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Conflito de sustentabilidade em virtude da escassez dos Recursos Naturais


 

O conflito de sustentabilidade dos sistemas econômico e natural em virtude da escassez dos recursos naturais e dos impactos ambientais resultantes do modelo de produção e consumo adotado no ultimo século, fez com que uma nova visão de desenvolvimento fosse criada, ou seja, o desenvolvimento sustentável. Para (Ignacy Sachs, 1981) Responder a problemática da harmonização dos objetivos sociais e econômicos do Desenvolvimento com gestão ecologicamente prudente dos recursos e do meio se torna imprescindível.

Desafios do Desenvolvimento Sustentável

Para atender aos desafios do Desenvolvimento Sustentável, surgiu uma infinidade de ações e iniciativas que favoreceu o incremento e atuação dos controles legais, acordos internacionais, certificações ambientais, entre outros. Evidente, que a empresa dentro desta nova configuração, respondeu a estas pressões com práticas gerenciais e investimentos em tecnologias mais limpas.

Hoje, é de senso comum, que o não atendimento as normas legais significam sérios prejuízos e riscos, podendo até mesmo acarretar o fechamento da unidade produtiva, ou, barreiras para entrada em mercados externos como por exemplo, exportações para países com legislação restritiva como é o caso de muitos países europeus. Outro fator oportuno a ser destacado, é a política ambiental que empresas com sedes nestes países adotam para atender a legislação local, e em conseqüência disto, acabam por difundir e implantar tal política em suas filiais, o que de certa forma, acelera o desenvolvimento técnico gerencial da gestão ambiental em todo o planeta.

É comum observarmos empresas multinacionais com políticas ambientais que excedem as exigências legais do país em que estão instaladas para atenderem a exigência de suas matrizes e produzirem dentro das normas de excelência descrita na política ambiental mundial da empresa.

Todo este processo criou um circulo virtuoso, onde empresas que empregam modelos de gestão ambiental desenvolvidos, para garantir seus padrões de excelência, acabem por também exigir o mesmo de seus fornecedores, a fim de construir uma cadeia produtiva segura e ambientalmente correta que atenda a legislação local, a conformidade da política ambiental da matriz (se filial de empresa com sede em país com legislação mais restritiva) e as exigências de mercados mais desenvolvidos (exportação ou fornecedor de empresa certificada ISO14001).

Diante desta dinâmica, era de se esperar que houvesse um incremento no desenvolvimento de ferramentas de gestão ambiental, as chamadas “Boas Práticas Ambientais” para que as empresas conquistassem melhores resultados em relação a eficiência do uso dos recursos naturais e a geração de resíduos. Em virtude deste processo, muitas oportunidades surgiram, descobrindo soluções inovadoras e novos mercados para produtos e serviços com atributos ambientais corretos. As palavras de ordem dentro dos modelos de gestão ambiental em relação aos seus insumos e processos foram: reciclagem, reuso, minimização, redução, reaproveitamento, tratamento, fontes renováveis, tecnologias limpas, conformidade legal e ambiental, consciência ambiental, entre outras, etc.

Ferramentas facilitadoras para Gestão Ambiental

Ao olharmos as ferramentas de gestão ambiental disponíveis, notamos que a evolução da percepção da variável ambiental nas organizações surgiu do conceito da qualidade. A ferramenta de gestão da qualidade PDCA (Plan–Do–Check–Act) ilustra bem esta evolução que foi alavancada pela eficiência de resultados obtidos em processos gerenciais de Melhoria Contínua. A partir da década de 70 houve uma evolução sistemática de normas e procedimentos com o objetivo da excelência dos processos.

A partir da década de 80, o surgimento de inúmeros modelos de gestão ambiental com reconhecimento internacional cujo objetivo principal foi a padronização (harmonização) das normas e procedimentos para a melhoria do desempenho ambiental das empresas. Tivemos modelos dirigidos a determinados ramos de atividade, como por exemplo, o “Responsible care” (5) ou atuação responsável recomendado para empresas químicas, e modelos universais como as certificações ISO, no caso, a ISO 14000 recomendada a todo ramo de atividade.

Independente do modelo de gestão adotado, é imperativo a aferição dos resultados, pois de outra forma perde-se a garantia de comprovação da eficiência do modelo.

Diante desta necessidade, os modelos de gestão sugerem a adoção de indicadores de desempenho como forma de aferição e subsídios para tomadas de decisão e ajustes que se fizerem necessários.

Indicadores da Gestão Ambiental

Diferentes indicadores têm sido formulados para qualificar e/ou quantificar a situação das mais diversas áreas de interesse humano, tais como na saúde (índice de natalidade, índice de mortalidade), educação (índice de repetência, índice de analfabetismo), economia (renda per capita), sociologia (índice de desenvolvimento humano) e no meio ambiente (qualidade do ar). Estes indicadores não espelham a qualidade dos temas em sua totalidade, mas indiretamente servem de referência para abordá-los e tratá-los em seus aspectos mais sensíveis.

O desempenho ambiental de uma indústria também não pode ser quantificado de forma absoluta, tendo em vista a diversificada relação que existe entre a atividade industrial e o meio ambiente. Este é, simultaneamente, fonte de matéria-prima, energia, água e outros insumos, além de ser o depositário dos resíduos e efluentes que dela saem e onde ocorrem os impactos, positivos ou negativos, sobre os diversos fatores ambientais.

Dessa forma, os indicadores de desempenho ambiental da indústria devem ser formulados considerando os diversos aspectos dessa relação de dependência e interferência. Na construção desses indicadores, pode se ponderar variáveis com dados da própria dinâmica industrial, que dizem respeito à quantidade ou valor de sua produção, quantidade de mão-de-obra, valor agregado, entre outros. A análise dessas relações possibilita realizar avaliações não só de desempenho ambiental, mas também, de produtividade e competitividade.

Os indicadores são expressões quantitativas ou qualitativas que fornecem informações sobre determinadas variáveis e suas interrelações.

Apenas para exemplificar podemos citar como indicadores do interesse do cidadão das metrópoles brasileiras, os indicadores da qualidade do ar, das praias, rios e reservatórios e áreas contaminadas (2) no estado de São Paulo fornecido pela CETESB.

Para casos pontuais e localizados, e de interesse mais específico, podemos citar os indicadores de consumo (de energia e água), geração de resíduos, entre outros, para empresas, como também, indicadores de demanda e carências pontuais para propostas institucionais e/ou educacionais (capacitação, educação, etc.).

Para melhor entendimento da importância dos indicadores, no decorrer da leitura, iremos citar alguns deles que de alguma forma serão usados pelos gestores ambientais. Poré, falaremos sobre isso num próximo post.

Se tiver dúvida sobre Implementação de um sistema de Gestão Ambiental, entre em contato!


Implementar um SGA é avaliar o Risco Ambiental da sua atividade


 

IA Política Nacional do Meio Ambiente mostra que a poluição é a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que:

# Prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população;

# Criem condições adversas às atividades sociais e econômicas;

# Afetem desfavoravelmente a biota;

# Afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente;

# Lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos.

Poluidor é pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado, responsável, direta ou indiretamente, por atividade causadora de degradação ambiental.

A NBR ISO 14001 tem como objetivo estabelecer um padrão de Sistema de Gestão Ambiental (SGA), que possa trazer o equilíbrio da proteção ambiental e a prevenção da poluição advinda da atividade econômica, bem como, se aplicar a qualquer organização que tenha o intuito de implementar um Sistema Gestão Ambiental e assegurar a sua conformidade com a política ambiental definida. E assim, poder demonstrá-la à terceiros.

A fim de estabelecer ações para a prevenção de poluição, pode-se através do uso de processos, práticas, técnicas, materiais, produtos, serviços ou energia para evitar, reduzir ou controlar (de forma separada ou combinada) a geração, emissão ou descarga de qualquer tipo de poluente ou rejeito, para reduzir os impactos ambientais adversos.

A prevenção da poluição pode incluir redução ou eliminação de fontes de poluição, alterações de processo, produto ou serviço, uso eficiente de recursos, materiais e substituição de energia, reutilização, recuperação, reciclagem, regeneração e tratamento.

Todas as atividades, produtos e serviços devem ser analisados considerando os aspectos e impactos ambientais relacionados, bem como os prováveis incidentes e situações de emergência. Porém, recomenda-se que os procedimentos adotados e os resultados obtidos sejam documentados, permitindo assim, identificar as oportunidades de desenvolvimento deste sistema.

Identificação dos Aspectos e Impactos Ambientais – ISO 14001

Para a identificação e avaliação dos impactos ambientais associados a determinado empreendimento, deve-se procurar, inicialmente, selecionar todas as atividades, produtos e serviços relacionados à atividade produtiva, de modo a separar o maior número possível de impactos ambientais gerados, reais e potenciais, benéficos e adversos, decorrentes de cada aspecto identificado, considerando, sempre, se são significativos ou não.

Esta avaliação determina a vulnerabilidade de uma organização ao meio ambiente em relação àquela que ainda não tenha um sistema implementado, bem como serve de ponto de partida para a implantação de um SGA e, consequentemente, auxilia na obtenção da certificação ambiental quando desejado.

Para atender às expectativas de melhoria no desempenho ambiental, deve-se haver conhecimento e divulgação dos aspectos ambientais de um empreendimento.

O levantamento ambiental e a análise dos aspectos e impactos ambientais constituem uma das maiores tarefas na implementação de um Sistema de Gestão Ambiental e pode ser realizado por uma equipe multidisciplinar, através da análise de riscos ambientais, entrevistas, inspeções diretas ou qualquer outra técnica que permita à empresa conhecer como é sua interação com o meio ambiente.

O risco é a avaliação do perigo associado à probabilidade de ocorrência de um evento indesejável (incidente ou acidente) e a gravidade de suas consequências. Em qualquer processo sempre haverá riscos ambientais que são óbvios, tanto pela natureza do processo, quanto pelos produtos envolvidos. Por exemplo, o manuseio de líquidos inflamáveis, há o aspecto ambiental de derramamento acidental que leva ao impacto de contaminação do solo e da água.

Ressalta-se que, nem todos os riscos ambientais são detectados com grande facilidade. A identificação dos riscos inerentes às atividades da empresa e a avaliação de suas possíveis consequências constituem os passos iniciais para a implementação do Sistema de Gestão Ambiental.

Exigêncas da NBR ISO 14001

“A organização deve estabelecer e manter procedimento (s) para identificar os aspectos ambientais de suas atividades, produtos ou serviços que possam por ela ser controlados e sobre os quais presume-se que ela tenha influência, a fim de determinar aqueles que tenham ou possam ter impacto significativo sobre o meio ambiente”.

No contexto deste requisito é importante compreender que a norma explicitamente prescreve que o processo de avaliação para determinar a significância dos aspectos ambientais deve conter quatro etapas mínimas:

1. Identificação dos aspectos ambientais por atividade, produto ou serviço

2. Identificação dos impactos ambientais por aspecto identificado

3. Avaliação da significância dos impactos identificados

4. Atribuição da significância do aspecto em função da avaliação do (s) impacto (s) associado (s).

O objetivo principal que as organizações tem em mente quando buscam pela implementação de um SGA é avaliar o risco ambiental da sua atividade, produto e/ou serviço.

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Mudanças provocadas pela ISO 45001 e os impactos na Gestão


 
Homens na fábrica realizando manutenção dos equipamentos - O que é Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional
A importância da gestão da segurança e saúde ocupacional

ISO, International Organization for Standardization, foi criada em Genebra, na Suíça, em 1947. A ISO é uma Organização Internacional de Padronização, ou seja, é uma federação mundial de organismos nacionais de padronização (membros da ISO).

A evolução dos modos de produção permitiu que uma ampla variedade de produtos, numa quantidade inimaginada, há algumas décadas, pudesse ser oferecida às pessoas, à sociedade.

Embora esse progresso tenha provocado a eclosão da produtividade e da qualidade à níveis fantásticos, ele trouxe consigo efeitos colaterais. Dentre eles, o encadeamento da degradação do meio ambiente e o crescimento acentuado e nítido dos acidentes de trabalho e de doenças ocupacionais.

O aumento dos acidentes e das doenças ocupacionais trouxeram, por sua vez, aumento nos custos produtivos, nos custos de tratamento do acidentado ou doente e, por fim, nos custos sociais.

Valores crescentes das indenizações aos lesionados.

Alguns possíveis motivos que elevam os custos finais dos produtos por falta de implementação de um Sistema de Gestão em SSO – ISO 45001:

1.Aumento dos prêmios de seguros.

2. Aumento do custo de mão-de-obra, uma vez que a organização precisa contratar outro funcionário ou usar de horas extras para suprir a falta do colaborador lesionado.

3. Queda do poder aquisitivo do lesionado, que necessita despender recursos próprios para o seu tratamento, deixando de satisfazer outras necessidades.

4. Elevação dos gastos do Estado com a previdência oficial, pelo pagamento de pensões aos cidadãos que ainda estão em idade economicamente ativa, porém fora do mercado de trabalho, dentre outros motivos.

Tendo em vista todos estes problemas, vários países passaram a formular uma Legislações mais severas, mais rígida com relação a saúde e segurança ocupacional, exigindo das organizações condições mais seguras e saudáveis para o trabalho.

Legislação para os Trabalhadores

Curso EAD em SSO - Saúde e Segurança Ocupacional
Curso EAD Verde Ghaia – ISO 45001/SSO

Apartir de uma nova percepção acerca das condições de trabalho e com a mobilização da sociedade civil, inúmeras associações de trabalhadores no mundo, passaram a exigir das organizações mais respeito aos funcionários, exigindo um ambiente de trabalho adequado, no qual todos pudessem ser produtivos, de modo que os trabalhadores possam realizar suas atividades sem ocorrência de lesões.

As empresas, portanto, passam a ser exigidas para se enquadrarem às novas legislações e às exigências dos trabalhadores. Para se adaptarem às normas, as organizações precisam efetuar uma série de investimentos e assim, se adequarem aos requisitos legais e exigências dos trabalhos.

As crescentes exigências das diversas partes interessadas e o sucesso das normas genéricas de gestão da qualidade e do meio ambiente fizeram com que organizações do mundo, passassem a desejar uma norma internacional aplicável à gestão da saúde e segurança ocupacional.

Requisitos da ISO 45001

Homem observando sistema de pressão da máquina - realizando gestão em SSO

A ISO 45001 especifica requisitos para um sistema de gestão de saúde e segurança ocupacional (SSO).  Ela traz orientações para que a organização possa promover um ambiente de trabalho seguro e saudável, prevenindo lesões, doenças e fatalidades relacionadas ao trabalho e melhorando proativamente o desempenho de SSO.

A ISO 45001 foi planejada para reduzir a fragmentação no mercado global, permitindo que os mesmos critérios de gestão de SSO sejam usados pelas organizações em todo o mundo. Essa fragmentação acontecia por falta de um padrão internacional que estabelecesse os requisitos para a gestão de saúde e segurança ocupacional.

No Brasil, a ISO é representada pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). As atividades de elaboração das Normas Internacionais, geralmente acontecem através do comitê técnico, que neste caso é a ISO/PC 283, bem como nas Organizações internacionais, públicas e privadas em participação com a ISO.    

Embora a norma ISO 45001 apresente requisitos contra os quais, um sistema de gestão possa ser avaliado, a certificação destes não é, ainda, reconhecida pelos organismos credenciadores. Os certificados, portanto, são de exclusiva responsabilidade das entidades avaliadoras.

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Para saber mais sobre as mudanças da ISO 45001 e como ela pode ser implementada na sua Gestão, convidamos para assistir ao Café Conectado que conta com a participação da Consultora Raíssa Osaki e o CEO Deivison Pedroza. Fale conosco!

Assista ao Café Conectado!

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Auditoria Interna em SGA – ISO 14001:2015


 

Auditoria Interna. A Verde Ghaia oferece o serviço de Auditoria Interna para avaliar, de forma imparcial e isenta, como está o desempenho do Sistema de Gestão Ambiental de sua empresa e como anda o atendimento aos requisitos da norma.

O serviço é voltado para empresas que buscam a certificação, manutenção da certificação ou que desejam avaliar seu desempenho.

Avaliando a Auditoria Interna

Durante a Auditoria Interna, a Verde Ghaia avalia o desempenho do seu Sistema de Gestão Ambiental, verifica o quanto está adequado, ou não, aos requisitos normativos e aponta as necessidades de melhoria para a empresa. Nossos auditores são habilitados para conduzir trabalhos de Auditoria Interna com base nas normas internacionais:

  • NBR 16001,
  • ISO 50001.

Fale conosco!


Como e por que fazer o levantamento dos aspectos ambientais do meu negócio


 

O objetivo da ISO 14001:2015 é providenciar à organização uma estrutura de proteção ao meio ambiente, buscando por uma resposta às mudanças das condições ambientais em equilíbrio com as necessidades socioeconômicas.

aspectos e impactos

Desse modo, a proposta é criar alternativas que possam contribuir para um desenvolvimento sustentável na proteção do meio ambiente. Além de contribuir pela prevenção ou mitigação dos impactos ambientais adversos, bem como propiciar à organização modos de alcançar resultados definidos e pretendidos.

Como identificar aspectos ambientais e o porquê?!

A Norma é destinada à organização que busca gerenciar suas responsabilidades ambientais de forma sistemática. E assim, contribuir para o pilar ambiental de sustentabilidade, sendo este aplicável a qualquer tipo de organização. Isto independe de seu tamanho, corte, privada ou pública, aplicado aos aspectos ambientais das suas atividade, produtos e serviços da organização, podendo, portanto, determinar, controlar ou influenciar. Além disso, é possível que a organização considere sua perspectiva de ciclo de vida.

A ISO 14001:2015 define aspecto ambiental no item 3.2.2 como Aspecto ambiental: elemento das atividades, produtos ou serviços de uma organização que pode interagir com o meio ambiente. Em nota o aspecto ambiental pode causar um ou mais impactos ambientais significativos. E estes são determinados pela organização aplicando critérios de avaliação.

A norma diz como identificar os aspectos ambientais?

O que seriam os aspectos? Seria tudo que a empresa gera, consome ou emite seja na sua distribuição, armazenamento, produção ou transporte. A Norma, no entanto, não fala como identificar os aspectos ambientais significativos. Assim, a empresa poderá definir seu critério de avaliação, para identificar e controlar seus aspectos ambientais significativos. Desse modo, é possível gerenciar e/ou evitar impactos ambientais significativos.

No item 6.1.2 aspectos ambientais, a organização deve identificar seus aspectos ambientais no seu escopo e definidos em todas as suas atividade, por exemplo, produtos e serviços que estão dentro do escopo da organização. Considerando todos aqueles que ela possa controlar e também aqueles que se possa influenciar, sendo indiretos, como, por exemplo, na contratação de um serviço de transporte seja de resíduos recicláveis ou contaminados. Ou quando se encaminha seus aspectos para tratamento ou outro tipo de destinação. Com isso, a organização deve controlar e influenciar esses aspectos que não estão dentro do seu escopo.

Para a identificação dos aspectos ambientais, deve-se levar em consideração possíveis ou futuras mudanças em processos, projetos, produtos, serviços e atividades novas ou modificadas. Bem como, situações anormais ou de emergências. A identificação desses aspectos e impactos devem estar associados aos critérios utilizados e à identificação dos aspectos significativos documentados. A identificação dos aspectos significativos, podem resultar em riscos ou oportunidades.

Como levantar e identificar seus aspectos ambientais

Levantamento e identificação de aspectos e impactos ambientais

É importante perceber e entender como a organização e seus colaboradores enxergam e definem e identificam suas áreas, processos, atividades, aspectos e impactos ambientais. Visto que, é relevante identificar todas as áreas e atividades, mesmo que as mesmas não estejam sendo usadas, ou possam ocorrer esporadicamente. Sendo assim, um bom levantamento requer conhecimento, observação, entrevista para facilitar a identificação dos aspectos. E consequentemente, a empresa poderá identificar cada entrada e saída das atividades.

A partir dessas entradas e saídas, podemos definir aspectos ambientais nas entradas, nas saídas e nas situações emergências ou não planejadas. Lembrando que, mesmo que um aspecto ambiental pareça insignificante ou com frequência baixa ou que até o momento não tenha ocorrido ou sido gerado e que pareça não ser importante, deve-se registrá-lo.

Podemos citar, por exemplo, os aspectos ambientais relacionados as atividade as entradas e saídas:

# Entrada: Consumo de energia elétrica

# Saída: Geração de óleo usado

# Não planejado: Risco de vazamento de óleo

Após a identificação dos aspectos ambientais, faz-se necessário a avaliação dos mesmos, através de critérios estabelecidos para conseguir identificar seus aspectos significativos. E assim, estabelecer controles operacionais dos mesmos. Lembrando que com a última atualização da Norma é necessário avaliar a expectativa do ciclo de vida, seus riscos e oportunidades, relacionados aos aspectos ambientais.

Salienta-se que a organização e assim, evitar um impacto ambiental significativo, controlando a causa e evitando o efeito.

Como melhorar seu sistema de Gestão ambiental

Para ter seus processos sempre em dia e em conformidade, é preciso que seu SG seja monitorado, diariamente. Mas, como é possível? São tantas atividades rotineiras!? Bem, as opções são várias e somente você poderá definir o melhor método. Por exemplo, você pode contratar um consultor com know how ou uma empresa que ofereça serviços de consultoria e que te garanta qualidade na implementação do seu SGA e que lhe dê resultadosUma dica é que tanto você quanto seus contratados, identifiquem seus aspectos e impactos e os gerencie. Isso é muito importante, pois vocês dois serão responsáveis por qualquer impacto gerado.

Hoje, já é possível contratar serviços de consultoria totalmente Online. E que além disso, ofereça preços menores, mas com consultores gabaritados para dar suporte. Bem como te ajudar a gerenciar seus documentos e processos. 

Quer saber mais, entre em contato conosco.


Sua empresa está preparada para as mudanças da ISO 14001:2015


 

Mudanças da 14001:2015. Sabemos que para manter harmonia e o lucro com desenvolvimento sustentável, a organização deve conhecer e aplicar as diretrizes da ISO 14001. Norma tão conhecida e exigida no mercado de trabalho. Com a nova versão, muitas organizações já migraram, adequando-se a nova Norma.

Se a sua organização ainda não migrou, chegou a hora! E, se será que ela está preparada para as mudanças necessárias? Saiba o que será necessário para que a sua Organização Implemente? E o que é preciso fazer para se manter certificada?

Preparado para as mudanças da 14001:2015?

O sistema de gestão ambiental possui uma série de requisitos normativos. Implementando e gerenciando estes requisitos, as organizações são obtém, por exemplo:

Reconhecimento da imagem da organização;
Atendimento aos requisitos legais e outros;
Aumentar o desempenho ambiental;
Otimiza e melhora a eficiência dos processos;
Reduz os riscos de acidentes ambientais;
Melhora os produtos e serviços disponibilizados no mercado;
Reduz gastos com energia e matérias-primas e etc.

A modificação da Estrutura da ISO 14001:2015

De acordo com a nova versão, a ISO 14001 está estruturada em 10 seções. Conforme definido pela Estrutura de Alto de Nível, ou Anexo SL:

1. Escopo;
2. Referências normativas;
3. Termos e definições;
4. Contexto da organização;
5. Liderança;
6. Planejamento;
7. Apoio;
8. Operação;
9. Avaliação de desempenho,
10. Melhoria

Mas, afinal o que a empresa precisa saber das mudanças?

A organização que já é certificada e/ou tem o interesse de atender a Norma, tem suas responsabilidades. Uma delas é atender com compromisso, elaborar e executar efetivamente a gestão ambiental estratégica da empresa. Isso porque, sem as estratégias oriundas da Alta Direção, a organização fica impossibilitada de ter uma excelente gestão ambiental.

Vale ressaltar que gestão estratégica “é o conjunto de práticas e objetivos definidos pelos principais gestores de uma empresa, levando em consideração os ambientes interno e externo da companhia. Além de determinar os principais objetivos de uma organização em determinado período de tempo, os executivos também são responsáveis por definir como esses objetivos serão alcançados e alocar recursos para que as metas se concretizem”.

Outro ponto é a Liderança. Pois, este é o comprometimento da Alta direção. Fundamental para a implementação e o sucesso do SGA. É, portanto, necessário que a Liderança alinhe os objetivos estratégicos da organização, considerando os objetivos ambientais e desempenho ambiental. Sempre em busca de potencializar a eficiência dos processos da empresa, bem como a eficácia dos SGA.

Enquanto que a Proteção do meio ambiente, cabe as organizações cuidar, zelar do bem coletivo. Isto inclui “água, ar, solo, fauna, flora que interage com os seres humanos.” Devendo portanto, observar que seu objetivo é de utilizar os processos, práticas, técnicas, materiais, produtos, serviço e/ou energia, a fim de evitar, reduzir e controlar os diversos tipos de impactos ao meio ambiente.

Desempenho Ambiental: apontar a performance da organização

É importante a empresa aplicar o Desempenho ambiental.  Uma vez que, tem-se a finalidade de demostrar a performance tanto quantitativamente como qualitativamente na gestão das suas atividades, processos e produtos, sistema e organização. De acordo com a ISO 14001, o desempenho ambiental está relacionado com à gestão de aspectos ambientais. Isto é, os resultados podem ser medidos em relação à política ambiental, objetivos e outro critério. Podendo ser usado como indicadores da organização.

A Perspectiva de Ciclo de Vida. Em seu novo conceito, a organização é corresponsável por todos seus insumos adquiridos. Em outras palavras, desde sua obtenção até o final de vida, de maneira a exercer influência e/ou controle sobre suas atividades. Assim como, as atividades de todas as partes interessadas.

Para a ISO 14001:2015, o foco principal é controlar e/ou influenciar os estágios. Considerando a perspectiva do ciclo de vida. A finalidade é buscar as melhores práticas socioambientais para gerenciar seus processos, entradas e saídas de forma mais eficiente e sustentável. Bem como influenciar e, quando possível, controlar a cadeia produtiva.

Falando sobre Gestão de Risco e outros temas

Gestão de riscos. Tem como objetivo auxiliar na abordagem para determinar os riscos e oportunidades que possam afetar a conformidade de produtos e serviços. Assim como, a capacidade em alcançar os resultados pretendidos e/ou de aumentar o desempenho ambiental da organização, associados com seu contexto, política e objetivos que compõem o Sistema de Gestão da Ambiental da empresa. Podendo utilizar a o método SWOT –  também conhecido como Matriz SWOT que tem por significado de suas siglas, traduzindo do inglês para o português, streghts (forças), weaknesses (fraquezas), opportunities (oportunidades) e threats (ameaças).

A Comunicação é uma ferramenta relevante para a obtenção do sucesso do SGA. Uma vez que ela permite que todos acompanhem e compartilhem as informações. A comunicação interna inclui reuniões, informativos, quadro de aviso, intranet e etc. Já a comunicação externa com as partes interessadas pode ser feita através do site da empresa e divulgação por meio de comunicação externa o SGA da empresa.

O termo de Informação documentada, tem por premissa fixar as condições para padronização e controle dos documentos. Assim como, o tratamento dos registros que compõem o Sistema de Gestão da organização, contemplando por exemplo, Manual; Política de Gestão; Objetivos; Matriz de Responsabilidade; Procedimentos Gerais; Instruções de Trabalho; registros e etc.

Os Processos obtidos externamente da organização, deve definir as atividades críticas do processo de avaliação e qualificação de provedores externos. Bem como, aquelas também relativas à aquisição de materiais e serviços. Os itens de controle e monitoramento, considerando os critérios do SGI dos produtos e serviços.

Portanto, a organização para que a mesma esteja pronta para a certificação e/ou migração da ISO 14001:2015, convém atender as principais mudanças citadas anteriormente. Mantendo sempre com o compromisso de aumentar o desempenho ambiental da empresa.


Fabiana Brant
Consultora e Auditora de SGI do Grupo VERDE GHAIA


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Implementando Gestão Ambiental: uma preocupação com as questões ambientais


 

Gestão Ambiental. Nos últimos anos tanto a população quanto as empresas têm demonstrado crescente preocupação com as questões ambientais. Essa mudança de mentalidade ganhou muito mais destaque na Conferência Rio 92.

Gestão Ambiental: mudança de mentalidade

Naquela época, pregavasse o combate à poluição, preservação dos recursos naturais e igualdade nas relações da sociedade. Devido a essas transformações, as organizações se viram obrigadas a modificar seus processos produtivos, afim de demonstrar mudanças nas atitudes. Principalmente aquelas relacionadas às questões ambientais.

Além disso, houve mudanças significativas para a evolução da legislação. Tornando-se está cada vez mais rigorosa. Contudo suas penalidades/multas também ficaram mais onerosas. Aumentando assim, expressivamente a procura pelas certificações. Como resultados, as organizações passaram a moniotrar mais de perto as  assim como os seus cumprimentos legais.

Logo em seguida ao cenário de Rio 92, surge a primeira versão da norma de gestão ambiental (ISO 14001). Isso ocorreu em 1996 cujo obejtivo era buscar o equilíbrio entre meio ambiente, desenvolvimento social e econômico. Posterior à primeira versão, vieram as revisões da ISO em 2004 e a sua última em 2015. Tais revisões demonstraram a , frente aos problemas ambientais.

Por que implementar um sistema de gestão ambiental?

Dentre os principais objetivos, podemos destacar, por exemplo:

  • Proteção do meio ambiente pela prevenção ou mitigação dos impactos ambientais adversos;
  • Mitigação de potenciais efeitos adversos das condições ambientais na organização;
  • Auxílio à organização no atendimento aos requisitos legais e outros requisitos;
  • Aumento do desempenho ambiental;
  • Controle ou influência no modo em que os produtos e serviços da organização são projetados, fabricados, distribuídos, consumidos e descartados, utilizando uma perspectiva do ciclo de vida que possa prevenir o deslocamento involuntário dos impactos ambientais dentro do ciclo de vida;
  • Alcance dos benefícios financeiros e operacionais que podem resultar da implementação de alternativas ambientais que reforçam a posição da organização no mercado;
  • Comunicação de informações ambientais para as partes interessadas pertinentes.

Implementação: Compremetimento  com SGA

Com um SGA implementado e empresa certificada, além de expor o comprometimento com o desenvolvimento sustentável perante a sociedade, os ganhos econômicos são imensos, escapando de multas, possibilitando a obtenção de financiamentos com juros mais justos e minimizando gastos.

Para saber  informações sobre Legislação Ambiental, aconselhamos assistir ao nosso 5o Café Conectado.No qual falamos sobre a Legislação Ambiental, fornecedora dos parâmetros para balizamento, assim como a identificação das ações de manejo ambiental. Buscando, portanto, estar em conformidade com a legislação.

Flávia Gomes de Magalhães


Aplicando Compliance à ISO 14001:2015


 

Como aplicar ? É uma das perguntas mais frequentes quando vamos implantar ou realizar a migração dessa nova versão da Norma. Com mais de 20 anos de experiência adquirida, implementando ISO 14001, vamos dar algumas dicas importantes para você melhorar a sua gestão!

Compliance: Gerenciamento Constante da Conformidade Legal

O público e os órgãos regulatórios aprenderam a ter mais confiança sobre o gerenciamento constante e consistente da conformidade legal das empresas certificadas, nesta norma. Isso porque, os principais objetivos de um envolvem o aprimoramento do desempenho ambiental. Assim como, a realização dos objetivos ambientais e o cumprimento das obrigações de conformidade. Sendo estes, proveniente de requisitos legais ou outros requisitos aplicáveis à organização.

Pensando em um sistema de gestão ambiental, os vários estágios do ciclo regulatório incluem, pelo menos:

  • Desenvolvimento, publicação e acesso à legislação;
  • Monitoramento e verificação da conformidade;
  • Implementação de ações, em casos de não conformidade.

O entendimento e as implicações de cada uma dessas fases podem variar de país para país. Considerando que esta é uma norma de abrangência internacional.

Porém, um conceito é constante e fundamental. A conformidade legal da organização para com os órgãos reguladores ambientais pode ser entendida como a situação em que nenhuma ação reativa ou represália pode ser esperada pela empresa. Em outras palavras, uma organização que se encontra em conformidade com as obrigações legais, não precisará se preocupar com ações administrativas, criminais ou civis.

Porque aplicar conformidade dentro do SGA?

É claro que uma empresa que implanta um SGA deve estar consciente e engajada. Principalmente no que diz respeito à proteção ambiental. Este é um compromisso importante proposto pela ISO 14001:2015. Então, temos aí o primeiro motivo. Um dos passos para alcançar a sustentabilidade nos negócios é justamente buscar pela conformidade legal. E quando falamos de sustentabilidade estamos envolvendo não só recursos naturais, mas também aspectos sociais, produtivos e econômicos.

Mas quais os ganhos diretos para a minha empresa? Bom, primeiramente buscamos a conformidade legal pois ela é parte do processo de certificação ambiental.  Portanto, empresa que busca a implantação da ISO 14001, não pode nem pensar em deixar essa etapa de lado. Depois, temos os ganhos com a imagem da empresa perante o mercado, transmitindo ao público maior confiabilidade e integridade. Isso gera outro benefício que é a vantagem competitiva.

Além de reduzir os custos com penalidades e indenizações, a organização pode inserir as questões ambientais dentro de sua estratégia de negócio. Atuando assim, com responsabilidade para cumprir o seu papel social. Face à crescente exigência da sociedade por produtos e serviços mais sustentáveis. Como consequência de todas as ações, temos o retorno financeiro. Já que a gestão eficiente do meio ambiente dentro das operações organizacionais pode ajudar na identificação de oportunidades para investimentos rentáveis ao alocar recursos de maneira mais eficiente. Aumentando, portanto, o acúmulo de riquezas.

Quais requisitos da ISO 14001:2015 estão relacionados ao compliance?

Logo em um de seus requisitos iniciais, a norma apresenta a exigência. Decretando que a organização tenha uma política ambiental e se comprometendo em atender os seus requisitos legais e outros requisitos aplicáveis. Dessa forma, a ISO 14001:2015 requer que a organização determine e tenha acesso aos requisitos legais e outros requisitos. De modo que, eles estejam relacionados aos seus aspectos ambientais e estabeleça uma sistemática para avaliar o seu atendimento.

Dessa maneira, os requisitos específicos da norma envolvem de alguma maneira a busca pela conformidade legal.

Compliance: Requisitos da Conformidade Legal

  • Item 4.2c: Determinar quais das necessidades e expectativas das partes interessadas se tornam requisitos legais e outros requisitos.
  • Item 5.2d: Manter uma política ambiental que inclua um comprometimento em atender os requisitos legais e outros requisitos;
  • Item 6.1.3: Determinar e ter acesso aos requisitos legais e outros requisitos relacionados aos aspectos ambientais. Determinar como eles se aplicam à organização e leva-los em consideração ao implementar e melhorar continuamente o SGA.
  • Item 6.2.1: Levar em consideração os requisitos legais e outros requisitos ao estabelecer os objetivos ambientais.
  • Item 7.4.3: Observar as exigências legais e de outros requisitos quanto à comunicação externa das informações pertinentes para o SGA.
  • Itens 8.1 e 9.1.1: Observar as exigências legais e de outros requisitos quanto ao monitoramento de parâmetros e controle de rotinas operacionais.
  • Item 9.1.2: Avaliar o atendimento aos requisitos legais e outros requisitos;
  • Item 9.3: Analisar criticamente o SGA considerando mudanças e tendências relativas aos requisitos legais e outros requisitos.

Como alcançar os resultados esperados?

Para atender à ISO 14001:2015 e alcançar os resultados esperados, a organização deve demonstrar capacidade de cumprir seus requisitos legais e outros requisitos. E, também, por meio de sua própria avaliação de conformidade. Para isso, podem ser utilizados softwares de identificação de legislações. Como por exemplo, o SOGI. Há também outros meios e ferramentas de consultoria disponíveis. Posteriormente, devem ser estabelecidos indicadores ambientais e sistemática de avaliação desses requisitos legais.

O importante é acompanhar as mudanças legislativas. Principalmente, aquelas que se aplicam à organização e seus aspectos para implantar ações para as não conformidades encontradas. A partir do momento em que os indicadores estabelecidos começarem a fornecer resultados, a organização poderá compará-los aos critérios operacionais e legais, tendo base para tomadas de decisões mais assertivas.

 Fernanda Pinheiro
Engenheira Ambiental e Sanitarista e de Segurança no Trabalho 
Especialista em SGI

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Como fazer análise da perspectiva de Ciclo de Vida?


 

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A atualização da ISO 14001, publicada em 2015, trouxe mais do que novos conceitos. A norma tem por objetivo trazer uma nova abordagem para alguns de seus requisitos. Dentre eles estão, a análise de riscos e oportunidades do negócio, dos processos, dos requisitos legais e aspectos ambientais da organização. Além do  levantamento de necessidades e expectativas de suas partes interessadas e a avaliação dos aspectos ambientais. Considerando-os uma perspectiva de ciclo de vida.

Uma nova abordagem sobre a ISO 14001

Esta nova abordagem leva a organização a ter um olhar ainda mais crítico sobre o quão preponderante é o seu negócio. E quais são as interferências efetivas de suas atividades, na rotina das partes interessadas. E, por fim, quais os reais impactos decorrentes de seus processos. A criticidade de cada um destes, precisa ser avaliada pela Alta Direção da organização.  A fim de que, a mesma determine como e qual o melhor momento para intervir. De tal modo, que seja possível potencializar tudo que for positivo e minimizar/mitigar tudo que for negativo.

Tratando-se do levantamento e avaliação dos aspectos ambientais, podemos aplicar, de forma genérica, esta mesma lógica. De acordo com a norma, a organização deve “determinar os aspectos ambientais de suas atividades, produtos e serviços.

De modo, que possa selecionar quais serão controlados e aqueles que possam influenciar seus impactos associados. Deve-se, portanto, considerar sempre a perspectiva de ciclo de vida”. Ou seja, enfatiza-se o objetivo do requisito 6.1.2 de que a organização avalie criticamente seus aspectos. E que também possa analisar quais ela conseguirá monitorar e até mesmo atuar. Podendo ser de forma direta ou indireta.

Exemplo prático – ISO 14001:2015

Citando um exemplo prático, algumas organizações se assustaram com este requisito. Isto pois, devido a seus produtos serem incorporados em vários outros, antes de chegarem até o consumidor final. Realizando, assim uma análise completa do ciclo de vida. Incluindo, portanto, o total controle e influência sobre estes, tornando-se um trabalho técnico e economicamente inviável.

Um conselho válido que os consultores da Verde Ghaia sempre dão aos seus clientes e que principalmente, tratando-se de novos conceitos, é a leitura dos anexos da norma. E, quanto a este assunto, o anexo ressalta que a organização é que determina a extensão do controle e da influência exercida. Isto é, o segredo é elaborar uma metodologia para Gerenciamento de Aspectos e Impactos Ambientais. Devendo, no entanto, incluir a análise do ciclo de vida. E assim, dizer da forma mais clara possível, como a organização irá definir os critérios de controle e influência. Devendo, portanto, estar de acordo com a sua realidade, para que realizar tudo aquilo que for identificado no levantamento de aspectos e impactos ambientais.

Sendo assim, no caso de produtos que são incorporados a vários outros, não necessariamente à organização, precisa ter o total controle e influência. Desde a matéria-prima até a destinação/disposição final.

Metodologia e análise do Ciclo de Vida

A empresa pode determinar em sua metodologia que irá fazer a análise do ciclo de vida, a partir dos aspectos gerados por cada atividade. E assim, definir um critério para riscos e oportunidades a partir da análise da perspectiva do ciclo de vida. Por exemplo, para o aspecto “Consumo de matéria-prima x”. A organização pode influenciar o seu provedor externo, priorizando comprar sua matéria-prima em empresas que possuem Certificação em ISO 14001.

Já para o aspecto “Geração de resíduos de plástico”, quando se tratar de produtos que se tornarão resíduos após chegar até o consumidor final, a organização pode avaliar a possibilidade de inserir em seus produtos a codificação. Informando, portanto, se aquele plástico é reciclável ou não. Buscando, potencializar a reciclagem deste material. Percebe-se que, em qualquer levantamento de aspectos, é considerado a análise de ciclo de vida. Consequentemente, surgirão diversas outras possibilidades de melhorias no processo para potencializar o controle e influência da organização.

Vale ressaltar que o segredo é a elaboração de uma metodologia coerente com a realidade da mesma. Assim, será muito mais simples atender à este requisito e não ter “não conformidade” relativa a isso na auditoria externa.

Bianca Rubia Braz Moreira
Consultora de Sistema de Gestão Integrado
Engenheira ambiental e sanitarista, com especialização em legislação ambiental e tratamento de resíduos e efluentes


Gestão de Riscos e Oportunidades nas versões ISO 9001 E 14001


 

Gestão de Risco é uma das grandes mudanças que envolveu as novas versões das normas de qualidade e meio ambiente foi a necessidade da gestão de riscos e oportunidades. Posto que, nas versões antigas, não era abordado. Mas afinal, o que seria riscos e oportunidades?

Gestão de Riscos e Oportunidades nas versões ISO 9001 E 14001

Gestão de Risco: ameaças e oportunidades

De acordo com a ABNT NBR ISO 14001, Riscos e oportunidades são efeitos potenciais adversos (ameaças) e efeitos benéficos (oportunidades). No caso de riscos, a gestão tem caráter preventivo. isto explica a não exigência de ações preventivas. Entretanto, essa análise/avaliação deve ser feita, por exemplo, para:

Processos,
Requisitos Legais,
Aspectos e Impactos,
Negócio.

Riscos e oportunidades atrelados aos processos serão oriundos do mapeamento de processos. Ao se descrever todas as atividades realizadas em cada processo, deve-se em seguida, identificár o que pode ser melhorado (oportunidades). Assim como, as futuras possíveis, falhas (risco).

Levantamento das legislações aplicáveis

Gestão de Risco e oportunidade de requisitos legais poderão ser identificados a partir do levantamento das legislações aplicáveis à atividade da organização. Sendo que, para aspectos e impactos, também serão identificados no levantamento de aspectos e impactos as atividades/processos da organização.

E para o negócio, a identificação será feita através do planejamento estratégico. Este, portanto, é realizado pela , que deverá levar em conta as variáveis pertinentes ao negócio. Sendo elas:

Mercado,
Tecnologia,
Recursos Financeiros,
Recursos Intelectuais,
Recursos Humanos na Organização,
Expectativas atuais e futuras,
Experiências Passadas.

É importante lembrar que todos os riscos e oportunidades identificados deverão ser tratados. Assim como, conter planos de ação, avaliação de eficácia, monitoramento e análise crítica.

Ressalta-se, no entanto, que muitas empresas avaliam apenas os riscos negativos. Deve-se, porém, considerar imprescindível a avaliação das oportunidades, pois são elas que possibilitarão a melhoria nos processos. Cabendo a cada organização estabelecer, implementar e manter processo adequado. De modo que, cada organização seja capaz de gerenciar seus riscos. Para saber mais acesse o nosso site e informe-se mais sobre a Gestão de Riscos das Normas 9001:2015 e 14001:2015.


Flávia Gomes de Magalhães
Graduanda em Engenharia Ambiental


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