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COVID-19 X Crise Comunitária pelo Desemprego

 

Recentemente, o Presidente Jair Bolsonaro lançou uma campanha de “isolamento vertical”, em que basicamente somente os integrantes do grupo de risco (como grávidas, idosos e pessoas com doenças crônicas) ficariam isolados do restante da população. As demais pessoas, que não integrantes do grupo de risco, como inclusive crianças, poderiam voltar às suas atividades anteriormente praticadas, desde que com certos cuidados.

A exemplo disso, temos que professores com mais de 60 (sessenta) anos não poderiam lecionar aulas, ou ainda, os avós idosos não poderiam ver seus netos.

Tal campanha, que vem gerando calorosas discussões, surgiu com a ideia de que, se o lockdown permanecer por muito tempo, com o fechamento da maior parte da cadeia produtiva, a economia do Brasil quebra. Antes de tudo, ressalto que a saúde e a vida de todos vêm em primeiro lugar. Entretanto, convido você, leitor, a fazer algumas reflexões sobre o tema proposto pelo presidente.

É certo que nenhum país do mundo aguenta 3 (três) 4 (quatro) meses sem a economia girando.  Por isso, é necessário bom senso e cuidado para tratarmos o assunto aqui proposto sem julgamentos partidários.

Diante dos inúmeros impactos legais decorrentes da pandemia do COVID-19, a Verde Ghaia elaborou o e-book acima, como o objetivo de facilitar a compreensão dos leitores sobre algumas importantes temáticas jurídicas relacionadas ao assunto.

Qual o propósito do Isolamento Vertical?

 Como seria feito esse isolamento vertical? Haveria penalidades para o seu descumprimento? São questionamentos importantes e que demandam um vasto estudo, ainda que deva ser feito em um curto período de tempo.

Não obstante, para além disso, o que me faz pensar que talvez seja um caminho a ser seguido é que, algumas análises comparativas com outras doenças demonstram que, por exemplo, o H1N1 no mesmo período levou mais gente à óbito do que o COVID-19 até agora.

A gripe comum, a dengue, e outras doenças também têm um alto índice de letalidade e nem por isso para contê-las houve a paralisação da economia. Importante dizer, que tais análises foram frutos de fontes confiáveis, não se tratando de fake news.

Não bastasse, especialistas da área dizem que mais de 80% (oitenta) por cento das pessoas são assintomáticas, ou seja, carregam o vírus, mas não manifestam qualquer sintoma, como febre, dor nos olhos, calafrios, falta de ar, diarreia, dor no corpo.

Caro leitor, não existe saúde e nem vida sem uma economia girando, quando menos quando instaurada a crise comunitária pelo desemprego, em que pessoas morrerão de fome.

No Brasil, as pequenas e médias empresas geram mais de 80% (oitenta por cento) dos empregos formais. Ou seja, ao ficarem mais de um mês dentro de suas casas, os trabalhadores deixarão de produzir, e, consequentemente as empresas para as quais trabalham irão quebrar.

Acompanhe nosso Canal do Youtube!

O desemprego acarreta fome, miséria, violência, insegurança

Ninguém sabe se vai dar certo ou não o isolamento vertical proposto pelo Presidente Bolsonaro, mas é uma saída sensata para que não tenhamos anos de recessão ou até mesmo falta de suprimentos nas prateleiras do supermercado ou de insumos nos hospitais, para tratamento de pessoas contaminadas com o Covid-19 ou não.

Não é hora de briga entre “esquerda” e “direita”. É hora de todos se unirem para acabar de vez com o COVID-19 ao invés de ele acabar com todos.

Julia Belisario – Gestão de Risco e Compliance


Sugestão de Leitura:

Ações e Medidas Temporárias de Prevenção de contágio

Covid-19 e a Legislação Trabalhista

MPT emite Nota Técnica sobre MP 927

Mudanças MP 927 – Saúde e Segurança do Trabalhador

 

Há duas semanas, o Coronavírus chegou mudando a rotina de todas as empresas no Brasil. E, mediante aos últimos desdobramentos da disseminação do vírus COVID-19, fomos “obrigados” a tomar precauções e postergar assuntos importantes que envolvem tomadas de decisão tanto para o crescimento saudável das organizações quanto para a nossa vida profissional.

No vídeo abaixo, o Colaborador Ricardo Cardoso, Consultor Jurídico da Verde Ghaia e especialista em SSO, tratará sobre questões trabalhistas, relacionada a Medida Provisória Nº 927, lançada para enfrentamento do estado de calamidade pública ocasionado pelo COVID-19. Ricardo abordará também, alguns assuntos relacionados à Saúde e Segurança do Trabalhador, explicando como as empresas devem lidar com os exames médicos obrigatórios, os treinamentos e capacitações e a CIPA nesse momento.

Ricardo Cardoso fala sobre a MP 927 – Fique por dentro!

Esses assuntos estão em pauta nesse momento tão crítico e delicado. Ricardo Cardoso orienta você, dando todos os detalhes de como passar por esse momento, sem correr o risco de deixar de cumprir alguma exigência.

Confira o nosso vídeo e baixe o nosso Infográfico sobre as Regras Trabalhistas da MP 927 de 22 de Março de 2020.

Boa leitura e bom vídeo!

Relações trabalhistas: bom senso em tempos de crise

 

Para quem ainda não me conhece, sou Deivison Pedroza, CEO do grupo Verde Ghaia, uma empresa que atua em gestão de riscos em sustentabilidade e Compliance, com muito foco em monitoramento de legislações de segurança e saúde ocupacional, meio ambiente e responsabilidade social.

Por isso, com muita propriedade e preocupado com o que venho acompanhando nos noticiários e nas redes sociais nos últimos dias, venho aqui hoje, apresentar para vocês alguns aspectos relevantes sobre prevenção da COVID-19 e legislação trabalhista.

Relações trabalhistas e o uso do bom senso em tempos de coronavírus

Como manter os negócios funcionando em épocas de crise e ao mesmo tempo cumprir a lei?

Ontem mesmo, tive a oportunidade de ler um artigo, por sinal muito bom, escrito por Luciano Feltrin para a plataforma Experience Club e no qual meu amigo Leonardo Jubilut fez excelentes contribuições sobre este tema.

Estamos vivendo uma crise sem precedentes. Algo inesperado e surpreendentemente trágico. De fato, é hora de executarmos planos de contingência, que sequer deram tempo de serem testados aqui, no Brasil. Temos exemplos de várias medidas, que estão sendo implementadas ao redor do mundo. Mas, até que ponto, elas estão dando certo? Se os números de infectados não param de subir, e sabemos que ao menos nos próximos 60 a 90 dias a crise vai se intensificar, será que estamos agindo corretamente?

A China aparentemente já superou a transmissão do vírus. Mas, não podemos ficar comparando Brasil e China nessas horas, porque nossa realidade é completamente outra. Uma coisa é certa: temos que passar por essa provação com extremo bom senso. Temos que baixar a guarda, tanto empregado quanto empregador. Temos que trabalhar juntos para vencer essa crise. Agora não é hora de levantar bandeiras. Essa história de patrão contra empregado, de pobre contra rico, deve estar fora de questão.

Hoje, só temos a certeza de que, todos nós estamos na mesma trincheira, que estamos em guerra contra um inimigo comum: o Coronavírus. E nesse contexto, é preciso que a justiça esteja em sintonia com essa guerra.

Tenho consciência de que existem muitas leis, em vigor no Brasil, que amparam os trabalhadores em diversas situações, inclusive em trabalhos remotos e home office, como por exemplo a Lei n° 13.467/2017, que adequou a legislação às novas relações de trabalho. Mas, o que vale agora é o bom senso. Repito: BOM SENSO.

Não dá tempo de ficar discutindo quem vai pagar a conta do telefone. Quem vai dar o computador. Quem vai pagar a internet. O discurso mais sensato agora é: como vamos atravessar juntos essa crise? Porque ela vai passar. Por pior que seja, é uma crise. E ela vai ter fim. E quando acabar, como vamos estar? Como estarão as relações entre os colaboradores e seus líderes? Entre o empregador e o empregado? Como estaremos?

Como empregador do Grupo Verde Ghaia e como empregado, que já fui um dia, tenho a percepção desses olhares. E como empregador, sinto-me muito mais responsável pelos meus colaboradores, pois se eu quebro, precisarei dispensar em torno de 200 colaboradores. Serão quase 200 famílias sem emprego. Se nós, juntos, não encontrarmos uma maneira de manter a empresa funcionando, todos nós sairemos prejudicados. Por isso, é preciso bom senso de todos \ambos os lados. É preciso que todos abaixem a guarda nesse momento, para que tudo possa ser resolvido da melhor forma para todos. As empresas estão tentando manter os empregos, cumprindo seus compromissos, isso não muda.

Impacto do coronavírus nas relações de trabalho

Certamente, não houve tempo hábil das empresas se prevenirem para uma situação como essa, principalmente em suas regras de infraestrutura, como ter um número suficiente de computadores para fornecer a seus colaboradores que trabalharão em home office, dar internet, telefone, manter benefícios, etc. Afinal, quem imaginaria essa pandemia? Quem imaginaria que essa situação agravaria a economia no Brasil?

Por isso, é importante que tanto as empresas quanto os seus colaboradores, tenham consciência plena de suas funções e responsabilidades. Agora é hora de mostrar a competência, amadurecimento e compromisso com seu trabalho. Entender se a empresa será capaz de dar férias coletivas, até porque, ela precisa ter recursos para isso. E muitas vezes, ela pode não ter, uma vez que essa é a realidade da maioria das empresas brasileiras.

Se a única saída for home office, assuma de corpo e alma essa tarefa. Não minta para você mesmo. Não ache que home office é ficar de pijama o dia inteiro e que o trabalho “será mais fácil”. Ele não é. O trabalho remoto é igual ao trabalho na empresa, com a diferença de que não há deslocamento. As metas continuam iguais, as tarefas são as mesmas e a responsabilidade, também.

Baixe o Infográfico sobre as Novas Regras de Trabalho conforme a MP 927.

Home Office: relação de comprometimento

Entender o que é o home office é essencial para que seja possível trabalhar nesta modalidade. O que eu vejo e escuto de muitos empresários é que seus colaboradores estão optando por “trabalhar” em casa para cuidar dos filhos que estão de recesso escolar. Claro, que muitos não tem onde deixar as crianças, mas estar em casa, não significa cuidar delas. Você estará trabalhando! É preciso estipular limites para interrupções de trabalho ou ter bom senso para dar atenção aos seus familiares. Isso porque, você vai ter que entregar resultados da mesma forma,seja no trabalho ou em casa.

Eu tenho alguns colaboradores que já trabalham em home office há muito tempo. A experiência têm dando muito certo. Claro, que é uma relação de trabalho diferenciada e bem específica. Mas nunca tive nenhum tipo de problema. Sabe por quê? Porque entre nós, está estabelecida a confiança, a responsabilidade, o comprometimento e o bom senso. Aí tudo funciona!

Devido a situação da COVID-19, que estamos vivenciando, trabalhar em home office deixa de ser cuidar dos filhos e passa a ser cuidar da saúde, mas, assumindo de corpo e alma o seu trabalho. Assumir seu trabalho com responsabilidade e comprometimento, não é trabalhar as 8 horas regulamentares, fazer o trabalho e fim. Na crise, home office é desenvolver a criatividade e passar as 24 horas do dia com pensamentos positivos e ideias inovativas e disruptivas para que possamos nos ajudar (empregador e empregado). Precisamos estar “Todos juntos”.

O que significa “segurança jurídica”?

Para assegurar segurança jurídica tanto para os colaboradores quanto para as empresas, é preciso fazer um contrato de trabalho e falar sobre regras administrativas antes de iniciar o home office. E, para além desses contratos, é preciso estabelecer um “acordo de cavalheiros e damas”, em que a palavra de um e de outro seja levado a sério e cumprido até o fim. E que tudo que contenha nesses acordos, seja viável para todos. Ou seja, é o momento de desenvolver e aplicar a empatia no trabalho. Isso é o bom senso que precisamos nessas horas.

Até porque seria inadmissível, dentro do ponto de vista social, um empregado, após a crise, entrar na justiça contra seu empregador, reclamando certos direitos, tais como o pagamento da conta do celular, da conta de luz da sua residência, a conta da internet, por exemplo. Novamente repito, sei que a lei regulamenta isso, mas romper este “acordo de cavalheiros e damas”, quebrar essa onda de empatia, significaria, talvez, uma tragédia maior lá na frente.

Esse é o papel também dos órgãos de controle. Eles devem aplicar o bom senso, pois é fato que todos sabem que as crises só favorecem os oportunistas e o mercado de ações trabalhistas. Por exemplo, um caso de agora são as eleições da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA). Este momento é de extrema importância porque busca prevenir acidentes e doenças de trabalho, procurando tornar o trabalho compatível com a preservação da saúde e da vida de cada funcionário.

Só que estas eleições exigem votação presencial de todos os funcionários (ou sua maioria). Há a possibilidade de votação por meio eletrônico, mas nesse caso perde-se toda a discussão necessária para o processo. Então, pergunto: não seria o caso de tirar a obrigatoriedade dessa eleição de agora e agendar para depois que passar toda essa crise?

Outro exemplo são os órgãos de controle, que também devem observar que a suspensão de agendas de treinamentos e outros programas exigidos por lei trabalhista seria o mais recomendado a ser feito, durante a pandemia, em nome do bem maior da sociedade. Não seria o momento de multar ou estabelecer sanções. É o momento de ser aplicado o bom senso.

Bom senso nas relações trabalhista para enfrentar COVID-19

Quem me dera ter a certeza de que posso parar minha empresa e que o governo assumiria as minhas contas! Isso, apesar de estar escrito na constituição em seu artigo 486 da CLT, posso afirmar, é MITO. Não vai acontecer, até pela crise econômica que o Brasil passa atualmente.

E outra, se todo mundo parar, o que será da nossa economia? Qual a taxa de falência e de desempregados que atingiremos? O quanto sofreríamos mais com o aumento de mortalidade por fome? E por violência? Quanto tempo, o Brasil demoraria para se recuperar de um golpe desse? Estamos em uma situação realmente bem complicada, e nesse caso, desculpem-me o peso da frase, mas, “quando tudo terminar, teremos mais falidos do que falecidos”.

Então, hoje precisamos adequar as demandas e as situações não previstas anteriormente com a nossa realidade. Ninguém esperava por um Coronavírus, mas já que ele está aí, precisamos pensar em estratégias. É importante lembrar que a nossa legislação ainda está em evolução. Trazer casos e exemplos de outros países nem sempre vai dar certo. Vivemos em outro contexto e ainda estamos aprendendo a lidar com tudo isso.

Se a sua empresa está vivendo dilemas nesse momento sobre cumprimento de prazos e agendas trabalhistas, torço para que o BOM SENSO REINE e que os agentes fiscalizadores saibam aplicar justiça social nesse momento.

E não se esqueça. Faça contratos de trabalho para o caso de home office, conceda férias coletivas e licenças (caso possa), cancele e remarque viagens, especialmente para o exterior, suspenda as atividades caso haja possibilidade. Desempenhe o que é previsto em lei e garanta a segurança jurídica para sua empresa. Essa crise vai passar e precisamos estar juntos e sermos coerentes com as nossas palavras e ações.

Por fim, as empresas devem sim abaixar a guarda e pensar em sua autopreservação. Os colaboradores também, tendo igualmente a obrigação de respeitar os acordos feitos.

É preciso aplicar a ideia de coletividade entre os colaboradores e as empresas, entre as pessoas e a sociedade. O objetivo final é um só: agir hoje, pensando no amanhã, com espírito de cooperação, confiança e – claro – de bom senso e respeito.

Deivison Pedroza, CEO do Grupo Verde Ghaia.

Qual a relevância da Avaliação da Conformidade para a economia?

 

Você quer adquirir um novo computador. Embora já tenha em mente a configuração do equipamento que deseja, você não sabe qual é melhor loja para realizar a compra. Independente da sua atitude, você, provavelmente recorrerá aos seus dois melhores amigos, que dão as seguintes recomendações:

Amigo 1: “Vá na Loja X. O atendimento deles é mais ou menos, atrasaram muito a entrega da minha máquina, mas são baratíssisimos. Ah, eles não dão nota fiscal. Mas, se o produto der problema, eu conheço um técnico excelente, que conserta rapidinho e por um preço camarada.”

Amigo 2: “Recomendo a Loja Y. Atendem bem, entregaram o meu produto no prazo, oferecem assistência caso a máquina apresente problemas dentro do período da garantia. Embora, eu tenha pago mais caro, não tive dor de cabeça para resolver alguns problemas. Eles são bem ágeis e cuidadosos. São tão bons que no ano passado eles conquistaram o selo ISO 9001 de qualidade.”

E aí? Qual das lojas soa mais confiável? Pode até ser que a referência ao preço baixo da Loja X tenha chamado sua atenção. Mas, você, certamente não desprezou as informações negativas (como o não cumprimento do prazo de entrega e a ausência da nota fiscal).

Assim como você, o mercado como um todo também nutre uma série de expectativas a respeito de produtos e serviços oferecidos pelas empresas. Tais expectativas podem abranger vários critérios: qualidade, segurança, desenvolvimento ambiental, economia, confiabilidade, eficiência etc.

Não são poucas, as organizações que fazem o possível, para satisfazer o consumidor. No entanto, aquelas que possuem o selo ISO saem na frente, por estarem sempre atentas aos detalhes dos processos antes de chegar ao consumidor final.

Vamos falar de Gestão Acelerada?

Avaliação da conformidade: Qualidade – ISO 9001

Provavelmente você já conhece o conceito, mas não custa lembrar: ISO é a sigla para International Organization for Standardization, ou seja, Organização Internacional para Padronização. A ISO é uma entidade de padronização e normatização criada na Suíça em 1947 para promover o desenvolvimento de normas, testes e certificação, incentivando assim o bom comércio de bens e serviços.

Quando uma empresa conquista um selo ISO, ela prova publicamente que passou por uma auditoria confiável, a qual atestou o cumprimento de uma série de requisitos de normas, regulamentos e outras especificações, a chamada avaliação da conformidade. A avaliação da conformidade ajuda a assegurar que os produtos e serviços oferecidos por aquela empresa estão cumprindo aquilo que prometem ao seu público consumidor.

Entenda sobre avaliação da conformidade nos processos

Em alguns casos, quando a saúde pública,  a segurança ou o meio ambiente estão envolvidos, a avaliação da conformidade se torna legalmente obrigatória. É por isso, que temos órgãos fiscalizadores como o IBAMA, por exemplo.

Mas, mesmo quando o cumprimento de alguns requisitos não é obrigatório por lei, a avaliação da conformidade pode fazer grande diferença – não apenas individualmente nas empresas, mas para a economia como um todo. Veja só o que ela afeta:

Órgãos reguladores:

Eles se beneficiam da avaliação da conformidade porque elas são um recurso para auxiliar no cumprimento da legislação de saúde, de segurança e de meio ambiente. Quanto mais gente cumprir a legislação, melhores serão os índices de desenvolvimento das políticas públicas. A sociedade toda sai ganhando.

Comércio internacional:

A padronização de requisitos facilita a negociação entre diferentes países. Como as normas ISO são reconhecidas internacionalmente, elas funcionam como uma espécie de código conhecido no mundo inteiro, o qual deixa bem claro que aquela empresa que carrega o selo é confiável.

Na era da globalização, as “melhores práticas comerciais” são cada vez mais esperadas por todas as partes envolvidas, e isto inclui também os órgãos reguladores e governamentais, que buscam proteger seus cidadãos de produtos perigosos ou de qualidade inferior.

Sugestão de Leitura: Confira o passo a passo da implementação ISO 9001 e os benefícios da norma para o seu negócio

Consumidor:

O consumidor direto se beneficia imensamente também. Muitas vezes não percebemos, mas certificações de qualidade são extremamente importantes para nossa segurança. Um exemplo disso é o selo do INMetro.

Embora ele seja parte da autarquia federal (e portanto, reconhecido apenas em território brasileiro), é um selo que já se tornou bastante conhecido entre nossa população — você já deve ter visto o símbolo do órgão em vários produtos que consome. Se você dá um brinquedo ao seu filho pequeno, certamente espera que aquele brinquedo seja seguro e que não cause riscos, como asfixia, intoxicação ou outros acidentes.

É o INMetro que garante essa segurança através de testes dos produtos. O selo ISO tem esse mesmo peso, mas numa escala internacional e em diversos nichos.

Consideração Final

Como podemos ver, a avaliação da conformidade é uma atividade “de toda a sociedade”, pois não apenas garante a segurança do consumidor, como protege o meio ambiente, agrega valor à marca, estimula a constante melhoria de qualidade, fortalece o comércio interno, facilita e estimula o comércio exterior e propicia uma concorrência justa entre as organizações.

E você? Já sabe como aperfeiçoar seus processos e oferecer aos seus clientes produtos e serviços com a qualidade que eles esperam e ainda diminuir gastos desnecessários? Fale com um dos nossos consultores.

Será um prazer te ajudar a alcançar novos patamares em seu negócio. Fale conosco, atuamos há mais 20 anos no mercado nacional e internacional, temos uma equipe preparada para te orientar e ajudar.


Leia a matéria sobre o Prêmio Compliance Brasil e saiba como empresas renomadas como a Nestlé estão sempre a frente do seu tempo!

Quais são as Categorias do Prêmio Compliance?

 

Categorias do Prêmio Compliance Brasil 2020!! Conheça quais são e entenda a respeito de cada uma delas!


As categorias do Prêmio Compliance também tiveram algumas mudanças, constando duas novas: PICS e Personalidade do Ano. Essa mudança é uma melhoria que o CEO do Grupo Verde, Deivison Pedroza propôs para que outras empresas pudessem participar. Afinal, há muitas empresas que busca estar em compliance e prezam pela ética, transparência e integridade nas suas inter-relações.

Em todas as categorias de sistema de gestão serão utilizadas a análise quantitativa (1ª fase) e a qualitativa (2ª fase) do nível de atendimento da empresa quanto aos requisitos legais aplicáveis ao negócio no que se refere às áreas de qualidade, meio ambiente, saúde e segurança no trabalho, responsabilidade social e segurança de alimentos.

Categoria PICS

Para a nova categoria – PICS – Pacto de Integridade e Compliance pela Sustentabilidade, o período base compreende a análise dos dados de janeiro de 2019 a dezembro de 2019 – Ano Base 2019. A Categoria PICS é uma forma de homenagear projetos de Sucesso de empresas que não utilizam o SOGI como ferramenta de gestão legal, mas que são signatárias do PICS – Pacto de Integridade e Compliance em Sustentabilidade.

Para participar dessa categoria, fique atento aos documentos exigidos em nosso regulamento.

Atenção!

Caso sua empresa também se enquadre na categoria Responsabilidade Social, é necessário enviar ainda, um case com máximo de 15 slides, descrevendo as ações, para o e-mail [email protected].

Categoria Resíduos

O Prêmio é baseado em pesquisas que contam com amostras de aproximadamente 1,2 mil geradores de resíduos que utilizam o software VG Resíduos e que realizaram um mínimo de 50 destinações no período de avaliação. A premiação é dividida por indústria.

A Metodologia para esta categoria é baseada em dar pesos diferentes para as formas de destinação existentes no software, conforme descrito no regulamento, que será avaliado durante o período base de 01 de junho de 2019 a 31 e maio de 2020 (últimos 12 meses).

Estes pesos são aplicados às destinações de cada empresa multiplicado pela quantidade das destinações, gerando, assim, uma nota final por empresa de 0 a 10.

Sugestão de leitura: Solução Inteligente e Metodologias Agéis

Personalidade do Ano

O prêmio Personalidade do Ano é uma novidade desta 5ª edição!

Essa categoria representa o reconhecimento às pessoas as quais a equipe da Verde Ghaia e do Grupo Voto têm a honra de homenagear, principalmente pelo fato de colaborar para um mundo melhor e mais sustentável.

Nesta categoria serão revelados trabalhos e personalidades que interferem diretamente na qualidade de vida da população brasileira.

A avaliação é feita através do mesmo conselho que participa das outras categorias. Mas, com um olhar voltado para a responsabilidade social, cuja ambição e gana da empresa é o de alcançar o resultado esperado para a sociedade. Em outras palavras, é um olhar focada na vontade da empresa de ser e de apresentar melhores resultados para os usuários ou consumidores de seus produtos e serviços, de modo que seja possível oferecer benefícios e melhorias para toda a sociedade.

Para participar desta categoria, é só enviar cases que sejam apresentações de no máximo 15 slides, para o e-mail [email protected].

Curadoria

Todas estas categorias serão avaliadas por um corpo técnico formado por Auditores Líderes em Meio Ambiente, Saúde e Segurança no Trabalho, Responsabilidade Social, Qualidade e Segurança de Alimentos, Engenheiros Ambientais, Engenheiros de Segurança, Engenheiros de Alimentos, Consultores Jurídicos, Gestores de Tecnologia da Informação e Gestores de Projetos.

Isso significa que há um grupo multidisciplinar, com olhar específico para cada área analisada, garantindo uma discussão respaldada na transparência de cada etapa do processo de curadoria.

O que você ganha participando do V Prêmio Compliance Brasil?

Ao estar em compliance e ser reconhecida por isso, sua empresa alcança resultados mais satisfatórios, tendo vantagem competitiva ante os concorrentes, acesso a linhas de crédito facilitado, além de melhor retorno dos investimentos aplicados, melhora da reputação da empresa e aumento dos ganhos financeiros.

Durante o Prêmio Compliance, você terá a oportunidade de conversar com cada um dos participantes, trocar experiência, aprender, fazer networking. Além disso, você também ganha experiência, motivação e inspiração ao ver de perto gestores que conquistaram a excelência em compliance, expandindo seu conhecimento e obtendo insights significativos para a sua gestão.

São inúmeros os casos de empresas que, após participar de uma edição do Prêmio Compliance, passaram a criar metas de curto e médio prazo, almejando serem contempladas na próxima premiação.

Como funciona a Premiação das Categorias?

Cada uma das categorias conta com três premiados.

O 1° lugar ganha um troféu e ampla divulgação das atividades de sucesso do seu sistema de gestão nos meios de comunicação do Grupo Verde Ghaia, do Grupo Voto e assessoria de imprensa nacional.

O 2° e o 3° lugar ganham uma placa de homenagem e ampla divulgação das atividades de sucesso do seu sistema de gestão nos meios de comunicação do Grupo Verde Ghaia, do Grupo Voto e assessoria de imprensa nacional.

Além do troféu e desta ampla divulgação, ao participar do V Prêmio Compliance Brasil sua organização pode ganhar muito mais!

Sua empresa ganha também maior visibilidade no mercado, sendo reconhecida como uma empresa que está em compliance cujas atividades desenvolvidas visam a sustentabilidade. Assim, é possível demonstrar aos olhos do mercado e de toda a sociedade que a sua organização se preocupa com as pessoas e com o meio ambiente. Que é ética, transparente e sólida. E isso é um diferencial importantíssimo nos dias atuais.

Saiba mais sobre o Prêmio Compliance Brasil no site oficial!

Aguardamos você no dia 18/06/2020! Acompanhe nossas redes sociais e nosso site para saber, exatamente o local e horário.

Até breve!

Daniela Pedroza – Diretor Técnica do Grupo Verde Ghaia

ISO 45001: melhorias na segurança do colaborador

 

A Revolução Industrial ocorrida na Inglaterra no século XVIII foi sem dúvida um evento-chave para a humanidade e principal responsável por originar os processos de manufatura tal como conhecemos hoje. No entanto, os maquinários a vapor e a avidez por aumentar a produção também deram origem a uma série de condições inóspitas que lesionaram e mataram muitos trabalhadores.

As consequências se tornaram tão críticas, que as reivindicações em prol da saúde das pessoas se fizeram muito necessárias. E foi a partir daí que nasceram as primeiras medidas relacionadas à Saúde e Segurança Ocupacional dos Trabalhadores.

Obviamente, ao longo dos séculos fomos evoluindo cada vez mais — inclusive no sentido de proteger as pessoas em seu ambiente laboral. E é por isso que hoje temos normas como a ISO 45001, norma internacional para o Sistema de Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional, que nasceu exatamente para auxiliar as empresas na prevenção de acidentes e de doenças ocupacionais.

 ISO 45001: a norma imprescindível

No Brasil, a ISO é representada pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). As atividades de elaboração das Normas Internacionais, geralmente acontecem através do comitê técnico, que neste caso é a ISO/PC 283, bem como nas Organizações internacionais, públicas e privadas em participação com a ISO.   

A ISO 45001 possui uma estrutura que se conecta diretamente às outras normas de um sistema de gestão, sendo assim, pode ser aplicada sozinha ou junto a outras certificações — independentemente disso, devemos nos lembrar de que ela é uma das Normas mais importantes no ambiente laboral e que deve ser adotada em todas as organizações, sem exceção, independentemente do seu tamanho, tipo e atividades.

A ISO 45001 pode modificar totalmente uma dinâmica de uma empresa. Ela não apenas reduz afastamentos por problemas de saúde ou acidentes (que são muito custosos à gestão), como traz outros benefícios:

  • Identificação constante dos perigos (bem como a implementação de controles para gerenciá-los).
  • Aumento na produtividade e motivação dos funcionários, que certamente trabalharão mais felizes sabendo que estão sob condições melhores e mais seguras.
  • Demonstração de conformidade junto a clientes e fornecedores.
  • Alinhamento à conformidade legislativa.
  • Criação de condições extremamente favoráveis para conquistar outros selos ISO.

Além disso, quando você não adota um Sistema de Gestão em Saúde e Segurança Ocupacional, também pode ter alguns problemas, como seguros mais altos, aumento do custo da mão de obra (pois se um trabalhador se lesionar, será preciso pagar um substituto ou pagar horas extras àqueles que estiverem cobrindo a ausência do colega), além de elevação de gastos do Estado com Previdência Social, pensões e outros.

Devemos lembrar também que nossa legislação é bastante rígida em relação à saúde e segurança de nossos trabalhadores. Em caso de punição por descumprimento de normas legais, as multas podem ser altíssimas.

Conheça as mudanças e saiba como a sua empresa pode se adequar! Assista ao Webinar

Curso EAD Verde Ghaia – ISO 45001 – SSO

Se você deseja implementar um sistema de SSO em sua empresa, a Verde Ghaia oferece o curso ISO 45001:2018 – Sistema de gestão de saúde e segurança ocupacional. É um curso à distância – portanto mais barato e podendo ser realizado de acordo com o cronograma disponível de seus gestores – que aborda de forma clara e objetiva todos os requisitos da norma, buscando sempre contextualizá-los à realidade.

Você também terá acesso a materiais didáticos em vários formatos e mídias, tais como videoaulas explicativas, áudios das aulas para download, apostila teórica, slides ilustrativos e avaliação interativa.

Com o curso EaD de Interpretação ISO 45001:2018 – Sistema de Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional, o aluno irá aprender a interpretar e implementar os requisitos da norma dentro do contexto de sua organização, além de desenvolver habilidades para identificar e avaliar conceitos de Saúde e Segurança Ocupacional no ambiente de trabalho.

Também aprenderá a integrar os requisitos de SSO com os outros Sistemas de Gestão, como a ISO 9001:2015 (Sistema de Gestão de Qualidade) e a ISO 14001:2015 ( Sistema de Gestão de Meio Ambiente).

Fale com um dos nossos consultores sobre a implementação da Norma ISO 45001. Leia nosso e-book abaixo e conheça mais sobre os benefícios da norma.

ISO 45001 - e-book dos requisitos ISO 45001
Por que implementar a ISO 45001: conheça alguns benefícios!

Gestão de Energia: breve história da matriz energética brasileira

 

Com o crescente consumo de energia, é necessário o surgimento de novas matrizes energéticas. O artigo irá apresentar informações importantes sobre esse tema e como a Verde Ghaia poderá ajudar sua empresa na busca pela excelência na Gestão de Energia.

Gestão De Energia, Matriz Energética: Conceitos, Definições Importantes e Cronologia.

A sociedade moderna ao longo dos séculos obteve inúmeros avanços tecnológicos, que facilitaram nossa vida em todos os aspectos. Equipamentos em indústrias, máquinas agrícolas, equipamentos médicos e hospitalares, eletroeletrônicos, computador, televisão, aparelhos de som, aquecedores e diversos outros, só existem graças à energia elétrica.

Qual é a definição de energia?

De acordo com o dicionário Michaelis, energia é um substantivo feminino que significa: Energia: e·ner·gi·a / sf.

1 FÍS Capacidade que um corpo, um sistema de corpos ou uma substância têm de realizar trabalho, entendendo-se por trabalho a deslocação do ponto de aplicação de uma força. Símbolo: E.

2 Modo como se exerce uma força; ação, eficácia, eficiência.

3 FIG Qualidade do que é enérgico; resolução nos atos; dinamismo, fibra, firmeza.

4 FIG Força física; potência, vigor.

5 FIG Arrojo, destemor e ousadia de concepção e realização.

Formas de energia presentes na natureza.

A primeira forma de energia dominada pela humanidade foi o fogo, utilizado para controlar animais, preparar alimentos e criar armas, ferramentas e utensílios. A seguir apresentaremos os tipos de energia através de exemplos, para melhor entendimento.

Energia Elástica: Trata-se de uma energia potencial, ou seja, uma forma de energia que pode ser armazenada. Exemplificando: ao puxar um elástico há um armazenamento de energia, transformada em energia cinética (devido ao movimento do elástico).

Energia Potencial Gravitacional: Uma pessoa está segurando um objeto e o solta no chão. Esta energia potencial é transformada em energia cinética (representada pelo movimento do objeto). 

Energia Química: Para fácil entendimento, podemos imaginar um indivíduo que ao andar de bicicleta pedala e transforma a energiaquímica do seu corpo, proveniente da ingestão de alimentos, em energiacinética nas rodas da bicicleta pelo movimento. Nesse sentido, a energia química contida nos combustíveis é transformada em energia cinética, para que eles se movimentem. Outros exemplos são as pilhas e baterias, que possuem energia química, transformada em energia elétrica.

Energia Térmica: A energia térmica refere-se a temperatura. Um exemplo conhecido por muitos é a energia térmica captada do sol para aquecimento da água do banho (energia solar). Outra fonte de combustível pode ser o gás, óleo, bagaço de cana de açúcar (biomassa) ou outro material.

Energia Cinética: Está presente quando algo está em movimento. Por exemplo, a energia das águas de rios (hidrelétricas), vento (eólica) ou das marés (ondomotriz). Essa modalidade de energia pode ser transformada em energia elétrica.

Energia Elétrica: A energia elétrica é a principal fonte de energia do mundo, em grande parte produzida nas usinas hidrelétricas. Porém, sua produção é também feita nas usinas eólicas, solares, termoelétricas, nucleares, etc (provenientes de outros tipos de energia, anteriormente apresentadas).

Todo Material é composto por moléculas formadas por átomos. Cada átomo é formado principalmente por três tipos de partículas: prótons, nêutrons e elétrons. Os prótons e nêutrons estão no centro do átomo, chamado núcleo e os elétrons em movimento em volta do núcleo. Materiais metálicos, contém elétrons que caminham, levando energia de um ponto ao outro. Por exemplo, de uma tomada pela fiação até a televisão. Esse movimento é chamado de energia elétrica ou eletricidade.

Fontes de Energia

Fontes de energia não renováveis (convencionais): As fontes de energia não renováveis são finitas / esgotáveis, como por exemplo, petróleo, gás, carvão, nuclear. Atualmente, grande parte de energia consumida no mundo proveniente de fontes não renováveis, como o petróleo e o carvão mineral, são responsáveis por grande parte da emissão (liberação) de gases de efeito estufa na atmosfera.

Energia Nuclear: A energia nuclear surge de reações no núcleo de átomos chamados de radioativos. Estas reações, em geral, dividem um átomo de um elemento químico em dois átomos diferentes liberando uma grande quantidade de energia, ocorrendo a chamada “fissão nuclear“. Este processo é uma reação química exotérmica e ocorre quando há grande liberação de energia.

O urânio é um mineral que passa por processos de purificação e concentração (chamados enriquecimento), antes de sua utilização. O chamado “ciclo do combustível nuclear”. A energia liberada durante o processo de fissão aquece o líquido, (água por exemplo), produzindo vapor e que em alta pressão movimenta as turbinas que acionam geradores elétricos.

No Brasil a INB – Indústrias Nucleares do Brasil realizam atividades de exploração de Urânio em Caetité (BA). A unidade da INB instalada em Caldas (MG), segundo informações no site do órgão, encontra-se em fase de descontaminação de suas instalações e terrenos desde 1995. [2]

Fontes de energia renováveis: As fontes de energia renováveis são consideradas inesgotáveis, pois se renovam constantemente ao serem usadas. São exemplos de fontes renováveis: hídrica / hidrelétrica (energia da água dos rios), solar (energia do sol), eólica (energia do vento), biomassa (energia de matéria orgânica), geotérmica (energia do interior da Terra), oceânica (energia das marés e das ondas) e hidrogênio (energia química da molécula de hidrogênio).

As fontes renováveis de energia são consideradas limpas, pois emitem menos gases de efeito estufa (GEE) que as fontes fósseis e, por isso, estão conseguindo uma boa inserção no mercado brasileiro e mundial.

Energia Hidráulica: A energia gerada por esta fonte vem da exploração das águas dos rios.  Nas usinas hidrelétricas, as águas movimentam as turbinas que transformam a energia potencial (do movimento da água) em energia mecânica e, consequentemente produz energia elétrica.

Energia Eólica: A energia eólica é obtida através do vento (movimento das massas de ar).  No processo de transformação da energia dos ventos em energia elétrica são usados aerogeradores, com hélices que se movimentam de acordo com a quantidade de vento.

Biomassa: A Matéria vegetal e orgânica existente, chamada de  “biomassa”, pode ser utilizada na produção de energia, como a lenha, bagaço de cana-de-açúcar, cavaco de madeira, resíduos agrícolas, algas, restos de alimentos e até excremento animal que, após sua decomposição, produzem gases que são usados para gerar energia.

Pode ser queimada para geração e aproveitamento do calor, além de originar compostos tais como álcool (etanol), óleos vegetais e gorduras, que são processados e usados como Biocombustíveis. 

Energia Geotérmica: A energia geotérmica ou energia geotermal (do grego geo: terra; térmica: calor) é a energia obtida do calor presente no interior da Terra. O núcleo da terra possui uma camada chamada manto, formada por magma (semelhante à lava dos vulcões) e rocha, e a última camada, mais externa é a crosta terrestre.

Esta fonte é utilizada geralmente em regiões com alta atividade vulcânica ou encontros de placas tectônicas. São exemplos os países: Islândia, Itália e Estados Unidos. O Brasil não apresenta potencial interessante de exploração dessa fonte energética para fins indiretos como a geração de eletricidade, restringindo-se a apenas para utilização direta, aqui fazendo menção às regiões de Poços de Caldas (MG) e Caldas Novas (GO).

Energia Oceânica: A energia gerada a partir desta fonte vem dos oceanos, de onde se aproveita o movimento das águas. São construídas barragens em locais de grande amplitude de maré, onde a passagem da água vai girar turbinas, transformando a energia cinética em eletricidade (maremotriz).

Hidrogênio: O processo de geração de energia ocorre a partir da reação do hidrogênio com oxigênio, produzindo calor. Nesse processo não há emissão de poluentes atmosféricos e nem geração de resíduos. Além disso, o hidrogênio pode também ser convertido em eletricidade por meio de células combustíveis.

Energia Solar: A energia solar é considerada uma fonte inesgotável que pode ser aproveitada na forma de calor ou na forma de luz. É considerada a melhor fonte de energia até o presente momento. A eletricidade pode ser gerada diretamente a partir do aproveitamento do calor nos painéis coletores térmicos, da luz (nos painéis fotovoltaicos) ou através do aproveitamento do calor (usina heliotérmica).

Nos painéis fotovoltaicos, a radiação solar (luz) interage com um material semicondutor (Silício), gerando eletricidade diretamente. Nas usinas solares chamadas de usinas heliotérmicas é utilizada a energia solar concentrada. 

Matriz Energética

A chamada Matriz Energética representa o conjunto de fontes disponíveis para suprir a necessidade (demanda) de energia. O mundo possui uma matriz energética composta, principalmente, por fontes não renováveis, como o carvão, petróleo e gás natural, conforme as imagens abaixo [3]:

Gráfico de percentuais das fontes na matriz energética mundial: petróleo e derivados 31,7% Carvão 28,1% Gás natural 21,6%
Fonte: EPE – Empresa de Pesquisa Energética

MATRIZ ENERGÉTICA MUNDIAL (Dados 2016/2017)

Gráfico dos percentuais das fontes: petróleo e derivados 36,5% derivados da cana 17,5% hidráulica 12,6% Gás natural 12,3%
Fonte: EPE – Empresa de Pesquisa Energética

MATRIZ ENERGÉTICA DO BRASIL (Dados 2016/2017)

MATRIZ ELÉTRICA: É formada pelo conjunto de fontes disponíveis para a geração de energia elétrica.

Gráfico de percentuais das fontes: carvão 39,3% gás natural 22,9% hidráulica 16% nuclear 10,6%
Fonte: EPE – Empresa de Pesquisa Energética

MATRIZ ELÉTRICA MUNDIAL (2016/2017)

Gráfico dos percentuais das fontes: hidráulica 68,1% gás natural 9,1% biomassa 8,2% solar e eólica 5,4%
Fonte: EPE – Empresa de Pesquisa Energética

Matriz Elétrica do Brasil (2016/2017): Comparação da utilização de fontes renováveis e não renováveis para a geração de energia elétrica no Brasil e no mundo. [3]

Brasil 82% renovável 18% não renovável Mundo 77% não renovável e 23% renovável
Fonte: EPE – Empresa de Pesquisa Energética

Desafios para Geração de Energia Limpa no Brasil.

O Brasil possui uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo. Em 2016/ 2017, cerca de 80% de toda a energia gerada no país foi por meio das fontes renováveis, a maior parte de fonte hídrica. Ocorre que o modelo brasileiro possui grande dependência de uma única fonte, no caso a matriz hídrica. Nesse sentido, há necessidade de maior investimento em geração e distribuição de energia limpa, e principalmente a solar.

Por ser um país com altos índices de irradiação solar, podemos dispor de um ótimo desempenho dos sistemas fotovoltaicos a partir dos fatores climáticos, em razão de sua eficiência em determinadas regiões serem muito mais satisfatória, por meio da captação dos raios solares.

História da Eletricidade no Brasil
A Energia no Brasil [4]

1879 – Dom Pedro II concedeu a Thomaz Alva Edison o privilégio de introduzir no país aparelhos e processos de sua invenção destinados à utilização da eletricidade na iluminação pública. Foi inaugurada na Estação Central da Estrada de Ferro Dom Pedro II, atual Central do Brasil, a primeira instalação de iluminação elétrica permanente.

1881 – A Diretoria Geral dos Telégrafos instalou, na cidade do Rio de Janeiro, a primeira iluminação externa pública do país em trecho da atual Praça da República.

1883 – Entrou em operação a primeira usina hidrelétrica no país, localizada no Ribeirão do Inferno, afluente do rio Jequitinhonha, na cidade de Diamantina. D. Pedro II inaugurou na cidade de Campos, o primeiro serviço público municipal de iluminação elétrica do Brasil e da América do Sul.

1889 – Entrou em operação a primeira hidrelétrica de maior porte do Brasil, Marmelos-Zero da Companhia Mineira de Eletricidade, pertencente ao industrial Bernardo Mascarenhas, em Juiz de Fora – MG.

1892 – Inaugurada, no Rio de Janeiro, pela Companhia Ferro-Carril do Jardim Botânico, a primeira linha de bondes elétricos instalados em caráter permanente do país.

1897 – Inauguração do serviço de iluminação elétrica em Belo Horizonte. Véspera da inauguração da cidade.

1899 – Criada em Toronto (Canadá) a São Paulo Railway, Light and Power Empresa Cliente Ltda – SP RAILWAY.

1901 – entrada em operação da usina hidrelétrica Parnaíba (atual Edgard de Souza) pertencente à São Paulo Light, primeira a utilizar barragem com mais de 15 metros de altura.

1903 – Aprovado pelo Congresso Nacional, o primeiro texto de lei disciplinando o uso de energia elétrica no país.

1904 – Criada em Toronto (Canadá) a Rio de Janeiro Tramway, Light and Power Empresa Cliente – RJ TRAMWAY.

1908 – Entrou em operação a Usina Hidrelétrica Fontes Velha, na época a maior usina do Brasil e uma das maiores do mundo.

1912 – Criada em Toronto (Canadá), a Brazilian Traction, Light and Power Empresa Cliente Ltd que unificou as empresas do Grupo Light.

1913 – Entrou em operação a Usina Hidrelétrica Delmiro Gouveia, primeira do Nordeste, construída para aproveitar o potencial da Cachoeira de Paulo Afonso no rio São Francisco.

1921 – inaugurada pela General Eletric, na cidade do Rio de Janeiro, a primeira fábrica de lâmpadas do país.

1927 – A American and Foreign Power EmpresaCliente – AMFORP iniciou suas atividades no país adquirindo o controle de dezenas de concessionárias que atuavam no interior de São Paulo.

1934 – Promulgado pelo presidente Getúlio Vargas o Código de Águas, assegurando ao poder público a possibilidade de controlar, rigorosamente, as concessionárias de energia elétrica.

1937 – O presidente Getúlio Vargas inaugurou no Rio de Janeiro o primeiro trecho eletrificado da Estrada de Ferro Central do Brasil.

1939 – O presidente Getúlio Vargas criou o Conselho Nacional de Águas e Energia – CNAE para sanear os problemas de suprimento, regulamentação e tarifa referentes à indústria de energia elétrica do país.

1940 – Regulamentada a situação das usinas termelétricas do país, mediante sua integração às disposições do Código de Águas.

1941 – Regulamentado o “custo histórico” para efeito do cálculo das tarifas de energia elétrica, fixando a taxa de remuneração dos investidores em 10%.

1945 – Criada, no Rio de Janeiro, a primeira empresa de eletricidade de âmbito federal, a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco – CHESF.

1952 – Criação da Centrais Elétricas de Minas Gerais – Cemig, atualmente denominada Companhia Energética de Minas Gerais S/A – Cemig. Criado o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico – BNDE para atuar nas áreas de energia e transporte.

1954 – Entrou em operação a primeira grande hidrelétrica construída no rio São Francisco, a Usina Hidrelétrica Paulo Afonso I, pertencente à Chesf. Entrou em operação a Usina Termelétrica Piratininga, a óleo combustível, primeira termelétrica de grande porte do Brasil.

1956 – Foi criada para administrar o programa energético do estado do Espírito Santo, a Escelsa, empresa posteriormente federalizada e que passou a fazer parte do Grupo Eletrobrás.

1957 – Criada a Central Elétrica de Furnas S.A., com o objetivo expresso de aproveitar o potencial hidrelétrico do Rio Grande para solucionar a crise de energia na Região Sudeste.

1960 – Como desdobramento da política desenvolvimentista do presidente Juscelino Kubitschek, conhecida como Plano de Metas, foi criado o Ministério das Minas e Energia – MME.

1961 – Durante a presidência de Jânio Quadros foi criada a Eletrobrás, constituída em 1962 pelo presidente João Goulart para coordenar o setor de energia elétrica brasileiro.

1962 – entrada em operação da usina hidrelétrica de Três Marias, pertencente a Centrais Elétricas de Minas Gerais S/A – Cemig e primeira a ser utilizada para a regularização do Rio São Francisco.

1963 – entrada em operação da maior usina do Brasil na época de sua construção, a usina hidrelétrica de Furnas, pertencente a Central Elétrica de Furnas – Furnas.

1965 – criação sob a sigla DNAE, do Departamento Nacional de Águas e Energia, transformado, em 1969, em Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica – DNAEE. Adoção do plano nacional de unificação de frequência em 60 Hz, de acordo com a recomendação do Conselho Nacional das Águas e Energia Elétrica – CNAEE.

1975 – Criados o Comitê de Distribuição da egião Sul-Sudeste – CODI e o Comitê Coordenador de Operação do Norte/Nordeste – CCON.

1979 – Depois de oitenta anos sob o controle estrangeiro, foi nacionalizada a Light Serviços de Eletricidade S.A. Entrou em operação a Usina Hidrelétrica Sobradinho, realizando o aproveitamento múltiplo do maior reservatório do país que regulariza a vazão do rio São Francisco. Foi autorizada pelo DNAEE a instalação do Sistema Nacional de Supervisão e Coordenação de Operação – SINSC.

1982 – O Ministério das Minas e Energia criou o Grupo Coordenador de Planejamento dos Sistemas Elétricos – GCPS.

1984 – Entrou em operação a Usina Hidrelétrica Tucuruí, da Eletronorte, primeira hidrelétrica de grande porte construída na Amazônia. Concluída a primeira parte do sistema de transmissão Norte-Nordeste, permitindo a transferência de energia da bacia amazônica para a região Nordeste. Entrou em operação a Usina Hidrelétrica Itaipu, maior hidrelétrica do mundo com 12.600 MW de capacidade instalada.

1985 – Constituído o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica – PROCEL, com o objetivo de incentivar a racionalização do uso da energia elétrica. Entrou em operação a Usina Termonuclear Angra I, primeira usina nuclear do Brasil.

1986 – entrou em operação o sistema de transmissão Sul-Sudeste, o mais extenso da América do Sul, transportando energia elétrica da Usina Hidrelétrica Itaipu até a região Sudeste.

1988 – Criada a Revisão Institucional de Energia Elétrica – REVISE, embrião das alterações promovidas no setor de energia elétrica durante a década de

1990 – Criado o Comitê Coordenador das Atividades do Meio Ambiente do Setor Elétrico – COMASE. Criado o Sistema Nacional de Transmissão de Energia Elétrica – SINTREL

1990 – O presidente Fernando Collor de Mello sancionou a Lei nº 8.031 criando o Programa Nacional de Desestatização – PND.

Grupo Tecnológico Operacional da Região Norte

Criado o Grupo Tecnológico Operacional da Região Norte – GTON, órgão responsável pelo apoio às atividades dos Sistemas Isolados da Região Norte e regiões vizinhas. Criado o Sistema Nacional de Transmissão de Energia Elétrica – SINTREL para viabilizar a competição na geração, distribuição e comercialização de energia.

1995 – As empresa controladas pela Eletrobrás foram incluídas no Programa Nacional de Desestatização que orientava a privatização dos segmentos de geração e distribuição. Realizado o leilão de privatização da Escelsa, inaugurando nova fase do setor de energia elétrica brasileiro em consonância com a política de privatização do Governo Federal.

1997 – Criada a Eletrobrás Termonuclear S.A. – ELETRONUCLEAR, empresa que passou a ser a responsável pelos projetos das usinas termonucleares brasileiras, Constituído o novo órgão regulador do setor de energia elétrica sob a denominação de Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL.

1998 – O Mercado Atacadista de Energia Elétrica – MAE foi regulamentado, consolidando a distinção entre as atividades de geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia elétrica. Foram estabelecidas as regras de organização do Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS, para substituir o Grupo Coordenador para Operação Interligada – GCOI.

1999 – A primeira etapa da Interligação Norte-Sul entrou em operação, representando um passo fundamental para a integração elétrica do país.

2000 – O presidente Fernando Henrique Cardoso lançou o Programa Prioritário de Termelétricas visando a implantação no país de diversas usinas a gás natural. Gerasul em parceria com a Itá Energética.

Entrou em operação, no mês de julho, a usina hidrelétrica Itá, na divisa dos municípios de Aratiba (RS) e Itá (SC). A conclusão das obras de aproveitamento foram levadas a termo pela Gerasul, em parceria com a Itá Energética, consórcio formado pelas empresas Odebrecht Química, Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e Cimentos Itambé. Em março de 2001, a usina atingiu a capacidade de 1.450 MW.

A importação de 1.000 MW de energia da Argentina, iniciada no mês de julho pela Companhia de Interconexão Energética (Cien), utilizou novas linhas de 500 kV e uniu as subestações de Rincón e Garabi (Argentina), Santo Ângelo e Itá (Brasil), constituindo a maior e mais importante compra de energia pelo Brasil da Argentina. Foi instituído, no mês de agosto, pela Lei nº 9.478, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Efetivamente instalado em outubro, o Conselho assumiu a atribuição de formular e propor ao presidente da República as diretrizes da política energética nacional.

2001 – Nesse ano, o Brasil vivenciou sua maior crise de energia elétrica, acentuada pelas condições hidrológicas extremamente desfavoráveis nas regiões Sudeste e Nordeste. Com a gravidade da situação, o governo federal criou, em maio, a Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica (GCE), com o objetivo de “propor e implementar medidas e natureza emergencial para compatibilizar a demanda e a oferta de energia elétrica, de forma a evitar interrupções intempestivas ou imprevistas do suprimento de energia elétrica”.

Em junho, foi implantado o programa de racionamento nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste e, em agosto, em parte da região Norte. Ainda no âmbito da crise de energia elétrica, no mês de agosto, o governo criou a empresa Comercializadora Brasileira de Energia Emergencial (CBEE) para realizar a contratação das térmicas emergenciais.

Entrou em operação, em agosto, a Usina Termelétrica Eletrobold (RJ), incluída no Programa Prioritário de Termelétricas (PPT). A usina foi construída pela Sociedade Fluminense de Energia (SFE), controlada pelo grupo norte-americano Enron, sendo equipada com oito grupos de geradores a gás natural e totalizando 380 MW de capacidade instalada.

Entrou em operação, em novembro, a Usina Termelétrica Macaé Merchant, no município de Macaé (RJ), também incluída no PPT. A usina foi construída pela empresa norte-americana El Paso Energy, tendo sido projetada para operar com vinte turbinas a gás natural, com capacidade total de 928 MW.

Entrou em operação, em dezembro, a primeira unidade da Usina Hidrelétrica Lajeado, na divisa dos municípios de Miracema do Tocantins e Palmas (TO). Construída pela Investco, consórcio liderado pelas empresas Rede Lajeado Energia, do Grupo Rede, e EDP Brasil, controlada pela Eletricidade de Portugal (EDP), a usina foi projetada para operara com cinco unidades geradoras, com capacidade total de 900 MW.Em dezembro, terminou o racionamento na região Norte.

2002 – Entrou em operação, em fevereiro, a Usina Hidrelétrica Machadinho, na divisa dos municípios de Maximiliano de Almeida (RS) e Piratuba (SC). Foi construída por consórcio formado pela Gerasul, Celesc, CEEE, Departamento Municipal de Eletricidade de Poços de Caldas e grandes empresas privadas consumidoras de energia, como a Alcoa Alumínio, a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), a Valesul Alumínio, a Companhia de Cimentos Portland Rio Branco e a Camargo Corrêa Cimentos. Em julho, entrou em operação a terceira e última unidade geradora da usina, perfazendo o total de 1.140 MW. Em fevereiro, terminou o racionamento nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.

Usina Hidrelétrica Cana Brava

Entrou em operação, em maio, a Usina Hidrelétrica Cana Brava, na divisa dos municípios de Cavalcanti e Minaçu (GO), com capacidade de geração de 450 MW, alcançada quatro meses após a inauguração. A Companhia Energética Meridional (CEM), empresa constituída pela Tractebel, é a empresa responsável pela construção e operação da usina, e do sistema de transmissão associado.

Em junho, foi extinta a Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica (GCE), substituída pela Câmara de Gestão do Setor Energético (CGSE), vinculada ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). A CGSE foi encarregada de propor ao CNPE diretrizes para a elaboração da política do setor de energia elétrica, além de gerenciar o Programa Estratégico Emergencial para o aumento da oferta de energia.

2003 – O Governo Federal lançou em novembro o programa Luz para todos, objetivando levar, até 2008, energia aos 12 milhões de brasileiros que não têm acesso ao serviço. Deste total, 10 milhões estão na área rural. A gestão do programa será compartilhada entre estados, municípios, agentes do setor elétrico e comunidades.

Entrou em operação comercial em novembro a 15ª unidade geradora hidráulica da Usina Hidrelétrica Tucuruí. É a terceira máquina da segunda etapa, que irá acrescentar mais 375 MW de potência à usina. As obras irão ampliar a capacidade de geração, de 4.245 MW para 8.370 MW, possibilitando o atendimento a mais de 40 milhões de pessoas. Tucuruí passará a ser a maior hidrelétrica nacional.

2004 – Foi inaugurada em janeiro a PCH Padre Carlos, em Poços de Caldas (MG). A usina tem capacidade para gerar 7,8 MW e é um reforço no atendimento aos 52 mil consumidores da área de concessão do Departamento Municipal de Eletricidade de Poços de Caldas e integra um conjunto de cinco pequenas centrais hidrelétricas já em operação na área.

O novo modelo do setor elétrico foi aprovado com a promulgação, em março, das Leis nº 10.847 e nº 10.848, que definiram as regras de comercialização de energia elétrica e criaram a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) , com a função de subsidiar o planejamento técnico, econômico e sócio ambiental dos empreendimentos de energia elétrica, petróleo e gás natural e seus derivados e fontes energéticas renováveis. O novo modelo definiu a oferta de menor tarifa como critério para participação nas licitações de empreendimentos, estabeleceu contratos de venda de energia de longo prazo e condicionou a licitação dos projetos de geração às licenças ambientais prévias.

No âmbito desta nova legislação, foram criados a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) e o Comitê de Gestão Integrada de Empreendimentos de Geração do Setor Elétrico (CGISE), a Eletrobrás e suas controladas foram retiradas do Programa Nacional de Desestatização (PND) e a Eletrosul foi autorizada a retomar a atividade de geração. A empresa mudou sua denominação para Eletrosul Centrais Elétricas S.A.

Complexo Energético do Rio das Antas

2005 – Em janeiro, foi inaugurada em Veranópolis (RS) a Usina Hidrelétrica Monte Claro, com capacidade para gerar 130 MW. A usina integra, junto com as usinas 14 de Julho e Castro Alves, o Complexo Energético do Rio das Antas, na região Nordeste do estado. A obra é um dos empreendimentos de geração com entrada em operação prevista para este ano, sendo 11 hidrelétricas e uma térmica. Com 2.995 MW de capacidade instalada, esse conjunto de usinas vai aumentar em 4,4% a capacidade instalada de geração no país.

O sistema de fornecimento de energia elétrica no Espírito Santo foi reforçado, em março, com a inauguração da Linha de Transmissão Ouro Preto 2 – Vitória e da ampliação da subestação de Vitória. A obra, realizada em 15 meses, prazo recorde na construção de linhas de transmissão, melhora a qualidade e a confiabilidade do sistema e reduz a possibilidade de falta de energia elétrica por falhas nas linhas de transmissão. Com a nova linha de transmissão o Espírito Santo deixa de ser ponta do sistema elétrico e passa a contar com caminhos alternativos de suprimento de energia.

Foram assinados os contratos de concessão para a implantação de 2.747 quilômetros de 10 novas linhas de transmissão. As obras significarão investimentos de R$2,06 bilhões e deverão estar concluídas até 2007. As linhas foram arrematadas, em leilão realizado em 2004, por 10 empresas brasileira e três espanholas. As concessões têm duração de 30 anos e a construção dos novos empreendimentos beneficiará 140 municípios de 11 estados: Ceará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará,Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo.

Protocolo de Intenção para cooperação e formação de parcerias

A Eletrobrás e a Korea Electric Power Corporation (Kepco), da Coréia do Sul, assinaram Protocolo de Intenção para cooperação e formação de parcerias para investimentos conjuntos em projetos nos segmentos de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica no Brasil e na América Latina. A Kepco é uma empresa estatal sul-coreana com atividades similares às da Eletrobrás. O protocolo prevê a avaliação do uso de todas as opções disponíveis de combustível, incluindo o carvão, outros combustíveis fósseis, energia renovável e, eventualmente, energia nuclear.

Em abril foi inaugurada em Belém (PA) uma usina de produção de biodiesel do Grupo Agropalma. A unidade tem capacidade para produzir 8 milhões de litros de biodiesel por ano e a empresa utilizará como matéria-prima resíduos do processamento de palma. Maior produtora de óleo de palma da América Latina, a Agropalma domina todo o ciclo de produção e produz quase a totalidade de matéria-prima vegetal utilizada, cerca de 120 mil toneladas. A primeira usina brasileira de produção do biodiesel foi inaugurada em março, em Cássia (MG), e o combustível já está sendo comercializado em Belo Horizonte.

Plano Decenal de Expansão de Energia Elétrica

2006 – A empresa de Pesquisa Energética (EPE) concluiu em março de 2006, os estudos do Plano Decenal de Expansão de Energia Elétrica – PDEE 2006-2015, propondo diretrizes, metas e recomendações para a expansão dos sistemas de geração e transmissão do país até 2015. O documento foi apresentado como marco da retomada do planejamento do setor de energia elétrica. O Plano foi o primeiro documento do gênero elaborado pela EPE e deverá ser atualizado anualmente. Dessa forma, o governo pretende retomar uma prática consagrada nas décadas de 1980 e 1990 pelo extinto Grupo Coordenador do Planejamento dos Sistemas Elétricos (GCPS).

2007 – Em fevereiro de 2007 foi ativada a primeira turbina da usina hidrelétrica Campos Novos, marcando o início da operação comercial do empreendimento. Localizada no rio Canoas, em Santa Catarina, a usina exigiu a construção da maior barragem do tipo enrocamento e face de concreto já executada no país, com 202 metros de altura e comprimento de crista de 592 metros. As outras duas unidades de geração, assim como a primeira, terão, cada uma, potência máxima instalada de 293,3 MW e devem entrar em funcionamento ainda este ano.

Em 10 de dezembro de 2007, o consórcio Madeira Energia vence o leilão da usina hidrelétrica Santo Antônio promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O consórcio, formado pelas empresas Odebrecht Investimentos em Infraestrutura Ltda., Construtora Norberto Odebrecht S.A, Andrade Gutierrez Participações S.A., Cemig Geração e Transmissão S.A., Furnas Centrais Elétricas S.A. e pelo Fundo de Investimentos e Participações Amazônia Energia (FIP), construirá a primeira das duas usinas do Complexo do Rio Madeira, em Rondônia, que vai fornecer mais de 6.000 megawatts para o sistema interligado nacional, energia suficiente para atender 25 milhões de pessoas.

2008 – A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, em 8 de janeiro de 2008, modelo de contrato de permissão para as cooperativas de eletrificação rural atuarem como distribuidoras de energia.  A permissão será concedida por 20 anos, a partir da assinatura  de contrato, sem direito a prorrogação. Entre as imposições às cooperativas, está o veto ao desempenho de outras atividades; a mudança da relação com os associados, que passam a condição de consumidores detentores de direitos e obrigações; o ingresso das cooperativas como agentes no ambiente regulado; e os estabelecimentos de obrigações do serviço a ser prestado.

Foi publicada no Diário Oficial da União, em 8 de abril de 2008, a Lei nº 11.651, que amplia o campo de atuação da Centrais Elétricas Brasileiras S.A.  (Eletrobrás). A sanção, concedida sem vetos pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, permite que a holding tenha participações majoritárias em empreendimentos, além de flexibilizar os negócios e atuação  da empresa no exterior.

2009 – O Ministério de Minas e Energia (MME) aprovou, em 3 de agosto de 2009, o Plano Decenal de Expansão de Energia 2008-2017 que, além de consubstanciar as políticas públicas para o setor emanadas pelo Conselho Nacional de Política Energética, é utilizada na elaboração do Programa de Licitações de Usinas e de Linhas de Transmissão. Segundo o MME, o novo Plano Decenal leva em consideração as contribuições recebidas em processo de consulta pública, introduzindo ajustes e definindo melhorias para o próximo ciclo de planejamento.

Acordo entre Brasil e Paraguai

Os governos do Brasil e Paraguai assinaram, em 1º de setembro de 2009, em Assunção, acordo sobre a venda da energia gerada por Itaipu. O Brasil triplicará o valor pago ao Paraguai, a título de direito de cessão, que passará dos atuais US$ 120 milhões para US$630 milhões por ano. Além disso, um grupo de trabalho formado por especialistas dos dois países deverá analisar a possibilidade de venda da energia pela estatal paraguaia Ande diretamente às distribuidoras.

O grupo vai debater ainda a possibilidade de venda da energia a outros países após 2023, quando se encerra o tratado e o pagamento pela usina, ficou acertado também que Itaipu arcará com os custos da modernização de uma linha de transmissão entre a usina e Villa Hayes, ampliando sua capacidade para 500 Kw, o que permitirá que o Paraguai disponha de mais energia.

O governo federal editou, no dia 30 de dezembro de 2009, o Decreto nº 7.058, alterando artigo do Decreto nº 93.872, de 1986, e liderando as autarquias federais, empresas públicas, sociedade de economia mista, fundações e entidades sob controle acionário da União para conceder aval, fiança ou garantia de qualquer espécie a obrigações contraída por pessoa física ou jurídica. Com a medida, as empresas estatais do setor de energia elétrica, que possuam concorrentes privados, passam a poder conceder garantias financeiras para as operações de suas controladas ou subsidiárias. [5]

Evolução da Estrutura de Oferta de Energia de 1970 a 2030

Evolução da Estrutura de Oferta de Energia de 1970 a 2030. ISO 50001 - Gestão de Energia
Fonte: EPE – Empresa de Pesquisa Energética

Atualmente há uma clara tendência de diversificação da matriz energética brasileira. De acordo com dados apresentados pelo EPE, em 1970 apenas duas fontes de energia, petróleo e lenha, respondiam por 78% do consumo, enquanto no ano de 2000, havia três fontes que correspondiam a 74% do consumo: petróleo, lenha, a energia hidráulica.

O que se projeta para 2030 é uma situação em que quatro fontes serão necessárias para satisfazer 77% do consumo: petróleo e energia hidráulica, cana-de-açúcar e gás natural — com redução da importância relativa da lenha.

Considerações sobre a Gestão de Energia

Cabe ressaltar que, no Brasil as energias de matrizes renováveis estão em crescimento exponencial notável, em especial a eólica e a solar. No final do ano de 2019 foi discutido no CAE – no Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal, uma proposta de alteração na Resolução Normativa (REN) 482 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que prevê a taxação da geração distribuída (incluída a geração de energia solar – fotovoltaica).

Entretanto, especialistas e economistas afirmam que tal medida poderá inviabilizar o avanço do setor, aumentando o tempo de retorno do investimento, dos atuais seis anos para 26 anos, mais do que a duração média dos painéis fotovoltaicos[6].  

Um país que almeja estar entre as primeiras economias do mundo necessita de energia para desenvolver sua produção (seja grãos, minério, matérias primas, alimentos, produtos industriais, bens de consumo, entre outros).

Às organizações cabe administrar seu uso, consumo e linha de base energética, os impactos ambientais, inovações e tecnologia, questões financeiras, e a possibilidade de aplicação dos chamados “projetos verdes”. Todas estas questões brevemente abordadas são vitais no momento econômico e social no qual estamos inseridos, e merecem atenção especial e participação da Sociedade.

Por que ter um sistema de Gestão de Energia?

Nesse sentido, é extremamente necessário que a organização possua uma SGE – SISTEMA DE GESTÃO DE ENERGIA, seja de qualquer ramo e atividade econômica.

A Verde Ghaia possui uma equipe especializada e com conhecimento técnico para auxiliar sua organização na implantação do SGE – Sistema de Gestão de Energia conforme ISO 50001 (e outros caso desejar realizar a implantação integrada, como Sistema de gestão de qualidade – ISO 9001, saúde e segurança ocupacional – ISO 45001, gestão ambiental – ISO 14001, responsabilidade social – SA 8000 / ISO 16001, entre outros).

Além disso, através do Módulo LIRA a organização terá acesso a todos os requisitos legais aplicáveis ao seu negócio e atividade econômica, sendo monitorada e atualizada por nossa equipe de especialistas através da carta de atualizações.

A Verde Ghaia disponibiliza uma equipe de consultores aptos e especializados em realização de ACL – Auditoria de Conformidade Legal, verificando o atendimento de requisitos legais.

Entre em contato com nossa equipe, realize sua ACL – Auditoria de Conformidade legal e trabalhe já a implantação de seu Sistema de Gestão de Energia.

Edson Filho / Consultor Jurídico


Fontes Bibliográficas:  

[1] Fonte: Fonte: http://michaelis.uol.com.br/busca?r=0&f=0&t=0&palavra=energia

[2] Fonte: http://www.inb.gov.br/A-INB/Onde-estamos/Caldas

[3] Fonte: EPE – Empresa de Pesquisa Energética

[4] fonte: CEMIG

[5] Fonte: Memória da Eletricidade – Eletrobrás (atualizado em 13 abr./2012)

[6] https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2019/10/31/senadores-criticam-proposta-da-aneel-para-taxar-geracao-de-energia-solar

Referência bibliográfica

http://www.cemig.com.br/pt-br/a_cemig/Nossa_Historia/Paginas/historia_da_eletricidade_no_brasil.aspx

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-33002007000300003

https://www.revistaespacios.com/a17v38n01/a17v38n01p08.pdf

http://www.epe.gov.br/pt/abcdenergia/fontes-de-energia

http://www.absolar.org.br/

https://www.portalsolar.com.br/mercado-de-energia-solar-no-brasil.html

https://www.portal-energia.com/aneel-taxa-energia-solar-paineis-solares-148040/

Quais os benefícios da ISO 14001 as empresas?

 

A ISO 14001 é a Norma Internacional que define os parâmetros para se implementar um sistema de gestão ambiental nas empresas. Ela é projetada para ajudar as organizações a inserirem responsabilidades ambientais em seus processos internos, porém sem desconsiderar a necessidade de obtenção de lucro e de expansão dos negócios.

Assim como a ISO 9001, a ISO 14001 também é baseada no ciclo PDCA (plan-do-check-act/planejar-fazer-verificar-agir), ferramenta de gestão que visa promover a melhoria contínua dos processos, principalmente porque a ISO 14001 se concentra na causa do problema, e não em suas consequências (e quando falamos em gestão ambiental, prevenção é a palavra-chave).

Pode implementar Sistema de Gestão Ambiental

Sabemos que a implementação de um sistema de gerenciamento ambiental pode ser um desafio para as empresas de pequeno e médio porte, afinal nem sempre é possível adotar algumas medidas que exigem investimento e infraestrutura, como a instalação de painéis solares, por exemplo. Ou então o tempo da equipe é limitado, já que empresas menores normalmente contam com um quadro mais enxuto.

A boa notícia é que existe um manual da ISO projetado exatamente para ajudar as pequenas e médias empresas a melhorarem seu desempenho ambiental sob as diretrizes da ISO 14001. O manual ISO 14001:2015 Sistemas de gestão ambiental – Um guia prático para as PME, é uma versão adaptada às organizações menores sem ignorar os aspectos mais importantes da edição mais recente da Norma.

Por que adotar a ISO 14001:2015?

Para que a adoção da ISO 14001:2015 funcione numa empresa de menor porte, é preciso estar atento a algumas diferenças em relação às companhias maiores.

Primeiro, você precisa compreender quais são os requisitos ambientais legais pertinentes à sua organização. Para fazê-lo, será preciso analisar como os processos de sua empresa interagem com o meio ambiente. Mesmo que sua empresa seja um escritório de contabilidade com dez funcionários, o impacto ambiental vai existir (consumo de água, de energia elétrica, desperdício de papel, reciclagem do lixo, uso de produtos químicos na limpeza etc).

Toda atitude é válida, já que toda ação realizada dentro da empresa pode impactar diretamente nos funcionários, que levarão o conhecimento para casa, aplicando junto a familiares, que por sua vez também disseminarão o aprendizado para amigos e conhecidos, criando assim uma corrente do bem para reduzir o impacto ambiental em diversos lugares!

É preciso também pensar no investimento disponível. Empresas de menor porte nem sempre têm capital para aplicar em inovações ou em grandes reformas. Mas nem por isso as ações devem ser limitadas. Calcule, por exemplo, a quantidade de folhas de papel não aproveitada pelos seus funcionários (impressões manchadas, duplicadas, rascunhos…); as sobras de papel podem seguir para uma empresa de reciclagem e se transformar em outras coisas (até mesmo em blocos de papel reciclado para sua própria empresa).

Vantagens da ISO 14001 para as Pequenas Empresas

E as empresas menores têm uma vantagem: são ambientes onde ações simples funcionam muito bem. Se você cortar o uso de copos descartáveis, por exemplo, não apenas economizará na compra do item, como vai ajudar muito a natureza. A Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos (ABRELPE) estima que cerca de 720 MILHÕES de copos descartáveis são consumidos no Brasil por DIA, o que corresponde a 1500 toneladas de resíduos plásticos produzidos diariamente. De acordo com dados da ONU, o plástico representa 80% do lixo do oceano [1].

Lembrando também que todas as empresas brasileiras precisam seguir a legislação, independentemente do seu tamanho. Esteja ciente de que, dependendo do seu negócio, você precisará obter a licença de operação, o certificado de movimentação de resíduos de interesse ambiental (Cadri), a licença para produtos químicos controlados etc.

Além disso, todo empresário deve estar ciente da Política Nacional de Resíduos Sólidos, Lei nº 12305 de 02 de agosto de 2010, que vigora desde 2014. Ela determina que nenhum resíduo a ser reaproveitado pode ser descartado como se fosse lixo domiciliar. A solução seria realizar um levantamento de todos os resíduos gerados em todos os setores da sua empresa, fazer a coleta de forma segregada e aí fazer a destinação final.

Benefícios da ISO 14001 para as pequenas e médias empresas

Mesmo precisando adaptar a metodologia para implementar a ISO 14001, as pequenas e médias empresas certamente são capazes de obter a mesma proporção de resultados de desenvolvimento sustentável que qualquer grande empresa. Veja alguns dos ganhos:

  • Minimização de impactos ambientais
  • Ganho e vantagem competitiva perante a concorrência
  • Possibilidade de abertura de novos negócios
  • Melhorias na eficiência operacional
  • Economia de custos, principalmente no que diz respeito ao consumo de energia, água e gerenciamento de resíduos
  • Ganho de credibilidade e confiança perante agências reguladoras, clientes e quaisquer outras partes interessadas

Lembrando que a ISO 14001:2015 pode ser adotada no todo ou apenas em parte para melhorar a gestão ambiental da sua organização.

Como a Consultoria Online pode ajudar?

A Verde Ghaia possui um sistema de consultoria online que oferece modelos de planos de ação, treinamento online e acompanhamento diário das atividades da sua empresa — porém, a um custo muito menor do que a consultoria presencial. Sua implantação pode ser realizada sob o menor tempo possível, sem necessidade de deslocamentos ou investimentos compatíveis com uma grande empresa. É o sistema ideal para empresas de pequeno e médio porte.

 A Verde Ghaia é especialista em Sistemas de Gestão, desde o planejamento à implementação, e ao longo dos anos tem auxiliado muitas organizações na conquista de certificações, oferecendo também tecnologia de ponta para o monitoramento de requisitos legais aplicáveis e conformidades legais.


Fonte: http://www.impactounesp.com.br/2018/05/copos-plasticos-qual-e-o-impacto-do.html


O que é Desenvolvimento Sustentável?

 

O Desenvolvimento Sustentável é um conceito criado em 1983 pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, da Organização das Nações Unidas (ONU), cuja proposta é aliar o desenvolvimento econômico à preservação e desenvolvimento ambiental. 

Em 2015, a ONU definiu 17 objetivos do desenvolvimento sustentável, os quais deverão reger as políticas nacionais e atividades de cooperação internacional dos Estados membros da ONU até 2030. São eles:

  1. Erradicar a pobreza
  2. Erradicar a fome
  3. Saúde de qualidade
  4. Educação de qualidade
  5. Equidade de gênero
  6. Água potável e saneamento
  7. Energias renováveis e acessíveis
  8. Trabalho digno e crescimento econômico
  9. Indústrias, inovação e infraestruturas
  10. Redução das desigualdades
  11. Cidades e comunidades sustentáveis
  12. Consumo e produção responsáveis
  13. Ação contra a mudança global do clima
  14. Vida na água
  15. Vida terrestre
  16. Paz, justiça e instituições eficazes
  17. Parcerias e meios de implementação

Desenvolvimento Sustentável proposto pela ONU

Embora bem-intencionados, alguns dos objetivos propostos pela ONU soam vagos em alguns aspectos. É como aquela pessoa que deseja muito “ser rica”, mas não faz a menor ideia de como chegar ao seu objetivo (ou não toma ações realistas para atingi-lo).

O que é desenvolvimento sustentavel?

Se uma empresa deseja fazer sua parte e aderir ao desenvolvimento sustentável, ela necessita de ações mais objetivas. Sendo assim, selecionamos algumas medidas de fácil adesão:

  • Utilização consciente dos recursos naturais: podem ser desde ações simples no dia a dia – como incentivar funcionários a não desperdiçarem água nos banheiros ou na cozinha – a questões mais complexas, como um programa para gestão da matéria-prima ou a instalação de painéis solares na empresa.     
  • Mudança nos padrões de consumo: um bom jeito de fazer isso, é eliminando o uso de copos descartáveis e incentivando os funcionários a levarem suas canecas de louça para o escritório. Também pode-se reavaliar o consumo de papel, de energia elétrica etc.
  • Programas de conscientização: todos os funcionários devem receber instruções constantes sobre ações socioambientais. Uma boa ideia é instituir algum tipo de programa anual, como uma “Semana de Conscientização Ambiental”, com ciclos de palestras e dinâmicas. Ou então realizar programas nos quais os funcionários colaborem pessoalmente (montando grupos para ajudar a recolher lixos em parque e praias, por exemplo).
  • Reciclagem: se sua empresa ainda não possui um programa de reciclagem, está na hora de pensar no assunto. Inclusive, é possível converter resíduos em fonte de renda. A empresa VG Resíduos é um programa da Verde Ghaia que conecta diretamente fornecedores de resíduos e partes interessadas em utilizá-los como matéria-prima, a fim de incentivar o reaproveitamento de descartes.
  • Reflorestamento: Muitas empresas fazem parte de programas de reflorestamento. Procure os órgãos administrativos e governamentais de sua cidade ou estado para saber como participar.
  • Sistema de gestão ambiental: implemente um sistema de gestão ambiental. Se bem coordenado, ele pode modificar completa e positivamente as diretrizes ambientais de sua empresa. Se não faz ideia de como começar, uma boa ideia é seguir os tópicos da ISO 14001, a norma internacional voltada exatamente para a implementação de um sistema de gestão ambiental. Ela é projetada para ajudar as empresas a adequarem suas responsabilidades ambientais aos seus processos internos, tudo sem perder o sucesso comercial.

Medidas para o Desenvolvimento Sustentável

Lembrando que muitas medidas para o desenvolvimento sustentável se aliam às conformidades necessárias para se obter licenças ambientais, as quais muitas vezes são imprescindíveis para que uma empresa tenha  autorização para operar. Além disso, estando em dia com questões ambientais, você cumpre e legislação e evita prejuízos e multas desnecessárias por agressão à natureza.

Além disso, antes de fechar contrato, muitas empresas internacionais exigem a comprovação de medidas que prezam por valores ambientais.

Simplesmente não existe desvantagem em aderir a um programa de desenvolvimento sustentável. Basta adequar as medidas ao tamanho e capacidade de sua organização.

Como a consultoria especializada pode ajudar?

O Programa de Sustentabilidade da Verde Ghaia tem como premissa criar um ambiente colaborativo, solidário, consciente e que estimule o desenvolvimento e a produtividade. Para isso, ele está sendo desenvolvido por colaboradores voluntários da empresa, tendo como apoiadores as áreas de Gestão de Pessoas, Comunicação e Diretoria Técnica.

O programa tem como base os pilares ambiental, social e econômico/qualidade, sendo norteado pelas normas internacionais ISO 90001 (qualidade), ISO 14001 (meio ambiente), SA8000/NBR 16001/ISO 260001 (responsabilidade social), OHSAS 18001 (saúde e segurança ocupacional) e ISO 14064 (mudanças climáticas).

Fale conosco e saiba como obter uma empresa que adota em seu processos a sustentabilidade!


Indicadores de risco para atender Requisitos Legais?

 

No artigo de hoje, faremos uma explanação de como atender Requisitos Legais através de Indicadores.

Entenda sobre os Riscos do negócio

Risco é definido como “acontecimentos, condições ou circunstâncias futuras que podem provocar impacto, normalmente negativo, em um projeto ou empreendimento, como prejuízos ou danos”. É a probabilidade de algo vir a ocorrer. Mas ao contrário de ser algo apenas negativo, como a própria norma ISO 31000 afirma, o risco pode apresentar também uma oportunidade para o negócio.

Então, indicadores de risco são indicadores sobre os principais riscos aos quais uma organização está exposta. Explicando melhor, são as métricas utilizadas pelas empresas para verificarem qual é o potencial de exposição a um determinado risco, como se antecipar à ocorrência de um risco e reduzir seus impactos negativos ou, ainda, como maximizar alguma oportunidade.

Através desses indicadores, ou seja, dessas métricas, torna-se possível monitorar o nível de risco de uma área ou da própria organização como um todo. Assim sendo, os indicadores de risco fornecem informações significativas para o atingimento de metas estratégicas, sinalizando a necessidade de ações a serem tomadas, dando suporte à análise crítica dos resultados e às tomadas de decisão, e é exatamente por isso que devem estar alinhados aos objetivos da empresa.

O que os Indicadores de Risco geram para a empresa?

Os indicadores de risco atendem a cinco requisitos: são mensuráveis, previsíveis, comparáveis durante um período de tempo, devem ter uma pessoa responsável por cada indicador, e devem estar inseridos dentro do contexto do negócio.

Portanto, são os indicadores de risco os responsáveis por medirem os riscos potenciais e por permitirem ações em tempo hábil, garantindo, desse modo, o sucesso de uma organização. Nisso reside a sua extrema importância para todas as empresas. Por isso, os indicadores de risco devem estar sempre associados às áreas do negócio cujo não atendimento à legislação causa maior impacto no sucesso/desempenho da organização, podendo assim contribuir no gerenciamento e no atendimento aos requisitos legais aplicáveis.

Como avaliar os indicadores de risco?

Os indicadores de risco, ao permitir monitorar diversos processos internos e externos, o desempenho de cada um e da atividade como um todo, ajuda a identificar o que deve ser foco de atenção visando o atendimento dos requisitos legais. É por este motivo que se torna necessário buscar sempre por indicadores que possam contribuir realmente para tornar esse processo eficiente e garantir a manutenção do sistema de gestão.

Um dos pontos a ser destacado para que isso aconteça é que os gerentes/diretores das mais diversas áreas da organização se comuniquem entre si. Por exemplo, o gerente do departamento de qualidade deve falar com o da área ambiental e ambos com o da área de segurança e saúde ocupacional, que também precisam conversar com o administrativo e o financeiro. E assim por diante.

Todos os departamentos devem manter esse diálogo, de modo que todos deixem claro os gastos ocorridos com multas, sanções, retrabalho, corretivos. São esses dados que farão diferença para a alta direção compreender a importância de se investir num sistema de gestão que gere indicadores com dados assertivos para as tomadas de decisão.

Portanto, se toda a decisão estratégica é feita com base nos indicadores que se controla na gestão, é preciso que a organização sempre esteja em busca dos indicadores mais adequados para seu negócio, que sejam capazes de apontar para estratégias de crescimento e de novas oportunidades de negócio, bem como para o crescimento sustentável da organização.

Como usar os indicadores para gerenciar requisitos?

Hoje a modernidade e a tecnologia vieram para facilitar as nossas vidas. E com os indicadores de risco para o gerenciamento do atendimento aos requisitos legais de uma organização não foi diferente.

Há 20 anos a Verde Ghaia é referência no mercado nacional na assessoria e monitoramento dos requisitos legais. A empresa sempre está em busca do que existe de mais moderno e inovador, desenvolvendo metodologias próprias para simplificar a vida de seus clientes.

A Verde Ghaia desenvolveu o SOGI, o seu Software Online de Gestão Integrada, que já está em sua oitava geração e agora conta com inteligência artificial também para ajudar no processo de monitoramento de leis (se quiser saber sobre essa inovação da Verde Ghaia, é só clicar aqui).

Como atender requisitos legais?

O SOGI é uma ferramenta que ajuda as organizações no gerenciamento do atendimento aos requisitos, sendo capaz de gerar indicadores de riscos condizentes ao andamento dos atendimentos da organização, contribuindo assim para a gestão das obrigações mais críticas e mais personalizada. Por ser um software para a gestão integrada, ele agrega diversas funcionalidades, de modo que você possa fazer uma gestão baseada na prevenção de riscos.

Com o SOGI os clientes da Verde Ghaia que o utilizam conseguem administrar seus indicadores com mais assertividade e realmente fazer a sua gestão. Por exemplo, de maneira bem simples e intuitiva é possível verificar quais os requisitos de maior ou menor risco, que precisam ser atendidos prioritariamente, o custo do atendimento dos requisitos (e também do não seu atendimento), sendo possível também elaborar gráficos e relatórios que ilustram melhor o cenário atualizado da empresa em relação ao atendimento legal dos requisitos. E a gestão pode ser feita por cada unidade corporativa ou de todo o grupo de empresas, de forma geral.

São tantas vantagens e benefícios para uma organização que fica difícil falar tudo em um texto só. Então, para saber mais sobre o SOGI e sobre indicadores de risco, entre em contato com os consultores Verde Ghaia e descubra porque melhorar todos os seus resultados só depende de uma decisão sua!

Agora é a sua vez de definir com a sua equipe como atender requisitos legais do seu negócio. Se houver alguma dúvida, Fale conosco! A Verde Ghaia possui uma equipe capacitada para te auxiliar.