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As Normas Internacionais (ISO) são o primeiro passo para uma boa Gestão de Risco


 

ISO — International Organization for Standardization (“Organização Internacional para Padronização”): é uma organização não-governamental com sede em Genebra, Suíça, responsável por interligar os institutos de padronização regionais e órgãos reguladores de 246 países. Uma curiosidade: o termo ISO não é apenas uma abreviação; sua origem se dá no vocábulo grego — “ἴσος” (“isos”) — e significa “igualdade”.

Sistemas de gestão da qualidade são necessários em todas as áreas de atividade empresarial, independentemente do tamanho, estrutura ou localização de um negócio. Um sistema de gestão da qualidade visa documentar processos, procedimentos e responsabilidades numa empresa, com o objetivo de alcançar políticas de máxima excelência.

ISO 9001 - Gestão da Qualidade para prevenção de Riscos
ISO 9001 – Gestão da Qualidade para prevenção de Riscos

Os benefícios são vários, como melhoria nos controles dos processos operacionais, redução de custos e desperdícios, queda na corrupção, aumento da capacitação dos colaboradores etc. Com isto, a empresa ainda se diferencia da concorrência e aumenta sua participação no mercado, fazendo girar a Economia.

Quando uma empresa adota um Sistema de Gestão da Qualidade, ela automaticamente adota práticas e metodologias já testadas e amplamente consolidadas globalmente, alcançando assim, resultados eficazes e duradouros. As organizações adeptas aos padrões ISO podem apresentar aumento de até 5% em seu crescimento anual.

Quais as vantagens de adequar sua empresa às normas ISO?

O que significa exatamente quando uma empresa divulga que conquistou a “certificação ISO, número tal”?

Significa que ela está empenhada em se adequar aos padrões globais de qualidade, servindo como exemplo de excelência para seus colaboradores e também para o mercado.

Quando a empresa atinge os requisitos das normas ISO, ela se torna mais eficiente em todos os processos de sua cadeia (que podem abranger desde a concepção e desenvolvimento de um produto ou serviço, até a entrega ao consumidor final e acompanhamento dos resultados). Ela também se torna mais confiável, já que seguiu uma série de normas e padronizações para chegar até ali.

ISO 9001: Implante na sua Organização uma Cultura da Qualidade
ISO 9001: Implante na sua Organização uma Cultura da Qualidade

Quais são os maiores benefícios ao se adotar um Sistema de Gestão de Qualidade?

Melhorias nos processos — A empresa consegue visualizar as melhorias que se fazem necessárias em todos seus processos. Afinal, todas as decisões acompanham um padrão de qualidade homogêneo. Ao mesmo tempo, cada passo é devidamente documentado, podendo ser analisado e aprimorado continuamente.

Precisão na avaliação de metas e desempenho — Na implementação e acompanhamento de um Sistema de Gestão de Qualidade, todos os processos de uma empresa são registrados e avaliados constantemente. Fica muito mais fácil avaliar os sucessos e falhas de uma empresa quando seu desempenho possui um registro sólido e confiável. Além disso, tal processo permite que o crescimento seja planejado de forma constante e organizada.

Redução de custos — Todo Sistema de Gestão gera redução de custos e despesas, pois direciona a empresa para as melhores decisões em seu dia a dia e proporciona maior aproveitamento de recursos e de mão de obra.

Redução ou nulidade da corrupção — Algumas normas (como a ISO 37001) são moldadas especialmente para combater sistemas de corrupção dentro das empresas.

Maior envolvimento e satisfação dos colaboradores — É inegável que a motivação é muito importante para que os funcionários de uma empresa mantenham o bom desempenho. Quando há a adoção de um Sistema de Gestão de Qualidade, os papéis de todos os colaboradores ficam bem definidos e todo mundo é capaz de compreender sua função para o sucesso do negócio. Além disso, o desgaste durante a solução de problemas, transições, negociações e treinamentos reduz drasticamente, pois todos estarão seguindo uma metodologia já testada e aplicada com sucesso

ISO 9001: uma metodologia já testada e aplicada com sucesso.
ISO 9001: uma metodologia já testada e aplicada com sucesso.

Possibilidade de reconhecimento internacional — Um bom sistema de Gestão da Qualidade é aquele que atende aos requisitos da ISO, marca mundial que inspira confiança. Quando um negócio é certificado pela ISO, obrigatoriamente passou por uma série de avaliações e atendeu a uma série de requisitos. Portanto, passa a imagem de excelência e responsabilidade. Além disso, pode ajudar as pequenas e médias empresas a competirem internacionalmente através da disseminação da tecnologia e de melhores práticas. E uma empresa bem vista, é uma empresa que atrai mais fornecedores e clientes.

Em suma, contar com um bom Sistema de Gestão da Qualidade auxilia na automatização de processos, confere mobilidade e agilidade às equipes envolvidas, substitui a geração de planilhas desintegradas e de difícil consolidação e análise, reduz os riscos e despesas dentre outras vantagens.

Como escolher e implementar um bom Sistema de Gestão de Qualidade?

Contrate consultoria externa — Para escolher os melhores sistemas de gestão, o ideal é contratar uma empresa responsável, que possa realizar as análises necessárias e apontar o melhor para a sua empresa.

Aproveite a tecnologia — Adote sistemas informatizados, principalmente aqueles que trabalham com ferramentas unificadas e com armazenamento na nuvem, pois assim, os dados podem ser consultados simultaneamente por vários gestores, mantendo todos sempre cientes dos processos em desenvolvimento. Dentro deste processo, também é importante escolher sistemas amigáveis ao usuário e, também investir em segurança da informação.

Envolva sua equipe — Só é possível implementar um Sistema de Gestão de Qualidade (e por consequência obter as certificações pertinentes), quando há a participação ativa de todos os colaboradores. É importante que todos os funcionários estejam cientes de seus papéis. Se necessário, realize reuniões e treinamentos internos.

Minha empresa precisa de uma Gestão da qualidade - ISO 9001?
Minha empresa precisa de uma Gestão da qualidade – ISO 9001?

Você deve estar se perguntando: “Será que minha empresa precisa de um Sistema de Gestão de Qualidade?” A resposta é sim. Toda empresa se beneficia quando adota uma gestão organizada e conquista os padrões estabelecidos pela ISO, seja esta empresa de pequeno, médio ou grande porte.

Por incrível que pareça, muitas organizações ainda desprezam as certificações ISO, como se estas fossem apenas um “pedaço de papel sem utilidade”. No entanto, o gestor bem informado vê as normas ISO como ferramentas importantes e até mesmo essenciais, não apenas para o desenvolvimento de sua empresa, mas também para o cenário econômico no qual suas negociações são estabelecidas.


Por que os países da América Latina estão preocupados em criar uma cultura de SSO?


 

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), estima-se que 2,78 milhões de mortes associadas ao trabalho ocorram a cada ano. O custo total com doenças, lesões e mortes representa 3,94% do produto interno bruto (PIB) mundial, ou algo em torno de US$ 3 bilhões, considerando custos diretos e indiretos.

Mas o impacto não se resume a questões de ordem econômica. O capital humano é um aspecto cada vez mais importante numa corporação, por isso as empresas têm focado na gestão em segurança e saúde ocupacional (SSO), cujo impacto é imenso em nosso desenvolvimento econômico e social.

ISO 45001


ISO 45001: POr que Implementar a Norma 45001?

Embora com o passar dos anos, a tecnologia tenha reduzido a mão de obra humana nas áreas perigosas da indústria e os trabalhadores venham desfrutando de maior proteção do que seus antecessores, a SSO ainda é um assunto que necessita ser abordado constantemente no ambiente profissional. Não só porque, ainda não nos livramos completamente das situações de alto risco (como no caso das indústrias de alta periculosidade, tais como petróleo, mineração, exposição a pesticidas agrícolas e outras), como também existe muita negligência humana, devido à simples ausência de consciência e de comprometimento para com a saúde e a segurança.

Saúde e Segurança Ocupacional na América Latina

No setor do agronegócio, por exemplo, a produção para exportação tem resultado no aumento expressivo da mão de obra — e também no amplo uso de pesticidas. E no setor industrial, a América Latina também tem se desenvolvido rapidamente em porte e importância. Junto ao progresso, temos também um enorme contingente de trabalhadores executando funções que ainda envolvem alto grau de risco ou insalubridade.

Na América Latina, a saúde ocupacional vem sendo reconhecida cada vez mais, como uma área de importância na saúde pública. O movimento vem acompanhando o rápido desenvolvimento da região tanto na indústria quanto no comércio.

Devemos nos lembrar que em inúmeras indústrias os equipamentos de proteção individual (EPIs) muitas vezes são desconhecidos ou inadequados — ou os funcionários até possuem os recursos ideais voltados à segurança, mas se recusam a respeitar as regras por excesso de otimismo (o famoso “Não vai acontecer comigo”). De acordo com o coordenador nacional de Defesa do Meio Ambiente do Trabalho, Leonardo Osório Mendonça, estudos indicam que mais de 90% dos acidentes poderiam ser evitados caso fossem seguidas as medidas das normas regulamentadoras do Ministério do Trabalho para a realização das atividades com segurança.


Seguindo tal tendência, é importante que as empresas busquem estar em conformidade com as questões ligadas à Saúde e Segurança Ocupacional.

As certificações no auxílio da SSO em 2018, a OMS e a OIT estabeleceram uma coalizão global sobre segurança e saúde ocupacional — uma inciativa de diversos parceiros de agências internacionais e nacionais. O objetivo é valorizar a saúde nos ambientes de trabalho, não apenas no aspecto físico, mas também mental.

ISO 45001 – Diretrizes para os processos

A ISO 45001 é uma das diretrizes que visa ajudar as empresas a repensarem seus processos a fim de reduzir as implicações devido a doenças ocupacionais, bem como os acidentes no trabalho. Dirigido à alta direção de uma organização, ela visa proporcionar um ambiente de trabalho seguro e saudável para funcionários e visitantes.

A ISO 45001 facilita a integração do Sistema de SSO quando combinada à ISO 9001 e à ISO 14001. A ISO 9001 é uma ferramenta de padronização e modelo para a implementação da Gestão da Qualidade. No caso da segurança e saúde ocupacional, é importante que esta padronização aconteça, para que todos os setores estejam seguindo requisitos semelhantes na proteção de seus colaboradores, sempre sob padrões de altíssima qualidade.

Já a norma ISO 14001 foi criada para auxiliar as empresas na identificação, priorização e gerenciamento seus riscos ambientais como parte de suas práticas usuais. A ISO 14001 exige que as empresas se comprometam com a prevenção da poluição e com melhorias contínuas nos assuntos ambientais. Obviamente, a boa gestão ambiental caminha juntamente à saúde humana, visto que um acidente ou contaminação podem trazer danos irreversíveis aos trabalhadores e moradores das regiões afetadas.

Seus aspectos cobrem todos os fatores que podem resultar em doenças, lesões e até mesmo na morte de um funcionário, mitigando os efeitos adversos a respeito da condição física, mental e cognitiva de um indivíduo.

Uma boa gestão da SSO traz diversos benefícios para sua empresa. Não apenas cria melhores condições de trabalho, como facilita na identificação e gerenciamento de perigos, reduz afastamentos por doenças e ainda motiva os funcionários, que certamente apresentarão melhor rendimento num ambiente onde se sintam seguros e saudáveis.

Leia mais sobre a importância da gestão da segurança e saúde ocupacional. Assista ao nosso Café Conectado sobre as Mudanças da ISO 45001.


Compliance: uma necessidade vital quando o assunto é gestão de risco


 

No desenrolar da sociedade uns precisam dos outros; as empresas precisam umas das outras e estas dos indivíduos.  Todo esse entrelaçamento de relações traz aspectos, impactos e riscos diante dos quais, se não forem tomadas todas as atitudes corretas, estes podem vir a produzir danos irreparáveis, não só para a empresa que está em jogo, como também para a sociedade. Nascendo assim, a constante necessidade de um monitoramento legal, aliado às auditorias in loco que supervisionem a conformidade real da empresa. Atitudes que, ao lado do investimento, coadunam necessariamente em lucros e segurança para a empresa e sua imagem.

Frente às consequências do desastre ocorrido em Minas, surge a necessidade de uma conscientização séria dos Governos à respeito da importância do cumprimento das normas, ou seja, de “estar em dia” numa atitude de Compliance empresarial.

Por isso, que toda empresa ao prestar serviços de monitoramento em conformidade legaldevem:

1. Auxiliar o cliente na criação de uma “cultura de conformidade legal”;

2. Ajudá-lo nas ações da gestão;

3. Orientá-lo e faze-lo se sentir seguro no gerenciamento da empresa.

Pois, não há nada mais repousante ao saber que na empresa, suas ações estão conformes, seus riscos prevenidos e que possíveis imprevistos podem ser solucionados de forma rápida e eficaz.

Desse modo, a busca constante do Compliance e convém ressaltar: Compliance real, eficaz e não somente no papel, é de vital importância para o desenvolvimento de uma organização. Ao mesmo tempo, sempre é bom lembrar de que: Empresa prevenida, tem a sua imagem garantida!

Maria de Lourdes Fructuoso Consultor Jurídico Internacional do Grupo Verde Ghaia


Por que muitas empresas sólidas conseguem acabar em ruínas


 

Por que empresas tradicionais e que dominam o mercado há anos podem cair em desgraça tão rapidamente?

Dizem que a reputação é algo que você demora anos para construir e segundos para arruinar. E é verdade! Quando falamos de empresas então, não há dúvidas de que uma ação equivocada pode resultar em consequências irreparáveis.

São emblemáticos os casos como o do petroleiro Exxon Valdez — de propriedade de Exxon Shipping Company –, que em 1989 colidiu contra rochas submersas na costa do Alasca e causou um derramamento  de petróleo sem precedentes (cerca de 40 milhões de litros), contaminando mais de dois mil quilômetros de praias e causando a morte de cem mil aves da fauna local. Ou o caso da Samarco, cujo rompimento de uma barragem em Mariana (MG), em 2015, incitou uma onda de lama contendo 60 milhões de metros cúbicos de rejeitos. A tragédia matou 19 pessoas e destruiu fauna e flora locais, incluindo quilômetros do Rio Doce.

Mas, nem sempre a ruína de uma empresa está ligada a desastres ambientais. A empresa Odebrecht, por exemplo, deixou de ser conhecida como uma das construtoras mais respeitáveis do mundo para se tornar sinônimo de corrupção.

Isto se deu, quando se descobriu que a empresa pagava propinas milionárias à políticos e à empresas para levar vantagens em contratos e atropelar a concorrência. Alguns especialistas se referem ao caso Odebrecht como “o maior esquema de corrupção global da história”. É possível que a construtora nunca mais se recupere do escândalo que mudou, inclusive, os rumos da economia no Brasil e em outros países da América Latina.

 A Petrobras também descobriu uma série de escândalos internos no decorrer da operação Lava Jato, iniciada em 2014, a qual apurou um esquema de lavagem de dinheiro, que movimentou bilhões de reais em propinas.

Como resultado, a Petrobras instituiu uma série de medidas para sanar a crise de imagem, as quais incluíram a demissão de todos os envolvidos no escândalo, cortes de gastos e a instituição de medidas anticorrupção. Atualmente, o próprio site oficial da Petrobras expõe suas ações para combater a corrupção. Dentre elas, a criação de um canal de denúncias independente, a contratação de especialistas reconhecidos pelo combate à corrupção e a análise de integridade de fornecedores e colaboradores terceirizados.

Cresce o número de empresas que adotam leis antissuborno

É fato que muitas empresas têm investido cada vez mais em programas de compliance para evitar esquemas de corrupção, os quais podem envolver desvios de função, pagamentos de propinas e cessão de vantagens indevidas a servidores públicos ou fornecedores.

Algumas normas como a ISO 37001 e a ISO 19600 servem como extremo apoio às organizações que pretendem montar um plano sólido e eficiente contra a corrupção, oferecendo um bom modelo para instituir a integridade, transparência e conformidade.

ISO 37001

A certificação ISO 37001 é de outubro de 2016 e veio para substituir a norma BS10500). Ela permite que uma organização implemente controles para prevenção, detecção e abordagem do suborno, promovendo uma cultura empresarial mais transparente e ética. Ela pode ser implementada em qualquer organização, independentemente de seu setor no mercado, localização ou mesmo tamanho, e pode trazer uma série de benefícios, tais como:

– Minimizar a possibilidade de ocorrer quaisquer subornos na empresa.

– Demonstrar publicamente a existência de um “Programa de Integridade”. Lembra-se da questão da reputação? Quanto mais transparente for a empresa mediante o mercado, mais confiável ela se apresentará.

– Estabelecer a confiança entre as partes interessadas, principalmente clientes e fornecedores. Por sua vez, isto aumentará a vantagem competitiva frente à concorrência, pois obviamente é preferível negociar com uma empresa que trabalha adotando as melhores práticas da indústria.

Além disso, a norma ISO 37001 garante proteção diante do Ministério Público, pois em caso de investigação criminal, a certificação permitirá a demonstração clara e objetiva de que foram tomadas medidas responsáveis para prevenir qualquer tipo de corrupção.

ISO 19600

A certificação ISO 19600 fornece orientação para as empresas na criação, desenvolvimento, implementação, avaliação, manutenção e melhoria contínua do sistema de Gestão de Compliance.

Isto significa que, uma boa Gestão de Compliance, rege um conjunto de disciplinas utilizadas para fazer cumprir as normas legais e regulamentares, as políticas e as diretrizes estabelecidas para o negócio e para as atividades da empresa, bem como evitar, detectar e tratar qualquer possível desvio ou inconformidade.

A proposta da ISO 19600 é contribuir para que as empresas estruturem seus processos organizacionais mantendo a integridade nas decisões de importância corporativa e pessoal. Como a ISO 19600 é um programa de prevenção de riscos e uma adequação cultural voltada aos quesitos de ética, é uma perfeita complementação à ISO 37001, auxiliando a empresa na manutenção de sua confiabilidade.

Crise de imagem pode render prejuízo irrecuperável

A imagem sem dúvida é um dos bens mais valiosos de uma empresa. Uma vez que sua reputação for maculada por possíveis esquemas de corrupção, pode ser que nunca mais haja recuperação perante o mercado, e o desfecho pode ser a bancarrota. E, todos os exemplos, apresentados no início deste texto nos mostraram que não importa o tamanho da empresa, seja em fama ou faturamento: nenhuma companhia está isenta de desabar do sucesso ao fracasso em questão de segundos.

Por isso os programas de controle interno se mostram importantíssimos – e até mesmo indispensáveis — para a sobrevivência dos negócios. Uma governança bem elaborada também torna sua empresa mais atrativa em caso de venda ou abertura de capital.

Embora nenhum programa anticorrupção seja completamente infalível, a partir do momento em que se institui um processo de controle público e se investe em análise dos riscos, a chance de eventos ilegais ocorrerem é sempre menor. Ao implementar a ISO 37001 e a ISO 19600, sua organização estará demonstrando preocupação em respeitar a legislação, bem como seu comprometimento no combate à corrupção.

Hoje, afirmar o compromisso de uma empresa junto à lei é mais do que uma questão de ética. É também uma questão de sobrevivência. E, se você ainda se pergunta, porque adotar Práticas de Compliance na sua empresa, vale a pena, ler o artigo publicado no Terra Brasil.


Qual a importância da Política Nacional de Segurança de Barragens?


 

Diante de uma nova tragédia causada pelo rompimento de barragem de rejeitos em Minas Gerais, dessa vez em Brumadinho, volta-se à discussão sobre a legislação brasileira que dispõe sobre segurança de barragens.

O Presidente da OAB Claudio Lamachia defendeu mudanças na legislação sobre barragens de rejeitos de minérios. Por meio de nota, a OAB afirmou que “a relação entre o meio ambiente e a mineração, atividade essencial para a economia brasileira, demanda rigor na aplicação das normas do Direito Ambiental para que seja possível aumentar a previsibilidade de incidentes e atuar de forma preventiva contra os efeitos negativos da exploração mineral”.

A exploração dos recursos minerais sempre esteve muito presente no nosso dia-a-dia. Isso se dá pelo fato de que o Brasil é um dos maiores países produtores de minérios do mundo. Segundo informações do IBGE, a mineração representa cerca de 4,5% do PIB nacional, e gera milhares de empregos, direta e indiretamente.

Como a demanda por minerais é crescente, é inevitável o crescimento dos volumes de rejeitos armazenados nas barragens, aumentando também os riscos que essas estruturas representam.

Mas afinal, o que dispõe a legislação brasileira sobre segurança de barragens? Quais as obrigações os empreendimentos minerários devem observar?

A Lei Nº 12.334, de 20-09-2010, que estabeleceu a Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB) e criou o Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens (SNISB), tem como objetivo garantir que as barragens destinadas à acumulação de água para quaisquer uso, à disposição final ou temporária de rejeitos e à acumulação de resíduos industriais, com ao menos uma das características descritas abaixo, observem padrões de segurança de maneira a minimizar a possibilidade de acidentes e respectivas consequências.

I – altura do maciço, contada do ponto mais baixo da fundação à crista, maior ou igual a 15m (quinze metros);

II – capacidade total do reservatório maior ou igual a 3.000.000m³ (três milhões de metros cúbicos);

III – reservatório que contenha resíduos perigosos conforme normas técnicas aplicáveis;

IV – categoria de dano potencial associado, médio ou alto, em termos econômicos, sociais, ambientais ou de perda de vidas humanas, conforme definido no art. 6º.

Fica sob responsabilidade do empreendedor a segurança da barragem, cabendo-lhe o desenvolvimento de ações para garanti-la. Uma das ações é a elaboração do Plano de Segurança de Barragens contendo as seguintes informações:

I – identificação do empreendedor;

II – dados técnicos referentes à implantação do empreendimento, inclusive, no caso de empreendimentos construídos após a promulgação desta Lei, do projeto como construído, bem como aqueles necessários para a operação e manutenção da barragem;

III – estrutura organizacional e qualificação técnica dos profissionais da equipe de segurança da barragem;

IV – manuais de procedimentos dos roteiros de inspeções de segurança e de monitoramento e relatórios de segurança da barragem;

V – regra operacional dos dispositivos de descarga da barragem;

VI – indicação da área do entorno das instalações e seus respectivos acessos, a serem resguardados de quaisquer usos ou ocupações permanentes, exceto aqueles indispensáveis à manutenção e à operação da barragem;

VII – Plano de Ação de Emergência (PAE), quando exigido;

VIII – relatórios das inspeções de segurança;

IX – revisões periódicas de segurança.

Vale destacar que, embora seja de responsabilidade da empresa a segurança da barragem e as ações para mantê-la em perfeito estado, compete ao Estado, através de seus órgãos fiscalizadores e fiscalizá-las para a sua boa condição.

Compete também, aos órgãos fiscalizadores, estabelecer a periodicidade de atualização do Plano de Segurança de Barragem, a qualificação de equipe responsável, o conteúdo mínimo e nível de detalhamento de acordo com a categoria de risco e potencial de dano.

O órgão fiscalizador poderá determinar a elaboração do Plano de Ação de Emergência (PAE) em função da categoria de risco e do dano potencial associado à barragem, devendo exigi-lo sempre para a barragem classificada como de dano potencial associado alto.

O PAE, Planos de Ação de Emergência, é o documento no qual se estabelecem ações a serem executadas pela empresa, os agentes a serem notificados no caso de incidentes, devendo este documento contemplar, ainda, pelo menos:

1. Possíveis situações de emergências;

2. Procedimentos para identificação e notificação de mau funcionamento e possíveis rupturas;

3. Procedimentos preventivos e corretivos para os casos de emergência, com indicação de responsável, estratégia de divulgação e alerta as comunidades potencialmente afetadas.

Esse documento dever estar disponível para população na empresa e nas prefeituras envolvidas, além de ser encaminhado às autoridades competentes e organismos de defesa civil.

Sendo assim, diante dessa nova tragédia ocorrida, como ainda não é possível saber ao certo o que desencadeou o rompimento da barragem em Brumadinho, se por falha de monitoramento, caso fortuito, força maior, e tendo dentre os princípios da Política Nacional de Segurança de Barragem a redução da possibilidade de acidentes e suas consequências, é possível perceber o quanto é importante o atendimento da legislação e a adoção de medidas de controle e monitoramento bem definidas, bem como de a elaboração planos de ações de emergências fáceis e práticos de serem aplicados.

Marco Túlio Furlan / Consultor Jurídico – Verde Ghaia


Norma ISO 9001 enfatiza a Avaliação dos Riscos nas Organizações


 

A versão de 2015 da ISO 9001 dá maior ênfase na avaliação dos riscosMas o que é isso? O risco é composto de três elementos: cenários, frequências e consequências. A análise destes três elementos forma parte integral de uma avaliação abrangente de riscos. A fase de identificação e avaliação de riscos representa o primeiro passo em qualquer procedimento de gestão de riscos e é um fator crítico na otimização de uma estratégia global de gestão de riscos.

Análise Organizacional

As análises de cenários, frequências e consequências são utilizadas para identificar as frequências e as possíveis consequências de eventos que pudessem acontecer nas instalações de sua organização. Essas análises também servem para gerar recomendações a fim de reduzir ou controlar tais riscos, bem como para examinar os benefícios de implementar tais recomendações.

Análise de Cenários: Várias técnicas como análise dos modos de falha e seus efeitos (Failure Modes and Effects Analysis – FMEA), análise de árvores de falhas e análise de árvores de eventos (ou outras técnicas de modelagem de lógica como análise de diagramas de bloco de confiabilidade) são utilizadas para identificar falhas potenciais e acidentes nos sistemas, bem como suas causas.

Análise de Frequências: Para ajudar sua organização a tomar decisões baseadas em risco, o ABS Consulting conjuga a experiência específica de sua empresa com informações industriais referentes às frequências de eventos utilizando métodos de análise apropiados.

Análise de Consequências: As técnicas de análise de consequências são utilizadas para realizar modelagens das taxas de liberação, quantidades e dispersões de materiais liberados após incêndios, explosões ou outros perigos nas instalações, bem como para estimar o impacto potencial desses eventos sobre os funcionários, o público, os bens imóveis das instalações, as instalações vizinhas e o meio ambiente. Alguns resultados incluem a identificação de áreas potencialmente afetadas por esses eventos, bem como estimativas das baixas, perdas econômicas e impactos ambientais.

Análise dos Riscos e Oportunidades

A identificação correta dos riscos e das oportunidades auxilia no planejamento de todo o SGQ, atuando desde a orientação e elaboração de objetivos coerentes com os seu contexto e expectativas de partes interessadas, até aos procedimentos operacionais, informação documentada, métodos de monitoramento e medição, dentre outros. É muito comum, as organizações avaliarem apenas as ameaças e os riscos negativos. Apesar destes serem realmente importantes, deve-se tratar também, e com a devida prioridade a dimensão dos danos que estes possam vir a causar.

Vale destacar também, um paralelo com relação à versão anterior da NBR ISO 9001 cuja identificação, investigação e tratativa das ameaças e riscos negativos podem ser comparadas ao antigo requisito de ações preventivas, onde deveriam ser estabelecidas ações para eliminar as causas de não-conformidades potenciais, evitando, novamente, a sua ocorrência.

Entretanto, a visão positiva, ou seja, a abordagem de oportunidade e riscos positivos podem alavancar a melhoria dos processos e produtos tornando a organização cada vez mais competitiva. São fundamentais no planejamento de ações de melhoria, por meio de uma postura proativa e, em vários casos, inovadora. Lembrando que, como suporte (não obrigatório), podem ser aplicados os requisitos definidos na NBR ISO 31000, bem como as ferramentas apresentadas na NBR ISO 31010.

As melhorias realizadas para alterações e mudanças no SGQ devem ser planejadas. Salienta-se, no entanto, que qualquer alteração no SGQ deve ser realizada de modo a garantir a integridade do mesmo, durante e qualquer tipo de modificação, mesmo que esta alteração seja para uma melhoria substancial. Isso significa dizer que, mesmo que haja uma mudança radical nos processos definidos, não se justifica o descumprimento dos requisitos estabelecidos, anteriormente.


Gestão de riscos e compliance: Fortalece a imagem Empresarial


 

A ABNT NBR ISO 31000-  Gestão de Risco, foi desenvolvida em resposta à demanda das organizações e as necessidades de se ter algo além das ações preventivas. Juntamente a versão 2015 da ISO 9001, as organizações estão adotando ações mais embasadas na probabilidade e ocorrência de eventos.

 

De um modo geral, as empresas sofrem todos os tipos e tamanhos de influências provenientes de fatores internos e externos, chamadas partes interessadas, que são todas aquelas “partes” que influenciam o negócio positiva ou negativamente. O efeito da incerteza sobre os objetivos das organizações é chamado de “RISCO”.

Pensando em qualquer organização, todas as atividades das mesmas, envolvem riscos. Estes podem ser englobandos em um só processo ou atividade ou em todo o negócio. Com base neste conceito é que as empresas precisam gerenciar riscos, identificando e analisando-os para que em seguida, possa avaliar se o risco deve ser modificado.

Gerenciando os Riscos da Organização

De alguma forma as organizações acabam gerenciando seus riscos em algum grau, mas, sem a necessária estruturação. A NBR ISO 31000:2018 estabelece um número de princípios que precisam ser atendidos para tornar a gestão de riscos mais eficaz e mais prática. Para tanto, a Norma recomenda que as organizações melhorem continuamente sua estrutura que tem como finalidade integrar o processo na Governança e Gestão Empresarial.

A gestão de riscos pode ser implementada visando um cliente, um processo, um projeto, uma atividade e em diversos níveis, funções e momentos. De modo genérico, a ISO 31000 traz uma abordagem e metodologia para gerir qualquer tipo de risco. No entanto, todos os setores devem saber seu papel nesta gestão, envolvendo toda a organização dentro de um contexto, como uma atividade no início do processo da gestão de riscos.

Com o intuito de especificar melhor cada termo utilizado em um processo de gestão de riscos, apresentamos abaixo as principais definições que podem nortear os estudos da norma conforme a ABNT.

Risco: efeito da incerteza nos objetivos;

Gestão de Riscos: atividades para dirigir e controlar uma organização no que se refere a riscos;

Estrutura da Gestão de Riscos: Conjunto de componentes que fornecem os fundamentos e os arranjos organizacionais para a concepção, implementação, monitoramento, análise crítica e melhoria contínua da gestão de riscos através de toda a organização.

Propriedade do Risco: pessoa ou entidade com a responsabilidade e a autoridade para gerenciar um risco;

Processo de gestão de risco: aplicação sistemática de políticas, procedimentos e práticas de gestão para as atividades de comunicação, consulta, estabelecimento do contexto, e na identificação, análise, avaliação, tratamento, monitoramento e análise crítica dos riscos.

Contexto externo: ambiente externo no qual a organização busca atingir seus objetivos;

Contexto interno: ambiente interno no qual a organização busca atingir seus objetivos;

Parte interessada: pessoa ou organização que pode afetar, ser afetada ou perceber-se afetada por uma decisão ou atividade;

Processo de Avaliação de Riscos: processo global de identificação de riscos, análise de riscos e avaliação de riscos;

Identificação de Riscos: processo de busca, reconhecimento e descrição de riscos;

Fonte de Risco: elemento que, individualmente ou combinado, tem o potencial intrínseco para dar origem ao risco;

Consequência: resultado de um evento que afeta os objetivos;

Probabilidade: chance de algo acontecer;

Análise de Riscos: processo de compreender a natureza do risco e determinar o nível de risco;

Critérios de Risco: termos de referência contra os quais a significância de um risco é avaliada;

Nível de Risco: magnitude de um risco ou combinação de riscos, expressa em termos da combinação das consequências e de suas probabilidades;

Avaliação de Riscos: processo de comparar os resultados da análise de riscos com os critérios de risco para determinar se o risco e/ou sua magnitude é aceitável ou tolerável;

Tratamento de Riscos: processo para modificar o risco.

Benefícios da Gestão de Riscos

A gestão de riscos descreve um processo genérico, sistemático e lógico para qualquer tipo de risco. Estabelece uma série de princípios básicos que precisam ser satisfeitos para fazer a gestão eficaz dos riscos. Recomenda-se que as organizações desenvolvam, implementem e melhorem, continuamente, sua estrutura cuja finalidade é integrar o processo de gestão do risco na Governança Corporativa da Organização.

Abaixo, alguns benefícios a serem alcançados através das práticas de gerenciamento de riscos:

Aumentar a probabilidade de atingir os objetivos;

Encorajar uma gestão proativa;

Estar atento para a necessidade de identificar e tratar os riscos através de toda a organização;

Melhorar a identificação de oportunidades e ameaças;

Atender às normas internacionais e requisitos legais e regulatórios pertinentes;

Melhorar o reporte das informações financeiras;

Melhorar a governança;

Melhorar a confiança das partes interessadas;

Estabelecer uma base confiável para a tomada de decisão e o planejamento;

Melhorar os controles;

Alocar e utilizar eficazmente os recursos para o tratamento de riscos;

Melhorar a eficácia e a eficiência operacional;

Melhorar o desempenho em saúde e segurança, bem como a proteção do meio ambiente;

Melhorar a prevenção de perdas e a gestão de incidentes;

Minimizar perdas;

Melhorar a aprendizagem organizacional;

Aumentar a resiliência da organização.

É importante ressaltar que a Liderança (governança corporativa) de uma organização é feita pela Alta Direção e pessoal de alto nível em diferentes departamentos. E para direcionar a gestão e os trabalhadores para objetivos comuns e comportamentos que visem por uma política da organização, faz-se necessário estabelecer, comunicar e implementar um sistema de gestão com diferentes ações de controle levando em conta os requisitos legais e regulamentares.

Importante ressaltar que esta norma não é destinada a certificação.

 


Vale a pena contratar Consultoria Online para conseguir a certificação?


 

A resposta, com toda certeza, é SIM! Implantar um Sistema de Gestão da Qualidade e buscar a certificação internacional são decisões estratégicas, que vão influenciar de forma direta a condução dos negócios de uma empresa.

O processo pode ser feito de forma tranquila e trazendo resultados melhores para a empresa, desde que seja bem planejado e estruturado. Caso contrário, ele poderá gerar ruídos internos e impactar negativamente as rotinas e a produtividade, durante a implantação.

Por isso, é recomendável que a empresa tenha ao seu lado uma empresa de Consultoria qualificada, com profissionais especializados na norma e que possam desenvolver o planejamento de mudanças, respeitando a realidade da organização e trazendo o menor impacto para as rotinas produtivas.

Veja como a empresa de Consultoria pode auxiliar a sua empresa:

* Conhecimento da norma: a Consultoria conta com profissionais que são qualificados e especializados na norma e que vão ajudar a sua empresa a interpretar e entender o que precisa ser feito para se adequar aos requisitos normativos. Além disso, a Consultoria mostrará para a sua empresa como o Sistema de Gestão e a certificação realmente poderão trazer ganhos para os negócios.

* Diagnóstico e Planejamento: através da Consultoria, você entenderá como a empresa está atualmente e isso poderá lhe ajudar a se planejar para implementar, executar e gerenciar os itens normativos. O planejamento levará em conta a realidade da empresa, visando minimizar os impactos nos processos e nas rotinas produtivas.

* Comunicação e treinamento: a Consultoria desenvolverá um trabalho para orientar e conscientizar os responsáveis e demais colaboradores sobre a importância do processo para a empresa. Assim, conseguirá envolver e estimular a participação positiva dos colaboradores, minimizando resistências e ruídos internos em relação ao processo.

* Experiência e know how: a equipe de Consultores leva para o processo toda a experiência e know how adquiridos em todos os anos de Consultoria. Isso quer dizer que, além do conhecimento e da vivência, os Consultores apresentam modelos de documentos e registros (procedimentos); dicas de como conduzir melhor o processo, orientações para agilizar a execução da padronização e operação. Com a Consultoria On-line da Verde Ghaia a empresa ainda poderá contar com modelos de planos de ações; respostas em tempo real aos seus questionamentos via chat; treinamento on-line da norma; acompanhamento diário das atividades e muito mais.

* Menor custo e maior benefício: com a experiência e a qualificação da Consultoria, a empresa conseguirá realizar a implantação com o menor tempo possível e com maior efetividade, o que representa ganhos para a gestão da empresa. Isso sem falar nos prejuízos evitados, seja pelo uso de uma mão de obra desqualificada (realocação de funcionário para atividade) e/ou possíveis passivos trabalhistas (consultor autônomo).

 

São por esses e outros motivos que a Consultoria é um importante investimento para a empresa que quer implantar um sistema de gestão e conquistar a certificação.

Afinal, a consultoria será uma parceiro para todos os momentos!  Aproveite para assistir ao nosso vídeo sobre Diagnóstico do Sistema de gestão, e entender como é possível identificar oportunidades de melhorias na sua gestão . Isso ajudará a elaborar um plano de ação para uma gestão moderna, eficiente e que atenda às exigências do mercado.

A Verde Ghaia conhece muito bem sobre Sistemas de Gestão, realizando implantação, ajudando organizações alcançarem as certificações, oferecendo tecnologia de ponta para monitoramento de requisitos legais aplicáveis bem como as conformidades legais.

 


Certificação e implementação da norma ISO em Qualidade custa caro?


 

A certificação em Qualidade pode ser uma conquista estratégica para as empresas, especialmente, em um mercado adverso. Afinal, a certificação na norma ISO9001, além de ser um diferencial competitivo, poderá trazer inúmeros benefícios para o negócio, tais como: maior organização dos processos e atividades, melhorias contínuas para a produção e/ou prestação de serviços, gestão mais eficaz de indicadores e metas e, principalmente, maior satisfação dos clientes.

É por isso que dizer que o custo para certificação é “caro” ou “barato” é uma definição rasa. A questão é relativa, diante do quanto a empresa poderá ganhar em termos produtivos e competitivos, comparado ao que ela precisará investir. Além disso, existem inúmeras variáveis no processo, que poderão interferir nos custos.

Quais são as variáveis que impactam nos custos de uma certificação?

Realidade da empresa: somente um diagnóstico poderá indicar o que a empresa precisará fazer e/ou mudar para se adequar aos requisitos da norma. De acordo com o cenário da empresa, as adequações podem ser mínimas e, talvez, até não seja necessário fazer nenhum investimento nessa etapa. Mas, só será possível definir essa questão a partir de uma avaliação inicial.

Treinamento / conscientização: o envolvimento e a participação dos colaboradores são fundamentais para o sucesso da certificação. Por isso, é necessário investir em tempo para promover cursos e reuniões para capacitação e em ferramentas de comunicação para conscientização dos colaboradores, especialmente, daqueles que forem responsáveis pelo processo. Nesta etapa é interessante a empresa contar com uma Consultoria Especializada, que poupará tempo com a elaboração de materiais orientativos e informativos, bem como com os seus Consultores, que já estão habilitados e preparados para conduzir cursos, treinamentos e para assessorar os responsáveis pela certificação.

Consultoria Especializada: contar com profissionais capacitados e especializados nas normas reduzirá tempo e retrabalhos para a empresa. Isso porque os profissionais já têm expertise no processo e vão planejar e conduzir as ações com mais efetividade e eficácia. Isso sem falar que o custo de uma Consultoria poderá ser muito menor que a utilização de um profissional da própria empresa, que precisará passar por uma capacitação, não tem experiência no processo e ainda será retirado de sua função, interferindo nas rotinas produtivas. Outra opção são os consultores autônomos que, além de não terem o respaldo e a credibilidade de uma empresa de Consultoria, podem vir a ser um futuro risco de passivo trabalhista.

Tempo e disponibilidade da empresa: quanto mais comprometida a empresa estiver com o processo, menor será o tempo gasto e, consequentemente, menor será o custo do processo. Por isso, é necessário que as pessoas estejam envolvidas e se comprometam a executar as ações e cumprir com os prazos estabelecidos no planejamento.

Contratação de organismo certificador: o processo de certificação só é concluído com a auditoria externa, que precisa ser conduzida por um organismo certificador. Para isso, a empresa precisará contratar uma certificadora e pagará pelos custos de logística do auditor. Este ficará responsável por avaliar o atendimento aos requisitos normativos. Caso sejam identificadas não-conformidades graves, a empresa corre o risco de não conseguir a certificação. Por isso, é importante que a auditoria externa só seja realizada quando a empresa estiver completamente estruturada e preparada para o processo, caso contrário, poderá ter um custo considerável com auditoria e não ter o sucesso com a certificação.

Vale a pena investir na Consultoria de certificação ISO9001?

A resposta é SIM. A Consultoria Especializada e qualificada representa redução de custos com tempo e com retrabalhos para a certificação ISO9001. Afinal, a Consultoria conta com profissionais qualificados e experientes na implantação do sistema de gestão da qualidade e na certificação das normas internacionais, o que permite que o processo seja conduzido com mais eficácia, conforme descrito abaixo:

Diagnóstico: avaliação mais imparcial da realidade da empresa e análise mais efetiva das adequações necessárias para o atendimento aos requisitos da norma;

Planejamento: a maior experiência permite que as estimativas sejam mais realistas para definição de prazos de execução das ações, minimizando erros que poderiam comprometer todo o planejamento da empresa.

Direcionamento: o maior conhecimento sobre as exigências da norma, bem como sobre as avaliações dos organismos certificadores, permite que a Consultoria faça o direcionamento mais eficaz dos processos de implantação do Sistema de Gestão da Qualidade, evitando atividades desnecessárias e retrabalhos.

Capacitação e conscientização: a Consultoria já possui materiais e modelos de documentos prontos que vão contribuir para a melhor orientação dos colaboradores e dos profissionais envolvidos no processo. Isso sem contar que os Consultores também estão habilitados a realizar cursos e treinamentos, que poderão ser até customizados e alinhados com a realidade da empresa.

Custo/benefício: os ganhos promovidos pela contratação de uma Consultoria, com toda certeza, são muito maiores que os custos do processo. Isso sem falar que existe hoje no mercado a opção da “Consultoria On-Line”, que possibilita a realização do processo com a mesma qualidade de uma Consultoria Presencial, porém com os custos muito mais reduzidos.

Como funciona a Consultoria On-Line Verde Ghaia?

O processo é todo conduzido por uma equipe de Consultores Especializados através de uma plataforma on-line, que vai facilitar a comunicação entre a sua empresa e a nossa equipe.
São oferecidas ferramentas intuitivas que auxiliam, adequadamente, na implantação de um Sistema de gestão, além de materiais complementares como modelos de documentos e vídeos orientativos.
A consultoria on-line tem como foco, não apenas as resoluções dos problemas, mas caminhos para identificação que visam a solução e o alcance do objetivo proposto;
A consultoria pode ser 100% online e contar com uma auditoria presencial ao final, de acordo com a contratação.
A plataforma pode ser acessado em qualquer horário e de qualquer lugar, sem necessidade de instalação de um software ou sistema.
A plataforma também poderá ser acessada através de Aplicativo, com ferramentas de comunicação.

Benefícios ao contratar a Consultoria On-line?

O custo de uma Consultoria On-Line é bem inferior ao de uma consultoria presencial, uma vez que, praticamente, não haverá custos de logística;
A empresa tem total flexibilidade no processo, e não haverá interferência nas rotinas internas da organização;
A empresa contará com todo o “know how” de uma consultoria convencional Verde Ghaia, que está há mais de 16 anos no mercado, aliada a uma tecnologia para facilitar a comunicação;
Os consultores são experientes e possuem conhecimento em diversas áreas de negócios;
Oferece suporte de um consultor especializado em certificações para orientar e esclarecer dúvidas.
Plataforma oferece “Dashboard” para que você tenha total controle da utilização dos serviços.
Todos os serviços prestados são de qualidade e certificados pela Verde Ghaia;
A verde Ghaia se compromete em manter as informações da sua organização em total sigilo.


O que muda na vida das empresas após a certificação ISO 9001?


 

A certificação na norma ISO 9001 busca pela Gestão da Qualidade. Seu principal objetivo é melhorar gestão da sua empresa e alavancar os seus negócios, aumentando a sua capacidade de competitividade no mercado, mesmo em tempos de crise. Além disso, a ISO 9001  agrega valor à marca da sua organização, melhora a imagem da empresa perante os órgãos governamentais e instituições financeiras.

O sistema de gestão da qualidade tem como prioridade garantir para a empresa um gerenciamento interno mais eficaz e promover a satisfação de seus clientes através da melhoria contínua de seus processos, produtos e serviços.

Para isso, a Gestão da Qualidade age nas rotinas produtivas, no planejamento e nos indicadores de resultados da empresa, auxiliando no mapeamento dos processos da organização, padronizando as atividades, garantindo maior segurança, facilidade de execução, menores perdas e atendimento aos prazos através estipulados no planejamento estratégico da organização.

A implementação dos controles operacionais permite que os desvios sejam detectados antes da entrega do produto ou serviço ao cliente. Consequentemente, vai gerar menores índices de reclamação e maior satisfação dos clientes. A norma também prevê atividades pós-venda para verificação do atendimento aos requisitosgerando feedback sempre atualizado.

Assim, o SGQ assegura a satisfação dos clientes, pois exige um levantamento inicial de suas necessidades e expectativas, trabalhando com transparência e gerando uma relação de confiança. O estudo dos requisitos de clientes também acontece em novos projetos, instaurando assim, a cultura prevencionista na organização.

A organização traça seus objetivos e metas da qualidade alinhados ao planejamento estratégico da empresa, tendo como princípio a prevenção de falhas, defeitos, retrabalhos, desperdícios, atrasos e outros riscos que possam ameaçar a qualidade. Isto quer dizer que, a mentalidade de riscos é desenvolvida de forma a avaliar as oportunidades, promovendo melhorias.

A liderança também ganha mais destaque, pois a qualidade faz parte de toda a organização e não só de um departamento. Todos assumem o compromisso com o SGQ e com foco em resultados. Para seu sucesso, as informações devem se manter atualizadas, o que exige uma comunicação eficaz entre as pessoas e os departamentos. Outra destaque significativaoé com relação aos fornecedores e prestadores de serviço, os chamados, provedores externos. A organização passa a selecioná-los, qualificá-los e monitorá-los, constantemente, garantindo assim, o fornecimento de produtos e serviços conforme os requisitos pré-estabelecidos.

Dessa forma com a implantação de um Sistema de Gestão da Qualidade permite a Organização almejar a sua certificação da qualidade. Isso porque a empresa estará apta aos desafios econômicos, sociais e ambientais dos novos tempos. Em tempos de crise, esses sãoos diferenciais competitivos importantes, não apenas podem garantir a permanência da empresa no mercado, mas pode ser o primeiro passo para alavancar e impulsionar o negócio.

Papel das Normas Internacionais – ISO ABNT

As normas internacionais podem ser chamadas de padrões internacionais, pois têm o papel de facilitar o comércio global, com foco na garantia de produtos e serviços seguros, confiáveis e de qualidade. São mais de 21 mil normas já publicadas e com abrangência para todos os tipos de empresa.

Para as empresas, as normas funcionam como ferramentas estratégicas,  reduzindo custos, perdas e aumentando a produtividade. Elas ajudam as empresas a galgar novos mercados, estabelecer uma igualdade de condições para os países em desenvolvimento e facilitar o comércio livre e justo em todo o mundo.

A necessidade de criação de um padrão é identificada pelas empresas ou por partes interessadas, por exemplo, as associações de consumidores. Os membros da ISO, de todo o mundo, analisam a demanda e o processo de elaboração que é iniciado pelas Comissões Técnicas. Estas são compostas por grupos de consumidores, universidades, ONGs e governos. Além disso, as partes interessadas podem opinar e o grupo entra em um consenso antes da publicação.

O Sistema de Gestão, nada mais é que, documentar ou criar procedimentos vinculadas as rotinas de processos da organização, visando alcançar os objetivos estratégicos propostos. Quando a Organização implanta um SGQ ou um outro sistema de gestão, ela pode apenas implementar ou pode também se certificar através de um organismo certificador.

A ISO 9001, uma das normas mais conhecidas e com o maior número de empresas certificadas no mundo.  ISO 9000 – Gestão da Qualidade fornece diretrizes para as empresas focarem na satisfação dos clientes e qualidade dos produtos. A família é composta por:

ISO 9000: 2015 – abrange os conceitos básicos e terminologia
ISO 9001: 2015 – estabelece os requisitos para um sistema de gestão da qualidade.
ISO 9004: 2009 – mostra como aumentar a eficiência e eficácia de um sistema de gestão da qualidade.
ISO 19011: 2011 – estabelece as diretrizes para auditorias internas e externas de sistemas de gestão da qualidade.

A ISO 9001:2015 é a única norma da família que é passível de certificação. Empresas de qualquer tamanho, tipo ou ramo de atividade podem ter um sistema de gestão da qualidade implementado e/ou certificada. O foco da 9001 é o cliente. O sistema de gestão da qualidade é movido pelo comprometimento da Alta Direção, abordagem de processos, motivação e melhoria contínua.

A ISO 9001:2015 propõe ferramentas estratégicas e diretrizes para ajudar as empresas a enfrentar alguns dos desafios mais exigentes dos negócios modernos. Ela garante comprometimento das pessoas, padroniza os processos, torna as operações de negócios tão eficientes quanto possível, traz a redução de perdas, e consequentemente aumenta a produtividade, cortar custos através de melhoria de sistemas e processos, fideliza clientes, promove a marca e aumenta a competitividade no mercado.

Além disso, o sistema de gestão da qualidade também promove a utilização mais eficiente dos recursos e a cultura prevencionista através da melhoria da gestão de risco.

Implementar? Certificar? Ou Implementar e Certificar?

A certificação é uma ferramenta útil para demonstrar que seu produto ou serviço atende as expectativas dos seus clientes e está em conformidade com a norma ISO 9001, reforçando sua credibilidade e melhorando sua imagem no mercado.

Para algumas empresas, significa também o cumprimento contratual entre fornecedores e clientes. Para outras é uma importante forma de se manter em um mercado competitivo e de impulsionar o negócio com planejamento e foco em melhorias contínuas dos processos, dos produtos e serviços. A Verde Ghaia tem realizando implementações, bem como auxiliado os mais diversos ramos de atividades há mais de 20 anos. Com isso, as metodologias da Verde Ghaia garantem um padrão de alta qualidade e eficiência para o seu gerenciamento, concedendo ainda ao cliente um atendimento com consultores especializados e uma equipe de advogados e engenheiros com kow how e experiência de mercado.

Converse com a gente e saiba como implementar uma Gestão eficiente, com resultados reais que te proporcione segurança para a tomada de decisão. Não importa se você quer implementar e certificar ou somente implementar, a qualidade e o atendimento será mesmo.

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