Normas ISO: Por que é importante certificar seu negócio
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O que é ser uma empresa sustentável?

 

Por Deivison Pedroza

Já parou para analisar se você enxerga o que a ISO propõe para uma Gestão Sustentável das Organizações? Nesses 20 anos de Verde Ghaia, foram várias as vezes que ouvi empresas falando sobre sensibilização ambiental, relacionando-a às discussões dos sistemas de gestão. Diferentemente dessas organizações, eu não tenho esse mesmo olhar, visto que a sensibilização, treinamento ou conscientização, seja qual nome se deseja dar, é um processo inerente a todos os colaboradores da organização.

Contudo, é importante que as organizações também compreendam a relação do seu Sistema de Gestão, visando uma gestão com foco em meio ambiente, qualidade e saúde e segurança, pois acredito serem sine qua non nas questões empresariais.

Gestão ISO “sine qua non” da Gestão Empresarial

Eu entendo que dentro de um sistema de gestão empresarial, os colaboradores são as sementes. Se forem sementes bem plantadas, consequentemente colhermos frutos maduros e em bom estado.

Em outras palavras, quando estamos atentos a importância do gerenciamento da gestão, conseguimos conquistar nosso produto conforme, padronizado, com tudo especificado, tudo que a gente imagina ser necessário, importante e viável.

É comum que as empresas queiram dividir os temas da Gestão, rotulando meio ambiente, saúde e segurança e qualidade, visando facilitar o gerenciamento dos processos internos. Contudo, as organizações devem se preocupar com um tema essencial para gestão, a Qualidade, pois não conseguimos escalar vendas, sem qualidade do produto, correto? Mas, se tornar apenas escalável, também não dá.

Desse modo, as organizações precisam avaliar o ciclo de vida de seus produtos, os aspectos e impactos ambientais, visando a sustentabilidade do negócio. Mas, não é só falar que é sustentável. Costumo dizer que há até bancos que se vendem como sustentáveis, mas não são! 

O que é ser uma empresa sustentável?

Para ser sustentável, é preciso enxergar os valores econômicos, sociais, ambientais. Além disso, é preciso que as empresas tenham discurso sobre os perigos e riscos e como o sistema de gestão empresarial é abordado principalmente em época de crises.

É nesse momento que a ISO aparece, promovendo estratégias mais ágeis e com menos recursos, pois dentro do ponto de vista de gestão, a padronização, a inovação, a prevenção, as ações corretivas, resultam numa maior capacidade de prover informação sólida e segura, padronização de processos, aumento da satisfação do cliente interno e externo. Exemplificando, imagine a Gestão financeira, obviamente que sem dados, sem números nas mãos, você não consegue decidir.

E isso, aplica-se a qualquer área, por exemplo a área industrial, quando você precisa especificar alguma coisa; na área de manutenção, quando é preciso determinar até itens de manutenção críticos ou não críticos.

O que a ISO propõe para a Gestão Sustentável das Organizações?

A ISO não quer apenas produção em série, como era na Revolução Industrial, ao contrário, busca-se por melhorias que possam oferecer o melhor produto final, atendendo às expectativas e necessidades dos produtos finais. Um exemplo classifico de atendimento às necessidades, é o carregador de celular, quando você viaja, você quer que seu carregador se encaixe em qualquer lugar. Porém no Brasil, isso não acontece, porque as tomadas não são padronizadas. Precisamos até hoje, comprar os famosos “T” ou “Benjamin” para usar um eletrônico.

Tudo em nossas vidas há um padrão, uma especificação. O produto deve ser padronizado, conforme estabelecido pelo modelo de padronização da ISO. Em outras palavras, são normas técnicas internacionais que estabeleceram regras para produtos. Desse modo, independentemente, do lugar que eu esteja no mundo, os produtos irão funcionar.

Então padrão ISO, na 9000 ISO, na 14001, ele é simplesmente padronização dos produtos/serviços. Essa relação, entre as normas, deve ser discutida internamente na organização, pois elas se complementam e geram melhores resultados estratégicos para as organizações.

Comportamento das organizações

As empresas quando não conseguem entender a importância de um Sistema de Gestão sustentável, elas preferem extinguir as áreas de qualidade, de gestão ambiental, cortando os custos com a alegação de que é caro manter a gestão com foco em meio ambiente, qualidade, saúde e segurança, responsabilidade social.

Atitudes assim, ocorrem principalmente em época de crise. Contudo, a ISO não é cara. Por exemplo, uma empresa de cimentos, deve ter um budget de aproximadamente 30 a 40 mil por ano, para manter uma ISO, só o certificado. No entanto, o caro será não cumprir a lei, não garantir padrões de especificação. Quanto uma empresa de cimentos não gastaria com multas e sanções ambientais? O valor é incalculável, pois estamos falando, não apenas de dinheiro, mas, de reputação da marca, perda de mercado, perda de fornecedores.

Considerações Finais

Portanto, é inquestionável o investimento em um SGI que preze pelo cumprimento das regras estabelecidas pela ISO, mas que também faça cumprir as Leis estabelecidas, visando por uma Gestão Sustentável. A partir desse entendimento, percebe-se que é muito mais barato investir em 1 ou 2 milhões para cumprimento de leis, condicionantes, padronização ISO, do que ficar concertando bagunças, muitas vezes, incalculáveis.

Costumo dizer que o responsável pela ISO, em uma organização, é quase que a secretária. Ele simplesmente organiza toda a documentação para dar um norte, ou seja, apontar os erros, os acertos, os riscos, as oportunidades.

Deivison Pedroza – Ceo e Fundador do Grupo Verde Ghaia


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Falhas comuns no Tratamento de Não Conformidades

 

Quando se fala em causa raiz  para tratamento de não conformidades em um sistema de gestão, monitorado e alimentado com frequência, é bem provável, que haja ações mais preventivas do que corretivas. Visto que há uma percepção maior dos problemas que possam vir a acontecer, para que assim, sejam tomadas atitudes para que o problema não ocorra.

O que se observa na MAIORIA DAS ORGANIZAÇÕES é a incidência de ações corretivas e ações preventivas que não funcionam. Chamo a atenção para o termo “maioria”, visto que ações corretivas são muito mais frequentes que as ações preventivas.

Como já verificamos, uma correta metodologia passa pela identificação do problema, determinação da causa raiz, verificação da abrangência, adoção das ações preventivas e corretivas e verificação de sua eficácia, devendo-se documentar e divulgar resultados.

Causa Raiz para tratamento de não conformidades

Quando um sistema de gestão não tem monitoramento adequado e com certa frequência, é comum descobrir problemas apenas quando eles acontecem. Com isso, descobre-se tardiamente, a origem principal que provocou à empresa uma não conformidade.

É inegável a importância de monitoramento frequente do sistema de gestão, independente se ele é SGQ, SSO, SGA. Contudo, para os responsáveis do Sistema de Gestão, há um ponto crucial que é a análise da causa raiz no tratamento das não conformidades.  Em outras palavras, a real intenção dessa análise é fazer com que a não conformidade identificada, não se repita. Agora, se a avaliação não for bem realizada o Plano de Ação pode não funcionar como deveria.

Uma dificuldade que ocorrer na hora da avaliação é a identificação do problema a apenas uma causa-raiz. No entanto, o problema identificado pode ter mais de uma causa raíz, ou seja, pode ter mais de uma origem. Além disso, pode ocorrer de algumas causas acontecerem mais do que outras, mas todas têm o potencial de gerar uma “não conformidade”. Outro erro também é tratar as causas mais prováveis ao invés de fazer a análise para encontrar uma única causa. Com isso, o problema pode aumentar, tendo em vista que a atuação seria em várias frentes, bloqueando diferentes origens de não conformidades.

Sendo assim, os problemas mais usuais, em um sistema de gestão, estão relacionais a identificação do problema ou a determinação da causa raiz. Se você tem dúvida sobre o tratamento de suas não conformidades, aconselhamos algumas horas de consultoria especializada para ajudá-lo a entender seu sistema de gestão como um todo, para que assim, você tenha um panorama geral do que está acontecendo.

Mas, vamos falar mais sobre o tratamento das não conformidades!

Identificação do problema

A forma mais otimizada de realizar a identificar de ‘não conformidades’ é através da realização de uma auditoria. Por isso, é importante que ela seja feita, no mínimo, anualmente para uma avaliação mais ampla sobre a identificação do tratamento das não conformidades.

O momento da auditoria é tão aguardado quanto temido por muitos gestores de sistemas de gestão. Afinal de contas, este é o evento que validará todo o trabalho realizado pela equipe e seus responsáveis de sistemas de gestão, seja ele qualidade, meio ambiente, saúde e segurança e afins.

Selecionamos abaixo, algumas dicas sobre a identificação de problemas, que é muito comum escutar durante uma consultoria ou mesmo auditoria. Portanto, fique atento se você está se comportando adequadamente ao realizar a hora de realizar a identificação dos problemas na sua gestão.

  • Achar que o problema é do cliente, fornecedor, prestador de serviço, etc.
  • Análise de dados insuficiente;
  • Ausência de investigação dos modos de falha;
  • Desconhecimento dos dados disponíveis na organização;
  • Desconhecimento sobre como funciona o processo;
  • Investigação de abrangência incompleta ou inexistente;
  • Não desenvolver medidas para falhas potenciais importantes;
  • Pessoas não conhecem o problema;
  • Pessoas inabilitadas para execução da tarefa;

Determinação da Causa Raiz

Outro vilão é a causa raiz que parece ser um processo simples, mas que deixa muita gente em dúvida. Embora haja consciência, de que é impossível uma empresa não ter erros em seu sistema, é aconselhável que a causa raiz seja analisada com muito cuidado.

  • Achar que já sabe as causas e ir direto para as conclusões;
  • Direcionar para a causa errada;
  • Causas identificadas superficialmente;
  • Considerar erro do usuário ou de utilização como sendo causas;
  • Diagnóstico inadequado da causa raiz;
  • Escolha da solução inadequada quando houver mais de uma solução;
  • Falta de qualificação da pessoa que conduz as investigações;
  • Tentar agir sobre todas as causas possíveis;
  • Uso de ferramentas inadequadas.

Causa Raiz para tratamento de não conformidades

Exemplos de Relato de Não conformidade, análise de causa e ações corretivas

Antes de exemplificarmos as informações acima, é preciso estar claro que para implementar um sistema de gestão, o plano de ação é a parte principal. Por este motivo, ele é construído logo após o diagnóstico, devendo ser exato e objetivo, contendo breves descrições, porém com os dados completos do que será feito para atender a cada ponto da norma. É importante não esquecer de delimitar a data para execução, bem como, quem será o responsável e quais as evidências deverão ser coletadas por estes responsáveis.

Através de um bom plano de ação, será mais fácil evitar não conformidades e mesmo caso elas apareçam, será muito mais simples trata-las, pois haverá uma grande rastreabilidade das ações executadas. Uma boa implementação está intimamente ligada a um bom plano de ação.

Exemplo 01

1) NC: Não evidenciado que a organização tenha identificado os aspectos e avaliado os impactos ambientais de todos os setores.

Evidência Objetiva: Não evidenciado que a organização tenha identificado os aspectos e avaliado os impactos ambientais relativos à geração dos resíduos de torta no processo de Tratamento de Caldo / Evaporação, bagaço no processo de Preparo e Moagem e aplicação de herbicida na Subestação 69KV.

Referência: 6.1.2 da NBR ISO 14001:2015 “Dentro do escopo definido no sistema de gestão ambiental, a organização deve determinar os aspectos ambientais de suas atividades, produtos e serviços os quais ela possa controlar e aqueles que ela possa influenciar, e seus impactos ambientais associados, considerando uma perspectiva de ciclo de vida.”

Causa: O auditado não foi suficientemente treinado para conhecimento dos aspectos e impactos na planilha do setor por serem considerados subprodutos do processo de açúcar e álcool e por serem aproveitados como adubo e combustível nas caldeiras. B – A aplicação de herbicida não foi considerada na subestação por ter sido considerada como uma atividade anormal.

Correção: Revisar as planilhas de Aspectos e Impactos dos setores de moagem e tratamento de caldo e subestação elétrica detalhando e inserindo tais aspectos.

Ação corretiva

A – Promover treinamento de reciclagem de aspectos, impactos, perigos e riscos para todo grupo de trabalho. B – Revisão geral das planilhas de aspectos ambientais após o treinamento.

Exemplo 02

2) NC: Evidência disponível de que a organização não estava controlando o processo de auditoria interna do SGI

Evidência Objetiva: 1- Não realizada auditoria interna na norma  ISO 9001:2015; 2- Não realizada auditoria interna nos processos pintura, meio ambiente, comercial, manutenção e administrativo, todos programados para 2015; 3- Programa anual de auditorias internas para 2016 não disponível.

Referência: 9.2 da NBR ISO 9001:2015 “A organização deve conduzir auditorias internas a intervalos planejados para prover informação sobre se o sistema de gestão da qualidade…”

Causa: A -Redução do quadro de auditores internos devido à crise econômica. B – Não existia um calendário oficial registrado para o programa anual de auditorias.

Correção: A – Realizar Auditoria Interna do SGI na norma ISO 9001:2015.

Ação corretiva

A – Criar calendário anual de auditorias considerando área/processo auditado/processo de auditoria para os anos de 2015, 2016 e 2017. B – Planejar auditoria completa (todos os setores/áreas da empresa no ano de 2016), com auditores terceirizados. C – Formar novos auditores internos de SGI.


Se desejar mais orientações para minimizar ou até mesmo eliminar as não conformidades, entre em contato com a Verde Ghaia!

Nós te ajudamos a tornar todo o seu processo mais simplificado, oferecemos suporte e ferramentas desenvolvidas pela própria equipe usando as metodologias de sistema de gestão. Conte com a gente para que seu negócio alcance voos muito maiores!

Qual o passo a passo para me certificar na Norma ISO 9001?

 

A ISO – International Organization for Standardization ou Organização Internacional para Padronização – é uma organização não governamental fundada em 1947 e com sede em Genebra, Suíça. Seu objetivo é promover o desenvolvimento de normas, testes e certificações, e seu intuito é incentivar o comércio de bens e serviços.

A ISO 9001 é uma das normas certificadoras mais conhecidas e abrange especificamente a Gestão de Qualidade, sendo responsável por definir os requisitos para gerenciamento de processos e estimulando as empresas a assumirem compromissos com a melhoria contínua.

ISO 9001 e suas atualizações

Como toda Norma, ao longo dos anos a ISO 9001 passou por uma série de atualizações. No entanto, apenas a ISO 9001:2015 é passível de certificação. As outras são diretrizes para se adotar nos processos internos da empresa.

ISO 9000:2015 – Abrange os conceitos básicos e terminologia da norma.

ISO 9001:2015 – Estabelece os requisitos para um sistema de gestão da qualidade.

ISO 9004:2009 – Mostra como aumentar a eficiência e eficácia de um sistema de gestão da qualidade.

ISO 19011:2011 – Estabelece as diretrizes para auditorias internas e externas de sistemas de gestão da qualidade.

ISO 9001:2015 – Propõe ferramentas estratégicas e diretrizes para ajudar as empresas a enfrentar alguns dos desafios mais exigentes. Ela assegura o comprometimento do pessoal, padroniza processos, potencializa ao máximo a eficiência das operações, e promove a redução de perdas. Como conseqüência, gera o aumento da produtividade, corta custos através da melhoria de sistemas e processos, fideliza clientes, promove a marca e aumenta a competitividade no mercado.

A ISO 9001: passo a passo para se certificar

Alguns gestores costumam enxergar as cerificações da ISO como conquistas impossíveis, mas tal conceito não poderia estar mais equivocado. A ISO 9001, por exemplo, é de aplicabilidade relativamente fácil e traz grandes benefícios à organização como um todo.

Um Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) age nas rotinas produtivas, no planejamento e nos indicadores de resultados da empresa, auxiliando no mapeamento dos processos, padronizando as atividades e assim garantindo maior segurança, facilidade de execução, menores perdas e atendimento correto aos prazos. Tudo isto reflete na qualidade dos produtos e serviços oferecidos, e também na satisfação de clientes e fornecedores.

Passo a passo para conquistar o selo ISO 9001.

Elabore um planejamento estratégico. Este documento conterá as análises dos ambientes e das condições competitivas da organização em seu mercado de atuação. Neste planejamento também devem estar listados os objetivos da organização para um determinado período, bem como as ações necessárias para alcançar tais objetivos. Inclua também os indicadores de desempenho, as metas da organização e o que mais considerar relevante. O planejamento estratégico é praticamente um mapa para definir os padrões de qualidade da empresa.

Ciclo PDCA: A ISO 9001 é baseada no Ciclo PDCA (plan-do-check-act/planejar-fazer-checar-agir), uma ferramenta de gestão que visa promover a melhoria contínua dos processos, principalmente porque se volta para a causa do problema, e não para suas consequências. Assim, torna-se possível aperfeiçoar os planos de ação para atingir os resultados desejados com mais eficácia e qualidade.

A metodologia PDCA se concentra na análise e nas modificações de processos que não estejam atendendo às exigências, e pode ser aplicada em todos os setores. Para colocar em prática o PDCA, a organização basicamente deve avaliar cada etapa de seus processos, sempre verificando o que funciona e o que não funciona, e corrigindo o que for necessário. Lembrando que uma nova análise dos processos deve se dar em períodos regulares, até mesmo para se adequar às atualizações tecno-mercadológicas.

Estude os requisitos dos clientes. Conhecendo bem as necessidades dos clientes, sua empresa poderá implementar os controles operacionais adequados e assegurar que os desvios sejam detectados antes que o produto ou serviço chegue ao cliente final. Deste modo, os índices de satisfação serão cada vez maiores. A ISO 9001 também prevê atividades pós-venda a fim de verificar o atendimento aos requisitos.

Envolva toda a empresa. Um Sistema de Gestão da Qualidade é parte integrante da administração geral de uma organização e faz diferença em todos os departamentos: operacional, administrativo, financeiro, setor de qualidade, manutenção, compras etc. Para implementar um SGQ eficaz, o esforço deve ser coletivo. Todos devem participar, sem exceção.

Organize-se. Nenhuma empresa consegue homogeneizar seus processos se não estiver devidamente organizada. Documentos, arquivos, recibos e até mesmo o espaço físico… Tudo deve estar em seu devido lugar e de fácil acesso. Este passo, inclusive, facilita muito caso haja necessidade de auditoria.

Usufrua da tecnologia. Para organizar e padronizar processos, tire pleno proveito da tecnologia. Hoje já temos vários softwares de gestão que auxiliam desde a organização das tarefas ao monitoramento legal da atividade do negócio.

Auditorias internas e externas. Toda organização que pretende conquistar um selo ISO precisará passar por uma auditoria, cuja função será exatamente constatar que todos os requisitos necessários para conquistar a certificação estão sendo cumpridos.

Quando todos os seus processos estiverem padronizados e funcionais, você deve realizar uma auditoria interna, a qual servirá como uma grande revisão e preparo antes da auditoria externa, aquela que concederá o selo ISO à empresa.

Considerações Finais

A certificação ISO 9001 configura valor à sua marca, melhorando a imagem da organização perante órgãos governamentais e instituições financeiras, e com isso facilitando a abertura para negociações e até obtenções de empréstimos e financiamentos.

Mas, mais importante: com a ISO 9001, a organização alinha suas metas de qualidade ao planejamento estratégico da empresa, tendo como princípio a prevenção de falhas, defeitos, retrabalhos, desperdícios, atrasos e outros riscos que possam ameaçar a qualidade de seus produtos e serviços. Com isto, cria-se uma mentalidade voltada a riscos, sempre atenta a oportunidades a melhorias constantes.

Em tempos de crise, estabelecer um Sistema de Gestão de Qualidade é um diferencial competitivo que não apenas pode garantir a permanência da empresa no mercado, como também ser o primeiro passo para se tornar um líder em seu setor.

Perigos e Riscos: hora de avaliar os riscos do seu negócio!

 

De acordo com o Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, o Brasil registrou mais de 4 milhões de acidentes de trabalho entre 2012 e 2018, sendo que mais de 15 mil deles foram fatais.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) define um acidente de trabalho como a “ocorrência imprevista e indesejável, instantânea ou não, relacionada ao exercício do trabalho, que provoca lesão pessoal ou que decorre de risco próximo ou remoto dessa lesão”.

Como identificar os Perigos e Riscos e aplicar ações corretivas?

Há muitas situações passíveis de gerar um acidente de trabalho, tais como colisões entre indivíduos e maquinários, quedas (de alturas variadas), lesões por esforço ao erguer um objeto, exposição a temperaturas elevadas ou à energia elétrica e outros; não podemos nos esquecer também de outras questões que afetam a saúde do trabalhador, como o estresse, as lesões por esforço repetitivo (LER) e problemas de saúde variados.

Identificar os perigos e riscos num ambiente de trabalho é uma ação fundamental para aplicar as ações preventivas e corretivas a fim de evitar esse tipo de ocorrência.

A ISO 45001 é uma boa diretriz para montar um plano de identificação de riscos e perigos. Mas no caso, devemos nos atentar ao fato de que a versão mais recente da norma, de 2018, não trabalha mais com ações preventivas, e sim ações corretivas. Em caso de adoção de ações preventivas. Mas embora a ISO 45001 não foque mais em prevenção propriamente dita, ela define padrões da metodologia de trabalho, o que por sua vez também funciona para evitar acidentes ou lesões ocupacionais. As diretrizes da ISO 45001 ajudam a proporcionar um ambiente saudável e com uma ergonomia adequada aos colaboradores.

Como fazer o levantamento de perigos e riscos

Como fazer o levantamento de perigos e riscos
Como associar perigos e riscos com riscos e oportunidades?

O Levantamento de Perigos e Riscos é um procedimento no qual a empresa identifica os riscos e perigos associados às suas atividades, estabelecendo então medidas para diminuir probabilidade de ocorrências de eventos adversos que possam trazer danos e prejuízos tanto para a instituição quanto para seus funcionários.

O levantamento de perigos e riscos deve ser feito de forma cuidadosa e considerar os seguintes aspectos:

  • Fatores internos e externos à empresa
  • Processos produtivos
  • Máquinas e Equipamentos
  • Instalações
  • Layout das áreas de trabalho
  • Materiais utilizados no ambiente
  • Fatores humanos (comportamento e capacitação de seus funcionários)
  • Atividades Rotineiras e não rotineiras
  • Atividades de terceirizados e visitantes
  • Mudanças de processos, métodos e atividades
  • Requisitos legais e técnicos
  • Situações de emergência

Lembrando que cada área tem sua particularidade. Um escritório certamente não oferecerá os mesmos perigos e riscos do que um sítio de produção de aço, por exemplo.

Para levantar os riscos e perigos de maneira adequada, o profissional de segurança do trabalho pode seguir algumas metodologias:

Check list de perigos e riscos: nada mais é do que uma lista que vai servir de guia para todos os pontos críticos do ambiente de trabalho. É imprescindível na análise de perigos e riscos e deve ser adotada em todas as inspeções rotineiras e programadas.

– Entrevistas: conversar com os funcionários é a melhor forma de conhecer a realidade de cada área. Dê atenção especial aos funcionários executantes, aqueles que colocam a mão na massa, principalmente no setor industrial.

– Inspeções: inspeções rotineiras e programadas possibilitam novas análises a cada visita, permitindo assim a identificação de um risco que às vezes não se encontrava evidente na visita anterior.

– Auditorias: auditorias são a melhor forma de apontar não conformidades e oportunidades de melhorias. São uma fonte excelente para composição da lista de levantamento de perigos e riscos.

– Histórico de Incidentes e Acidentes: analisar eventos antigos é uma forma de evitar que voltem a ocorrer.

Além disso, é muito importante educar seus colaboradores, principalmente se houver um programa voltado à melhoria das questões de ergonomia. Vale adotar todos os recursos possíveis: palestras, cartazes educativos, alertas de segurança… O tratamento de perigos e riscos é dever de todos.

A Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (SIPAT), atividade obrigatória prevista pela lei trabalhista brasileira, é uma ótima oportunidade para envolver seus funcionários.

ISO 45001 – Hora de repensar os processos

ISO 45001 - Hora de repensar os processos
Integrando os elementos das três normas: ISO 9001, ISO 14001 e 45001

A ISO 45001 auxilia as organizações a repensarem seus processos, visando diminuir a ocorrência de doenças ocupacionais e de acidentes no trabalho. É uma norma que praticamente já se tornou parte do padrão comercial, portanto toda organização deve conhecê-la, independentemente de haver a intenção de adotá-la oficialmente. Isto acontece porque a ISO 45001 foi planejada para reduzir a fragmentação no mercado global, permitindo que os mesmos critérios de gestão de Segurança e Saúde Ocupacional sejam adotados por organizações no mundo todo. Antigamente, essa fragmentação acontecia exatamente por não existir um padrão internacional que estabelecesse os requisitos para a gestão de SSO.

A ISO 45001 cobre todos os aspectos para controlar os fatores que podem resultar em doenças, lesões e até morte do trabalhador, mitigando os efeitos adversos sobre a condição física, mental e cognitiva do indivíduo.

São vários os benefícios proporcionados pela adoção da ISO 45001, tais como a redução de acidentes e doenças ocupacionais, o desenvolvimento de uma cultura de prevenção (que por sua vez vai reduzir cada vez mais o potencial de incidentes na organização), vai incorporar naturalmente boas práticas ao seu sistema de gestão e melhorar a organização de processos do trabalho, pois haverá mais controle sobre as metodologias de trabalho. Além disso, a organização estará em conformidade com os requisitos legais no que diz respeito à SSO.

Considerações Finais

Curso EAD da Verde Ghaia - ISO 31000 - Faça Gestão de Risco
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O tratamento de acidentes de trabalho é uma obrigação de todos. Independentemente da adoção de Normas Regulamentadoras, toda organização tem o dever de proteger seus trabalhadores.

O levantamento de perigos e riscos é fundamental neste processo, afinal, não temos como combater aquilo que não conhecemos bem. Estando ciente dos riscos, ficamos ciente da melhor maneira de combatermos os incidentes.


Gestão de Risco: Os Princípios e Diretrizes da ISO 31000

 

Independente do porte ou ramo da sua organização, ela está sujeita à riscos de eventos inesperados decorrentes dos contextos interno e externo em que a organização está inserida. Esses riscos podem afetar as suas operações, gerar perdas financeiras ou até fazer com que a organização tenha que encerrar as suas atividades permanentemente.

Gestão de Risco: Os Princípios e Diretrizes da ISO 31000
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As origens dos riscos são variadas. Eles podem se originar de desastre naturais, roubos, acidentes, falhas operacionais, reclamações de clientes, entre outros.  Através de uma análise de ambiente interno e externo a organização pode levantar essas origens e identificar os possíveis riscos inerentes ao seu negócio. É aí que começa o processo de gerenciamento de riscos.

A gestão de riscos possibilita que a organização se antecipe para o inesperado, minimizando ou eliminando os potenciais eventos adversos e custos extras antes que eles aconteçam. Ou seja, uma vez que os riscos são conhecidos, é possível a elaboração de planos de ação que farão com que o gestor não seja pego de surpresa e possa contornar as consequências negativas, protegendo o futuro da organização. Tamanha a importância do tema, existe uma norma ISO somente para abordar o gerenciamento de riscos, que é a chamada ISO 31000, que contou com a sua nova versão em 2018.

O que é preciso para se ter um gerenciamento eficaz dos riscos?

Mas na prática, o que é preciso para se ter um gerenciamento eficaz dos riscos?

Não é necessário elaborar uma metodologia complexa com planos de ação caros e demorados, ainda que cada organização sinta a necessidade de um processo mais ou menos estruturado de acordo com o seu negócio e níveis de riscos. Em resumo, algumas perguntas devem ser respondidas para que se tenha um bom plano de gestão de riscos:

1. O que pode dar errado? – Nessa etapa devemos identificar os riscos das atividades, processos ou negócio, considerando várias variáveis: infraestrutura, recursos, mercado, governo, concorrência, entre outros.

2.  Como isso afetará as operações? – Deve-se avaliar o risco quanto à sua probabilidade de ocorrência e quanto à severidade dos seus impactos. É a partir dessa avaliação que se faz a priorização de riscos.

3. O que deve ser feito? – De acordo com a priorização da etapa anterior, deve-se decidir por aceitar o risco ou planejar ações para abordá-lo. Deve-se, portanto, analisar como o risco pode ser evitado ou reduzido para que sejam registrados planos de ações.

Para que as etapas anteriores sejam realizadas com eficácia, a metodologia de identificação, análise e gerenciamento de riscos deve estar bem difundida em todos os níveis da organização.

O método deve ser estabelecido e mantido como informação documentada e os colaboradores treinados continuamente de acordo com seus níveis de responsabilidade e autoridade. É importante também que a organização mantenha comunicação ativa dentro do processo de gestão de riscos. As partes interessadas devem ser consultadas e estar cientes da base sobre a qual as decisões são tomadas.

Por fim, a organização deve monitorar continuamente seus riscos, pois poucos permanecem estáticos. Os fatores que afetam a probabilidade e as consequências de um risco podem mudar, assim como as variáveis que afetam a adequação ou custo das ações de tratamento.

Por isso, a atualização contínua do levantamento de riscos é fundamental para garantir que o processo de gerenciamento ocorra de maneira eficaz.

Quais vantagens ao gerenciar os riscos da minha organização?

1. Economia de recursos: tempo, dinheiro, pessoas, infraestrutura, etc;

2. Ambiente seguro para colaboradores, fornecedores, visitantes e clientes;

3. Redução de penalidades legais;

4. Aumento da estabilidade das operações;

5. Proteção de patrimônio contra danos;

6. Operações mais eficientes;

7. Produtos e serviços com maior qualidade;

8. Melhores práticas ambientais e de saúde e segurança ocupacional;

9. Maior credibilidade e segurança da marca.

Para se aprofundar melhor no tema, convém que a norma ISO 31000 seja estudada. A versão 2018 da ISO 31000 traz as diretrizes para a gestão de riscos dentro de uma organização e estabelece a estrutura e princípios que precisam ser atendidos para tornar o gerenciamento de riscos mais eficaz e mais prática.

O melhor é que você pode se aperfeiçoar à distância enquanto aplica os conhecimentos em seu dia a dia organizacional.

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Ambiente de trabalho seguro aplicando práticas para redução de riscos

 

AMBIENTE DE TRABALHO SEGURO: GESTÃO DE SAÚDE E SEGURANÇA NO TRABALHO CONFORME ISO 45001

Tanto faz se você é um empregado ou um empregador, ninguém deseja lidar com um acidente de trabalho. E para prevenir, é necessário criar um ambiente de trabalho seguro aplicando práticas que reduzam os riscos e protejam os colaboradores. A melhor forma de garantir uma gestão eficaz dos riscos ocupacionais é através da implementação de um sistema de gestão e a norma ISO 45001:2018 apresenta as diretrizes para esse processo.

A ISO 45001 é aplicável a qualquer organização, independentemente do seu tamanho, tipo e natureza. Ela foi construída seguindo a mesma estrutura de outras normas de sistema de gestão, como a ISO 14001 e a ISO 9001. Por isso, essa nova estrutura para o gerenciamento da saúde e segurança no trabalho facilitará ainda mais a integração com a gestão ambiental ou de qualidade, por exemplo.

A principal referência de diretrizes para implantação de um sistema de gestão de saúde e segurança antes da ISO 45001:2018 era a OHSAS 18001:2007 e, apesar de alguns tópicos terem sido mantidos, alterações importantes foram realizadas.

Conheça algumas mudanças significativas

Além da significativa mudança estrutural, a ISO 45001 eliminou a obrigatoriedade das Ações Preventivas e do Representante da Direção. Um maior enfoque foi dado na Alta Direção, que se tornou responsável direta pelo desempenho e eficácia do sistema de gestão, tendo sua necessidade participação e engajamento aumentados.

Essa mudança facilita a integração do sistema de gestão com o planejamento estratégico das organizações. Além do enfoque operacional, agora as organizações deverão analisar à nível estratégico os seus contextos interno e externo, para identificar seus riscos e oportunidades relacionados ao sistema de gestão de saúde e segurança ocupacional.

Através dessa análise, o conceito de prevenção não fica tão enraizado nas não conformidades operacionais, já que a mitigação ou eliminação dos riscos se dará também por meio de avaliações estratégicas.

Princípios e Diretrizes da ISO 45001

Através de um sistema de gestão de saúde e segurança no trabalho que segue as diretrizes da ISO 45001, a organização será capaz de:

  • Desenvolver e implementar uma política de SSO e objetivos de SSO, como suas diretrizes de planejamento;
  • Estabelecer processos sistemáticos que considerem seus contextos interno e externo e que levem em conta seus riscos e oportunidades, requisitos legais e partes interessadas;
  • Determinar os perigos e riscos de saúde e segurança associados às suas atividades; procurando eliminá-los ou minimizá-los através de controles operacionais;
  • Estabelecer controles operacionais para gerenciar seus riscos de saúde e segurança, requisitos legais e de outras partes interessadas;
  • Aumentar a conscientização sobre seus perigos e riscos de saúde e segurança;
  • Avaliar seu desempenho em saúde e segurança e buscar melhorá-lo continuamente, através de ações apropriadas;
  • Garantir que os trabalhadores tenham um papel ativo nos assuntos de saúde e segurança.

Essas medidas, quando combinadas, atuarão diretamente na visibilidade da organização, atribuindo a ela a imagem de um lugar seguro para se trabalhar. Outros ganhos indiretos estão relacionados a:

  • Melhoria nas questões de compliance, principalmente no que diz respeito ao atendimento à requisitos legais.
  • Redução dos custos gerais com incidentes
  • Redução no tempo de inatividade e consequentemente nos custos com interrupção das operações
  • Redução do absenteísmo e na rotatividade de funcionários
  • Reconhecimento por adequação à uma norma internacional, podendo influenciar clientes que valorizam o nível de responsabilidade social das empresas.
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06/06 – Comemorado o Dia Mundial da Segurança dos Alimentos

 

Por: Ascom/Anvisa

Em Brasília, a data será marcada pela realização de um evento que debaterá as responsabilidades em relação aos alimentos seguros.

A Anvisa participará, nesta sexta-feira (7/6), em Brasília, de um evento que marcará as atividades do primeiro ano de comemoração do Dia Mundial da Segurança dos Alimentos. A data foi aprovada em 2018 pela Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) e, nesta primeira edição, traz o tema “Alimentos seguros: responsabilidade de todos”.

A proposta é chamar a atenção para o assunto e alertar para a necessidade de debate. Além disso, a data será sempre uma oportunidade para incentivar a adoção de ações que promovam a prevenção, a detecção e o gerenciamento de riscos relacionados aos alimentos.

A atividade será promovida pelo Centro Pan-Americano de Febre Aftosa e de Saúde Pública Veterinária da Organização Pan-Americana da Saúde (Panaftosa/SPV-Opas/OMS), responsável pelo Programa Regional de Segurança dos Alimentos da Opas.

Para os organizadores do evento, a responsabilidade por garantir a segurança dos alimentos envolve uma série de atores que compõem a cadeia produtiva e de distribuição, passando também pelo processamento e pela comercialização, além da atuação das autoridades sanitárias.

Leia o conteúdo na íntegra no Blog da ANVISA.

Auditoria de Conformidade Legal e o atendimentos às obrigações

 

Auditoria de Conformidade Legal: quais obrigações as empresas precisam atender?

A Auditoria de Conformidade Legal (ACL) é uma inspeção detalhada realizada por engenheiros qualificados nas instalações de determinada empresa a fim de periciar a situação na qual ela se encontra.

Os responsáveis pela auditoria farão laudos listando todos os problemas detectados para que estes sejam resolvidos pelas equipes responsáveis. Em geral, a ACL vai focar nos requisitos legais que devem atender à legislação municipal, estadual e federal, e também nos requisitos legais aplicáveis às atividades daquela empresa, ou seja, aqueles específicos da atividade que ela exerce.

A Auditoria de Conformidade Legal é importantíssima para que a empresa se adeque às boas práticas, evitando receber multas, autuações e até mesmo sofrer a paralisação de suas atividades por não estar seguindo a lei.

Uma auditoria vai detectar rapidamente caso a empresa esteja deixando de cumprir alguma questão importante. Além disso, também é uma grande oportunidade para a empresa antever seus problemas e possíveis ameaças, além de melhorar seus processos e reforçar a segurança de seus funcionários e colaboradores.

A implementação da Auditoria de Conformidade Legal

A implementação da Auditoria de Conformidade Legal
Como o Módulo TNC ajuda a sua gestão a tratar as não-conformidades?

Alguns passos básicos auxiliam na formatação dos requisitos principais para se implementar a ACL. Conheça-os abaixo:

Reuniões internas: meses antes da auditoria, realize reuniões de modo que os gestores de todos os setores possam contribuir. Essa etapa é muito importante para se conhecer as metodologias e processos de todas as áreas. Quanto mais definidos os processos estiverem, mais fácil será o trabalho posterior dos auditores. Inclusive, é muito útil criar uma lista de verificação de itens críticos a serem auditados.

Análise de processos: busque compreender e analisar todas as atividades realizadas por sua empresa, sejam elas diretas ou indiretas. Estabeleça o escopo das atividades e liste todas as unidades, instalações e processos.

Preparação da equipe: a auditoria propriamente dita envolverá uma série de entrevistas, análise de documentos, visitas e buscas por evidências. Garanta que toda a sua equipe seja colaborativa com os auditores. Se alguma área estiver necessitando de organização (principalmente da papelada), este é o momento de fazê-lo.

Prazo para a solução de problemas: ao fim da auditoria, a empresa normalmente recebe um relatório listando todas as não conformidades e a justificativa legal do que não foi cumprido. Depois que este documento tiver sido entregue, a empresa deverá montar um cronograma dentro do qual todos os problemas identificados devem ser resolvidos.

Ajuda especializada: nosso país possui muitas leis, decretos, portarias, resoluções e instruções, por isso é recomendável que a equipe responsável pela auditoria não apenas detenha pleno conhecimento das leis, como saiba interpretá-las corretamente. Escolha seus auditores com propriedade.

Obrigações exigidas em uma Auditoria de Conformidade Legal

Embora seja essencial se concentrar nos requisitos legais mais críticos às atividades de sua organização, é importante também focar em questões pertinentes a todas as empresas, como o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA), Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), Atestado de Saúde Ocupacional (ASO) e fichas de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) de cada trabalhador.

Abaixo, alguns itens que devem ser essencialmente abordados num ACL, bem como as leis e Normas Regulamentadoras que abordam cada um deles e que podem servir como parâmetro na elaboração do plano de auditoria. Lembrando que todos os itens abaixo são de regimento federal e que nenhum deles isenta sua empresa de se adequar aos requisitos de regimento municipal e estadual.

Licenciamento ambiental. Lei 6.938/81, que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, e Resolução CONAMA 237/97, que dispõe sobre o licenciamento ambiental.

Resíduos. Lei 12.305/10, institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Consumo de recursos hídricos e avaliação de potabilidade da água. Lei 9.433/97, que institui a Política Nacional de Recursos Hídricos; e Portaria Federal do Ministério da Saúde 2.914/11, que abrange questões sobre a água destinada ao consumo humano.

Efluentes líquidos. Resolução Federal CONAMA 430/2011, que determina condições, parâmetros, padrões e diretrizes para o lançamento de efluentes em corpos d’água receptores, redes coletoras e emissários submarinos.

Condições de trabalho. NR09, que dispõe sobre a elaboração e implementação do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA); NR15, que rege as operações insalubres; NR 07, que dispõe sobre a elaboração e implementação do Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional (PCMSO).

Eletricidade. NR 10, que fixa as condições mínimas para garantir a segurança de colaboradores que lidam com instalações elétricas.

Máquinas e equipamentos. NR11 e NR12.

Prevenção e combate a incêndio. NR-23, que dispõe sobre a prevenção e combate a incêndio no ambiente de trabalho.

E se houver não conformidades?

Caso não conformidades sejam identificadas, é muito importante não realizar o “jogo da culpa” dentro da empresa; ou seja: assumir posturas acusatórias e repletas de censura, apenas apontando culpados e causando conflitos. Esse tipo de atitude só afasta o funcionário de um processo de Auditoria Legal, que jamais deve ter a intenção de causar rejeição ou até medo.

É essencial identificar a causa da não conformidade per se, como objeto da questão, e principalmente se concentrar em tratá-la. Elabore planos de ação e também de prevenção. Ou seja: trate a causa e depois crie planos para que não haja reincidência.

Considerações Finais

Todo o processo que envolve uma auditoria, desde o momento que a antecede até a avaliação dos resultados, é sempre muito trabalhoso, mas os resultados valem a pena.

A empresa que realiza a Auditoria de Conformidade Legal com regularidade está sempre preparada. Ela pode fechar contratos com novos clientes a qualquer momento, sem se preocupar com possíveis embargos de última hora. Ela está pronta para receber fiscais trabalhistas ou ambientais, pois sabe que estará em conformidade. Ela terá evidências para demonstrar que segue a lei.

Além disso, estar em conformidade é o passo principal para obter as certificações ISO, que conferem extrema confiabilidade ao negócio.

ISO 19011: Diretrizes para alcançar um Sistema de Gestão Eficiente

 

Um sistema de gestão eficiente é aquele que que proporciona a mais alta qualidade em seus produtos e serviços, estando em conformidade com todas as exigências do cliente e exigências legais, e ao mesmo tempo mantendo a excelência em segurança e saúde do trabalhador.

ISO 19011: Diretrizes para alcançar um Sistema de Gestão Eficiente

As auditorias são essenciais para toda empresa que deseja conquistar a qualidade em seu sistema de gestão, pois ajudam a garantir que os processos estejam funcionando da maneira esperada e que a legislação esteja sendo cumprida.

A ISO 19011 é uma aliada indispensável para montar uma auditoria eficaz, pois fornece diretrizes a todos os níveis de organizações — pequenas, médias ou grandes — que desejem realizar auditorias de primeira, segunda ou terceira parte para sistemas de gestão.

Além disso, a ISO 19011 também estabelece requisitos para a competência e a avaliação de um auditor e de uma equipe auditora.

Auditoria: protagonista incompreendida

Em geral, as pessoas desenvolveram uma tendência a tratar as auditorias como se fosse algo ruim. Sempre que a palavra “auditoria” aparece num contexto, os pretensos auditados entram num estado de alerta — e até de desespero —, como se houvesse algo a ser temido, como se o auditor estivesse ali apenas para criticá-los e condená-los gratuitamente.

Assista ao Webinar ISO 19011:2018

Você sabe como preparar sua empresa para uma Auditoria? Bem, primeiro, precisamos desmitificar essa visão sobre as auditorias. Na verdade, elas são um excelente instrumento para identificar todas as qualidades e problemas de um processo, oferecendo soluções e meios facilitadores, que tornarão a vida do trabalhador muito mais fácil no dia a dia.

A proposta de uma auditoria é simplesmente verificar se os elementos que compõem o sistema de gestão estão implementados, e se tais elementos necessitam de algum tipo de aperfeiçoamento.

Sem uma auditoria, a empresa muitas vezes pode ficar “perdida” em relação ao que precisa solucionar em seu ambiente, trabalhando no modelo “tentativa e erro”, que costuma ser caro e proporcionar grandes perdas de tempo.

Sabe quando o gestor tem noção de que precisa melhorar alguns processos em sua equipe, porém tem dificuldade para estabelecer quais pontos precisam de mais atenção e cuidado para que os índices de qualidade recomendados sejam alcançados? A auditoria existe exatamente para direcionar isso. Por isso é importantíssimo que os auditados estejam abertos e que não tentem “esconder” as falhas. A auditoria está ali exatamente para resolvê-las.

Auditorias podem ser internas e externas

As auditorias internas são essenciais para a melhoria dos processos e controles, prevenindo erros e acidentes, reduzindo custos desnecessários e agilizando as operações. Já as auditorias externas asseguram que a empresa esteja em conformidade legal com todos os requisitos e garante a transparência de seus processos. Porém,  independentemente de sua natureza, uma auditoria bem feita sempre precisa seguir alguns princípios como conduta ética, imparcialidade e abordagem baseada em evidências.

ISO 19011

ISO 19011: Diretrizes para alcançar um Sistema de Gestão Eficiente

A ISO 19011 fornece todas as diretrizes de uma auditoria eficaz. É uma norma um tanto versátil em sua aplicabilidade, sendo útil às industrias, comércio, prestadoras de serviço, ONGs e até mesmo instituições de ensino. É uma norma que se adapta muito bem às diferentes características de cada organização (como tamanho e complexidade dos  processos) e por isso pode servir de padrão a todo tipo de rotina de auditoria, seja ela interna ou externa.

A primeira versão da norma ISO 19011 nasceu em 2002. Nesse texto, as auditorias ainda se restringiam apenas às auditorias ambientais e auditorias de qualidade. Em 2011, foi vislumbrada a necessidade de atualização, então surgiu uma nova versão que pôde ser adotada por auditores de variados sistemas de gestão, empresas de consultoria e organizações que necessitassem realizar auditorias por razões contratuais ou regulamentares.

Em julho de 2018, a ISO 19011 ganhou sua terceira versão (e a que utilizamos hoje), cancelando e substituindo a ISO 19011:2011. A versão mais recente passou por revisões técnicas a fim de garantir que suas orientações continuassem eficazes.

As principais mudanças que a ISO 19011 sofreu nos últimos anos referem-se especialmente à expansão das orientações sobre gestão dos programas de auditoria, aumento dos requisitos de competência genérica para auditores, ampliação das orientações sobre a condução de uma auditoria, ajustes de terminologia e modificação em alguns de seus anexos.

A auditoria também introduz o conceito de risco para as auditorias de sistemas de gestão, abordando mudanças no mercado, tecnologias em evolução e muitos novos padrões de sistema de gerenciamento. Foram exatamente essas atualizações que permitiram a adoção da ISO 19011 em vários sistemas simultâneos de gestão, tornando o processo de auditoria muito mais simples e fácil.

Leia sobre a mensuração de riscos e oportunidades para o seu negócio.

Considerações Finais

A realização de auditorias é essencial não apenas para o cumprimento das leis, mas também para melhorar todos os processos de uma organização, o que por sua vez vai refletir não apenas na qualidade dos produtos e serviços que ela oferece, mas também no capital humano.

Uma auditoria bem realizada define os riscos que podem interferir na governança e aprofunda os conhecimentos sobre os processos e controles, prevenindo erros e aumentando a confiança perante os parceiros e colaboradores da empresa.

Para isso, a ISO 19011 é uma excelente diretriz, que irá garantir a transparência e eficácia do processo de auditoria.

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Leia mais: A nova ISO 19011 – Diretrizes para auditoria de sistemas de gestão

NR 13: Disposições gerais, Prontuários, Inspeções (Parte II)

 

Gestão de segurança e saúde ocupacional.

A NR13 foi criada em 1978 pelo Ministério do Trabalho e do Emprego e seu principal objetivo é definir regras claras para a operação de vasos de pressão, caldeiras e sistemas de tubulações, assegurando assim a integridade dos trabalhadores e também a preservação do patrimônio da empresa e do meio ambiente.

NR 13: Disposições gerais, Prontuários, Inspeções (Parte II)

É uma NR bastante completa, que aborda questões como inspeções periódicas de segurança, os dispositivos necessários para operação, a aptidão dos trabalhadores envolvidos no manejo dos vasos e caldeiras e muito mais.

A NR 13 estabelece que suas regras sejam aplicadas em todos os equipamentos listados no anexo III de seu manual, inclusive aqueles considerados auxiliares de unidades, tais como bombas, filtros, resfriadores de óleo, amortecedores de pulsação de compressores, geradores e motores e outros. Já equipamentos como extintores de incêndio e serpentinas para troca térmica não se enquadram na NR13, visto que já se encontram sob a jurisprudência de outras normas e legislações.

Tais especificações da Norma foram vistas na primeira parte do artigo e que vale a pena a leitura antes de darmos continuidade ao assunto sobre a disposição geral, prontuários e inspeções.

Disposições gerais / Prontuários / Inspeções

NR 13: Disposições gerais, Prontuários, Inspeções

O prontuário da caldeira deve ser reconstituído pelo empregador, com responsabilidade técnica do fabricante ou de PH, com informações e dados dos dispositivos de segurança e memória de cálculo da PMTA, quando inexistente ou extraviado. A autoria do projeto de instalação de caldeiras a vapor é de responsabilidade de PH.

As caldeiras de qualquer estabelecimento devem ser instaladas em casa de caldeiras ou em local específico para tal fim, denominado área de caldeiras. A caldeira instalada em ambiente aberto, a “área de caldeiras” deve satisfazer aos requisitos estabelecidos na NR 13. Devem ser submetidas a inspeções de segurança inicial, periódica e extraordinária, executada sob a responsabilidade técnica de PH, com anotação no seu Registro de Segurança a sua condição operacional.

Os vasos de pressão construídos sem códigos de projeto e instalados antes da publicação da NR 13, devem ter a PMTA atribuída por PH a partir dos dados operacionais e serem submetidos a inspeções periódica. A empresa deve elaborar um Plano de Ação para realização de inspeções extraordinárias e especiais.

Os vasos de pressão devem ser instalados com drenos, respiros, bocas de visita e indicadores de nível, pressão e temperatura, com fácil acesso. Devem ser observados os requisitos necessários para os vasos de pressão instalados em ambientes fechados, bem como em caso de instalação em ambiente aberto.

A gestão de segurança na operação de caldeiras e vasos de pressão

(enquadrado nas categorias I ou II), necessitam de manual de operação atualizado, em língua portuguesa, em local de fácil acesso aos operadores (no caso da caldeira) e envolvidos no processo, contendo procedimentos de partidas e paradas, parâmetros operacionais de rotina, instruções sobre emergências, procedimentos gerais de segurança, saúde e meio ambiente.

Qual a importância de uma gestão em NR para o seu negócio? Saiba mais sobre o assunto no artigo publicado anteriormente.

Gestão de documentos

Os estabelecimentos que dispõem de tubulações, sistemas de tubulação ou linhas devem estabelecer gestão de documentos devidamente atualizados, contendo as especificações aplicáveis às tubulações ou sistemas, necessárias ao planejamento e execução da sua inspeção; dispor de fluxograma de engenharia com a identificação da linha e seus acessórios; projeto de alteração ou reparo; relatórios de inspeção; e registro de segurança.

O Registro de Segurança deve ser constituído por um livro com páginas enumeradas por estabelecimento ou sistema informatizado com os registros de ocorrências como vazamentos de grande proporção, incêndios ou explosões envolvendo o sistema de tubulação e que possa influenciar nas condições de segurança das tubulações, risco e danos ao meio ambiente, acidentes envolvendo os trabalhadores.

Toda essa documentação quando inexistente ou extraviada, deve ser reconstituída pelo empregador, sob a responsabilidade técnica de um PH, além de estar á disposição para eventual fiscalização pela autoridade competente do Órgão Regional do Ministério do Trabalho, para acesso e consulta dos operadores, pessoal de manutenção, membros da CIPA e representação sindical.

O estabelecimento deve possuir um programa de inspeções periódicas, elaborado e executado por PH, com base em dados técnicos, avaliação de riscos, danos criticidade do sistema, como emissão de relatório de inspeção de segurança.

A inspeção extraordinária deverá ocorrer quando a tubulação for danificada por acidente ou outra ocorrência que comprometa a segurança dos trabalhadores; e/ou quando a tubulação for submetida a reparo provisório ou alterações significativas, capazes de alterar sua capacidade de contenção de fluído; e/ou antes da tubulação ser recolocada em funcionamento, quando permanecer inativa por mais de 24 (vinte e quatro) meses.

Armazenamento e Estocagem

As organizações que apresentam em suas instalações e processos tanques metálicos de armazenamento e estocagem (conforme aplicabilidade abordada no início) devem desenvolver um programa e plano de inspeção levando em consideração:

  • Os fluidos armazenados;
  • As condições operacionais;
  • Os mecanismos de danos previsíveis;
  • As consequências para os trabalhadores, instalações e meio ambiente decorrentes de possíveis falhas nos
  • tanques.

Deve ser estabelecido um controle e gestão de documentos referente aos tanques metálicos de armazenamento e estocagem, contendo folhas de dados com as especificações dos tanques necessárias ao planejamento e execução da sua inspeção; desenho geral; projeto de alteração ou reparo; relatórios de inspeção de segurança; registro de segurança.

Gestão de Segurança e Saúde Ocupacional

O Registro de Segurança deve ser constituído por livro de páginas numeradas, pastas ou sistema informatizado onde devem ser registradas as informações referentes a todas as ocorrências importantes capazes de influir nas condições de segurança dos tanques, as ocorrências de inspeções de segurança inicial, periódica e extraordinária, devendo constar a condição operacional do tanque, o nome legível e assinatura do responsável técnico formalmente designado pelo empregador no caso de registro em livro físico ou cópias impressas.

Toda essa documentação quando inexistente ou extraviada, deve ser reconstituída pelo empregador, sob a responsabilidade técnica de um PH designado.

As inspeções de segurança periódicas e/ou extraordinárias dos tanques devem ser constituídas de exames e análises definidas por PH que permitam uma avaliação da sua integridade estrutural de acordo com a legislação e normas aplicáveis, além da emissão de relatório de inspeção de segurança.

Considerações Finais

As atividades e operações em caldeiras, absolutamente, expõe os trabalhadores envolvidos a uma série de riscos, como explosões, incêndios, queimaduras por contatos em superfícies aquecidas, possibilidade de perda auditiva por exposição a níveis de ruído acima dos limites e níveis de tolerância, surgimento de doenças por exposição ao calor extremo gerado nas atividades.

Portanto, é inquestionável a necessidade e importância de uma gestão de segurança e saúde ocupacional das condições de riscos de acidentes e da saúde dos trabalhadores envolvidos nas atividades em caldeiras, vasos de pressão, tubulações e tanques metálicos de armazenamento e estocagem, levando em consideração a criticidade de cada processo.

Nesse sentido, a NR 13 apresenta de forma clara e bem direcionada os requisitos mínimos para gestão da integridade estrutural de caldeiras a vapor, vasos de pressão, sistemas de tubulações e tanques metálicos de armazenamento, associados às instalações, inspeções, operação e manutenção de seus respectivos processos.


Edson Filho / Consultor Jurídico


Referência Bibliográfica:

NR 13 – CALDEIRAS, VASOS DE PRESSÃO, TUBULAÇÕES E TANQUES METÁLICOS DE ARMAZENAMENTO (Última atualização: Portaria MTb n.º 1.082, de 18 de dezembro de 2018 ; DOU 20/12/18)

Fundacentro – Fundação Jorge Duprat e Figueiredo

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