modos de produção.

A História da Padronização dos Processos

https://www.youtube.com/watch?v=akPZBXqapzc

Para se entender tal evolução a indústria automobilística, definida como a “indústria das indústrias”, em 1946, por Peter Drucker, será tomada como base dos estudos, uma vez que ela é o ramo de atividades que movimenta o maior volume de riquezas no mundo atual e que, por duas vezes no século XX, transformou por completo a concepção de como se produzir bens. Mudando, consequentemente, os modos de consumir, de trabalhar, de comprar, de pensar e, porque não dizer, o modo de viver das pessoas.

Contudo, a transição da produção artesanal para a produção seriada ou industrial, provocada por Henry Ford no início do século XX, só foi possível com a padronização dos desenhos e execução das peças bem como a padronização dos sistemas de medição. Permitindo, assim, a produção de peças intercambiáveis que pudessem ser facilmente montadas dispensando qualquer tipo de ajuste.

A evolução da indústria no século XX foi também acompanhada pela evolução dos referenciais normativos. A necessidade de manter um sistema de normas capaz de suprir as demandas crescentes da indústria fez com que inúmeras entidades técnicas se aprimorassem e que novas entidades fossem criadas com o intuito de elaborar e difundir padrões técnicos aplicáveis a produtos, ensaios, serviços e sistemas de gestão.

O modo industrial de produção, além de provocar evolução dos padrões normativos, criou novas profissões, novas atividades e novos modos de administração dos negócios. Profissões altamente especializadas surgiram e a divisão do trabalho ganhou uma proporção nunca antes imaginada. O modo de produção criado por Henry Ford foi rapidamente copiado, inicialmente nos Estados Unidos, pela General Motors e Chrysler, e posteriormente na Europa, pela Volkswagen, Fiat, Citroen, Renault, etc.

Além de se tornar hegemônico na indústria automobilística, o Fordismo ou just-in-case foi amplamente difundido em vários outros ramos empresariais e, ainda hoje, quase um século após sua criação, continua sendo empregado por inúmeras empresas.

Entretanto, tal modelo de produção não foi capaz de ser aplicado com sucesso em todos os países do mundo. Para solucionar problemas para os quais o Fordismo se mostrou impotente, Taiishi Ohno e Eiji Toyoda criaram, no Japão, após a Segunda Grande Guerra, um novo modelo de produção, conhecido atualmente como just-in-time ou Toyotismo, por ter sido criado na Toyota.

Este modelo teve o mérito de conseguir os mesmos volumes de produção do Fordismo, aliado a uma ampla variedade de produtos oferecidos, a menores níveis de estoques, a um nível de qualidade extremamente superior, a um tempo de produção expressivamente reduzido e, por consequência, um custo de produção muito mais baixo.

Enquanto o Fordismo funcionou com a idéia de “empurrar” a produção ao cliente, o Toyotismo tomou por opção o fluxo oposto: fez com que o cliente passasse a “puxar” a produção para si, ou seja, o processo produtivo inicia-se somente no momento em que o cliente efetua o pedido de compra do produto. Nesse ponto, percebe-se que o segundo modelo de produção tem necessidade de focalizar todos seus esforços na busca da satisfação plena dos clientes.

Visando vencer o desafio da Satisfação Plena das Necessidades dos Clientes, os japoneses implantaram, após a Segunda Guerra Mundial, um sistema de gestão, idealizado pelo americano W. Edwards Deming, chamado de TQC – Total Quality Control. Tal sistema viria, na década de 70, a transformar o Japão numa das mais competitivas nações do planeta e a sua indústria num modelo mundial de eficiência, e logo empresas em todo o mundo passaram a segui-lo ou a implantar sistemas de gestão parecidos com ele.

É neste cenário que, na década de 80, a ISO – International Organization for Standardization, que até então só havia publicado normas técnicas aplicáveis a produtos e métodos de ensaios, publicou uma série de normas genéricas de gestão – a ISO 9.000. Tal série de normas veio trazendo diretrizes e requisitos para a criação e manutenção de sistemas de gestão da qualidade certificáveis por entidades publicamente reconhecidas que atualmente é utilizada a ISO 9001:2015.

Problemas do Sistema de Gestão: Gerenciamento dos processos

Porém, a evolução da maneira de produzir e trabalhar trouxe consigo problemas que os sistemas de gestão da época eram incapazes ou não tinham interesse em resolver: a poluição ambiental e os problemas de saúde e segurança ocupacional no trabalho.

A poluição crescente do ar; do solo e das águas; o uso descontrolado das reservas naturais, ameaçando o esgotamento dessas; os inúmeros acidentes ecológicos; o efeito estufa; a destruição da camada de ozônio, entre outros eventos, fizeram com que cientistas de diversos países fizessem previsões nada animadoras sobre o futuro do planeta. Essa realidade fez com que a sociedade se mobilizasse e tomasse medidas no sentido de reverter tais tendências.

Além das mudanças no Meio Ambiente, pessoas de todo o mundo também sentiram os efeitos das mudanças do modo de trabalhar, termos como doenças ocupacionais, por exemplo a L.E.R. – Lesão por Esforços Repetitivos, tornaram-se comuns e a legião de inválidos e mutilados provocados por acidentes de trabalho aliados aos altos custos para tratamento de doentes e acidentados e para indenizá-los fizeram, mais uma vez, com que a sociedade organizada se movesse para evitar tais situações. Com esta orientação a BSI – British Standards Institution – criou, na década de 90 a norma BS 8750, que mais tarde passaria a ser chamada de BS 8.800, que trouxe diretrizes e requisitos para a criação e manutenção de sistemas de gestão da saúde ocupacional e segurança no trabalho. Em função da crescente demanda por uma norma internacional quanto a saúde e segurança no trabalho, inúmeras entidades certificadoras e outras normalizadoras, como por exemplo a ISO 45001:2018.

Portanto, existem empresas implementando sistemas de gestão independentes para a qualidade, para o meio ambiente e para a saúde ocupacional e segurança no trabalho. Obtendo para cada sistema certificação independente.

Tal independência entre os sistemas teria, entretanto, um custo elevado, uma vez que cada sistema iria requerer a criação de vários documentos específicos, muitos deles podendo ser repetitivos entre os diferentes sistemas; várias pessoas trabalhando de forma não integrada, fazendo, algumas vezes, tarefas duplicadas; várias auditorias para certificação e manutenção dos certificados.

Porém, há uma alternativa para simplificar a Gestão da Empresa e reduzir custos: a criação de um sistema de gestão único e integrado, capaz de entender e criar soluções para as necessidades de todas as partes interessadas – acionistas, empregados, fornecedores, clientes e vizinhos permitindo que a organização atue de forma rentável e competitiva, fornecendo produtos de qualidade a seus clientes, sem agredir ao meio ambiente e aos funcionários.

O nível de desenvolvimento atingido pela humanidade jamais teria ocorrido se o homem não tivesse criado e adotado inúmeros padrões, tais como os de moradia, os de alimentação, os de caça e pesca, os de cultivo, os de comportamento. Mas o que são padrões? Como eles se aplicam às organizações?

Por que as Normas ISO são importantes para padronizar seus processos?

https://www.youtube.com/watch?v=gnBxag5U9bw&t=295s

Se uma pessoa desempenha determinada atividade de modo simples e eficaz a tal ponto que as outras pessoas que estão à sua volta se convençam de ser esse o melhor modo de desempenhar tal atividade e, espontaneamente, passem a executar essa tarefa da mesma forma, pode-se dizer, então, que o modo de executar a referida tarefa foi padronizado.

Quando as tarefas, a serem desenvolvidas pelo grupo, são suficientemente simples ou pequeno, os padrões costumam não ser documentados, eles são transmitidos verbalmente e através do convívio diário – o conhecimento é transmitido de pai para filho. No entanto, padrões desse tipo são extremamente antigos.

Porém, quando a complexidade das atividades e a quantidade de pessoas envolvidas aumentam, como numa empresa, os padrões devem ser documentados para assegurar a uniformidade de cada tarefa executada e, por consequência, uniformidade dos resultados.

Pode-se, portanto, conceituar padrão como sendo um documento aplicável sobre um produto ou serviço, método de ensaio e inspeção, uma atividade específica, uma sequência ou conjunto de atividades, uma ou mais pessoas, que define de modo claro:

  • O porque de sua aplicação.
  • O que deve ser feito.
  • Quais são os resultados esperados.
  • Quem é responsável por cada atividade.
  • Quando cada atividade deve ser executada.
  • Onde as atividades devem ser executadas.
  • Como se executa a atividade.

Um padrão é, portanto, uma referência para a execução de uma tarefa ou a produção de um bem ou serviço. É um elemento de comparação – blocos-padrão para calibração de instrumentos de medição, um padrão monetário, um padrão visual para cor ou forma, etc. Como tal, um padrão necessita sempre ser claro e simples o suficiente para que possa ser entendido e seguido por todos a quem se aplica – deve ser escrito de forma que atenda ao usuário, deve ser capaz de eliminar quaisquer dúvidas que este venha a ter.

Para alguns profissionais, o documento estabelecido para uniformizar uma prática, a fim de se buscar os melhores resultados possíveis deve ser chamado de padrão, uma vez que a adesão a ele é espontânea e as pessoas o fazem por se convencerem das vantagens advindas desta. Portanto, eles não utilizam a palavra norma para caracterizar tal documento. Para eles, norma tem a ver com regras, leis, imposição de algo a ser feito por alguém.

Padrões servem para assegurar o cumprimento de Requisitos

Salienta-se que os padrões são estabelecidos pelas organizações para assegurar o cumprimento de requisitos legais e contratuais, uma vez que estes são impostos pelo Estado, pelo cliente ou qualquer órgão competente. Por exemplo, os padrões de emissão de vapores, gases e efluentes líquidos. Mesmo a principal instituição responsável pela padronização em nível nacional, a ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas – não ha diferenciação das terminologias padrão e norma. Para efeito do presente artigo, tal diferenciação também não será considerada, portanto, pode-se entender padrão e norma da mesma forma.

É, importante destacar que a decisão de implantar um sistema de gestão baseado nos padrões internacionais, como, por exemplo, ISO 14001, é de competência exclusiva da empresa. Ela é que determinará quando e se assim a desejar.

Mas, caso ela decida pela não implantação, fatalmente deixará de atender aos requisitos de alguns mercados, limitando a expansão dos seus negócios.

Outro fato importante é que a realidade a que estão submetidas as organizações é absolutamente dinâmica – os requisitos dos clientes mudam continuamente, os requisitos legais são revisados, os produtos, serviços e processos necessitam ser melhorados para continuar competitivos, os custos precisam ser reduzidos.

Deste modo,  os padrões também não podem ser estáticos, precisam, como produtos, serviços e processos, ser continuamente melhorados e atualizados.

Outro fato importante é que a realidade a que estão submetidas as organizações é absolutamente dinâmica – os requisitos dos clientes mudam continuamente, os requisitos legais são revisados, os produtos, serviços e processos necessitam ser melhorados para continuar competitivos, os custos precisam ser reduzidos. Deste modo,  os padrões também não podem ser estáticos, precisam, como produtos, serviços e processos, ser continuamente melhorados e atualizados.

Objetivos dos Padrões

Padrões são estabelecidos para uniformizar práticas, produtos e serviços, bem como para preservar a história e domínio tecnológico de uma empresa. São instrumentos absolutamente necessários à gestão.

 De acordo com Falconi, possuir domínio tecnológico é:

1. Ser capaz de estabelecer sistemas (inclui especificar e projetar produtos e processos, “hardware e software”).

2. Assegurar-se de que o que está sendo executado pelas pessoas corresponde ao que está registrado no sistema (treinamento no trabalho e auditoria).

3. Assegurar os objetivos de qualidade, custo, prazo, quantidade, local, moral e segurança (gerenciamento).

4. Ser capaz de analisar o sistema para garantir o atendimento das metas (controle da qualidade).

Isso significa que ter domínio tecnológico é assegurar que as atividades necessárias ao atendimento das partes interessadas serão sempre exercidas, é não permitir que os conhecimentos vitais à organização sejam posse exclusiva da memória de alguns funcionários – afinal de contas essa é volátil, pois as pessoas podem se esquecer ou deixar de trabalhar para a empresa –, é garantir que a empresa saberá fazer sempre da melhor maneira possível – melhor até mesmo que o mais capacitado concorrente.

Padronizar, portanto, é a única maneira de assegurar uma forma repetitiva e uniforme de executar ações. É um modo de assegurar previsibilidade e confiabilidade das atividades, produtos e serviços de uma organização.

A padronização é um meio para se atingir melhores resultados. padronização é uma estratégia da organização para atingir os seus objetivos, estando inserida num sistema de gestão eficiente que gere dados reais para tomada de decisão.

O sistema de gestão da qualidade desenvolvido pelo Dr. W. Edwards Deming – TQC – Total Quality Control – e implantado no Japão a partir da década de 50, juntamente com o Toyotismo, tem sido a mais completa e racional forma de gerenciamento das organizações: o gerenciamento pelo ciclo PDCA, mostrado na figura ao lado, que consiste em:

PPlan, significa Planejar: estabelecer as metas a serem atingidas e definir o plano ou caminho para atingir tais metas – porque fazer, o que fazer, quem são os responsáveis, quando fazer, onde fazer e como fazer. Nessa fase devem ser previstas todas as etapas necessárias ao alcance da meta – o cronograma, os possíveis desvios e os caminhos alternativos – os Planos de Contingência. Não se pode dar margens a improvisos, caso contrário corre-se o risco de não se chegar onde se quer. É nessa etapa que se define os procedimentos ou padrões para o desenvolvimento das atividades.

D Do, significa Fazer: treinar as pessoas para que elas possam executar de maneira eficaz o Planejamento; colocar em prática todas as tarefas da forma que foram previstas – cumprir disciplinadamente os procedimentos; e coletar dados para se proceder a avaliação da eficácia da implementação do Plano.

C Check, significa Verificar: consiste na comparação dos resultados obtidos na implantação do Planejado com as metas estabelecidas para se medir até que ponto o Plano está sendo implementado com sucesso. Tal verificação deve ser crítica o suficiente para perceber todas as oportunidades de melhorias, mesmo onde tudo tenha sido implementado com sucesso e as metas previstas tenham sido alcançadas.

A Act, significa Agir: analisar cada falha de implementação – desvios com relação às metas estabelecidas; identificar e eliminar as causas dos problemas e padronizar as ações necessárias para jamais permitir que o mesmo problema volte a ocorrer por quaisquer das causas já descobertas. Significa, também, conservar tudo de bom que foi planejado e implementado.

Ciclo PDCA no gerenciamento dos processos

Gerenciar atividades repetitivas utilizando o Ciclo PDCA, de acordo com o mostrado no fluxograma anterior, consiste em assegurar que as metas-padrão para cada atividade sejam sempre atingidas – peças produzidas dentro das especificações de projeto, serviço prestado dentro do custo-padrão, etc.

Sendo assim, gerenciar atividades não repetitivas implica em, para cada projeto, estabelecer uma meta específica e um caminho para atingi-la, executar as atividades planejadas, verificar se a meta está sendo atingida, descobrir e eliminar as causas das falhas, implantar e padronizar as soluções e, novamente, estabelecer novo projeto, definir nova meta e “girar” o Ciclo PDCA mais uma vez.

Desse modo, pode-se assegurar uma contínua e consistente melhora no nível de desempenho da organização. Porém, sem a padronização não é possível a aplicação de tal modelo de gestão.

Classificação dos Padrões

Os padrões podem ser classificados de acordo com sua aplicação – especificações de produtos, normas de ensaio, normas de sistemas – ou de acordo com a sua abrangência – procedimentos de uma empresa, normas nacionais, regionais e internacionais.

Para organizar e orientar a aplicação dos vários tipos de padrões e para disciplinar atividades que envolvam vários departamentos, níveis hierárquicos e até mesmo várias unidades de um mesmo grupo empresarial, numa mesma organização são usadas as normas ou padrões sistêmicos, que trazem diretrizes e requisitos para a gestão e condução de atividades sistêmicas ou atividades que envolvam vários departamentos ou unidades da organização. Já o termo “sistema” abrange um conjunto, formado por equipamentos, materiais, produtos, procedimentos, técnicas e homem, que tem como objetivo receber entradas e convertê-las em saídas, de forma que estes processos atendam às necessidades em questão.

Desse modo, os organismos responsáveis pela criação e difusão de padrões contribui para a obtenção de uma linguagem globalmente compreensível, entre fornecedores, trabalhadores, consumidores, equiparando os níveis de qualidade dos produtos e do atendimento em diversos países. Consequentemente, somos capazes de evoluir para um padrão de qualidade de vida, mais elevado.

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A Era das certificações ISO

 

Atualmente é muito comum se ouvir as expressões: Empresa Certificada ISO 9000, ISO 14000; Produto Certificado; Processo Certificado. Mas o que é uma Certificação? Existem vantagens em obter Certificações? Quais são as vantagens?

O que são certificados?

Certificados são documentos, emitidos por entidades específicas, preferencialmente as publicamente reconhecidas, que atestam determinado produto, serviço, atividade ou sistema que está sendo produzido, fornecido, implantado ou mantido de acordo com os requisitos de um padrão específico.

Esse padrão pode ser setorial, nacional, regional ou internacional. Por exemplo, uma determinada empresa receberá do organismo avaliador o certificado ISO 9001 apenas se, após o processo de verificação, o organismo apresentar evidências objetivas de que o Sistema de Gestão da Qualidade implementado pela empresa está em conformidade com todos os requisitos da norma NBR ISO 9001.

Da mesma forma, um fabricante de automóveis concederá um certificado de conformidade a um processo produtivo de um fornecedor de autopeças se observar, através de evidências objetivas, que tal processo está sendo operado de acordo com os requisitos especificados por uma norma de sua escolha.

Todo certificado de conformidade tem prazo de validade definido e a sua manutenção depende da manutenção do nível de desempenho do produto, atividade, serviço ou sistema ao longo do tempo. Portanto, há necessidade que se façam avaliações periódicas para que seja verificado se o objeto da certificação continua atendendo os requisitos especificados pelo referencial normativo usado.

Uma organização pode atestar conformidade de um sistema de gestão, por exemplo, através de três tipos de auditorias

Pelo Cliente – Auditoria de Segunda Parte: por exemplo, uma montadora de automóveis atesta que o processo produtivo de um fornecedor de autopeças está de acordo com os requisitos de um padrão específico.

Por Entidade Autônoma e independente em relação ao cliente e ao fornecedor de um produto ou serviço – Auditoria de Terceira Parte: por exemplo, o certificado de conformidade conferido por uma Instituição Avaliadora ao sistema de gestão da segurança e saúde ocupacional de uma empresa baseado na norma ISO 45001.

Há também a possibilidade da autodeclaração de conformidade –  Auditoria Primeira Parte: a própria organização garante que determinado produto, atividade, serviço ou sistema está de  acordo com os requisitos de um referencial normativo específico.

Obtenção de um Certificado

A obtenção de um certificado por uma organização específica pode ser:

* Facultativa: caso a organização decida espontaneamente demonstrar que segue as diretrizes definidas por uma norma específica. Por exemplo, a implementação e manutenção de um sistema de gestão ambiental de acordo com os requisitos da norma ISO 14001 é uma decisão exclusiva da administração de uma empresa, não sendo ela obrigada por agentes externos a tomar tal decisão.

* Compulsória: caso a organização para produzir, comercializar ou desenvolver uma atividade específica seja obrigada a demonstrar que segue os requisitos de uma norma. Por exemplo, só podem ser comercializados no Brasil brinquedos cujas características estejam em conformidade com a norma Segurança do Brinquedo ABNT NBR NM 300-5:2004.

Motivos para certificação de produtos, atividades, serviços e sistemas

Além da certificação compulsória, determinada por órgão competente, as empresas podem buscar a certificação de produtos, atividades, serviços e sistemas por motivos diversos. Porém, é importante que as empresas vejam a certificação como algo que contribuirá efetivamente para a melhoria de sua gestão; do nível de qualidade de desempenho de seus produtos, atividades e serviços e da sua lucratividade.

A certificação deve ser algo que agregue valor à organização. Os motivos podem ser os seguintes:

* Demonstrar a clientes, mercado e sociedade em geral que a organização produz e fornece produtos ou serviços com alto nível de qualidade, através de melhores práticas ambientais ou de segurança ocupacional.

* Demonstrar que a organização é gerida de forma eficaz, através de um sistema em conformidade com um referencial normativo reconhecido.

* Manter elevado nível de qualidade de produtos, serviços e gerenciamento através da manutenção do certificado.

* Obter vantagem competitiva com relação aos concorrentes pelos motivos expostos acima.

Receber pressão de clientes ou do mercado – a certificação neste caso pode até ser favorável à organização, mas se a mesma não for efetivamente utilizada como um instrumento para a gestão e o sistema tiver sido implantado apenas para se estabelecer laços comerciais, ele não proporcionará o desempenho pretendido. Assim, ao invés de estar agregando valor à organização ela passa a gerar apenas custos.

Organismos certificadores

Para obter uma Certificação de Terceira Parte, a organização interessada deve contratar uma Empresa Especializada para efetuar a avaliação do produto, serviço, atividade ou sistema, que se deseja certificar. Esta empresa, especializada em efetuar avaliações e independente em relação à empresa contratante e aos clientes desta, é o chamado Organismo Certificador.

Existem inúmeros organismos certificadores no mundo, sendo que na sua grande maioria, possuem ação global, emitindo certificados de conformidade para organizações de inúmeros países do mundo.

Organismos credenciadores

Como já foi dito, existem inúmeras empresas certificadoras no mundo e o certificado emitido por elas, para ser devidamente aceito pelo mercado, precisa ser formalmente reconhecido. Estas empresas para operarem, com a confiabilidade que o mercado exige, precisam estar credenciadas por Entidades que disciplinem suas atividades.

Estas Entidades são os Organismos Credenciadores – algumas organizações certificadoras também os chamam de Organismos Acreditadores.

Estes organismos têm os seguintes objetivos:

  • Supervisionar a atuação dos organismos certificadores.
  • Assegurar a imparcialidade dos avaliadores.
  • Avaliar a competência técnica para o desenvolvimento do trabalho em questão.
  • Assegurar que os recursos e instalações sejam apropriados e suficientes para o trabalho.
  • Assegurar que o desempenho do avaliador seja na verdade o requerido pelo referencial normativo.
  • Garantir que o avaliador seja capaz de sustentar o nível de desempenho requerido.

Certificação de Terceira Parte

Pode-se ver que o processo de Certificação de Terceira Parte envolve três agentes distintos:

1. O cliente que busca a certificação;

2. A instituição avaliadora que emitirá o certificado em caso de  conformidade; o organismo acreditador que avaliará e declarará a competência das instituições avaliadoras.

3. É este sistema de “três cabeças” que assegura a credibilidade de tais certificados, que permite que eles sejam um retrato fiel da qualidade fornecida por uma organização às partes interessadas – acionistas, funcionários, clientes e vizinhos – em seus produtos, atividades e serviços.

Por último, é importante ressaltar que a maior parte dos sistemas certificáveis são implementados de acordo com normas publicada pela ISO. Porém não existe Certificado ISO 9000 ou Certificado ISO 14000, por exemplo.

A ISO é uma instituição que apenas cria e divulga padrões aceitos sob consenso internacional, não efetuando qualquer tipo de avaliação – esta cabe aos Organismos Certificadores.

Portanto, a terminologia correta para declarar uma certificação é:

O Organismo Certificador atesta – ou registra, ou certifica, que a Empresa possui um Sistema de Gestão da Qualidade – ou Sistema de Gestão Ambiental, ou outro qualquer, em conformidade com os requisitos da Norma ISO 9001 – ou ISO 9002, ISO 14001 ou outra qualquer.

Deve-se notar que o Certificado de Conformidade não é emitido pela ISO – ele sequer tem o reconhecimento desta instituição. Ele é emitido por um Organismo Certificador credenciando uma Entidade competente para tal.

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Política Nuclear Brasileira: processo de elaboração da nova legislação

 

CNEN participa da elaboração de norma com diretrizes da política nuclear brasileira

Foi publicado no Diário Oficial da União no dia 06-12-2018, seção 1, página 03, o Decreto Nº 9.600, de 05-12-2018, que consolida as diretrizes sobre a Política Nuclear Brasileira, contribuindo para o planejamento, ações e atividades nucleares e radioativas no País, em observância à soberania nacional, com vistas ao desenvolvimento, à proteção da saúde humana e do meio ambiente.

O processo de elaboração da nova legislação contou com a participação da Comissão Nacional de Energia Nuclear – CNEN, bem como demais autoridades e representantes de instituições brasileiras da área nuclear, que integraram o Grupo de Trabalho 1 do Comitê de Desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro (CDPNB), coordenado pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República.

Entre os objetivos apresentados pelo Decreto, podemos destacar:

Garantir o uso seguro da tecnologia nuclear e fortalecer as atividades relacionadas com o planejamento, a resposta a situações de emergência e eventos relacionados com a segurança nuclear e a proteção física das instalações nucleares;

Atualizar e manter a estrutura do setor nuclear, observadas as áreas de atuação de seus órgãos componentes, com vistas a garantir a sua integração, eficácia e eficiência,

Foi estabelecido que os estudos e os projetos científicos e tecnológicos serão incentivados, a fim de estimular a capacitação, o desenvolvimento e a inovação, com vistas, em especial, à autonomia tecnológica nas áreas de fusão e fissão nucleares, ciclo do combustível, reatores nucleares, entre outras.

Para maiores esclarecimentos, acesse a íntegra do texto deste Decreto por meio do módulo LIRA do Sistema SOGI ou através do site Future Legis.

Karina Passos Lopes
Departamento Jurídico

Qual a importância da certificação ISO 50001 em Gestão de Energia para a sua empresa

 

Sem dúvida um dos principais gastos de qualquer empresa hoje é com a energia elétrica. Ao mesmo tempo que é um item indispensável, seu mau gerenciamento pode ser motivo de gastos desnecessários. Gastos esses, que poderiam ser na verdade, investidos em melhorias e investimentos para seu negócio.

Então, se você tem uma empresa e deseja ampliar seus negócios, diminuir gastos desnecessários e, principalmente, demonstrar-se consciente quanto aos impactos que esses gastos podem causar ao meio ambiente, é de extrema importância que você obtenha a certificação ISO 50001 em Gestão de Energia.

Gestão de Energia – ISO 50001

A ISO 50001 é a norma internacional específica para tratar sobre a Gestão de Energia. Ou seja, esta norma estabelece parâmetros para o fornecimento, utilização e consumo de energia de forma a auxiliar as empresas a usarem a energia de maneira mais eficiente, através da implementação de um sistema de gestão de energia.

Essa certificação ISO é recomendada para todos os segmentos, independente de tamanho, setor de atuação e produtos ou serviços oferecidos que possuam um alto índice de gasto de energia, que desejam reduzir gastos e querem ou ainda precisem diminuir a emissão de gases poluentes.

Dada a importância desse tema nos dias atuais, especialmente porque uma empresa sustentável é vista como algo muito positivo diante do mercado, aqui neste artigo vamos falar um pouco sobre a ISO  50001 e qual a sua importância e seus benefícios para o seu negócio. Além disso, vamos apresentar o case de sucesso do primeiro hospital público brasileiro a conquistar a certificação ISO 50001, gerenciado pela Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina – SPDM, cliente da Verde Ghaia.

O que é a ISO 50001?

A ISO 50001 foi preparada pelo Projeto Comitê ISO/PC 242, Gestão de Energia, sendo uma norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), publicada em 15 de junho de 2011.

Esta norma trata especificamente sobre os requisitos para o estabelecimento, implementação, manutenção e melhoria do sistema de gestão de energia. Assim, ela permite que uma organização desenvolva e implemente uma política energética e estabeleça objetivos, metas e planos de ação que levem em conta os requisitos legais e informações relativas ao uso significativo de energia. Ela determina também diretrizes sobre segurança, desempenho, eficiência energética e redução de gases poluentes.

Ao adotar um sistema de gestão de energia você possibilita que sua organização comece a seguir uma abordagem sistemática para a redução do consumo total de energia de um determinado espaço. Entretanto, exige também mudanças nas práticas institucionais existentes, como adotar uma gestão sistemática e a abordagem de comportamento, pois a implementação bem-sucedida depende do comprometimento de todos os níveis e funções da organização e, especialmente, da gestão da alta direção.

O modelo utilizado é o modelo de sistema de gestão de melhoria contínua, que também é seguido por outras normas, tais como a ISO 9001 e a ISO 14001. Isso facilita que as organizações integrem a gestão de energia em seus esforços a fim de melhorarem a qualidade e a gestão ambiental.

Por este motivo, ela também pode ser facilmente integrada aos Sistemas de Gestão da Qualidade, Meio Ambiente, Saúde e Segurança de todos os tipos de organizações dispostas a monitorar e melhorar sua eficiência energética.

Benefícios da certificação ISO 50001 para o seu negócio

Como as demais normas de sistema de gestão ISO, a certificação ISO 50001 não é obrigatória. Entretanto, uma certificação do sistema de gestão de energia eficaz ajuda sua organização a estabelecer processos para melhorar o desempenho de energia, e traz como benefícios:

Melhora da racionalização dos recursos energéticos;
Redução do consumo
Aumento da eficiência energética;
Melhora contínua do consumo de energia;
Permite maior confiança por parte de potenciais clientes e parceiros e garante a credibilidade mundial para a consciência da energia;
Promove as melhores práticas de gestão de energia e reforça os bons comportamentos;
Auxilia instalações a avaliar e a priorizar a implementação de novas tecnologias de eficiência energética;
Assegura a melhoria da competência de suas equipes no gerenciamento do consumo de energia, preparando-os para as auditorias.

Todos estes benefícios se traduzem em redução de custos com energia, redução das emissões de gases do efeito estufa e dos impactos ambientais, comprovando o compromisso da sua organização com o desenvolvimento sustentável e fazendo com que sua empresa ganhe uma sólida vantagem competitiva.

Critérios e exigências da ISO 50001 para as organizações

Para implementar a norma ISO 50001 é importante avaliar as condições organizacionais para fazer uma previsão e o alinhamento dos objetivos da certificação com os da organização. O método de implementação baseia-se no PDCA, ou Planejar, Fazer, Verificar e Agir (do inglês Plan, Do, Check, Act).

Esta certificação ISO vai exigir que a empresa:

Desenvolva uma política para o uso mais eficiente da energia;
Fixe metas e objetivos para atender a essa política;
Crie e use os dados internos para melhor compreender e tomar decisões sobre o uso de energia;
Meça os resultados;
Reveja como a política funciona;
Melhore continuamente a gestão da energia.

Um case de sucesso no Brasil da norma ISO 50001

Um exemplo de sucesso de certificação da norma ISO 50001 é o do Hospital de Transplantes Eurycledes de Jesus Zerbine (Brigadeiro), gerenciado pela SPDM, cliente da Verde Ghaia. Ele se tornou, em 2018, o primeiro hospital público do Brasil a ser recomendado à certificação da ISO 50001 – Gestão de Energia.

Além da ISO 50001, também foram recomendadas as certificações das normas ISO 14001 – Meio Ambiente, OHSAS 18001 – Saúde e Segurança no Trabalho e ISO 9001 – Qualidade. O Hospital Lucy Montoro também teve as recomendações, e foi o segundo a alcançar estes certificados. Além destes, mais 60 hospitais estão na fila para atingir esses objetivos.

Todos estes resultados positivos só foram possíveis porque contaram com a consultoria da equipe Verde Ghaia, que foi a responsável pela implementação de todo o sistema de gestão. Os consultores das áreas de Consultoria Técnica, Jurídico, Suporte, TI, Comunicação, Comercial, entre outras, se mobilizaram e trabalharam em equipe para que os hospitais gerenciados pela SPDM obtivessem o sucesso no tempo almejado.

Tornar-se o primeiro hospital, e entidade de saúde, a ser certificado na norma ISO 50001 em nível Brasil, demonstra toda a seriedade e responsabilidade da Verde Ghaia em dar aos seus clientes suporte e know-how para que possam alcançar resultados reais e positivos.

A Verde Ghaia também pode te ajudar!

Você também pode obter estes resultados com a ajuda da Verde Ghaia. A Verde Ghaia está há mais de 20 anos no mercado desenvolvendo metodologias próprias de sistema de gestão e oferecendo o que tem de mais moderno e inovador para seus mais de 2000 clientes, espalhados por todo o Brasil, América Latina e África.

Através da plataforma SOGI, de cursos online de EaD, de treinamentos e contando sempre com consultores especializados, a Verde Ghaia te auxilia a obter os resultados desejados e consequentemente ganhar diferencial competitivo, reduzir custos operacionais e mostrar que sua organização se preocupa com o meio ambiente e com o desenvolvimento sustentável através de um sistema de gestão de energia eficaz.

Por exemplo, a Gestão de energia SPDM, primeira gestora de Hospitais Públicos a certificar suas unidades na ISO 50001 em 2018, como 03 hospitais já certificados, 02 em fase final e 60 outras unidades em processo de implementação para conquistar a certificação nos próximos anos. A Verde Ghaia está a frente não apenas da Certificação ISO 50001, mas frente às implantações das Normas ISO 14001, ISO 9001, OHSAS 18001 e ISO 50001 da SPDM. Uma parceria de Sucesso, confiança, responsabilidade e compromisso!

Neste caso específico, a Verde Ghaia oferece uma consultoria mais abrangente e avançada para as empresas auxiliando no cumprimento dos requisitos da ISO 50001. Além do uso do SOGI, a Consultoria Online Verde Ghaia ajuda as organizações a atenderem facilmente aos requisitos desta norma, através de recursos para a elaboração de políticas, definição de objetivos e metas, análise e compreensão de dados para tomada de decisão, e apuração de resultados sobre o uso da energia, aumentando a eficiência do seu sistema de gerenciamento, reduzindo retrabalho e desperdícios. Também, através da plataforma VG Resíduos, é possível ter soluções alternativas para a substituição energética.

Assim como foi com a SPDM, certifique-se com quem entende de Sistemas de Gestão. A equipe da Verde Ghaia trabalha de forma colaborativa integrando diferentes áreas, usuários e equipes através de processos padronizados, que garantem a manutenção e a eficácia do sistema de gestão de energia para sua organização.

Portanto, se você deseja evitar gastos desnecessários, reduzir custos e ampliar seu negócio, é muito importante que você tenha um sistema de gestão de energia eficaz de acordo com a ISO 50001. Assim, você garante a sustentabilidade financeira e ambiental de sua organização. Para saber mais, entre em contato agora mesmo com um dos nossos consultores Verde Ghaia!

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