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Indicadores de Desempenho Ambiental e os benefícios para a Organização


 

No artigo anterior discutimos sobre o “Conflito de Sustentabilidade em virtude da escassez dos Recursos Naturais“. Hoje, abordaremos sobre os Indicadores de Desempenho Ambiental.

Cada vez mais, o setor produtivo em diferentes países está incorporando em seus custos aqueles relacionados com a questão ambiental, implicando necessidades de mudanças significativas nos padrões de produção, comercialização e consumo. Estas mudanças respondem a normas e dispositivos legais rígidos de controle (nacionais e internacionais), associados a um novo perfil de consumidor.

É fundamental que as empresas busquem uma relação harmônica com o meio ambiente, mediante a adoção de práticas de controle sobre:

  1. os processos produtivos;
  2. o uso de recursos naturais renováveis e não renováveis.

Indicadores de desempenho ambiental da indústria

A melhoria na relação com o meio ambiente é capaz de otimizar a produtividade dos recursos utilizados, implicando benefícios diretos para a empresa, o processo industrial e o produto, tais como:

1. Benefícios para empresa:

  • Melhoria da imagem, redução dos riscos, menor incidência de custos com multas e processos judiciais;
  • Manutenção dos atuais e conquistas de novos nichos de mercado;
  • Redução do risco de desastres ambientais;
  • Adição do valor com a eliminação ou minimização dos resíduos;
  • Melhor incidência de custos com multas e processos judiciais
  • Maior diálogo com os órgãos de controle e fiscalização.

2. Benefícios para o processo produtivo:

Economia de matéria prima e insumos;

  • Economia de matéria-prima e insumos, resultantes do processamento mais eficiente e da sua substituição, reutilização ou reciclagem;
  • Aumento dos rendimentos do processo produtivo;
  • Redução das paralisações, por meio de maior cuidado na monitoração e na manutenção;
  • Melhor utilização dos subprodutos;
  • Conversão dos desperdícios em forma de valor;
  • Menor consumo de energia e água durante o processo;
  • Economia em razão de um ambiente de trabalho mais seguro;
  • Eliminação ou redução de custos de atividades envolvidas nas descargas ou no manuseio, transporte e descarte de resíduos.

3. Benefícios para o processo produtivo:

  • Mais qualidade e uniformidade;
  • Redução dos custos, por exemplo, com a substituição de materiais;
  • Redução nos custos de embalagens;
  • Utilização mais eficiente dos recursos;
  • Aumento da segurança;
  • Redução do custo liquido do descarte pelo cliente;
  • Maior valor de revenda e de sucata do produto.

Conceito e atributos dos indicadores

Indicadores de Desempenho são entendidos como expressões quantitativas ou qualitativas que fornecem informações sobre determinadas variáveis e suas inter-relações, ou seja, informações indispensáveis para processos de melhoria contínua nas empresas.

Para a Construção de Indicadores, devemos estar atentos a alguns atributos que os mesmos devem conter, ou seja, devem assegurar:

1- Base Científica

2- Modelo Adequado

3- Temas prioritários

4- Compreensão e aceitabilidade

5- Sensibilidade adequada

6- Facilidade de monitoramento

7- Fontes de informação

8- Enfoque preventivo ou antecipatório

9- Trabalhar com valores discerníveis (padrões)

10- Periodicidade Adequada (coleta)

11- Conjunto de indicadores com função de aplicabilidade

A seleção dos indicadores deve levar em consideração também algumas variáveis tais como: simplicidade, representatividade, disponibilidade de dados e rastreabilidade. Os indicadores de desempenho ambiental escolhidos pela empresa devem ser específicos para uma determinada área, como quantidade de efluentes e de resíduos sólidos perigosos gerados por unidade de produto, peso da embalagem produzida, etc.

Os indicadores escolhidos devem ser relevantes, cientificamente válidos, de fácil comprovação, e devem ter custos de medição aceitáveis em relação aos objetivos da avaliação. A escolha dos indicadores de desempenho a serem adotados por uma dada indústria deve fundamentar-se em alguns aspectos, tais como:

  • Abrangência de suas atividades;
  • condições ambientais locais e regionais;
  • requisitos legais;
  • aspectos ambientais significativos
  • capacidade de recursos financeiros, materiais e humanos para o desenvolvimento das medições.

Em função destes aspectos, devem ser diagnosticados os elementos ambientais, relacionados com atividades, produtos e serviços, prioritários para se iniciar um processo de avaliação de desempenho. Esse espectro de indicadores de desempenho ambiental poderá ser ampliado, na medida em que julgue necessário considerar outras variáveis, inicialmente não contempladas.

Um ponto muito importante para o uso dos indicadores é a coleta de dados relativos ao processo produtivo da empresa. Para garantir a confiabilidade dos dados, torna-se necessário considerar fatores como:

  • Disponibilidade do dado
  • Adequação da informação
  • Viabilidade dos registros
  • Verificabilidade científica e estatística

Recomenda-se que os procedimentos de coleta dos dados incluam procedimentos adequados de:

  • Identificação
  • Arquivamento
  • Armazenamento
  • Recuperação
  • Disposição de dados e informações

Os dados utilizados para a construção desses indicadores podem ser obtidos de fontes diversas, tais como:

  • monitoramento e medição;
  • registros de inventário e produção;
  • e ou registros financeiros e contábeis.

Convém que os dados coletados sejam analisados e convertidos em informações, descrevendo o desempenho ambiental da organização. Para evitar distorções nos resultados, todos os dados relevantes e confiáveis que forem coletados dever ser considerados. A análise dos dados pode incluir considerações da qualidade, eficácia, adequação para produzir informações confiáveis.

As informações que descrevem o desempenho ambiental da organização podem ser desenvolvidas utilizando cálculos, melhores estimativas, métodos estatísticos e ou técnicas gráficas o que facilitará a avaliação e posterior comparação dos dados.

No próximo artigo, continuaremos o assunto mencionando o Desempenho Ambiental!

Dúvidas, envie sua mensagem para gente!


Auditoria Interna em SGA – ISO 14001:2015


 

Auditoria Interna. A Verde Ghaia oferece o serviço de Auditoria Interna para avaliar, de forma imparcial e isenta, como está o desempenho do Sistema de Gestão Ambiental de sua empresa e como anda o atendimento aos requisitos da norma.

O serviço é voltado para empresas que buscam a certificação, manutenção da certificação ou que desejam avaliar seu desempenho.

Avaliando a Auditoria Interna

Durante a Auditoria Interna, a Verde Ghaia avalia o desempenho do seu Sistema de Gestão Ambiental, verifica o quanto está adequado, ou não, aos requisitos normativos e aponta as necessidades de melhoria para a empresa. Nossos auditores são habilitados para conduzir trabalhos de Auditoria Interna com base nas normas internacionais:

  • NBR 16001,
  • ISO 50001.

Fale conosco!


Quão sustentável será o seu negócio até 2050?


 

95% das terras estarão degradadas e 5 bilhões de pessoas serão afetadas pela falta de água até 2050. Quão sustentável será o seu negócio?

Que tipo de negócio se sustenta sem a utilização de recursos naturais? Desde atividades administrativas até as mineradoras, todos utilizamos estes recursos no nosso cotidiano em nossas casas e no trabalho. Quando alguém fala a palavra “sustentável”, logo se pensa que tem a ver somente com a natureza e que isso não irá nos atingir, que podemos deixar para depois. Porém, os acontecimentos atuais têm demonstrado que, além dos impactos nas vidas das pessoas, os impactos na natureza afetam diretamente nas atividades econômicas, podendo alterar drasticamente o rumo de um negócio.

E de onde surgem tantos problemas ambientais?

Certamente, muitos deles têm a ver com a falta de cuidado com o , principalmente no que diz respeito à postura das organizações em lidar com seus produtos químicos perigosos, seus descartes, seus resíduos, seus rejeitos. Até um escritório comum tem a sua responsabilidade nessa cadeia, uma vez que há interferência em todo o ecossistema.

Os danos podem deixar sequelas irreparáveis à saúde humana e ao meio ambiente. Os dois exemplos citados abaixo demonstram que, quando uma gestão é realizada precariamente ou existem falhas não identificadas pelos gestores, as consequências podem ser fatais.

1.O acidente radiológico em Goiânia com o césio 137, no ano 1987, por exemplo, foi um caso clássico de destinação inadequada de resíduo tóxico. Catadores de um ferro-velho encontraram uma cápsula contendo césio e a desmontaram, pensando se tratar de sucata comum. Devido ao alto teor de contaminação deste resíduo, duas pessoas faleceram e milhares foram contaminadas.

2. O rompimento da barragem de um dos polos da empresa Vale, na Mina do Feijão, em Brumadinho-MG, se deve principalmente a uma gestão totalmente inadequada no depósito de rejeitos de minério de ferro. Segundo relatos da ONU, “50 milhões de toneladas de rejeitos de minério de ferro lançados com as rupturas das barragens, continham altos níveis de metais pesados tóxicos e outros produtos químicos tóxicos”. Após um mês da tragédia, o número de vítimas fatais chega a 179 e os trabalhos de buscas ainda tentam localizar 134 pessoas.

Apesar de não haver números consumados, sabemos também que muitos animais, rios e outros corpos hídricos estão sendo contaminados pela lama tóxica. A prefeitura de Brumadinho multou a Vale em R$ 100 milhões, e o Ibama em outros R$ 250 milhões depois da tragédia. Quanto às vítimas, o ministério público propôs indenização de 2,6 milhões por pessoa, o que ainda está em negociação com a Vale. Quanto aos moradores, um contrato foi assinado exigindo que a mineradora deverá pagar ao longo de 12 meses um salário mínimo (R$ 998) mensal para cada morador de Brumadinho, meio salário mínimo para cada adolescente (R$ 499) e um quarto de salário (R$ 249,50) para cada criança.

Um estudo para Pesquisas e Políticas Públicas do Reino Unido (IPPR) constatou que o planeta está entrando num colapso ambiental devido ao excesso de interferência humana. A consequência disso pode ser uma desestabilização da sociedade e da economia global. De acordo com os autores da pesquisa, houve um aumento considerável:

  • Aumentou 15 vezes o número de inundações
  • Aumentou em 07 vezes o número de Incêndios florestais
  • solo está sofrendo perdas entre 10% e 40% mais rapidamente do que o tempo que levam para realizar sua regeneração natural.
  • 30% das terras em todo o mundo se tornaram improdutivas devido à erosão.

E estima-se que 95% das terras estarão degradadas e 5 bilhões de pessoas serão afetadas pela falta de água até 2050 caso continuemos nesse ritmo de descuido com as questões ambientais. Dentre os potenciais acidentes que merecem nossa especial atenção, estão aqueles relacionados aos produtos químicos perigosos, que podem ocorrer ao longo de todo o processo de uma cadeia produtiva, ou seja, que vai desde a extração, passando por produção, armazenamento, transferência, transporte, utilização, chegando até a destinação final.

A VIGIAPP (Vigilância em Saúde Ambiental associada aos Acidentes com Produtos Químicos Perigosos) é uma das instituições que visa desenvolver ações para identificar, caracterizar e mapear riscos, ameaças, vulnerabilidades e recursos para uma atuação eficiente em casos de acidentes, bem como, realizar a vigilância epidemiológica dos efeitos à saúde humana decorrentes da exposição à produtos químicos perigosos.

De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP), produtos químicos são conceituados como “produtos líquidos comercializados que possuem determinada função” ou “uma preparação química qualquer”. Porém, a classificação de produtos químicos pode ser muito mais complexa.

Para entender mais sobre Produtos Químicos Perigosos e melhorar sua gestão, convidamos você para ler algumas matérias sobre o tema “Produtos Químicos Perigosos“.

Por uma Gestão mais responsável e, consequentemente, um negócio mais sustentável

No Brasil, a evolução na produção e no consumo de produtos químicos tem tido como efeito colateral um aumento na ocorrência de acidentes, o que implica em incremento no risco de exposição humana e de contaminação ambiental, não só pelo perigo intrínseco da atividade, mas também como resultado de ordenamento territorial inadequado.

A periculosidade intrínseca de determinados produtos, associada à probabilidade destes serem liberados na natureza acidentalmente — seja por falha na operação, por deficiência nos requisitos de segurança, por carência de treinamentos ou negligência nas auditorias — só agrava a situação. Acidentes com produtos considerados perigosos podem afetar diretamente os trabalhadores responsáveis pelo manuseio (o que por sua vez resulta em doença ocupacional ou até mesmo acidente de trabalho, podendo ser fatal) e também a população e ambiente nas adjacências. Dependendo das características do acidente, os efeitos podem ser de longo prazo e até mesmo irreversíveis.

Muitas tragédias poderiam ter sido evitadas através do gerenciamento adequado nos processos de manuseio de produtos contaminantes, tanto para o homem quanto para o solo. Ao analisar a causa raiz destas tragédias, geralmente se trata de não cumprimento e monitoramento inadequado de leis já existentes em conjunto com a falta ou negligência de fiscalização, tanto pela empresa, quanto pelos órgãos competentes.

Mais do que nunca, o clichê “Prevenir é remediar” tem se mostrado como algo que deve ser extremamente levado a sério e não apenas como frase de efeito. Estudos revelam que acidentes catastróficos exigem gastos, pelo menos, sete vezes maior do que os investimentos em prevenção. Sem mencionar os danos ao meio ambiente e às pessoas atingidas, bem como seus amigos e familiares, que sofrem uma perda irreparável.

Ao tratar de prevenção com relação à saúde e segurança e ao meio ambiente, temos dezenas de milhares de legislações aplicáveis aos diversos ramos de atividades. Relacionados especificamente à produtos químicos, temos mais de 150. Dentre as mais utilizadas por todas as empresas, podemos ressaltar a NBR 14725.

Esta Norma Brasileira estabelece exigências quanto à rotulagem de produtos químicos e na ficha de segurança do produto químico, também conhecida como FISPQ. É obrigatório que todas as empresas fabricantes de produtos químicos elaborem a FISPQ que deverá ser utilizada pelos consumidores, para prevenir e minimizar os danos em casos de acidentes. O consumidor, ao utilizar este produto em outra embalagem, deve identifica-la pelo mesmo motivo. São atitudes que parecem muito simples mas que, no caso do acidente radiológico em Goiânia, poderia ter evitado os danos à milhares de pessoas. A correta identificação da cápsula contendo césio como produto químico perigoso, que causa grave danos à saúde, provavelmente teria intrigado os catadores do ferro velho a descobrir melhor do que se trata, antes de desmontar a cápsula.

É importante que exista uma normatização para elaborar diretrizes que contemplem a gestão dos fatores de riscos associados a ameaças por produtos químicos perigosos.

As esferas estadual e federal do SUS (Sistema Único de Saúde) também definiram duas ações direcionadas ao fortalecimento da prevenção, preparação e resposta no que diz respeito aos riscos associados a acidentes com produtos químicos perigosos (e que podem resultar em desastre).

A primeira delas é a instituição do Comitê Estadual de Saúde em Desastres ou a inclusão do tema Saúde em Desastres, caso a empresa já possua um comitê específico para lidar com o assunto. A segunda é a elaboração obrigatória de um Plano de Contingência para Desastres. Vale a pena conhecer os critérios e medidas de cada uma.

Medidas para prevenção

Além disso, sugere-se que a empresa realize algumas medidas para prevenir e lidar com acidentes referentes a produtos químicos perigosos:

– Elaborar um sistema de preparação e alerta para a população para o caso de acidentes com produtos químicos perigosos. Lembrando que sistemas de alerta — como sirenes, por exemplo — devem ser inspecionados regularmente.

– Proporcionar a realização de cursos e treinamentos voltados à vigilância dos fatores de risco e à prevenção de acidentes. É importante também capacitar os recursos humanos quanto ao manuseio correto dos produtos químicos e quanto à conduta em casos de emergência.

– Constituir um Comitê de Saúde em Desastres e definir a responsabilidades de cada envolvido em todas as fases da gestão do risco.

– Definir indicadores para avaliar as ações de intervenção nos fatores de risco e de enfrentamento.

– Propor e acompanhar a elaboração do Plano de Preparação e Resposta do SUS frente aos acidentes com produtos químicos perigosos.

– Adotar um sistema eficiente de Gestão de Risco.

– Certificação nas normas ISO referentes a segurança do trabalho, Meio ambiente e saúde ocupacional,  uma vez que ambas as normas exigem o atendimento aos requisitos legais e o cumprimento destes é verificado periodicamente através de auditorias internas e externas.

Podem existir incertezas quanto ao futuro, quanto ao mercado econômico, quanto à estabilidade financeira do seu negócio. Porém, nada disso se compara com a importância de cercar o seu negócio das certezas negativas, de evitar que tudo que você e sua equipe conquistaram seja destruído por um acidente que poderia ser prevenido.


Leia também sobre Produtos Químicos

 O resultado deste estudo saiu no dia 13/02/201. Acessado em 13.02.2019. http://g1.globo.com/globo-news/videos/v/numero-de-inundacoes-aumentou-em-15-vezes-no-mundo-diz-pesquisa-britanica/7375958/


Sua empresa está preparada para as mudanças da ISO 14001:2015


 

Mudanças da 14001:2015. Sabemos que para manter harmonia e o lucro com desenvolvimento sustentável, a organização deve conhecer e aplicar as diretrizes da ISO 14001. Norma tão conhecida e exigida no mercado de trabalho. Com a nova versão, muitas organizações já migraram, adequando-se a nova Norma.

Se a sua organização ainda não migrou, chegou a hora! E, se será que ela está preparada para as mudanças necessárias? Saiba o que será necessário para que a sua Organização Implemente? E o que é preciso fazer para se manter certificada?

Preparado para as mudanças da 14001:2015?

O sistema de gestão ambiental possui uma série de requisitos normativos. Implementando e gerenciando estes requisitos, as organizações são obtém, por exemplo:

Reconhecimento da imagem da organização;
Atendimento aos requisitos legais e outros;
Aumentar o desempenho ambiental;
Otimiza e melhora a eficiência dos processos;
Reduz os riscos de acidentes ambientais;
Melhora os produtos e serviços disponibilizados no mercado;
Reduz gastos com energia e matérias-primas e etc.

A modificação da Estrutura da ISO 14001:2015

De acordo com a nova versão, a ISO 14001 está estruturada em 10 seções. Conforme definido pela Estrutura de Alto de Nível, ou Anexo SL:

1. Escopo;
2. Referências normativas;
3. Termos e definições;
4. Contexto da organização;
5. Liderança;
6. Planejamento;
7. Apoio;
8. Operação;
9. Avaliação de desempenho,
10. Melhoria

Mas, afinal o que a empresa precisa saber das mudanças?

A organização que já é certificada e/ou tem o interesse de atender a Norma, tem suas responsabilidades. Uma delas é atender com compromisso, elaborar e executar efetivamente a gestão ambiental estratégica da empresa. Isso porque, sem as estratégias oriundas da Alta Direção, a organização fica impossibilitada de ter uma excelente gestão ambiental.

Vale ressaltar que gestão estratégica “é o conjunto de práticas e objetivos definidos pelos principais gestores de uma empresa, levando em consideração os ambientes interno e externo da companhia. Além de determinar os principais objetivos de uma organização em determinado período de tempo, os executivos também são responsáveis por definir como esses objetivos serão alcançados e alocar recursos para que as metas se concretizem”.

Outro ponto é a Liderança. Pois, este é o comprometimento da Alta direção. Fundamental para a implementação e o sucesso do SGA. É, portanto, necessário que a Liderança alinhe os objetivos estratégicos da organização, considerando os objetivos ambientais e desempenho ambiental. Sempre em busca de potencializar a eficiência dos processos da empresa, bem como a eficácia dos SGA.

Enquanto que a Proteção do meio ambiente, cabe as organizações cuidar, zelar do bem coletivo. Isto inclui “água, ar, solo, fauna, flora que interage com os seres humanos.” Devendo portanto, observar que seu objetivo é de utilizar os processos, práticas, técnicas, materiais, produtos, serviço e/ou energia, a fim de evitar, reduzir e controlar os diversos tipos de impactos ao meio ambiente.

Desempenho Ambiental: apontar a performance da organização

É importante a empresa aplicar o Desempenho ambiental.  Uma vez que, tem-se a finalidade de demostrar a performance tanto quantitativamente como qualitativamente na gestão das suas atividades, processos e produtos, sistema e organização. De acordo com a ISO 14001, o desempenho ambiental está relacionado com à gestão de aspectos ambientais. Isto é, os resultados podem ser medidos em relação à política ambiental, objetivos e outro critério. Podendo ser usado como indicadores da organização.

A Perspectiva de Ciclo de Vida. Em seu novo conceito, a organização é corresponsável por todos seus insumos adquiridos. Em outras palavras, desde sua obtenção até o final de vida, de maneira a exercer influência e/ou controle sobre suas atividades. Assim como, as atividades de todas as partes interessadas.

Para a ISO 14001:2015, o foco principal é controlar e/ou influenciar os estágios. Considerando a perspectiva do ciclo de vida. A finalidade é buscar as melhores práticas socioambientais para gerenciar seus processos, entradas e saídas de forma mais eficiente e sustentável. Bem como influenciar e, quando possível, controlar a cadeia produtiva.

Falando sobre Gestão de Risco e outros temas

Gestão de riscos. Tem como objetivo auxiliar na abordagem para determinar os riscos e oportunidades que possam afetar a conformidade de produtos e serviços. Assim como, a capacidade em alcançar os resultados pretendidos e/ou de aumentar o desempenho ambiental da organização, associados com seu contexto, política e objetivos que compõem o Sistema de Gestão da Ambiental da empresa. Podendo utilizar a o método SWOT –  também conhecido como Matriz SWOT que tem por significado de suas siglas, traduzindo do inglês para o português, streghts (forças), weaknesses (fraquezas), opportunities (oportunidades) e threats (ameaças).

A Comunicação é uma ferramenta relevante para a obtenção do sucesso do SGA. Uma vez que ela permite que todos acompanhem e compartilhem as informações. A comunicação interna inclui reuniões, informativos, quadro de aviso, intranet e etc. Já a comunicação externa com as partes interessadas pode ser feita através do site da empresa e divulgação por meio de comunicação externa o SGA da empresa.

O termo de Informação documentada, tem por premissa fixar as condições para padronização e controle dos documentos. Assim como, o tratamento dos registros que compõem o Sistema de Gestão da organização, contemplando por exemplo, Manual; Política de Gestão; Objetivos; Matriz de Responsabilidade; Procedimentos Gerais; Instruções de Trabalho; registros e etc.

Os Processos obtidos externamente da organização, deve definir as atividades críticas do processo de avaliação e qualificação de provedores externos. Bem como, aquelas também relativas à aquisição de materiais e serviços. Os itens de controle e monitoramento, considerando os critérios do SGI dos produtos e serviços.

Portanto, a organização para que a mesma esteja pronta para a certificação e/ou migração da ISO 14001:2015, convém atender as principais mudanças citadas anteriormente. Mantendo sempre com o compromisso de aumentar o desempenho ambiental da empresa.


Fabiana Brant
Consultora e Auditora de SGI do Grupo VERDE GHAIA


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Aplicando Compliance à ISO 14001:2015


 

Como aplicar ? É uma das perguntas mais frequentes quando vamos implantar ou realizar a migração dessa nova versão da Norma. Com mais de 20 anos de experiência adquirida, implementando ISO 14001, vamos dar algumas dicas importantes para você melhorar a sua gestão!

Gestão, Risco e Compliance

O público e os órgãos regulatórios aprenderam a ter mais confiança sobre o gerenciamento constante e consistente da conformidade legal das empresas certificadas, nesta norma. Isso porque, os principais objetivos de um envolvem o aprimoramento do desempenho ambiental. Assim como, a realização dos objetivos ambientais e o cumprimento das obrigações de conformidade. Sendo estes, proveniente de requisitos legais ou outros requisitos aplicáveis à organização.

Pensando em um sistema de gestão ambiental, os vários estágios do ciclo regulatório incluem, pelo menos:

  • Desenvolvimento, publicação e acesso à legislação;
  • Monitoramento e verificação da conformidade;
  • Implementação de ações, em casos de não conformidade.

O entendimento e as implicações de cada uma dessas fases podem variar de país para país. Considerando que esta é uma norma de abrangência internacional.

Porém, um conceito é constante e fundamental. A conformidade legal da organização para com os órgãos reguladores ambientais pode ser entendida como a situação em que nenhuma ação reativa ou represália pode ser esperada pela empresa. Em outras palavras, uma organização que se encontra em conformidade com as obrigações legais, não precisará se preocupar com ações administrativas, criminais ou civis.

Porque aplicar conformidade dentro do SGA?

É claro que uma empresa que implanta um SGA deve estar consciente e engajada. Principalmente no que diz respeito à proteção ambiental. Este é um compromisso importante proposto pela ISO 14001:2015. Então, temos aí o primeiro motivo. Um dos passos para alcançar a sustentabilidade nos negócios é justamente buscar pela conformidade legal. E quando falamos de sustentabilidade estamos envolvendo não só recursos naturais, mas também aspectos sociais, produtivos e econômicos.

Mas quais os ganhos diretos para a minha empresa? Bom, primeiramente buscamos a conformidade legal pois ela é parte do processo de certificação ambiental.  Portanto, empresa que busca a implantação da ISO 14001, não pode nem pensar em deixar essa etapa de lado. Depois, temos os ganhos com a imagem da empresa perante o mercado, transmitindo ao público maior confiabilidade e integridade. Isso gera outro benefício que é a vantagem competitiva.

Além de reduzir os custos com penalidades e indenizações, a organização pode inserir as questões ambientais dentro de sua estratégia de negócio. Atuando assim, com responsabilidade para cumprir o seu papel social. Face à crescente exigência da sociedade por produtos e serviços mais sustentáveis. Como consequência de todas as ações, temos o retorno financeiro. Já que a gestão eficiente do meio ambiente dentro das operações organizacionais pode ajudar na identificação de oportunidades para investimentos rentáveis ao alocar recursos de maneira mais eficiente. Aumentando, portanto, o acúmulo de riquezas.

Quais requisitos da ISO 14001:2015 estão relacionados ao compliance?

Logo em um de seus requisitos iniciais, a norma apresenta a exigência. Decretando que a organização tenha uma política ambiental e se comprometendo em atender os seus requisitos legais e outros requisitos aplicáveis. Dessa forma, a ISO 14001:2015 requer que a organização determine e tenha acesso aos requisitos legais e outros requisitos. De modo que, eles estejam relacionados aos seus aspectos ambientais e estabeleça uma sistemática para avaliar o seu atendimento.

Dessa maneira, os requisitos específicos da norma envolvem de alguma maneira a busca pela conformidade legal.

Compliance: Requisitos da Conformidade Legal

Item 4.2c: Determinar quais das necessidades e expectativas das partes interessadas se tornam requisitos legais e outros requisitos.

Item 5.2d: Manter uma política ambiental que inclua um comprometimento em atender os requisitos legais e outros requisitos;

Item 6.1.3: Determinar e ter acesso aos requisitos legais e outros requisitos relacionados aos aspectos ambientais. Determinar como eles se aplicam à organização e leva-los em consideração ao implementar e melhorar continuamente o SGA.

Item 6.2.1: Levar em consideração os requisitos legais e outros requisitos ao estabelecer os objetivos ambientais.

Item 7.4.3: Observar as exigências legais e de outros requisitos quanto à comunicação externa das informações pertinentes para o SGA.

Itens 8.1 e 9.1.1: Observar as exigências legais e de outros requisitos quanto ao monitoramento de parâmetros e controle de rotinas operacionais.

Item 9.1.2: Avaliar o atendimento aos requisitos legais e outros requisitos;

Item 9.3: Analisar criticamente o SGA considerando mudanças e tendências relativas aos requisitos legais e outros requisitos.

Como alcançar os resultados esperados?

Para atender à ISO 14001:2015 e alcançar os resultados esperados, a organização deve demonstrar capacidade de cumprir seus requisitos legais e outros requisitos. E, também, por meio de sua própria avaliação de conformidade. Para isso, podem ser utilizados softwares de identificação de legislações. Como por exemplo, o SOGI. Há também outros meios e ferramentas de consultoria disponíveis. Posteriormente, devem ser estabelecidos indicadores ambientais e sistemática de avaliação desses requisitos legais.

O importante é acompanhar as mudanças legislativas. Principalmente, aquelas que se aplicam à organização e seus aspectos para implantar ações para as não conformidades encontradas. A partir do momento em que os indicadores estabelecidos começarem a fornecer resultados, a organização poderá compará-los aos critérios operacionais e legais, tendo base para tomadas de decisões mais assertivas.

 Fernanda Pinheiro
Engenheira Ambiental e Sanitarista e de Segurança no Trabalho 
Especialista em SGI

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Gestão de Riscos e Oportunidades nas versões ISO 9001 E 14001


 

Gestão de Risco é uma das grandes mudanças que envolveu as novas versões das normas de qualidade e meio ambiente foi a necessidade da gestão de riscos e oportunidades. Posto que, nas versões antigas, não era abordado. Mas afinal, o que seria riscos e oportunidades?

Gestão de Riscos e Oportunidades nas versões ISO 9001 E 14001

Gestão de Risco: ameaças e oportunidades

De acordo com a ABNT NBR ISO 14001, Riscos e oportunidades são efeitos potenciais adversos (ameaças) e efeitos benéficos (oportunidades). No caso de riscos, a gestão tem caráter preventivo. isto explica a não exigência de ações preventivas. Entretanto, essa análise/avaliação deve ser feita, por exemplo, para:

Processos,
Requisitos Legais,
Aspectos e Impactos,
Negócio.

Riscos e oportunidades atrelados aos processos serão oriundos do mapeamento de processos. Ao se descrever todas as atividades realizadas em cada processo, deve-se em seguida, identificár o que pode ser melhorado (oportunidades). Assim como, as futuras possíveis, falhas (risco).

Levantamento das legislações aplicáveis

Gestão de Risco e oportunidade de requisitos legais poderão ser identificados a partir do levantamento das legislações aplicáveis à atividade da organização. Sendo que, para aspectos e impactos, também serão identificados no levantamento de aspectos e impactos as atividades/processos da organização.

E para o negócio, a identificação será feita através do planejamento estratégico. Este, portanto, é realizado pela , que deverá levar em conta as variáveis pertinentes ao negócio. Sendo elas:

Mercado,
Tecnologia,
Recursos Financeiros,
Recursos Intelectuais,
Recursos Humanos na Organização,
Expectativas atuais e futuras,
Experiências Passadas.

É importante lembrar que todos os riscos e oportunidades identificados deverão ser tratados. Assim como, conter planos de ação, avaliação de eficácia, monitoramento e análise crítica.

Ressalta-se, no entanto, que muitas empresas avaliam apenas os riscos negativos. Deve-se, porém, considerar imprescindível a avaliação das oportunidades, pois são elas que possibilitarão a melhoria nos processos. Cabendo a cada organização estabelecer, implementar e manter processo adequado. De modo que, cada organização seja capaz de gerenciar seus riscos. Para saber mais acesse o nosso site e informe-se mais sobre a Gestão de Riscos das Normas 9001:2015 e 14001:2015.


Flávia Gomes de Magalhães
Graduanda em Engenharia Ambiental


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O Despertar da Consciência Ambiental


 

Com o propósito de contextualizar o momento em que a percepção das questões ambientais deixou de ser considerada periférica e se tornou necessária para a sobrevivência planetária, Édis Milaré defende que a não é marca exclusiva de nossos dias, apenas a percepção jurídica desse fenômeno é atual (MILARÉ, 2011).

Esta assimilação jurídica traz à tona que a preservação do meio ambiente, além de ser fundamental para que as organizações operem em legalidade, é também considerada estratégica para as organizações que desejam um diferencial competitivo.

Nesse segmento, pontua-se que são cada vez mais corriqueiras as exigências feitas pela sociedade, de que o desenvolvimento econômico seja sustentável.

A globalização, fenômeno que promove a interação de aspectos locais, regionais, nacionais, internacionais e externos, contribuiu para o aumento de cobranças e concorrência entre empresas, que são demandadas por posturas ecologicamente corretas.

Definição de Desenvolvimento Sustentável

Segundo a Organização Não Governamental – ONG brasileira World Wildlife Fund WWF-Brasil, a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento apresenta a definição mais aceita para desenvolvimento sustentável, qual seja:

“A definição mais aceita para desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender às necessidades das futuras gerações. É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro. Essa definição surgiu na Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pelas Nações Unidas para discutir e propor meios de harmonizar dois objetivos: o desenvolvimento econômico e a conservação ambiental (WWF-Brasil, 2015). ”

A acerca da fragilidade ambiental frente à degradação dos recursos naturais, assim como a possibilidade de a situação se agravar no futuro, podem ser demonstradas pela a valorização das organizações certificadas em normas internacionais que objetivam manter a qualidade contínua de processos e produtos.

Na seara ambiental, a observância e o atendimento da e a certificação no Sistema de Gestão Ambiental – SGA, obtida com a implantação da NBR ISO 14001:2004 são alguns dos requisitos mais importantes para seleção de uma organização, principalmente no mercado europeu.

A síntese acima aludida, agregada à industrialização, ao crescimento populacional, ao consumo inconsciente e aos desastres naturais, entre tantos outros fatores, portanto, contribuíram para o despertar da consciência ambiental.


O curso pretende abordar de forma simples e objetiva um panorama geral da legislação ambiental que influencia diretamente o trabalho do dia-a-dia dos profissionais que lidam com a temática ambiental, mas que não possuem formação na área jurídica.

Curso Direito Ambiental para não advogados

Cursos Online – Aproveite o verão para se qualificar com Pacotes Especiais


 

Ahhhhh… O Verão! Além de descansar e se divertir, as férias de janeiro podem ser ideais também para você se especializar. Pensando nisso, preparamos alguns pacotes especiais de cursos online nas Áreas de Meio Ambiente, Qualidade e Saúde e Segurança no Trabalho.

Os cursos são desenvolvidos pelos próprios especialistas da Verde Ghaia, que atuam diretamente em cada uma das áreas, realizando auditorias, consultorias e certificações.

Além de serem disponibilizados em uma plataforma totalmente voltada para a Educação à Distância, que permite grande interatividade do aluno com os conteúdos (videoaulas, apostilas, slides, infográficos e avaliações) e também garante suporte de tutores caso tenham qualquer tipo de dúvida.

 

Pacote de Cursos na Área de Meio Ambiente

O pacote inclui 04 cursos:

ISO 14001:2015 – Sistema de Gestão de Meio Ambiente

Adotada por milhares de empresas e por quase uma centena de países em todo o mundo, a NBR ISO 14001:2015 é um quesito essencial para todo o profissional que trabalha ou que quer se aventurar na gestão de meio ambiente. A ISO 14001 exige o comprometimento com a prevenção da poluição e com melhorias contínuas, como parte do ciclo normal de gestão empresarial, baseada no ciclo PDCA.

Legislação Ambiental

O objetivo do curso é capacitar os participantes quanto ao entendimento das principais obrigações previstas na regulamentação federal que abrange a temática ambiental, possibilitar maior compreensão da importância da gestão preventiva e eficiente para o atendimento às obrigações ambientais e propiciar entendimento estratégico dos impactos e penalidades associadas à gestão ambiental.

Gerenciamento de Resíduos

O curso aborda os principais conceitos e noções sobre resíduos sólidos, além de tratar sobre sua caracterização e classificação, segregação, acondicionamento, armazenamento, transporte, destinação e disposição final.

Avaliação de Desempenho e Indicadores Ambientais

O objetivo do curso é orientar as organizações e gestores sobre o monitoramento dos principais indicadores de desempenho ambiental, de forma a controlar e medir seu desempenho e buscar a melhoria contínua em seus processos.

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  Pacote de Cursos na Área de Qualidade

O pacote inclui 04 cursos:

ISO 9001:2015 – Sistema de Gestão de Qualidade

Organizar os processos internos, melhorar a gestão da empresa. A NBR ISO 9001:2015 é utilizada por milhares de empresas de todo o mundo que implementaram a norma em busca de aumentar a qualidade dos seus produtos e serviços. Quase uma commoditie, a ISO 9001, é essencial para profissionais que buscam oferecer redução de custos às empresas através da melhoria pontual dos processos. A satisfação do cliente também é um ponto crucial da norma e seu conhecimento é cada vez mais valorizado no mercado. Quando essa norma é implementada e cumprida, estabelece-se uma relação de confiança entre a empresa e cliente.

MASP – Método de Análise e Solução de Problemas

Método para melhoria contínua do sistema de gestão da qualidade – ISO 9001. O objetivo é oferecer mais uma excelente ferramenta para melhoria da gestão da qualidade.

Ferramentas da Qualidade

Definir, mensurar, analisar e propor soluções aos problemas do sistema de gestão através das ferramentas da qualidade e estabelecer melhorias.

Análise SWOT aplicável ao Sistema de Gestão

Aprenda como aplicar a Matriz SWOT em seu Sistema de Gestão. Análise dos ambientes internos e externos, identificação de pontos fortes e fracos e ameaças e oportunidades.

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Pacote de Cursos na Área de Saúde e Segurança

O pacote inclui 04 cursos:

Legislação de Saúde e Segurança

O objetivo do curso é capacitar os participantes quanto ao entendimento das principais obrigações previstas na regulamentação federal que abrange a temática de saúde e segurança do trabalho, em especial as previstas nas Normas Regulamentadoras – NR´s do Ministério do Trabalho.

OHSAS 18001:2007 – Saúde e Segurança no Trabalho

As empresas precisam cada vez mais estar adequadas às normas de saúde e segurança do trabalho. Além de evitar diversos acidentes de trabalho e doenças ocupacionais, também é necessário evitar processos trabalhistas por falta de interesse no bem-estar do seu colaborador. Por isso é essencial que se tenha profissionais que conheçam o que é aprovado internacionalmente como essencial para as empresas nestes quesitos. Entender a OHSAS 18001:2007 é um diferencial na carreira dos profissionais que trabalham com saúde e segurança no trabalho.

Potabilidade da Água

O objetivo é propiciar capacitação técnico-jurídica quanto às exigências legais e monitoramentos associados ao controle de Potabilidade de Água utilizada para consumo humano. Entenda as melhores práticas para cumprir as obrigações referentes à Potabilidade da Água, em especial quanto ao Anexo XX da Portaria MS Nº 05, de 28-09-2017, antiga Portaria 2914/2011.

NR 5 – CIPA

Formar profissionais capazes a estabelecer e manter uma Comissão Interna de Prevenção de Acidentes, para ajudar na prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, preservando a vida e promovendo a saúde do trabalhador.

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Conceitos e Noções Sobre Coleta Seletiva


 

A coleta seletiva consiste na correta segregação dos resíduos de acordo com sua composição. Tal atitude é essencial para o gerenciamento de resíduos sólidos.

Conceito de Coleta Seletiva

amontoado de caixas de papelão para reciclagem - Coleta Seletiva
Coleta Seletiva

Meio Ambiente: Segundo a definição proposta pela NBR ISO 14001:2015, Meio Ambiente é a circunvizinhança em que uma organização opera, incluindo ar, água, solo, recursos naturais, flora, fauna, seres humanos e suas inter-relações.

Resíduo: O conceito de resíduo pode ser abrangente e gerar divergência de opiniões. Algumas pessoas o definem como sendo um material que não tem mais valor para o seu proprietário, podendo ser gerado secundariamente por um processo ou como sendo simplesmente lixo.

Resíduo sólido: refere-se ao estado físico do material, pode se originar de atividades de origem industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, de serviços e de varrição.

Rejeito: pode-se dizer que rejeito é todo resíduo sólido que não pode mais ser reutilizado ou reciclado e está pronto para ser disposto no meio ambiente como alternativa final.

Resíduos domiciliares: São originados de atividades domésticas diárias das residências urbanas.

Resíduos Industriais: São os resíduos gerados nos processos produtivos e instalações industriais de diversos ramos, tais como metalúrgico, químico, petroquímico, de papelaria, da indústria alimentícia etc. A composição desses resíduos é bastante heterogênea e uma grande parte é considerada perigosa.

Resíduos de Serviço de Saúde: São os gerados nos serviços de saúde, também conhecidos como resíduos hospitalares. Esses resíduos são comumente descartados por hospitais, farmácias, laboratórios, clínicas veterinárias e instituições de pesquisa.

Resíduos de Serviços Urbanos: Esses resíduos são englobados pelos domiciliares, originários de atividades domésticas, e pelos resíduos de limpeza urbana, originários da varrição, limpeza de logradouros e vias públicas e outros serviços de limpeza urbana.

Resíduos da Construção Civil: São gerados na construção civil, resultante de atividades de reformas, construção, reparos e demolições de obras, incluindo os provenientes da preparação e escavação de terrenos para obras civis.

Como funciona a Coleta Seletiva?

A coleta seletiva é o início do processo de gerenciamento e garante que uma maior quantidade de resíduos recicláveis seja reaproveitada, além de contribuir para a disposição ambientalmente adequada dos não recicláveis. Sua prática diminui os impactos ao meio ambiente e à saúde pública, podendo servir como subproduto para algumas atividades industriais e como fonte de renda para trabalhadores.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos estabelece a coleta seletiva como obrigatória para os planos de gerenciamento de resíduos municipais, reconhecendo a sua importância para realização de uma correta gestão.

Vantagens da Coleta Seletiva

# Permite que sejam implantados Programas de Redução da Geração;
# Diminui o desperdício;
# Reduz o consumo de energia;
# Diminui a poluição do solo, água e ar;
# Diminui a exploração de recursos naturais;
# Prolonga a vida útil dos aterros sanitários;
# Possibilita a reciclagem de materiais que iriam para o lixo.

Eduque seus colaboradores e a sua família para que respeitem as diretrizes da coleta seletiva em prol de um meio ambiente saudável á todas as gerações.

Dificuldades para a manutenção da eficácia da coleta seletiva

Não basta definir, adquirir e distribuir os coletores nas instalações da empresa. É necessário capacitar as pessoas, supervisioná-las e monitorar o funcionamento da Coleta Seletiva;

Diferenças entre treinar e conscientizar: não se trata de fazer um treinamento apenas na implantação, a capacitação deve ser periódica para que todos se conscientizem da importância da coleta seletiva.

Diferenciação por cores

Coletores coloridos para realizar a Coleta Seletiva
Coletores coloridos para realizar a Coleta Seletiva

Para cada tipo de resíduo, define-se um tipo apropriado de coletor. Cada acondicionador terá uma cor específica para cada tipo de resíduo.

A Resolução Conama Nº 275, de 25-04-2001 estabelece o código de cores para os diferentes tipos de resíduos, a ser adotado na identificação de coletores e transportadores, bem como nas campanhas informativas para a coleta seletiva. As cores são estabelecidas da seguinte forma:

AZUL:  Papel / papelão
VERMELHO:  Plástico
VERDE:  Vidro
AMARELO:  Metal
PRETO:  Madeira
LARANJA:  Resíduos perigosos
BRANCO:  Resíduos ambulatoriais e de serviços de saúde
ROXO:  Resíduos radioativos
MARROM:  Resíduos orgânicos
CINZA:  Resíduo geral não reciclável, misturado, ou contaminado não passível de separação

Coleta Seletiva para Resíduos Recicláveis

São aqueles resíduos que ainda podem ser utilizados da forma em que estão, como, por exemplo, garrafas pet de refrigerante para armazenar água (nestes casos dizemos que o resíduo foi reaproveitado ou reutilizado) ou ainda podem passar por processos industriais e serem reciclados, como no caso de pneus que se tornam composto de asfalto.

Resíduos Não-Recicláveis

São aqueles que, depois de analisadas todas as tecnologias ambiental e economicamente viáveis, não apresentam outra alternativa senão a disposição final ambientalmente adequada. Também são conhecidos como rejeitos.

Quer saber como fazer a implementação da Coleta Seletiva na sua organização? Fale com um dos nossos consultores!

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Avaliação de Desempenho e Indicadores Ambientais


 

Indicadores Ambientais. O cenário atual é cada vez mais desafiador devido à imprevisibilidade e complexidade do mercado, que se encontra cada dia mais aberto, competitivo e globalizado. Dessa forma, as organizações necessitam alcançar níveis elevados de excelência de gestão. Um dos principais objetivos é atingir resultados diferenciados com operações economicamente rentáveis, ambientalmente corretas, socialmente justas e eticamente transparentes.

Indicadores de desempenho são poderosas ferramentas de gestão. Estabelecer e monitorar indicadores é essencial para a gestão e melhoria dos processos de uma empresa. As instituições precisam não somente se preocupar com o controle dos seus impactos, mas com o seu desempenho ambiental como um todo.

Assim, torna-se necessário conhecer e melhorar sua performance e desempenho para sobreviverem neste novo contexto econômico e social. E, para isso, a interação dos objetivos e metas ambientais às estratégias, objetivos e metas da organização é fundamental.

A medição de desempenho é importante por representar um processo de autoanálise da empresa. Através dos dados coletados, chega-se à conclusão se o andamento das atividades está adequado e, a partir daí, tem-se informações sólidas para tomar decisões que influenciarão no crescimento ou não da empresa.

“A medição é o primeiro passo que leva ao controle e, consequentemente, à melhoria. Se você não mede algo, você não o entende. Se você não o entende, você não o controla. Se você não o controla, você não pode melhorá-lo”. (H. James Harrington)

Já sabe-se então que não é possível gerenciar o que não se pode medir.

Tomada de decisão baseada em fatos e dados

A tomada de decisão baseada em fatos e dados tem sido um dos principais objetivos das organizações. Uma das formas de alcançar esse objetivo é através da avaliação de desempenho.

A avaliação de desempenho disponibiliza para os gestores das organizações poderosa ferramenta para estabelecer e atingir objetivos organizacionais, demonstrando por meio de fatos e dados os resultados de desempenho da empresa.

Dessa forma, o propósito da avaliação de desempenho ambiental vai além da proteção ao meio ambiente. Abrange um contexto maior, para a satisfação de diversas partes interessadas, que são consideradas pessoas ou grupos que têm interesse no desempenho de uma empresa, incluindo o meio ambiente, comunidade, população, fauna e flora.

As organizações têm diversas razões para alocar tempo e recursos na avaliação de desempenho ambiental com acompanhamento de indicadores ambientais:

  • Melhoria de desempenho: melhora da eficácia de seus processos e, por conseguinte, de seus resultados;
  • Redução de custo: com a definição de indicadores e acompanhamento de consumo de recursos naturais, geração e tratamento de resíduos, é possível identificar e melhorar os desvios, consumo excessivo e adotar melhores práticas, reduzindo também custo com logística e tratamento de resíduos;
  • Redução de custo de seguro: algumas seguradoras prometem prêmios de seguro menores a organizações que demonstrem efetiva redução de seus riscos ambientais;
  • Adoção de melhores práticas: à medida que a empresa busca melhores resultados, em paralelo, também busca melhores práticas na gestão ambiental, infraestrutura e procedimentos adotados;
  • Legislação: busca do cumprimento de requisitos legais em paralelo com a busca de melhores resultados;

Indicadores alinhados às estratégias da empresa

Para que o desempenho ambiental das organizações possa ser facilmente medido e acompanhado, é muito importante que se defina indicadores de desempenho ambiental devidamente alinhados às estratégias, objetivos e metas da empresa.

E para que tenham papel relevante na tomada de decisão das organizações, é preciso que todos os mecanismos de articulação relacionado aos processos e atividades a serem atingidos, sejam compreendidos e enraizados nas ações de todos os colaboradores, tornando-se parte da cultura organizacional da empresa.

Após definir os indicadores de desempenho ambiental, a empresa deve estabelecer metas e ações sempre com foco na melhoria contínua do desempenho ambiental, que deve ser o objetivo maior de uma empresa, bem como um dos elementos fundamentais do planejamento estratégico.

Deve-se buscar a integração das estratégias, ou seja, buscar os objetivos e metas ambientais alinhados aos objetivos e metas da empresa, fazendo com que os indicadores ambientais definidos durante o processo de implementação da avaliação de desempenho estejam realmente alinhados às necessidades e visão da empresa.

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