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Comau é vencedora no Prêmio Compliance Brasil na Gestão de Energia

 

No dia último dia 8 de novembro, no HSM EXPO 2017, a empresa Comau recebeu homenagem pelo primeiro lugar na categoria Desempenho Legal de Energia no Prêmio Compliance Brasil. Esta é a terceira edição do Prêmio da Verde Ghaia, que pela primeira vez apresenta esta categoria.

Prêmio Compliance Brasil da Verde Ghaia. Da direita para esquerda, Laerte Scarpitta é a quarta pessoa e, na ocasião, homenageado como Troféu Excelência em Desempenho Legal de Energia.
Prêmio Compliance Brasil da Verde Ghaia. Da direita para esquerda, Laerte Scarpitta é a quarta pessoa e, na ocasião, homenageado como Troféu Excelência em Desempenho Legal de Energia.

Laerte Scarpitta, Superintendente da Comau, representou a empresa na premiação e ao receber o Troféu relatou um pouco do trabalho desenvolvido:

Compliance é uma palavra que eu uso desde o primeiro dia que comecei a trabalhar na Comau e eu acho que isso ajuda muito a gente entender como deve ser a gestão de uma empresa.

Eu sou engenheiro eletricista, então energia para mim sempre foi um foco muito forte em todas as atividades da minha vida profissional e eu tenho quase que certeza, ou certeza absoluta, que a gestão que a empresa emprega permeia sobre a organização de uma maneira muito forte. E é isso que a gente quer daqui pra frente. Se o exemplo vem de cima, a empresa segue o que foi determinado.

A Comau faz parte de um grupo SA e o Grupo tem uma visão de compliance muito forte. A gente tem que atender isso de uma forma muito rígida para que a gente coloque a cabeça no travesseiro a noite e durma de forma muito tranquila. Então o que a gente tem por trás, as certificações ISO – por exemplo, tudo isso faz parte da vida da gente. A gente não tem que aparecer por fazer, é normal a gente fazer.

Então a empresa tem que seguir todos esses parâmetros, toda essa visão, de uma forma muito clara, muito tranquila, sem que isso seja uma obrigação, e sim o nosso dia a dia . É isso que a gente faz, por determinação tanto das diretrizes do grupo, quanto das nossas diretrizes.

Então, muito obrigada, eu acho que este prêmio é um reconhecimento. É difícil a gente receber um reconhecimento por fazer aquilo que é normal, mas ficamos muito contentes por isso.

Laerte Scarpitta – Superintendente da Comau

Mais de 2000 empresas de grande e médio porte participaram do Prêmio Compliance Brasil e disputaram oito categorias, são elas:

  • Prêmio Excelência em Desempenho Legal Ambiental
  • Prêmio Excelência em Desempenho Legal Qualidade
  • Prêmio Excelência em Desempenho Legal Saúde e Segurança
  • Prêmio Excelência em Desempenho Legal Segurança de Alimentos
  • Prêmio Excelência em Desempenho Legal Responsabilidade Social
  • Prêmio Excelência em Desempenho Legal Energia
  • Prêmio Excelência em Gestão de Fornecedores

Saiba mais:

Prêmio Compliance Brasil
Premiados Compliance Brasil
Prêmio Verde Ghaia Compliance Brasil na HSM EXPO 2017

Por Mônica Rosa
Coordenadora de Comunicação e Marketing

SGE – Uma visão muito além da conta de luz

 

Publicada em 15 de junho de 2011, A ISO 50001:2011 estabelece como Sistema de Gestão de Energia (SGE) o conjunto de elementos inter-relacionados ou interativos que visam determinar uma política energética, com objetivos energéticos e com processos e procedimentos para atingi-los.

Tais objetivos energéticos sempre deverão ter como premissa a maior redução do consumo de energia e/ou a eficiência energética. A norma possibilita uma ampla aplicação, podendo ser implementada por organizações de qualquer tamanho e segmento. Estima-se que a ISO 50001 possa influenciar diretamente mais de 60% de toda a energia em uso no mundo.

A razão quantitativa entre uma saída de desempenho, serviços, produtos ou energia e uma entrada de energia é o que se denomina eficiência energética. Exemplos: Eficiência de conversão entre energia requerida / energia usada; saída / entrada; energia teórica utilizada para operar / energia usada para operar; eficiência de motor – Kw/h médio consumido / distância percorrida; eficiência da lâmpada – W/h médio consumido / fluxo luminoso produzido lúmen (lm).

Nota-se que tanto a entrada como a saída precisam ser claramente especificadas em quantidade e qualidade e, também, mensuráveis para que se consiga efetivamente visualizar o nível de eficiência energética do objeto em avaliação.

Uma visão muito além da conta de luz

Contudo, a gestão de energia a que se refere a norma não se restringe somente à energia elétrica, mas também aos demais tipos de energia utilizadas em processos produtivos, atividades de serviço, entretenimento, lazer. Como, por exemplo, pode-se citar: combustíveis, vapor, calor e ar comprimido. Além de formas mais limpas, como a energia eólica e a solar.

Ou seja, para o propósito da eficiência energética, energia refere-se às suas mais diversas formas, que podem ser compradas, armazenadas, processadas, utilizadas em equipamentos ou em processos, ou até recuperadas. Sendo assim, realizar uma gestão de energia é muito mais do que medir, mês a mês, a conta de luz e avaliar se houve ou não uma redução de consumo. É, também, entender se houve uso de outras formas de energia, em sentido amplo, e como contribuíram para os resultados da organização, avaliando se seu uso foi significativo ou não.

Até porque, é possível existir cenários em que, mesmo com o aumento de consumo de energia, atinja-se maior eficiência energética. Por exemplo, quando há a expansão de um empreendimento / atividade, com a aquisição de novas máquinas / equipamentos e a contratação de mais funcionários, pode-se até existir um maior consumo geral de energia, mas ser constatado um menor consumo por pessoas ou por máquinas.

Portanto, tudo depende da forma como a organização gerencia seus usos significativos de energia; determina objetivos em relação à redução do consumo ou ao aumento da eficiência energética dos processos; mede e monitora os resultados periódicos e ações de adequação e/ou melhoria para que tais objetivos sejam alcançados.

O Curso Online ISO 50001 – Eficiência Energética , que já está disponível na plataforma de Educação à Distância da Verde Ghaia, aborda esse assunto e auxilia na implementação do Sistema de Gestão de Energia Empresarial.

Fontes alternativas e renováveis de energia em tempo de crise

 

Em 1972, quando explodiu a crise do Petróleo, todo o mundo pensou que esse acontecimento serviria de alerta. Dizia-se que o petróleo estava com os seus dias contados e em pouco tempo as reservas desse produto em todo o mundo não aguentaria mais a demanda.

O certo é que, 40 anos após a crise, o esgotamento de todas as reservas mundiais de petróleo parece estar bem distante da realidade. Os mais pessimistas indicam que as reservas do produto estão garantidas para mais de 4 décadas, caso a demanda projetada aumente 1,7% ao ano até 2030. Mesmo assim, devemos considerar a energia gerada através do petróleo como finita, não renovável.

Faz-se necessário considerar outras formas de energia em substituição do petróleo. Nesses tempos de dificuldade econômica e pressões da sociedade por uma vida mais saudável, com o mundo cada vez mais preocupado com as consequências dos combustíveis fósseis sobre o clima, mais do que nunca é necessário adotar fontes de energia renováveis, alternativas e com baixo custo.

É importante destacar que foi após a primeira crise do petróleo, que triplicou o preço do produto em poucos dias, que incentivou o investimento do Brasil nas pesquisas que resultaram no álcool combustível, atualmente denominado etanol, oriundo da cana-de-açúcar. Uma fonte de energia renovável muito eficiente para os veículos automotores.

No Brasil, provém das usinas hidrelétricas a maior parte da energia elétrica produzida. Isso ocorre por causa da existência de grandes mananciais de água, gerando uma energia limpa e renovável. É o único país do mundo onde a energia hidráulica é utilizada de forma rotineira.

A agroenergia, outro tipo de energia renovável que tem sido adotada por diversos países, inclusive Brasil, utiliza a biomassa florestal, combustão de lenha e carvão vegetal, principalmente consumido pelas siderúrgicas. Outras vantagens do consumo desse tipo de energia são o baixo impacto ao meio ambiente e a não alteração do efeito estufa, atualmente uma das maiores preocupações dos ambientalistas.

A utilização da cana-de-açúcar como fonte de energia vai além do etanol. A palha da planta e o bagaço representam uma fonte de energia respeitável e em expansão. Segundo dados da Associação Paulista de Cogeração de Energia (Cogen), cada tonelada de cana-de-açúcar produz 250 quilos de bagaço e 204 quilos de palha, capazes de gerar 199,9 quilowatts/hora. Estudos apontam que a geração de energia por usineiros, somada, já é equivalente a 7ª hidrelétrica do país.

Já a energia térmica, representa no Brasil, o segundo tipo de fonte de energia elétrica, e tudo indica que cresça ainda mais nos próximos anos. Nessas usinas, a queima de combustíveis, como derivados de petróleo, carvão, óleo, e também a cana-de-açúcar, gera a eletricidade. Nesse processo vários cuidados devem ser adotados, como por exemplo, filtragem dos gases oriundos da queima dos combustíveis, evitando a poluição atmosférica, e resfriamento da aquecida durante o processo antes de ser lançada no corpo hídrico.

A energia nuclear, ou energia atômica, é obtida através da fissão do núcleo do átomo do urânio enriquecido, gerando uma grande quantidade de energia. Esse tipo de energia é desaprovada pela sociedade, gera  um grande receio de ocorrência de  acidentes de maiores proporções, além de gerar resíduos radioativos e lixo atômico. Os Estados Unidos são os maiores produtores de energia nuclear.

Uma das formas mais antigas de captação de energia são os moinhos de ventos. Eles utilizam a energia dos ventos, ou seja, a energia eólica, para movimentar e executar alguns trabalhos. A energia eólica atual consiste na transformação de energia cinética dos ventos em energia elétrica. A instalação dessas usinas é viável em locais com velocidade média anual dos ventos superior a 3,6 m/s. É um tipo de energia barata e limpa.

A energia fotovoltaica, ou energia solar, é a mais limpa, ecológica, renovável, abundante. Porém é uma energia considerada cara por causa dos equipamentos necessários para sua captação. Seu uso é viável para pequenas instalações, em áreas de difícil acesso ou remotas. No Brasil, é feito um uso significativo do coletor solar que capta a energia solar e a utiliza para aquecer água, mas não gera energia elétrica.

Uma alternativa ao óleo diesel comum, derivado do petróleo, é o biodiesel, biocombustível fabricado de fontes renováveis vegetais. Pode ser utilizado puro ou misturado com óleo diesel comum em qualquer motor a diesel. Além de renovável, é pouco poluente.

Outros tipos de energia já são conhecidos e utilizados no mundo, por exemplo, o hidrogênio como combustível veicular, energia das marés e energia geotérmica, porém alguns fatores inviabilizam a adoção desses métodos no Brasil. Apesar de termos grande amplitude de marés, a topografia do nosso litoral não possibilita a construção de reservatórios que transformam a energia das marés em energia elétrica.

A Comissão Interministerial de Mudanças Global do Clima já aprovou mais de 200 projetos mecanismos de desenvolvimento limpo (MDL), que estão em conformidade com as exigências do Protocolo de Kyoto, acordo mundial para evitar ou reduzir as emissões de gases que causam o aquecimento global. Desses projetos, a energia a partir da biomassa se destaca com quase metade dos projetos limpos, seguida da hidrelétrica, pequenas centrais, eólica e biogás de aterros sanitários.

Por fim, cabe a nós desenvolvermos tecnologias mais eficazes na captação e utilização de energias alternativas e renováveis, de maneira que estas causem um baixo impacto ambiental.

“A resposta está em terminar com a nossa dependência nos combustíveis fósseis. Se tivermos sucesso, poderemos criar novas industrias, riqueza, novas fontes de energia segura e poderemos até impedir o maior desastre natural da História da Humanidade e salvar milhões de vidas. Se falharmos… basicamente será a força do dinheiro a moldar um futuro negro”, Al Gore

Marco Túlio Furlan
Consultor Jurídico Verde Ghaia

Sistema de Gestão de Energia – Uma visão muito além da conta de luz

 

A racionalização dos recursos energéticos é matéria que cada vez mais ganha destaque, seja entre as preocupações da sociedade, nas políticas públicas do governo ou no planejamento estratégico das empresas dos mais variados segmentos.

Isso porque, nos últimos tempos, passamos por uma crise energética como poucas vezes se te teve notícia no Brasil. Falta de chuva, escassez hídrica, aumentos discrepantes da conta de luz e criação da metodologia de bandeiras, que incluiu a dolorosa bandeira vermelha que, além de representar um aumento ainda maior no valor da conta para os consumidores, indica também (como uma das causas) o aumento da necessidade de maior uso (contratação) de energia advinda de termelétricas. 

Logo o Brasil, país cuja matriz energética é composta por mais de mil usinas hidrelétricas espalhadas pelo território nacional, que juntas produzem mais de 65% da energia do país.

O Lado bom de qualquer Crise

Entretanto, que se saber vislumbrar o lado bom de qualquer crise e aproveitar a experiência pela qual se pôde vivenciar ao sentir na pele e no bolso os efeitos negativos do nosso descaso, para compreender que se não houver mudança de mentalidade, comportamento e prioridades continuaremos a pagar mais caro por recursos que temos mais do que muitos, mas estamos desperdiçando como poucos.

Em tempos em que as receitas podem não crescer tanto como se pretendia, o equilíbrio das contas ou o próprio lucro almejado pode ser alcançado também por meio da redução dos custos. Para isso, um sistema de gestão de energia nos moldes da ISO 50001:2018 devidamente implementado e mantido se mostra como uma ótima ferramenta para auxiliar qualquer organização a alcançar esses objetivos.

ISO 50001 – Sistema de Gestão de Energia

A ISO 50001:2018 estabelece que o sistema de gestão de energia é o conjunto de elementos inter-relacionados ou interativos para estabelecer uma política energética, objetivos energéticos, e processos e procedimentos para atingir tais objetivos.  Esses objetivos energéticos sempre deverão ter como premissa um melhor desempenho energético. A razão ou outra relação quantitativa entre uma saída de serviços ou produtos e uma entrada de energia é um bom indicador para se verificar a eficiência energética.

Contudo, a gestão de energia a que se refere a norma não se restringe  somente à energia elétrica (que, em muitos casos, pode ser principal fonte de energia, apesar de não ser a única), mas aos demais tipos de energias utilizadas, sejam em processos produtivos, atividades de serviço, entretenimento, lazer, etc., como os combustíveis, o vapor, calor, ar comprimido, além de formas mais limpas como a energia eólica, solar e outras formas análogas.

Em outra palavras, para o propósito da eficiência energética, energia refere-se às suas diversas formas, incluindo renovável, que podem ser compradas, armazenadas, processadas, utilizadas em equipamentos ou em um processo, ou até recuperadas.

Gestão de Energia ISO 50001 – Consumo e Redução

Dessa forma, realizar a gestão de energia é muito mais do que medir mês a mês a conta de luz e avaliar se houve ou não uma redução de consumo. É entender também se houve uso de outras formas de energia, em sentido amplo, e como as mesmas contribuíram para os resultados da organização, ou seja, se o uso foi significativo.

Até porque é possível existir cenários em que, mesmo com aumento de consumo de energia, seja possível atingir maior eficiência energética, quando ocorre, por exemplo, expansão de um empreendimento/atividade com aquisição de novas máquinas/ equipamentos e contratação de mais funcionários, em que se pode ter um maior consumo geral de energia, mas um menor consumo por pessoas ou por máquinas.

Tudo dependente da forma como a organização gerencia seus usos significativos de energia, determina objetivos em relação a redução do consumo ou aumento da eficiência energética dos processos, mede e monitora os resultados periódicos e ações de adequação e/ou melhoria para que tais objetivos sejam alcançados.


Elias Temponi /Consultor Jurídico

Fonte: NBR ISO 50001: 2018 – Sistema de gestão de energia – Requisitos com orientação para uso.

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