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Integrando os elementos das três normas: ISO 9001, ISO 14001 e 45001


 

Um sistema de gestão integrada é aquele que trata os elementos comuns a todos os sistemas de uma forma integrada, mas respeitando-se e assegurando-se o cumprimento dos requisitos específicos e particulares de cada sistema independente.

Para efeito de integração, tomar-se a estrutura da norma ISO 9001, pelo fato de exatamente a mesma estrutura da norma 14001 e por esta estrutura ser absolutamente compatível com a norma ISO 45001.

Princípios do Sistema de Gestão Integrada

Os princípios que regem o sistema de gestão integrada são os seguintes:

Contexto da organização: onde a organização apresenta as questões internas e externas, bem como as necessidade e expectativas das partes interessadas relacionadas.

Sistema de gestão e a interação dos processos: As normas define que a organização inclua os processos e suas interações.

Política:A organização deve estabelecer uma política integrada que a busca atender por exemplo, a satisfação das necessidades de seus clientes, a proteção do meio ambiente e preservação da poluição, a eliminação de perigos e redução de riscos de SSO. Deve assegurar o seu cumprimento e estar comprometida com o Sistema de Gestão Integrada.

Gestão de riscos e oportunidades: A organização vai levantar os riscos e oportunidades do negócio da organização e também do Sistema de Gestão Integrado. Para atender este item normativo recomenda-se utilizar a Matriz SWOT: Forças e Fraquezas (ambiente interno) e Oportunidades e Ameaças (ambiente externo).

Planejamento: Um plano para cumprir a política integrada definido:

1. Identificação de modos de falha e seus efeitos, aspectos e impactos ambientais, perigos e riscos à segurança e saúde do trabalhador;

2. Estabelecimento de objetivos e metas para qualidade, desempenho ambiental e saúde e segurança ocupacional.

3. Desenvolvimento de planos de ação associados aos alcances dos objetivos e metas estabelecidos.

Implementação: A organização deve capacitar as pessoas envolvidas e prover os mecanismos de apoio necessários à efetiva implementação das ações planejadas.

Avaliação de desempenho: A organização deve mensurar, monitorar e avaliar seu desempenho quanto aos elementos do sistema de gestão integrada.

Análise Crítica e Melhoria:A organização deve avaliar criticamente e aperfeiçoar continuamente seu sistema de gestão integrada para melhorar seu desempenho nos requisitos da qualidade, do meio ambiente, da saúde e segurança ocupacional.

Fortalecimento do Sistema de Gestão

Objetivo de um sistema de gestão integrada é de fornecer à organização meios para se planejar, desenvolver, verificar e corrigir, avaliar criticamente e melhorar as atividades relacionadas como por exemplo: Qualidade de produtos, atividades e serviços; Aspectos e impactos ambientais; Saúde e segurança no trabalho.

Visando o atendimento de requisitos legais, requisitos de outras partes interessadas e a melhoria contínua do desempenho organizacional.

Política integrada do SG

Deve ser estabelecida e mantida uma política integrada quanto à qualidade, meio ambiente, saúde e segurança ocupacional, autorizada pela alta administração da organização que claramente estabelece objetivos globais desempenho e comprometimento quanto a busca da satisfação plena das necessidades dos clientes.

Tendo uma visão mais ampla da política integrada, espera-se que a organização cumpra a legislação e outros requisitos subscritos, melhore continuamente o desempenho da qualidade, meio ambiente, da saúde e segurança ocupacional e busque satisfazer os anseios das partes interessadas.

Ganhos com a integração

São inúmeros os ganhos com a integração dos sistemas de gestão. Dentre os quais, pode-se destacar:

Simplificação: A integração permite que a documentação gerada, principalmente normas, procedimentos e instruções operacionais, seja racionalizada. Evitando duplicidade de documentos e, principalmente, conflitos e ambiguidades entre eles.

O menor número de documentos, por sua vez, permite um controle mais simples e efetivo, demando menor tempo para a atividade, menor necessidade de mão-de-obra, menor consumo de recursos de informática ou recursos gráficos e, consequentemente, menor custo.

Com os recursos humanos, a integração dos sistemas de gestão permite um controle mais simples e efetivo, demandando menor tempo para a atividade, menor necessidade de mão-de-obra para elaboração de documentos, menor tempo com a gestão global do sistema, menor consumo de recursos de informática ou recursos gráficos, menor consumo de recursos naturais: energia, papel.

Porém, o ganho mais expressivo reside no fato de um sistema integrado permitir a todos os funcionários da organização – gerentes, operários, colaboradores, auditores internos e etc uma visão global das atividades. Cada funcionário passará a enxergar sua atividade como parte integrante de um sistema mais amplo, conhecendo as várias relações de causa e efeito nela envolvidas. Cada funcionário poderá, também, perceber que o desempenho organizacional requer um bom desempenho de todas as atividades e de todos os funcionários da organização quanto a todos os fatores relacionados a qualidade, meio ambiente, saúde e segurança ocupacional no trabalho.

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Implantação, Certificação e Manutenção

Há também ganho financeiro com a redução de custos de implantação, certificação e manutenção.

Redução acentuada dos custos de avaliação e análise inicial, elaboração, análise crítica, aprovação, distribuição e controle de procedimentos, uma vez que a ampla maioria da documentação estará integrada, exceto aqueles documentos estritamente específicos e técnicos, o volume total de documentos a serem gerados caíra aproximadamente, segundo estimativa não comprovada, em 50%.

Redução dos custos de treinamento para sensibilização, conscientização e formação dos funcionários. Com a documentação integrada será possível a preparação e aplicação de treinamentos mais abrangentes, que forneçam uma visão integrada das atividades da organização.

Tais treinamentos, mesmo sendo mais eficazes, demandarão menor tempo de elaboração e aplicação. Também a avaliação de eficácia dos mesmos será favorecida, já que poderão ser criados mecanismos que também façam a avaliação de forma integrada.

Leia também:


Webinar ISO 19011 – Pronto para se atualizar?


 

No dia 27 de fevereiro, quarta-feira, às 10 horas, a consultora de SGI e professora do EAD Verde Ghaia, Raissa Osaki, estará ao vivo para apresentar as principais mudanças trazidas pela nova versão da ISO 19011:2018 e realizar o lançamento dos Cursos EAD Verde Ghaia de Formação de Auditores.

A nova versão da ISO 19011 – Diretrizes para Auditoria de Sistemas de Gestão, publicada em julho de 2018, cancela e substitui a edição anterior da norma, ISO 19011:2012. Portanto, os profissionais que já atuam como Auditores precisam se atualizar de acordo com a nova versão da norma para continuarem conduzindo os processos de auditorias nas organizações. E aqueles que desejam iniciar nessa área de atuação também necessitam de formação baseada nas diretrizes trazidas pela ISO 19011:2018.

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Torne o processo de Auditoria mais fácil

A ISO 19011:2018 surge para tornar o processo de auditorias mais fácil, uniforme e harmonizado. Confira as principais novidades presentes na nova edição da norma:

* Adição da abordagem baseada em risco aos princípios de auditoria;

* Aumento das orientações sobre a gestão de um programa de auditoria, incluindo o risco do programa de auditoria;

* Ampliação das orientações sobre a condução de uma auditoria, especialmente a seção sobre planejamento de auditoria;

* Expansão dos requisitos de competência genérica para auditores.

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Para quem é essa aula

– Profissionais que já atuam como auditores de sistemas de gestão e precisam realizar reciclagem de acordo com a nova edição da norma.

– Profissionais que desejam atuar como auditores de sistemas de gestão nas organizações.

– Estudantes e profissionais envolvidos com programas de auditorias e interessados em geral.

Nesse momento será lançado os cursos EAD VERDE GHAIA de Formação de Auditores Internos baseados na ISO 19011:2018.

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A Era das certificações ISO


 

Atualmente é muito comum se ouvir as expressões: Empresa Certificada ISO 9000, ISO 14000; Produto Certificado; Processo Certificado. Mas o que é uma Certificação? Existem vantagens em obter Certificações? Quais são as vantagens?

O que são certificados?

Certificados são documentos, emitidos por entidades específicas, preferencialmente as publicamente reconhecidas, que atestam determinado produto, serviço, atividade ou sistema que está sendo produzido, fornecido, implantado ou mantido de acordo com os requisitos de um padrão específico.

Esse padrão pode ser setorial, nacional, regional ou internacional. Por exemplo, uma determinada empresa receberá do organismo avaliador o certificado ISO 9001 apenas se, após o processo de verificação, o organismo apresentar evidências objetivas de que o Sistema de Gestão da Qualidade implementado pela empresa está em conformidade com todos os requisitos da norma NBR ISO 9001.

Da mesma forma, um fabricante de automóveis concederá um certificado de conformidade a um processo produtivo de um fornecedor de autopeças se observar, através de evidências objetivas, que tal processo está sendo operado de acordo com os requisitos especificados por uma norma de sua escolha.

Todo certificado de conformidade tem prazo de validade definido e a sua manutenção depende da manutenção do nível de desempenho do produto, atividade, serviço ou sistema ao longo do tempo. Portanto, há necessidade que se façam avaliações periódicas para que seja verificado se o objeto da certificação continua atendendo os requisitos especificados pelo referencial normativo usado.

Uma organização pode atestar conformidade de um sistema de gestão, por exemplo, através de três tipos de auditorias

Pelo Cliente – Auditoria de Segunda Parte: por exemplo, uma montadora de automóveis atesta que o processo produtivo de um fornecedor de autopeças está de acordo com os requisitos de um padrão específico.

Por Entidade Autônoma e independente em relação ao cliente e ao fornecedor de um produto ou serviço – Auditoria de Terceira Parte: por exemplo, o certificado de conformidade conferido por uma Instituição Avaliadora ao sistema de gestão da segurança e saúde ocupacional de uma empresa baseado na norma ISO 45001.

Há também a possibilidade da autodeclaração de conformidade –  Auditoria Primeira Parte: a própria organização garante que determinado produto, atividade, serviço ou sistema está de  acordo com os requisitos de um referencial normativo específico.

Obtenção de um Certificado

A obtenção de um certificado por uma organização específica pode ser:

* Facultativa: caso a organização decida espontaneamente demonstrar que segue as diretrizes definidas por uma norma específica. Por exemplo, a implementação e manutenção de um sistema de gestão ambiental de acordo com os requisitos da norma ISO 14001 é uma decisão exclusiva da administração de uma empresa, não sendo ela obrigada por agentes externos a tomar tal decisão.

* Compulsória: caso a organização para produzir, comercializar ou desenvolver uma atividade específica seja obrigada a demonstrar que segue os requisitos de uma norma. Por exemplo, só podem ser comercializados no Brasil brinquedos cujas características estejam em conformidade com a norma Segurança do Brinquedo ABNT NBR NM 300-5:2004.

Motivos para certificação de produtos, atividades, serviços e sistemas

Além da certificação compulsória, determinada por órgão competente, as empresas podem buscar a certificação de produtos, atividades, serviços e sistemas por motivos diversos. Porém, é importante que as empresas vejam a certificação como algo que contribuirá efetivamente para a melhoria de sua gestão; do nível de qualidade de desempenho de seus produtos, atividades e serviços e da sua lucratividade.

A certificação deve ser algo que agregue valor à organização. Os motivos podem ser os seguintes:

* Demonstrar a clientes, mercado e sociedade em geral que a organização produz e fornece produtos ou serviços com alto nível de qualidade, através de melhores práticas ambientais ou de segurança ocupacional.

* Demonstrar que a organização é gerida de forma eficaz, através de um sistema em conformidade com um referencial normativo reconhecido.

* Manter elevado nível de qualidade de produtos, serviços e gerenciamento através da manutenção do certificado.

* Obter vantagem competitiva com relação aos concorrentes pelos motivos expostos acima.

Receber pressão de clientes ou do mercado – a certificação neste caso pode até ser favorável à organização, mas se a mesma não for efetivamente utilizada como um instrumento para a gestão e o sistema tiver sido implantado apenas para se estabelecer laços comerciais, ele não proporcionará o desempenho pretendido. Assim, ao invés de estar agregando valor à organização ela passa a gerar apenas custos.

Organismos certificadores

Para obter uma Certificação de Terceira Parte, a organização interessada deve contratar uma Empresa Especializada para efetuar a avaliação do produto, serviço, atividade ou sistema, que se deseja certificar. Esta empresa, especializada em efetuar avaliações e independente em relação à empresa contratante e aos clientes desta, é o chamado Organismo Certificador.

Existem inúmeros organismos certificadores no mundo, sendo que na sua grande maioria, possuem ação global, emitindo certificados de conformidade para organizações de inúmeros países do mundo.

Organismos credenciadores

Como já foi dito, existem inúmeras empresas certificadoras no mundo e o certificado emitido por elas, para ser devidamente aceito pelo mercado, precisa ser formalmente reconhecido. Estas empresas para operarem, com a confiabilidade que o mercado exige, precisam estar credenciadas por Entidades que disciplinem suas atividades.

Estas Entidades são os Organismos Credenciadores – algumas organizações certificadoras também os chamam de Organismos Acreditadores.

Estes organismos têm os seguintes objetivos:

  • Supervisionar a atuação dos organismos certificadores.
  • Assegurar a imparcialidade dos avaliadores.
  • Avaliar a competência técnica para o desenvolvimento do trabalho em questão.
  • Assegurar que os recursos e instalações sejam apropriados e suficientes para o trabalho.
  • Assegurar que o desempenho do avaliador seja na verdade o requerido pelo referencial normativo.
  • Garantir que o avaliador seja capaz de sustentar o nível de desempenho requerido.

Certificação de Terceira Parte

Pode-se ver que o processo de Certificação de Terceira Parte envolve três agentes distintos:

1. O cliente que busca a certificação;

2. A instituição avaliadora que emitirá o certificado em caso de  conformidade; o organismo acreditador que avaliará e declarará a competência das instituições avaliadoras.

3. É este sistema de “três cabeças” que assegura a credibilidade de tais certificados, que permite que eles sejam um retrato fiel da qualidade fornecida por uma organização às partes interessadas – acionistas, funcionários, clientes e vizinhos – em seus produtos, atividades e serviços.

Por último, é importante ressaltar que a maior parte dos sistemas certificáveis são implementados de acordo com normas publicada pela ISO. Porém não existe Certificado ISO 9000 ou Certificado ISO 14000, por exemplo.

A ISO é uma instituição que apenas cria e divulga padrões aceitos sob consenso internacional, não efetuando qualquer tipo de avaliação – esta cabe aos Organismos Certificadores.

Portanto, a terminologia correta para declarar uma certificação é:

O Organismo Certificador atesta – ou registra, ou certifica, que a Empresa possui um Sistema de Gestão da Qualidade – ou Sistema de Gestão Ambiental, ou outro qualquer, em conformidade com os requisitos da Norma ISO 9001 – ou ISO 9002, ISO 14001 ou outra qualquer.

Deve-se notar que o Certificado de Conformidade não é emitido pela ISO – ele sequer tem o reconhecimento desta instituição. Ele é emitido por um Organismo Certificador credenciando uma Entidade competente para tal.

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Quão sustentável será o seu negócio até 2050?


 

95% das terras estarão degradadas e 5 bilhões de pessoas serão afetadas pela falta de água até 2050. Quão sustentável será o seu negócio?

Que tipo de negócio se sustenta sem a utilização de recursos naturais? Desde atividades administrativas até as mineradoras, todos utilizamos estes recursos no nosso cotidiano em nossas casas e no trabalho. Quando alguém fala a palavra “sustentável”, logo se pensa que tem a ver somente com a natureza e que isso não irá nos atingir, que podemos deixar para depois. Porém, os acontecimentos atuais têm demonstrado que, além dos impactos nas vidas das pessoas, os impactos na natureza afetam diretamente nas atividades econômicas, podendo alterar drasticamente o rumo de um negócio.

E de onde surgem tantos problemas ambientais?

Certamente, muitos deles têm a ver com a falta de cuidado com o , principalmente no que diz respeito à postura das organizações em lidar com seus produtos químicos perigosos, seus descartes, seus resíduos, seus rejeitos. Até um escritório comum tem a sua responsabilidade nessa cadeia, uma vez que há interferência em todo o ecossistema.

Os danos podem deixar sequelas irreparáveis à saúde humana e ao meio ambiente. Os dois exemplos citados abaixo demonstram que, quando uma gestão é realizada precariamente ou existem falhas não identificadas pelos gestores, as consequências podem ser fatais.

1.O acidente radiológico em Goiânia com o césio 137, no ano 1987, por exemplo, foi um caso clássico de destinação inadequada de resíduo tóxico. Catadores de um ferro-velho encontraram uma cápsula contendo césio e a desmontaram, pensando se tratar de sucata comum. Devido ao alto teor de contaminação deste resíduo, duas pessoas faleceram e milhares foram contaminadas.

2. O rompimento da barragem de um dos polos da empresa Vale, na Mina do Feijão, em Brumadinho-MG, se deve principalmente a uma gestão totalmente inadequada no depósito de rejeitos de minério de ferro. Segundo relatos da ONU, “50 milhões de toneladas de rejeitos de minério de ferro lançados com as rupturas das barragens, continham altos níveis de metais pesados tóxicos e outros produtos químicos tóxicos”. Após um mês da tragédia, o número de vítimas fatais chega a 179 e os trabalhos de buscas ainda tentam localizar 134 pessoas.

Apesar de não haver números consumados, sabemos também que muitos animais, rios e outros corpos hídricos estão sendo contaminados pela lama tóxica. A prefeitura de Brumadinho multou a Vale em R$ 100 milhões, e o Ibama em outros R$ 250 milhões depois da tragédia. Quanto às vítimas, o ministério público propôs indenização de 2,6 milhões por pessoa, o que ainda está em negociação com a Vale. Quanto aos moradores, um contrato foi assinado exigindo que a mineradora deverá pagar ao longo de 12 meses um salário mínimo (R$ 998) mensal para cada morador de Brumadinho, meio salário mínimo para cada adolescente (R$ 499) e um quarto de salário (R$ 249,50) para cada criança.

Um estudo para Pesquisas e Políticas Públicas do Reino Unido (IPPR) constatou que o planeta está entrando num colapso ambiental devido ao excesso de interferência humana. A consequência disso pode ser uma desestabilização da sociedade e da economia global. De acordo com os autores da pesquisa, houve um aumento considerável:

  • Aumentou 15 vezes o número de inundações
  • Aumentou em 07 vezes o número de Incêndios florestais
  • solo está sofrendo perdas entre 10% e 40% mais rapidamente do que o tempo que levam para realizar sua regeneração natural.
  • 30% das terras em todo o mundo se tornaram improdutivas devido à erosão.

E estima-se que 95% das terras estarão degradadas e 5 bilhões de pessoas serão afetadas pela falta de água até 2050 caso continuemos nesse ritmo de descuido com as questões ambientais. Dentre os potenciais acidentes que merecem nossa especial atenção, estão aqueles relacionados aos produtos químicos perigosos, que podem ocorrer ao longo de todo o processo de uma cadeia produtiva, ou seja, que vai desde a extração, passando por produção, armazenamento, transferência, transporte, utilização, chegando até a destinação final.

A VIGIAPP (Vigilância em Saúde Ambiental associada aos Acidentes com Produtos Químicos Perigosos) é uma das instituições que visa desenvolver ações para identificar, caracterizar e mapear riscos, ameaças, vulnerabilidades e recursos para uma atuação eficiente em casos de acidentes, bem como, realizar a vigilância epidemiológica dos efeitos à saúde humana decorrentes da exposição à produtos químicos perigosos.

De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP), produtos químicos são conceituados como “produtos líquidos comercializados que possuem determinada função” ou “uma preparação química qualquer”. Porém, a classificação de produtos químicos pode ser muito mais complexa.

Para entender mais sobre Produtos Químicos Perigosos e melhorar sua gestão, convidamos você para ler algumas matérias sobre o tema “Produtos Químicos Perigosos“.

Por uma Gestão mais responsável e, consequentemente, um negócio mais sustentável

No Brasil, a evolução na produção e no consumo de produtos químicos tem tido como efeito colateral um aumento na ocorrência de acidentes, o que implica em incremento no risco de exposição humana e de contaminação ambiental, não só pelo perigo intrínseco da atividade, mas também como resultado de ordenamento territorial inadequado.

A periculosidade intrínseca de determinados produtos, associada à probabilidade destes serem liberados na natureza acidentalmente — seja por falha na operação, por deficiência nos requisitos de segurança, por carência de treinamentos ou negligência nas auditorias — só agrava a situação. Acidentes com produtos considerados perigosos podem afetar diretamente os trabalhadores responsáveis pelo manuseio (o que por sua vez resulta em doença ocupacional ou até mesmo acidente de trabalho, podendo ser fatal) e também a população e ambiente nas adjacências. Dependendo das características do acidente, os efeitos podem ser de longo prazo e até mesmo irreversíveis.

Muitas tragédias poderiam ter sido evitadas através do gerenciamento adequado nos processos de manuseio de produtos contaminantes, tanto para o homem quanto para o solo. Ao analisar a causa raiz destas tragédias, geralmente se trata de não cumprimento e monitoramento inadequado de leis já existentes em conjunto com a falta ou negligência de fiscalização, tanto pela empresa, quanto pelos órgãos competentes.

Mais do que nunca, o clichê “Prevenir é remediar” tem se mostrado como algo que deve ser extremamente levado a sério e não apenas como frase de efeito. Estudos revelam que acidentes catastróficos exigem gastos, pelo menos, sete vezes maior do que os investimentos em prevenção. Sem mencionar os danos ao meio ambiente e às pessoas atingidas, bem como seus amigos e familiares, que sofrem uma perda irreparável.

Ao tratar de prevenção com relação à saúde e segurança e ao meio ambiente, temos dezenas de milhares de legislações aplicáveis aos diversos ramos de atividades. Relacionados especificamente à produtos químicos, temos mais de 150. Dentre as mais utilizadas por todas as empresas, podemos ressaltar a NBR 14725.

Esta Norma Brasileira estabelece exigências quanto à rotulagem de produtos químicos e na ficha de segurança do produto químico, também conhecida como FISPQ. É obrigatório que todas as empresas fabricantes de produtos químicos elaborem a FISPQ que deverá ser utilizada pelos consumidores, para prevenir e minimizar os danos em casos de acidentes. O consumidor, ao utilizar este produto em outra embalagem, deve identifica-la pelo mesmo motivo. São atitudes que parecem muito simples mas que, no caso do acidente radiológico em Goiânia, poderia ter evitado os danos à milhares de pessoas. A correta identificação da cápsula contendo césio como produto químico perigoso, que causa grave danos à saúde, provavelmente teria intrigado os catadores do ferro velho a descobrir melhor do que se trata, antes de desmontar a cápsula.

É importante que exista uma normatização para elaborar diretrizes que contemplem a gestão dos fatores de riscos associados a ameaças por produtos químicos perigosos.

As esferas estadual e federal do SUS (Sistema Único de Saúde) também definiram duas ações direcionadas ao fortalecimento da prevenção, preparação e resposta no que diz respeito aos riscos associados a acidentes com produtos químicos perigosos (e que podem resultar em desastre).

A primeira delas é a instituição do Comitê Estadual de Saúde em Desastres ou a inclusão do tema Saúde em Desastres, caso a empresa já possua um comitê específico para lidar com o assunto. A segunda é a elaboração obrigatória de um Plano de Contingência para Desastres. Vale a pena conhecer os critérios e medidas de cada uma.

Medidas para prevenção

Além disso, sugere-se que a empresa realize algumas medidas para prevenir e lidar com acidentes referentes a produtos químicos perigosos:

– Elaborar um sistema de preparação e alerta para a população para o caso de acidentes com produtos químicos perigosos. Lembrando que sistemas de alerta — como sirenes, por exemplo — devem ser inspecionados regularmente.

– Proporcionar a realização de cursos e treinamentos voltados à vigilância dos fatores de risco e à prevenção de acidentes. É importante também capacitar os recursos humanos quanto ao manuseio correto dos produtos químicos e quanto à conduta em casos de emergência.

– Constituir um Comitê de Saúde em Desastres e definir a responsabilidades de cada envolvido em todas as fases da gestão do risco.

– Definir indicadores para avaliar as ações de intervenção nos fatores de risco e de enfrentamento.

– Propor e acompanhar a elaboração do Plano de Preparação e Resposta do SUS frente aos acidentes com produtos químicos perigosos.

– Adotar um sistema eficiente de Gestão de Risco.

– Certificação nas normas ISO referentes a segurança do trabalho, Meio ambiente e saúde ocupacional,  uma vez que ambas as normas exigem o atendimento aos requisitos legais e o cumprimento destes é verificado periodicamente através de auditorias internas e externas.

Podem existir incertezas quanto ao futuro, quanto ao mercado econômico, quanto à estabilidade financeira do seu negócio. Porém, nada disso se compara com a importância de cercar o seu negócio das certezas negativas, de evitar que tudo que você e sua equipe conquistaram seja destruído por um acidente que poderia ser prevenido.


Leia também sobre Produtos Químicos

 O resultado deste estudo saiu no dia 13/02/201. Acessado em 13.02.2019. http://g1.globo.com/globo-news/videos/v/numero-de-inundacoes-aumentou-em-15-vezes-no-mundo-diz-pesquisa-britanica/7375958/


Quanto vale um Sistema de Qualidade para a sua empresa?


 

A certificação em Qualidade pode ser uma conquista estratégica para as empresas, especialmente, em um mercado tão competitivo. Afinal, conquistar a certificação das normas ISO, além de ser um diferencial competitivo, poderá trazer inúmeros benefícios para o negócio, como maior organização dos processos e atividades e melhorias contínuas para a produção e/ou prestação de serviços.

“…O CUSTO DE CERTIFICAÇÃO SER “CARO” OU “BARATO” É UMA DEFINIÇÃO RASA… DIANTE DO QUANTO A EMPRESA TENDE A GANHAR…”

O que mais se destaca é o quanto a Gestão se torna mais eficaz em relação aos seus indicadores e metas, principalmente, em relação a satisfação dos clientes. É por isso, que ao dizer que o custo para certificação é “caro” é uma definição rasa. A questão é relativa, diante do quanto a empresa poderá ganhar em termos produtivos e competitivos, comparado ao que ela precisará investir. Além disso, existem inúmeras variáveis no processo, que poderão interferir nos custos.

Quanto vale um Sistema de Qualidade para a sua empresa?

Quais são as variáveis que impactam nos custos da Certificação ISO?

1. Realidade da empresa: somente um diagnóstico poderá indicar o que a empresa precisará fazer e/ou mudar para se adequar aos requisitos da norma. De acordo com o cenário da empresa, as adequações podem ser mínimas e, talvez, até não seja necessário fazer nenhum investimento nessa etapa. Mas, só será possível definir essa questão a partir de uma avaliação inicial.

2.Treinamento / conscientização: o envolvimento e a participação dos colaboradores são fundamentais para se obter a certificação. Por isso, é necessário investir em tempo para promover cursos e reuniões para capacitação e em ferramentas de comunicação para conscientização dos colaboradores, especialmente, daqueles que forem responsáveis pelo processo.

Nesta etapa é interessante a empresa contar com uma Consultoria Especializada, que poupará tempo para a elaboração de materiais orientativos e informativos, bem como com os seus Consultores, que já estão habilitados e preparados para conduzir cursos, treinamentos e para assessorar os responsáveis pela certificação.

3. Consultoria Especializada: contar com profissionais capacitados e especializados nas normas reduzirá tempo e retrabalhos para a empresa. Isso porque os profissionais já têm expertise no processo e vão planejar e conduzir as ações com mais efetividade e eficácia. Isso sem falar que o custo de uma Consultoria poderá ser muito menor que a utilização de um profissional da própria empresa, que precisará passar por uma capacitação, não tem experiência no processo e ainda será retirado de sua função, interferindo nas rotinas produtivas.

Uma outra opção, porém incerta, são os consultores autônomos. Isto porque, além de não terem o respaldo e a credibilidade de uma empresa capacitada em Auditoria e Consultoria, podem gerar riscos desncessários. É muito comum, as empresas terem retrabalho por causa de consultores autônomos.

4. Tempo e disponibilidade da empresa: quanto mais comprometida a empresa estiver com o processo, menor será o tempo gasto e, consequentemente, menor será o custo do processo, além de oferecer produtos e serviços com mais qualidade. Por isso, é necessário que os colaboradores estejam envolvidas e se comprometam a executar as ações e os prazos estabelecidos no planejamento.

5. Contratação de organismo certificador: o processo de certificação só é concluído com a auditoria externa, que precisa ser conduzida por um organismo certificador. Para isso, a empresa precisará contratar uma certificadora e pagará pelos custos de logística do auditor. Este ficará responsável por avaliar o atendimento aos requisitos normativos. Caso sejam identificadas não-conformidades graves, a empresa corre o risco de não conseguir a certificação.

Por isso, é importante que a auditoria externa só seja realizada quando a empresa estiver completamente estruturada e preparada para o processo. Caso contrário, poderá ter um custo considerável com auditoria e não ter o sucesso com a certificação.

Aconselhamos realizar auditorias internas com empresa especializadas e reconhecidas no mercado, pois essas empresas têm uma visão do que precisa ser feito evidenciando as não conformidades e auxiliando a organização na resolução, isto é, nas tratativas.

Vale a pena investir na Consultoria de Certificação ISO 9001?

A resposta é SIM, sempre! A Consultoria Especializada e qualificada representa redução de custos com tempo e com retrabalhos para a certificação da norma ISO 9001.

Afinal, a Consultoria conta com profissionais qualificados e experientes na implantação do sistema de gestão da qualidade e na certificação das normas internacionais, o que permite que o processo seja conduzido com mais eficácia, conforme descrito abaixo:

1. Diagnóstico: avaliação mais imparcial da realidade da empresa e análise mais efetiva das adequações necessárias para o atendimento aos requisitos da norma;

2. Planejamento: a maior experiência permite que as estimativas sejam mais realistas para definição de prazos de execução das ações, minimizando erros que poderiam comprometer todo o planejamento da empresa.

3. Direcionamento: o maior conhecimento sobre as exigências da norma, bem como sobre as avaliações dos organismos certificadores, permite que a Consultoria faça o direcionamento mais eficaz dos processos de implantação do Sistema de Gestão da Qualidade, evitando atividades desnecessárias e retrabalhos.

4. Capacitação e conscientização: a Consultoria já possui materiais e modelos de documentos que vão contribuir para a melhor orientação dos colaboradores e dos profissionais envolvidos no processo. Isso sem contar que os Consultores também estão habilitados a realizar cursos e treinamentos, que poderão ser até customizados e alinhados com a realidade da empresa.

5. Custo/benefício: os ganhos promovidos pela contratação de uma Consultoria, com toda certeza, são muito maiores que os custos do processo. Isso sem falar que existe hoje no mercado a opção da “Consultoria On-Line”, que possibilita a realização do processo com a mesma qualidade de uma Consultoria Presencial, porém com os custos muito mais reduzidos.

Consultoria Online, como funciona?

O processo é todo conduzido por uma equipe de Consultores Especializados através de uma plataforma on-line, que vai facilitar a comunicação entre a sua empresa e a nossa equipe.

• São oferecidas ferramentas intuitivas que auxiliam, adequadamente, na implantação de um Sistema de gestão, além de materiais complementares como modelos de documentos e vídeos orientativos.

• A Consultoria On-Line tem como foco, não apenas as resoluções dos problemas, mas caminhos para identificação que visam a solução e o alcance do objetivo proposto;

• A consultoria pode ser 100% on-line e contar com uma auditoria presencial ao final, de acordo com a contratação.

• A plataforma pode ser acessada em qualquer horário e de qualquer lugar, sem necessidade de instalação de um software ou sistema.

• A plataforma também poderá ser acessada através de aplicativo, com ferramentas de comunicação.

Quais os benefícios de uma Consultoria Online?

O custo de uma Consultoria Online é bem inferior ao de uma consultoria presencial, uma vez que, praticamente, não haverá custos de logística. Além disso, a empresa tem total flexibilidade no processo, e não haverá interferência nas rotinas internas da organização. Há outros benefícios como, por exemplo:

• A empresa contará com todo o “know how” de uma consultoria convencional Verde Ghaia, que está há mais de 17 anos no mercado, aliada a uma tecnologia para facilitar a comunicação;

• Os consultores são experientes e possuem conhecimento em diversas áreas de negócios;

• Oferece suporte de um consultor especializado em certificações para orientar e esclarecer dúvidas.

• Plataforma oferece “Dashboard” para que você tenha total controle da utilização dos serviços.

• Todos os serviços prestados são de qualidade e certificados pela Verde Ghaia;

• A Verde Ghaia se compromete em manter as informações da sua organização em total sigilo.

Implantar um Sistema de Gestão da Qualidade e buscar a certificação internacional são decisões estratégicas, que vão influenciar de forma direta a condução dos negócios de uma empresa.

O processo pode ser feito de forma tranquila e trazendo resultados melhores para a empresa, desde que seja bem planejado e estruturado. Caso contrário, ele poderá gerar ruídos internos e impactar negativamente as rotinas e a produtividade, durante a implantação.

Por isso, é recomendável que a empresa tenha ao seu lado uma empresa de Consultoria qualificada, com profissionais especializados na norma e que possam desenvolver o planejamento de mudanças, respeitando a realidade da organização e trazendo o menor impacto para as rotinas produtivas. São por esses e outros motivos que a Consultoria é um importante investimento para a empresa que quer implantar um sistema de gestão e conquistar a certificação.

Afinal, a Consultoria será uma parceira para todos os momentos!

Assim, a Consultoria e os seus Consultores especializados tornam a implantação de um Sistema de Gestão e a certificação em processos eficazes e produtivos, diminuindo resistências internas, problemas com o clima organizacional e possibilidade de erros. Isso porque a Consultoria garante que todo o processo seja feito de forma planejada e sistematizada, respeitando as especificidades da empresa e conscientizando todas as partes interessadas sobre a importância do Sistema de Gestão e da Certificação para a melhoria dos resultados e para maior competitividade no mercado.

Implantar a ISO é fácil! Até mesmo para micro e pequenas empresas que desejam aumentar a satisfação de seus clientes ou conquistar novos mercados.

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Por que a Auditoria é importante para examinar e validar o SGI?


 

Muitas empresas sofrem com a falta de controles administrativos adequados, fazendo com que a sua exposição à riscos, erros ou oneração aumente, substancialmente.

Isso pode acontecer em decorrência de falhas na verificação do sistema de gestão. São essas falhas que impossibilitam a organização identificar possíveis lacunas e pontos a serem melhorados à nível gerencial. Por isso, uma das fases mais importantes de um sistema de gestão é justamente a realização da análise de seu desempenho.

Portanto, deve-se verificar todos os processos, produtos e serviços que estão sendo executados, seguindo o que foi planejado e obedecendo aos critérios, anteriormente, especificados. Uma das ferramentas mais utilizadas para se realizar a verificação do sistema de gestão é a Auditoria Interna.

 

Auditoria de Sistema de Gestão

Por que devo realizar auditorias de sistema de gestão?

O objetivo da auditoria interna é analisar o sistema de gestão através de evidências e constatar o atendimento aos itens da norma em questão. Podemos citar as seguintes normas: ISO 14001 (Meio Ambiente), ISO 9001 (Qualidade), ISO 45001 (Saúde e Segurança Ocupacional). Esse processo é de suma importância e deve ser levado à sério por toda a organização. Pois, é a partir das auditorias internas que são identificadas as oportunidades de melhorias.

Assim, através dos resultados, o gestor tem em mente onde deve concentrar os seus esforços. E assim, ele é capaz de tomar decisões mais assertivas. Isso acontece, uma vez que as falhas são identificadas. Mas de maneira sustentada em evidências e não apenas através de suposições. Assim, a auditoria fornece subsídios concretos para a tomada de decisões em todos os níveis: operacional ou gerencial.

Isso é de grande valia no mundo coorporativo, pois o sistema de gestão pode ser considerado um ativo comercial, já que tem um grande impacto no desempenho financeiro de uma empresa. Uma boa auditoria interna promove a identificação prévia de riscos, dando a oportunidade da organização atuar de maneira preventiva. Consequentemente, reduzindo ou eliminando a probabilidade de ocorrência de possíveis impactos negativos.

Quais são os benefícios da Auditoria de SGI nos meus processos?

A verificação do sistema de gestão através da auditoria interna, contribui para a melhoria contínua. E esta, or sua vez, é a base conceitual na qual as normas ISO são estruturadas. Durante a auditoria, todos os processos que compõem o escopo do sistema de gestão são verificados. A identificação de oportunidades de melhoria à nível de processo e as subsequentes ações de melhoria, podem proporcionar ganhos diretos. Isso pode ocorrer tanto no aumento da satisfação do cliente, quanto nas vendas, lucros, dentre outros.

Contudo, dentro de uma outra perspectiva, uma organização com processos otimizados aumenta a moral de seus funcionários. E que, se sentindo em harmonia com suas tarefas diárias, têm sua produtividade aumentada. Salienta-se que a auditoria é uma ótima maneira da organização captar a percepção que os funcionários têm da empresa. Tendo em vista que o processo de auditoria envolve entrevistas e feedbacks assertivos.

Além disso, a auditoria interna, quando executada por colaboradores da própria organização, é um ótimo meio de aprendizado e valorização do mesmo. Auditando outros processos, o colaborador visualiza a empresa de uma perspectiva diferente. E este pode absorver conhecimentos e técnicas de outras áreas e aplicá-los em seu cotidiano. Isso promove tanto a troca e circulação de conhecimento organizacional, quanto o crescimento profissional auditores, em termos de carreira.

auditoria

Como a Auditoria pode contribuir no processo de validação do meu SGI?

As normas ISO são baseadas no ciclo PDCA, que envolve as fases planejar, fazer, verificar e agir. O processo de auditoria pertence à fase “Verificar”.  Esta, por sua vez, pode ser utilizado como um termômetro para medir o índice de sucesso no atendimento dos objetivos do Sistema de gestão.

Ao longo da implantação e manutenção do SGI, a organização realiza um planejamento de ações em prol dos compromissos assumidos com a política de gestão. Convém então, que o sistema seja verificado, para assim obter respostas quanto ao seu desempenho. Pois, em sequência é possível propor outras ações para a melhoria contínua, chegando-se até a fase do “Agir” e completando o ciclo. Nesse contexto, a auditoria interna é um processo sistemático de avaliação de processos e procedimentos, que fornece diretrizes gerenciais para a elaboração de estratégias de melhoria. E esse processo é um requisito que deve ser cumprido, caso a organização queira obter uma certificação de seu sistema de gestão.

A partir daí a realização da validação periódica do SGI traz um outro grande benefício. Este está pautado em deixar a organização mais preparada em casos de auditorias externas. Ao passar por uma auditoria interna a organização está exercendo um processo de autoconhecimento. Isto é, fazendo com que os gestores saibam quais pontos merecem maior atenção. Assim, em uma auditoria externa, caso os auditores façam os mesmos apontamentos, a chance da organização já ter um planejamento de ações de tratativas é muito maior. Isso demonstra que o comprometimento com o sistema de gestão vai além da certificação.

Auditoria Interna: benefícios para a organização e Colaborador

Durante um processo de auditoria, o auditor não deve se ater somente à análise de documentos e controles. É fundamental que ele ofereça insights para melhorias, de maneira a auxiliar os problemas. Isso se torna imprescindível, uma vez que a auditoria interna está sendo tratada como ação estratégica para a sobrevivência do negócio, em meio tão volátil como o mercado atual.

Uma dica é inserir a mentalidade de risco como centro da auditoria. Uma abordagem baseada em riscos permite que a organização tenha ciência do que pode ser um obstáculo no alcance dos objetivos. Assim, os gestores serão capazes de garantir que os riscos identificados sejam controlados para que não afetem o desempenho do sistema de gestão. Para que isso aconteça de maneira ainda mais eficaz, os auditores internos devem ser eficientes em sua comunicação, para poderem reunir as informações com uma abordagem sistêmica. E assim, evitar duplicidade de apontamentos. Isso facilita no entendimento na tomada de decisão dos gestores, além de poupar tempo e reduzir custos com tratativas sistêmicas e não pontuais.

Melhorias nas práticas e procedimentos das auditoria

Tendo em vista todos os benefícios operacionais e estratégicos decorrentes da prática de auditorias internas, é imprescindível que as empresas tenham profissionais preparados e capacitados para tal. Por isso, é importante investir em auditores internos. Bem como, extimulá-los a ter um pensamento crítico, voltado para a solução de problemas e identificação de riscos. Sem deixar de lado, é claro, a capacitação técnica.

A Verde Ghaia oferece vários cursos de auditores internos, integrados ou não com a interpretação de normas ISO, que ajudam a alavancar a capacidade técnica e habilidades dos colaboradores. O melhor é que alguns desses cursos podem ser realizados totalmente à distância., Certamente, poupará tempo e diminuirá custos com logística e outras despesas. Acesse a nossa página e fique por dentro!

Além dos cursos, oferecemos também o serviço de Consultoria On-line. Levamos a solução certa para implantar um sistema de gestão ou manter a sua certificação ISO. Tudo de um jeito simples e muito mais econômico. Com a Consultoria On-line Verde Ghaia, sua empresa terá a mesma qualidade do serviço tradicional. Mas, com uma diferença: com custo reduzido,  sem perder tempo com deslocamento de consultores e sem interferir nas rotinas da sua organização.

Conheça nossos planos através do site http://www.consultoriaiso.org ou e-mail comercial@verdeghaia.com.br.

Fernanda Ribeiro Pinheiro
Consultora externa especialista em SGI
Engenheira Ambiental e Sanitarista e de Segurança no Trabalho

 


Auditoria de Fornecedores: Qual a sua relevância no seu SGI?


 

Com os usuários cada vez mais interessados sobre a procedência dos produtos e serviços, a atenção da organização também deve ser voltada sobre a sua cadeia de fornecedores. Por isso, é importante realizar a Auditoria de Fornecedores!

Importância para a organização

No processo de implantação ou de manutenção do sistema de gestão, um dos pontos que podem passar despercebidos são os fornecedores. Esse erro ou distração podem acabar impactando nas atividades/processos e nos resultados da empresa.

A realização da auditoria de fornecedores é uma forma de controlar e gerenciar futuros riscos que podem lesar a reputação da marca ou da organização. Esse tipo de auditoria, visa assegurar que estes parceiros cumpram os seus padrões de qualidade, segurança ou questões ambientais e sociais. E além disso, certificar que os mesmos apoiam os valores da sua organização.

A auditoria de fornecedores tem como objetivo identificar quais são os fornecedores críticos ou não críticos aos negócios da organização. Isto é, aqueles que são exclusivos ou importantes para atender ao processo produtivo ou serviço prestado. Além disso, permite obter respostas a questões pontuais, que surgem sobre o desempenho da cadeia de suprimento ou de serviços prestados, que influenciam diretamente no produto final e, assim, gerir o risco associado. Conseguindo, portanto, reduzir custos relacionados às atividades.

Quando e Por que fazer auditoria de fornecedores?

É recomendável que a auditoria de fornecedores seja realizada periodicamente ou sempre que a organização homologar um novo fornecedor. Pois é através da realização da auditoria de fornecedores, que serão identificados potenciais riscos de qualidade, meio ambiente, operacionais, estruturais, de segurança e sociais a organização. E consequentemente, passamos a ter conhecimento se o sistema de gestão do seu fornecedor está conforme e cumprindo com os requisitos legais aplicáveis e outros requisitos.

Caso, seu fornecedor não esteja conforme, você pode solicitá-lo a tratar as não conformidades e buscar por melhorias em seus processos. É a auditoria de fornecedores que auxilia as organizações a encontrarem parceiros que possuem um sistema de qualidade funcional e que trata de seus eventuais desvios durante o processo de produção.

Como fazer auditoria de fornecedores

A auditoria de fornecedores deve ser feita através de uma sistemática elaborada. Podendo esta ser pela empresa interessada ou pela consultoria responsável para a realização da mesma. Para dar ínicio a auditoria, faz-se necessário o reconhecimento de área para entender do ambiente da empresa e de suas operações. E assim, identificar seus fornecedores mais críticos.

Na sequência, realiza-se um planejamento de auditoria onde são escolhidas, através de um check list, as estratégias para se obter as evidências. E logo em seguida, verifica-se os controles internos. A partir de então, com base nas evidências, identifica-se os pontos fracos e os riscos que o sistema de gestão da organização pode sofrer. Cabe salientar, que toda a cadeia de fornecimento, passa pelo processo de auditoria de fornecedores.

No final, após o término da auditoria de fornecedores, utilizando documentos solicitados, será apresentado o relatório de auditoria. Este relatório é a parte final da verificação. A partir dele, a organização poderá saber se os fornecedores atendem a todas as exigências impostas. E, se existem observações em relação a algum aspecto. Além de saber se existem não conformidades relacionados ao serviço prestado.

Tipos de auditoria

Auditoria à qualidade do produto. Garante a conformidade com as características que a organização e/ou as normas legais definem.

Auditoria de Rastreabilidade na Cadeia de Valor. Serve para controlar a subcontratação por parte de fornecedores. Além de validar a origem de produtos ou subprodutos associados ao seu processo produtivo.

Auditoria Ambiental. Tem como propósito validar se o fornecedor cumpre os requisitos ambientais legais e outros requisitos, definidos pela organização.

Auditoria de Segurança Alimentar. Assegura o cumprimento dos requisitos da gestão da segurança alimentar em toda a cadeia de fornecimento.

Auditoria de Segurança e Saúde no Trabalho, Tem como objetivo garantir as condições de trabalho a todos os colaboradores presentes na cadeia de fornecimento. Além de diminuir os riscos de acidentes.

Auditoria de Responsabilidade Social. Visa analisar e identificar o impacto das operações dos fornecedores. Bem como a sua interação com todas as partes interessadas.

Auditoria de Código de Conduta. Pode ser feita com enfoque internacional ou em normas específicas da organização. Podendo estas estarem relacionadas com responsabilidade social, ambiental ou outras.

Soluções Verde Ghaia

Em virtude do que foi mencionado, podemos perceber que a auditoria de fornecedores garante que a organização tenha um controle maior de seus fornecedores. Estando sempre atenta se seus fornecedores atendem aos seus requisitos legais aplicáveis e outros requisitos de seu sistema de gestão. Esse cuidado é importante, pois, busca-se proteger a sua marca e realçar a boa cidadania corporativa.

A Verde Ghaia presta o serviço de auditoria de fornecedores com uma equipe de consultores totalmente qualificados para a sua realização. E oferece também, o serviço de gestão de fornecedores através do SOGI Supplier que utiliza da metodologia SOGI . Através dessa plataforma, é possível configurá-lo para que os fornecedores da organização tenham acesso às obrigações legais aplicáveis e requisitos subscritos pela empresa. Tudo conforme o seu escopo de atuação.

O SOGI tem sido uma ferramenta revolucionária para controle, monitoramento dos requisitos. Veja o que a Syngenta disse sobre a ferramenta SOGI

“Utilizamos o soGi desde janeiro de 2013 e consideramos que é um produto muito bom. Nunca trabalhamos com software semelhante e o soGi! Ele nos atende plenamente para monitoramento dos requisitos legais, controle dos planos de ação e riscos internos.”

Laila Liege Almeida Pereira
Assessora de Sustentabilidade
Engenheira Ambiental e Sanitária


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