Arquivos Gestão Ambiental | Grupo Verde Ghaia
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Você sabe o que é gestão ambiental?

 

Quando falamos em gestão ambiental, qual conceito vem à sua cabeça? 

Muita gente ainda se equivoca imensamente ao pensar em gestão ambiental, se apegando ao conceito limitado de que realizar a gestão ambiental é meramente “plantar e cuidar de árvores”. Inclusive, por este motivo, muitas empresas ainda não realizam uma gestão ambiental adequada, pois não enxergam seus plenos benefícios — e ignoram totalmente os prejuízos que trazem à própria empresa e à sociedade em geral. 

Este texto é exatamente para desmitificar o assunto de uma vez por todas o que é gestão ambiental. 

A gestão ambiental moderna e sua origem 

A preocupação com a gestão ambiental como hoje conhecemos se deu aproximadamente na década de 1960, quando finalmente as empresas começaram a vislumbrar os possíveis problemas relacionados à escassez de matérias-primas num futuro próximo. Uma das primeiras obras a tratar diretamente do assunto foi o livro “Silent Spring” (Primavera Silenciosa, em tradução livre), de Rachel Carson, lançado em 1962. O texto alerta para os efeitos negativos dos agrotóxicos sobre o ambiente, além de demonstrar os efeitos do DDT (diclorodifeniltricloroetano, o primeiro pesticida moderno) na natureza. 

A partir daí, o mundo começou a se voltar a questões da produção ambiental com diversos eventos marcantes, como a I Conferência Mundial sobre Meio Ambiente, na Suécia, em 1972, onde foi assinado o Tratado de Estocolmo (que previa o banimento de 12 poluentes tóxicos mais nocivos ao meio ambiente e à saúde pública); a II Conferência Mundial sobre Meio Ambiente, realizada no Brasil e vindo a ser conhecida como Rio’92; e a assinatura do Tratado de Quioto, em 1997, cujo principal objetivo era fazer com que alguns países reduzissem seus níveis de emissões de dióxido de carbono, metano e mais alguns gases. 

No Brasil, os antecedentes do ambientalismo são ainda mais antigos, datando de 1958, período da criação da Fundação Brasileira para a Conservação da Natureza. 

Gestão ambiental nas empresas 

Num conceito resumido, a gestão ambiental “visa o uso de práticas e métodos administrativos a fim de reduzir ao máximo o impacto ambiental das atividades econômicas de uma organização sobre os recursos naturais”. No entanto, este texto simplificado também é o “culpado” pela noção equivocada que as pessoas têm sobre o assunto. 

A gestão ambiental é algo muito mais completo e complexo – e pode impactar diretamente na saúde populacional e no economia de um país. 

Abaixo, apresentamos alguns tópicos sobre como a gestão ambiental pode influenciar todas as vertentes de uma empresa.

Boa leitura!

Redução de Riscos

Redução de riscos de acidentes e desastres ecológicos. Sabe aqueles acidentes envolvendo o rompimento de barragens em Minas Gerais nos anos de 2015 e 2019? Eles causaram verdadeira comoção nacional, certo? E poderiam ter sido evitados caso as respectivas empresas dessem atenção à gestão ambiental.

Quando uma organização se preocupa com o ecossistema em torno de suas instalações, existe muito mais cuidado no desenvolvimento de sua infraestrutura, o que inclui também as instalações físicas. É o tipo de planejamento que teria evitado não apenas o desastre ambiental, como teria poupado a vida de centenas de pessoas e evitado a perda de milhares de fontes de renda de todos os habitantes do entorno dos desastres. 

Uso adequado de Recursos Naturais

Melhor utilização dos recursos naturais disponíveis. Utilizar bem um recurso natural significa evitar desperdícios e estimular o reuso. Não é apenas replantar as árvores cortadas de uma reserva. É reaproveitar a água, estimular a reciclagem (e a partir daí desenvolver novos negócios), é evitar que recursos se esgotem de forma definitiva.

Por exemplo: de acordo com um relatório do WWF (Fundo Mundial para a Natureza), o Brasil é o 4º país do mundo a gerar mais lixo plástico. Ele produz cerca de 11 milhões de toneladas de lixo plástico por ano, porém recicla apenas 1,3% disso (145 mil toneladas). Boa parte desse lixo é descartada de forma irregular (como rios e mares, matando diversas espécies) ou depositada em aterros sanitários.

No médio e longo prazo, os aterros sanitários podem representar um grande problema, pois contaminam lençóis freáticos, liberam gás metano na atmosfera (gerando alterações climáticas irreversíveis) e abrigam transmissores de doenças (como ratos e moscas); isso sem contar a perda econômica devido à não-reutilização do lixo. Estima-se que a poluição por plástico gere mais de US$8 bilhões de prejuízo à economia global. Um Levantamento do PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) aponta que os principais setores diretamente afetados são o pesqueiro, o comércio marítimo e o turismo. 

Sugestão de leitura: O Despertar da Consciência Ambiental

Descarte Adequado de Resíduos

O descarte adequado de resíduos representa a saúde da população. Você se lembra do acidente com o Césio 137 ocorrido em Goiânia em 1987? Foi um dos maiores incidentes com radioatividade no mundo todo, e foi especialmente marcante por ter se dado fora do ambiente das usinas nucleares. Deixou 4 mortos e centenas de outros afetados direta ou indiretamente.

O acidente ocorreu exatamente por causa do descarte inadequado de equipamento industrial. Outro caso: em 2018, a população da cidade de Barcarena, no interior do Pará, viu seus rios contaminados devido ao descarte inadequado de rejeitos realizado pela mineradora Hydro Alunorte. A contaminação afetou grande parte da população local, que provavelmente sentirá esses efeitos por muito tempo, principalmente na saúde. 

Citamos apenas dois exemplo, mas já imaginou quantas empresas não cometem esse tipo de infração exatamente porque ignoram a gestão ambiental? 

Redução de gastos, principalmente com água e energia elétrica. A empresa que se preocupa com a gestão de seus recursos costuma gastar muito menos. Uma instalação de toaletes que realiza o reaproveitamento de água das pias para os vasos sanitários, por exemplo, pode representar uma economia de 30% de água. 

Se formos converter estes números em gastos monetários brutos, pode representar um valor significativo por ano. 

Cumprimento de Leis Ambientais

Cumprimento das leis ambientais. O Brasil possui leis ambientais extremamente rigorosas — inclusive, é um dos países dotados de legislação ambiental mais completa —, e burlar qualquer uma delas pode render multas altíssimas e até mesma a interrupção das atividades da empresa que apresentar negligência. A gestão ambiental bem implementada evita percalços nesse sentido. 

Fortalecimento da imagem da empresa junto a fornecedores, clientes, autoridades e sociedade. Toda empresa que se envolve num acidente ambiental fica inevitavelmente marcada para sempre, e vira até mesmo motivo de chacota.

Se você zela pela imagem de sua empresa e não deseja vê-la rotulada como “aquela que causou um grande desastre ambiental e matou muitas pessoas”, é melhor voltar o olhar para a gestão ambiental. Além disso, é uma questão de responsabilidade social, de honrar o espaço que lhe foi concedido para desenvolver o seu negócio.

Fundar uma empresa não é apenas visar o lucro, mas também retribuir à sociedade e à natureza! É contribuir! É um benefício mútuo! E aí, vai continuar a subestimar a gestão ambiental?

Saiba como implementar um SGA – Sistema de Gestão Ambiental na sua organização. A Verde Ghaia atua há mais de 21 anos no mercado e possui as melhores soluções tecnológicas para o seu negócio ter melhor desempenho sustentável.

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SGA – Sistema de Gestão Ambiental na Agroindústria

 

É importante e necessário ter um Sistema de Gestão Ambiental implementado na sua empresa? A resposta é Sim !

Conforme abordamos nos artigos anteriores, ter um sistema de gestão de qualidade, segurança ocupacional e ambiental na Agroindústria é extremamente importante e necessário, como meio estratégico e gerencial de uma organização.

Ressaltamos aqui a importância e participação da Agroindústria no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, principalmente nesse momento de crise que enfrentamos no Brasil e no mundo.

Implementar um SGA na Agroindústria

O tema “Sustentabilidade” é amplamente abordado em todo o mundo, e o Brasil sempre foi referência em matéria ambiental, seja no âmbito legal ou em práticas e medidas de controle ambiental. Entretanto, sabemos que muito ainda deve ser feito em relação a preservação ambiental, criação de novas tecnologias a favor da redução e geração de resíduos, novas políticas ambientais e melhoria no que tange padrões e legislação ambiental.

Nesse sentido, implementar e manter um SGA – Sistema de Gestão Ambiental favorece e possibilita a organização:

  • Estabelecer uma Política Ambiental estabelecendo um comprometimento com a proteção do meio ambiente, objetivos ambientais e prevenção a poluição.
  • Estabelecer objetivos ambientais, metas, programas, e responsabilidades organizacionais.
  • Identificar os riscos, oportunidades (negócio, processos), identificar os aspectos e impactos ambientais.
  • Manter excelência na gestão dos requisitos legais e avaliação do atendimento.
  • Desenvolver um programa de capacitação, treinamentos dos colaboradores, conscientização e educação ambiental.
  • Implementar controles e procedimentos operacionais, controle de documentos.
  • Desenvolver um plano de atendimento e preparação a emergências.
  • Monitorar o desempenho ambiental e tratar as não conformidades que ocorrem nos processos.

Agenda de Sustentabilidade

Em 2013 teve início um processo de negociação mundial, contando com o Brasil em suas discussões e definições a respeito de uma “Agenda de Sustentabilidade” com Objetivos e Metas a serem cumpridos (acordo global sobre a mudança climática, ações contra a pobreza, promover a prosperidade e o bem-estar para todos, e proteção do meio ambiente.

Em setembro de 2015 durante a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, foi apresentada uma Agenda Mundial composta por 17 objetivos e 169 metas a serem atingidas até 2030.

Nesta agenda estão previstas ações mundiais nas áreas de erradicação da pobreza, segurança alimentar, agricultura, saúde, educação, igualdade de gênero, redução das desigualdades, energia, água e saneamento, padrões sustentáveis de produção e de consumo, mudança do clima, cidades sustentáveis, proteção e uso sustentável dos oceanos e dos ecossistemas terrestres, crescimento econômico inclusivo, infraestrutura, industrialização, entre outros.

Os temas podem ser divididos em quatro dimensões principais: Social, Econômica, Institucional e Ambiental. Nesse contexto, foram estabelecidos 17 ODS – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável:

  1. Erradicação da pobreza
  2. Fome Zero e Agricultura Sustentável
  3. Saúde e Bem Estar
  4. Educação e qualidade
  5. Igualdade de gênero
  6. Água potável e saneamento
  7. Energia limpa e acessível
  8. Trabalho decente e crescimento econômico
  9. Indústria, inovação e infraestrutura
  10. Redução das desigualdades
  11. Cidades e comunidades sustentáveis
  12. Consumo e produção responsáveis
  13. Ação contra a mudança global do clima
  14. Vida na água
  15. Vida terrestre
  16. Paz, justiça e instituições eficazes
  17. Parcerias e meios de implementação

Nota-se que a Agricultura possui uma abordagem objetiva nessa agenda, tanto pela questão de fornecimento de alimentos, quanto pela sustentabilidade.

Importância do SGA na Agroindústria

Diante do exposto, fica clara a importância do SGA na agroindústria e em toda cadeia produtiva, pois favorece a organização no atendimento aos requisitos legais e de gestão, produção de qualidade, condições saudáveis dos processos e o atendimento aos ODS – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (Mundial).

A Verde Ghaia possui equipe altamente qualificada e competente para lhe auxiliar na implantação de Sistemas de Gestão na Agroindústria.

Além disso, temos o Módulo GAIA – Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais, que oferecemos para a Agroindústria utilizar como software de gestão de aspectos e impactos ambientais, e riscos e oportunidades, além de nossas consultorias e auditorias.

Entre em contato conosco e converse com nossos consultores.

Edson Filho |Consultor Verde Ghaia / Advogado


Referência Bibliográfica

ISO 14001 – Sistema de Gestão Ambiental

https://www.cepea.esalq.usp.br/br/pib-do-agronegocio-brasileiro.aspx

https://nacoesunidas.org

Indicadores de Desempenho Ambiental e os benefícios para a Organização

 

No artigo anterior discutimos sobre o “Conflito de Sustentabilidade em virtude da escassez dos Recursos Naturais“. Hoje, abordaremos sobre os Indicadores de Desempenho Ambiental.

Cada vez mais, o setor produtivo em diferentes países está incorporando em seus custos aqueles relacionados com a questão ambiental, implicando necessidades de mudanças significativas nos padrões de produção, comercialização e consumo. Estas mudanças respondem a normas e dispositivos legais rígidos de controle (nacionais e internacionais), associados a um novo perfil de consumidor.

É fundamental que as empresas busquem uma relação harmônica com o meio ambiente, mediante a adoção de práticas de controle sobre:

  1. os processos produtivos;
  2. o uso de recursos naturais renováveis e não renováveis.

Indicadores de desempenho ambiental da indústria

A melhoria na relação com o meio ambiente é capaz de otimizar a produtividade dos recursos utilizados, implicando benefícios diretos para a empresa, o processo industrial e o produto, tais como:

1. Benefícios para empresa:

  • Melhoria da imagem, redução dos riscos, menor incidência de custos com multas e processos judiciais;
  • Manutenção dos atuais e conquistas de novos nichos de mercado;
  • Redução do risco de desastres ambientais;
  • Adição do valor com a eliminação ou minimização dos resíduos;
  • Melhor incidência de custos com multas e processos judiciais
  • Maior diálogo com os órgãos de controle e fiscalização.

2. Benefícios para o processo produtivo:

Economia de matéria prima e insumos;

  • Economia de matéria-prima e insumos, resultantes do processamento mais eficiente e da sua substituição, reutilização ou reciclagem;
  • Aumento dos rendimentos do processo produtivo;
  • Redução das paralisações, por meio de maior cuidado na monitoração e na manutenção;
  • Melhor utilização dos subprodutos;
  • Conversão dos desperdícios em forma de valor;
  • Menor consumo de energia e água durante o processo;
  • Economia em razão de um ambiente de trabalho mais seguro;
  • Eliminação ou redução de custos de atividades envolvidas nas descargas ou no manuseio, transporte e descarte de resíduos.

3. Benefícios para o processo produtivo:

  • Mais qualidade e uniformidade;
  • Redução dos custos, por exemplo, com a substituição de materiais;
  • Redução nos custos de embalagens;
  • Utilização mais eficiente dos recursos;
  • Aumento da segurança;
  • Redução do custo liquido do descarte pelo cliente;
  • Maior valor de revenda e de sucata do produto.

Conceito e atributos dos indicadores

Indicadores de Desempenho são entendidos como expressões quantitativas ou qualitativas que fornecem informações sobre determinadas variáveis e suas inter-relações, ou seja, informações indispensáveis para processos de melhoria contínua nas empresas.

Para a Construção de Indicadores, devemos estar atentos a alguns atributos que os mesmos devem conter, ou seja, devem assegurar:

1- Base Científica

2- Modelo Adequado

3- Temas prioritários

4- Compreensão e aceitabilidade

5- Sensibilidade adequada

6- Facilidade de monitoramento

7- Fontes de informação

8- Enfoque preventivo ou antecipatório

9- Trabalhar com valores discerníveis (padrões)

10- Periodicidade Adequada (coleta)

11- Conjunto de indicadores com função de aplicabilidade

A seleção dos indicadores deve levar em consideração também algumas variáveis tais como: simplicidade, representatividade, disponibilidade de dados e rastreabilidade. Os indicadores de desempenho ambiental escolhidos pela empresa devem ser específicos para uma determinada área, como quantidade de efluentes e de resíduos sólidos perigosos gerados por unidade de produto, peso da embalagem produzida, etc.

Os indicadores escolhidos devem ser relevantes, cientificamente válidos, de fácil comprovação, e devem ter custos de medição aceitáveis em relação aos objetivos da avaliação. A escolha dos indicadores de desempenho a serem adotados por uma dada indústria deve fundamentar-se em alguns aspectos, tais como:

  • Abrangência de suas atividades;
  • condições ambientais locais e regionais;
  • requisitos legais;
  • aspectos ambientais significativos
  • capacidade de recursos financeiros, materiais e humanos para o desenvolvimento das medições.

Em função destes aspectos, devem ser diagnosticados os elementos ambientais, relacionados com atividades, produtos e serviços, prioritários para se iniciar um processo de avaliação de desempenho. Esse espectro de indicadores de desempenho ambiental poderá ser ampliado, na medida em que julgue necessário considerar outras variáveis, inicialmente não contempladas.

Um ponto muito importante para o uso dos indicadores é a coleta de dados relativos ao processo produtivo da empresa. Para garantir a confiabilidade dos dados, torna-se necessário considerar fatores como:

  • Disponibilidade do dado
  • Adequação da informação
  • Viabilidade dos registros
  • Verificabilidade científica e estatística

Recomenda-se que os procedimentos de coleta dos dados incluam procedimentos adequados de:

  • Identificação
  • Arquivamento
  • Armazenamento
  • Recuperação
  • Disposição de dados e informações

Os dados utilizados para a construção desses indicadores podem ser obtidos de fontes diversas, tais como:

  • monitoramento e medição;
  • registros de inventário e produção;
  • e ou registros financeiros e contábeis.

Convém que os dados coletados sejam analisados e convertidos em informações, descrevendo o desempenho ambiental da organização. Para evitar distorções nos resultados, todos os dados relevantes e confiáveis que forem coletados dever ser considerados. A análise dos dados pode incluir considerações da qualidade, eficácia, adequação para produzir informações confiáveis.

As informações que descrevem o desempenho ambiental da organização podem ser desenvolvidas utilizando cálculos, melhores estimativas, métodos estatísticos e ou técnicas gráficas o que facilitará a avaliação e posterior comparação dos dados.

No próximo artigo, continuaremos o assunto mencionando o Desempenho Ambiental!

Dúvidas, envie sua mensagem para gente!

Entenda sobre o que é ciclo de vida de um produto e qual a importância para a organização

 

A nova versão da ISO 14001 veio com muitas vantagens e mudanças que tem o intuito de beneficiar ainda mais as empresas. No artigo de hoje, temos o objetivo de explicar uma das abordagens que está na norma: o Ciclo de Vida do Produto.

É muito importante que você entenda o conceito do Ciclo de Vida do Produto. Dessa forma, será mais fácil de enxergar como os impactos ambientais afetam as atividades da sua empresa de uma forma geral.

Também vamos explicar como o Ciclo de Vida do Produto, no ponto de vista da Norma ISO 14001 auxilia uma empresa. Além disso, também será elencado algumas situações, para que você entenda que há algumas que podem impactar os objetivos do seu negócio.

Não deixe de conferir e boa leitura!

O que é Ciclo de Vida do Produto?

A norma ISO 14001, define o termo Ciclo de Vida do Produto da seguinte forma:

“Estágios consecutivos e encadeados de um sistema de produto (ou serviço). Desde a geração ou aquisição da matéria-prima, por meio de recursos naturais até a disposição final. “

Na prática, o que significa, então, o Ciclo de Vida do Produto? Ele diz respeito ao input inicial até o output final do produto. Para que você entenda melhor essa definição, veja o exemplo mostrado logo abaixo:

Aquisição da matéria-prima → Projeto → Produção → Transporte / Entrega → Uso → Tratamento pós-uso → Disposição final

O exemplo acima mostra todos os itens do Ciclo de Vida de um produto que pertencem ao SGA, isto é, o Sistema de Gestão Ambiental. Pelo exemplo acima, ficou mais claro o que significa, não é mesmo?

Em resumo, o Ciclo de Vida do Produto é todo o processo de transformação de uma matéria-prima, em um produto final. Até chegar ao cliente final. Sendo assim, o Ciclo de Vida se encerra quando o consumidor descarta o elemento usado.  

Por que o Ciclo de Vida do Produto é importante?

O conceito do Ciclo de Vida do Produto é importante porque ele ajuda as empresas na Gestão Ambiental, além dos seus limites ambientais. Com isso, a visão das empresas com relação ao Sistema de Gestão Ambiental torna-se mais ampla.

Antes a empresa tinha foco apenas no processo de fabricação. Com a mudança na norma da ISO 14001, a empresa pode sentir todos os impactos que o consumidor final possa vir a ter. Vamos a um exemplo prático para que você possa entender melhor.

Imagine que uma empresa é fabricante de um determinado produto que possui alto nível de impacto ambiental. Essa empresa não deve pensar somente em como evitar o contato desse componente com o meio ambiente. É preciso que a organização pense também em alertar o consumidor final sobre os perigos desse componente.

Foi por isso que o conceito de Ciclo de Vida do Produto foi colocado na nova versão da ISO 14001. Dessa forma, é possível que as organizações identifiquem os impactos que suas atividades possam vir a causar, independentemente de serem internos ou externos.

A relação do Ciclo de Vida do Produto com a ISO 14001

Na ISO 14001 existe a possibilidade de analisar, o tempo inteiro, a perspectiva do Ciclo de Vida do Produto. Isso acontece, especialmente, quando a empresa entende que existem vários acontecimentos diferentes. E isso vale para aspectos e impactos ambientais em diversas situações.

Podemos exemplificar para ficar mais fácil a compreensão. Vamos analisar o requisito 8.1 que verifica o planejamento e controle de uma operação. Mas, antes disso, vamos relembrar o que a norma diz.

A empresa “deve estabelecer, implementar, controlar e manter os processos necessários para atender os requisitos do Sistema de Gestão Ambiental…”.

Isso significa que uma empresa precisa ficar atenta e acompanhar de perto todas as operações que ocorrem dentro da organização. Além disso, vale ressaltar que tudo precisa estar conforme as exigências feitas pelo Sistema de Gestão Ambiental.

Agora vamos relacionar o requisito 8.1 com o Ciclo de Vida do Produto. Fazendo essa relação, você vai entender que algumas ações devem ser realizadas pela empresa.

  • Estabelecer os requisitos ambientais para a aquisição de serviços e produtos;
  • Determinar formas de controlar todos os requisitos ambientais no projeto de desenvolvimento de um produto ou serviço. É preciso levar em consideração todos os estágios do Ciclo de Vida do Produto;
  •  Avisar todos os requisitos ambientais para provedores externos, inclusive pessoas contratadas;
  • Comunicar sobre impactos ambientais ocasionados pelo transporte ou pela entrega, tratamento, utilização, pós-utilização e disposição final de todos os serviços ou produtos.

Vale ressaltar que as ações ditas acima são obrigatórias. Cabe a empresa pensar em formas de colocá-las em prática.

Uma breve explicação sobre o item anterior

Após entender sobre todos os pontos ditos anteriormente, acredito que você tenha percebido algo muito importante. O planejamento e o controle das operações não irão alcançar apenas a parte inicial, da entrada das matérias-primas. Eles também vão alcançar o consumidor final, referente a forma de utilização do produto ou serviço.

Exemplos de situações comuns que podem impactar os objetivos do seu negócio

Há algumas situações, que são bem comuns, que podem acabar prejudicando as organizações. E isso vale, independentemente, de serem empresas pequenas ou grandes. Por isso, é importante que as empresas tenham cuidado, não deixando de focar no controle e no planejamento.

Abaixo você confere alguns exemplos de situações que podem impactar os objetivos da sua empresa:

  • Uma matéria-prima que contenha alguma propriedade prejudicial ao meio ambiente precisa ser conduzida de forma correta para seu processo de fabricação;
  • Uma embalagem que precisa de anos para se decompor no solo, precisa ser descartada em locais apropriados pelo seu consumidor final;
  • Um produto que contenha níveis altos de periculosidade, precisam e devem ser transportados seguindo um grande rigor técnico;

Essas são apenas alguns exemplos de atitudes que seu SGA, Sistema de Gestão Ambiental, precisa englobar. Dessa forma, é possível evitar todo e qualquer impacto negativo que sua empresa pode causar ao meio ambiente.

Vale ressaltar ainda, que essa conscientização precisa acontecer tanto dentro, como fora da empresa, como no item 2. Não adianta a empresa tomar todas as precauções necessárias e o seu cliente final não seguir com as regras.

Se for preciso, além do Sistema de Gestão Ambiental, esses itens também podem ser englobados através de auditorias ambientais. O objetivo é apenas um: minimizar os impactos ambientais que possam aparecer durante o Ciclo de Vida do Produto.

O que se pode concluir sobre o Ciclo de Vida de um Produto?

Nesse artigo, percebemos a importância do Ciclo de Vida do Produto. Vamos recapitular as fases que ele possui?

Aquisição da matéria-prima → Projeto → Produção → Transporte / Entrega → Uso → Tratamento pós-uso → Disposição final

Entendemos ainda porque foi necessário que a norma ISO 14001 sofresse modificações. É possível concluir que essas mudanças foram importantes para que os impactos ambientais sejam cada vez mais minimizados por empresas de vários setores.

Vale ressaltar ainda que o Ciclo de Vida do Produto não ocorre apenas dentro da empresa. Como foi visto, ele precisa partir do início da fabricação da matéria-prima e deve seguir até o seu destinatário final. É dessa forma que os impactos ambientais serão evitados.

Espero que você tenha entendido como funciona o Ciclo de Vida do Produto e sua importância.

Qualquer dúvida, não deixe de entrar em contato conosco.

Até mais!

Hangout sobre Comissão Interna de Meio Ambiente

 

A equipe de Consultores da Verde Ghaia realizará amanhã (30/09), a partir das 9h30, o Hangout sobre a CIMA – Comissão Interna de Meio Ambiente. O objetivo é mostrar a importância da CIMA dentro Gestão Ambiental  e como a Comissão pode auxiliar a otimizar o SGA.

Para participar, basta fazer a inscrição:

Confira as informações:

DATA: 30/09/2016 – HORA: 09h30

TEMAS: CIMA – Comissão Interna de Meio Ambiente

  • O que é?
  • Como pode ajudar a sua empresa?
  • Como pode contribuir para o Sistema de Gestão Ambiental?

Inscrições: Todos os Cafés Conectados já estão disponíveis. ACESSE