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Ar condicionado: Ministérios aprovam novos índices de Eficiência Energética

 

O Diário Oficial da União publicou, recentemente, a Portaria Interministerial MME – MDIC – MCTI Nº 02, de 31-07-2018. A portaria aprova o Programa de Metas para Condicionadores de Ar (ar condicionado).

Com isso, os Ministérios estabeleceram novos índices de eficiência energética para equipamentos eletrodomésticos usados nas residências e no comércio. Dessa forma, é prevista também a retirada de equipamentos menos eficientes do mercado, de acordo com cada modelo.

Os equipamentos tratados na presente norma são Condicionadores de Ar Monobloco. Podendo ser de janela ou parede, de corpo único ou tipo Split System Hi-Wall, Piso-Teto e Cassete. Alem disso, que possuam uma única unidade evaporadora para uma única unidade condensadora, sejam de fabricação nacional ou importados, para comercialização e uso no Brasil.

Segundo informações do site do órgão, a expectativa é que, até 2030, a medida leve a uma redução no consumo de energia elétrica de 2.350 gigawatss-hora por ano (GWh/ano). Logo, o equivalente a uma geração de 564 megawatts (MW).*

A norma ainda dispõe que o Inmetro realizará a reclassificação das Faixas de Eficiência Energética do PBE e publicará as novas Faixas de Classificação do PBE. O prazo para esses itens até o dia 31 de dezembro de 2018. Bem como para os equipamentos nacionais quanto importados comercializados no país.

Novos prazos

Foram definidos pelo Comitê Gestor de Indicadores e Níveis de Eficiência Energética (CGIEE) os prazos para adaptação, fabricação, importação e comercialização dos aparelhos com os novos índices.

Portanto, para os aparelhos de ar condicionado, os índices passam a valer a partir de:

  • 30 de junho de 2019 para fabricação e importação dos produtos;
  • 31 de dezembro de 2019 para comercialização por fabricantes e importadores;
  • 30 de junho de 2020 para comercialização por atacadistas e varejistas.

Para mais esclarecimentos, acesse a íntegra do texto desta Portaria por meio do módulo LIRA do Sistema SOGI (não clientes, conheça o SOGI) ou através do Future Legis.

FONTE: MME 

Gabriela Cristina U. Viana
Setor Jurídico Verde Ghaia

SGE – Uma visão muito além da conta de luz

 

Publicada em 15 de junho de 2011, A ISO 50001:2011 estabelece como Sistema de Gestão de Energia (SGE) o conjunto de elementos inter-relacionados ou interativos que visam determinar uma política energética, com objetivos energéticos e com processos e procedimentos para atingi-los.

Tais objetivos energéticos sempre deverão ter como premissa a maior redução do consumo de energia e/ou a eficiência energética. A norma possibilita uma ampla aplicação, podendo ser implementada por organizações de qualquer tamanho e segmento. Estima-se que a ISO 50001 possa influenciar diretamente mais de 60% de toda a energia em uso no mundo.

A razão quantitativa entre uma saída de desempenho, serviços, produtos ou energia e uma entrada de energia é o que se denomina eficiência energética. Exemplos: Eficiência de conversão entre energia requerida / energia usada; saída / entrada; energia teórica utilizada para operar / energia usada para operar; eficiência de motor – Kw/h médio consumido / distância percorrida; eficiência da lâmpada – W/h médio consumido / fluxo luminoso produzido lúmen (lm).

Nota-se que tanto a entrada como a saída precisam ser claramente especificadas em quantidade e qualidade e, também, mensuráveis para que se consiga efetivamente visualizar o nível de eficiência energética do objeto em avaliação.

Uma visão muito além da conta de luz

Contudo, a gestão de energia a que se refere a norma não se restringe somente à energia elétrica, mas também aos demais tipos de energia utilizadas em processos produtivos, atividades de serviço, entretenimento, lazer. Como, por exemplo, pode-se citar: combustíveis, vapor, calor e ar comprimido. Além de formas mais limpas, como a energia eólica e a solar.

Ou seja, para o propósito da eficiência energética, energia refere-se às suas mais diversas formas, que podem ser compradas, armazenadas, processadas, utilizadas em equipamentos ou em processos, ou até recuperadas. Sendo assim, realizar uma gestão de energia é muito mais do que medir, mês a mês, a conta de luz e avaliar se houve ou não uma redução de consumo. É, também, entender se houve uso de outras formas de energia, em sentido amplo, e como contribuíram para os resultados da organização, avaliando se seu uso foi significativo ou não.

Até porque, é possível existir cenários em que, mesmo com o aumento de consumo de energia, atinja-se maior eficiência energética. Por exemplo, quando há a expansão de um empreendimento / atividade, com a aquisição de novas máquinas / equipamentos e a contratação de mais funcionários, pode-se até existir um maior consumo geral de energia, mas ser constatado um menor consumo por pessoas ou por máquinas.

Portanto, tudo depende da forma como a organização gerencia seus usos significativos de energia; determina objetivos em relação à redução do consumo ou ao aumento da eficiência energética dos processos; mede e monitora os resultados periódicos e ações de adequação e/ou melhoria para que tais objetivos sejam alcançados.

O Curso Online ISO 50001 – Eficiência Energética , que já está disponível na plataforma de Educação à Distância da Verde Ghaia, aborda esse assunto e auxilia na implementação do Sistema de Gestão de Energia Empresarial.

Eficiência Energética e Energias Renováveis

 

Reduzir o consumo de energia e da dependência dos combustíveis fósseis é um grande desafio. Governos, organizações e corporações ao redor do mundo devem trabalhar em conjunto, a fim de avançar para um futuro mais sustentável. Normas Internacionais ISO podem ajudar a resolver o desafio de energia por:

  • Aumentar a eficiência energética
  • Promover o desenvolvimento de tecnologias de energia renovável.
  • Construção – normas como a ISO 23045 para a avaliação da eficiência energética dos edifícios, e ISO 13153 para a concepção de casas de família, podem ajudar a reduzir o consumo de energia no setor.
  • Transporte – normas ISO para navios, aviões e carros podem ajudar a reduzir as emissões e o consumo de combustível.
  • Energias renováveis ​​- normas ISO sobre tecnologias emergentes, como a energia solar pode ajudar as organizações a partilharem as melhores práticas, captação e movimentação.

 Saiba mais sobre certificações na página da Verde Ghaia.

Paula Baptista
Consultoria e Projetos Especiais

 

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