Arquivos ISO 22000 - Segurança de Alimentos | Grupo Verde Ghaia
×

Invasão de corpos estranhos nos alimentos


 

Empresas Alimentícias devem se preocupar com aqualidade para controle de corpos estranhos.

O título deste texto parece óbvio, não é mesmo? É claro que toda empresa que produz alimentos deve se preocupar com o controle de qualidade para evitar a invasão de corpos estranhos em sua produção. Mas, a segurança alimentar (ou o original em inglês “Food Safety”, também adotado por algumas empresas) é muito mais do que isso.

Segundo a Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional – LOSAN (Lei nº 11.346, de 15 de setembro de 2006), a segurança alimentar envolve garantir a todos condições de acesso a alimentos básicos de qualidade, em quantidade suficiente, de modo permanente e sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, com base em práticas alimentares saudáveis, contribuindo, assim, para uma existência digna, num contexto de desenvolvimento integral da pessoa humana.

Os aspectos que compõem a segurança alimentar

Os aspectos que compõem a segurança alimentar

Um alimento pode ser afetado por perigos físicos, químicos e biológicos.

Os perigos físicos podem ser corpos estranhos, tais como pedaços de metal, de vidro, areia, parafusos e outros. Muitas contaminações desse tipo ocorrem principalmente devido aos próprios equipamentos industriais, que devido à manutenção inadequada podem soltar borrachas, pedaços de plásticos, parafusos. Às vezes, a contaminação acontece também nas matérias-primas, que trazem consigo sujeira aderida no momento da colheita ou do transporte, como terra e pedrinhas. Um bom jeito de evitar esse tipo de contaminação é fazendo uso de peneiras em várias fases da produção.

Os perigos químicos podem ser agrotóxicos, hormônios sintéticos, antibióticos, detergentes, metais pesados, óleos lubrificantes e muitos mais. É uma contaminação que pode ocorrer no próprio local de cultivo dos alimentos devido a aplicações de agentes para controles de pragas na agricultura. A contaminação também pode ser ocasionada por metais pesados no solo ou mesmo por poluentes levados pelo ar.

Já os perigos biológicos são aqueles como vírus, fungos e bactérias. Um alimento mofado, por exemplo, se consumido pelo homem, pode causar uma série de doenças. O acondicionamento e o tipo de embalagem utilizada para armazenar os alimentos são muito importantes para evitar contaminações químicas, bem como o controle dos processos para evitar mistura acidentais de aditivos químicos nos alimentos produzidos.

Curiosamente, existe certa tolerância quanto à presença de corpos estranhos nos alimentos. segundo o Jornal, Gazeta do Povo, no ketchup, por exemplo, é permitido conter em 100g de amostra dez fragmentos de insetos, cinco ácaros e um fragmento de pelo de roedor. Já no orégano, 10g de amostra podem conter 20 fragmentos de insetos, cinco ácaros, 20 insetos inteiros mortos (se próprios da cultura da erva) e um fragmento de pelagem de roedor.

Parece nojento, não é? Mas segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), as quantias previstas não são capazes de causar nenhuma doença ou dano ao consumidor, por isso são toleradas pela lei.

Intoxicação: um caso sério

Mas não é por existir um grau de tolerância com certos fragmentos em nossos alimentos que as indústrias podem descuidar. Os casos de contaminação alimentar precisam ser levados muito a sério.

A OMS estima que, anualmente, uma em cada dez pessoas sofram com enfermidades transmitidas por alimentos, sendo que boa parte delas pode levar a óbito.

Em 2013, uma unidade brasileira de um fabricante de suco à base de soja descobriu que parte de seu lote sofreu contaminação química durante o processo de produção. Devido a uma falha humana, parte da bebida foi envasada juntamente a uma solução usada para higienizar as máquinas. Ao todo, 96 embalagens do suco foram contaminadas.

Sabe-se que 14 pessoas chegaram a consumir bebida contaminada. A empresa teve de organizar uma força-tarefa para rastrear todas as unidades e retirá-las do mercado antes que causassem mais danos. Embora tenha havido pronto atendimento a todas as vítimas e não tenha ocorrido nenhuma consequência mais drástica, a marca teve sua produção suspensa por um período, foi multada e ficou com sua imagem pública arranhada por um bom tempo.

Leia sobre as boas práticas para a fabricação de alimentos.

O controle de qualidade como solução

O controle de qualidade como solução

A ISO 9001 e a ISO 22000 são diretrizes fundamentais para o produtor que deseja buscar a qualidade máxima na produção, transporte ou armazenamento de seu alimento, mantendo os corpos estranhos o mais longe possível e evitando problemas com as autoridades e com o consumidor.

A ISO 9001 é uma norma de padronização que pode atender a qualquer serviço ou produto, podendo ser implementada por organizações de qualquer tamanho, independentemente de seu ramo de atividade. É uma norma de gestão que pode ser aplicada de forma geral numa fábrica de alimentos, abrangendo todos os setores. Seu objetivo é conquistar a confiança do cliente e deixá-lo ciente de que os produtos e serviços oferecido por determinada empresa seguem certo padrão de qualidade.

Já a ISO 22000 é bem mais específica no que diz respeito ao setor de alimentos. Seu foco é exatamente a segurança alimentar e a aplicação de requisitos para um sistema de gestão da segurança de alimentos. Seu objetivo é harmonizar em nível global os requisitos para a gestão da segurança de alimentos para organizações dentro da cadeia alimentar. Além disso, o sistema de gestão baseado na ISO 22000 apoia os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, reduzindo as doenças transmitidas por alimentos e apoiando uma saúde pública de qualidade.

Preço x Valor percebido

Preço x Valor percebido

O objetivo de um alimento é simplesmente matar a fome. Mas você toparia consumir uma comida de procedência duvidosa e com zero garantia de qualidade, ainda que fosse muito mais barata? É obvio que muita gente também não toparia, afinal a saúde (e o sabor também, por que não?) está em jogo.

Hoje, muitas empresas do ramo alimentício seguem a mesma lógica: em vez de buscar apenas fornecedores e colaboradores que trabalham sob o custo mais baixo, elas buscam o valor percebido.

O valor percebido é a composição de vários fatores de uma organização, como sua reputação, sua imagem no mercado, a forma como se relaciona com clientes e fornecedores, sua integridade, a confiança embutida em seu nome e a qualidade real do produto/serviço oferecido.

A gestão de alimentos hoje é um diferencial num programa de Gestão de Qualidade e felizmente muitas empresas estão cientes disso. É uma garantia de segurança para nós consumidores.

Conclusão

A preocupação com a segurança alimentar surgiu logo após a I Guerra Mundial, exatamente porque os governos começaram a perceber que a escassez ou contaminação alimentar poderia levar um país à ruína. E não poderiam estar mais certos. Os alimentos, por serem tão essenciais a nós, merecem atenção especial. 

Por isso a implementação de um sistema de gestão de alimentos alinhado às normas internacionais é tão importante para o seu negócio. Sua empresa se torna muito mais competitiva e, mais importante: zela diretamente pela saúde de seus clientes e colaboradores.

Programa Compliance Gestão de Segurança de Alimentos Verde Ghaia

Das plantações à mesa dos clientes, as organizações enfrentam desafios de gestão em toda cadeia produtiva, com um ambiente complexo, que lida diretamente com a responsabilidade sobre os colaboradores, parceiros e clientes.

A Verde Ghaia desenvolveu para os seus clientes soluções exclusivas e personalizadas para uma gestão de excelência no Ramo de Alimentos. Através do programa de compliance, as empresas podem ter uma gestão eficiente com garantia de integridade nas operações e redução dos riscos em um ambiente tão exposto a alterações repentinas.

Fale com um dos nossos consultores!


Leia mais: Gestão de segurança de alimentos: você sabe o que é APPCC?


APPCC: adotado pelas melhores indústrias em gerenciamento de alimentos


 

De acordo com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, o Brasil registra anualmente, em média, 700 surtos de Doenças Transmitidas por Alimentos, os quais geram cerca de 13 mil doentes e 10 óbitos.

Gestão de segurança de alimentos: você sabe o que é APPCC?

Vamos imaginar uma situação cotidiana — um passeio ao shopping. Entre uma compra a outra, você realiza várias atividades corriqueiras sem sequer perceber: firma-se no corrimão da escada rolante, faz uso do banheiro, encosta na lixeira da praça de alimentação ao jogar fora os resíduos de seu almoço, manipula dinheiro, mexe no celular. Eis que após muitas horas na rua, você chega em casa e descobre que uma pessoa de sua família está fritando bolinhos. Na ânsia de saborear um, pega com as mãos mesmo, porém sem lavá-las antes. É uma situação comum, não é mesmo? Praticamente todo mundo já se descuidou assim alguma vez.

Muitas vezes não pensamos com cautela no assunto, mas a higiene adequada das mãos é capaz de prevenir uma série de doenças como hepatite A, gastroenterites, contaminação por rotavírus e Salmonella, gripes, catapora, conjuntivite e muitas outras. Assustador, não é?

Gestão de segurança de alimentos: você sabe o que é APPCC?

Agora vamos transpor tal situação a uma escala industrial – literalmente. Pense num colaborador de uma empresa de fabricação de alimentos sendo negligente durante os passos da produção ou ignorando as recomendações da vigilância sanitária, como o simples ato de ir ao banheiro e não lavar as mãos. Isso soa um pouco repulsivo, não é mesmo?

Por isso muitas empresas adotam um sistema de gestão de alimentos, medida de segurança voltada especialmente para a contenção de surtos e contaminações

O sistema APPCC

Um sistema de gerenciamento internacionalmente reconhecido e adotado pelas melhores indústrias em gerenciamento de alimentos é o APPCC — Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (do inglês HACCP, Hazard analysis and critical control points). Ele é muito utilizado em plantas de processamento de alimentos, no qual a segurança é abordada através da análise e controle dos riscos biológicos, químicos e físicos, do início ao fim da produção.

O sistema APPCC  - Gestão de segurança de alimentos: você sabe o que é APPCC?

Foi um sistema desenvolvido na década de 60, pela empresa americana Pillsbury, numa parceria com as Forças Armadas Americanas. Tudo para atender a uma solicitação da NASA, a famosa Agência Espacial Americana, que desejava assegurar que os alimentos consumidos por seus astronautas em missão, estivessem livres de qualquer contaminação.

APPCC é baseado em sete princípios

  1. Identificação e avaliação dos perigos;
  2. Identificação dos Pontos Críticos de Controle;
  3. Estabelecimento dos Limites Críticos;
  4. Estabelecimento dos Procedimentos de Monitoração;
  5. Estabelecimento das Ações Corretivas;
  6. Estabelecimento dos Procedimentos de Verificação;
  7. Estabelecimento dos Procedimentos de Registro.

O coordenador do sistema APPCC

Para que o APPCC seja implementado corretamente, o ideal é que haja a presença de um coordenador responsável (GESTOR), que vai gerenciar o processo do início ao fim.

Este profissional geralmente é graduado em Engenharia de alimentos, Biologia, Nutrição e áreas afins. Porém, independentemente, de sua formação, é essencial que ele tenha verdadeiro apreço por sistemas de controle de qualidade.

O coordenador de APPCC vai trabalhar diretamente com o pessoal de operações, por isso, precisa ser um profissional excelente em comunicação — um verdadeiro líder.

Ao se implementar um sistema de gestão de segurança de alimentos, um dos pontos mais importantes é que a equipe que manipula a matéria-prima, os maquinários, embalagens e alimentos  em si, compreendam a importância de todas as questões referentes a higiene e contaminação.

E isto envolve instruir até mesmo sobre questões básicas, como a lavagem das mãos. Quando o funcionário se sente parte fundamental do processo e assimila as causas e consequências, ele apresenta mais facilidade para respeitar as regras, pois entende os parâmetros de qualidade de seu trabalho.

O coordenador de APPCC também vai trabalhar com muitos registros de dados, e esta documentação precisará estar sempre atualizada. A reavaliação constante desse material vai ser a força motriz para a correção de desvios e a busca por melhorias.

É um profissional que também precisa saber analisar tendências, principalmente no que envolve a perda de controle de algum processo. Em 2018, por exemplo, a PROTESTE – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor — descobriu que determinado lote de uma marca de macarrão sem glúten continha traços da proteína. À época, a empresa foi notificada para que o lote analisado fosse retirado do mercado e seus consumidores fossem ressarcidos.

É um tipo de falha que poderia ter rendido consequências ainda mais graves caso o macarrão com glúten estivesse sendo consumido regularmente por um celíaco, por exemplo.

A implementação de um sistema APPCC é capaz de evitar esse tipo de problema na produção, identificando a causa-raiz responsável por causar a contaminação.

O método APPCC é também uma certificação de qualidade, por isso garante que a empresa estará cumprindo todas as normas sanitárias vigentes no Brasil.

Quando bem implementada, a gestão de segurança de alimentos evita uma série de problemas, como contaminação cruzada, redução de surtos, além da oferta ao cliente de produtos com alto valor agregado. Além disso, reduz-se o desperdício de matérias-primas e produtos, otimiza-se o tempo de produção, fideliza-se o cliente e, como consequência, ocorre um aumento de lucratividade.

Os benefícios atingem igualmente empresa e consumidor. Por isso, fique atento!

Dúvidas, sugestões ou comentário, envie para gente!


Gestão de Alimentos: um diferencial em seu programa de Gestão da Qualidade


 

A gestão de alimentos trata da adoção de práticas capazes de controlar qualquer agente que, em contato com os alimentos, possa gerar riscos à saúde do consumidor, e é fundamental para que o processo produtivo dos gêneros alimentícios se dê de maneira adequada — desde a manipulação da matéria-prima até a distribuição ao consumidor final.

É um processo de gestão muito relevante já que pode (e deve) ser adotado por agricultores, pecuaristas, produtores de ração animal, fabricantes de insumos e ingredientes, indústrias de alimentos e bebidas, distribuidores, serviços de catering, varejistas etc.

Além disso, pode abranger vários nichos que de algum modo prestam serviço para o ramo alimentício: empresas de limpeza, sanitização e controles de pragas, transportadoras, empresas de armazenagem e distribuição de alimentos e bebidas, fornecedores de equipamentos, máquinas e produtos para higienização, fabricantes de embalagens e muito mais.

Uma área que exige cuidados específicos

Embora faça parte da gestão de qualidade, a gestão de alimentos requer dedicação específica, já que apresenta uma série de dificuldades muito particulares. Primeiro, a quantidade de requisitos na área de alimentos no Brasil é imensa: são 9 mil leis e normas para serem cumpridos, sendo que, em geral os embargos e penalidades costumam ser vultosos.

Nem precisamos ir muito longe para nos darmos conta da rigidez em relação aos processos de manufatura e controle de alimentos. Basta nos lembramos da Anvisa, a Agência Nacional de Segurança Sanitária, amplamente citada na imprensa e muito reconhecida por sua atuação em prol da saúde da população brasileira.

Mesmo cientes da necessidade de cuidados especiais no que diz respeito à manipulação de alimentos, algumas empresas ainda têm dificuldade para implementar um bom sistema de gestão devido ao desconhecimento de padrões de identidade e qualidade e devido à dificuldade na priorização dos processos. Por isso, em muitos casos é recomendável contratar uma consultoria especializada, não apenas para auxiliar no programa de gestão, como também na interpretação das complexas leis que envolvem o ramo.

Embora existam maneira diferentes e específicas para o cumprimento das regulamentações em segurança dos alimentos, é recomendado que as empresas conheçam os requisitos pertinentes às suas atividades para que decidam conscientemente sobre o cumprimento de todos os requisitos, o que por sua vez aponta para as imprescindíveis questões da conformidade. No ramo de gestão de alimentos, uma empresa somente consegue cumprir todos os requisitos e estar em conformidade se seguir um trajeto específico, o qual muitas vezes não costuma ser abordado em programas de gestão de qualidade não direcionados à área de alimentos.

A ISO 22000, por exemplo, tem como objetivo demonstrar a habilidade da organização em controlar os riscos e perigos na segurança de alimentos e buscar constantemente por produtos finais seguros e que atendam aos requisitos dos clientes. É uma norma que abrange toda a cadeia alimentícia, desde fornecedores de matéria-prima até o consumidor.

Além disso, também envolve as organizações inter-relacionadas, tais como produtores de equipamentos, produtores de embalagens, fabricantes de produtos de limpeza, aditivos, ingredientes e outros prestadores de serviços. A norma também incorpora os princípios do sistema HACCP ou APPCC (Análise de Perigo e Pontos Críticos de Controle) e do Codex Alimentarius — programa criado em 1963 pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) — cujo objetivo é estabelecer normas internacionais na área de alimentos, incluindo padrões, diretrizes e guias sobre Boas Práticas e de Avaliação de Segurança e Eficácia. Seus principais objetivos são proteger a saúde dos consumidores e garantir práticas leais de comércio entre os países.

Passos relevantes na implementação de um sistema de gestão de alimentos

A eficácia do sistema de gestão de segurança de alimentos depende da minúcia da equipe ao implementar, fiscalizar e documentar todas as etapas do processo. Eis algumas dicas que podem ajudar:

# A alta direção deve estar completamente presente no processo de implementação do sistema de gestão de alimentos, bem como deve envolver toda a equipe e se certificar de que os objetivos estão sendo compreendidos.

# Caso não tenha experiência na área, a empresa deve nomear ou contratar uma equipe de segurança de alimentos a fim de realizar a verificação de toda a linha de produção.

# A avaliação de riscos na indústria de alimentos deve ser especialmente cuidadosa, já que qualquer tipo de contaminação pode ser fatal. Considerar tanto os riscos químicos, físicos e biológicos, listando-os, classificando-os e realizando também a avaliação de riscos associados.

# O controle de medidas pode ser realizado através de PPRs (Programas de pré-requisitos operacionais) ou do sistema HACCP/APPCC.

# Cada passo da implementação do sistema de gestão de alimentos deve ser documentado. A organização deve revisar, atualizar e melhorar todo o processo sempre que for necessário. Auditorias internas são excelentes ferramentas de verificação e são de grande ajuda para tornar a empresa apta a conquistar o selo ISO.

A implementação de um sistema de gestão de alimentos alinhado às normas internacionais torna seu negócio mais capacitado para competir dentro de fora do Brasil. Além disso, permite o estabelecimento de relações comerciais com os clientes mais exigentes e zela diretamente pela saúde de seus colaboradores e clientes.


Saiba tudo sobre conceito e aplicação da Norma ISO 22000


 

A versão 2018 da ISO 22000 acaba de ser publicada, agora em Junho. A nova versão cancela e substitui a ISO 22000:2005.Portanto, a partir da data de publicação da nova versão, começa a contar o tempo para fazer a transição.  (upgrade da Certificação ISO 22000).

Especialistas em segurança de alimentos de mais de 30 países participaram da atualização desta norma. E as empresas que já são certificadas na versão antiga têm o prazo de três anos.

Saiba tudo sobre conceito e aplicação da Norma ISO 22000

 ISO 22000

A ISO 22000 estabelece requisitos para Sistemas de Gestão de Segurança de Alimentos que são aplicáveis a qualquer organização. E que também façam parte da cadeia produtiva de alimentos, independente do tamanho e da complexidade ou se são direta ou indiretamente envolvidas.

São exemplos de empresas que podem implementar e certificar na ISO 22000:

Produtores de alimentos para animais;
Pecuaristas e agricultores;
Produtores de insumos;
Indústrias de alimentos;
Varejistas;
Serviços de alimentação;
Serviços de catering e limpeza;
Serviços de sanitização;
Transporte;
Armazenamento e distribuição;
Fornecedores de equipamentos;
Produtos de limpeza;
Materiais de embalagem;
E outros materiais de contato com alimentos.

Papel da ISO 22000:2018

O objetivo da ISO 22000 é harmonizar em nível global os requisitos para a gestão da segurança de alimentos para organizações dentro da cadeia alimentar. Por conseguinte, destina-se particularmente à aplicação por organizações que buscam um sistema de gerenciamento de segurança de alimentos mais focado, coerente e integrado. Além do que, o normalmente exigido pelas legislações aplicáveis. A ISO 22000 estimula e garante uma concorrência justa no mercado.

Sistema de Gestão baseada na ISO 22000

Além disso, o sistema de gestão baseado na ISO 22000, apoia os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, reduzindo as doenças transmitidas por alimentos e apoiando uma melhor saúde pública.

A segurança dos alimentos está relacionada com a presença de riscos no alimento, os quais podem ser introduzidos em qualquer estágio da cadeia alimentar. A gestão da segurança dos alimentos abrange a prevenção, eliminação e o controle destes riscos. Portanto, a identificação e o adequado controle por todas as partes envolvidas na cadeia alimentar são essenciais.

A ISO 22000 consolida as condições relativas ao comércio, comunicação, transporte e produção de toda a cadeia. A comunicação é o princípio básico para garantir que todos os perigos estejam controlados. Visto que, desde a primeira publicação da ISO 22000 em 2005, os usuários ao longo da cadeia de fornecimento têm enfrentado novos desafios de segurança dos alimentos. Dessa forma, estimulou-se a necessidade de revisão do padrão.

Melhorias na Gestão de Risco

A nova edição da ISO 22000 sobre sistemas de gestão de segurança de alimentos apresenta uma melhoria na gestão de riscos da segurança dos alimentos. Contudo, a implementação de um SGSA (sistema de gestão de segurança de alimentos) é uma decisão estratégica de cada organização. A qual provê o aumento de sua capacidade de fornecer consistentemente alimentos e produtos seguros e serviços que atendam ao cliente e a legislação aplicável.

O SGSA é baseado em princípios chaves. Como, por exemplo:

Comunicação Interativa;
Administração de Sistema;
Programas de Pré-requisitos (PPRs);
Princípios de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controlo (APPCC ou HACCP).

Além disso, agora é interativo com os princípios comuns aos recentes padrões estabelecidos pela ISO, por exemplo, a ISO 9001:2015 (Sistema de Gestão da Qualidade); ISO 14001:2015 Sistema de Gestão Ambiental) e ISO 45001:2018 (Sistema de Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional).

ISO 22000 visa facilitar a integração entre as Normas
A interação com estas normas de sistemas de gestão facilita, portanto, o trabalho das organizações na interpretação e implementação. Assim como, facilita a integração dos sistemas de gestão das organizações, melhorando o gerenciamento e evitando duplicações. E de tal maneira que, facilita a avaliação dos auditores.

Quais foram as principais mudanças na ISO 22.000

Estrutura de Alto Nível (Anexo SL): a estrutura normativa agora, segue a sequência de títulos, termos e definições da nova geração de normas: (1. Escopo; 2. Referências normativas; 3. Termos e definições; 4. Contexto da Organização; 5. Liderança; 6. Planejamento; 7. Apoio; 8. Operação; 9. Avaliação de desempenho; 10. Melhoria).

Codex Alimentarius: Forte vínculo com o Codex Alimentarius, grupo de alimentos das Nações Unidas que desenvolve diretrizes de segurança dos alimentos para governos.

Gestão de Riscos: o pensamento baseado no risco é essencial para alcançar um SGSA eficaz. Assim sendo, para ISO 22000, o conceito de “risco” é usado de duas formas e é importante distingui-las.

A avaliação de risco no nível operacional, através do estabelecimento do Plano APPCC, e a abordagem de riscos do negócio, onde oportunidades também fazem parte do conceito.

Ciclo PDCA: o ciclo PDCA está presente em dois momentos. O primeiro está relacionado a todo o sistema de gestão, enqaunto que o outro aos princípios do Plano APPCC.

Operação: a nova versão trouxe uma descrição mais clara das diferenças entre Pontos Críticos de Controle (PCCs), Programas de Pré-Requisitos Operacionais (PPROs) e Programas de Pré-Requisitos (PPRs).

Abordagem de processos: envolve a definição sistemática e gestão de processos, e suas interações, de modo a alcançar os resultados pretendidos de acordo com a política de segurança de alimentos e direção estratégica da organização.

Contexto da Organização: As organizações devem considerar não apenas as questões internas de segurança de alimentos, mas também levar em consideração o contexto externo em que a organização está inserida e que pode afetar o SGSA. Identificando assim, suas forças, fraquezas, oportunidades e ameaças, que irão sustentar todo o sistema de gestão e a tomada de decisão.

Necessidades e expectativas das partes interessadas: a nova versão da norma determina que a organização deve mapear suas partes interessadas e determinar seus requisitos a fim de garantir a capacidade de fornecer produtos e serviços que atendam aos requisitos estatutários, regulamentares e de clientes.

Liderança: estabelece uma nova cláusula que atribui responsabilidades específicas para aqueles em papéis de liderança. Promovendo assim, a gestão de segurança de alimentos dentro da organização. A alta direção, no entanto, deve estar envolvida no SGSA como um todo. A dedicação da liderança deve estar focada ao elevado nível de compromisso, papéis, responsabilidades e autoridades na organização.

Além disso, a nova vesão trouxe outras melhorias para as organizações:

Comunicação mais eficaz;
Planejamento de mudanças;
Desburocratização da documentação do sistema de gestão, com exclusão da obrigatoriedade de procedimentos documentados e determinação do termo “Informação Documentada” em substituição a “Documentos e Registros”;
Maior detalhamento no Sistema de Rastreabilidade considerando retrabalho e retenção de registros relacionados à vida útil dos produtos;
Estabelecimento de mais cenários para Tratamento de emergências e incidentes;
Padrões sazonais e de turnos mais explícitos no Controle de Perigos;
Estabelecimento de novas entradas para Análise crítica pela Direção.

Portanto, para se preparar para implementação das novas diretrizes, as organizações devem ter pessoas com conhecimento e competência para aplicar os novos requisitos. Bem como, auxiliar na melhoria continua do sistema de gestão de segurança dos alimentos. Deste modo, a realização de um diagnóstico do sistema de gestão com base nos novos requisitos é uma ótima estratégia para traçar o planejamento da migração.


Raissa Osaki Urzedo
Consultora do Grupo Verde Ghaia
Engenheira de Alimentos Especialista em Segurança do Trabalho


Segurança de Alimentos: um interesse de todos!


 

A NBR ISO 22000:2006 – Sistemas de Gestão da Segurança de Alimentos é uma norma internacional auditável, que estabelece os requisitos para um sistema de gestão da segurança de alimentos.

Qualquer organização envolvida no setor de alimentos precisa demonstrar sua habilidade em controlar perigos e riscos, com o objetivo de garantir que o alimento esteja totalmente seguro no momento do consumo humano.

Afinal, a segurança na hora de ingerir alimentos é de interesse de todos, essencial para que problemas de saúde ocasionados por produtos contaminados ou estragados sejam evitados.

Produtores e Organizações

Os requisitos desta norma são genéricos e podem ser aplicados em qualquer elo da cadeia produtiva de alimentos, tanto para os produtores diretos quanto para as empresas que atuam indiretamente na fabricação de alimentos.

São considerados produtores diretos: agricultores, pecuaristas, produtores de alimentos para animais, fabricantes de insumos e ingredientes, indústria de alimentos, distribuidores, serviços de alimentação e catering, varejistas, organizações fornecedoras de serviços de limpeza e sanitização, serviços de transporte, armazenagem e distribuição.

Já as organizações envolvidas indiretamente consistem em: fornecedores de equipamentos, produtos para higienização, embalagens e outros materiais que entram em contato com os alimentos.

A Norma ISO 22000 é a responsável pela especificação dos requisitos que permitem as organizações:
Saiba como tratar as suas não conformidades. Leia nosso e-book!

A Norma ISO 22000 é a responsável pela especificação dos requisitos que permitem as organizações:

– Planejar, implementar, operar, manter e atualizar o sistema de gestão da segurança de alimentos, de modo que seja possível fornecer produtos, de acordo com seu uso intencional, devendo estes estar seguros para o consumidor;

– Demonstrar conformidade com os requisitos estatutários e regulamentares aplicáveis à segurança de alimentos;

– Avaliar e estimar as solicitações dos clientes e demonstrar conformidade com os requisitos, mutuamente acordados, relativos à segurança de alimentos, na intenção de aumentar a satisfação dos clientes;

– Comunicar, efetivamente, assuntos da segurança de alimentos aos seus fornecedores, consumidores e outras partes interessadas;

– Assegurar que a organização esteja em conformidade com a política da segurança de alimentos estabelecida;

– Demonstrar tais conformidades às partes interessadas;

– Buscar a certificação do sistema de gestão da segurança de alimentos por uma organização externa.

Relação de confiança entre fornecedor e consumidor final

É necessário que a organização demonstre sua habilidade em controlar os perigos à segurança dos alimentos, a fim de assegurar que este mantenha-se seguro até o momento em que for ser ingerido pelas pessoas. Assim, é possível estabelecer uma relação de confiança entre o fornecedor e o consumidor final.

A organização deve se preocupar com a produção de alimentos que sejam seguros para o consumidor. Sendo de responsabilidade desta estar de acordo com as especificações acordadas, ou seja, toda a produção deve estar conforme o planejamento, a implementação, a operação, a manutenção e a atualização do sistema de gestão da segurança de alimentos, contando com o apoio dos requisitos e normas ou legislação aplicáveis.

Segurança de Alimentos é questão de saúde e deve ser preocupação de todas as empresas do ramo alimentício.


Para tornar o processo de compreensão da norma mais fácil, os especialistas da Verde Ghaia elaboraram o Curso ISO 22000:2006 – Gestão de Segurança de Alimentos, com tudo que você precisa saber!


Alterações na ISO 22000 – Segurança de Alimentos


 

As consequências dos alimentos não seguros podem ser devastadoras, para consumidores e empresas em todo o mundo. Com muitos dos produtos alimentares de hoje viajando várias vezes através de fronteiras nacionais, a ISO 22000  é essencial para a segurança da cadeia de abastecimento alimentar global. Agora, o padrão está sendo substancialmente revisto para garantir que ele permaneça relevante para as necessidades modernas.

Após uma década de um bom serviço, a ISO 22000, está passando por uma modificação completa para atualização com novos requisitos de segurança alimentar de hoje. O grupo de trabalho internacional (ISO / TC 34 / SC 17 / WG 8) encarregado da revisão, cuja secretaria é mantida pela Standards Foundation Dinamarquês (DS), membro da ISO para a Dinamarca, realizou a sua quarta reunião, em Abril de 2016.

Conceitos-Chaves: Segurançla de alimentos

Simultaneamente, WG 8 teve de esclarecer alguns conceitos-chave. Estes incluíram:

Aplicação da nova estrutura de alto nível ISO (HLS) com a norma ISO 22000, que agora é obrigatória na elaboração ou revisão de normas de sistemas de gestão (MSS). A nova estrutura define uma estrutura que torna mais fácil para as empresas a integrar mais de um MSS em um determinado momento.

O conceito de “risco” usado de várias maneiras, importante para as empresas de alimentos para distinguir entre a avaliação do perigo no nível operacional, através da Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (HACCP), e o risco do negócio onde as oportunidades também fazem parte do conceito.

Forma como o ciclo Plan-Do-Check-Act (PDCA) funciona através da inclusão de dois ciclos de PDCA separados no padrão, que operam um dentro do outro. A primeira será aplicada ao sistema de gestão, enquanto o segundo, dentro dela, aborda as operações descritas na Cláusula 8, que abrangem simultaneamente os princípios de HACCP definidos pela Comissão do Codex Alimentarius.

Descrição clara das diferenças entre os Pontos Críticos de Controle (PCC), programas operacionais de pré-requisitos (OPRPs) e programas de pré-requisitos (PPR).

Por: Paula Baptista – Consultoria e Projetos Especiais – Grupo Verde Ghaia

Para mais informações acesse:
Consultoria Online Verde Ghaia

____________________

Conheça nossos cursos na área de Segurança de Alimentos


Blog VG