Crise Comunitária pelo Desemprego devido ao vírus COVID-19
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COVID-19 X Crise Comunitária pelo Desemprego

 

Recentemente, o Presidente Jair Bolsonaro lançou uma campanha de “isolamento vertical”, em que basicamente somente os integrantes do grupo de risco (como grávidas, idosos e pessoas com doenças crônicas) ficariam isolados do restante da população. As demais pessoas, que não integrantes do grupo de risco, como inclusive crianças, poderiam voltar às suas atividades anteriormente praticadas, desde que com certos cuidados.

A exemplo disso, temos que professores com mais de 60 (sessenta) anos não poderiam lecionar aulas, ou ainda, os avós idosos não poderiam ver seus netos.

Tal campanha, que vem gerando calorosas discussões, surgiu com a ideia de que, se o lockdown permanecer por muito tempo, com o fechamento da maior parte da cadeia produtiva, a economia do Brasil quebra. Antes de tudo, ressalto que a saúde e a vida de todos vêm em primeiro lugar. Entretanto, convido você, leitor, a fazer algumas reflexões sobre o tema proposto pelo presidente.

É certo que nenhum país do mundo aguenta 3 (três) 4 (quatro) meses sem a economia girando.  Por isso, é necessário bom senso e cuidado para tratarmos o assunto aqui proposto sem julgamentos partidários.

Diante dos inúmeros impactos legais decorrentes da pandemia do COVID-19, a Verde Ghaia elaborou o e-book acima, como o objetivo de facilitar a compreensão dos leitores sobre algumas importantes temáticas jurídicas relacionadas ao assunto.

Qual o propósito do Isolamento Vertical?

 Como seria feito esse isolamento vertical? Haveria penalidades para o seu descumprimento? São questionamentos importantes e que demandam um vasto estudo, ainda que deva ser feito em um curto período de tempo.

Não obstante, para além disso, o que me faz pensar que talvez seja um caminho a ser seguido é que, algumas análises comparativas com outras doenças demonstram que, por exemplo, o H1N1 no mesmo período levou mais gente à óbito do que o COVID-19 até agora.

A gripe comum, a dengue, e outras doenças também têm um alto índice de letalidade e nem por isso para contê-las houve a paralisação da economia. Importante dizer, que tais análises foram frutos de fontes confiáveis, não se tratando de fake news.

Não bastasse, especialistas da área dizem que mais de 80% (oitenta) por cento das pessoas são assintomáticas, ou seja, carregam o vírus, mas não manifestam qualquer sintoma, como febre, dor nos olhos, calafrios, falta de ar, diarreia, dor no corpo.

Caro leitor, não existe saúde e nem vida sem uma economia girando, quando menos quando instaurada a crise comunitária pelo desemprego, em que pessoas morrerão de fome.

No Brasil, as pequenas e médias empresas geram mais de 80% (oitenta por cento) dos empregos formais. Ou seja, ao ficarem mais de um mês dentro de suas casas, os trabalhadores deixarão de produzir, e, consequentemente as empresas para as quais trabalham irão quebrar.

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O desemprego acarreta fome, miséria, violência, insegurança

Ninguém sabe se vai dar certo ou não o isolamento vertical proposto pelo Presidente Bolsonaro, mas é uma saída sensata para que não tenhamos anos de recessão ou até mesmo falta de suprimentos nas prateleiras do supermercado ou de insumos nos hospitais, para tratamento de pessoas contaminadas com o Covid-19 ou não.

Não é hora de briga entre “esquerda” e “direita”. É hora de todos se unirem para acabar de vez com o COVID-19 ao invés de ele acabar com todos.

Julia Belisario – Gestão de Risco e Compliance


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