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Cenários dos Recursos Energéticos – Gestão ISO 50001

 

A racionalização dos recursos energéticos é matéria que cada vez mais ganha destaque, seja entre as preocupações da sociedade, nas políticas públicas do governo ou no planejamento estratégico das empresas dos mais variados segmentos. Isso porque nos últimos tempos, passamos por uma crise energética como poucas vezes se te teve notícia no Brasil.

Faltas de chuvas, escassez hídrica, aumentos discrepantes da conta de luz e criação da metodologia de bandeiras, que incluiu a dolorosa bandeira vermelha, que além de representar um aumento ainda maior no valor da conta para os consumidores, indica também (como uma das causas) o aumento da necessidade de maior uso (contratação) de energia advinda de termelétricas. 

Logo o Brasil, país cuja matriz energética é composta por mais de mil usinas hidrelétricas espalhadas pelo território nacional, que juntas produzem 65% da energia do país.

É realmente difícil de acreditar que em 2014 e 2015 chegamos ao estágio de escassez hídrica e crise energética, quando pensamos o quão privilegiado somos por termos grandes rios de planalto, que costumeiramente eram alimentados por chuvas tropicais abundantes (e chegaram a constituir uma das maiores reservas de água doce do mundo) e vemos países com muito menos recursos hídricos per capta e possibilidades energéticas inferiores em condições bem mais favoráveis.

Essas ocorrências devem servir para despertar a consciência de que estamos cuidando dos nossos recursos naturais de maneira errada.  Se compararmos as características de nossa matriz energética com a do mundo, podemos constatar que as fontes renováveis participam em média com apenas 13% da matriz energética dos países industrializados.

Recursos Energéticos: consumo e otimização

Recursos Energéticos: consumo e otimização

O percentual cai para 6% entre as nações em desenvolvimento, ou seja, temos uma disponibilidade desses recursos muito acima da média e estamos fazendo uma gestão sobre os mesmos bem abaixo da média. Faz-se necessário rever onde, como e quando estão sendo desperdiçados os recursos energéticos, e como é possível reduzir o seu consumo ou otimizar a forma de utilizá-lo.

Isso começa pela casa de cada cidadão, desde o banho demorado, ao uso de mangueira para “varrer” calçadas e pisos, passa pelo descaso do poder público pela falta de saneamento básico e cuidado com os rios, lagos e suas matas ciliares chegando também ao setor empresarial, principalmente às indústrias que não tenham uma cultura de preocupação com os impactos ambientais adversos para à sociedade que suas atividades representam ou não conseguem enxergar os benefícios que uma boa gestão ambiental e de eficiência energética  pode trazer para o planejamento estratégico da organização, fortalecimento de sua marca e principalmente redução de custos.

Há que se saber vislumbrar o lado bom de qualquer crise e aproveitar a experiência pela qual se pode vivenciar ao sentir na pele e no bolso os efeitos negativos do nosso descaso, para compreender que se não houver mudança de mentalidade, comportamento e prioridades continuaremos a pagar mais caro, por recursos que temos mais do que muitos, mas estamos desperdiçando como poucos.

De acordo com EPE – Empresa de Pesquisa Energética, o tipo de energia mais utilizada no Brasil são:

  • 39,4% de participação de renováveis na Matriz Energética Brasileira, mantendo-se entre as mais elevadas do mundo;
  • 60,6% da energia utilizada não é renovável.

Atividades que mais consomem energia do País

Que tipo de atividades mais usam a energia são elas: 

  • Indústrias 32,9%;
  • Transportes 32,5%;
  • Residências 9,3%;
  • Setor energético 10,3%;
  • Serviços 4,7%;
  • Agropecuária 4,2%;
  • Produção industrial, transporte de carga e mobilidade das pessoas respondem por 65%
  • Já o crescimento substancial de 85,5% no aumento na geração de eletricidade eólica.

A energia que movimenta a indústria, o transporte, o comércio e demais setores econômicos do País recebe a denominação de Consumo Final no Balanço Energético Nacional. Esta energia para chegar ao local de consumo é transportada por gasodutos, linhas de transmissão, rodovias, ferrovias, etc, processos que demandam perdas de energia.

De outro lado, a energia extraída da natureza não se encontra nas formas mais adequadas para os usos finais, necessitando, na maioria dos casos, de passar por processos de transformação (refinarias que transformam o petróleo em óleo diesel, gasolina, etc; usinas hidrelétricas que aproveitam a energia mecânica da água para produção de energia elétrica, carvoarias que transformam a lenha em carvão vegetal, etc). Estes processos também demandam perdas de energia.

No Balanço Energético Nacional, a soma do consumo final de energia, das perdas na distribuição e armazenagem e das perdas nos processos de transformação, recebe a denominação de Oferta Interna de Energia – OIE, também, denominada de matriz energética ou de demanda total de energia.

Agora, vamos contextualizar um pouco a respeito da fonte de energia primária, ou seja, toda a forma de energia disponível na natureza antes de ser convertida ou transformada. Consiste na energia contida nos combustíveis crus, a energia solar, a eólica, a geotérmica e outras formas de energia que constituem uma entrada ao sistema. Se não é utilizável diretamente, deve ser transformada numa fonte de energia secundária.

Na indústria energética distinguem-se diferentes etapas: a produção de energia primária, seu armazenamento e transporte em forma de energia secundária, e seu consumo como energia final.

Assim, por exemplo, a energia mecânica de um salto de água é transformada em eletricidade e ao chegar ao utente final (aquele que possuiu ou desfruta de alguma coisa pelo direito de uso, mais conhecido como o termo, usuário de algo), esta pode ser empregue para diferentes usos (iluminação, produção de frio e calor, etc).

É hora de dar lugar à criatividade e à racionalidade – ISO 50001

É hora de dar lugar à criatividade e à racionalidade - ISO 50001

Sair do lugar comum e tomar ações para se evitar o desperdício, incentivar mais o uso de energias limpas como a eólica e solar, de modo que o investimento nas mesmas garanta um retorno à médio prazo, e um resultado mais eficiente.  Pensar em outras formas de geração de energias, repensar processos e avaliar como fazer (produzir) mais com menos (recursos energéticos), identificar melhorias e priorizar as soluções mais eficientes.

Em tempos em que as receitas podem não crescer tanto como se pretendia o equilíbrio das contas ou o próprio lucro almejado pode ser alcançado também por meio da redução dos custos.

Para isso, um sistema de gestão de energia nos moldes da ISO 50001 devidamente implementado e mantido se mostra como uma ótima ferramenta para auxiliar qualquer organização a alcançar esses objetivos.

Quer implementar um gestão eficiente? Fale conosco!


ISO 50001: 2018 – Mudanças previstas para a nova versão

 

Tendo a primeira e vigente versão pública em 2011, a ISO 50001 traz requisitos e orientações para um Sistema de Gestão da Energia. Atualmente, esta norma está em processo de revisão, sendo que já foi publicado o DIS (Draft of International Standard) da norma atualizada. Isso quer dizer que ainda podem ocorrer algumas pequenas alterações da versão atual para a final, porém, já é possível entender as principais modificações que ocorrerão nas empresas que buscam essa certificação.

Saiba as principais mudanças previstas para a nova versão.

Para as empresas que já possuem outras certificações como as ISO 9001, 14001, 45001 e 22000 a tendência é de ficar ainda mais fácil a integração dos seus sistemas com a ISO 50001 atualizada. Isso ocorre pois, assim como as demais normas com publicação a partir de 2015, a ISO 50001 seguirá a estrutura de alto nível (HLS). Essa estrutura compartilhada, assim como muitos termos e definições comuns tornam o processo de criação de um sistema de gestão integrado muito mais simples dentro das organizações.

ISO 50001

Outro benefício proveniente da nova estrutura da norma virá do envolvimento ainda maior da estratégia do negócio junto às atividades relacionadas à melhoria do desempenho energético da empresa. Isso fará com que fiquem ainda mais claros os benefícios não só ambientais, mas econômico/financeiros que a adoção de um Sistema de Gestão de Energia seguindo as diretrizes da 50001 trará para as organizações.

Dessa forma, além da inserção dos itens relacionados ao contexto da organização e suas partes interessadas, as organizações irão trabalhar com:

  • Conceitos de liderança no sistema, garantindo cada vez mais o envolvimento de todos os níveis hierárquicos dentro da empresa na melhoria do desempenho energético e designando as responsabilidades e autoridades para os papeis pertinentes;
  • Mentalidade de risco, garantindo uma postura de prevenir riscos com efeitos adversos e concretizar oportunidades levantadas;
  • Melhoria da comunicação, garantindo, em especial, uma gestão de mudanças sempre que significativa ao sistema de gestão;

Tendo sido votado em novembro/2017, o DIS da ISO 50001:2018 – Sistema de Gerenciamento de Energia já está disponível para aquisição, não havendo ainda data prevista para sua publicação.

Em breve traremos mais informações do conteúdo da norma versão 2018! Para mais informações, acesse o site da ISO https://www.iso.org/iso-50001-energy-management.html e acompanhe esse processo!

Como implementar um Sistema de Gestão de Energia eficiente?

 

Entenda as vantagens adquiridas pela empresa ao implantar um sistema de gestão de energia conforme os requisitos da ISO 50001 e os pontos chaves desse processo.

Publicada em 15 de junho de 2011, a norma ISO 50001 estabelece requisitos para um sistema de gestão de energia que podem ser usados por plantas industriais, instalações comerciais ou qualquer outro tipo de empresa para melhoria do seu desempenho energético.

É importante destacar que esse sistema de gestão não se restringe somente à energia elétrica. A norma aborda também outros tipos de energia como combustíveis, vapor e ar comprimido. Assim, implantar a ISO 50001 é fazer com que a empresa adote uma busca continua pela redução do seu consumo de energia, aumentando a eficiência energética de suas atividades e processos. Desse modo,contribui-se para a redução da emissão de gases que provocam o efeito estufa.

O Sistema de Gestão de Energia e o cenário atual

Em um cenário econômico cada vez mais competitivo, melhorar o desempenho energético significa não só reduzir impactos ambientais, mas também reduzir desperdícios financeiros, o que contribui de forma significativa para a sustentabilidade econômico-financeira das empresas, devido à redução de custos em processos produtivos, em áreas administrativas e até mesmo em transportes.

Na tendência mundial de aumento da preocupação com o meio ambiente e na necessidade cada vez maior das empresas de reduzirem gastos internos para se manterem vivas no mercado, a implantação do Sistema de Gestão de Energia tem se tornado objetivo de organizações de diversos ramos de atuação. Destaca-se nessa busca, as industriais, mas sem excluir os demais ramos de atividade como escritórios, hospitais e comércios.

Esse destaque não é difícil entender, quando se observa que, segundo levantamento da Empresa de Pesquisa e Energia – EPE em seu Relatório Síntese de 2018, Produção industrial e transporte de carga/passageiros, respondem por aproximadamente 66% do consumo de energia do país.

Quais os principais pontos da implantação da ISO 50001?

Os requisitos da norma trazem diversas exigências como o estabelecimento do escopo de certificação, a criação de uma Política Energética, o Planejamento Energético, dentre outros. É do planejamento que sairão objetivos, metas e respectivos planos de ação. Estes, por sua vez, serão o norte de trabalho da empresa para atingir os resultados pretendidos.

A etapa de realizar o planejamento energético é uma das mais extensas e importantes desta norma. É nesse momento em que a empresa deve entender quais são os tipos de energia utilizados, suas formas de consumo e a quantificação dessa demanda atual e passada. Quanto mais precisos esses dados, mais eficaz será a determinação dos usos significativos de energia, da linha de base energética e dos indicadores que medirão o desempenho energético da organização.

A empresa é livre para adotar a metodologia que seja melhor aplicável ao seu contexto, sendo, porém, fundamental comprovar a confiabilidade dos dados. Isto muitas vezes está atrelado à calibração de equipamentos de medição e ao acompanhamento dos planos de ação para garantir o seu comprimento. É ainda nesse requisito que são levantadas as legislações ou outros requisitos que sejam relacionados à eficiência energética da empresa ou ao seu consumo de energia, os quais deverão ser monitorados e atendidos.

Registros e controles dentro do Sistema de Gestão

A ISO 50001, assim como as outras normas ISO, irá demandar das empresas a elaboração de algumas documentações. Bem como, o seu controle e a garantia da competência e conscientização dos trabalhadores da empresa, em especial, os envolvidos com os usos significativos de energia. Trará também dois pontos chaves para a garantia de uma melhoria continua: as ações preventivas e as ações corretivas.

Essas ações são a forma de evitar que as não conformidades ocorram ou, caso ocorram, fazem com que elas sejam sanadas de forma a não ocorrerem novamente. Nesse ponto, ressalta-se a necessidade de boas analises de causas das não conformidades reais ou potenciais, de forma a garantir que as ações tomadas sejam proporcionais ao problema detectado e, consequentemente, o eliminem do sistema.

Vale ainda ressaltar a importância dos registros e seus controles dentro do Sistema de Gestão. São os registros que trarão as evidencias de conformidade ou não do sistema em relação a especificações ou planejamentos.

Por fim, a norma irá demandar a realização de auditorias internas que testem o sistema em relação às especificações da norma ou às regras criadas pela própria empresa e a realização de reuniões onde a alta direção avalie o desempenho energético da empresa em relação ao seu planejamento, sendo assim possível um replanejamento do sistema em relação à situação atual e a garantia da melhoria continua do sistema de gestão.

A mudança de cultura dentro da empresa

Assim como a implantação de qualquer outro sistema de gestão, é essencial que ocorra uma mudança na cultura dos colaboradores. Essa mudança está ligada, principalmente, à conscientização e ao envolvimento de todos trabalhadores em prol da melhoria do desempenho energético. Isso ocorre porque, além da economia de energia em pontos como projetos e substituição de equipamentos, é necessário que os colaboradores entendam que atitudes, às vezes pequenas, como reprogramar o tempo de equipamentos ligados, apagar luzes quando desnecessárias, desligar ar condicionado ao sair do setor, podem influenciar de forma significativa no contexto global da organização.

Integração com outras normas

Outro ponto favorável à implantação do Sistema de Gestão de Energia é que pode ser tranquilamente integrado a outros sistemas da empresa. Nessa proposta de integração, inclui-se as normas ISO9001, ISO 45001 e ISO 14001. Para esta última, percebe-se que muitas ações desempenhadas na rotina da empresa se fazem em conjunto, decorrentes da semelhança dos pontos observados. Exemplo disto, são as empresas que realizam “rondas” de vistorias de gestão ambiental e energética. Essas empresas visam encontrar, além de itens específicos exigidos pelas normas, pontos de vazamentos e desperdício de vetores energéticos. Estes por sua vez, podem geralmente influenciar nos da organização.

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O objetivo deste curso é colaborar no estabelecimento de sistemas e processos, visando melhoria no desempenho energético. Além disso, inclui-se a eficiência energética, uso e consumo. A implantação desta Norma, que é aplicável a todos os tipos de organizações. Sua proposta é a redução nas emissões de gases de efeito estufa e outros impactos ambientais relacionados à energia e aos custos/economia a que se destina o sistema de gestão de energia.

A norma é explicada através de apostila, slides e avaliação.
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Fernanda Innecco
Consultora Externa
Engenheira Química Especialista em Segurança do Trabalho

Hospitais querem ser certificadas na ISO 50001 – Gestão de Energia

 

Hospitais gerenciados pela Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina – SPDM são os primeiros do país a receber a certificação ISO 50001.

Hospitais buscam certificação pela ISO 50001 - Gestão de Energia

Na última semana, o Hospital de Transplantes Eurycledes de Jesus Zerbine (Brigadeiro) tornou-se o primeiro hospital público do Brasil a ser recomendado à certificação da ISO 50001 – Gestão de Energia. O Hospital é gerenciado pela Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina – SPDM, cliente da Verde Ghaia.

Além da norma de Gestão de Energia, a instituição também foi recomendada à certificação das normas ISO 14001 – Meio Ambiente, OHSAS 18001 – Saúde e Segurança no Trabalho e ISO 9001 – Qualidade. Em seguida, o Hospital Lucy Montoro acompanhou-o nas recomendações, sendo o segundo a alcançar tais certificados. Mais de 60 estão na fila para também alcançar esse objetivo.

Para Daniela Cavalcante, diretora técnica da Verde Ghaia, esse foi um trabalho executado com muita dedicação pela equipe da Verde Ghaia. Equipe que, inclusive, foi bastante parabenizada nos últimos dias!

É com muita satisfação que informo a todos que o Hospital Brigadeiro – SPDM foi recomendado nas normas ISO 50001, ISO 14001, OHSAS 18001 e ISO 9001.

Lembrando que é o primeiro hospital, e entidade de saúde a ser certificado na norma ISO 50001 em nível Brasil, e a Verde Ghaia foi a responsável pela implantação de todo o sistema.

Parabéns às equipes de Consultoria, especialmente Paula Baptista e Fernanda Innecco, que tiveram à frente das atividades e defesa na auditoria, não medindo esforços para alcançarmos esse resultado. À equipe de Consultoria de São Paulo, representado pela Tassiana Ribas. Ao Jurídico e Suporte. Todos sempre com um mesmo objetivo. Esse resultado mostra a importância do trabalho em equipe.

Obrigada a todos vocês, esse resultado é muito importante para todos nós. Na próxima semana temos mais uma unidade a ser auditada, não tenho dúvidas que o resultado será o mesmo!  

Daniela Cavalcanti
Diretora Técnica da Verde Ghaia

O trabalho realizado nos hospitais gerenciados pela SPDM passou pela área de Consultoria Técnica, Jurídico, Suporte, TI, Comunicação, Comercial, entre outras. Toda a empresa mobilizou-se para que nossos clientes obtivessem o sucesso no tempo almejado.

A Verde Ghaia também parabeniza a equipe dos hospitais que receberam muito bem todas as mudanças propostas para a melhoria da gestão das organizações.

Sistema de Gestão de Energia: Uma visão muito além da conta de luz

 

A ISO 50001: 2011 estabelece que o sistema de gestão de energia é o conjunto de elementos inter-relacionados ou interativos para estabelecer uma política energética, objetivos energéticos, e processos e procedimentos para atingir tais objetivos. Esses objetivos energéticos sempre deverão ter como premissa maior a redução do consumo de energia e/ou a eficiência energética.

Publicada em 15 de junho de 2011, a norma ISO 50001 estabelece um sistema para a gestão energética que pode ser usado por plantas industriais, instalações comerciais ou mesmo para empresas inteiras. A norma objetiva uma ampla aplicação para organizações de qualquer segmento e estima-se que possa influenciar diretamente mais de 60% de toda a energia em uso no mundo.

Sistema de Gestão de Energia: Uma visão muito além da conta de luz

A razão ou outra relação quantitativa entre uma saída de desempenho, serviços, produtos ou energia e uma entrada de energia é que chamamos de eficiência energética. Exemplo: Eficiência de conversão, energia requerida/energia usada, saída/entrada, energia teórica utilizada para operar/energia usada para operar; eficiência de motor – Kw/h Médio Consumido / Distância percorrida; eficiência da lâmpada –  W/h médio consumido / fluxo luminoso produzido lúmen (lm).

Nota-se que tanto a entrada como a saída precisam ser claramente especificadas em quantidade e qualidade e ser mensuráveis para que se consiga efetivamente visualizar o nível de eficiência energética do objeto de avaliação.

Entendendo o que contempla a Norma ISO 50001

Contudo, a gestão de energia a que se refere a norma não se restringe a somente a energia elétrica (que em muitos casos pode ser principal fonte de energia, apesar de não ser a única) mas aos demais tipo de energias utilizadas sejam em processos produtivos, atividades de serviço, entretenimento, lazer, etc., como os combustíveis, o vapor, calor, ar comprimido, além de formas mais limpas como a energia eólica, solar e outras formas análogas, ou seja, para o propósito da eficiência energética, energia refere-se às suas diversas formas, incluindo renovável, que podem ser compradas, armazenadas, processadas, utilizadas em equipamentos ou em um processo, ou até recuperadas.

Dessa forma, realizar a gestão de energia é muito mais do que medir mês a mês a conta de luz e avaliar se houve ou não uma redução de consumo. É entender também se houve uso de outras formas de energia, em sentido amplo, e como as mesmas contribuíram para os resultados da organização, ou seja, se o uso das mesmas é significativo. Até porque é possível existir cenários em que mesmo com aumento de consumo de energia seja possível atingir maior eficiência energética, quando ocorre, por exemplo, expansão de um empreendimento/atividade com aquisição de novas máquinas/ equipamentos contratação de mais funcionários, em que se pode ter um maior consumo geral de energia, mas um menor consumo por pessoas ou por máquinas.  Tudo dependente da forma como a organização gerencia seus usos significativos de energia, determina objetivos em relação a redução do consumo ou aumento da eficiência energética dos processos, mede e monitora os resultados periódicos e ações de adequação e/ou melhoria para que tais objetivos sejam alcançados.

Importância de implementar um Sistema de Gestão de Energia

Importância de implementar um Sistema de Gestão de Energia
Figura 01: Verde Ghaia

O Sistema de Gestão de Energia tem como finalidade auxiliar a organização a estabelecer os sistemas, bem como os processos necessários para melhorar a sua eficiência energética, conduzindo as reduções nos custos e nas emissões de gases com efeito estufa, através de uma gestão sistemática da energia.

Onde é possível desenvolver e implementar uma política energética, estabelecer objetivos, assim como, processos que atendam aos requisitos legais e outros requisitos aplicáveis ao escopo e negócio da empresa.

Diante dessa breve contextualização dos objetivos, pode-se perceber a importâncias e diversas vantagens que a organização alcança com a obtenção do Sistema de Gestão de Energia.

Em resumo, o SGE com base na NBR ISO 50001, proporciona as empresas otimização no que tange ao uso de energia sistemática, econômica e ecologicamente, ajudando na eficiência energética de processos, equipamentos e dispositivos, além de reduzir os custos, o consumo de energia e as emissões de CO2 e outras.

BENEFÍCIOS

Curso de EAD da Verde Ghaia sobre Eficiência Energética

O Sistema de Gestão de Energia bem implantado, proporciona diversos benefícios na totalidade da gestão de energia, tais como:

  • Redução de custos com energia e vida útil de equipamentos;
  • Melhoria da eficiência operacional;
  • Redução da emissão de gases de efeito estufa;
  • Existência de dados relativos a energia para auxílio na tomada de decisão;
  • Política para o uso mais eficiente de energia envolvendo até a alta administração;
  • Integração com sistemas de gestão existentes;
  • Redução de impactos ambientais;
  • Metas para redução;
  • Rateio de custos setorizados e transparência dos consumos de energia por departamentos;
  • Demonstração clara de responsabilidade social corporativa;
  • Vantagens competitivas sobre as empresas que negligenciam a gestão de recursos;
  • Melhoria contínua do perfil de uso da energia e muito mais.

A figura 01 apresentada abaixo, ilustra de uma forma dinâmica a importância do compromisso e engajamento contínuos dos envolvidos, pois são essenciais para a efetiva implementação, manutenção e melhoria de um SGE, a fim de alcançar os benefícios na melhoria do desempenho energético.


SGE – SISTEMA DE GESTÃO DE ENERGIA

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SGE – Uma visão muito além da conta de luz

 

Publicada em 15 de junho de 2011, A ISO 50001:2011 estabelece como Sistema de Gestão de Energia (SGE) o conjunto de elementos inter-relacionados ou interativos que visam determinar uma política energética, com objetivos energéticos e com processos e procedimentos para atingi-los.

Tais objetivos energéticos sempre deverão ter como premissa a maior redução do consumo de energia e/ou a eficiência energética. A norma possibilita uma ampla aplicação, podendo ser implementada por organizações de qualquer tamanho e segmento. Estima-se que a ISO 50001 possa influenciar diretamente mais de 60% de toda a energia em uso no mundo.

A razão quantitativa entre uma saída de desempenho, serviços, produtos ou energia e uma entrada de energia é o que se denomina eficiência energética. Exemplos: Eficiência de conversão entre energia requerida / energia usada; saída / entrada; energia teórica utilizada para operar / energia usada para operar; eficiência de motor – Kw/h médio consumido / distância percorrida; eficiência da lâmpada – W/h médio consumido / fluxo luminoso produzido lúmen (lm).

Nota-se que tanto a entrada como a saída precisam ser claramente especificadas em quantidade e qualidade e, também, mensuráveis para que se consiga efetivamente visualizar o nível de eficiência energética do objeto em avaliação.

Uma visão muito além da conta de luz

Contudo, a gestão de energia a que se refere a norma não se restringe somente à energia elétrica, mas também aos demais tipos de energia utilizadas em processos produtivos, atividades de serviço, entretenimento, lazer. Como, por exemplo, pode-se citar: combustíveis, vapor, calor e ar comprimido. Além de formas mais limpas, como a energia eólica e a solar.

Ou seja, para o propósito da eficiência energética, energia refere-se às suas mais diversas formas, que podem ser compradas, armazenadas, processadas, utilizadas em equipamentos ou em processos, ou até recuperadas. Sendo assim, realizar uma gestão de energia é muito mais do que medir, mês a mês, a conta de luz e avaliar se houve ou não uma redução de consumo. É, também, entender se houve uso de outras formas de energia, em sentido amplo, e como contribuíram para os resultados da organização, avaliando se seu uso foi significativo ou não.

Até porque, é possível existir cenários em que, mesmo com o aumento de consumo de energia, atinja-se maior eficiência energética. Por exemplo, quando há a expansão de um empreendimento / atividade, com a aquisição de novas máquinas / equipamentos e a contratação de mais funcionários, pode-se até existir um maior consumo geral de energia, mas ser constatado um menor consumo por pessoas ou por máquinas.

Portanto, tudo depende da forma como a organização gerencia seus usos significativos de energia; determina objetivos em relação à redução do consumo ou ao aumento da eficiência energética dos processos; mede e monitora os resultados periódicos e ações de adequação e/ou melhoria para que tais objetivos sejam alcançados.

O Curso Online ISO 50001 – Eficiência Energética , que já está disponível na plataforma de Educação à Distância da Verde Ghaia, aborda esse assunto e auxilia na implementação do Sistema de Gestão de Energia Empresarial.

Fontes alternativas e renováveis de energia em tempo de crise

 

Em 1972, quando explodiu a crise do Petróleo, todo o mundo pensou que esse acontecimento serviria de alerta. Dizia-se que o petróleo estava com os seus dias contados e em pouco tempo as reservas desse produto em todo o mundo não aguentaria mais a demanda.

O certo é que, 40 anos após a crise, o esgotamento de todas as reservas mundiais de petróleo parece estar bem distante da realidade. Os mais pessimistas indicam que as reservas do produto estão garantidas para mais de 4 décadas, caso a demanda projetada aumente 1,7% ao ano até 2030. Mesmo assim, devemos considerar a energia gerada através do petróleo como finita, não renovável.

Faz-se necessário considerar outras formas de energia em substituição do petróleo. Nesses tempos de dificuldade econômica e pressões da sociedade por uma vida mais saudável, com o mundo cada vez mais preocupado com as consequências dos combustíveis fósseis sobre o clima, mais do que nunca é necessário adotar fontes de energia renováveis, alternativas e com baixo custo.

É importante destacar que foi após a primeira crise do petróleo, que triplicou o preço do produto em poucos dias, que incentivou o investimento do Brasil nas pesquisas que resultaram no álcool combustível, atualmente denominado etanol, oriundo da cana-de-açúcar. Uma fonte de energia renovável muito eficiente para os veículos automotores.

No Brasil, provém das usinas hidrelétricas a maior parte da energia elétrica produzida. Isso ocorre por causa da existência de grandes mananciais de água, gerando uma energia limpa e renovável. É o único país do mundo onde a energia hidráulica é utilizada de forma rotineira.

A agroenergia, outro tipo de energia renovável que tem sido adotada por diversos países, inclusive Brasil, utiliza a biomassa florestal, combustão de lenha e carvão vegetal, principalmente consumido pelas siderúrgicas. Outras vantagens do consumo desse tipo de energia são o baixo impacto ao meio ambiente e a não alteração do efeito estufa, atualmente uma das maiores preocupações dos ambientalistas.

A utilização da cana-de-açúcar como fonte de energia vai além do etanol. A palha da planta e o bagaço representam uma fonte de energia respeitável e em expansão. Segundo dados da Associação Paulista de Cogeração de Energia (Cogen), cada tonelada de cana-de-açúcar produz 250 quilos de bagaço e 204 quilos de palha, capazes de gerar 199,9 quilowatts/hora. Estudos apontam que a geração de energia por usineiros, somada, já é equivalente a 7ª hidrelétrica do país.

Já a energia térmica, representa no Brasil, o segundo tipo de fonte de energia elétrica, e tudo indica que cresça ainda mais nos próximos anos. Nessas usinas, a queima de combustíveis, como derivados de petróleo, carvão, óleo, e também a cana-de-açúcar, gera a eletricidade. Nesse processo vários cuidados devem ser adotados, como por exemplo, filtragem dos gases oriundos da queima dos combustíveis, evitando a poluição atmosférica, e resfriamento da aquecida durante o processo antes de ser lançada no corpo hídrico.

A energia nuclear, ou energia atômica, é obtida através da fissão do núcleo do átomo do urânio enriquecido, gerando uma grande quantidade de energia. Esse tipo de energia é desaprovada pela sociedade, gera  um grande receio de ocorrência de  acidentes de maiores proporções, além de gerar resíduos radioativos e lixo atômico. Os Estados Unidos são os maiores produtores de energia nuclear.

Uma das formas mais antigas de captação de energia são os moinhos de ventos. Eles utilizam a energia dos ventos, ou seja, a energia eólica, para movimentar e executar alguns trabalhos. A energia eólica atual consiste na transformação de energia cinética dos ventos em energia elétrica. A instalação dessas usinas é viável em locais com velocidade média anual dos ventos superior a 3,6 m/s. É um tipo de energia barata e limpa.

A energia fotovoltaica, ou energia solar, é a mais limpa, ecológica, renovável, abundante. Porém é uma energia considerada cara por causa dos equipamentos necessários para sua captação. Seu uso é viável para pequenas instalações, em áreas de difícil acesso ou remotas. No Brasil, é feito um uso significativo do coletor solar que capta a energia solar e a utiliza para aquecer água, mas não gera energia elétrica.

Uma alternativa ao óleo diesel comum, derivado do petróleo, é o biodiesel, biocombustível fabricado de fontes renováveis vegetais. Pode ser utilizado puro ou misturado com óleo diesel comum em qualquer motor a diesel. Além de renovável, é pouco poluente.

Outros tipos de energia já são conhecidos e utilizados no mundo, por exemplo, o hidrogênio como combustível veicular, energia das marés e energia geotérmica, porém alguns fatores inviabilizam a adoção desses métodos no Brasil. Apesar de termos grande amplitude de marés, a topografia do nosso litoral não possibilita a construção de reservatórios que transformam a energia das marés em energia elétrica.

A Comissão Interministerial de Mudanças Global do Clima já aprovou mais de 200 projetos mecanismos de desenvolvimento limpo (MDL), que estão em conformidade com as exigências do Protocolo de Kyoto, acordo mundial para evitar ou reduzir as emissões de gases que causam o aquecimento global. Desses projetos, a energia a partir da biomassa se destaca com quase metade dos projetos limpos, seguida da hidrelétrica, pequenas centrais, eólica e biogás de aterros sanitários.

Por fim, cabe a nós desenvolvermos tecnologias mais eficazes na captação e utilização de energias alternativas e renováveis, de maneira que estas causem um baixo impacto ambiental.

“A resposta está em terminar com a nossa dependência nos combustíveis fósseis. Se tivermos sucesso, poderemos criar novas industrias, riqueza, novas fontes de energia segura e poderemos até impedir o maior desastre natural da História da Humanidade e salvar milhões de vidas. Se falharmos… basicamente será a força do dinheiro a moldar um futuro negro”, Al Gore

Marco Túlio Furlan
Consultor Jurídico Verde Ghaia

Sistema de Gestão de Energia – Uma visão muito além da conta de luz

 

A racionalização dos recursos energéticos é matéria que cada vez mais ganha destaque, seja entre as preocupações da sociedade, nas políticas públicas do governo ou no planejamento estratégico das empresas dos mais variados segmentos.

Isso porque, nos últimos tempos, passamos por uma crise energética como poucas vezes se te teve notícia no Brasil. Falta de chuva, escassez hídrica, aumentos discrepantes da conta de luz e criação da metodologia de bandeiras, que incluiu a dolorosa bandeira vermelha que, além de representar um aumento ainda maior no valor da conta para os consumidores, indica também (como uma das causas) o aumento da necessidade de maior uso (contratação) de energia advinda de termelétricas. 

Logo o Brasil, país cuja matriz energética é composta por mais de mil usinas hidrelétricas espalhadas pelo território nacional, que juntas produzem mais de 65% da energia do país.

O Lado bom de qualquer Crise

Entretanto, que se saber vislumbrar o lado bom de qualquer crise e aproveitar a experiência pela qual se pôde vivenciar ao sentir na pele e no bolso os efeitos negativos do nosso descaso, para compreender que se não houver mudança de mentalidade, comportamento e prioridades continuaremos a pagar mais caro por recursos que temos mais do que muitos, mas estamos desperdiçando como poucos.

Em tempos em que as receitas podem não crescer tanto como se pretendia, o equilíbrio das contas ou o próprio lucro almejado pode ser alcançado também por meio da redução dos custos. Para isso, um sistema de gestão de energia nos moldes da ISO 50001:2018 devidamente implementado e mantido se mostra como uma ótima ferramenta para auxiliar qualquer organização a alcançar esses objetivos.

ISO 50001 – Sistema de Gestão de Energia

A ISO 50001:2018 estabelece que o sistema de gestão de energia é o conjunto de elementos inter-relacionados ou interativos para estabelecer uma política energética, objetivos energéticos, e processos e procedimentos para atingir tais objetivos.  Esses objetivos energéticos sempre deverão ter como premissa um melhor desempenho energético. A razão ou outra relação quantitativa entre uma saída de serviços ou produtos e uma entrada de energia é um bom indicador para se verificar a eficiência energética.

Contudo, a gestão de energia a que se refere a norma não se restringe  somente à energia elétrica (que, em muitos casos, pode ser principal fonte de energia, apesar de não ser a única), mas aos demais tipos de energias utilizadas, sejam em processos produtivos, atividades de serviço, entretenimento, lazer, etc., como os combustíveis, o vapor, calor, ar comprimido, além de formas mais limpas como a energia eólica, solar e outras formas análogas.

Em outra palavras, para o propósito da eficiência energética, energia refere-se às suas diversas formas, incluindo renovável, que podem ser compradas, armazenadas, processadas, utilizadas em equipamentos ou em um processo, ou até recuperadas.

Gestão de Energia ISO 50001 – Consumo e Redução

Dessa forma, realizar a gestão de energia é muito mais do que medir mês a mês a conta de luz e avaliar se houve ou não uma redução de consumo. É entender também se houve uso de outras formas de energia, em sentido amplo, e como as mesmas contribuíram para os resultados da organização, ou seja, se o uso foi significativo.

Até porque é possível existir cenários em que, mesmo com aumento de consumo de energia, seja possível atingir maior eficiência energética, quando ocorre, por exemplo, expansão de um empreendimento/atividade com aquisição de novas máquinas/ equipamentos e contratação de mais funcionários, em que se pode ter um maior consumo geral de energia, mas um menor consumo por pessoas ou por máquinas.

Tudo dependente da forma como a organização gerencia seus usos significativos de energia, determina objetivos em relação a redução do consumo ou aumento da eficiência energética dos processos, mede e monitora os resultados periódicos e ações de adequação e/ou melhoria para que tais objetivos sejam alcançados.


Elias Temponi /Consultor Jurídico

Fonte: NBR ISO 50001: 2018 – Sistema de gestão de energia – Requisitos com orientação para uso.

Eficiência Energética e Energias Renováveis

 

Reduzir o consumo de energia e da dependência dos combustíveis fósseis é um grande desafio. Governos, organizações e corporações ao redor do mundo devem trabalhar em conjunto, a fim de avançar para um futuro mais sustentável. Normas Internacionais ISO podem ajudar a resolver o desafio de energia por:

  • Aumentar a eficiência energética
  • Promover o desenvolvimento de tecnologias de energia renovável.
  • Construção – normas como a ISO 23045 para a avaliação da eficiência energética dos edifícios, e ISO 13153 para a concepção de casas de família, podem ajudar a reduzir o consumo de energia no setor.
  • Transporte – normas ISO para navios, aviões e carros podem ajudar a reduzir as emissões e o consumo de combustível.
  • Energias renováveis ​​- normas ISO sobre tecnologias emergentes, como a energia solar pode ajudar as organizações a partilharem as melhores práticas, captação e movimentação.

 Saiba mais sobre certificações na página da Verde Ghaia.

Paula Baptista
Consultoria e Projetos Especiais

 

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