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Diferencie-se dos seus concorrentes: Respire inovação


 

Sistema de Gestão também precisa de inovação. Quem tem medo de mudar, fica parado no tempo e é ultrapassado facilmente pelos concorrentes. Um erro muito comum da grande maioria das empresas é, em tempos de crise e de escassez de recursos, se afundar em rotinas operacionais e esquecer das constantes mudanças do mundo que afetam as pessoas, os seus comportamentos e os seus hábitos de consumo.

Assim, quantas vezes não tampamos os nossos olhos e nos concentramos apenas naquilo que já fazemos, sem conseguir perceber e, muito menos acompanhar, as mudanças que acontecem no mercado?

Inovação e Processos mais Produtivos

Inovar não é criar algo mirabolante! Mas sim, ter uma nova forma de enxergar e fazer!
Inovar não é criar algo mirabolante! Mas sim, ter uma nova forma de enxergar e fazer!

Para inovar é preciso estar atento ao negócio, aos processos produtivos, à satisfação de seu cliente, aos concorrentes, as tendências do mercado, à mudança de comportamento da sociedade, aos novos desejos e demandas das pessoas.

Assim, é fundamental sempre avaliar e reavaliar os cenários internos e externos de seu negócio e propor as seguintes reflexões:

* O que estou fazendo está certo?

* As pessoas precisam realmente do que eu faço?

* Faço assim por que sempre fiz assim? Ou porque as pessoas desejam que seja assim?

* Será que é hora de mudar?

* Como o mercado percebia a minha empresa quando comecei?

* Como o mercado percebe hoje a minha empresa, os meus produtos e os meus serviços? Por que mudou?

* Quem são os meus clientes hoje? Eram os mesmo de quando comecei?  É para eles que desejo continuar a oferecer os meus produtos e serviços?

* Como estará o meu mercado daqui a 5, 10 e 15 anos. Vale a pena mudar?

* Estou conectado com o que acontece de novo ou mantenho-me em uma zona de conforto com extremo conservadorismo?

* Estou preparado para o tempo da virtualização e da conectividade?

* Sei o que significa “internet” das coisas?

Sempre é tempo para analisar e planejar

sistema de gestão das norma iso

Sempre é tempo para analisar o seu negócio e planejar ou mudar os rumos de sua estratégia. Será que não é a hora de pensar no futuro e parar de olhar para o passado?

Afinal, o passado já foi e não podemos permanecer nele. O mundo é feito de presente e de futuro, mas somente para quem sabe enxergar mais longe.

O mercado atual gera dúvidas sobre o seu negócio ou sobre o seu futuro como empreendedor? Então é hora de parar, refletir e retomar as rédeas de sua empresa!

A capacidade de crescimento e de superar adversidades de uma empresa está diretamente relacionada à qualidade de sua gestão. Especialmente em tempos recessivos, a Alta Direção precisa ter o controle do “barco” e manter na equipe uma onda forte de positivismo e resiliência.

Sistema de Gestão baseado em Riscos

Seguindo a máxima que é “na crise que se cresce”, a principal tarefa do empreendedor é aproveitar esse momento para fazer a “lição de casa”, ou seja, manter uma gestão eficiente, que seja capaz de entender os novos movimentos e de mudar, se isso for necessário.

Um Sistema de Gestão, baseado em riscos, poderá mostrar os caminhos certos para a empresa manter tudo sob controle ou, até mesmo, para implementar mudanças, desde que seja com foco, planejamento, comunicação, avaliação dos resultados, tomada de decisões estratégicas e melhoria contínua dos processos, produtos e serviços.

Afinal, é condição sine qua non para sobrevivência no mercado – seja ele recessivo, competitivo ou em expansão; que a empresa consiga avaliar continuamente o seu negócio, rever os rumos e reorganizar a sua estrutura, para que possa sempre evoluir e ser competitiva.

07 passos para melhorar seu Sistema de Gestão

Pense diferente e melhore seu sistema de Gestão!



Pense diferente e melhore seu sistema de Gestão!

Veja 7 passos que podemos aprender com um modelo de sistema de gestão para melhorar o gerenciamento do negócio, especialmente em tempos de crise:

1. Otimizar custos. Entender onde estão os gargalos financeiros da empresa, eliminar custos desnecessários e otimizar a utilização dos recursos essenciais, são algumas medidas importantes para qualquer negócio.

2. Investir em planejamento e produtividade para garantir margens de lucratividade e manter o faturamento ativo.

3. Rever os recursos humanos e técnicos necessários para executar as atividades com qualidade e produtividade desejados.

4. Estabelecer a cultura do “Mais com Menos”.

5. Rever priorizações, dentro dos Objetivos e Metas do negócio.

6. Choque de gestão – rever processos, atividades e rotinas produtivas, avaliar produtos e serviços, usar os procedimentos como ferramentas de controle operacional e os indicadores de resultados como ferramentas para tomada de decisões mais estratégicas.

7. Rever os planejamentos estratégicos, sempre que necessário.

Quer saber mais sobre Sistemas de Gestão baseada em RISCOS? Acesse nossos artigos em nosso Blog ou Fale com nossos Consultores!

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Leia mais sobre o assunto Inovação e Performance

Café Conectado com Deivison Pedroza, CEO do Grupo Verde Ghaia

As Normas Internacionais (ISO) são o primeiro passo para uma boa Gestão de Risco


 

ISO — International Organization for Standardization (“Organização Internacional para Padronização”): é uma organização não-governamental com sede em Genebra, Suíça, responsável por interligar os institutos de padronização regionais e órgãos reguladores de 246 países. Uma curiosidade: o termo ISO não é apenas uma abreviação; sua origem se dá no vocábulo grego — “ἴσος” (“isos”) — e significa “igualdade”.

Sistemas de gestão da qualidade são necessários em todas as áreas de atividade empresarial, independentemente do tamanho, estrutura ou localização de um negócio. Um sistema de gestão da qualidade visa documentar processos, procedimentos e responsabilidades numa empresa, com o objetivo de alcançar políticas de máxima excelência.

ISO 9001 - Gestão da Qualidade para prevenção de Riscos
ISO 9001 – Gestão da Qualidade para prevenção de Riscos

Os benefícios são vários, como melhoria nos controles dos processos operacionais, redução de custos e desperdícios, queda na corrupção, aumento da capacitação dos colaboradores etc. Com isto, a empresa ainda se diferencia da concorrência e aumenta sua participação no mercado, fazendo girar a Economia.

Quando uma empresa adota um Sistema de Gestão da Qualidade, ela automaticamente adota práticas e metodologias já testadas e amplamente consolidadas globalmente, alcançando assim, resultados eficazes e duradouros. As organizações adeptas aos padrões ISO podem apresentar aumento de até 5% em seu crescimento anual.

Quais as vantagens de adequar sua empresa às normas ISO?

O que significa exatamente quando uma empresa divulga que conquistou a “certificação ISO, número tal”?

Significa que ela está empenhada em se adequar aos padrões globais de qualidade, servindo como exemplo de excelência para seus colaboradores e também para o mercado.

Quando a empresa atinge os requisitos das normas ISO, ela se torna mais eficiente em todos os processos de sua cadeia (que podem abranger desde a concepção e desenvolvimento de um produto ou serviço, até a entrega ao consumidor final e acompanhamento dos resultados). Ela também se torna mais confiável, já que seguiu uma série de normas e padronizações para chegar até ali.

ISO 9001: Implante na sua Organização uma Cultura da Qualidade
ISO 9001: Implante na sua Organização uma Cultura da Qualidade

Quais são os maiores benefícios ao se adotar um Sistema de Gestão de Qualidade?

Melhorias nos processos — A empresa consegue visualizar as melhorias que se fazem necessárias em todos seus processos. Afinal, todas as decisões acompanham um padrão de qualidade homogêneo. Ao mesmo tempo, cada passo é devidamente documentado, podendo ser analisado e aprimorado continuamente.

Precisão na avaliação de metas e desempenho — Na implementação e acompanhamento de um Sistema de Gestão de Qualidade, todos os processos de uma empresa são registrados e avaliados constantemente. Fica muito mais fácil avaliar os sucessos e falhas de uma empresa quando seu desempenho possui um registro sólido e confiável. Além disso, tal processo permite que o crescimento seja planejado de forma constante e organizada.

Redução de custos — Todo Sistema de Gestão gera redução de custos e despesas, pois direciona a empresa para as melhores decisões em seu dia a dia e proporciona maior aproveitamento de recursos e de mão de obra.

Redução ou nulidade da corrupção — Algumas normas (como a ISO 37001) são moldadas especialmente para combater sistemas de corrupção dentro das empresas.

Maior envolvimento e satisfação dos colaboradores — É inegável que a motivação é muito importante para que os funcionários de uma empresa mantenham o bom desempenho. Quando há a adoção de um Sistema de Gestão de Qualidade, os papéis de todos os colaboradores ficam bem definidos e todo mundo é capaz de compreender sua função para o sucesso do negócio. Além disso, o desgaste durante a solução de problemas, transições, negociações e treinamentos reduz drasticamente, pois todos estarão seguindo uma metodologia já testada e aplicada com sucesso

ISO 9001: uma metodologia já testada e aplicada com sucesso.
ISO 9001: uma metodologia já testada e aplicada com sucesso.

Possibilidade de reconhecimento internacional — Um bom sistema de Gestão da Qualidade é aquele que atende aos requisitos da ISO, marca mundial que inspira confiança. Quando um negócio é certificado pela ISO, obrigatoriamente passou por uma série de avaliações e atendeu a uma série de requisitos. Portanto, passa a imagem de excelência e responsabilidade. Além disso, pode ajudar as pequenas e médias empresas a competirem internacionalmente através da disseminação da tecnologia e de melhores práticas. E uma empresa bem vista, é uma empresa que atrai mais fornecedores e clientes.

Em suma, contar com um bom Sistema de Gestão da Qualidade auxilia na automatização de processos, confere mobilidade e agilidade às equipes envolvidas, substitui a geração de planilhas desintegradas e de difícil consolidação e análise, reduz os riscos e despesas dentre outras vantagens.

Como escolher e implementar um bom Sistema de Gestão de Qualidade?

Contrate consultoria externa — Para escolher os melhores sistemas de gestão, o ideal é contratar uma empresa responsável, que possa realizar as análises necessárias e apontar o melhor para a sua empresa.

Aproveite a tecnologia — Adote sistemas informatizados, principalmente aqueles que trabalham com ferramentas unificadas e com armazenamento na nuvem, pois assim, os dados podem ser consultados simultaneamente por vários gestores, mantendo todos sempre cientes dos processos em desenvolvimento. Dentro deste processo, também é importante escolher sistemas amigáveis ao usuário e, também investir em segurança da informação.

Envolva sua equipe — Só é possível implementar um Sistema de Gestão de Qualidade (e por consequência obter as certificações pertinentes), quando há a participação ativa de todos os colaboradores. É importante que todos os funcionários estejam cientes de seus papéis. Se necessário, realize reuniões e treinamentos internos.

Minha empresa precisa de uma Gestão da qualidade - ISO 9001?
Minha empresa precisa de uma Gestão da qualidade – ISO 9001?

Você deve estar se perguntando: “Será que minha empresa precisa de um Sistema de Gestão de Qualidade?” A resposta é sim. Toda empresa se beneficia quando adota uma gestão organizada e conquista os padrões estabelecidos pela ISO, seja esta empresa de pequeno, médio ou grande porte.

Por incrível que pareça, muitas organizações ainda desprezam as certificações ISO, como se estas fossem apenas um “pedaço de papel sem utilidade”. No entanto, o gestor bem informado vê as normas ISO como ferramentas importantes e até mesmo essenciais, não apenas para o desenvolvimento de sua empresa, mas também para o cenário econômico no qual suas negociações são estabelecidas.


Como realizar uma gestão de Riscos e Oportunidades – ISO 45001


 

Sua empresa já possui certificação na OHSAS 18001 e está buscando a certificação? É importante saber que a ISO 45001 substituirá a OHSAS 18001. E que as empresas terão um período de três anos para migração até início de 2021.

Ressalta-se que a maioria dos requisitos presentes na OHSAS 18001 são abordados na ISO 45001. Contudo, existem alterações significativas as quais a empresa deve se preparar para migrar. E assim, ficar em conformidade com a nova norma. E uma delas é a gestão de riscos e oportunidades.

Gestão de Riscos e Oportunidades

Gestão de Riscos e Oportunidades

É uma norma internacional e tem como objetivo garantir saúde e segurança ocupacional das pessoas que trabalham em nome da empresa. Foi elaborada com requisitos pautados principalmente com foco na gestão de riscos, avaliação de riscos, conscientização dos indivíduos envolvidos, melhoria contínua do sistema de gestão.

Foco em Gestão de Riscos

A ISO 45001, assim como a ISO 14001 e ISO 9001 publicadas em 2015 após revisão, incluem uma nova abordagem muito relevante: foco na gestão de riscos. E quando falamos em gestão de riscos, não é somente relacionada a perigos de SSO aos quais estávamos acostumados a mapear em função da OHSAS 18001.

Agora será necessário implementar uma gestão de riscos como um todo. Relacionada-as às diversas questões que impactam ao sistema de gestão de SSO. Abordaremos sobre essa questão a seguir. O objetivo é garantir melhores resultados de forma preventiva! Bem como buscar por melhoria do desempenho do sistema de gestão.

Anexo SL, e o requisito de riscos e oportunidades

Para facilitar a integração entre os sistemas de gestão, foi adotada nas normas recentes da ISO a mesma estrutura chamada Anexo SL, que apresentam requisitos de 1 ao 10. Neste artigo, falaremos sobre o requisito 6.1 Ações para abordar riscos e oportunidades para sistema de gestão de SSO, e o que deve ser considerado.

1. Escopo
2. Referências Normativas
3. Termos e Definições
4. Contexto Organizacional
5. Liderança
6. Planejamento

6.1 Ações para abordar riscos e oportunidades
6.2 Objetivos de SSO e planejamento para alcançá-los

7. Recursos
8. Operação
9. Avaliação de Desempenho
10. Melhoria

Planejamento: detalhes que influenciam no resultado

A implementação do sistema de gestão de SSO deve ser considerada estratégica e operacional. Portanto, o sucesso depende de liderança, compromisso e participação de todos os níveis e funções da organização. Incluindo os diversos fatores chaves abordados na norma. Para garantir uma implementação de sistema de gestão SSO bem-sucedida, apenas a adoção do documento não garante o resultado.

O nível de detalhe e a complexidade, a extensão da informação documentada, os recursos necessários para assegurar o sucesso do sistema de gestão de SSO de uma organização vão depender de uma série de fatores, tais como:

* o contexto da organização considerando questões internas e externas. Por exemplo, número de trabalhadores, tamanho, geografia, cultura, requisitos legais e outros requisitos;

* o escopo do sistema de gestão de SSO;

* a natureza das atividades da organização e os riscos relacionados à SSO.

Portanto, quanto mais detalhar na fase de Planejamento, no levantamento de riscos e oportunidades e respectivas ações, melhor será o desempenho do sistema de gestão!

Informação documentada

A organização deve manter informação documentada, Isto é, documentos e registros, relacionada a riscos e oportunidades, assim como processos e ações necessários para determinar e abordar seus riscos e oportunidades. Tudo conforme a necessidade de assegurar que as informações documentadas são realizadas conforme planejado.

Como considerar a Gestão de Risco e Oportunidade

De acordo com a norma, na fase de planejamento deve-se determinar e avaliar riscos e oportunidades que são relevantes para os resultados e à melhoria contínua do sistema de gestão de SSO, associados aos seus processos ou ao sistema de gestão de SSO, e às mudanças na organização. Deve-se considerar, por exemplo:

1. questões referidas em 4.1 (contexto da organização);
2. requisitos referenciados em 4.2 (partes interessadas);
3. requisitos referenciados em 4.3 (escopo do seu sistema de gestão de SSO);
4. perigos (ver 6.1.2.1);
5. riscos de SSO e outros riscos (ver 6.1.2.2);
6. oportunidades de SSO e outras oportunidades (ver 6.1.2.3);
7. requisitos legais e outros requisitos (ver 6.1.3).

Como abordar riscos e oportunidade em cada item?

A empresa deve determinar os riscos e oportunidades com base nas informações geradas conforme cada item abaixo:

Item 4.1 – Contexto da Organização: para o contexto da organização, é necessário levantar as questões internas e externas. Uma das formas é avaliar pela Análise SWOT (questões internas: pontos fortes e fraquezas; questões externas: oportunidades e ameaças), e com base nesse levantamento determinar os riscos e oportunidades.

Item 4.2 – Partes Interessadas: quanto a partes interessadas, deve-se levantar quem são e quais necessidades e expetativas possuem, e quais se tornam requisitos, ou seja, são relacionadas a requisitos legais e outros.

Item 4.3 – Escopo: Após escopo definido, deve-se avaliar os limites e a aplicabilidade considerados para sistema de gestão de SSO.

Item 6.1.2.1 – Perigos: deve-se implementar processo de identificação de perigos de forma proativa e contínua, considerando todos os aspectos relacionados no item 6.1.2.1, mas não limitando-se aos exemplos da norma: como o trabalho é organizado, fatores sociais, liderança e cultura da organização; atividades e situações de rotina e não rotineiras; incidentes anteriores relevantes; potenciais situações de emergência; pessoas no local de trabalho e vizinhança; questões relacionadas a situações não controladas e mudanças, e muitas outras questões como estabelecido na norma.

Riscos e Oportunidades relacionados a SSO

É possível que os riscos e oportunidades relacionados a SSO e requisitos legais e outros, resultem em outros riscos e outras oportunidades para a organização.

Item 6.1.2.2 – Riscos de SSO e outros riscos: implementar e manter sistemática para avaliar os riscos de SSO relacionados aos perigos identificados, determinar e avaliar os outros riscos relacionados ao sistema de gestão de SSO. Bem como, determinar uma metodologia e os critérios da organização para a avaliação dos riscos;

Item 6.1.2.3 – Oportunidades de SSO e outras oportunidades: implementar e manter uma sistemática para avaliar as oportunidades relacionadas: aos processos ou atividades, políticas e mudanças planejadas da organização; à melhoria do ambiente de trabalho, à eliminação de perigos e redução de riscos e outras que influenciam na melhoria do sistema de gestão de SSO, bem como seu desempenho.

Item 6.1.3 – Requisitos legais e outros requisitos: implementar e manter uma sistemática para determinar e ter acesso aos requisitos legais e outros requisitos aplicáveis à organização relacionados a SSO (perigos e riscos identificados, e sistema de gestão como um todo).

Após determinar os riscos e oportunidades relacionados a todos esses aspectos, deve-se avaliar de acordo com uma metodologia a ser definida pela empresa, e definir as ações conforme resultado. Importante lembrar que para mudanças planejadas, permanentes ou temporárias, esta avaliação deve ser realizada antes da mudança ser implementada, ou seja, deve constar evidências (registros) que foram identificados e avaliados os riscos e oportunidades antes da mudança ocorrer.

Um sistema de gestão de SSO, portanto, será mais efetivo e eficiente ao tomar medidas antecipadas para abordar riscos, agindo em caráter de prevenção na fase de planejamento. Além de abordar as oportunidades que melhorem o desempenho de SSO.


Tassiana Vecchio Ribas
Consultora de Sistema de Gestão Integrado
Engenheira Ambiental e Segurança do Trabalho


Gestão da Informação Jurídica nas Organizações


 

Gestão Informação Jurídica nas Organizações

 

“Gestão da Informação Jurídica nas Organizações” esse é o assunto que o consultor jurídico, Gabriel Cunha, aborda no seu vídeo de estreia do Projeto Colunistas Verde GhaiaEle propõe uma estrutura básica com a aplicação de algumas ferramentas para facilitar a realização desse processo nas empresas. Assista!

 

Leia abaixo também artigo sobre o tema.

 

1. Gestão do Risco no contexto da gestão das organizações

 

Os acontecimentos que envolvem as atividades empresariais, como velocidade das inovações, mudanças econômicas e regulatórias, incertezas ambientais e mercado cada vez mais competitivo, levaram as organizações a perceber, nas últimas décadas, a importância de se realizar uma gestão que envolva a análise e o gerenciamento dos riscos a que estão sujeitas. Tal prática, dentre seus objetivos, visa a eliminação/ mitigação de perdas (e potencialização dos ganhos) e uma melhor identificação de contexto e de tendências para subsidiar a tomada de decisão e formulação de estratégias organizacionais.

A construção e estruturação de uma análise e uma gestão proativa dos riscos, através de metodologias consistentes, tem se mostrado ferramenta útil e necessária para a manutenção e crescimento dos ativos organizacionais e, principalmente, para o enfrentamento de crises, que demonstraram até hoje um caráter cíclico, mas que em alguns casos já sinalizam certa perenidade, como na escassez de recursos ambientais.

Neste sentido, nos alinhamos a tese de que a gestão eficiente de riscos possibilita a proteção de falhas, crises ou situações que gerem algum efeito negativo para as organizações, devendo ganhar centralidade na definição dos objetivos e estratégicas das organizações.

 

2. Risco Legal

 

Face à necessidade de uma verificação consistente dos riscos envolvidos nas atividades empresariais, as práticas de gestão de risco podem abranger as mais diversas perspectivas de uma organização e, no contexto atual, devem ser tratadas com a devida relevância no momento da tomada de decisões das empresas. Verifica-se, neste movimento, um aprimoramento contínuo do controle dos riscos em algumas perspectivas para a gestão estratégica de negócios, quais sejam: riscos de mercado, risco de crédito, risco operacional, risco legal e etc.

Sob esse prisma, destacamos o risco legal como possuidor de um papel de extrema relevância, pois visa verificar as perdas potenciais decorrentes da violação da legislação, de contratos confusos ou omissos, da efetividade na aplicação da lei, da criação de novos tributos e etc.

Especificando mais a abordagem da gestão do risco legal, aponta-se a pertinência da avaliação dos riscos legais ambientais das atividades organizacionais. Partimos da premissa de que os riscos de se estar em “inconformidade legal ambiental” envolvem a depreciação de valores organizacionais tangíveis (perda de contratos, perda de licenças, sanções pecuniárias, sanções restritivas de direito, paradas não planejadas) e intangíveis (danos a imagem/marca, perda da fidelidade dos clientes, credibilidade e etc.).

 

3. Gerenciamento do Risco Legal e a NBR ISO 14001:2015

 

O “Princípio do Poluidor Pagador”, basilar no direito ambiental, sinaliza a necessidade de um gerenciamento ambiental que considere a análise e a gestão dos riscos a que a atividade se expõe (e expõe os ecossistemas) tendo em vista os aspectos e impactos ambientais inerentes ao negócio.

Não sem motivo, a versão da ISO 14.001, publicada em 2015, traz um modelo de gestão que procura dar ênfase em uma gestão dos riscos ambientais do negócio, com responsabilização direta da alta direção pelo Sistema de Gestão Ambiental. A proposição destas novas perspectivas ao consagrado modelo de gestão ambiental enseja algumas questões importantes para o gerenciamento da empresa, senão vejamos:

i) A responsabilização direta da alta direção pelo SGA-Sistema de Gestão Ambiental traz a necessidade do desenvolvimento de ferramentas que auxiliem o gestor estratégico na verificação da eficiência do sistema, assim como na tomada de decisões estratégicas. (a.5.1)

ii) A consolidação do gerenciamento de riscos como metodologia fundamental à sustentabilidade da organização, consagrando e incentivando uma postura proativa, calculada e ambientalmente adequada nos movimentos empresariais. (6.1.1)

Independentemente de se possuir ou não a Certificação pelo modelo de gestão proposto na norma NBR ISO 14.001, a elaboração e adoção pelas organizações de uma metodologia eficiente de avaliação do risco legal ambiental é, ao nosso ver, ponto essencial para a sustentabilidade do negócio, em uma perspectiva econômica e, principalmente, para que o negócio seja sustentável na perspectiva ecológica.

A implantação do ambiental em uma organização, como forma de garantir a eficiência na identificação dos riscos envolvidos à sua atividade, e a própria gestão proativa do risco, deve direcionar as empresas a atuarem de maneira racional, evitando perdas desnecessárias e aproveitando oportunidades. Esse modelo desenvolve/amadurece nas empresas a capacidade de minimizar os riscos e, ainda, de criar valor agregado para sua marca e stakeholders.

Isso pois, o ambiente social, natural, econômico, de negócios e institucional pouco admite, atualmente, erros e perdas não calculadas. Reiteramos que a organização que não está atenta aos riscos ambientais do negócio tem sua capacidade de resiliência sensivelmente diminuída, uma vez que não antecipa hipóteses, crises, oportunidades ou mesmo o melhor caminho para sua sobrevivência e/ou prosperidade.

Salienta-se aqui, mais uma vez, a importância de as organizações, os respectivos sistemas de compliance e consultorias jurídicas desenvolverem tecnologias e métodos de verificação do Risco Legal Ambiental, que entreguem informações relevantes, consistentes e diretivas, dialogando e alimentando a alta direção na tomada de decisões e formulação das estratégias organizacionais.

 

4. Gerenciamento do Risco legal e

 

A conformidade legal ambiental representa um desafio para as organizações. Conhecimento das normas, corpo técnico qualificado para as atividades de risco, viabilidade financeira de controles e alternativas ecológica face as exigências legais são alguns dos itens a serem internalizados na cultura, lógica e engrenagem de funcionamento das empresas.

Ao arquitetar ou contar com uma estrutura que visa trazer e manter a organização em compliance ambiental, as empresas dão grande passo para conseguir se manter em conformidade. Tais estruturas, de maior ou menor complexidade e abrangência, tendo autonomia, influência sobre a alta direção e ferramentas adequadas para o gerenciamento do risco legal, acabam por constituir bases sólidas para o crescimento sustentável da organização.

O assunto é interessante e será melhor explorado em outra oportunidade. Por hora, frisamos a pertinência e importância do desenvolvimento de ferramentas e métodos para instrumentalizar o sistema de compliance das organizações para o:

(i) Adequado gerenciamento da conformidade,
(ii) Definição de prioridades,
(iii) Gerenciamento do risco legal associado às interações socioeconômicas do negócio e, por fim,
(iv) Otimização da interlocução com a alta direção, ao subsidiar os líderes de informações simplificadas, diretas e relevantes para a tomada de decisão.

 

5. Risco legal ambiental – Estruturando uma metodologia eficaz

 

Visando contribuir com as organizações que desejam contar com metodologia de avaliação do risco legal ambiental, sugerimos alguns pontos para enforque. De forma pragmática, apontamos algumas práticas de gestão que envolvem o tratamento do risco legal ambiental e que se mostram consistentes quando se atentam, no mínimo, para os seguintes padrões:

a) Diagnóstico do Risco Legal:

i) Verificação continua da legislação aplicável às atividades da organização;
ii) Implementação de metodologias e ferramentas para uma apuração e gestão do cumprimento das obrigações ambientais legais pela organização.
iii) Análise prévia da legislação antes de qualquer movimento organizacional.
iv) Percepção/parecer do departamento legal, dos advogados ou consultoria como ponto importante a ser analisado antes das decisões empresariais;
v) Identificação do Riscos Legais à que a organização está exposta.

b) Priorização dos Riscos

i) Implementação de metodologia para priorização do tratamento dos riscos legais ambientais; (Ex.: indicador de Risco legal)
c) Controle dos Riscos
i) Implementação de metodologia para tratamento, monitoramento e gerenciamento dos riscos;
ii) Implantação de cultura de aprendizado a partir dos erros, utilizando a informação para aperfeiçoar os processos e minimizar o risco futuro.
iii) Integração da gestão do risco legal ambiental com a estratégia de gestão global do risco da organização;
iv) Engajamento da alta direção com o diagnóstico de risco, utilizando indicadores, pareceres, e conclusões pertinentes na tomada de decisão.

 

6. Conclusão

 

Um gerenciamento do Risco Legal Ambiental visa proporcionar as organizações um conhecimento do seu contexto de atuação face as obrigações legais que estão sujeitas e, assim, um domínio calculado dos efeitos negativos que podem sofrer diante do não atendimento de determinado imperativo normativo ambiental. Tal conhecimento permite a priorização de investimentos e o direcionamento da organização para conformidade sistêmica e legal de forma planejada e sustentável.

Assim, uma empresa que avalia os riscos legais a que está sujeita, de acordo com sua atividade, sanções aplicáveis e avaliação da probabilidade de ocorrência, está mais apta ao gerenciamento ambiental sustentável e melhoria de performance contínua, uma vez que constantemente monitora quais os padrões e obrigações ambientais deve respeitar, tendo condições de antecipar problemas, inovar e melhorar seus processos.

Neste sentido, entendemos que uma metodologia de avaliação do risco legal ambiental, com a criação de indicadores que permitam o entendimento do contexto de atendimento das obrigações ambientais pela organização, coaduna com as principais orientações na NBR ISO 14001/2015, pois estrutura uma ferramenta de gerenciamento ambiental proativo e estratégico e que envolve diretamente a alta direção.

 

Gabriel Cunha
Consultor Jurídico / Colunista Verde Ghaia

Gestão de Riscos e Oportunidades nas versões ISO 9001 E 14001


 

Gestão de Risco é uma das grandes mudanças que envolveu as novas versões das normas de qualidade e meio ambiente foi a necessidade da gestão de riscos e oportunidades. Posto que, nas versões antigas, não era abordado. Mas afinal, o que seria riscos e oportunidades?

Gestão de Riscos e Oportunidades nas versões ISO 9001 E 14001

Gestão de Risco: ameaças e oportunidades

De acordo com a ABNT NBR ISO 14001, Riscos e oportunidades são efeitos potenciais adversos (ameaças) e efeitos benéficos (oportunidades). No caso de riscos, a gestão tem caráter preventivo. isto explica a não exigência de ações preventivas. Entretanto, essa análise/avaliação deve ser feita, por exemplo, para:

Processos,
Requisitos Legais,
Aspectos e Impactos,
Negócio.

Riscos e oportunidades atrelados aos processos serão oriundos do mapeamento de processos. Ao se descrever todas as atividades realizadas em cada processo, deve-se em seguida, identificár o que pode ser melhorado (oportunidades). Assim como, as futuras possíveis, falhas (risco).

Levantamento das legislações aplicáveis

Gestão de Risco e oportunidade de requisitos legais poderão ser identificados a partir do levantamento das legislações aplicáveis à atividade da organização. Sendo que, para aspectos e impactos, também serão identificados no levantamento de aspectos e impactos as atividades/processos da organização.

E para o negócio, a identificação será feita através do planejamento estratégico. Este, portanto, é realizado pela , que deverá levar em conta as variáveis pertinentes ao negócio. Sendo elas:

Mercado,
Tecnologia,
Recursos Financeiros,
Recursos Intelectuais,
Recursos Humanos na Organização,
Expectativas atuais e futuras,
Experiências Passadas.

É importante lembrar que todos os riscos e oportunidades identificados deverão ser tratados. Assim como, conter planos de ação, avaliação de eficácia, monitoramento e análise crítica.

Ressalta-se, no entanto, que muitas empresas avaliam apenas os riscos negativos. Deve-se, porém, considerar imprescindível a avaliação das oportunidades, pois são elas que possibilitarão a melhoria nos processos. Cabendo a cada organização estabelecer, implementar e manter processo adequado. De modo que, cada organização seja capaz de gerenciar seus riscos. Para saber mais acesse o nosso site e informe-se mais sobre a Gestão de Riscos das Normas 9001:2015 e 14001:2015.


Flávia Gomes de Magalhães
Graduanda em Engenharia Ambiental


Quer saber mais sobre as novas versões das normas?

Confira o material orientativo que a equipe de Consultoria Técnica e Jurídica da Verde Ghaia preparou:

 

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Como associar perigos e riscos com riscos e oportunidades?


 

Gestão de Riscos e Oportunidades.

A nova ISO 45001 traz consigo o conceito de riscos e oportunidades. Da mesma forma, como as versões 2015 das ISO’s 9001 e 14001. Para a gestão da qualidade e gestão ambiental este conceito é mais claro. Isto porque não existem nas mesmas, o risco para o trabalhador. Mas, e na 45001? O que realmente difere o risco ocupacional do risco para um processo ou para o negócio?

Perigos e Riscos ou Riscos e Oportunidades?

A 45001 no requisito 6.1.2.2, fala de avaliação de riscos para a saúde e segurança do trabalho. Além disso, adentra outros riscos para o sistema de gestão de SST. Estes riscos para a saúde e segurança tratam exatamente dos riscos que já estamos habituados. Isto é, são riscos que trabalhamos desde a concepção da OHSAS 18001:2007. Entretanto, há outros riscos para o sistema de gestão como o próprio nome diz, falam do todo. Ou seja, o que pode impactar o sistema, e que pode comprometer toda a organização no que diz respeito a saúde e segurança ocupacional. E, consequentemente trazer malefícios para o negócio.

Ao realizar o levantamento de riscos para a saúde e segurança, podem ser realizadas confusões das oportunidades com os controles operacionais. Portanto, um certo cuidado deve ser mantido pois, nos dois casos estamos falando de prevenção de riscos. Porém, em um dos casos falamos de negócio e em outro falamos de pessoas, trabalhadores.

Tanto em um caso como no outro, devemos ter critérios para quantificar os riscos. E para tal, podemos utilizar a ISO 31000 como guia e as metodologias da ISO 31.010 para quantificação dos mesmos. A quantificação de riscos e oportunidades nos guiará, a fim de saber no que haverá atuação a curto, médio e longo prazo. E será importante a percepção do que está frágil para o negócio naquele momento. Já na quantificação de perigos e riscos para o trabalhador, definiremos critérios que vão desde a probabilidade e severidade de ocorrência para quantificação e definição de controles operacionais. Desse modo, visa-se eliminar ou mitigar os riscos.

É importante lembrar que um conjunto de riscos ocupacionais para o trabalhador pode resultar em um grave risco para o negócio. E por isso, deve-se dar importância das análises de dados. Elas vão nos auxiliar na verificação e apontar se não haverá mudanças nestes riscos. Além de apontar se surgirão novas oportunidades de acordo com a eficácia dos controles operacionais aplicados.

As Análises dos dados: ISO 45001

As análises de dados permitirão a realimentação do sistema de gestão como um todo. Além de contribuir para a tomada de decisões mais assertivas por parte da alta direção. É através dela que a liderança atua.  E daí, a importância de uma boa quantificação de perigos e riscos e de um bom levantamento de riscos e oportunidades.

É imprescindível, ao levantar riscos, não se esquecer dos requisitos legais aplicáveis. O atendimento a estes requisitos, pode trazer a organização diversos cenários. Dentre ele, um no qual a alta direção pode ter alterações no seu direcionamento estratégico. Visto que, há requisitos legais por exemplo, que demandam investimentos, mudanças e podem dar novo rumo aos objetivos da empresa.

A boa gestão de riscos e oportunidades dará às organizações uma visão sistêmica junto ao levantamento de perigos e riscos já existente. Desse modo, as ações poderão ser tomadas de modo preventivo. A tendência é que tenhamos recursos mais planejados. Sejam estes humanos, financeiros, tecnológicos, maior satisfação dos empregados e empregados mais saudáveis. Consequentemente, trazendo mais produtividade à organização. E por fim, menores passivos ao empregador.

É importante ressaltar que, para se atingir tais objetivos, o levantamento de perigos e riscos e riscos e oportunidades deve ser bem feito. E principalmente bem gerido. Uma boa gestão de riscos faz com que a empresa enxergue novos objetivos. E assim, traga os colaboradores para o sistema de gestão de modo assertivo e claro.

E-book sobre a nova versão da ISO 45001:2018

Após a publicação da nova versão da Norma ISO, nossos especialistas elaboraram um E-BOOK, pontuando as principais mudanças. Aproveite o momento e fique por dentro das novidades, acessando nosso BLOG.  Assim, você terá materiais diversos, nos quais nossos especialistas fazem uma breve intrepretação sobre as mudanças, processos e ainda dão dicas de orientação de migração. E claro, sobre relacionados aos diagnósticos.

1 Autora: Daniela Pedroza – Diretora Técnica do Grupo Verde Ghaia.

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