Responsabilidade Social influência diretamente nos resultados da empresa
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Qual a relevância da Política Nacional de Segurança de Barragens?


 

Diante de uma nova tragédia causada pelo rompimento de barragem de rejeitos em Minas Gerais, dessa vez em Brumadinho, volta-se à discussão sobre a legislação brasileira que dispõe sobre segurança de barragens.

O Presidente da OAB Claudio Lamachia defendeu mudanças na legislação sobre barragens de rejeitos de minérios. Por meio de nota, a OAB afirmou que “a relação entre o meio ambiente e a mineração, atividade essencial para a economia brasileira, demanda rigor na aplicação das normas do Direito Ambiental para que seja possível aumentar a previsibilidade de incidentes e atuar de forma preventiva contra os efeitos negativos da exploração mineral”.

A exploração dos recursos minerais sempre esteve muito presente no nosso dia-a-dia. Isso se dá pelo fato de que o Brasil é um dos maiores países produtores de minérios do mundo. Segundo informações do IBGE, a mineração representa cerca de 4,5% do PIB nacional, e gera milhares de empregos, direta e indiretamente.

Como a demanda por minerais é crescente, é inevitável o crescimento dos volumes de rejeitos armazenados nas barragens, aumentando também os riscos que essas estruturas representam.

Mas afinal, o que dispõe a legislação brasileira sobre segurança de barragens? Quais as obrigações os empreendimentos minerários devem observar?

A Lei Nº 12.334, de 20-09-2010, que estabeleceu a Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB) e criou o Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens (SNISB), tem como objetivo garantir que as barragens destinadas à acumulação de água para quaisquer uso, à disposição final ou temporária de rejeitos e à acumulação de resíduos industriais, com ao menos uma das características descritas abaixo, observem padrões de segurança de maneira a minimizar a possibilidade de acidentes e respectivas consequências.

I – altura do maciço, contada do ponto mais baixo da fundação à crista, maior ou igual a 15m (quinze metros);

II – capacidade total do reservatório maior ou igual a 3.000.000m³ (três milhões de metros cúbicos);

III – reservatório que contenha resíduos perigosos conforme normas técnicas aplicáveis;

IV – categoria de dano potencial associado, médio ou alto, em termos econômicos, sociais, ambientais ou de perda de vidas humanas, conforme definido no art. 6º.

Qual a relevância da Política Nacional de Segurança de Barragens?

Fica sob responsabilidade do empreendedor a segurança da barragem, cabendo-lhe o desenvolvimento de ações para garanti-la. Uma das ações é a elaboração do Plano de Segurança de Barragens contendo as seguintes informações:

I – identificação do empreendedor;

II – dados técnicos referentes à implantação do empreendimento, inclusive, no caso de empreendimentos construídos após a promulgação desta Lei, do projeto como construído, bem como aqueles necessários para a operação e manutenção da barragem;

III – estrutura organizacional e qualificação técnica dos profissionais da equipe de segurança da barragem;

IV – manuais de procedimentos dos roteiros de inspeções de segurança e de monitoramento e relatórios de segurança da barragem;

V – regra operacional dos dispositivos de descarga da barragem;

VI – indicação da área do entorno das instalações e seus respectivos acessos, a serem resguardados de quaisquer usos ou ocupações permanentes, exceto aqueles indispensáveis à manutenção e à operação da barragem;

VII – Plano de Ação de Emergência (PAE), quando exigido;

VIII – relatórios das inspeções de segurança;

IX – revisões periódicas de segurança.

Vale destacar que, embora seja de responsabilidade da empresa a segurança da barragem e as ações para mantê-la em perfeito estado, compete ao Estado, através de seus órgãos fiscalizadores e fiscalizá-las para a sua boa condição.

Compete também, aos órgãos fiscalizadores, estabelecer a periodicidade de atualização do Plano de Segurança de Barragem, a qualificação de equipe responsável, o conteúdo mínimo e nível de detalhamento de acordo com a categoria de risco e potencial de dano.

O órgão fiscalizador poderá determinar a elaboração do Plano de Ação de Emergência (PAE) em função da categoria de risco e do dano potencial associado à barragem, devendo exigi-lo sempre para a barragem classificada como de dano potencial associado alto.

O PAE, Planos de Ação de Emergência, é o documento no qual se estabelecem ações a serem executadas pela empresa, os agentes a serem notificados no caso de incidentes, devendo este documento contemplar, ainda, pelo menos:

1. Possíveis situações de emergências;

2. Procedimentos para identificação e notificação de mau funcionamento e possíveis rupturas;

3. Procedimentos preventivos e corretivos para os casos de emergência, com indicação de responsável, estratégia de divulgação e alerta as comunidades potencialmente afetadas.

Esse documento dever estar disponível para população na empresa e nas prefeituras envolvidas, além de ser encaminhado às autoridades competentes e organismos de defesa civil.

Sendo assim, diante dessa nova tragédia ocorrida, como ainda não é possível saber ao certo o que desencadeou o rompimento da barragem em Brumadinho, se por falha de monitoramento, caso fortuito, força maior, e tendo dentre os princípios da Política Nacional de Segurança de Barragem a redução da possibilidade de acidentes e suas consequências, é possível perceber o quanto é importante o atendimento da legislação e a adoção de medidas de controle e monitoramento bem definidas, bem como de a elaboração planos de ações de emergências fáceis e práticos de serem aplicados.

Marco Túlio Furlan / Consultor Jurídico – Verde Ghaia


Os desafios da Cultura de transformação dentro das Organizações


 

Muito se fala em cultura de transformação nas organizações com foco em inovação e levando em consideração que estamos imersos no mundo digital. No entanto, para muitas empresas brasileiras, o processo de certificação das Normas ISO torna-se imprescindível, e deve ser considerado também como um processo de transformação cultural.

É preciso levar em conta esse processo de mudança porque as empresas precisam traçar seu plano, com os propósitos de onde quer chegar e definindo os passos de como vai chegar, mantendo o foco na execução das ações planejadas para que consigam concretizar as mudanças necessárias.

Os desafios da Cultura de transformação dentro das Organizações

Como ter cultura de transformação?

É comum que as organizações invistam não apenas recursos financeiros, mas também recursos humanos, para implementar as Normas ISO. E mesmo assim não alcançarem os resultados pretendidos. Por esse motivo, passam então a acreditarem que ser uma empresa certificada é um modismo, e não uma necessidade.

No entanto, as organizações não percebem que, se não implementarem as Normas ISO, a sua competitividade diminui frente aos seus concorrentes, uma vez que estas Normas tem como objetivo orientar cada um dos procedimentos e alinhá-los para que o nível da qualidade dos produtos e dos serviços sejam perceptivos não apenas para a organização, mas também para o seu cliente.

Desse modo, antes de implementar um Sistema de Gestão, tenha em mente que é necessário conscientizar a sua organização, incorporando os valores imprescindíveis para que seja possível realizar uma transformação cultural. E lembre-se também da importância de um planejamento com ações graduais e que contribuam para a efetivação dessa mudança.

Retire sua Equipe da Zona de Conforto

Todo sucesso não vem por acaso. Sabemos que por trás de uma empresa bem-sucedida sempre existe um líder capaz de tornar o processo profissionalmente “transformador”, contribuindo para o crescimento humano e auxiliando seus colaboradores a lidarem melhor com os problemas que aparecerão.

A mudança é um processo lento e com dificuldades a serem vencidas. Por isso, um bom líder acompanha de perto todo o processo, devendo projetar objetivos a curto prazo visando a longo prazo alcançar os resultados almejados e conquistar melhorias para toda a organização.

Em sua palestra no Fórum CEO Brasil, Rodrigo Abreu, presidente da Quod, pontuou o processo de transformação cultural como preocupante, visto que as lideranças de hoje estão sem iniciativas para conduzirem um novo ciclo. Dessa maneira, muitas organizações se veem obrigadas a buscarem novos líderes no mercado. Diante deste problema, devemos não só nos preocupar como também questionar o que está errado e onde se encontra o erro para então buscar por transformações que sejam tangíveis.

Portanto, devemos ter mente que todo o processo de transformação cultural começa pelos seus líderes. São eles que precisam vislumbrar o futuro, estarem abertos para opiniões, mudanças e transformações. Um bom líder, que é aquele que sabe planejar todos os seus passos e sabe exatamente onde quer chegar junto com sua equipe, conduzirá então com maestria essa jornada.

Tenha Sinergia nas atividades e nos processos

Tenha Sinergia nas atividades e nos processos

Contudo, há muitas organizações que realmente se preocupam com a transformação cultural antes de implementar qualquer novo processo. Isso permite que essas empresas tornem-se competitivas, por estarem de acordo às suas estratégias. Consequentemente, a implementação das normas ISO e a tão sonhada certificação se tornam práticas cotidianas e alinhadas, deixando de ser um processo moroso e complexo.

Embora muitas organizações reclamem sobre a complexidade de gerenciar o seu SG, o gargalo se encontra na falta de envolvimento e participação dos mais diversos níveis hierárquicos das organizações. Nesses casos, a mente da cultura organizacional pode ser descrita como: “a gerência define e nós seguimos”. E isso ocorre com cada departamento, que trabalham separados, pensando em objetivos específicos em vez de globais. Com isso, a Norma ISO passa a ser vista como um processo exclusivo de um departamento, excluindo uma visão sistêmica dos objetivos globais e dos processos de toda a organização. E não há como ter sucesso sem a participação e o envolvimento de toda a organização em todos os níveis hierárquicos.

As organizações devem perceber que o processo de certificação é uma forma de se manter eficiente e coerente com suas políticas, com seus procedimentos e com seus clientes. E, visando por essa melhoria contínua, implementar uma norma ISO nas organizações brasileiras é uma etapa essencial para a qualidade dos serviços e/ou produto bem como atestar a competitividade no mercado cada vez globalizado.

O Grupo Verde Ghaia, especializada em auditorias e com credibilidade e Know-how de 20 anos, possui profissionais capacitados, com visão minuciosa dos processos de implementação, migração e certificação das Normas ISO, bem como auditorias internas e externas. Por isso, temos ajudado a garantir o sucesso de muitas organizações ao passarem por essa transformação cultural.

Deivison Pedroza
CEO e Presidente do Grupo Verde Ghaia


Novos critérios para utilização de produtos controlados pelo Exército


 

Produtos Controlados pelo Comando do Exército

Publicado no Diário Oficial da União do dia 06 de setembro de 2018, o Decreto nº 9.493, de 05-09-2018 que aprova o Regulamento para a Fiscalização de Produtos Controlados pelo Comando do Exército.

O Exército considera como produto controlado – PCE aquele que apresenta poder destrutivo, propriedade que possa causar danos às pessoas ou ao patrimônio, indicação de necessidade de restrição de uso por motivo de incolumidade (perigo), ou seja de interesse militar.

Compete ao Comando do Exército regulamentar, autorizar e fiscalizar o exercício das atividades de fabricação, comércio, importação, exportação, utilização, prestação de serviços, colecionamento, tiro desportivo e caça relacionadas com PCE, executadas por pessoas físicas ou jurídicas. Sendo obrigatório o registro de pessoas físicas ou jurídicas junto ao Comando do Exército para o exercício de atividade, própria ou terceirizada, com PCE.

O presente Decreto ainda determina que o fabricante, o produtor, o importador, o comerciante e o prestador de serviços que exercem atividades com PCE responderão pelo fato do produto ou do serviço na forma estabelecida na Lei nº 8.078, de 11-09-1990 – Código de proteção do consumidor.

A reutilização ou a reciclagem de PCE ou de seus resíduos, após expirado o seu prazo de validade, obedecerá, no que couber, o disposto na Lei nº 12.305, de 02-08-2010 – Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Por fim informamos que, o Decreto nº 9.493, de 05-09-2018 entra em vigor em 180 dias após sua publicação, em 05 de março de 2019, onde revogará o Decreto Nº 3.665, de 20-11-2000 que atualmente regulamenta a fiscalização e a utilização de produtos controlados pelo Ministério do Exército.

Para maiores esclarecimentos, acesse a íntegra do texto do Decreto por meio do módulo LIRA do Sistema SOGI ou através do site Future Legis.

Caroline Dias
Departamento Jurídico


11 Fundamentos para a Excelência na Gestão das Organizações


 

Ao longo deste post serão abordados alguns fundamentos para a excelência da sua gestão. Podemos destacar alguns Aprendizado Organizacional, Cultura de Inovação, Liderança, Visão de Futuro, Geração de Valor.

Os Fundamentos para a Excelência na Gestão das Organizações

O principal objetivo deste post é promover o entendimento do significado de cada Fundamento aqui descritos. Pois, uma vez abarcada essa compreensão, a adoção dos mesmos acaba sendo uma opção individual. Assim, cada profissional será capaz de compreender os fundamentos e aos poucos incorporá-los em suas atitudes, demonstrando a adoção dos mesmos. Com isso, a organização gradativamente é transformada, devido a mudança de comportamento.

Os Fundamentos para a Excelência na Gestão das Organizações expressam conceitos reconhecidos internacionalmente. Estes, por sua vez, podem ser traduzidos em práticas ou fatores de desempenho encontrados em organizações líderes, de Classe Mundial. Esse comportamento demonstra que há organizações em busca constante de aperfeiçoamento, adaptando-se às mudanças globais.

1ª Lição: Pensamento Sistêmico

O Pensamento Sistêmico é a compreensão das relações de interdependência entre os diversos componentes de uma organização. Bem como, entre a organização e o ambiente externo.

As organizações são constituídas por uma complexa combinação de recursos humanos e organizacionais, cujo desempenho pode afetar, positiva ou negativamente, a organização em seu conjunto. Como sistemas vivos, as organizações precisam aprender a valorizar suas redes formais com clientes, parceiros e fornecedores. Assim como as redes que emergem, espontaneamente, entre seus integrantes e estes com o ambiente externo.

O estabelecimento de redes informais de relacionamentos que as pessoas criam dentro das organizações são fundamentais para o cumprimento de suas tarefas. Assim como, para a disseminação de informações que agregam valor mediante ao compartilhamento dos conteúdos e contextos do conhecimento necessários à decisão. A gestão de redes não se resume à utilização de ferramentas de tecnologia de informação para armazenar e compartilhar informações e conhecimentos. É necessário criar um ambiente propício para a disseminação de conhecimentos e experiências que incluam as redes informais.

O Pensamento Sistêmico é mais facilmente demonstrado e compreendido pelas pessoas de uma organização, quando esta adota um modelo de gestão. E logo em seguida, o dissemina de forma transparente, através do monitoramento por meio de auto-avaliações sucessivas.

2ª Lição: Aprendizado Organizacional

Aprendizado Organizacional é a busca e o alcance de um novo patamar de conhecimento para a organização. Podendo esta ser realizada por meio da percepção, reflexão, avaliação e compartilhamento de experiências. O aprendizado organizacional deve estar internalizado na cultura da empresa, tornando-se parte do trabalho diário em todos os níveis e em quaisquer de suas atividades.

Preservar o conhecimento que a organização tem de si própria, de sua gestão e processos, é fator básico para sua evolução.

A organização deve buscar o conhecimento compartilhado e o aprendizado coletivo. A gestão do conhecimento, apoiada na geração, codificação, disseminação e apropriação de conhecimentos, valoriza e perpetua o capital intelectual.

O aprendizado organizacional incentiva a experimentação, utiliza o erro como instrumento pedagógico, dissemina suas melhores práticas, compartilha informação e conhecimento, além de desenvolver soluções e implementar melhorias e inovações de forma sustentada.

3ª Lição: Cultura de Inovação

Encontramos a Cultura de Inovação quando a organização promove um ambiente favorável à criatividade, experimentação e implementação de novas idéias. E que além disso, permita gerar um diferencial competitivo.

No entanto, para permanecer competitiva, a organização precisa gerar continuamente idéias originais e incorporá-las a seus processos, produtos, serviços e relacionamentos. É importante gerar uma cultura que incentive o desejo de fazer as coisas de maneira diferente. Isso significa, ter a capacidade de entender de forma simples questões complexas, a propensão ao risco e a tolerância ao erro bem-intencionado. A promoção da cultura de inovação deve considerar mecanismos que incentivem a geração de idéias com relação a temas de interesse estratégico, tanto de forma espontânea como induzida.

A capacidade de interação com o ambiente externo, assim como, as redes de relacionamentos formais e informais, são também fatores essenciais para a criatividade.

A inovação não se reduz à criação de produtos, serviços, processos ou tecnologias que rompem com a maneira convencional de fazer as coisas. No entanto, ela considera também as mudanças que podem ter impactos abrangentes e duradouros na/para organização.

4ª Lição: Liderança e Constância de Propósitos

Temos a Liderança e a Constância de Propósitos quando encontramos uma atuação de forma aberta, democrática, inspiradora e motivadora das pessoas. Atitudes assim, visam o desenvolvimento da cultura da excelência à promoção de relações de qualidade e à proteção dos interesses das partes interessadas. Os líderes devem atuar como mentores. Precisam ter visão sistêmica e abrangente, ultrapassando as fronteiras da organização e as restrições do curto prazo. Devem possuir também, um comportamento ético e habilidade de negociação, liderando principalmente pelo exemplo.

Nas redes formais, o líder deve estar apto a lidar com negociação, coordenação, supervisão e cobrança das atividades acordadas. Nas redes informais, entretanto, incumbe ao líder promover o conhecimento e os valores da organização, para atuar como guia para as decisões e atividades das pessoas envolvidas.

Desenvolver habilidades para gerenciar a operação de redes é um requisito para o desempenho adequado da liderança.

A participação pessoal dos líderes, empregada de forma ativa e continuada, cria clareza e unidade de propósito na organização. Seu papel inclui a criação de um ambiente propício à inovação e ao aperfeiçoamento constante ao aprendizado organizacional. Considera-se também o aprendizado e o desenvolvimento da capacidade da organização de se antecipar e se adaptar com agilidade às mudanças no seu ecossistema.

A construção de um relacionamento baseado no respeito e confiança mútuos pressupõem um comportamento ético e transparente. Esses princípios devem ser a base de um sistema de governança eficaz e que se aplicam a todos os aspectos do relacionamento com clientes, fornecedores, acionistas ou proprietários, órgãos do governo, sindicatos ou outras partes interessadas.

A ação da liderança deve conduzir ao estabelecimento e manutenção de relações de qualidade com todas as partes interessadas. Dessa forma, obtém-se o comprometimento de todos para concretizar a visão da organização. A identificação dos riscos e oportunidades para a organização, das suas forças e fraquezas, bem como o levantamento e mapeamento dos riscos, buscam minimizar a probabilidade de eventos adversos aos objetivos estratégicos, ampliando assim as chances de sucesso.

Desenvolver as competências do líder nesta área é requisito fundamental para a governança da organização.

5ª Lição: Orientação por Processos e Informações

É compreender e segmentar um conjunto de atividades e processos de uma organização que agreguem valor para as partes interessadas. Sendo que a tomada de decisões e execução de ações devem ter como base a medição e análise do desempenho. Levando-se em consideração as informações disponíveis, além de incluir os riscos identificados.

O funcionamento de uma organização está baseado em um conjunto de atividades transformadoras inter-relacionadas. Assim, para agregar valor ao negócio, é fundamental mapear e padronizar as atividades em processos e conhecer as necessidades e expectativas das partes interessadas. A satisfação das partes interessadas é alcançada pela tradução de suas necessidades e expectativas em requisitos para os produtos e serviços. Bem como, o seu desdobramento para cada processo na cadeia de valor. Isto permite planejar e executar melhor as atividades, pela definição adequada de responsabilidades; uso dos recursos de modo mais eficiente; realização da prevenção e solução de problemas; eliminação de atividades redundantes, a fim de aumentar a produtividade.

Quando o domínio dos processos é pleno, há previsibilidade dos resultados, o que serve de base para a implementação de inovações e melhorias.

A tomada de decisão em todos os níveis da organização, deve se apoiar na análise de fatos, dados e informações dos ambientes, interno e externo. Além disso, deve-se abranger todas as partes interessadas. As medições devem refletir as necessidades e estratégias da organização, fornecendo informações confiáveis sobre processos e resultados.

Para dar eficácia ao processo de tomada de decisões, a organização deve dispor de sistemas estruturados de informação adequados às suas atividades. E deve, também, desenvolver formas de obtenção e uso sistemático de informações comparativas.

6ª Lição: Visão de Futuro

Visão de Futuro é compreender os fatores que afetam a organização, seu ecossistema e o ambiente externo, no curto e no longo prazo, visando à sua perenização. É uma visão do “túnel do tempo”. A organização com visão de futuro, pensa, planeja e aprende estrategicamente, obtendo resultados sustentáveis e de alto desempenho em suas atividades no presente e no futuro.

O planejamento deve ser voltado para o sucesso no longo prazo e para os resultados no presente. Não devendo, no entanto, comprometer o futuro em função de ganhos no curto prazo. Antecipar-se com agilidade e proatividade, além de adaptar-se às novas tendências do ambiente externo às novas necessidades e expectativas das partes interessadas, aos desenvolvimentos tecnológicos, aos requisitos legais, às mudanças estratégicas dos concorrentes e às necessidades da sociedade, é essencial ao sucesso de uma organização.

Refletir sobre o passado ao mesmo tempo em que se analisa o presente e se projeta o futuro, é realizar a “união dos tempos”. Isso promoverá um transitar seguro ao longo do “túnel do tempo”.

7ª Lição: Geração de Valor

Gerar Valor é alcançar resultados consistentes, assegurando a perenidade da organização pelo aumento de valor tangível e intangível. Desse modo, sustenta-se todas as partes interessadas. Gerar valor para todas as partes interessadas visa aprimorar relações de qualidade e assegurar o desenvolvimento da organização.

A organização que age desta forma, enfatiza o acompanhamento dos resultados em relação às metas. A comparação destas com referenciais pertinentes e o monitoramento da satisfação de todas as partes interessadas, obtém-se sucesso de forma sustentada e adicionada a geração de valor, para todas elas.

A geração de valor, depende cada vez mais, dos ativos intangíveis, que atualmente representam a maior parte do valor das organizações. Além disso, o conhecimento tácito, oriundo do trabalho, em redes formais e informais, também deve ser considerado.

8ª Lição: Valorização das Pessoas

Percebemos a valorização das pessoas quando encontramos a criação das condições necessárias para que elas se realizem profissional e humanamente, maximizando seu desempenho por meio do comprometimento, do desenvolvimento de competências e de espaços para empreender. O sucesso das organizações depende cada vez mais, das oportunidades de aprendizado das pessoas que as integram e de um ambiente favorável ao desenvolvimento de suas potencialidades.

Valorizar pessoas, significa assegurar seu desenvolvimento, bem-estar e satisfação. E assim, criando práticas mais flexíveis e produtivas para atrair e reter talentos, bem como, um clima organizacional participativo e agradável, propiciando um alto desempenho pessoal e organizacional.

Criar uma cultura flexível e estimulante ao conhecimento, disseminar os valores e crenças da organização e assegurar um fluxo aberto e contínuo de informações, são fundamentais para que as pessoas se auto motivem e atuem com autonomia. Para assegurar a motivação e o comprometimento das pessoas mais talentosas, incumbidas de criar e disseminar o conhecimento, dentro e fora da organização, é necessário dar-lhes livre acesso às suas redes internas e externas de relacionamentos.

9ª Lição: Conhecimento sobre o Cliente e o Mercado

O conhecimento e entendimento do cliente e do mercado, visando à criação de valor de forma sustentada para o cliente e conseqüentemente gerar maior competitividade no mercado. A organização com foco no cliente, além de conhecer suas necessidades atuais e se antecipar às expectativas, procede da mesma forma em relação às necessidades e expectativas dos clientes e mercados potenciais. Busca-se assim, estabelecer relações duradouras e de qualidade. E, quando essas necessidades estão claras, para toda a organização e não somente para as áreas diretamente envolvidas com os clientes, é possível desenvolver e oferecer produtos ou serviços diferenciados que irão satisfazer os clientes do mercado atual. E em alguns casos, atingir novos segmentos.

Dessa forma, a organização deve estar atenta ao seu relacionamento com os clientes e a todas as características e atributos do produto ou serviço. Pois, são eles que adicionam valor aos mesmos, intensificam sua satisfação, determinam suas preferências e os tornam fiéis à marca, ao produto ou à organização.

Organizações focadas no cliente também buscam identificar as características e atributos que diferenciam seu produto ou serviço daquele oferecido pela concorrência. O foco no mercado mantém a organização atenta às mudanças que ocorrem à sua volta, principalmente quanto aos concorrentes e à movimentação dos clientes em relação às novas demandas e necessidades.

A promoção da satisfação do cliente e a conquista de sua fidelidade, por meio do estabelecimento de relações duradouras, é a diferenciação em relação à concorrência. São portanto, fatores fundamentais para o aumento da competitividade da organização, configurando-se como uma questão estratégica.

10ª Lição: Desenvolvimento de Parcerias

Desenvolver atividades em conjunto com outras organizações, a partir da plena utilização das competências essenciais, visam benefícios para ambas as partes. As organizações modernas reconhecem que no mundo de hoje – de mudanças constantes e aumento da demanda – o sucesso pode depender das parcerias que elas irão desenvolver. Essas organizações procuram desenvolver maior interação, relacionamento e atividades compartilhadas com outras organizações. De modo que, seja permitido a entrega de valor agregado às suas partes interessadas, por meio da otimização das suas competências essenciais.

Essas parcerias podem ser com clientes, fornecedores, organizações de cunho social, ou mesmo com competidores, e são baseadas em benefícios mútuos claramente identificados. O trabalho conjunto dos parceiros, apoiado nas competências, conhecimento e recursos comuns, assim como, o relacionamento baseado em confiança mútua, respeito e abertura, facilitam o alcance dos objetivos.

As parcerias são usualmente estabelecidas para atingir um objetivo estratégico ou entrega de um produto ou serviço. Desta forma, são formalizadas por um determinado período que envolve a negociação e o claro entendimento das funções de cada parte. Bem como, os benefícios decorrentes para ambas as partes.

11ª Lição: Responsabilidade Social

Responsabilidade Social é a atuação que se define pela relação ética e transparente da organização com todos os públicos com os quais se relaciona. Estando voltada para o desenvolvimento sustentável da sociedade, a preservação de recursos ambientais e culturais para gerações futuras; respeito à diversidade e promoção da redução das desigualdades sociais como parte integrante da estratégia da organização.

A responsabilidade social pressupõe o reconhecimento da sociedade como parte integrante do ecossistema da organização. Observando esta com necessidades e expectativas que precisam ser identificadas, compreendidas e atendidas. Trata-se do exercício constante da consciência moral e cívica da organização, advinda da ampla compreensão de seu papel no desenvolvimento da sociedade.

O respeito à individualidade, ao sentimento coletivo e à liberdade de associação, assim como, a adoção de políticas não-discriminatórias e de proteção das minorias, são regras básicas nas relações da organização com as pessoas. A organização deve buscar o desenvolvimento sustentável; identificar os impactos na sociedade que possam decorrer de suas instalações, processos, produtos e serviços. Além de executar ações preventivas para eliminar ou minimizar esses impactos em todo o ciclo de vida das instalações, produtos e serviços.

Conclusão

Adicionalmente, busca preservar os ecossistemas naturais, conservar os recursos não-renováveis e racionalizar o uso dos recursos renováveis. Além do atendimento e da superação dos requisitos legais e regulamentares associados aos seus produtos, serviços, processos e instalações. O exercício da cidadania pressupõe o apoio às ações de interesse social e pode incluir:

Educação
Assistência Comunitária
Promoção da Cultura, do Esporte e do Lazer
Participação no Desenvolvimento Nacional, Regional ou Setorial.

A liderança na cidadania implica influenciar outras organizações, públicas ou privadas, a se tornarem parceiras nestes propósitos e, também, estimular as pessoas a se engajarem em atividades sociais.


O que é Responsabilidade Social? Por que devo adotar essa prática?


 

Responsabiliade Social, segundo a ISO 26000:2010, Norma Internacional que estabelece tais Diretrizes, afirma que “a responsabilidade social se expressa pelo desejo e pelo propósito das organizações em incorporarem considerações socioambientais em seus processos decisórios, bem como, responsabilizar-se”.

O que se entende por Responsabilidade Social?

De acordo com a ABNT NBR ISO 26000:2010 e ABNT NBR 16001:2012 e definição de Responsabilidade Social é:

“Responsabilidade de uma organização pelos impactos de suas decisões e atividades na sociedade e no meio ambiente, por meio de um comportamento ético e transparente que: Contribua para o desenvolvimento sustentável, inclusive a saúde e o bem-estar da sociedade; leve em consideração as expectativas das partes interessadas; esteja em conformidade com a legislação aplicável e seja consistente com as normas internacionais de comportamento, e esteja integrada em toda a organização e seja praticada em suas relações.”

NOTA 1 Atividades incluem produtos, serviços e processos.

NOTA 2 Relações referem-se às atividades da organização dentro de sua esfera de influência.

A ABNT NBR ISO 26000:2010 ainda traz o significado do termo desenvolvimento sustentável como “desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das futuras gerações de suprir suas próprias necessidades.”

Responsabilidade Social como estratégia empresarial

Várias empresas atualmente utilizam a responsabilidade social como estratégia de marketing para se destacarem no mercado e assim, buscar também, a lucratividade.

O destaque no mercado se dá através da divulgação das ações da empresa por meio de propagandas em mídia, redes sociais, destaques em embalagens do produto, divulgação de Balanço Social, Relatório de Sustentabilidade, entre outras estratégias de marketing criadas para fidelizar e atrair novos clientes, garantindo seu espaço na vida do consumidor e de seus stakeholders.

Contudo, importante destacar que essa estratégia divulgada ao mercado é realizada através de ações voltadas à sociedade. Isso porque a sociedade é o foco principal da Responsabilidade social. A partir desse ponto de vista, pode-se quase afirmas que as organizações assumem, de certo modo, o o papel do “Estado”, já que muitas vezes, o próprio Estado não consegue atender à todas as demandas sociais e ambientais, consideradas essenciais e primordiais para a sociedade.

Empresas que desenvolvem e apoiam ações de responsabilidade social saem na frente de seus concorrentes, atingindo seu púbico alvo, melhorando a reputação da marca, fidelizando seus clientes e prospectando novos, pois boas ações sociais contribuem para a qualidade de vida da população, proporcionando inclusão social, atendendo aos interesses econômicos e ambientais da sociedade, melhorando assim, a perspectiva de vida da população.

Como divulgar a imagem corporativa através de programas de Responsabilidade Social?

Consumidores, clientes, doadores, investidores e proprietários estão, de várias formas, exercendo influência financeira sobre organizações em relação à responsabilidade social. As expectativas da sociedade sobre o desempenho das organizações continuam a crescer. Em muitos lugares, a legislação que defende o direito da comunidade de obter informações dá às pessoas acesso a informações detalhadas sobre as decisões e atividades de algumas organizações. Um número crescente de organizações está se comunicando com suas partes interessadas, inclusive produzindo relatórios de responsabilidade social para atender às necessidades das partes interessadas de informações sobre o desempenho da organização.

Estes fatores dão às organizações a oportunidade de se beneficiar com a aprendizagem sobre novas formas de fazer as coisas e solucionar problemas. Isso significa que as decisões e atividades das organizações estão sujeitas a uma investigação cada vez mais aprofundada por uma série de grupos e indivíduos. Políticas ou práticas adotadas pelas organizações em diferentes lugares podem ser rapidamente comparadas.

Portanto, cada vez mais as empresas vêm impulsionado sua imagem corporativa através de ações de Responsabilidade Social através do marketing, divulgando permanentemente  seus programas e ações de responsabilidade social empresarial por meio da divulgação do Balanço Social, Relatório de Sustentabilidade, buscando parceiros para aumentar o potencial organizacional e desenvolvendo programas que contribuam de maneira sustentável para a sociedade estimulando a conscientização ambiental, social e econômica em crianças, jovens e adultos.

Elissa Buba Amaral / Consultora Jurídica



Evolução do Conceito de Responsabilidade Social


 

Organização das Nações Unidas

A Organização das Nações Unidas (ONU) é uma instituição internacional formada por 192 Estados soberanos, fundada após a 2ª Guerra Mundial para manter a paz e a segurança do mundo, estimular relações cordiais entre as nações, promover progresso social, melhores padrões de vida e direitos humanos.

As Nações Unidas são constituídas por seis órgãos principais:
Assembleia Geral
Conselho de Segurança
Conselho Econômico e Social
Conselho de Tutela
Tribunal Internacional de Justiça
Secretariado.

Todos estão situados na sede em Nova York, com exceção do Tribunal que fica em Haia, na Holanda. O Brasil participa dos processos de tomada de decisão e do trabalho das Nações Unidas principalmente por meio de quatro representações permanentes — nas cidades de Nova York (Estados Unidos), Genebra (Suíça), Roma (Itália) e Paris (França).

Compreendendo o conceito de responsabilidade Social

Deve-se antes de tudo, compreender o conceito de responsabilidade social corporativa, isto é, a responsabilidade que as organizações assumem. Isso ocorre quando elas decidem de modo voluntário contribuir para uma sociedade mais justa e um ambiente mais limpo, propondo programas sociais que contribuam com as comunidades locais e seus entornos.

Outra forma de compreender o conceito para a responsabilidade social empresarial é através da relação ética e transparente da empresa com as comunidades locais, bem como toda a sociedade, visando o desenvolvimento sustentável e preservando recursos.

Organização Internacional do Trabalho – OIT

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) é uma das entidades que mais auxiliou na elaboração da SA 8000. Boa parte do trabalho elaborado foi baseada nas normas e nas convenções da OIT. Fundada em 1919 com o objetivo de promover a justiça social, a Organização Internacional do Trabalho é a única das Agências do Sistema das Nações Unidas que tem estrutura tripartite, na qual os representantes dos empregadores e dos trabalhadores têm os mesmos direitos que os do governo. No Brasil, a OIT tem mantido representação desde 1950, com programas e atividades que têm refletido os objetivos da Organização ao longo de sua história.

Organização SAI

A sigla SAI quer dizer Social Accountability International – uma organização internacional sem fins lucrativos dedicada ao tratamento ético dos trabalhadores ao redor do mundo. Seu objetivo é garantir o cumprimento dos mais elevados padrões éticos, integrando ferramentas de gestão que atendam às necessidades dos trabalhadores e das empresas. Vários Organismos da ONU como a Organização Internacional do Trabalho (OIT) juntamente com especialistas e representantes de stakeholders foram os responsáveis pela criação da SAI.

SA 8000:2008 – Responsabilidade Social

A elaboração do padrão SA 8000, finalizado em 1997, foi impulsionada por denúncias de utilização de mão-de-obra infantil e escrava na indústria chinesa de brinquedos, principal fornecedora das redes americanas de varejo.

A norma trata de questões como mão-de-obra infantil, segurança e saúde do trabalhador, liberdade de associação, discriminação, remuneração e horas extras, além de estabelecer critérios éticos balizadores das ações e relações da empresa com os públicos com os quais interage — funcionários, consumidores, fornecedores e a comunidade. Nessa perspectiva, pode-se pensar que o objetivo da Responsabilidade Social é influenciar a efetivação desses valores em todos os elos dessa cadeia e contribuir para uma sociedade politicamente correta, que seja voltada às ações sociais, trazendo benefícios a todas as partes interessadas, isto é, a sociedade.

A intenção da SA 8000 é oferecer um padrão que se baseia em normas internacionais de direitos humanos que visa a qualidade de vida, ética e transparência, desenvolvimento sustentável, permeando os conceitos da Responsabilidade social. Além disso, destaca-se que são as leis trabalhistas nacionais que irão proteger e habilitar todo o pessoal dentro do escopo de controle e influência de uma empresa, que produzam ou forneçam serviços para a mesma, incluindo o pessoal empregado, bem como o pessoal de fornecedores/subcontratados, subfornecedores e trabalhadores em domicílio.

Especificidades da Norma

A SA 8000, versão 2008, é um padrão auditável por um sistema de verificação de terceira parte, que estabelece requisitos voluntários a serem atendidos por empregadores no ambiente de trabalho, incluindo-se os direitos dos trabalhadores, as condições no local de trabalho e os sistemas de gestão.

Os elementos normativos deste padrão são baseados na legislação nacional, em normas internacionais de direitos humanos e nas Convenções da OIT. A SA 8000 é estruturada em moldes similares à ISO 9000 (Sistema de Gestão da Qualidade) e à ISO 14000 (Sistema de Gestão Ambiental). A semelhança facilita sua implementação por empresas que já conhecem os outros sistemas.

A norma é considerada uma importante referência para um tipo de consumidor cada vez mais frequente nos principais mercados do mundo, que faz questão de saber como o artigo ou serviço que está adquirindo foi produzido, rejeitando aqueles que possam incorporar procedimentos contrários aos princípios de responsabilidade social.

A SA 8000 funciona como um código voluntário de conduta e foi feita baseando-se nas normas da Organização Internacional do Trabalho (OIT), na Declaração Universal dos Direitos Humanos e na Declaração Universal dos Direitos da Criança da ONU. A sua elaboração foi iniciada por ocasião do 50º aniversário da Declaração dos Direitos Humanos da ONU.

 

Esse conteúdo faz parte do curso On-line Legislação de Responsabilidade Social da Verde Ghaia.

 


Verde Ghaia inaugura sua nova sede em março


 

Em breve, a matriz da Verde Ghaia terá uma nova sede!

A partir do dia 05 de março, todos os funcionários do Grupo locados em Belo Horizonte dividirão uma área de 1.000m2 em bairro nobre da capital. Anotem nosso novo endereço: Avenida Raja Gabáglia, 555, bairro Cidade Jardim, Belo Horizonte.

Portanto, em função da mudança e transferência dos sistemas de telefonia e internet para o novo endereço, no dia 02 de março (sexta-feira) a VERDE GHAIA funcionará com escala de plantão para os setores Comercial, Suporte SOGI, Jurídico, Consultoria Online e Sucesso do Cliente. Os telefones estão disponíveis na área de Comunicados do SOGI.

Desde 2011, a empresa está localizada no bairro Gutierrez em Belo Horizonte mas, devido ao aumento do número de colaboradores, acabou precisando se dividir em mais dois locais, um à frente da matriz e outro no bairro Prado. Neste endereço a Verde Ghaia conseguiu grandes conquistas como:

  • Inaugurar as novas empresas do Grupo: Consultoria Online e VG Franchising
  • Lançar nova versão do SOGI e novos módulos
  • Realizar três premiações aos clientes: Prêmio Compliance Brasil
  • Aumentar a internacionalização da empresa
  • Lançar sites de conteúdo como Future Legis e Cursos Online
  • Ganhar prêmios importantes vindos de instituições como Revista Exame, Jornal Estadão, Great Place to Work, 100 Open Startups, entre outras.

Felizmente, nestes sete anos inúmeras foram as conquistas da empresa e são essas conquistas que propiciaram essa mudança. “Essa sede é uma conquista que trará novos ânimos para todos. Unir todas as equipes em um mesmo endereço será ótimo não só para a empresa, mas também para a integração da equipe. “, diz Deivison Pedroza, CEO da Verde Ghaia.

A nova sede contará com mais salas de reunião, área de convivência e bem estar. Agendem sua visita e venham conhecer a nova sede da Verde Ghaia!

 

 


Programa Cidadão Legal cria recompensa para associados


 

“Sabe aquele seu amigo lá do interior? Ou aquele primo que mora perto de uma cidadezinha bem pequenina do nosso Brasilzão? Então #ficaadica! Ele pode ganhar dinheiro com o Cidadão Legal! Basta ajudar a captar as leis do município onde mora ou da cidade vizinha”.

Esta é a dica do Instituto Oksigeno, OSCIP criada e patrocinada pelo Grupo Verde Ghaia. A partir de agora, qualquer cidadão poderá ser recompensado se ajudar a causa: levantar a legislação dos municípios brasileiros. Muitos municípios ainda não são informatizados e as leis criadas no local não são registradas em ambiente público. Essa deficiência prejudica a aplicação e o cumprimento das leis pelas empresas.

O Instituto Oksigeno preocupado, principalmente, com as leis ambientais do interior do Brasil, está engajado nesta campanha e propõe, inclusive, uma recompensa para as pessoas que ajudarem nessa captação. Os valores variam de acordo com a quantidade, complexidade e relevância das normas enviadas. Veja abaixo:

Cidadão Bronze: Mínimo de 15 normas relevantes. R$ 100,00

Cidadão Prata: Mínimo de 30 normas relevantes. R$ 150,00

Cidadão Ouro: Mínimo de 50 normas relevantes. R$ 200,00

Veja o regulamento completo aqui e divulgue: www.cidadaolegal.org.

O que é o Cidadão Legal?

Cidadão Legal é um projeto idealizado pelo Instituto Oksigeno, que incentiva a participação de pessoas engajadas com as questões ambientais, com o objetivo de levantar a legislação dos municípios brasileiros. Desse modo, visamos o monitoramento e a melhoraria das condições ambientais das cidades, através da participação popular.

É um programa onde qualquer pessoa pode contribuir através de pesquisa junto à prefeitura do município onde reside, levantando e encaminhando a legislação ambiental vigente da cidade para o Instituto Oksigeno, que é responsável pela criação de um banco de dados global com informações e todas as leis referentes a cada cidade participante do programa. O Instituto Oksigeno, irá gratificar cada cidadão legal que nos enviar a legislação vigente em seu município (de acordo com a tabela e plano de premiação).

Através do Instituto, essas informações são destinadas a um banco de dados que beneficiam instituições que monitoram as empresas alocadas em cada município apresentando a legislação específica, e possibilitando assim o desenvolvimento sustentável da região.

O que é o Instituto Oksigeno?

Uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), sem fins lucrativos, que nasceu com o compromisso de se envolver com as causas globais e o objetivo de promover a sustentabilidade. Sua atuação é focada na elaboração e execução de programas socioambientais, na promoção da educação ambiental, na gestão pedagógica eficiente, na realização de inventário de GEE e compensação ambiental.

O Instituto Oksigeno se mantém através dos projetos que realiza junto a instituições que se preocupam com o meio onde vivem. Cada serviço prestado é devidamente precificado e os recursos arrecadados são investidos na melhoria de sua infraestrutura, capacitação de seus profissionais e na viabilização de seus programas.

 


Campanha de Combate à Febre Amarela, Dengue, Zika e Chikungunya


 

Desde 2016, o Brasil, principalmente os Estados do Sudeste (Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo), vem enfrentando um surto de febre amarela. Esse ano não está sendo diferente, e o aumento dos casos da doença, chegando a causar até mesmo a morte de alguns infectados, tem gerado grande preocupação em toda a população.

Assim como a dengue, a zika e a chikungunya, a febre amarela é mais uma das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Por isso, é fundamental que se tome medidas para combater a sua reprodução.

E, nesse processo, as crianças tornam-se peças-chave. Elas levam as informações que recebem a sério, propagam o aprendizado, mobilizando seus pais e todo o seu âmbito familiar a agirem contra o mosquito.

Sendo assim e certa de que as crianças mais conscientes de hoje, representam uma sociedade mais engajada no futuro, a Verde Ghaia preparou uma série de vídeos educativos intitulados “O Mundo de Pati e Pote”.

Nesse primeiro episódio, a ideia é informar as crianças sobre os perigos do mosquito Aedes aegypti e as doenças transmitidas por ele.

Confira!

 


Conceitos e Noções Sobre Coleta Seletiva


 

A coleta seletiva consiste na correta segregação dos resíduos de acordo com sua composição. Tal atitude é essencial para o gerenciamento de resíduos sólidos.

Conceito de Coleta Seletiva

amontoado de caixas de papelão para reciclagem - Coleta Seletiva
Coleta Seletiva

Meio Ambiente: Segundo a definição proposta pela NBR ISO 14001:2015, Meio Ambiente é a circunvizinhança em que uma organização opera, incluindo ar, água, solo, recursos naturais, flora, fauna, seres humanos e suas inter-relações.

Resíduo: O conceito de resíduo pode ser abrangente e gerar divergência de opiniões. Algumas pessoas o definem como sendo um material que não tem mais valor para o seu proprietário, podendo ser gerado secundariamente por um processo ou como sendo simplesmente lixo.

Resíduo sólido: refere-se ao estado físico do material, pode se originar de atividades de origem industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, de serviços e de varrição.

Rejeito: pode-se dizer que rejeito é todo resíduo sólido que não pode mais ser reutilizado ou reciclado e está pronto para ser disposto no meio ambiente como alternativa final.

Resíduos domiciliares: São originados de atividades domésticas diárias das residências urbanas.

Resíduos Industriais: São os resíduos gerados nos processos produtivos e instalações industriais de diversos ramos, tais como metalúrgico, químico, petroquímico, de papelaria, da indústria alimentícia etc. A composição desses resíduos é bastante heterogênea e uma grande parte é considerada perigosa.

Resíduos de Serviço de Saúde: São os gerados nos serviços de saúde, também conhecidos como resíduos hospitalares. Esses resíduos são comumente descartados por hospitais, farmácias, laboratórios, clínicas veterinárias e instituições de pesquisa.

Resíduos de Serviços Urbanos: Esses resíduos são englobados pelos domiciliares, originários de atividades domésticas, e pelos resíduos de limpeza urbana, originários da varrição, limpeza de logradouros e vias públicas e outros serviços de limpeza urbana.

Resíduos da Construção Civil: São gerados na construção civil, resultante de atividades de reformas, construção, reparos e demolições de obras, incluindo os provenientes da preparação e escavação de terrenos para obras civis.

Como funciona a Coleta Seletiva?

A coleta seletiva é o início do processo de gerenciamento e garante que uma maior quantidade de resíduos recicláveis seja reaproveitada, além de contribuir para a disposição ambientalmente adequada dos não recicláveis. Sua prática diminui os impactos ao meio ambiente e à saúde pública, podendo servir como subproduto para algumas atividades industriais e como fonte de renda para trabalhadores.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos estabelece a coleta seletiva como obrigatória para os planos de gerenciamento de resíduos municipais, reconhecendo a sua importância para realização de uma correta gestão.

Vantagens da Coleta Seletiva

# Permite que sejam implantados Programas de Redução da Geração;
# Diminui o desperdício;
# Reduz o consumo de energia;
# Diminui a poluição do solo, água e ar;
# Diminui a exploração de recursos naturais;
# Prolonga a vida útil dos aterros sanitários;
# Possibilita a reciclagem de materiais que iriam para o lixo.

Eduque seus colaboradores e a sua família para que respeitem as diretrizes da coleta seletiva em prol de um meio ambiente saudável á todas as gerações.

Dificuldades para a manutenção da eficácia da coleta seletiva

Não basta definir, adquirir e distribuir os coletores nas instalações da empresa. É necessário capacitar as pessoas, supervisioná-las e monitorar o funcionamento da Coleta Seletiva;

Diferenças entre treinar e conscientizar: não se trata de fazer um treinamento apenas na implantação, a capacitação deve ser periódica para que todos se conscientizem da importância da coleta seletiva.

Diferenciação por cores

Coletores coloridos para realizar a Coleta Seletiva
Coletores coloridos para realizar a Coleta Seletiva

Para cada tipo de resíduo, define-se um tipo apropriado de coletor. Cada acondicionador terá uma cor específica para cada tipo de resíduo.

A Resolução Conama Nº 275, de 25-04-2001 estabelece o código de cores para os diferentes tipos de resíduos, a ser adotado na identificação de coletores e transportadores, bem como nas campanhas informativas para a coleta seletiva. As cores são estabelecidas da seguinte forma:

AZUL:  Papel / papelão
VERMELHO:  Plástico
VERDE:  Vidro
AMARELO:  Metal
PRETO:  Madeira
LARANJA:  Resíduos perigosos
BRANCO:  Resíduos ambulatoriais e de serviços de saúde
ROXO:  Resíduos radioativos
MARROM:  Resíduos orgânicos
CINZA:  Resíduo geral não reciclável, misturado, ou contaminado não passível de separação

Coleta Seletiva para Resíduos Recicláveis

São aqueles resíduos que ainda podem ser utilizados da forma em que estão, como, por exemplo, garrafas pet de refrigerante para armazenar água (nestes casos dizemos que o resíduo foi reaproveitado ou reutilizado) ou ainda podem passar por processos industriais e serem reciclados, como no caso de pneus que se tornam composto de asfalto.

Resíduos Não-Recicláveis

São aqueles que, depois de analisadas todas as tecnologias ambiental e economicamente viáveis, não apresentam outra alternativa senão a disposição final ambientalmente adequada. Também são conhecidos como rejeitos.

Quer saber como fazer a implementação da Coleta Seletiva na sua organização? Fale com um dos nossos consultores!

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