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Você sabe o que é Tratamento fitossanitário? E para que serve?


 

Você sabe o que é Tratamento fitossanitário? E para que serve?

Com o acelerado processo de globalização, as importações e exportações estão cada vez mais frequentes, nos dias atuais. Dependendo do tipo de material ou do equipamento importado ou exportado, é comum que sejam utilizadas embalagens ou suportes de madeira (pallets) para proteção da carga transportada. Diante disso, alguns cuidados devem ser observados, principalmente para prevenir que pragas quarentenárias existentes nos países exportadores tragam ameaças à agricultura do país importador.

O que é Tratamento fitossanitário e para que serve?

Isso porque, é justamente na madeira utilizada para o transporte onde há possibilidade de existência de algum tipo de praga proveniente do país de origem da carga importada. Para prevenir infestações foram criadas, com respaldo da OMC (Organização Mundial do Comercio), diversas normas internacionais de medidas fitossanitárias para prevenir a difusão de pragas entre países.

No Brasil, a regulamentação sobre o assunto ficou à cargo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, que disciplina os processos de tratamento das madeiras por meio de instruções normativas.

Quais os tipos de tratamento de mais comuns?

As modalidades de tratamentos autorizadas no Brasil e mais usuais para o combate às pragas são o Tratamento Térmico (HT) e o Tratamento com Brometo de Metila (MB). No primeiro processo (tratamento térmico), a madeira é armazenada em uma câmara e é submetida a uma temperatura de 56ºC, durante 30 minutos, no interior da madeira. Esse processo reduz a umidade e consequentemente as condições para o desenvolvimento de pragas.

Já o tratamento com o Brometo de Metila é um processo químico, também realizado em uma câmara, onde a madeira é submetida a doses do produto até o período de 24 horas. Após esse período, profissionais qualificados avaliam a concentração final residual mínima de brometo de metila, no interior da câmara, para avaliar através de equipamentos adequados a eficácia do tratamento.

Identificação das embalagens ou suportes tratados

Uma das exigências previstas na legislação é que todas as madeiras (embalagens e suportes) submetidas aos processos de tratamento sejam identificadas, de forma visível e legível para qualquer pessoa. A forma de identificação das madeiras tratadas adota um padrão mundial e através dela é possível ter conhecimento de várias informações tais como: país onde o tratamento foi realizado, a empresa responsável e o método de tratamento utilizado.

Abaixo a figura mundialmente padronizada para identificação do tratamento: Ainda de acordo com a legislação (Instrução Normativa Mapa nº 32/2015) a marca deve ser visível e, obrigatoriamente, disposta em pelo menos duas faces externas e opostas da embalagem ou do suporte de madeira.

O controverso uso do Brometo de Metila

Uma dúvida comum é se o uso do Brometo de Metila está proibido ou não se também há um prazo para utilizar esse produto no tratamento de madeiras. O uso do Brometo de Metila para fumigação é permitido no Brasil.  Embora o Protocolo de Montreal (do qual o Brasil é signatário) tenha proibido sua utilização a partir do ano de 2015.

Todavia, em dezembro de 2015, foi publicado um regulamento (Instrução Normativa Conjunta MAPA/ANVISA nº 02/2015) que autoriza o uso de brometo de metila no Brasil, exclusivamente em tratamento fitossanitário, com fins quarentenários nas operações de importação e de exportação. Assim, o uso do Brometo de Metila no Brasil é legalizado, desde que observados todos os critérios e procedimentos previstos na Instrução Normativa Mapa nº 32/2015, em seu artigo 9º.

Embalagens e suportes excluídos dos procedimentos fitossanitários

Conforme já mencionado, o principal objetivo dos procedimentos fitossanitários consiste na eliminação de pragas, eventualmente presentes nas madeiras.

De acordo com a Instrução Normativa Mapa nº 32/2015 as embalagens e suportes de madeira ou peças de madeira que não sofreram processamento suficiente para remover ou eliminar pragas devem ser submetidas a tratamentos adequados. Nesse rol estão incluídos: caixas, caixotes, engradados, gaiolas, bobinas e carretéis, paletes, plataformas, estrados para carga, madeiras de estiva, suportes, apeação, lastros, escoras, blocos, calços, madeiras de arrumação, madeiras de aperto ou de separação, cantoneiras e sarrafos.

Por outro lado, existem algumas embalagens e suportes que são consideradas de baixo risco e, portanto, excluídos das disposições IN 32/2015. São elas:

I – embalagens e suportes de madeira feitos totalmente com madeira de espessura menor ou igual a seis milímetros;

II – embalagens e suportes de madeira feitos inteiramente de madeira processada, tais como compensados, aglomerados, chapas de lascas de madeira e laminados de madeira, produzidos utilizando cola, calor, pressão ou uma combinação desses;

III – barris para vinho e bebidas alcóolicas, que foram aquecidos durante a fabricação;

IV – caixas de presente para vinhos, charutos e outros produtos básicos feitas de madeira processada ou manufaturada de tal maneira que as tornem incapazes de veicular pragas;

V – serragem, cavacos, maravalha, lascas de madeira e lã de madeira, quando utilizados como embalagem ou suporte; e

VI – componentes de madeira permanentemente acoplados a veículos de carga e contêineres utilizados para transporte de mercadorias.

O que exigir das empresas que realizam o tratamento fitossanitário?

Como vimos, a contratação de empresas para realizar o tratamento fitossanitário, em alguns casos, será obrigatória para que os materiais importados possam ser liberados nas áreas portuárias, aeroportuárias e entrepostos aduaneiros. Assim, é importante que o cliente desse serviço tenha acesso a alguns registros para comprovar a habilitação da empresa contratada para realizar o tratamento fitossanitário:

1º: Credenciamento da empresa junto ao Ministério Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA;

2º: Certificado de tratamento emitido pela empresa responsável (a empresa poderá emitir o certificado de tratamento em até 3 (três) dias úteis após o tratamento);

3º: Verificar se o tipo de tratamento apontado no certificado emitido pela empresa (térmico, fumigação, etc.) consta no escopo do credenciamento dela junto ao MAPA;

4º: Registros dos produtos utilizados no tratamento junto ao MAPA.

Conclusão

Embora esse assunto possa não ser considerado crítico para alguns ramos de atividade, em especial aqueles que não possuem interface com importações / exportações de cargas, vimos que os tratamentos fitossanitários são fundamentais para a preservação da flora e biodiversidade. Sem a obrigatoriedade desses processos os países importadores estariam submetidos a riscos de vários tipos de pragas quarentenárias, com grande potencial de riscos às espécies vegetais nativas.

 

Ricardo Henrique Ferreira Cardoso
Consultor Jurídico
Advogado

Referência:
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA
Instrução Normativa Mapa nº 32/2015

 


Como fazer análise da perspectiva de Ciclo de Vida?


 

Ainda tem dúvida de como fazer análise da perspectiva de Ciclo de Vida?
Leia o nosso post e acabe com as dúvidas!

A atualização da ISO 14001, publicada em 2015, trouxe mais do que novos conceitos. A norma tem por objetivo trazer uma nova abordagem para alguns de seus requisitos. Dentre eles estão, a análise de riscos e oportunidades do negócio, dos processos, dos requisitos legais e aspectos ambientais da organização. Além do  levantamento de necessidades e expectativas de suas partes interessadas e a avaliação dos aspectos ambientais. Considerando-os uma perspectiva de ciclo de vida.

Uma nova abordagem sobre a ISO 14001

Esta nova abordagem leva a organização a ter um olhar ainda mais crítico sobre o quão preponderante é o seu negócio. E quais são as interferências efetivas de suas atividades, na rotina das partes interessadas. E, por fim, quais os reais impactos decorrentes de seus processos. A criticidade de cada um destes, precisa ser avaliada pela Alta Direção da organização.  A fim de que, a mesma determine como e qual o melhor momento para intervir. De tal modo, que seja possível potencializar tudo que for positivo e minimizar/mitigar tudo que for negativo.

Tratando-se do levantamento e avaliação dos aspectos ambientais, podemos aplicar, de forma genérica, esta mesma lógica. De acordo com a norma, a organização deve “determinar os aspectos ambientais de suas atividades, produtos e serviços.

De modo, que possa selecionar quais serão controlados e aqueles que possam influenciar seus impactos associados. Deve-se, portanto, considerar sempre a perspectiva de ciclo de vida”. Ou seja, enfatiza-se o objetivo do requisito 6.1.2 de que a organização avalie criticamente seus aspectos. E que também possa analisar quais ela conseguirá monitorar e até mesmo atuar. Podendo ser de forma direta ou indireta.

Exemplo prático – ISO 14001:2015

Citando um exemplo prático, algumas organizações se assustaram com este requisito. Isto pois, devido a seus produtos serem incorporados em vários outros, antes de chegarem até o consumidor final. Realizando, assim uma análise completa do ciclo de vida. Incluindo, portanto, o total controle e influência sobre estes, tornando-se um trabalho técnico e economicamente inviável.

Um conselho válido que os consultores da Verde Ghaia sempre dão aos seus clientes e que principalmente, tratando-se de novos conceitos, é a leitura dos anexos da norma. E, quanto a este assunto, o anexo ressalta que a organização é que determina a extensão do controle e da influência exercida. Isto é, o segredo é elaborar uma metodologia para Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais. Devendo, no entanto, incluir a análise do ciclo de vida. E assim, dizer da forma mais clara possível, como a organização irá definir os critérios de controle e influência. Devendo, portanto, estar de acordo com a sua realidade, para que realizar tudo aquilo que for identificado no levantamento de aspectos e impactos ambientais.

Sendo assim, no caso de produtos que são incorporados a vários outros, não necessariamente à organização, precisa ter o total controle e influência. Desde a matéria-prima até a destinação/disposição final.

Metodologia e análise do Ciclo de Vida

A empresa pode determinar em sua metodologia que irá fazer a análise do ciclo de vida, a partir dos aspectos gerados por cada atividade. E assim, definir um critério para riscos e oportunidades a partir da análise da perspectiva do ciclo de vida. Por exemplo, para o aspecto “Consumo de matéria-prima x”. A organização pode influenciar o seu provedor externo, priorizando comprar sua matéria-prima em empresas que possuem Certificação em ISO 14001.

Já para o aspecto “Geração de resíduos de plástico”, quando se tratar de produtos que se tornarão resíduos após chegar até o consumidor final, a organização pode avaliar a possibilidade de inserir em seus produtos a codificação. Informando, portanto, se aquele plástico é reciclável ou não. Buscando, potencializar a reciclagem deste material. Percebe-se que, em qualquer levantamento de aspectos, é considerado a análise de ciclo de vida. Consequentemente, surgirão diversas outras possibilidades de melhorias no processo para potencializar o controle e influência da organização.

Vale ressaltar que o segredo é a elaboração de uma metodologia coerente com a realidade da mesma. Assim, será muito mais simples atender à este requisito e não ter “não conformidade” relativa a isso na auditoria externa.

Bianca Rubia Braz Moreira
Consultora de Sistema de Gestão Integrado
Engenheira ambiental e sanitarista, com especialização em legislação ambiental e tratamento de resíduos e efluentes


Nova regra para hidrante em prédio em São Paulo – SP


 

O Diário Oficial do Município de São Paulo publicou, recentemente, a Lei Nº 16.900, de 04-06-2018, que dispõe sobre contrapartidas a serem adotadas por novos empreendimentos no Município de São Paulo em relação à área de segurança e prevenção contra incêndios, e dá outras providências.

Os novos prédios que forem construídos na cidade de São Paulo deverão ser inaugurados com hidrantes urbanos de coluna, ligados à rede pública de água e capazes de serem acoplados às mangueiras do Corpo de Bombeiros.

A medida será aplicada em empreendimentos com mais de 40 unidades, loteamentos industriais e comerciais, e edificações com área construída com área igual ou superior a 4 mil m².

A nova lei ainda dispõe que os hidrantes devem ser instalados em um raio de até 300 metros dos empreendimentos. Caso a região já tenha um equipamento em funcionamento dentro da distância estipulada, as construtoras deverão instalar um novo hidrante ou realizar a manutenção de um hidrante pré-existente em local a ser definido pela concessionária do serviço de abastecimento de água e esgotamento sanitário.

A lei não traz informações sobre punições para quem descumprir a determinação, mas a regulamentação será publicada em um prazo de 90 dias.

Os detalhes quanto às medidas a serem adotadas, estão elencados na referida norma.

Gabriela Cristina U. Viana
Setor Jurídico Verde Ghaia


Saiba tudo sobre o Programa 5S – Qualidade Total


 

O QUE É O PROGRAMA 5S

O 5S, também conhecido como Programa 5S ou ainda como [1]Housekeeping, é uma metodologia aplicada para a melhora da qualidade no ambiente de trabalho através da organização, limpeza e conduta das pessoas de forma estruturada e de fácil execução.

Uma vez implementada é capaz de modificar não só o ambiente de trabalho, mas, se for estendido para o campo pessoal de cada indivíduo, pode trazer melhora do humor, na maneira de conduzir suas atividades e nos relacionamentos interpessoais.

Em um ambiente profissional, a desordem da infraestrutura de uma empresa ocasionada por equipamentos mau alocados, peças faltantes, materiais e ferramentas fora do lugar, bem como a existência de sujeiras atrapalham a execução dos procedimentos operacionais necessários para a realização das tarefas, resultando em atrasos e prejuízo para a organização. Quando incorporado aos padrões operacionais da empresa, o 5S proporciona maior visibilidade e controle das atividades e otimização dos recursos necessários para a realização das ações, contribuindo para a eliminação do desperdício, seja de tempo, material ou energia, favorecendo assim a redução de erros ou falhas no processo produtivo.

SURGIMENTO

Sua origem se deu no Japão logo após a 2º Guerra Mundial (década de 50) onde, diante de um cenário de destruição e sujeira nas fábricas, o professor Kaoro Ishikawa elaborou uma metodologia, tendo por base práticas milenares de educação oriental, para evitar o desperdício e organizar o ambiente diante de um país devastado e com escassez de recursos.

Figura 1 Japão antes e depois da 2º Guerra Mundial

A prática surtiu efeito e alcançou grande sucesso no Japão, sendo incorporada às rotinas de trabalho das empresas orientais e ganhando repercussão internacional no meio corporativo, de forma que outras empresas ao redor do mundo começaram a adotar essa metodologia e a disseminá-la.

No Brasil, o 5S foi formalmente lançado na década de 90 sendo fortemente difundido entre as empresas cuja finalidade foi a de aumentar a produtividade com as práticas de redução de desperdícios e aumento de produtividade.

SIGNIFICADO DOS 5S

O nome 5S é derivado de cinco palavras japonesas iniciadas pela letra “S”, as quais foram acrescidas do termo “senso” na tradução para o português a fim de melhor expressar o sentido de cada palavra conforme seu significado original.

São elas:

整理      SEIRI             Senso de Utilização, Seleção, Descarte, Classificação, Organização

整頓     SEITON          Senso de Ordenação, Arrumação, Organização

清掃     SEISO             Senso de Limpeza, Inspeção, Zelo

清潔     SEIKETSU      Senso de Saúde, Padronização, Higiene, Asseio, Bem estar

躾          SHITSUKE      Senso de Autodisciplina, Disciplina, Autocontrole, Respeito

Cada conceito integrante do 5S representa um pouco da filosofia oriental através de uma atitude, uma ação que, quando conjugados, expressam as ideias centrais de organização e controle. Quando praticados reiteradamente e incorporados ao dia a dia, o 5S pode proporcionar melhora na qualidade de vida, refletindo diretamente em um ganho na produtividade profissional e também pessoal de cada indivíduo.

Como consequência no âmbito corporativo, a prática da metodologia 5S pode proporcionar melhor controle dos processos com a economia de recursos e otimização das atividades, condições essenciais para o desenvolvimento sustentável de uma empresa.

APLICAÇÃO

Por se tratar de conceitos de fácil entendimento, a prática do 5S em uma organização permite sua execução em todos os setores da empresa, seja qual for seu ramo de atuação ou tamanho, sendo bem empregado tanto no “chão de fábrica” quanto no ambiente administrativo.

Considerado pelas indústrias japonesas como fator básico para o sucesso de programas de qualidade, como o TQC (Total Quality Control) ou Qualidade Total, é amplamente utilizado pelas organizações que buscam não só atender as demandas de seus clientes com produtos ou serviços quanto por instituições que desejam atuar de forma responsável e coerente com seus objetivos.

Através de sua aplicação, é possível trabalhar de forma otimizada os recursos necessários para a fabricação de produtos ou prestação de serviços racionalizando a utilização de documentos, materiais e equipamentos, customizar a mão de obra e agilidade dos processos, bem como promover o bem-estar e desenvolvimento dos colaboradores que participam ativamente do programa, permitindo uma melhora nos relacionamentos interpessoais e também estímulo para o desenvolvimento de cada indivíduo.

VANTAGENS DO 5S

Dentre as inúmeras vantagens trazidas pela adoção do programa 5S, destaca-se:

  • Eliminação do excesso de objetos, formulários, pastas e materiais;
  • Higiene física e mental;
  • Eliminação da poluição visual;
  • Facilita a obtenção de informação;
  • Otimização do espaço;
  • Agilidade dos processos;
  • Melhora a administração do tempo;
  • Aumenta a segurança;
  • Melhora a qualidade dos produtos e serviços ofertados;
  • Desenvolve o trabalho em equipe;
  • Eleva o nível de satisfação e motivação pessoal;
  • Melhora o ambiente de trabalho e as relações humanas;
  • Melhora a qualidade de vida.

Em uma perspectiva mais prática, pode-se citar como exemplo o estoque de materiais onde o método de guardar por tipos, tamanhos, cores, etc. facilita sua localização (economia de tempo), sua reposição (economia de recurso), bem como prioriza seu uso adequado no processo (diminui ou elimina o risco de falhas).

Da mesma forma, um ambiente limpo pode evitar a contaminação por doenças, falhas ou defeitos em estruturas ou equipamentos que estejam cobertos com poeiras ou debaixo de entulhos, risco de acidentes ocasionados por pisos molhados ou com algum material escorregadio (óleos, graxas, etc.) ou ainda aparentar descuido em uma estação de trabalho suja e com excesso de materiais.

[1] Housekeeping, conservação da casa, é um programa voltado para a mobilização dos funcionários através da implementação de mudanças no ambiente de trabalho, incluindo eliminação dos desperdícios, limpeza e arrumação das salas. Significado de housekeeping. Dicionário Formal, nov. 2011. Disponível em: <http://www.dicionarioinformal.com.br/significado/housekeeping/3594/>. Acesso em: 18 ago. 2016

Quer saber mais e instituir o programa na sua empresa? Veja o conteúdo completo.


Riscos e oportunidades na ISO 9001 e ISO 14001


 

Os riscos e as oportunidades devem ser identificados enquanto que as ações devem ser estabelecidas para garantir o atendimento aos requisitos do produto e o aumento da satisfação dos clientes. Este é um dos pontos mais cruciais para o Sistema de Gestão da Qualidade.

A identificação correta dos riscos e das oportunidades auxilia no planejamento de todo o SGQ, atuando desde a orientação e elaboração de objetivos coerentes com os seu contexto e expectativas de partes interessadas, até aos procedimentos operacionais, informação documentada, métodos de monitoramento e medição, dentre outros. É muito comum, as organizações avaliarem apenas as ameaças e os riscos negativos. Apesar destes serem realmente importantes, deve-se tratar também, e com a devida prioridade a dimensão dos danos que estes possam vir a causar.

ISO 9001:2015

Vale destacar também, um paralelo com relação à versão anterior da NBR ISO 9001 cuja identificação, investigação e tratativa das ameaças e riscos negativos podem ser comparadas ao antigo requisito de ações preventivas, onde deveriam ser estabelecidas ações para eliminar as causas de não-conformidades potenciais, evitando, novamente, a sua ocorrência.

Entretanto, a visão positiva, ou seja, a abordagem de oportunidade e riscos positivos podem alavancar a melhoria dos processos e produtos tornando a organização cada vez mais competitiva. São fundamentais no planejamento de ações de melhoria, por meio de uma postura proativa e, em vários casos, inovadora.

Lembrando que, como suporte (não obrigatório), podem ser aplicados os requisitos definidos na NBR ISO 31000, bem como as ferramentas apresentadas na NBR ISO 31010.

ISO 14001:2015

A gestão de riscos fornece um projeto preventivo do sistema de gestão ambiental, que explica o desaparecimento da ação preventiva da norma.

Os riscos e oportunidades devem ser identificados e ações devem ser estabelecidas para garantir o atendimento aos requisitos desta norma e prevenir e/ou reduzir efeitos indesejáveis. A identificação correta dos riscos e oportunidades auxilia no planejamento de todo o SGA, orientando na elaboração de objetivos coerentes com o seu contexto tanto nas questões internas quanto externas.

É muito comum as organizações avaliarem apenas as ameaças e riscos negativos. Eles são realmente importantes e devem ser tratados com a sua devida prioridade, de acordo com a magnitude dos efeitos que possam causar. Entretanto, a visão positiva, ou seja, a abordagem de oportunidade e riscos positivos pode alavancar a melhoria dos processos e produtos tornando a organização cada vez mais competitiva. São fundamentais no planejamento de ações de melhoria ou por meio de uma postura proativa e, em vários casos, inovadora. Lembrando que, como suporte (não obrigatório), podem ser aplicados os requisitos definidos na NBR ISO 31000, bem como as ferramentas apresentadas na NBR ISO 31010.

Será exigido das organizações que identifiquem o contexto no desenvolvimento das atividades, bem como os riscos e oportunidades. Embora não esteja muito bem definido, como documentar esse requisito, vale observar que este item é muito importante na implantação do Sistema de Gestão Ambiental, considerando a nova versão da ISO 14001.

Priorização dos resultados do SGA – Sistema de Gestão Ambiental

A organização deve priorizar questões que afetem os resultados do SGA, a fim de determinar os riscos e oportunidades relacionados aos aspectos ambientais significativos, requisitos legais e outros requisitos (compliance) e outras questões prioritárias com base no contexto da organização e requisitos das partes interessadas.

Contudo, deve-se planejar a ações para mitigar riscos e maximizar as oportunidades, considerando os objetivos ambientais, controle operacional, preparação e resposta a emergência, assim como os procedimentos operacionais, monitoramento e medição, dentre outros. Cada organização deve estabelecer, implementar e manter processo adequado, de modo a gerenciar seus riscos.


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Gestão de fornecedores, você a faz?


 

Quando estamos diante de um sistema de gestão – seja de meio ambiente, saúde e segurança no trabalho ou até mesmo quando não há uma sistemática formalizada e implementada, um aspecto muito importante requer atenção especial das organizações: seus fornecedores.

PASSOS DA GESTÃO DE FORNECEDORES

Desde o fornecimento de produtos ou na prestação de serviços, os fornecedores são peças-chave para que a “engrenagem” da empresa funcione perfeitamente. Em alguns casos, eles representam sua própria imagem no mercado, de forma que qualquer problema que ocorra, tais como a insatisfação dos clientes, má reputação da empresa ou ainda o não cumprimento a requisitos normativos, pode colocar em risco todo o negócio.

PASSOS DA GESTÃO DE FORNECEDORES

1- Identificação

Para tanto, alguns pontos importantes devem ser observados pela organização no processo de contratação de terceiros. A começar pela identificação de qual ou quais fornecedores são críticos ao seu negócio, ou seja, aqueles que são exclusivos ou de suma importância para suprir seu processo produtivo ou serviço prestado.

2 – Análise Técnica

Uma vez identificados e classificados, esses fornecedores, por menores que sejam, devem apresentar condições de suprir as demandas da organização. E, nessa perspectiva, além de verificar se o parceiro atende aos requisitos da organização, se faz necessário uma análise técnica de outros aspectos que vão desde gestão organizacional e financeira, passando por questões de qualidade, meio ambiente, saúde e segurança no trabalho e responsabilidade social.

Boas práticas de fabricação, situação legal e contábil estável, licenças ambientais, conscientização ambiental, cuidados com higiene e segurança ocupacional, condutas socialmente aceitáveis no ambiente de trabalho e na sociedade. Estes são alguns dos muitos itens a serem considerados pela organização para que possa garantir de forma eficaz sua cadeia de suprimentos.

3 – Avaliação Periódica

Uma vez conhecidos os requisitos mínimos que a empresa terceirizada deve atender, é necessário que este fornecedor seja avaliado periodicamente por parte da organização, a fim de assegurar que tais parceiros atendem às exigências propostas. Para isso, é preciso levar em consideração os requisitos da própria organização e, tão importante quanto, observar os requisitos normativos e legais associados às atividades, produtos ou serviços prestados.

4 – Indicadores de Desempenho

Além disso, gerar indicadores de desempenho dos fornecedores de forma clara e inteligível é importante para que a organização tenha condições de reavaliar a performance de seus parceiros e atuar de forma estratégica no sentido de prever riscos ou na melhoria de processos.

Diante desse panorama, percebe-se que não basta apenas encontrar no mercado parceiros que podem fornecer determinado produto ou serviço, mas, que tenham condições de fazê-lo com segurança, de forma sustentável e isso, na maioria das vezes, não é tarefa das mais fáceis.

Como posso implementar o SOGI na minha Gestão?

Para tanto, a gestão dedicada de fornecedores se mostra eficiente nesse sentido onde uma metodologia planejada e bem executada pode poupar esforços, otimizar recursos, prever riscos e até mesmo gerar lucro.

A Verde Ghaia presta este serviço através do SOGI Supplier que utiliza da metodologia SOGI e possibilita configurá-lo para que os fornecedores da organização tenham acesso às obrigações legais aplicáveis e requisitos subscritos pela empresa de acordo com o seu escopo de atuação.

Como posso implementar o SOGI na minha Gestão?

Além disso, conta com ferramentas como criação de planos de ações, banco de dados legislativo atualizado, upload das evidências de atendimento, dentre outras funcionalidades. A plataforma permite que seja feita a gestão de fornecedores de uma forma mais inteligente, centralizando todos os fornecedores e seus documentos em um só lugar. Possui históricos de tratativas e ainda traz relatórios e gráficos de atendimento para acompanhamento do desempenho desses parceiros.

Entre em contato com a Verde Ghaia e solicite mais informações à cerca de mais essa facilidade: [email protected]


Quais as exigências da nova ISO 9001:2015 que vão influenciar o seu negócio?


 
 

 

As empresas tinham até setembro de 2018 para se adequarem à nova versão da norma.  No entanto, muitas  deixaram para depois, por falta de planejamento, recurso ou problemas internos que impediram a continuidade do processo de migração. Embora o tempo tenha chegado do fim, ainda é possível ser uma empresa certificada novamente.

O que é a ISO 9001:2015?

Entender como alguns conceitos funcionam na prática e que estejam claros para todos os profissionais interessados na ISO 9001 é fundamental para que a organização se adeque e alcance a certificação ISO. Destacamos que a norma mais conhecida e aplicada em todo mundo para melhoria da qualidade dos processos de uma organização é a norma 9001:2015.

A ISO 9001 versão 2015 foi publicada em setembro de 2015 com o objetivo de manter a norma sempre relevante e atualizada com as novas exigências do mercado, dos clientes e das partes interessadas. A norma define critérios para implantação de um Sistema de Gestão da Qualidade e certificação internacional. Atualmente, mais de 1 milhão empresas, de 170 países, são certificadas na norma ISO 9001.

Para que serve a ISO 9001:2015?

norma ISO 9001:2015 define os requisitos para garantir padrões de qualidade com o objetivo de buscar a satisfação dos clientes e a melhoria contínua do desempenho das empresas. A implantação de um Sistema de Gestão da Qualidade e a certificação na norma proporcionam inúmeros benefícios para as organizações. Entenda como a ISO 9001 pode ajudar na gestão de sua empresa:

  • Avaliar e mensurar resultados buscando a melhoria da performance da organização;
  • Mapear e corrigir desvios, visando à melhoria contínua;
  • Melhor gestão das atividades, dos processos, da documentação e dos recursos da empresa;
  • Melhorar a satisfação dos clientes;
  • Evitar desperdícios e retrabalhos;
  • Diferencial de mercado.

Conheça as Mudanças ocorridas na Norma ISO 9001

1987 – Norma que define modelos para garantia da Qualidade em projeto, desenvolvimento, produção, instalação e serviços associados, com foco nas organizações voltadas para criação de novos produtos.

1994 – Publicada norma que define critérios para implantação de Sistema de Gestão da Qualidade e certificação internacional.

2000 – Esta versão da ISO 9001 integrou as normas 9002 e 9003 e, entre outras mudanças, tinha a proposta de ser mais abrangente, com aplicação para produtos e serviços e maior compatibilidade com a ISO 14001.

Esta norma vem para solucionar as dificuldades com as normas anteriores que exigia muito papel e poucos resultados práticos.

2008 – Esta versão buscou aprimorar a anterior, trazendo texto mais claro a respeito de “Abordagem de Processo”, “Requisitos Regulamentares” e reforça a compatibilidade com a ISO 14001.

2015 – a nova versão da ISO 9001 foi publicada em setembro de 2015 apresenta uma norma modernizada, que vai de encontro às novas tendências de qualidade e amplia a importância desse sistema de gestão para os resultados das organizações. Entre os itens que se destacam na iso 9001 versão 2015 estão: avaliação de riscos, geração de resultados, feedback dos stackholders, alinhamento com outras normas ISO e flexibilização de documentação.

Quais foram as mudanças ocorridas na ISO 9001:2008 para a ISO 9001:2015?

E para te ajudar nessa jornada, a Equipe da Consultoria da Verde Ghaia elaborou alguns tópicos importantes, que vão contribuir no processo de certificação ISO 9001:2015. Assim, você poderá realizar a sua implementação da melhor forma possível. E, em caso de dúvida, não hesite em deixar um comentário ao final do post que responderemos o quanto antes!

Inicialmente, a mudança teve como  foco principal, enfatizar mais ainda a responsabilidade da Alta Direção. Exigindo que ela se posicione para que haja eficácia no sistema de gestão e nos processos terceirizados Desse modo, a Liderança passa a estar presente no topo do sistema, assumindo responsabilidade para direcionar e motivos os seus colaboradores rumo aos objetivos e metas.

Podemos inferir, que o SG da Qualidade estará mais alinhado às estratégias do negócio da organização. Consequentemente, o desempenho da organização irá melhorá e assim,  incorporar o processo de melhoria contínua ao longo do tempo. Devemos, no entanto, destacar a gestão de oportunidades e risco ao sistema de gestão, como uma oportunidade de governança. É desse modo, que a norma garante que os riscos sejam considerados, visando que a organização alcance os resultados pretendidos e assim, o SGQ passa a fazer parte do Planejamento estratégico da organização.

O que a ISO 9001: 2015 exige das organizações?

estaca-se outro fatos importante, a padronização dos requisitos normativos, em relação a abordagem integrada das normas. Isto porque, a ISO9001 deve ser vista como  a “mãe” das demais normas e por isso, passa a ser uma facilitadora para a implementação do SG Integrado, por exemplo, ISO 14001, ISO45001. O objetivo da integração é proporcionar às organizações uma visão completa de seus processos e economia de recursos. Vale a pena acessar o e-book da Verde Ghaia, que aborda as principais mudanças.

Pontuando algumas mudanças significativas

1. Princípios da Qualidade

A Gestão da Qualidade se apresenta diante de 7 Princípios, e não mais 8 Princípios. São considerados os 07 Princípios da Norma ISO 9001 2015:

Cliente
Liderança
Envolvimento de pessoas
Enfoque baseado em processo
Melhoria
Tomada de Decisão baseada em Evidências
Gerenciamento de Relacionamento

https://www.youtube.com/watch?v=FlD6Kdztu0s&t=579s

2. Anexo SL

Essa é uma das principais mudanças da versão 9001:2015.
Para facilitar o processo de implementação e também de auditorias internas e externas, as normas ISO virão com seus requisitos organizados da mesma forma, por exemplo, Requisito 4 que aborda o Contexto da Organização em todas as normas e o Requisito que aborda o item 7 sobre Apoio e assim por diante.

3. Liderança

Agora a liderança é chamada para uma maior responsabilidade nos processos do sistema de gestão. A alta direção deve estar alinhada e ser responsável pelas melhorias contínuas sugeridas pela norma. Não é mais exigido um RD – Representante da Direção, mas sim, um gerenciamento sênior que deve prestar contas ao Sistema de Gestão de Qualidade.

4. Planejamento

Nesse processo, a Organização deve definir os seus riscos e as oportunidades de cada área que faz parte do escopo do sistema de gestão.
Então, é hora de definir estes riscos e oportunidades, verificar o índice destes  impacto na empresa e fazer planos de ação.

Desse modo, busca-se a prevenção dos riscos passíveis a atividade da organização. O risco é pensado precisamente, de modo que haja uma ação preventiva no planejamento estratégico, possibilitando às organizações se adequarem conforme às suas necessidades.

5. Abordagem de processo

Este conceito é abordado como uma subcláusula com a nomenclatura “Gestão da Qualidade e seus Processos”, contendo dez requisitos essenciais, bem como a sua qualificação. A abordagem de processos compreende o controle entre os processos e hierarquias funcionais das Organizações.

6. Contexto da organização

É necessário considerar o fator socioeconômico da Organização e seu relacionamento direto com as partes interessadas, tanto interna quanto externa. O objetivo é analisar a sua visão, missão, ameaças e oportunidades, assim como suas fraquezas, problemas ou mesmo questões que possam impactar no planejamento do Sistema de Gestão de Qualidade.

7. Desaparece o conceito de ação preventiva

Os requisitos 4.1 e 6.1 que antes uniam o conceito da ação preventiva, agora passam a assessorar as organizações na análise de riscos e oportunidades com mais amplitude.

Contudo, a ISO 9001:2015 não mais se agregada às ações corretivas e às de não-conformidades. Isto significa que às Estruturas de Alto Nível ase apresentam às novas regras, embora não incluam qualquer cláusula.

8. Foco nas partes interessadas

A nova norma não fala apenas sobre os clientes, mas das responsabilidade que estes devem assumir com as partes interessadas. Busca-se estabelecer requisitos que atendam às necessidades e expectativas das partes interessadas. Isto signifca: Organização e Cliente. Sendo dever da Organização determinar tanto as partes interessadas quanto as suas exigências.

9. Informação documentada

Ao longo de toda a Norma se fala em informações documentadas, embora desapareçam os documentos e registros. Cabe ressaltar que, embora a ISO 9001:2015 não exija o Manual de Qualidade nos procedimentos documentados, não significa que as organizações não precisem mais usá-las.

10. Gestão do conhecimento e competência pessoal

É importante que a organização envolva a todos e que estes sejam competentes e capacitados. Isso gera valor agregado ao trabalho realizado. Além disso, é possível definir o conhecimento necessário para o funcionamento do Sistema de Gestão. Consequentemente, garante-se a conformidade dos produtos e serviços, visando a satisfação do cliente.

11. Enfase nos processos terceirizados

Os critérios para a avaliação não serão iguais a todos, deve-se levar em consideração a criticidade e a confiabilidade nos negócios. Através da certificação ISO 9001:2015, as Organizações devem tratar os seus respectivos clientes/fornecedores como parceiros.

Entenda como as mudanças da ISO 9001:2015 pode trazer benefícios e contribuir no crescimento e desenvolvimento de toda a organização.

Quem nos dá uma palinha desse vasto mundo das Normas ISO é Deivison Pedroza, CEO da Verde Ghaia que compartilha conosco sua experiência com mais de 20 anos no mercado nacional e internacional.

Chegou a hora de colocar em prática seu conhecimento sobre a ISO. Mas, se ainda tem alguma dúvida de como aplicar os requisitos da ISO 9001:2015 – Sistema de Gestão da Qualidade, conheça o nosso Cursos EAD da Verde Ghaia.


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Leia Mais:

https://www.verdeghaia.com.br/blog/comece-2019-turbinando-a-gestao-da-sua-empresa-utilizando-a-iso-9001%ef%bb%bf/
https://www.verdeghaia.com.br/blog/normas-internacionais-e-gestao-de-risco/

Conheça os benefícios da Gestão de Riscos – ISO 31000


 

O principal objetivo da Gestão de Riscos ISO 31000 é avaliar as incertezas de forma a tomar a melhor decisão possível.

De certa forma, toda gestão de risco e toda tomada de decisão lida com esta situação, e os seus benefícios dão as melhores decisões, menos surpresa, melhora no planejamento, na performance e na efetividade, além da melhora no relacionamento com as partes interessadas.

Gestão de Risco como processo lógico

A gestão de riscos descreve um processo genérico, sistemático e lógico para qualquer tipo de risco.

Estabelece uma série de princípios básicos que precisam ser satisfeitos para fazer a gestão eficaz dos riscos e para tal, recomenda que as organizações desenvolvam, implementem e melhorem continuamente uma estrutura cuja finalidade é integrar o processo de gestão do risco na governança corporativa da organização.

Abaixo, alguns benefícios a serem alcançados através das práticas de gerenciamento de riscos:

  • Aumentar a probabilidade de atingir os objetivos;
  • Encorajar uma gestão proativa;
  • Estar atento para a necessidade de identificar e tratar os riscos através de toda a organização;
  • Melhorar a identificação de oportunidades e ameaças;
  • Atender às normas internacionais e requisitos legais e regulatórios pertinentes;
  • Melhorar o reporte das informações financeiras;
  • Melhorar a governança;
  • Melhorar a confiança das partes interessadas;
  • Estabelecer uma base confiável para a tomada de decisão e o planejamento;
  • Melhorar os controles;
  • Alocar e utilizar eficazmente os recursos para o tratamento de riscos;
  • Melhorar a eficácia e a eficiência operacional;
  • Melhorar o desempenho em saúde e segurança, bem como a proteção do meio ambiente;
  • Melhorar a prevenção de perdas e a gestão de incidentes;
  • Minimizar perdas;
  • Melhorar a aprendizagem organizacional; e
  • Aumentar a resiliência da organização.

É importante ressaltar que a Liderança (governança corporativa) de uma organização é feita pela Alta Direção e pessoal de alto nível em diferentes departamentos e para direcionar a gestão e os trabalhadores para objetivos comuns e comportamentos para que uma política da organização seja estabelecida, comunicadas e implementadas é necessário implementar um sistema de gestão com diferentes ações de controle levando em conta os requisitos legais e regulamentares.

Importante ressaltar que esta norma não é destinada a certificação.Saiba tudo sobre a ISO 31000 acessando o cursoNBR ISO 31000:2009 – GESTÃO DE RISCOS – PRINCÍPIOS E DIRETRIZES

Por Paula Baptista
Consultora de SGI Verde Ghaia


Verde Ghaia participa de evento de internacionalização no Peru e Colômbia


 

Deivison Pedroza, CEO, e Raphael Petronilho, IT Manager, representam mais uma vez a Verde Ghaia no mercado internacional.

Deivison Pedroza, CEO, e Raphael Petronilho, IT Manager  no evento de internacionalização da Verde Ghaia
Deivison Pedroza, CEO, e Raphael Petronilho, IT Manager

Esta semana, de segunda a sexta, a Verde Ghaia participa da Missão de Internacionalização de empresas nas cidades de Lima, no Peru, e Bogotá, na Colômbia. Este evento é promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

A intenção é apoiar as empresas brasileiras que desejam expandir suas operações nesses países por meio de escritórios comerciais, centros de distribuição, serviços de pós-vendas e assistência técnica, lojas, entre outros investimentos diretos. As inscrições estão abertas até o dia 20 de dezembro.

Na missão estão sendo oferecidas informações sobre o ambiente de negócios e investimentos no Peru e na Colômbia, com o objetivo de acelerar o processo de expansão das empresas brasileiras.

Os participantes estão recebendo informações sobre como operar localmente, tendo reuniões com prestadores de serviços relacionados à abertura de empresas, realizando visitas técnicas, interagindo com empresas instaladas e recebendo apoio na elaboração do Plano de Expansão Internacional de suas empresas.

A escolha das duas cidades como destinos da missão ocorreu após uma pesquisa de interesse com as empresas atendidas pela coordenação de internacionalização. Nos dias 26 e 27 de fevereiro foi em Lima, Peru, e nos dias 1 e 2 de março acontece em Bogotá, Colômbia.

A missão não tem foco comercial, ou seja, não tem agendas de negócios com clientes e parceiros, e atende empresas de todos os setores.

Deivison Pedroza, CEO, e Raphael Petronilho, IT Manager  no evento de internacionalização da Verde Ghaia

Raphael Petronilho, IT Manager e Deivison Pedroza, CEO

Conheça o mercado desses países, sob a visão de Deivison Pedroza.

Colômbia

A bastante tempo a Colômbia deixou de ser somente um país agroindustrial (exportação de café) e passou a ser um país com vocação para o petróleo e para a mineração. Confira alguns números:

  • Taxa de crescimento de 3%, prevista para 2018. À frente do Brasil, que deve crescer somente 1,9%
  • País estável e com bastante segurança
  • Atração para capital externo e com espaço para bastante crescimento
  • O modal aéreo é o mais indicado devido as dificuldades de transporte terrestre
  • O país precisa avançar na sua relação com Brasil que ainda é incipiente a título de negócios
  • De todos os países latino-americanos é o mais parecido com o Brasil
  • 67 empresas brasileiras atualmente estão instaladas na Colômbia
  • 3º país mais populoso da América latina
Deivison Pedroza, CEO, e Raphael Petronilho, IT Manager  no evento de internacionalização da Verde Ghaia
Deivison Pedroza, CEO, e Raphael Petronilho, IT Manager

Peru

O Peru é um país digno de conhecer e investir. Apesar de ter uma economia sete vezes menor que Brasil, de ter problemas climáticos extremos e de grandes adversidades, só em 2017, cresceu 7%.

  • A partir de 2019 não haverá mais impostos de importação entre Brasil e Peru
  • Um país com cultura conservadora que ainda preza pelo contato pessoal
  • Um país aberto a novas experiências e de total abertura com o mercado asiático
  • Levam á sério as certificações e tem cultura de proteção a Segurança e ao Meio Ambiente
  • Ao contrário do Brasil, é prático abrir uma empresa – menos de 03 semanas

Conheça os serviços da Verde Ghaia e o SOGI – Software de Gestão Integrada que já chegou há seis países.


Método de Análise e Solução de Problemas – MASP


 

Uma das principais causas do insucesso de muitas empresas é a falta de métodos e padrões. Por mais que os gestores busquem se qualificar e qualificar seus colaboradores, em muitos casos o que é aprendido na teoria não é realizado na prática, devido ao fluxo de trabalho que é cada vez mais rápido exigindo decisões rápidas para a solução dos problemas.

Para problemas de maior impacto ou reincidentes, as empresas certificadas deveriam propor métodos mais poderosos. É aí que o Método de Análise e Solução de Problemas – MASP – poderia entrar como alternativa metodológica, justamente onde os formulários de ação corretiva, comumente denominados de relatório de não conformidade – RNCs se mostraram insuficientes para eliminar o problema de forma definitiva.

O QUE É O MASP?

MASP (Method of Analysis for Solving Problem) ou Método de Análise e Solução de Problemas é uma ferramenta de origem japonesa usada para a solução de problemas a fim de manter e controlar a qualidade de produtos, processos e serviços.

A metodologia deste trabalho de controle e melhoria de processo é baseada no método criado por Edwards Deming (1990), conhecido como ciclo PDCA – Plan (Planejar); Do (Executar); Check (Checar); Action (Agir Corretivamente), mas, se difere do mesmo por se tratar de uma versão mais detalhada, aplicada à solução de problemas e embasada na obtenção de fatos e dados que justifiquem ou comprovem a teoria ou hipóteses previamente levantadas.

O MASP é uma ferramenta aplicada de forma sistemática contra uma situação insatisfatória ou para atingimento de um objetivo de melhoria estabelecido. Estas situações são identificadas, eliminadas ou melhoradas, através de etapas pré-determinadas.

A sistemática do MASP pode ser empregada por diversas formas, mas a sequência mais utilizada é a formada por oito etapas tomando por base o PDCA, onde deve ser inserido num ciclo de melhoria contínua. Desta forma, observou-se que na aplicação da MASP, muitas são as ferramentas que podem ser utilizadas: análise de pareto, listas de verificação, 5W 2H, diagrama de causa e efeito (ou Diagrama de Ishikawa), gráficos, diagrama de dispersão, fluxogramas, brainstorming, diagrama de afinidade e etc.

OITO ETAPAS DO MASP

1ª Etapa – Identificação Do Problema

2ª Etapa – Observação

3ª Etapa – Análise

4ª Etapa – Plano De Ação

5ª Etapa – Ação

6ª Etapa – Verificação

7ª Etapa – Padronização

8ª Etapa – Conclusão

Conheça cada uma das etapas do Método de Análise e Solução de Problemas – MASP e  muito mais no curso á distância produzido pela Consultora de Sistema de Gestão da Verde Ghaia em São Paulo, Juliana Martins da Silva.

 


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