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Deivison Pedroza palestra no LMA Summit sobre Compliance Ambiental das Empresas


 

Law Management Audit, traduzida ao pé da letra como Auditoria de Gestão Jurídica, é um evento que acontece no Brasil para se discutir Compliance que visa a busca por soluções estratégicas para resolver os problemas reais.

Eventos como esses têm sido muito comuns, visto a todos os acontecimentos ocorridos no Brasil nesses últimos anos. Portanto, evento como LMA Summit tem um engajamento muito forte, no que diz respeito a discutir compliance com base em cases reais de várias organizações brasileiras.

O objetivo da apresentação desses cases é o de discutir na prática posturas mais éticas e sustentáveis paras que sirva de inspiração aos líderes das organizações, preparando-os para um novo mercado, mais ética, mais sustentável, mais íntegro.

Sobre o Evento – LMA SUMMIT em Florianópolis

O evento ocorrido no início de outubro em Florianópolis contou com a presença de vários especialistas para discutir assuntos voltados ao Compliance, Economia, Sustentabilidade e Inovação. Foram sete painéis nos quais os especialistas puderam debater sobre seus respectivos temas, propiciando aos participantes uma visão mais ampla sobre cada um dos temas, agregando valor e contribuindo na mudança de mindest.

O LMA SUMMIT busca tratar problemas reais e que sejam de interesse de toda a sociedade, de modo que ocorra uma consciência transformadora nas discussões em cada um dos temas abordados, visando a repercussão nos âmbitos social, ambiental, educacional, empresarial e institucional, com o intuito de que as ações sejam efetivas e benéficas a todos os interessados.

Deivison Pedroza no Painel Sustentabilidade

Para Deivison Pedroza “As empresas que estão alinhadas à ideia do compliance ambiental são aquelas que se preocupam, em seguir de forma pontual a legislação ambiental que lhe é aplicável, principalmente àquelas que fazem à gestão de seus resíduos.  Além disso, são essas organizações que se preocupam em utilizar princípios éticos para a tomada de suas decisões e para o desenvolvimento sustentável de suas atividades.”

Partindo dessa percepção, as organizações precisam entender que para se implementar o compliance ambiental, cabe à estas organizações a adoção de ações sustentáveis, visando à destinação ambientalmente correta de seus resíduos, cumprindo com a legislação específica, visando também, como fim específico, a prevenção de multas ambientais, infrações e processos administrativos.

O compliance ambiental pode representar uma alternativa viável na prevenção de delitos ambientais relacionados ao não cumprimento dos requisitos para uma gestão adequada de resíduos. Exemplificando essa teoria, temos como base os últimos anos, no qual houve uma crescente onda de escândalos de corrupção envolvendo grandes corporações.

As consequências dessas corrupções são gravíssimas e leva às empresas a perderem mercados, tendo sua reputação questionada e podendo chegar até a falência ou recuperação judicial. Desse modo, pode-se concluir, portanto, que o compliance ambiental traz benefícios para empresas que desejam manter a competitividade e serem diferenciais no mercado, uma vez que tenham as suas obrigações em dia.

O estímulo de valores éticos internos nas organizações, aliadas à implantação de regras e programas de governança corporativa, compliance e gestão de qualidade, por exemplo, são altamente benéficos, na medida em que agregam valores importantes como a reputação e uma gestão eficiente dos processos da organização.

Todos esses processos podem ser essenciais, uma vez que eles garantem a sobrevivência das empresas e o desenvolvimento sustentável, impedindo que muitas organizações façam parte da estatística de um destino em crises, sem perspectiva de crescimento sustentável.

A implantação destes conceitos é um sinal claro de maturidade empresarial, garantindo um diferencial competitivo no mercado, bem como a sustentabilidade do negócio.

Painéis do LMA SUMMIT 2019

  1. Painel Sustentabilidade: Deivison Pedroza Presidente e fundador do Grupo Verde Ghaia e Dra. Flávia Marchezini, Procuradora do Município de Vitória com atuação nas áreas de meio ambiente e urbanismo, participarem do Painel Sustentabilidade, cuja discussão abrangeu a importância do compliance ambiental das empresas. Deivison Pedroza, ainda contestou a dificuldade das organizações em melhorem seus processos em busca de Programa de Compliance, realmente, efetivo, devido a infinidade de legislações aplicáveis que as organizações precisam atender. E para se conquistar uma relação harmônica entre a sustentabilidade e lucro, as organizações precisam buscar esse equilíbrio, tendo como alicerce o compliance.
  • Painel Controles Internos:  Neste painel discutiu-se sobre os controles internos, tendo como participação o Professor Marcos Assi, abordando o termo por um viés mais dicotômico, visando apresentar as mais diversas estruturas e ramos empresariais. Este painel contou com a participação de Antônio Gustavo, ex-presidente do COAF, Alexandre Pinnheiro da CVM e Edmo Neves do IBDEE.
  • Painel Inovação: Daniel Gonzaga, Diretor de Inovação da Natura e Amelia Malheiros da Hering foram os painelistas do tema Inovação, apresentando seus respectivos cases de sucesso no contexto inovação, tecnologia, sustentabilidade e responsabilidade social. Além dos cases apresentados, os dois painelistas discutiram sobre os caminhos que o Brasil vem trilhando nesses últimos anos no quesito inovação.
  • Painel Integridade Negocial I: Esse painel foi o mais esperado pelos participantes, contando com a presença de Mário Spinelli, ouvidor da Petrobrás, Marcelo Zenkner CCO da Petrobrás e Rodrigo Bertocelli fundador do IBDEE cuja discussão sobre Compliance e Integridade foi enriquecedora, principalmente por abordar os últimos acontecimentos de forma tão objetiva, transparente e tão fomentador. O painel contou com a mediação de Francisco Bessa, chefe da assessoria especial de controle interno do Ministério da Economia que conduziu o tema “a importância da integridade nas empresas, independente do porte ou ramo de atividade”.
  • Painel de Gestão Ética de Recursos Humanos: Quem participou deste painel se surpreendeu com a apresentação do Dr. Marlos Melek, Juiz do trabalho e um dos autores da reforma trabalhista, que com a sua maestria e objetividade na fala, conferiu detalhes minuciosos que serão capazes de causar impactos positivos na economia nacional.  Além disso, Dr. Melek apresentou ainda os desafios que as organizações terão para contratação devido aos entraves econômicos na legislação nacional.
  • Painel Integridade Negocial II: O Painel Integridade Negocial teve dois momentos. Neste segundo painel, os painelistas Dr. Yuri Sahione da OAB, Alexandre Macedo do CADE e Felipe Oliveira da PUCRS, marcaram presença nas discussões sobre assuntos em sua maioria, muito complexos, tais como, cartel, lavagem de dinheiro e Gestão de Risco.
  •  Painel de Economia e Gestão: No 7º painel, Ricardo Amorim fechou todo o evento, apresentando com clareza os desafios que o Brasil terá no quesito infraestrutura e economia. Apesar de toda incredulidade do povo brasileiro em relação a pátria, o economista demonstrou positividade para o desenvolvimento econômico do país para os próximos anos, destacando que agora é o momento certo para agir.

O LMA SUMMIT quebrou com todas as expectativas, conseguindo ir além do esperado, unindo teoria e prática, apresentando cases de sucesso com foco em COMPLIANCE, oferecendo aos seus participantes uma experiencia enriquecedora.

E nós da Verde Ghaia, estamos muito felizes por contribuir com essa mudança de mindset, de forma que consigamos uma sociedade mais íntegra, mais justa, mais consciente.

Fiquem ligados no calendário de 2020 para o evento LMA SUMMIT, temos a certeza de que valerá muito a pena a troca de experiencia.

Saiba mais sobre o LMA SUMMIT em Florianópolis.


Futuro: o quanto ele influencia no seu legado?


 

Para ter essa percepção e descobrir se você fala de estratégia em relação ao futuro ou se discute apenas tempo com sua equipe de trabalho, é só fazer um teste simples, proposto por Philip Zimbardo, considerado por muitos como o melhor psicólogo do mundo. Zimbardo é autor do livro “The Time Paradox” e nele afirma que cada pessoa tem um algoritmo de tempo, enxergando-o de uma forma diferente. Ou seja, cada um tem a sua orientação temporal quando consideramos passado, presente ou futuro.

Sem olhar para o futuro é impossível fazer inovação, disrupção, e a organização sempre ficará presa no presente. Por isso, não veja o que é, veja o que pode ser. Ultrapasse essa barreira temporal que possa existir identificando como cada pessoa se comporta diante de cada período de tempo. Isso é essencial para que todos na empresa possam falar a mesma língua e terem a mesma visão de futuro, elaborando estratégias para alcançá-lo – e não desculpas para ficar estacionado no presente utilizando ferramentas do passado.

E esse foi o segundo aprendizado que tive com Tiago aquela noite: em que tempo eu vivo? Em que tempo as pessoas ao meu redor vivem?  E gostaria que você também pensasse: em que tempo você vive?  Em que tempo a sua empresa, a sua equipe vive? Se quer achar a resposta, leia também esse livro de Zimbardo, indicado por Tiago. Ele também já está na lista das minhas leituras obrigatórias.

Por fim, Tiago Mattos, futurista, dono de uma mente brilhante, fechou a sua apresentação com uma provocação sensacional: como está o nosso legado? Raríssimas vezes paramos para pensar nisso. E talvez nunca chegamos a pensar da forma correta.

Qual o seu legado?

Tiago Mattos e Deivison Pedroza

O legado é o que fica para as atuais e futuras gerações, é o que muda o mundo e é completamente diferente de propósito. Legado é aquilo que está no coração do nosso modelo de negócio. Legado é aquilo que os outros definem que seja, não você. Legado é algo muito maior que o próprio empreendedor e é o que dá sentido à nossa existência.

Então, o meu terceiro aprendizado foi: o meu legado tem que ser reconhecido pelos outros como tal, e eu devo fazer a diferença na vida das pessoas, hoje e no futuro, com algo que eu me orgulhe. Estou fazendo isso? O que me orgulha hoje que eu já fiz no passado? O que me dá motivos para querer sempre mais? Para ajudar nessa reflexão, cito a frase de Anne Lise Kjaer, também futurista, apresentada por Tiago na palestra: “Eu quero ver os líderes no futuro dizer: eu não quero ser o melhor no mundo, eu quero ser o melhor para o mundo”. Você está sendo melhor para o mundo?

E para deixar você mais tranquilo, saiba que quando se deixa de pensar no futuro presente para começar a pensar no futuro real, quando o foco passa a ser a disrupção da organização e a auto-disrupção de nós mesmos como lideranças e quando paramos para pensar em nosso legado, na forma como os outros veem nosso trabalho e o impacto dele na vida das pessoas, as inquietações são naturais e surgem porque fazem parte do processo de mudança. Então não se assuste. Você está no caminho certo.

Eu tive a certeza que estava no dia 05 de setembro. Uma palestra. Três perguntas. Três aprendizados para uma vida obtidos em apenas uma noite. Impossível terminar esse dia mais satisfeito.


Empresas Brasileiras obtém incentivos Fiscais para se instalarem no Uruguai


 

Sua empresa possui ou pretender instalar uma unidade no Uruguai?  A Verde Ghaia tem algumas informações para te ajudar!

A Verde Ghaia monitora, analisa e auxilia na interpretação e aplicação dos requisitos legais de Meio Ambiente, Saúde e Segurança Ocupacional e Qualidade não só do Brasil, mas também de diversos países como Argentina, Chile, Colômbia, Paraguai, Honduras, Moçambique, Bolívia e Uruguai.

Hoje, falaremos desse último,  no qual o “Ministerio de Industria, Energia e Minería”  uruguaio acabou de publicar a Lei nº 19.748/2019 que incentiva o desenvolvimento de Parques Industriais e Parques Científico-tecnológicos, declarando essa atividade a nível de interesse nacional.

Podem se instalar nesses Parques empresas de atividades industriais, empresas prestadoras de serviços, inclusive aquelas que prestam serviços de logística. Empreendedores e incubadoras de empresas, instituições de formação e capacitação, investigação e inovação, bem como instituições ligadas à geração de conhecimento aplicado. Para isso, basta às empresas apresentarem para a Comisión Asesora do Ministerio de Industria, Energía y Minería do Uruguay um projeto da atividade de acordo aos requisitos estabelecidos na legislação pertinente.

Com o fim de incentivar os projetos de inversão, a Lei traz benefícios fiscais tanto para usuários como para instaladores de Parques Industriais e Parques Científico-tecnológicos. Benefícios esses que abrangem a exoneração de 15% até 100% (dependendo se sejam usuários ou instaladores respectivamente) do Impuesto a la Renta de las Actividades Económicas (IRAE), Exoneración del Impuesto al Patrimonio para bens que compreendam melhorias para as atividades industriais e agropecuárias, bem como para procedimentos, invenções ou criações que incorporem inovação tecnológica e suponham transferência de tecnologia, dentre outros benefícios.

Como Monitorar as leis do seu segmento no Uruguai?

A Verde Ghaia já possui um vasto acervo de requisitos legais, e oferece o serviço de monitoramento e consultoria para conformidade legal e compliance das normas do Uruguai nas áreas de Meio Ambiente, Saúde e Segurança Ocupacional, Responsabilidade Social e Qualidade. Por meio da equipe Internacional VG já atendemos a vários clientes na América Latina, incluindo o Uruguai.

Por isso, para contar nosso apoio, não deixe de entrar em contato com a gente para obter mais informações por meio do e-mail internacional@verdeghaia.com.br ou no telefone (31) 2127-9135.

É a Verde Ghaia rompendo as fronteiras com soluções em Compliance.


Reforma Tributária em debate: mais uma edição do Brasil de Ideias


 

Reforma Tributária em debate: mais uma edição do Brasil de Ideias. Deivison Pedroza participa do Brasil de Ideias sobre a Reforma Tributária

Brasil de Ideias, junto com Revista Voto. Ouvindo os parlamentares: Rodrigo Maia, Marcel Van Hattem, Vinicius Poit, Jerónimo Coergen

 

No dia 16 de setembro aconteceu em São Paulo mais um ciclo do Brasil de Ideias, evento realizado pelo Grupo Voto e que contou com a participação de Deivison Pedroza, CEO e presidente do Grupo Verde Ghaia.

O Grupo Voto, importante e reconhecido veículo de comunicação do país, está completando 15 anos. Entre suas ações, destaca-se o Brasil de Ideias, considerado um dos mais expressivos fóruns de interlocução político-empresarial do país ao possibilitar a aproximação do setor público e setor privado para a retomada do crescimento do país. Neste ano, o encontro já foi realizado em Porto Alegre, Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro e contou, nas duas últimas edições, com a presença dos ministros Osmar Terra, do Ministério da Cidadania, e Onyx Lorenzoni, da Casa Civil.

Desta vez, o tema do encontro foi “A Força do Legislativo Frente às Reformas que o Brasil Precisa – Reforma Tributária”. Os convidados foram o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) e os deputados federais Marcel Van Hattem (NOVO-RS), Vinicius Poit (NOVO-SP) e Jerônimo Goergen (PP-RS). Para o debate com os parlamentares, além de Deivison, estavam presentes mais de 150 líderes empresariais, políticos e formadores de opinião. Todos foram unânimes em afirmar que a aprovação das reformas tributária e administrativa são de extrema relevância para o desenvolvimento do país.

Vamos conhecer os principais pontos discutidos nesta edição do Brasil de Ideias.

Ajuste de contas

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmou que não alimenta a pretensão de ser presidente do Brasil, enquanto as contas públicas não forem organizadas.

Reforma Tributária será votada em 2019

Rodrigo Maia garantiu que a Câmara ou o Senado votam, ainda este ano, a Reforma Tributária. “As duas casas estão trabalhando no tema e nosso esforço é para votar em ambas até o fim do ano”.

Volta da CPMF?

O presidente da Câmara dos Deputados descartou a possibilidade da volta da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira, mais conhecida como CPMF. “[A volta da CPMF] não tem chance. Quem defendia a proposta não está mais no Governo. O Governo diz que não e o Congresso também diz que não”, afirmou.

Reformas Tributária e Administrativa devem caminhar juntas

Para Maia, se o Brasil não tiver coragem de fazer uma reforma administrativa junto à reforma tributária “será como enxugar gelo”.

O deputado federal Alexis Fonteyne concordou com Rodrigo Maia: “o sistema tributário brasileiro está todo distorcido. Ninguém sabe o quanto tem de tributo em um sapato, não temos nada de transparência. A reforma tributária é extremamente importante, acompanhada de uma reforma administrativa”. Ainda afirmou que se não for feito dessa forma, os custos existentes continuarão impedindo que os pequenos empresários possam empreender.

A opinião do deputado federal Jerônimo Goergen é a mesma dos outros parlamentares: “entendo que, se não aproximarmos os projetos que já estão tramitando no Congresso, não teremos uma boa reforma tributária. Além disso, precisamos de uma reforma administrativa andando paralelamente a isso”, apontou o deputado.

 Van Hattem e Poit concordaram e disseram que o principal intuito é simplificar o sistema tributário, por meio do IVA (Imposto Sobre Valor Agregado): “defendemos a proposta do IVA, que me parece mais coerente. Não podemos manter a corda sempre tencionada entre legislativo e executivo”, afirmou o deputado federal Vinicius Poit. “Precisamos simplificar o sistema tributário. Para reduzir os impostos e o tamanho do Estado, é preciso reduzir despesas. Nesse momento, temos as despesas travadas. Por isso o primeiro passo é simplificar”, defendeu o deputado federal Marcel Van Hattem.

A organizadora e responsável por este evento é Karim Miskulin. Na presença de Rodrigo Maia e ao final dos painéis dos deputados, Karim destacou que o país já avançou bastante com a aprovação da reforma da previdência, da Medida Provisória da Liberdade Econômica e com a perspectiva da reforma tributária, sendo que o presidente da Câmara, nas palavras dela, “teve um papel fundamental nisso tudo. Hoje temos um novo rumo e um norte para o nosso país. O senhor cresceu de forma absoluta em toda essa discussão”.

Por fim, Karim, para encerrar o evento, destacou que estamos em um momento muito importante para o Brasil: “esse é um momento de um novo Brasil, que errou muito no passado e não tem mais chance de errar. A nossa esperança está depositada em vocês, então, por favor, não desistam. E principalmente não desistam da reforma tributária, que é muito importante para o nosso país”.

Lançamento do Movimento Brasil de Ideias Mulheres Positivas

Durante o Brasil de Ideias foi lançado por Karim, junto com Fabi Saad, o Movimento Brasil de Ideias Mulheres Positivas. Ele é formado por mulheres que impactam a realidade social e econômica do Brasil e tem como objetivo o desenvolvimento do nosso país ao “gerar a interlocução do empresariado e lideranças femininas com o cenário político, além de criar uma nova cultura de protagonismo de mulheres no cenário público brasileiro”.

Deivison explica a relevância entre PICS e o Brasil de Ideias

Karim Miskulin, Deivison Pedroza, Rodrigo Maia, Marcelo Ramos, Wilson Ferreira.

 

O Pacto de Integridade e Compliance pela Sustentabilidade (PICS), conforme já apresentado pelo CEO Deivison Pedroza, no evento Prêmio Compliance Brasil, ele reafirma a importância do PICS como ferramenta para essencial na busca pelo Compliance efetivo. Para o CEO, o objetivo do PICS  é uma nova forma de se fazer gestão e garantir o crescimento das organizações de forma ética, íntegra e sustentável.

Através da parceria entre a Revista Voto e o Grupo Verde Ghaia, o Pacto (PICS) tem ganhado forças e sido bem recebido no Brasil de Ideias, além de ganhar elogios de vários setores governamentais e privados de todo o país.

Para o  CEO Deivison Pedroza é importante que tanto as empresas privadas quanto as públicas estejam envolvidas e comprometidas ao assumirem tais compromissos com o nosso país, unindo, de vez as forças entre o setor público e setor privado, visando um único objetivo: o desenvolvimento do Brasil.

 

Fonte: http://www.revistavoto.com.br/deputados-defendem-reformas-tributaria-e-administrativa/


Futuro, auto-disrupção e legado: a incrível palestra de Tiago Mattos no Fórum CEO Brasil 2019


 

Coube ao futurista Tiago Mattos realizar a palestra magna que abriu o Fórum CEO Brasil 2019, evento promovido pelo Experience Club e que reuniu 190 líderes empresariais no Tivoli Ecoresort Praia do Forte, na Bahia, de 5 a 9 de setembro. Em uma hora e meia, ele soube surpreender todos os CEOs ali presentes e mais uma vez deixou seu legado.

Não era esperado menos que isso. Tiago Mattos é empreendedor, educador, autor de vários livros, entre eles “Vai lá e Faz”, e futurista. Faz parte do corpo docente da Singularity University (sendo o único sul-americano entre 110 nomes com tal distinção). É também professor da disciplina de Futurismo no Transdisciplinary Innovation Program, na Universidade Hebraica de Jerusalém. Hoje, lidera a Aeroli.to, um laboratório de futurismo e experimentos em tecnologias exponenciais. Além disso, já fundou diversas iniciativas na nova economia, entre elas a Perestroika, que revolucionou a maneira de ensinar. Sem dúvida é um currículo incrível de alguém que possui uma mente sensacional.

Se Tiago tinha a intenção de causar impacto, garanto que seu objetivo foi cumprido. Para vocês terem uma ideia, assim que terminou sua palestra, tínhamos duas horas até o próximo compromisso, e nesse período, as suas três perguntas que nortearam toda a sua apresentação, não me saíam da cabeça:

1. Como está o meu radar para o futuro?

2. Como está a minha cultura de auto-disrupção?

3. Como está o meu legado?

Em qual tempo você vive? E qual o seu legado nele?

Na Verde Ghaia, eu como CEO, nunca pensei da forma tão futurista quanto Tiago apresentou em sua palestra. Por isso que estas questões mexeram tão fortemente comigo. Quando parei para refletir, eu também percebi, assim como ele, que a maioria das pessoas não vivem o presente, elas vivem o passado ou no presente. Elas se alimentam da ética, da moral, da estética do passado, tornando-se lideranças do passado, no presente. E as consequências disso são óbvias: usando ferramentas do passado ou baseando-se apenas nas experiências do passado, nunca haverá espaço para pensar no futuro. E muito menos construí-lo.

Por isso, temos a tendência de ignorar novas descobertas, uma vez que podem ser vistas como fantasiosas demais para nós, quando na verdade só estão inacessíveis, ainda. Engraçado que ao falar sobre os exemplos, do que já existe no mundo, em termos de tecnologia, novas economias ou novos formatos de trabalho, Tiago parecia estar descrevendo uma realidade paralela, que seria digna de um episódio de Black Mirror. Mas não era. Vou explicar melhor para você entender o que eu quero dizer.

Entre tantas iniciativas apresentadas, algo que me chamou muito a atenção foi o futuro das redes sociais. Foi falado sobre o Facebook Spaces, em que se utiliza óculos virtuais e é possível interagir através de um avatar. Mas existe duas coisas muito mais avançadas: primeiro, o Digital Humans, um avatar criado em tempo real através das expressões de uma pessoa. É algo muito, mas muito perfeito! Em segundo, vem o Facebook Codec Avatar, que mapeia um indivíduo e gera um avatar idêntico a ele, permitindo a comunicação entre as pessoas de uma forma que parece que, nós estamos frente a frente com ela. E tudo isso me faz voltar as 03 perguntas do Tiago pra repensar a minha gestão. E aí concordo mais ainda com a fala do Tiago, “estamos muito perto da Matrix, muito perto de fazer com que a rede social virtual, seja muito semelhante à rede virtual analógica”.

Tiago apresentou muitos outros exemplos. Mas, os que eu citei acima já são suficientes para que possamos perceber que estas tecnologias tem a capacidade de mudar o mundo. E por isso, quando pensarmos em futuro, nós, que somos de uma geração diferente dessa que já existe, devemos ter as nossas perspectivas alinhadas com as das próximas gerações. Caso contrário, estaremos fadados ao fracasso em qualquer tentativa de pensar na próxima década.

O que acontece quando seu radar não está para o Futuro?

Então, a mesma pergunta que Tiago fez, eu faço agora: “Tudo isso é futuro ou tudo isso já existe e não está fazendo parte do nosso presente?”. Pois é, entendi esse primeiro recado, caiu-me feito luva. Precisamos urgentemente tornar nosso radar mais sistemático para aquilo que já existe. Criar equipes dentro de nossas empresas para mapear as novas descobertas, usar uma parte do nosso tempo para pesquisar o que está sendo desenvolvido no mundo, analisar quais inovações estão por aí.

Se não começarmos a fazer diferente, agir com pensamento diferente em relação com o que já existe no mundo, estaremos vivendo o passado, no presente. E além disso, desperdiçaremos a chance de construir o futuro. Aliás, não é porque você acredita que não conheça algo, que ele ainda não exista. Já parou para pensar que ele, simplesmente, possa ainda não estar no seu radar.

A partir desse aprendizado, a segunda pergunta me deixou mais inquieto, visto que ela se refere à cultura da auto-disrupção. E foi aí que questionei sobre o meu radar, quanto a nossa organização ou mesmo quanto a nós, como lideranças que inspiram outros a inovar e serem criativos. Mas, afinal, como ser auto-disruptivo nos tempos atuais? Para explicar essas indagações, Tiago utilizou o livro de Charles Handy, “The second curve”, mostrando que a empresa que quer pensar no futuro precisa usar duas ferramentas: uma curva do presente e uma curva do futuro. Ao fazer isso, pode-se dizer que é impossível passar por qualquer crise. Tudo é superado mais facilmente.

Não vou me ater muito ao livro neste texto, porque seguindo os conselhos do Tiago, eu estou lendo-o agora. Depois disso, vou falar mais com vocês sobre essas curvas e como a genialidade da liderança se torna tão importante para saber utilizar os recursos disponíveis para se manter nelas e assim, ser auto-disruptivo. Além disso, tudo isso só funciona se o líder tiver uma visão orientada para o futuro.

Afinal, por que o Futuro é tão importante?

Utilizando uma citação de Thomas Frey, Communicating with the future, Tiago nos explica: “o jeito que você imagina o futuro muda suas ações no tempo presente. Portanto, não é apenas o presente que constrói o futuro. O futuro também constrói o presente”. Em outras palavras, os dois tempos estão intimamente ligados. E o problema está nas pessoas, visto que elas muitas vezes não percebem isso, impedindo que a empresa evolua, sua vida evolua!

A abordagem sobre o Paradoxo do Tempo, se baseia nos anos de estudo da psicologia do tempo, o recurso mais precioso do homem. Nessa obra, são apresentados dados científicos sólidos e histórias fascinantes que nos ajudam a compreender como o tempo afeta o ritmo de nossas vidas e o mundo ao nosso redor. O tempo passa para todos: para aqueles orientados para acontecimentos passados, focados nos prazeres do presente ou norteados por metas futuras. Cabe a cada um aproveitá-lo ao máximo e saber como gastá-lo com sabedoria.

Pensem mais sobre o seu radar no Futuro e na sua auto-disrupção. Creio que este é um momento para reflexão antes de entrarmos na 3° pergunta, que se refere ao que estamos deixando como legado. Reflita bem, para que na próxima semana, possamos discutir com ideias mais fervorosas e voltadas para o Futuro. Afinal, nosso legado depende do direcionamento do nosso olhar.

Nada de olhar para o retrovisor!

Até a próxima semana!

Deivison Pedroza – Fundador e CEO do Grupo Verde Ghaia


Barragens de Contenção de Rejeitos e Resíduos em Minas Gerais


 

O Diário Oficial de Minas Gerais publicou a Resolução Conjunta SEMAD nº 2.784, de 21-03-2019, que determina a descaracterização de todas as barragens de contenção de rejeitos e resíduos, alteadas pelo método a montante, provenientes de atividades minerárias, existentes em Minas Gerais.

As barragens a que se refere esta resolução são as destinadas à acumulação ou à disposição final ou temporária de rejeitos e resíduos de mineração, que apresentem, no mínimo, uma das características a seguir:

I – altura do maciço, contada do ponto mais baixo da fundação à crista, maior ou igual a 10m (dez metros);

II – capacidade total do reservatório maior ou igual a 1.000.000m³ (um milhão de metros cúbicos);

III – reservatório com resíduos perigosos;

IV – potencial de dano ambiental médio ou alto, conforme regulamento.

A Resolução veda a concessão de licença ambiental para operação ou ampliação de barragens destinadas à acumulação ou à disposição final ou temporária de rejeitos ou resíduos da mineração que utilizem o método de alteamento a montante, bem como determina a descaracterização de todas as barragens de contenção de rejeitos que utilizem o método de alteamento a montante, provenientes de atividades minerárias, existentes no Estado de Minas Gerais.

Os empreendedores responsáveis pelas barragens inativas, que utilizem ou tenham utilizado o método de alteamento a montante, cujas características se enquadram nas previsões desta resolução, conforme informações prestadas à Agência Nacional de Mineração – ANM – e ao Estado de Minas Gerais, deverão apresentar à Feam o cronograma contendo o planejamento de execução da descaracterização, no prazo de noventa dias, contados a partir da publicação da Lei nº 23.291, de 2019.

Já os empreendedores responsáveis por barragens alteadas pelo método a montante, atualmente em operação, deverão no prazo de noventa dias contados da publicação da Lei nº 23.291, de 2019, apresentar à Feam cronograma contendo o planejamento de execução da descaracterização e da tecnologia a ser adotada.

O descumprimento das medidas estabelecidas nesta resolução sujeitará o empreendedor à aplicação das penalidades previstas na legislação, sem prejuízo do encaminhamento para o Ministério Público para as providências cabíveis, nos termos dos art. 21 e 22 da Lei nº 23.291, de 2019 e o descumprimento das obrigações deve ser informado à Advocacia Geral do Estado para avaliar as medidas judiciais cabíveis.

Por fim, a presente Resolução revoga a Resolução Semad nº 2.762, de 29-01-2019 que dispõe sobre a suspensão das análises de regularização ambiental, e a Resolução Conjunta Semad nº 2.765, de 30-01-2019 que determina a descaracterização de todas as barragens de contenção de rejeitos, alteadas pelo método a montante, provenientes de atividades minerárias, existentes em Minas Gerais.

Para maiores esclarecimentos, acesse a íntegra do texto desta Resolução por meio do módulo LIRA do Sistema SOGI ou através do site Future Legis.

Letícia Caroline Nunes Ferreira / Legislação e Pesquisa

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Participação das Mulheres é cada vez mais significativa no mercado de trabalho


 

De acordo com a pesquisa “Estatísticas de gênero: indicadores sociais das mulheres no Brasil[FL1]” — uma compilação de dados realizada pelo IBGE que analisa as condições de vida das brasileiras a partir de um conjunto de indicadores proposto pelas Nações Unidas  — em 2016, 39,1% dos cargos gerenciais, tanto no poder público quanto na iniciativa privada, eram ocupados por mulheres. Embora os homens ainda sejam maioria nos cargos mais altos (60,9%), o horizonte oferecido às mulheres é promissor.

O processo de mudança nos padrões culturais tem amenizado as tradicionais barreiras à entrada das mulheres no mercado de trabalho, trazendo consigo outros reflexos nas últimas três décadas: a taxa de fecundidade tem reduzido e os níveis de escolaridade das mulheres têm se elevado. Dentre a população acima de 25 anos com curso superior completo, temos 33,9% de mulheres e 27,7% de homens.

A taxa de frequência escolar líquida ajustada no ensino médio (que mede a proporção de pessoas que frequentam a escola no nível de ensino adequado à sua faixa etária) também é maior entre as mulheres: 73,5%, contra 63,2% entre os homens. Na prática, mulheres estão muito mais focadas em melhorar seu nível de escolaridade.

Luciana Carneiro Aguera[FL2] , 40 anos, auditora de sistemas de gestão, especializada em qualidade (ISO 9001), Meio ambiente (ISO 14001), Segurança e Saúde Ocupacional (ISO 45001) e Responsabilidade Social (NBR 16001), vivencia exemplos de como a educação formal tem influenciado na ascensão das mulheres. “No mercado expandido de Qualidade, ou seja, nas diversas áreas de inspeção, mulheres são bem vistas porque são consideradas detalhistas. E como costumam apresentar notas melhores nos cursos, acabam sendo indicadas para os melhores estágios”, disse ela, que percebeu tal característica principalmente nos cursos oferecidos pelo SENAI, empresa na qual atuou por 8 anos através do Sistema S, que oferece muita mão de obra para o mercado.

O próprio SENAI apresenta dados sólidos sobre a participação das mulheres nos últimos anos: a presença feminina em seus cursos técnicos apresentou um crescimento de 65%.

De acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego, a participação feminina nas empresas industriais cresceu 14,3% em 20 anos. Os segmentos com maior crescimento de mulheres empregadas no período são mineração (65,8%), material de transporte (60,8%), alimentos e bebidas (49,3%), madeira e mobiliário (39,3%), indústria mecânica (37,3%) e papel e gráfico (24,7%). A automatização dos processos produtivos tem sido um fator de favorecimento às mulheres, pois a força física tem deixado de ser um requisito essencial para as contratações profissionais.[FL3]  No período pesquisado, a proporção de postos de trabalho ocupados por mulheres apresentou alta de 39,9% na metalurgia, de 37,3% na indústria mecânica e de 31,1% na construção civil.

Segundo dados da pesquisa “Perfil Ocupacional dos Profissionais da Engenharia no Brasil[FL4]”, realizada pelo Dieese, de 2003 a 2013 a porcentagem de mulheres engenheiras empregadas no Brasil cresceu 4%. Além disso, no mesmo período, o salário médio das engenheiras subiu de 70,3% para 79%, e foram gerados 32.468 postos de trabalho para as profissionais da engenharia, cerca de um quarto do total do número de empregos criados para a categoria no período. Em termos relativos, o aumento da ocupação feminina — de 132,2% — foi mais significativo do que a ocupação masculina, que correspondeu a 78,3%, o que explica o aumento da participação das mulheres.

Cíntia Mara, 32 anos, graduada em Ciência da Computação e desenvolvedora de software há quase 15 anos, sabe bem o que é atuar numa área “masculina”. Mesmo assim, ela conquistou seu espaço com destreza. Há nove anos, Cíntia é analista de negócios, e conta que sempre teve um bom relacionamento com os colegas de trabalho homens. Diz que embora possa trombar com pessoas difíceis capazes de discriminá-la só por ela ser mulher, procura não prestar atenção nisso. “Acho que o caminho para as mulheres nessas áreas [ masculinas] é o de buscar parcerias, tanto com outras mulheres quanto com os homens.

Essas parcerias e cumplicidade me ajudaram a chegar onde estou hoje, trabalhando em uma empresa incrível e numa posição de liderança”, conta ela. “Essa é a minha forma de facilitar as coisas para as outras mulheres que estão ao meu lado, e também para as que virão depois de mim, e também de transformar os homens em meus aliados e ajudá-los a se tornarem pessoas melhores, dando feedbacks e explicando, quando certas atitudes não são legais, mas também mostrando que ser mulher em momento nenhum interfere na minha competência”.

Diana Camargo, 36 anos, é graduada em Radialismo e conta que também vivenciou predominância feminina nas salas de aula de seu curso na universidade, mas que percebeu uma sutil diferença no momento em que chegou ao mercado de trabalho. Ativa na área de produção e operacional de TV, Diana diz que, em seu ramo, as mulheres tendem a se concentrar na área de produção, e os homens, nas áreas técnicas e operacionais. Mas ela mesma não se abala. “O que eu tento fazer para mudar essa situação é indicar outras mulheres para ocupar os cargos técnicos. Felizmente tem dado certo”.

Diana conta que chegou a trabalhar num projeto em que operadoras de áudio, cinegrafistas e assistentes eram todas mulheres — e só havia um homem na equipe! Ela frisa que não enxerga o mercado de trabalho como uma “guerra dos sexos”, mas que acha importante abrir espaço para que outras mulheres possam mostrar que um bom trabalho “independe de o indivíduo ser ele ou ela”.


 [FL1]Fonte: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv101551_informativo.pdf

 [FL2]Todas as entrevistadas foram localizadas pelo Twitter e conversaram com a Equipe via mensagens particulares.

 [FL3]Fonte: https://noticias.portaldaindustria.com.br/noticias/trabalho/participacao-de-mulheres-no-mercado-de-trabalho-industrial-cresce-143-em-20-anos/

 [FL4]Fonte: https://www.fne.org.br/upload/documentos/publicacoes/PerfilFNE_net.pdf


Nota de Solidariedade do Grupo Verde Ghaia


 

Nota de solidariedade e esclarecimento sobre o rompimento da barragem em Brumadinho

O Grupo VERDE GHAIA em nome de todos seus colaboradores diretos e indiretos, vem, através da presente nota, prestar o mais sincero pesar pelas vítimas fatais e nossa solidariedade a todos os familiares e demais atingidos pelo rompimento de uma barragem da empresa Vale S.A, em Brumadinho – MG.

O rompimento da Barragem B1 do complexo minerário da Mina do Córrego do Feijão causou o derramamento de lama, estima-se 13 milhões de metros cúbicos, proveniente de rejeito do processo minerário, atingindo toda a área administrativa, bem como refeitório da empresa. A extensão do dano não se limitou apenas a área de propriedade da Vale, como também atingiu pousada e comunidades da região. A lama desembocou em um afluente do rio Paraopeba, na Bacia do Rio São Francisco, onde o empreendimento está situado. Até o momento, de acordo com a Defesa Civil e Corpo de Bombeiros de MG o ocorrido já deixou 60 mortos e estimam-se ainda 292 o número de desaparecidos.

Além das ações emergenciais que estão sendo tomadas pelas autoridades no que se refere a busca por sobreviventes e a atenção às famílias das vítimas, deve-se, no momento adequado, realizar uma profunda e comprometida investigação sobre as causas do ocorrido e, caso tenham responsáveis, que os mesmos sejam devidamente punidos.

Ainda é prematuro para  afirmar se o ocorrido, tratou-se de uma tragédia ou um crime, no entanto, todo o Grupo Verde Ghaia ressalta a importância, não apenas de que se tenham legislações mais rígidas, como também que estas sejam devidamente fiscalizadas por órgãos competentes, incluindo neste esteio além dos órgãos ambientais, mas também os de saúde e segurança do trabalho, e que todos eles em harmonia façam prevalecer uma gestão de riscos devidamente eficaz.

Deivison Pedroza – CEO do Grupo Verde Ghaia.


O desastre da Barragem de Brumadinho poderia ter sido evitado?


 

Ao saber da notícia que abalou a todos nesse dia 25 de janeiro, do rompimento da barragem da mineradora Vale, na Mina Feijão, em Brumadinho, Minas Gerais, primeiro imaginei que era mais uma fake News que estava rolando no WhatsApp. Era impossível acreditar que a mesma tragédia, que aconteceu há apenas três anos, pudesse se repetir novamente. E, no mesmo estado, com a mesma companhia envolvida e tendo as mesmas características. Para mim, era inimaginável tudo de novo, em tão curto espaço de tempo, envolvendo algo tão sério para as pessoas e para o meio ambiente. Não podia ser verdade.

Assisti alguns vídeos e ainda sem acreditar direito, fui procurar por mais informações na internet e nos noticiários. Infelizmente, constatei que não era uma notícia falsa. Sim, a história estava se repetindo, mais uma vez, em Minas Gerais. Primeiro foi em Mariana, agora em Brumadinho. De novo a mesma protagonista: a Vale. E o mesmo desastre ambiental: o rompimento de uma barragem de rejeitos da mineração.

Enquanto escrevo, as buscas por desaparecidos continuam. As informações ainda são muito imprecisas, mas até o momento foram confirmadas 9 mortes. Na de Mariana foram 19 no total. Mas esse número pode aumentar em Brumadinho, pois o mar de lama avançou sobre a área administrativa da empresa e por casas da área rural da Vila Ferteco. A Vale informou que havia em torno de 100 e 150 pessoas na área administrativa da companhia na hora do acidente. Sabe-se até agora, que 189 pessoas foram resgatadas vivas na região. Aproximadamente, 300 pessoas continuam desaparecidas, de acordo com o Corpo de Bombeiros. Algumas estavam ilhadas, outras foram resgatadas da lama. E, a cada momento, mais bombeiros chegavam ao local para continuar nas buscas e no resgate, contando com o apoio da população local, de voluntariados, da Defesa Civil e de voluntários da Cruz Vermelha.

A Vale também comunicou que o rompimento ocorreu na barragem 1 da Mina Feijão. Já o Ministério do Meio Ambiente acredita que foram 3 barragens rompidas. Pelas fotos e vídeos, sabemos que o estrago e as consequências foram enormes. Quando se compara imagens de antes e depois da tragédia, dá para se ter uma dimensão da destruição causada pelo vazamento dos rejeitos de minério de ferro.

O desastre da Barragem de Brumadinho poderia ter sido evitado?

O que foi diferente dessa vez? Primeiro, o Ibama disse à Globonews que o volume de rejeitos que vazaram em Brumadinho é de 1 milhão de metros cúbicos. Isso significa um volume 50 vezes menor do que foi em Mariana – a barragem do Fundão, administrada pela Samarco, subsidiária da Vale, liberou 34 milhões de metros cúbicos de rejeito de minério. A quantidade inferior, de jeito nenhum, torna a tragédia da Mina de Feijão de menor importância. Segundo, é a repetição de um acidente que acontece desde 1986 em Minas Gerais causando sempre as mesmas consequências: assoreamento de córregos e rios, cidades devastadas pela lama, mortes, destruição da fauna e flora. Terceiro, dessa vez tudo poderia realmente ter sido evitado. E por que não foi?

Dessa vez tudo poderia realmente ter sido evitado. E, por que não foi?

Bom, antes de dar meu ponto de vista sobre esse assunto, acho importante falar rapidamente sobre minha experiência nessa área. Eu sou presidente da Verde Ghaia, empresa fundada em 1999 com o objetivo de oferecer o primeiro sistema online de monitoramento de requisitos legais no Brasil. Somos especialistas na assessoria e no monitoramento de conformidade legal nas áreas de Meio Ambiente, Saúde e Segurança do Trabalho, Responsabilidade Social, Qualidade, Segurança de Alimentos, Sustentabilidade e Mudanças Climáticas. Nossa sede fica em Belo Horizonte, mas estamos espalhados por todo o Brasil e também em alguns países da América Latina e África, tendo mais de 3200 clientes. Em 2018, ganhamos o prêmio de empresa mais sustentável no setor de consultoria, gestão e TI, de um dos mais tradicionais e prestigiosos prêmios de sustentabilidade empresarial do Brasil: o Guia Exame de Sustentabilidade.

Por isso, eu vivo e lido todos os dias, há mais de vinte anos, com requisitos, normas, legislações e tudo mais que você possa imaginar quando se trata de estar de acordo com as normas e requisitos legais aplicáveis às atividades e processos de uma empresa. Eu e mais de 140 colaboradores ajudamos as empresas a obter as mais diversas certificações da norma ISO.

Já fui incontáveis vezes, pessoalmente, em várias empresas para explicar por que elas devem estar de acordo com as legislações e quais os benefícios que isso traz a elas e, consequentemente, para a toda a sociedade e para o meio ambiente. E principalmente, demonstro que é muito mais barato prevenir do que remediar. Não importa o tamanho que o seu negócio tenha. Você pode identificar possíveis riscos, pode gerenciá-los, pode evitar que eles aconteçam. E e isso sai dez, quinze, cem, um milhão de vezes mais barato do que deixar como estar.

Além disso, o princípio da prevenção é um dos pilares da legislação ambiental. Significa que devemos estar preparados para o pior, mesmo que o pior seja pouco provável.

Não importa se você é uma Vale ou se sua empresa tem dez funcionários. Não é a marca que importa, não é o seu nome fantasia ou sua razão social. Depois de tantos anos trabalhando nessa área e claro, pela minha experiência e vivência, acredito que o que faz evitar que tragédias, como essa de Brumadinho, aconteçam são as pessoas.

As pessoas são responsáveis por cada departamento e setor da empresa. Sejam os diretores e gestores. Seja o presidente da organização. Sejam os auditores que analisam se tudo está conforme com o que a legislação determina. Sejam aqueles que trabalham nos órgãos de fiscalização. Sejam os deputados e os senadores, os prefeitos e os vereadores, os governadores e o presidente da República. Cada um com sua função e responsabilidade. E cada um deles tem a sua responsabilidade pelo o que acontece, especialmente em casos como esses: Mariana e Brumadinho que poderiam ter sido evitadas.

Não estou de forma alguma, indicando culpados. Jamais! Quem vai fazer isso são os estudos. Eles é que irão demonstrar, exatamente, porque houve esse acidente. Uma tragédia como essa, não acontece do dia para a noite, e geralmente são muitos os fatores envolvidos para que algo dessa magnitude aconteça. Esse é um desastre anunciado há muito tempo, e não é culpa de um ou outro. Nem de uma marca. Nem de um governo. Mas, de pessoas que estão de alguma forma ou de outra relacionadas com a barragem na Mina Feijão.

Nesses casos, existe uma responsabilidade compartilhada entre o empreendedor, o Estado e os órgãos de fiscalização.

Isso também foi defendido por engenheiro civil e professor da Faculdade Itajubá e da pós-graduação da UFMG, conforme o G1 apurou. “O Estado erra porque não consegue manter um corpo de fiscalização efetivo e atuante. A empresa erra porque fez uma estrutura que colapsou. Se ela tivesse tudo certo, sem problema, nós não teríamos problemas sequenciais dentro do Brasil. Temos acidentes grandes, como o de Mariana, a de Cataguases. Isso mostra que a técnica e o procedimento de construção têm de ser revistos. E o governo tem atuado no caso das barragens de uma maneira política e de uma forma absolutamente condenável. Não fortaleceu os órgãos de fiscalização, foi leniente com as empresas”.

As empresas são necessárias, geram emprego, geram riqueza, mas é preciso dar limite, porque estamos falando de vidas que estão em jogo. Minas Gerais possui cerca de 450 barragens. Sendo que 37 delas são de rejeitos e não têm garantia de estabilidade, segundo informou a Associação dos Observadores do Meio Ambiente de Minas Gerais, uma ONG que acompanha os avanços da legislação sobre o tema.

Parecer que exigia leis mais rígidas é derrubada

Movimentos sociais, especialmente aqueles que já sofreram com os rompimentos de barragens, pesquisadores e moradores das regiões, já indicaram que o que aconteceu nesse dia 25 de janeiro, era certo de acontecer. Só não souberam precisar o dia, mas previram o desastre com antecedência. E sabe quando ele poderia ter sido evitado? Em julho de 2018.

Nesta data, a Comissão de Minas e Energia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais derrubou o parecer do deputado João Vitor Xavier (PSDB), apoiado pelo Ministério Público, pelo Ibama e por mais de 50 entidades ambientalistas ligadas à Campanha Mar de Lama Nunca Mais, recebendo mais de 56 mil assinaturas.

Parecer que exigia leis mais rígidas é derrubada

A legislação, que não entrou em vigor, defendia que:

1.O licenciamento ambiental de três fases deve valer para todas as novas barragens, independentemente do porte poluidor;

2. Fica proibida a disposição de rejeitos e resíduos industriais ou de mineração em barragens “sempre que houver alternativa técnica”;

3. Fica proibida a concessão de licença ambiental para barragens em cujos estudos de cenários de ruptura se identifique comunidade na chamada zona de autossalvamento – porção do vale, abaixo da barragem, em que não haja tempo suficiente para uma intervenção da autoridade competente em situação de emergência: 10 km ao longo do curso do vale ou a porção do vale que corresponda ao tempo de chegada da onda de rejeitos em até 30 minutos;

4. O empreendedor deve pagar uma caução ambiental com o propósito de garantir a recuperação socioambiental nos casos de rompimento e desativação da barragem. A reivindicação é que ela fosse feita já no momento em que é concedida a Licença Prévia. Ou seja, logo no início do processo de licenciamento;

5. As empresas devem apresentar estudos de impacto sobre a estabilidade da barragem em casos de sismos e terremotos, estudos sobre o comportamento hidrogeológico, incluindo projeto de esgotamento de águas pluviais para chuvas excepcionais de, no mínimo, duas vezes a ocorrência máxima centenária no local onde a barragem será construída.

O projeto original foi aprovado na primeira votação em plenário. De lá, foi encaminhado para as Comissões de Administração e Minas e Energia, presidida na época por Xavier. Este reformulou um texto substitutivo para prever regras mais rígidas de licenciamento ambiental para a criação de novas barragens e endurecer a fiscalização sobre as já existentes. Porém, não entrou em vigor, uma vez que 03 deputados votaram contra (Thiago Cota do MDB, Tadeu Martins Leite do MDB e Gil Pereira do PP e apenas 01 a favor do próprio João Vitor Xavier do PSDB.

E no Senado isso se repetiu. De acordo também com o G1, um projeto do Senado que endurecia a Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB), não prosperou na Casa e foi arquivado no final do ano passado, em razão do término da legislatura iniciada em 2015. A proposta foi apresentada pelo senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) em 2016, tendo sido elaborada depois dos trabalhos de uma comissão temporária, criada para debater a segurança de barragens, após o desastre de Mariana. O texto não chegou a ser votado pela Comissão de Meio Ambiente.

Criada em 2010, a PNSB tem, entre as metas, garantir a observância de padrões de segurança para reduzir a possibilidade de acidentes em barragens. Também prevê a elaboração adequada de um plano de ação de emergência (PAE); a elaboração de um plano de segurança da barragem; e a realização de inspeções e revisões periódicas de segurança.

O que dizia o Projeto que ampliava as obrigações?

O projeto arquivado ampliava as obrigações e determinava, entre outras regras, que as empresas também teriam de:

1.“executar as recomendações que resultam de inspeções e das revisões;

2. contratar seguro ou apresentar garantia financeira para a cobertura de danos a terceiros e ao meio ambiente, em caso de acidente ou desastre, nas barragens de categoria de risco alto e dano potencial associado alto;

3. prestar informações verdadeiras ao órgão fiscalizador e às autoridades competentes”.

Assim como em Minas Gerais, nada saiu do papel.

Compliance não é uma Obra de Arte para ser apreciada

No caso das empresas, muitas vezes elas buscam por compliance, fazer tudo certo, obter certificação, gestão de qualidade, de meio ambiente, de segurança, mas como se fosse um papel, uma obra de arte para ser pendurado na parede. Mas, se esquecem que é preciso ter comprometimento muito maior dentro das rotinas das organizações, principalmente das pessoas, que são as responsáveis pelos departamentos e setores: gestores, diretores e presidentes.

Temos a mania de relacionar às marcas aos fatos, sejam eles bons ou ruins. Por exemplo, “a Vale rompeu uma barragem”, “a Samarco contaminou o rio”.

Mas, a gente se esquece que essas marcas se constroem com pessoas e por meio delas. E quando a gente entra no dia a dia dessas organizações, a gente percebe que existem departamentos criados, especificamente, para cuidar de uma área, com pessoas contratadas para garantir o cumprimento de todas as leis: para fazer a gestão, fazer controle, para prestar contas à marca. Porém, muitas vezes, elas se esquecem da importância da sua competência e comprometimento para a organização.

Embora estejamos vivendo um mundo mais tecnológico, ágil e altamente veloz como as redes sociais, grande parte das pessoas perdem o seu tempo presas aos celulares, computadores, relatórios virtuais e se esquecem que precisam fazer inspeção detalhada, precisam fazer controle, precisam ir a campo, precisam pôr a mão na massa. Então, grande parte dos problemas que acontecem, como esse de ontem, tem a ver com a competência das pessoas, com a negligência, com a imperícia.

É preciso nos comprometer de verdade com as nossas tarefas, principalmente, quando há vidas em nossas mãos. Todos nós, sem exceção de ninguém.

Já temos o exemplo de Mariana, que foi um desastre para Minas Gerais. Imaginávamos que não haveria mais reincidência e mais nenhuma situação como essa. Infelizmente, vimos ontem, que tal situação continua acontecendo. Culpa de uma marca? Não apenas. Porque as marcas pararam de fazer controle. E as pessoas também deixaram de se comprometer com as marcas. E ambas, não tem ideia da importância de tudo isso.

Veja o caso da Vale em Brumadinho. Ela se defende, argumentando que segue todas as regras de segurança. Seu presidente, Fabio Schvartsman, disse em pronunciamento à imprensa que relatórios periódicos sobre a estabilidade das barragens eram formulados a pedido da empresa por técnicos especializados. Afirmou ainda que o licenciamento da barragem estava correto. Que um auditor havia ido lá em agosto de 2018 e afirmado que tudo estava em conformidade. Esse fato foi corroborado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMAD) de Minas Gerais, que informou que a Mina do Feijão e a Barragem 1 estavam devidamente licenciados.

Qual a importância do Auditor nisso tudo?

E qual a importância dos auditores? Os auditores são os que ficam dando o norte para nossos negócios, dizendo por onde deve ir ou não. Ele é a forma mais barata que nós temos de fazer validações de compliance. É ver quais processos estão certos e quais estão errados. É ter disponível todas as documentações necessárias para prestar contas ou mostrar que tudo está sempre cumprido.

As auditorias nos fazem ver que cumprir as leis de forma preventiva sairá muito mais barato para a organização, e que melhorará a imagem do seu negócio diante de toda a sociedade.

No caso de Mina Feijão, o auditor errou? Não sabemos. Só sabemos realmente que, do ponto de vista legal, o método de construção da barragem estava correto. É o método mais barato, mais lucrativo e o mais arriscado. Como os especialistas afirmaram, é uma bomba-relógio. Consiste basicamente em que os resíduos resultantes da exploração do minério são acumulados em várias camadas que vão se empilhando ao longo do tempo.

Em Minas Gerais, esse tipo de barragem é construída em vales, geralmente muito próximas de áreas povoadas. Conforme ela se enche de resíduos, é fechada. Uma nova camada de resíduos é acumulada por cima e, assim, sucessivamente. Existem tecnologias mais modernas para o tratamento dos resíduos, mas elas são mais caras. E por isso não são escolhidas.

E por que não se a estrutura da barragem 1, utilizada para disposição de rejeitos, foi construída em 1976 e tem volume de 12 milhões de metros cúbicos? Se a barragem 6 é usada para recirculação de água e contenção de rejeitos em eventos de emergência, tendo sido construída em 1998, e tem cerca de 1 milhão de metros cúbicos? E a Barragem Menezes II, também na região, tem um volume de aproximadamente 290 mil metros cúbicos e é utilizada para a contenção de sedimentos e clarificação do efluente final? Perceba como são barragens antigas com grande volume de rejeitos. Era fato que poderia haver problemas e que seriam de grandes proporções.

Falamos de Estado, de legislações, de empresas. E a sociedade civil? Qual o papel dela nisso tudo? A população que vive na região da barragem em Brumadinho também está mais conscientizada. Talvez as consequências dessa tragédia não foram piores porque muitas famílias já haviam se mudado da área, depois do que aconteceu com Mariana.

De acordo com a BBC News, Pedro Dutra, pesquisador de Defesa Civil Internacional do Centro Universitário de Belo Horizonte, notou uma mudança voluntária de famílias que moravam em áreas de mineração, existindo também um trabalho intenso da Defesa Civil de cada município para educar a população – mesmo não existindo equipe suficiente formada para isso. Dutra ainda afirma que a população tem pouco tempo de reação quando ocorre o rompimento de uma barragem: no caso de Brumadinho, a lama demorou de 5 a 7 minutos para atingir as primeiras casas, localizadas a cerca de 1 km da barragem. Dessa forma, a população da região das barragens é a que menos tem poder de reação diante desses acidentes. E infelizmente uma das únicas saídas é deixar a área ou estar alerta para um risco iminente.

Já que o rompimento da barragem aconteceu, o que fazer agora? O atual governo brasileiro está fazendo a sua parte: foi criado o gabinete de crise, e 3 ministros irão acompanhar o caso: os ministros Bento Albuquerque (Minas e Energia), Gustavo Canuto (Desenvolvimento Regional) e Ricardo Salles (Meio Ambiente). O presidente Jair Bolsonaro irá ao local no sábado pela manhã, e afirmou que “todas as providências cabíveis estão sendo tomadas”.

A justiça de Minas Gerais, na noite de sexta-feira, determinou o bloqueio de contas da Vale. O juiz plantonista Renan Chaves Carreira determinou o bloqueio de cerca de R$ 1 bilhão da companhia. O dinheiro, segundo a sentença, será usado no auxílio das famílias.

Quanto às leis, à fiscalização, à população e às consequências disso tudo para o meio ambiente, só nos resta aguardar para ver o que vai acontecer. Ainda é cedo para afirmar ou tentar desenhar qualquer cenário. Mas uma coisa é certa: a mineração é uma atividade essencial para a economia brasileira. Ela pode, deve e vai continuar.

Contudo, a partir de hoje, é necessário que haja um rigor maior na aplicação nas normas do Direito Ambiental e que todos tenham mais responsabilidade, quando se tratar de atividades mineradoras. Que uma certificação de uma norma ISO seja levada a sério e todos os seus requisitos realmente estejam em conformidade e sejam auditados de acordo com as leis. Que os governos tenham pessoas disponíveis para fiscalização e que as empresas sejam fiscalizadas realmente quanto ao cumprimento ou não das leis. Quando não forem, ou estiverem em desacordo, que as sanções, multas e penalidades sejam aplicadas antes de algo ruim acontecer.

Os riscos são inerentes a qualquer atividade, mas se houver pessoas agindo da maneira correta, será possível aumentar a previsibilidade de incidentes e atuar de forma preventiva quanto aos efeitos negativos que possam existir.

Por fim, desejamos, como cidadãos brasileiros, que o mercado e o lucro não prevaleçam sobre a vida e o meio ambiente. Que o respeito ao próximo seja condição essencial para qualquer atividade econômica.

#Minas na Lama, nunca mais!

Deivison Pedroza

Presidente do Grupo Verde Ghaia e do Instituto Oksigeno / Mineiro e morador de Brumadinho


Excesso de trabalho eleva o número de Consultas Psiquiátricas


 

Quem nunca se sentiu pressionado, principalmente quando se depara com novos desafios? Eles realmente exigem mais, gerando insegurança e autocobrança. No entanto, o grande vilão dessa dedicação ao trabalho, contribui para a falta de tempo à família e ao lazer. Os papéis, profissional e pessoal, passam a se misturar e a nos transformar em pessoas multifuncionais, mas que no final não conseguem resolver tantos problemas, assim.

 

 

Os vilões que vem acometendo as pessoas, nesses últimos anos e gerando um número significativo de afastamento do trabalho são: aumento da irritabilidade, humor inconstante, ansiedade, brigas desnecessárias e desânimo. Esses são alguns tipos de enfermidades que afetam a nossa Saúde Mental. Uma pesquisa realizada pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), revelou que o número de consultas médicas com psiquiatras aumentou de 2.9 para 4.5 milhões.

Benedito Brunca, subsecretário-geral de Previdência Social, alegou que o comportamento das pessoas mudou consideravelmente, devido às cobranças de metas e desempenho. Além disso, há a facilidade de acesso às ferramentas de trabalho, pois a maioria são plataformas digitais. Isso certamente influencia no aumento de estresse e, consequentemente na queda de desempenho. O colaborador deixa de ter seu momento de lazer com a família e passa a se dedicar, exageradamente, ao trabalho.

Os horários de trabalho devem ser respeitados. Cabendo ao empregador e empregado a responsabilidade de equilibrar o tempo entre trabalho e lazer. É muito comum que alguns colaboradores se dediquem às suas atividades profissionais, fora do expediente, buscando solucionar problemas que não foram resolvidos ou mesmo quando ocorre cobranças de resultados e alcance de metas de seus gestores.

Acontece que os efeitos colaterais sucedem ao empregado e empregador e podem ser irreparáveis. Não estamos falando de problemas trabalhistas, mas sim, de problemas que envolvem a vida emocional do empregado. Uma pesquisa realizada em Harvard, revelou que a falta de tempo para a família tem sido um dos fatores que mais causam divórcio, perdendo apenas para casos de desemprego.

De acordo com a pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, as doenças que mais causam afastamento do trabalho é a depressão com uma média de 31%; os transtornos de ansiedade com 18%; estresse grave e episódios depressivos com 79%. São números assustadores para o Ministério da Saúde, pois doenças que acometem a saúde mental de muitos trabalhadores podem levar a casos piores, como o suicídio que teve um aumento de 12%, sendo o responsável por 800 mil mortes no ano.

Portanto, cuidar da Saúde Mental através de atividades físicas, de lazer com a família e amigos é o seu primeiro passo. Em seguida, deve-se buscar por um ambiente de trabalho cordial, no qual as funções sejam bem definidas e que a organização se preocupe com o bem-estar de seus colaboradores, favorecendo um ambiente amistoso e mentalmente saudável.

Fonte: Folha UOL – Crise no emprego eleva consultas psiquiátricas

 

Uma outra forma de contribuir para um ambiente sadio são as confraternizações promovidas pelos colabordores ou pela organização. Sendo assim, participar de um Happy hour da sua empresa, de festinhas, receber lembrancinhas de aniversários, participar de workshop interno, são formas de melhorar os laços de amizade e reforçar os alicerces para um ambiente salutar e amistoso.

Se analisarmos bem, passamos mais tempo no nosso trabalho do que em casa. Por isso, o ambiente de trabalho deve ser amigável, saudável, organizado, limpo, confortável para proporcionar melhor desenvoltura, evitando qualquer tipo de efeito colateral. E o pouco tempo que nos resta, devemos aproveitar ao máximo com a nossa família e amigos.

Para ter mais informações a respeito dos afastamentos e seus índices, acesse o site do Folha UOL. A notícia traz detalhes interessantes sobre esse aumento e ainda apresenta dados sobre os afastamentos que impactam significativamente na Previdência Social.


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