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Saiba tudo sobre conceito e aplicação da Norma ISO 22000


 

A versão 2018 da ISO 22000 acaba de ser publicada, agora em Junho. A nova versão cancela e substitui a ISO 22000:2005.Portanto, a partir da data de publicação da nova versão, começa a contar o tempo para fazer a transição.  (upgrade da Certificação ISO 22000).

Especialistas em segurança de alimentos de mais de 30 países participaram da atualização desta norma. E as empresas que já são certificadas na versão antiga têm o prazo de três anos.

 ISO 22000

A ISO 22000 estabelece requisitos para Sistemas de Gestão de Segurança de Alimentos que são aplicáveis a qualquer organização. E que também façam parte da cadeia produtiva de alimentos, independente do tamanho e da complexidade ou se são direta ou indiretamente envolvidas.

São exemplos de empresas que podem implementar e certificar na ISO 22000:

Produtores de alimentos para animais;
Pecuaristas e agricultores;
Produtores de insumos;
Indústrias de alimentos;
Varejistas;
Serviços de alimentação;
Serviços de catering e limpeza;
Serviços de sanitização;
Transporte;
Armazenamento e distribuição;
Fornecedores de equipamentos;
Produtos de limpeza;
Materiais de embalagem;
E outros materiais de contato com alimentos.

Papel da ISO 22000:2018

O objetivo da ISO 22000 é harmonizar em nível global os requisitos para a gestão da segurança de alimentos para organizações dentro da cadeia alimentar. Por conseguinte, destina-se particularmente à aplicação por organizações que buscam um sistema de gerenciamento de segurança de alimentos mais focado, coerente e integrado. Além do que, o normalmente exigido pelas legislações aplicáveis. A ISO 22000 estimula e garante uma concorrência justa no mercado.

Sistema de Gestão baseada na ISO 22000

Além disso, o sistema de gestão baseado na ISO 22000, apoia os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, reduzindo as doenças transmitidas por alimentos e apoiando uma melhor saúde pública.

A segurança dos alimentos está relacionada com a presença de riscos no alimento, os quais podem ser introduzidos em qualquer estágio da cadeia alimentar. A gestão da segurança dos alimentos abrange a prevenção, eliminação e o controle destes riscos. Portanto, a identificação e o adequado controle por todas as partes envolvidas na cadeia alimentar são essenciais.

A ISO 22000 consolida as condições relativas ao comércio, comunicação, transporte e produção de toda a cadeia. A comunicação é o princípio básico para garantir que todos os perigos estejam controlados. Visto que, desde a primeira publicação da ISO 22000 em 2005, os usuários ao longo da cadeia de fornecimento têm enfrentado novos desafios de segurança dos alimentos. Dessa forma, estimulou-se a necessidade de revisão do padrão.

Melhorias na Gestão de Risco

A nova edição da ISO 22000 sobre sistemas de gestão de segurança de alimentos apresenta uma melhoria na gestão de riscos da segurança dos alimentos. Contudo, a implementação de um SGSA (sistema de gestão de segurança de alimentos) é uma decisão estratégica de cada organização. A qual provê o aumento de sua capacidade de fornecer consistentemente alimentos e produtos seguros e serviços que atendam ao cliente e a legislação aplicável.

O SGSA é baseado em princípios chaves. Como, por exemplo:

Comunicação Interativa;
Administração de Sistema;
Programas de Pré-requisitos (PPRs);
Princípios de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controlo (APPCC ou HACCP).

Além disso, agora é interativo com os princípios comuns aos recentes padrões estabelecidos pela ISO, por exemplo, a ISO 9001:2015 (Sistema de Gestão da Qualidade); ISO 14001:2015 Sistema de Gestão Ambiental) e ISO 45001:2018 (Sistema de Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional).

ISO 22000 visa facilitar a integração entre as Normas
A interação com estas normas de sistemas de gestão facilita, portanto, o trabalho das organizações na interpretação e implementação. Assim como, facilita a integração dos sistemas de gestão das organizações, melhorando o gerenciamento e evitando duplicações. E de tal maneira que, facilita a avaliação dos auditores.

Quais foram as principais mudanças

Estrutura de Alto Nível (Anexo SL): a estrutura normativa agora, segue a sequência de títulos, termos e definições da nova geração de normas: (1. Escopo; 2. Referências normativas; 3. Termos e definições; 4. Contexto da Organização; 5. Liderança; 6. Planejamento; 7. Apoio; 8. Operação; 9. Avaliação de desempenho; 10. Melhoria).

Codex Alimentarius: Forte vínculo com o Codex Alimentarius, grupo de alimentos das Nações Unidas que desenvolve diretrizes de segurança dos alimentos para governos.

Gestão de Riscos: o pensamento baseado no risco é essencial para alcançar um SGSA eficaz. Assim sendo, para ISO 22000, o conceito de “risco” é usado de duas formas e é importante distingui-las.

A avaliação de risco no nível operacional, através do estabelecimento do Plano APPCC, e a abordagem de riscos do negócio, onde oportunidades também fazem parte do conceito.

Ciclo PDCA: o ciclo PDCA está presente em dois momentos. O primeiro está relacionado a todo o sistema de gestão, enqaunto que o outro aos princípios do Plano APPCC.

Operação: a nova versão trouxe uma descrição mais clara das diferenças entre Pontos Críticos de Controle (PCCs), Programas de Pré-Requisitos Operacionais (PPROs) e Programas de Pré-Requisitos (PPRs).

Abordagem de processos: envolve a definição sistemática e gestão de processos, e suas interações, de modo a alcançar os resultados pretendidos de acordo com a política de segurança de alimentos e direção estratégica da organização.

Contexto da Organização: As organizações devem considerar não apenas as questões internas de segurança de alimentos, mas também levar em consideração o contexto externo em que a organização está inserida e que pode afetar o SGSA. Identificando assim, suas forças, fraquezas, oportunidades e ameaças, que irão sustentar todo o sistema de gestão e a tomada de decisão.

Necessidades e expectativas das partes interessadas: a nova versão da norma determina que a organização deve mapear suas partes interessadas e determinar seus requisitos a fim de garantir a capacidade de fornecer produtos e serviços que atendam aos requisitos estatutários, regulamentares e de clientes.

Liderança: estabelece uma nova cláusula que atribui responsabilidades específicas para aqueles em papéis de liderança. Promovendo assim, a gestão de segurança de alimentos dentro da organização. A alta direção, no entanto, deve estar envolvida no SGSA como um todo. A dedicação da liderança deve estar focada ao elevado nível de compromisso, papéis, responsabilidades e autoridades na organização.

Além disso, a nova vesão trouxe outras melhorias para as organizações:

Comunicação mais eficaz;
Planejamento de mudanças;
Desburocratização da documentação do sistema de gestão, com exclusão da obrigatoriedade de procedimentos documentados e determinação do termo “Informação Documentada” em substituição a “Documentos e Registros”;
Maior detalhamento no Sistema de Rastreabilidade considerando retrabalho e retenção de registros relacionados à vida útil dos produtos;
Estabelecimento de mais cenários para Tratamento de emergências e incidentes;
Padrões sazonais e de turnos mais explícitos no Controle de Perigos;
Estabelecimento de novas entradas para Análise crítica pela Direção.

Portanto, para se preparar para implementação das novas diretrizes, as organizações devem ter pessoas com conhecimento e competência para aplicar os novos requisitos. Bem como, auxiliar na melhoria continua do sistema de gestão de segurança dos alimentos. Deste modo, a realização de um diagnóstico do sistema de gestão com base nos novos requisitos é uma ótima estratégia para traçar o planejamento da migração.

Raissa Osaki Urzedo
Consultora do Grupo Verde Ghaia
Engenheira de Alimentos Especialista em Segurança do Trabalho

 


Alterações na ISO 22000 – Segurança de Alimentos


 

As consequências dos alimentos não seguros podem ser devastadoras, para consumidores e empresas em todo o mundo. Com muitos dos produtos alimentares de hoje viajando várias vezes através de fronteiras nacionais, a ISO 22000  é essencial para a segurança da cadeia de abastecimento alimentar global. Agora, o padrão está sendo substancialmente revisto para garantir que ele permaneça relevante para as necessidades modernas.

Após uma década de um bom serviço, a ISO 22000, está passando por uma modificação completa para atualização com novos requisitos de segurança alimentar de hoje. O grupo de trabalho internacional (ISO / TC 34 / SC 17 / WG 8) encarregado da revisão, cuja secretaria é mantida pela Standards Foundation Dinamarquês (DS), membro da ISO para a Dinamarca, realizou a sua quarta reunião, em Abril de 2016.

Conceitos-Chaves: Segurançla de alimentos

Simultaneamente, WG 8 teve de esclarecer alguns conceitos-chave. Estes incluíram:

Aplicação da nova estrutura de alto nível ISO (HLS) com a norma ISO 22000, que agora é obrigatória na elaboração ou revisão de normas de sistemas de gestão (MSS). A nova estrutura define uma estrutura que torna mais fácil para as empresas a integrar mais de um MSS em um determinado momento.

O conceito de “risco” usado de várias maneiras, importante para as empresas de alimentos para distinguir entre a avaliação do perigo no nível operacional, através da Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (HACCP), e o risco do negócio onde as oportunidades também fazem parte do conceito.

Forma como o ciclo Plan-Do-Check-Act (PDCA) funciona através da inclusão de dois ciclos de PDCA separados no padrão, que operam um dentro do outro. A primeira será aplicada ao sistema de gestão, enquanto o segundo, dentro dela, aborda as operações descritas na Cláusula 8, que abrangem simultaneamente os princípios de HACCP definidos pela Comissão do Codex Alimentarius.

Descrição clara das diferenças entre os Pontos Críticos de Controle (PCC), programas operacionais de pré-requisitos (OPRPs) e programas de pré-requisitos (PPR).

Por: Paula Baptista – Consultoria e Projetos Especiais – Grupo Verde Ghaia

Para mais informações acesse:
Consultoria Online Verde Ghaia

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