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Mudança de mindset Organizacional

 

Preste atenção no óbvio! Essa foi a frase mais marcante durante os 03 dias de imersão no Curso Gestão 4.0. Contarei no artigo de hoje, sobre essa experiência enriquecedora!

Como muitos sabem, eu realmente gosto do digital e do tecnológico. E muitas das metodologias ágeis, como o Design Thinking e Design Sprint, bem como, monitoramento de NPS. São atividades que eu já venho implementando, há algum tempo, na Verde Ghaia, antes mesmo de virar “febre” nas rotinas corporativas.

Tal mudança de mindset organizacional, consequentemente, gerou um processo de modernização também, nas estruturas de comunicação e marketing, TI, gestão de conteúdo e branding. Com esse comportamento, sempre acreditei que estava direcionando os negócios para o caminho certo, estava cheio de certezas de que eu estava super antenado e conectado ao mundo digital. Então, eis que decido fazer o curso Gestão 4.0.

Curso Gestão 4.0: provocando mudanças nas organizações

O Curso Gestão 4.0 foi criado por Tallis Gomes, Alfredo Gomes e Bruno Nardon.  Já falei em outro conteúdo sobre a surpresa que foi, ter feito essa imersão rápida no mês de setembro, no Fórum CEO Brasil, participando da palestras sobre Gestão. Tallis e Bruno deixaram todos inquietos com questionamentos provocativos, tirando qualquer um da zona de conforto. E para aqueles que me conhecem bem, sabem que esse termo não existe no meu dicionário.

Foram 30 horas de curso “Gestão 4.0”, realizado nos dias 22, 23 e 24 de outubro. Foram dias de muito aprendizado, questionamento, insights. Sai de lá, muito mais motivado e satisfeito. Posso dizer que sai “ligado no 360”. Aprendi muito, repensei várias estratégias, tive vários ideia de melhoria. Um texto é pouco, para descrever o meu aprendizado. Mas, posso resumir em uma frase curta: preste atenção no óbvio.

Se o seu negócio precisa crescer, você deve prestar atenção no óbvio

Cheguei no Gestão 4.0 pensando que aquilo que eu veria lá era óbvio para mim, era comum, afinal já vivia tudo no meu dia a dia, dentro da Verde Ghaia. E o que ocorreu foi o inverso: eu fui tocado por tudo aquilo que era sim, óbvio! Mas, que estava sendo apresentado por uma outra perspectiva. Eram jovens talentos, que em poucos anos criaram empresas do zero e atingiram a cifra de milhões. O óbvio sempre esteve à minha frente, mas, eu não conseguia percebê-lo. Aliás, eu perdi as contas de quantas vezes, durante o curso, eu me perguntei: “puxa, por que não pensei nisso, se era tão óbvio, tão fácil? Por que não pensei nisso, se estava na minha cara?”

Diariamente, estamos nessa corrida louca, tentando criar negócios que dê resultados, que sejam disruptivos, tentando elevar a nossa marca para um outro patamar, buscando provocar mudanças no mercado, e normalmente ignoramos o óbvio. Esforçamo-nos para construir coisas complexas demais e deixamos de lado o principal, o que está escancarado na nossa frente, nós nos esquecemos de perguntar qual a dor real do nosso cliente.

Até porque, nessa corrida, queremos criar coisas fáceis para nós, como produtos que fiquem na prateleira, provocando em nosso cliente a vontade de comprá-los. Mas, esquecemos de perguntar o que o cliente quer. Qual a dor que de fato, ele precisa curar. Como a gente resolve? E, qual é a dor, que na realidade, estamos resolvendo no momento – e, se estamos resolvendo mesmo alguma dor ou se apenas oferecemos novos produtos ou serviços de acordo com o que julgamos ser melhor.

Esses questionamentos parecem simples, mas precisam de um trabalho intenso que envolva não apenas os colaboradores da Verde Ghaia, como também os nossos stakeholders. É um dever de casa, para ser colocado em prática.

Empresas jovens se preocupam mais com seus clientes

Nas palavras de Alfredo Soares: “não tem que pensar tanto produto e serviço, mas para quem a gente vende, entender muito bem esse persona e criar o que chama a atenção dele e dar a solução que ele precisa. A venda cada dia menos, vai ser preço e oferta. Mas sim, cada vez mais, vai ser engajamento e essa relação de construção”. Em outras palavras, se não houver estratégia, pensando na real dor de nosso cliente, não vamos chegar a lugar nenhum.

Talvez startups ou empresas mais novas tenham uma preocupação maior em conhecer a dor real de seus clientes, buscando soluções que visem não apenas ajudá-los nas rotinas operacionais, como também contribuir nos resultados estratégicos. Contudo, existem organizações com mais de dez, vinte, trinta anos de existência, que precisam se preocupar um pouco mais com o que oferecem, isto é, se ainda tiverem a ambição de crescer.

Dennis Wang, ex-presidente da Easy Taxi, é o novo VP de Operações do Nubank, desempenho um papel fundamental na relação da empresa com o cliente, gerando otimização das operações. Wang, apresentou várias ideias sobre a importância da relação empresa e cliente, bem como investir em melhorias nas interfaces das plataformas de modo que o seu cliente tenha a melhor experiência.

Crescimento das organizações está na relação com o Cliente

Todavia, quando falamos em crescimento, precisamos prestar atenção para além do óbvio, porque no meio das mudanças de comportamento, esquecemos de perguntar se as dores dos nossos clientes agora, não são outras, se as necessidades deles não mudaram. É preciso deixar claro, que a dor do nosso cliente hoje, pode não ser a mesma, amanhã. E, para isso, é preciso estreitar as relações, visando criar um diálogo mais próximo para escutar o cliente e entender as suas dificuldades nas rotinas.

Essa talvez, tenha sido a parte mais intrigante do curso. Eu fiquei me perguntando, por horas, se a forma como eu faço a minha gestão, visa prestar atenção no óbvio, nas coisas que já estavam ao meu redor e também desmistificar a ideia de que sabemos tudo. O mundo está em constante transformação, é preciso estar compenetrado, focado, conectado em pessoas que estão rompendo barreiras e ao mesmo tempo conectando-nas, como Tallis, Alfredo e Bruno.

Cito os quatros, porque além de serem os criadores do Gestão 4.0, eles são jovens completamente ligados com tudo o que acontece no mundo ao nosso redor. E, por isso, souberam muito bem exemplificar que não basta conhecer a metodologia ou ter um software instalado nos computadores da empresa. A estratégia principal é saber usar o que está disponível, é saber analisar e interpretar as informações, é fazer campanha de marketing de forma produtiva, é gastar dinheiro com publicidade de forma assertiva. E é, por isso, que não basta saber a metodologia, tem que saber aplicar.

Profissionais convencionais: o mercado está cheio

Os profissionais convencionais estão em desuso. Hoje, quem faz sucesso é quem gosta e quem sabe analisar dados, quem sabe utilizar a tecnologia para gerar os melhores resultados, tirando o foco do operacional e levando para o estratégico. O mercado busca por profissionais que saibam lidar com os dados, com lógica, com números e que a partir deles, consigam gerar novos produtos e serviços.

Por isso, o mercado precisa de profissionais flexíveis, dispostos a novos desafios e abertos às mudanças, pois vivemos num mundo cada vez mais veloz e que nos exige agilidade e foco, para que não tenhamos medo de mudar as estratégias, sempre e quando necessário. Isso porque, para que o negócio possa crescer e que a transformação não apenas alcance o seu negócio, mas o mundo. É o legado, que deixamos enquanto empreendedores.

Conflito entre as gerações

As gerações mais novas têm muito a nos ensinar. Eu, apesar de conviver com a tecnologia, não nasci na era digital. E isso, tornou-me diferente das gerações seguintes, visto que elas já surgiram imersas na era digital, usando celulares, computadores e tablets e compreendendo, consciente ou não, a sua importância. Contrário a esse comportamento, ainda estão os meus pais, que até hoje, não têm tanta percepção da importância do avanço tecnológico. São três gerações que vivem “submersas” e têm uma percepção distinta entre elas.

A partir dessa percepção, questiono o quanto temos que pensar na gestão de nossos negócios assim, visto que nas empresas, há várias gerações envolvidas nos processos e que cada uma tem a sua dor e as suas dificuldades. Por isso, escutar o cliente, criar laços de segurança nessa relação é primordial, uma vez que a tecnologia e a internet são imprescindíveis e estão ligadas aos processos desse cliente.

Por que fazer Gestão 4.0?

Realizar o curso Gestão 4.0, clareou minha trajetória, passei a prestar atenção no óbvio. Fez com que eu revesse os negócios, os planos e até a forma de elaborar o planejamento estratégico. Acredito que há muitas respostas a minha frente. São provocações pertinentes, para uma nova forma de se fazer gestão. Gestão ampla, com foco, com disciplina e envolvimento de todos os colaboradores, no qual todos devem ser seus próprios gestores.

Assim, como eu, acredito que você também pode ter uma mudança de mindset. Afinal, quantas vezes você, cheio de certezas de que já sabia de tudo, deixou de prestar atenção naquilo que estava à sua frente? Talvez, por parecer ser óbvio demais, e preferiu dar atenção nenhuma.

Deivison Pedroza – CEO e Fundador do Grupo Verde Ghaia


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14 Lições sobre inovação para performance da sua Gestão

 

Na sua empresa, você já sonhou em ter um time dos sonhos? Quem você escolheria para formar esse time?

Felipe Ost Scherer escolheu Steve Jobs – fundador da Apple; Jeff Bezos – fundador da Amazon; Sergey Brin & Larry Page – fundadores do Google; e Mark Zuckerberg – fundador do Facebook. A escolha se deu porque todos compartilham competências extraordinárias na arte de inovar.

Para mim, a seleção também seria muito parecida, apenas talvez inserindo alguns outros nomes que também são referência para minha vida – e isso será assunto para um próximo texto.

Scherer é consultor, palestrante, professor e autor de livros relacionados ao tema de gestão da inovação, tais como Gestão da Inovação na Prática e Práticas dos Inovadores. Onde ele explica sua escolha dos nomes acima é no livro “O time dos sonhos da inovação: lições dos maiores inovadores da atualidade”.

Para a seleção, Scherer estudou durante muitos anos o comportamento de cada um deles, assistindo a entrevistas, lendo documentários, notícias, artigos, biografias e tudo mais relacionado ao modo como trabalham e tomam as decisões. Dessa forma, listou algumas lições aprendidas desse time dos sonhos através de suas histórias inspiradoras e de suas incríveis habilidades como empreendedores, estrategistas, líderes e gestores.

Como eu sempre tive curiosidade em saber o que se passava em detalhes na mente de Jobs, Bezos, Brin, Page e Zuckerberg, e entender como eles conseguiram construir empresas referências em inovação e de sucesso mundial, fui conhecer o trabalho de Scherer. A partir da leitura, como sempre acontece, fiz muitas reflexões, e gostaria agora de compartilhar com vocês um pouco delas, juntamente com algumas das conclusões que Scherer chega e também acrescentar um pouco da minha experiência e visão quando se fala de inovação.

Não vou me ater à história desses inovadores. O importante aqui é conhecer as lições que podemos aprender sobre empreendedorismo, estratégia, liderança, inovação e gestão como um todo a partir de cada um desses grandes nomes e empresas que fundaram. Lições estas que também podem nos servir de inspirações para qualquer coisa que façamos em nossas vidas. Vamos lá!

Lição n° 1: o sonho na frente do dinheiro

Não tenha um negócio visando somente o dinheiro. Tenha um negócio porque isso é o seu sonho. Pergunte-se: “estou no local certo?”, “gosto do que faço?” ou “considero meu trabalho gratificante?” A sinceridade nas respostas pode transformar a sua vida.

Lição n° 2: criar um modelo de negócio único

Facebook e Google são empresas de serviços focadas em oferecer serviços gratuitos de captura de dados para o maior número de pessoas possível. O usuário não paga pelo serviço, mas essas empresas faturam com as informações pessoais e profissionais de seus usuários, vendendo esses dados para empresas e empreendedores que anunciam em seus sites para obter leads/novos clientes.

A Amazon é uma empresa de plataforma de varejo focada em fazer com que você compre mais coisas com o tempo. A escala em termos de volume de compras é necessária para que o ciclo de fluxo de caixa / reinvestimento continue. Quanto mais produtos, mais experiência para o consumidor, maior será o tráfego, mais vendedores, mais crescimento, menos custo, mais preços baixos e assim por diante. Esta é a estratégia de negócios escrita por Bezos em um guardanapo – daí o nome Napkin Diagram.

O modelo de negócios da Apple pode ser descrito como do tipo Isca e Anzol invertido, e também do tipo Freemium Invertido ou Hardware enquanto plataforma. Um dos elementos essenciais é a capacidade de “ser dona de seus consumidores”. A empresa cria estratégias para levar os consumidores ao seu ecossistema e depois mantê-los lá. Além disso, a Apple se concentra em fornecer a melhor experiência para seus usuários projetando sistemas operacionais, hardware, software de aplicativos e serviços próprios. Em seguida, integra-os perfeitamente para criar produtos fáceis de usar.

A Apple não depende de seus parceiros para quaisquer avanços técnicos. Ela inova no seu próprio ritmo.

O modelo adotado pela Google e pela Apple podem ser chamados também de modelo ecossistema, que consiste em vender uma série de produtos e serviços que são interligados e interdependentes. Isso acaba criando uma dependência no usuário, que se vê “obrigado” a utilizar esses produtos por conta das interligações que possuem um com o outro.

Lição n° 3: não ter medo de correr riscos

A frase dita por Mark Zuckerberg ilustra bem esta lição: “o maior risco é não se arriscar. Em um mundo que muda muito rápido, a única estratégia em que a falha é garantida é não arriscar”. E ele sempre colocou isso em prática, pois desde cedo precisou tomar decisões fora da sua zona de conforto, como expandir a sua rede social para pessoas fora das universidades, trocar a direção da empresa, abrir a plataforma para o desenvolvimento de novos softwares, apostar na compra de outras empresas (Instagram e Whatsapp) e mudar a estrutura do negócio, mesmo lidando com críticas e até pressões judiciais.

Se ele tivesse medo de errar e não tivesse arriscado, ele não teria o sucesso que tem hoje. Portanto, o risco é inerente à inovação. Por isso é muito importante dar o primeiro passo, mesmo diante do medo e das adversidades. Às vezes é importante colocar no mercado e testar, o famoso “erre rápido”, fazendo com que incertezas possam se tornar grandes sucessos. Afinal, seguir sempre o caminho tradicional pode fazer você perder oportunidades de sair do lugar-comum e explorar ideias realmente promissoras.

Verde Ghaia comemora 20 anos!

Lição n° 4: a cabeça nas nuvens e os pés no chão

Sonhe alto, mas sempre esteja com os pés no chão, atentos para a realidade à sua volta. E para os consumidores.

E acrescento aqui: antecipe-se ao futuro. Saiba olhar anos à frente. Veja por exemplo a Apple, que olhava sempre 10 anos para frente, ou a Amazon, em que Bezos criou seu e-commerce antes que as pessoas pudessem sonhar que comprariam tanto pela internet.

Lição n° 5: a inovação não precisa ser somente nos produtos

É importante pensar de modo sistêmico e vislumbrar .

Lição n° 6: Conectar os pontos

Ter a habilidade de combinar experiências, visões de campos diferenciados são aspectos que colaboraram muito para estimular a criatividade e, consequentemente, a capacidade de inovar.

Acho importante falar também sobre aprender com os outros. Se hoje nós nos inspiramos em Jobs, saiba que ele também tinha em quem se inspirar: Henri Ford, Thomas Edson e Edwin Land. Com Ford, ele aprendeu sobre como entregar inovações para as massas; com Edson sobre o papel da inovação para o desenvolvimento de uma companhia e com Land sobre como a inovação pode ser a causa da morte da empresa.

Lição n° 7: formar equipes de alto nível

Você não pode fazer tudo sozinho. Portanto, tenha muito cuidado e critério no processo de recrutamento, para contratar perfis profissionais de alto nível técnico, mas, principalmente, coerentes com os valores e a cultura organizacional.

Bezos acredita que saber escolher as pessoas certas para formar a sua equipe é de extrema importância. Para ele, primeiro se deve identificar qual o perfil e desejo futuro da companhia para que, então, se possa compreender quem são as pessoas mais preparadas para seguir nessa empreitada.

O fundador da Amazon também tem um modo peculiar para estabelecer o tamanho ideal de uma equipe: ela deve ser capaz de ser alimentado por duas pizzas. Então, com times pequenos, de 5 a 7 pessoas, a empresa consegue mais sinergia entre os envolvidos no projeto e mais foco de cada uma das equipes.

Lição n° 8: facilitar a colaboração e o trabalho em equipe

Dar a equipe o direcionamento correto, envolver-se, apoiar e participar dos projetos de forma que todos entendam a visão do líder e saibam onde se quer chegar. E claro, saber motivar todos a inovarem e criar as condições para isso, como Google, Apple e Facebook fazem.

Por exemplo, para Zuckerberg, a melhor maneira de reter colaboradores e torná-los mais produtivos é criar um ambiente confortável e flexível para que eles trabalhem, aprendam coisas novas, tenham liberdade para expor e colocar suas ideias em prática, e sintam que estão crescendo também como pessoas.

Lição n° 9: fomentar uma cultura incomparável

A cultura é a essência de uma organização, o seu “jeito” de fazer as coisas, que não pode ser copiado pelo concorrente. Por isso, a importância de ter em seu DNA a busca constante por satisfazer os seus clientes e por inovar.

O cliente é seu bem mais valioso. Se você quer ser inovador, trate-o diferente. Pense que ele é a pessoa que te ajuda a realizar os seus sonhos, e para isso você deve valorizá-lo, deve colocá-lo em primeiro lugar. Faça-o ter uma boa experiência e receber um produto de qualidade.

Lição n° 10: colocar as pessoas certas para fazer as coisas certas

Novamente a importância de se fazer uma boa seleção desde o início. Colocar cada pessoa no lugar que ela possa desenvolver ao máximo seu potencial. A organização não deve buscar uma pessoa que apenas “possa” fazer bem uma atividade, mas, sim, aquela que possa fazê-la melhor, de forma excepcional.

Lição n° 11: mantenha o motor da inovação permanentemente ligado

A inovação deve ser uma busca constante para o negócio. Isso quer dizer que a inovação deve estar presente em sua organização em qualquer momento, seja ele bom ou ruim.

Isso não significa somente ser criativo, mas ter gosto por fazer diferente e encarar o lado bom e o lado ruim desse processo. Este senso de experimentação inclui foco no cliente, alta competitividade, visão de futuro e paixão pelo que se faz.

E siga o lema do Google, em ter a inovação como mantra. Para eles, uma empresa só consegue ser realmente inovadora quando deseja melhorar 10 vezes em determinado indicador, e não 10%. Isso mesmo, para inovar de verdade, é preciso melhorar 900%, ou 10 vezes mais, o que só vai acontecer se constantemente o seu foco for inovação.

Lição n° 12: senso de urgência e execução

Manter a prática de trabalho de movimentação rápida, com alta produtividade, e que possa “quebrar” paradigmas, é uma das chaves do sucesso para uma organização inovadora.

Além disso, comece já os projetos que deseja ver pronto, não fique procrastinando, pois somente assim você evita qualquer tipo de arrependimento por não ter tentado. 

Lição n° 13: atenção aos detalhes

Isso envolve tudo, desde seu negócio até o dia a dia. Enxergue o mundo com os olhos dos consumidores. Preste atenção e escute verdadeiramente o seu cliente, porque é muito importante observar a realidade e as necessidades de outras pessoas e não apenas a sua.

Lição n° 14: comunicar a inovação

Enfatizar as novidades dos produtos, usar as fragilidades dos concorrentes para apresentar os diferenciais e fazer com que isso chegue aos ouvidos dos clientes o mais rápido possível.

Uma habilidade importante aqui é saber usar a linguagem para transformar grandes ideias em frases de efeito que motivam as pessoas, assim como faz Larry Page. Quando foi falar de um novo serviço do Google, ele afirmou: “Um bilhão de pessoas devem querer usar isso a cada dia. Somente assim saberemos que se trata de uma grande ideia”. Essa frase deu resultado sobre as equipes, estava alinhada à meta da empresa e também chamou a atenção dos clientes.

Sem dúvida, estas 14 lições demonstram que as histórias de Jobs, Bezos, Brin, Page e Zuckerberg são inspiradoras para novos empreendedores, executivos ou qualquer pessoa que tem o conhecimento que a inovação não acontece não acaso. Ela é resultado de uma abordagem estruturada que demanda visão e comportamentos específicos.

E o mesmo eu demonstro no último livro eu escrevi, “Sobre bicicletas e Sucesso”. Nele, além de contar como o sonho de ter uma bicicleta me levou ao sucesso, eu conto várias histórias que aconteceram comigo ou com pessoas muito próximas a mim que tem a ver com as lições que esse time dos sonhos nos oferece como inspiração.

Não sou um Jobs nem um Bezos, muito menos Zuckerberg, Page ou Brin, mas minhas experiências de vida também me trouxeram muitas lições sobre o que é inovação e como trazê-la para o nosso dia a dia. Aliás, se não fosse pela capacidade de inovar, hoje eu não estaria aqui escrevendo esse artigo para vocês.

Leia você também esse livro e tire suas conclusões. E me conte depois o que achou!  

Deivison Pedroza, CEO do Grupo Verde Ghaia

Alterações aprovadas nos processos Minerários

 

A Resolução ANM Nº 01, de 25-01-2019, publicada no Diário Oficial da União do dia 31-01-2019 alterou diversos artigos da Portaria DNPM Nº 155, de 12-05-2016. As alterações recaírem sobre os itens que tratam sobre a obtenção de vista dos processos minerários.

Dentre as alterações trazidas pela norma, tem-se a faculdade de que qualquer pessoa natural obtenha vista e cópias dos autos de qualquer processo minerário, observadas as restrições incidentes sobre informações obtidas como resultado da pesquisa, da lavra, do beneficiamento, do reprocessamento e da comercialização pelo concessionário.

CONSOLIDAÇÃO NORMATIVA DO DEPARTAMENTO NACIONAL DE PRODUÇÃO MINERAL, APROVADA PELA PORTARIA Nº 155, DE 12 DE MAIO DE 2016, É ALTERADA.

Outra alteração foi a nova classificação da norma para quais são os processos administrativos considerados sigilosos. Com a nova redação, são considerados sigilosos:

I o Relatório de Pesquisa, o Plano de Aproveitamento Econômico, o Relatório de Reavaliação de Reservas e o Relatório Anual de Lavra RAL, assim como outros documentos integrantes do processo minerário cujo sigilo seja, a pedido do titular, deferido pela ANM em decisão fundamentada, por conter segredo industrial a proteger ou informação empresarial que possa representar vantagem competitiva a outro agente econômico;

II os processos de Certificação Kimberley;

III os processos de cobrança de créditos relativos à CFEM. 

A norma ainda trouxe as determinações para o acesso aos processos administrativos sigilosos para interessados que não se enquadrem como titular, seu procurador, responsável técnico ou advogado.

Para maiores esclarecimentos, acesse a íntegra do texto desta Portaria por meio do módulo LIRA do Sistema SOGI ou através do Site Future Legis.

Bruna Marques da Costa / Departamento Jurídico

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