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Integrando os elementos das três normas: ISO 9001, ISO 14001 e 45001

 

Um sistema de gestão integrada é aquele que trata os elementos comuns a todos os sistemas de uma forma integrada, mas respeitando-se e assegurando-se o cumprimento dos requisitos específicos e particulares de cada sistema independente.

Para efeito de integração, tomar-se a estrutura da norma ISO 9001, pelo fato de exatamente a mesma estrutura da norma 14001 e por esta estrutura ser absolutamente compatível com a norma ISO 45001.

Princípios do Sistema de Gestão Integrada

Os princípios que regem o sistema de gestão integrada são os seguintes:

Contexto da organização: onde a organização apresenta as questões internas e externas, bem como as necessidade e expectativas das partes interessadas relacionadas.

Sistema de gestão e a interação dos processos: As normas define que a organização inclua os processos e suas interações.

Política:A organização deve estabelecer uma política integrada que a busca atender por exemplo, a satisfação das necessidades de seus clientes, a proteção do meio ambiente e preservação da poluição, a eliminação de perigos e redução de riscos de SSO. Deve assegurar o seu cumprimento e estar comprometida com o Sistema de Gestão Integrada.

Gestão de riscos e oportunidades: A organização vai levantar os riscos e oportunidades do negócio da organização e também do Sistema de Gestão Integrado. Para atender este item normativo recomenda-se utilizar a Matriz SWOT: Forças e Fraquezas (ambiente interno) e Oportunidades e Ameaças (ambiente externo).

Planejamento: Um plano para cumprir a política integrada definido:

1. Identificação de modos de falha e seus efeitos, aspectos e impactos ambientais, perigos e riscos à segurança e saúde do trabalhador;

2. Estabelecimento de objetivos e metas para qualidade, desempenho ambiental e saúde e segurança ocupacional.

3. Desenvolvimento de planos de ação associados aos alcances dos objetivos e metas estabelecidos.

Implementação: A organização deve capacitar as pessoas envolvidas e prover os mecanismos de apoio necessários à efetiva implementação das ações planejadas.

Avaliação de desempenho: A organização deve mensurar, monitorar e avaliar seu desempenho quanto aos elementos do sistema de gestão integrada.

Análise Crítica e Melhoria:A organização deve avaliar criticamente e aperfeiçoar continuamente seu sistema de gestão integrada para melhorar seu desempenho nos requisitos da qualidade, do meio ambiente, da saúde e segurança ocupacional.

Fortalecimento do Sistema de Gestão

Objetivo de um sistema de gestão integrada é de fornecer à organização meios para se planejar, desenvolver, verificar e corrigir, avaliar criticamente e melhorar as atividades relacionadas como por exemplo: Qualidade de produtos, atividades e serviços; Aspectos e impactos ambientais; Saúde e segurança no trabalho.

Visando o atendimento de requisitos legais, requisitos de outras partes interessadas e a melhoria contínua do desempenho organizacional.

Política integrada do SG

Deve ser estabelecida e mantida uma política integrada quanto à qualidade, meio ambiente, saúde e segurança ocupacional, autorizada pela alta administração da organização que claramente estabelece objetivos globais desempenho e comprometimento quanto a busca da satisfação plena das necessidades dos clientes.

Tendo uma visão mais ampla da política integrada, espera-se que a organização cumpra a legislação e outros requisitos subscritos, melhore continuamente o desempenho da qualidade, meio ambiente, da saúde e segurança ocupacional e busque satisfazer os anseios das partes interessadas.

Ganhos com a integração

São inúmeros os ganhos com a integração dos sistemas de gestão. Dentre os quais, pode-se destacar:

Simplificação: A integração permite que a documentação gerada, principalmente normas, procedimentos e instruções operacionais, seja racionalizada. Evitando duplicidade de documentos e, principalmente, conflitos e ambiguidades entre eles.

O menor número de documentos, por sua vez, permite um controle mais simples e efetivo, demando menor tempo para a atividade, menor necessidade de mão-de-obra, menor consumo de recursos de informática ou recursos gráficos e, consequentemente, menor custo.

Com os recursos humanos, a integração dos sistemas de gestão permite um controle mais simples e efetivo, demandando menor tempo para a atividade, menor necessidade de mão-de-obra para elaboração de documentos, menor tempo com a gestão global do sistema, menor consumo de recursos de informática ou recursos gráficos, menor consumo de recursos naturais: energia, papel.

Porém, o ganho mais expressivo reside no fato de um sistema integrado permitir a todos os funcionários da organização – gerentes, operários, colaboradores, auditores internos e etc uma visão global das atividades. Cada funcionário passará a enxergar sua atividade como parte integrante de um sistema mais amplo, conhecendo as várias relações de causa e efeito nela envolvidas. Cada funcionário poderá, também, perceber que o desempenho organizacional requer um bom desempenho de todas as atividades e de todos os funcionários da organização quanto a todos os fatores relacionados a qualidade, meio ambiente, saúde e segurança ocupacional no trabalho.

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Implantação, Certificação e Manutenção

Há também ganho financeiro com a redução de custos de implantação, certificação e manutenção.

Redução acentuada dos custos de avaliação e análise inicial, elaboração, análise crítica, aprovação, distribuição e controle de procedimentos, uma vez que a ampla maioria da documentação estará integrada, exceto aqueles documentos estritamente específicos e técnicos, o volume total de documentos a serem gerados caíra aproximadamente, segundo estimativa não comprovada, em 50%.

Redução dos custos de treinamento para sensibilização, conscientização e formação dos funcionários. Com a documentação integrada será possível a preparação e aplicação de treinamentos mais abrangentes, que forneçam uma visão integrada das atividades da organização.

Tais treinamentos, mesmo sendo mais eficazes, demandarão menor tempo de elaboração e aplicação. Também a avaliação de eficácia dos mesmos será favorecida, já que poderão ser criados mecanismos que também façam a avaliação de forma integrada.

Leia também:

Mudanças provocadas pela ISO 45001 e os impactos na Gestão

 
Homens na fábrica realizando manutenção dos equipamentos - O que é Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional
A importância da gestão da segurança e saúde ocupacional

ISO, International Organization for Standardization, foi criada em Genebra, na Suíça, em 1947. A ISO é uma Organização Internacional de Padronização, ou seja, é uma federação mundial de organismos nacionais de padronização (membros da ISO).

A evolução dos modos de produção permitiu que uma ampla variedade de produtos, numa quantidade inimaginada, há algumas décadas, pudesse ser oferecida às pessoas, à sociedade.

Embora esse progresso tenha provocado a eclosão da produtividade e da qualidade à níveis fantásticos, ele trouxe consigo efeitos colaterais. Dentre eles, o encadeamento da degradação do meio ambiente e o crescimento acentuado e nítido dos acidentes de trabalho e de doenças ocupacionais.

O aumento dos acidentes e das doenças ocupacionais trouxeram, por sua vez, aumento nos custos produtivos, nos custos de tratamento do acidentado ou doente e, por fim, nos custos sociais.

Valores crescentes das indenizações aos lesionados.

Alguns possíveis motivos que elevam os custos finais dos produtos por falta de implementação de um Sistema de Gestão em SSO – ISO 45001:

1.Aumento dos prêmios de seguros.

2. Aumento do custo de mão-de-obra, uma vez que a organização precisa contratar outro funcionário ou usar de horas extras para suprir a falta do colaborador lesionado.

3. Queda do poder aquisitivo do lesionado, que necessita despender recursos próprios para o seu tratamento, deixando de satisfazer outras necessidades.

4. Elevação dos gastos do Estado com a previdência oficial, pelo pagamento de pensões aos cidadãos que ainda estão em idade economicamente ativa, porém fora do mercado de trabalho, dentre outros motivos.

Tendo em vista todos estes problemas, vários países passaram a formular uma Legislações mais severas, mais rígida com relação a saúde e segurança ocupacional, exigindo das organizações condições mais seguras e saudáveis para o trabalho.

Legislação para os Trabalhadores

Curso EAD em SSO - Saúde e Segurança Ocupacional
Curso EAD Verde Ghaia – ISO 45001/SSO

Apartir de uma nova percepção acerca das condições de trabalho e com a mobilização da sociedade civil, inúmeras associações de trabalhadores no mundo, passaram a exigir das organizações mais respeito aos funcionários, exigindo um ambiente de trabalho adequado, no qual todos pudessem ser produtivos, de modo que os trabalhadores possam realizar suas atividades sem ocorrência de lesões.

As empresas, portanto, passam a ser exigidas para se enquadrarem às novas legislações e às exigências dos trabalhadores. Para se adaptarem às normas, as organizações precisam efetuar uma série de investimentos e assim, se adequarem aos requisitos legais e exigências dos trabalhos.

As crescentes exigências das diversas partes interessadas e o sucesso das normas genéricas de gestão da qualidade e do meio ambiente fizeram com que organizações do mundo, passassem a desejar uma norma internacional aplicável à gestão da saúde e segurança ocupacional.

Requisitos da ISO 45001

Homem observando sistema de pressão da máquina - realizando gestão em SSO

A ISO 45001 especifica requisitos para um sistema de gestão de saúde e segurança ocupacional (SSO).  Ela traz orientações para que a organização possa promover um ambiente de trabalho seguro e saudável, prevenindo lesões, doenças e fatalidades relacionadas ao trabalho e melhorando proativamente o desempenho de SSO.

A ISO 45001 foi planejada para reduzir a fragmentação no mercado global, permitindo que os mesmos critérios de gestão de SSO sejam usados pelas organizações em todo o mundo. Essa fragmentação acontecia por falta de um padrão internacional que estabelecesse os requisitos para a gestão de saúde e segurança ocupacional.

No Brasil, a ISO é representada pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). As atividades de elaboração das Normas Internacionais, geralmente acontecem através do comitê técnico, que neste caso é a ISO/PC 283, bem como nas Organizações internacionais, públicas e privadas em participação com a ISO.    

Embora a norma ISO 45001 apresente requisitos contra os quais, um sistema de gestão possa ser avaliado, a certificação destes não é, ainda, reconhecida pelos organismos credenciadores. Os certificados, portanto, são de exclusiva responsabilidade das entidades avaliadoras.

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Para saber mais sobre as mudanças da ISO 45001 e como ela pode ser implementada na sua Gestão, convidamos para assistir ao Café Conectado que conta com a participação da Consultora Raíssa Osaki e o CEO Deivison Pedroza. Fale conosco!

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A importância do Monitoramento Legal na prevenção de acidentes

 

O rompimento da barragem da Vale em Brumadinho Minas Gerais liberou cerca de 13 milhões de m³ de rejeitos de minério de ferro da mina do Feijão no rio Paraopeba.

A tragédia, até o momento, já registrou ao menos 60 mortos e ainda há 292 pessoas desaparecidas. Infelizmente, as chances de se encontrar sobrevivente no mar de lama é quase zero. O número de pessoas mortas já é superior ao da tragédia de 2015, quando a barragem de Fundão da mineradora Samarco deixou 19 mortos. Em relação aos danos ambientais tendem a ser menores, já que o volume de rejeito de minério expelido pelo rompimento em Brumadinho é estimado em um quarto do total ocorrido em Mariana.

Desenhista: Sanzio Marden

Talvez não exista nada pior para uma empresa superar uma tragédia deste porte. Dezenas de pessoas mortas, outras desaparecidas, além dos danos ambientais que atordoam toda a comunidade e chamam atenção de toda a mídia para o processo de comunicação da empresa.

A reputação e imagem da organização abalada e críticas pesadas para a gestão de risco, impulsionam a revolta e cobrança da população por medidas de controle eficazes, novas tecnologias e principalmente, assunção de responsabilidade da equipe técnica e diretoria da Vale.

Neste contexto, o ideal sempre será agir de forma preventiva para que desastres dessa natureza não se repitam. A prevenção evita que pessoas morram e que o meio ambiente seja destruído, além da perda financeira e gastos vultuosos com indenizações. O arcabouço jurídico brasileiro dispõe sobre várias obrigações legais que devem ser observadas pelas empresas, principalmente no que tange estabilidade de barragens, plano de emergência e procedimentos de gestão de crise.

Daí, percebemos o quão importante se torna o monitoramento das leis e obrigações de cunho ambiental e de saúde e segurança para as organizações.

Particularmente, como advogada e consultora jurídica, atuante nesta área há 11 anos, percebo que por muitas vezes, a gestão das empresas opta pelo menor custo quando da contratação de uma consultoria jurídica ou técnica especializada, sem pesar a importância e segurança no compartilhamento das informações para uma boa gestão do conhecimento e assessoria para os colaboradores da organização.

O monitoramento online de todas as publicações pertinentes aos temas e a identificação das obrigações exigem uma estrutura robusta de profissionais altamente capacitados para a segurança jurídica de todo o processo.

Na escolha dos prestadores de serviços das empresas, seja de consultoria jurídica ou técnica, torna-se imperioso considerar:

1. Tempo de mercado;

2. Capacidade Técnica da equipe;

3. Experiência em lidar com problemas e apresentar soluções precisas;

4. Estrutura;

5. Imagem;

6. Reputação da empresa como um diferenciador de peso na seleção.

Mesmo que neste contexto, o custo desta seleção seja mais alto, com certeza o retorno também será maior. As pessoas precisam valorizar o que é importante para uma organização. Até porque prevenir é melhor do que remediar.

Marcela Torres Guaracy

Gerente Jurídica no Grupo Verde Ghaia – Sustentabilidade Empresarial MBA / FGV Gestão do Ambiente e Sustentabilidade

O desastre da Barragem de Brumadinho poderia ter sido evitado?

 

Ao saber da notícia que abalou a todos nesse dia 25 de janeiro, do rompimento da barragem da mineradora Vale, na Mina Feijão, em Brumadinho, Minas Gerais, primeiro imaginei que era mais uma fake News que estava rolando no WhatsApp. Era impossível acreditar que a mesma tragédia, que aconteceu há apenas três anos, pudesse se repetir novamente. E, no mesmo estado, com a mesma companhia envolvida e tendo as mesmas características. Para mim, era inimaginável tudo de novo, em tão curto espaço de tempo, envolvendo algo tão sério para as pessoas e para o meio ambiente. Não podia ser verdade.

Assisti alguns vídeos e ainda sem acreditar direito, fui procurar por mais informações na internet e nos noticiários. Infelizmente, constatei que não era uma notícia falsa. Sim, a história estava se repetindo, mais uma vez, em Minas Gerais. Primeiro foi em Mariana, agora em Brumadinho. De novo a mesma protagonista: a Vale. E o mesmo desastre ambiental: o rompimento de uma barragem de rejeitos da mineração.

Enquanto escrevo, as buscas por desaparecidos continuam. As informações ainda são muito imprecisas, mas até o momento foram confirmadas 9 mortes. Na de Mariana foram 19 no total. Mas esse número pode aumentar em Brumadinho, pois o mar de lama avançou sobre a área administrativa da empresa e por casas da área rural da Vila Ferteco. A Vale informou que havia em torno de 100 e 150 pessoas na área administrativa da companhia na hora do acidente. Sabe-se até agora, que 189 pessoas foram resgatadas vivas na região. Aproximadamente, 300 pessoas continuam desaparecidas, de acordo com o Corpo de Bombeiros. Algumas estavam ilhadas, outras foram resgatadas da lama. E, a cada momento, mais bombeiros chegavam ao local para continuar nas buscas e no resgate, contando com o apoio da população local, de voluntariados, da Defesa Civil e de voluntários da Cruz Vermelha.

A Vale também comunicou que o rompimento ocorreu na barragem 1 da Mina Feijão. Já o Ministério do Meio Ambiente acredita que foram 3 barragens rompidas. Pelas fotos e vídeos, sabemos que o estrago e as consequências foram enormes. Quando se compara imagens de antes e depois da tragédia, dá para se ter uma dimensão da destruição causada pelo vazamento dos rejeitos de minério de ferro.

O desastre da Barragem de Brumadinho poderia ter sido evitado?

O que foi diferente dessa vez? Primeiro, o Ibama disse à Globonews que o volume de rejeitos que vazaram em Brumadinho é de 1 milhão de metros cúbicos. Isso significa um volume 50 vezes menor do que foi em Mariana – a barragem do Fundão, administrada pela Samarco, subsidiária da Vale, liberou 34 milhões de metros cúbicos de rejeito de minério. A quantidade inferior, de jeito nenhum, torna a tragédia da Mina de Feijão de menor importância. Segundo, é a repetição de um acidente que acontece desde 1986 em Minas Gerais causando sempre as mesmas consequências: assoreamento de córregos e rios, cidades devastadas pela lama, mortes, destruição da fauna e flora. Terceiro, dessa vez tudo poderia realmente ter sido evitado. E por que não foi?

Dessa vez tudo poderia realmente ter sido evitado. E, por que não foi?

Bom, antes de dar meu ponto de vista sobre esse assunto, acho importante falar rapidamente sobre minha experiência nessa área. Eu sou presidente da Verde Ghaia, empresa fundada em 1999 com o objetivo de oferecer o primeiro sistema online de monitoramento de requisitos legais no Brasil. Somos especialistas na assessoria e no monitoramento de conformidade legal nas áreas de Meio Ambiente, Saúde e Segurança do Trabalho, Responsabilidade Social, Qualidade, Segurança de Alimentos, Sustentabilidade e Mudanças Climáticas. Nossa sede fica em Belo Horizonte, mas estamos espalhados por todo o Brasil e também em alguns países da América Latina e África, tendo mais de 3200 clientes. Em 2018, ganhamos o prêmio de empresa mais sustentável no setor de consultoria, gestão e TI, de um dos mais tradicionais e prestigiosos prêmios de sustentabilidade empresarial do Brasil: o Guia Exame de Sustentabilidade.

Por isso, eu vivo e lido todos os dias, há mais de vinte anos, com requisitos, normas, legislações e tudo mais que você possa imaginar quando se trata de estar de acordo com as normas e requisitos legais aplicáveis às atividades e processos de uma empresa. Eu e mais de 140 colaboradores ajudamos as empresas a obter as mais diversas certificações da norma ISO.

Já fui incontáveis vezes, pessoalmente, em várias empresas para explicar por que elas devem estar de acordo com as legislações e quais os benefícios que isso traz a elas e, consequentemente, para a toda a sociedade e para o meio ambiente. E principalmente, demonstro que é muito mais barato prevenir do que remediar. Não importa o tamanho que o seu negócio tenha. Você pode identificar possíveis riscos, pode gerenciá-los, pode evitar que eles aconteçam. E e isso sai dez, quinze, cem, um milhão de vezes mais barato do que deixar como estar.

Além disso, o princípio da prevenção é um dos pilares da legislação ambiental. Significa que devemos estar preparados para o pior, mesmo que o pior seja pouco provável.

Não importa se você é uma Vale ou se sua empresa tem dez funcionários. Não é a marca que importa, não é o seu nome fantasia ou sua razão social. Depois de tantos anos trabalhando nessa área e claro, pela minha experiência e vivência, acredito que o que faz evitar que tragédias, como essa de Brumadinho, aconteçam são as pessoas.

As pessoas são responsáveis por cada departamento e setor da empresa. Sejam os diretores e gestores. Seja o presidente da organização. Sejam os auditores que analisam se tudo está conforme com o que a legislação determina. Sejam aqueles que trabalham nos órgãos de fiscalização. Sejam os deputados e os senadores, os prefeitos e os vereadores, os governadores e o presidente da República. Cada um com sua função e responsabilidade. E cada um deles tem a sua responsabilidade pelo o que acontece, especialmente em casos como esses: Mariana e Brumadinho que poderiam ter sido evitadas.

Não estou de forma alguma, indicando culpados. Jamais! Quem vai fazer isso são os estudos. Eles é que irão demonstrar, exatamente, porque houve esse acidente. Uma tragédia como essa, não acontece do dia para a noite, e geralmente são muitos os fatores envolvidos para que algo dessa magnitude aconteça. Esse é um desastre anunciado há muito tempo, e não é culpa de um ou outro. Nem de uma marca. Nem de um governo. Mas, de pessoas que estão de alguma forma ou de outra relacionadas com a barragem na Mina Feijão.

Nesses casos, existe uma responsabilidade compartilhada entre o empreendedor, o Estado e os órgãos de fiscalização.

Isso também foi defendido por engenheiro civil e professor da Faculdade Itajubá e da pós-graduação da UFMG, conforme o G1 apurou. “O Estado erra porque não consegue manter um corpo de fiscalização efetivo e atuante. A empresa erra porque fez uma estrutura que colapsou. Se ela tivesse tudo certo, sem problema, nós não teríamos problemas sequenciais dentro do Brasil. Temos acidentes grandes, como o de Mariana, a de Cataguases. Isso mostra que a técnica e o procedimento de construção têm de ser revistos. E o governo tem atuado no caso das barragens de uma maneira política e de uma forma absolutamente condenável. Não fortaleceu os órgãos de fiscalização, foi leniente com as empresas”.

As empresas são necessárias, geram emprego, geram riqueza, mas é preciso dar limite, porque estamos falando de vidas que estão em jogo. Minas Gerais possui cerca de 450 barragens. Sendo que 37 delas são de rejeitos e não têm garantia de estabilidade, segundo informou a Associação dos Observadores do Meio Ambiente de Minas Gerais, uma ONG que acompanha os avanços da legislação sobre o tema.

Parecer que exigia leis mais rígidas é derrubada

Movimentos sociais, especialmente aqueles que já sofreram com os rompimentos de barragens, pesquisadores e moradores das regiões, já indicaram que o que aconteceu nesse dia 25 de janeiro, era certo de acontecer. Só não souberam precisar o dia, mas previram o desastre com antecedência. E sabe quando ele poderia ter sido evitado? Em julho de 2018.

Nesta data, a Comissão de Minas e Energia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais derrubou o parecer do deputado João Vitor Xavier (PSDB), apoiado pelo Ministério Público, pelo Ibama e por mais de 50 entidades ambientalistas ligadas à Campanha Mar de Lama Nunca Mais, recebendo mais de 56 mil assinaturas.

Parecer que exigia leis mais rígidas é derrubada

A legislação, que não entrou em vigor, defendia que:

1.O licenciamento ambiental de três fases deve valer para todas as novas barragens, independentemente do porte poluidor;

2. Fica proibida a disposição de rejeitos e resíduos industriais ou de mineração em barragens “sempre que houver alternativa técnica”;

3. Fica proibida a concessão de licença ambiental para barragens em cujos estudos de cenários de ruptura se identifique comunidade na chamada zona de autossalvamento – porção do vale, abaixo da barragem, em que não haja tempo suficiente para uma intervenção da autoridade competente em situação de emergência: 10 km ao longo do curso do vale ou a porção do vale que corresponda ao tempo de chegada da onda de rejeitos em até 30 minutos;

4. O empreendedor deve pagar uma caução ambiental com o propósito de garantir a recuperação socioambiental nos casos de rompimento e desativação da barragem. A reivindicação é que ela fosse feita já no momento em que é concedida a Licença Prévia. Ou seja, logo no início do processo de licenciamento;

5. As empresas devem apresentar estudos de impacto sobre a estabilidade da barragem em casos de sismos e terremotos, estudos sobre o comportamento hidrogeológico, incluindo projeto de esgotamento de águas pluviais para chuvas excepcionais de, no mínimo, duas vezes a ocorrência máxima centenária no local onde a barragem será construída.

O projeto original foi aprovado na primeira votação em plenário. De lá, foi encaminhado para as Comissões de Administração e Minas e Energia, presidida na época por Xavier. Este reformulou um texto substitutivo para prever regras mais rígidas de licenciamento ambiental para a criação de novas barragens e endurecer a fiscalização sobre as já existentes. Porém, não entrou em vigor, uma vez que 03 deputados votaram contra (Thiago Cota do MDB, Tadeu Martins Leite do MDB e Gil Pereira do PP e apenas 01 a favor do próprio João Vitor Xavier do PSDB.

E no Senado isso se repetiu. De acordo também com o G1, um projeto do Senado que endurecia a Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB), não prosperou na Casa e foi arquivado no final do ano passado, em razão do término da legislatura iniciada em 2015. A proposta foi apresentada pelo senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) em 2016, tendo sido elaborada depois dos trabalhos de uma comissão temporária, criada para debater a segurança de barragens, após o desastre de Mariana. O texto não chegou a ser votado pela Comissão de Meio Ambiente.

Criada em 2010, a PNSB tem, entre as metas, garantir a observância de padrões de segurança para reduzir a possibilidade de acidentes em barragens. Também prevê a elaboração adequada de um plano de ação de emergência (PAE); a elaboração de um plano de segurança da barragem; e a realização de inspeções e revisões periódicas de segurança.

O que dizia o Projeto que ampliava as obrigações?

O projeto arquivado ampliava as obrigações e determinava, entre outras regras, que as empresas também teriam de:

1.“executar as recomendações que resultam de inspeções e das revisões;

2. contratar seguro ou apresentar garantia financeira para a cobertura de danos a terceiros e ao meio ambiente, em caso de acidente ou desastre, nas barragens de categoria de risco alto e dano potencial associado alto;

3. prestar informações verdadeiras ao órgão fiscalizador e às autoridades competentes”.

Assim como em Minas Gerais, nada saiu do papel.

Compliance não é uma Obra de Arte para ser apreciada

No caso das empresas, muitas vezes elas buscam por compliance, fazer tudo certo, obter certificação, gestão de qualidade, de meio ambiente, de segurança, mas como se fosse um papel, uma obra de arte para ser pendurado na parede. Mas, se esquecem que é preciso ter comprometimento muito maior dentro das rotinas das organizações, principalmente das pessoas, que são as responsáveis pelos departamentos e setores: gestores, diretores e presidentes.

Temos a mania de relacionar às marcas aos fatos, sejam eles bons ou ruins. Por exemplo, “a Vale rompeu uma barragem”, “a Samarco contaminou o rio”.

Mas, a gente se esquece que essas marcas se constroem com pessoas e por meio delas. E quando a gente entra no dia a dia dessas organizações, a gente percebe que existem departamentos criados, especificamente, para cuidar de uma área, com pessoas contratadas para garantir o cumprimento de todas as leis: para fazer a gestão, fazer controle, para prestar contas à marca. Porém, muitas vezes, elas se esquecem da importância da sua competência e comprometimento para a organização.

Embora estejamos vivendo um mundo mais tecnológico, ágil e altamente veloz como as redes sociais, grande parte das pessoas perdem o seu tempo presas aos celulares, computadores, relatórios virtuais e se esquecem que precisam fazer inspeção detalhada, precisam fazer controle, precisam ir a campo, precisam pôr a mão na massa. Então, grande parte dos problemas que acontecem, como esse de ontem, tem a ver com a competência das pessoas, com a negligência, com a imperícia.

É preciso nos comprometer de verdade com as nossas tarefas, principalmente, quando há vidas em nossas mãos. Todos nós, sem exceção de ninguém.

Já temos o exemplo de Mariana, que foi um desastre para Minas Gerais. Imaginávamos que não haveria mais reincidência e mais nenhuma situação como essa. Infelizmente, vimos ontem, que tal situação continua acontecendo. Culpa de uma marca? Não apenas. Porque as marcas pararam de fazer controle. E as pessoas também deixaram de se comprometer com as marcas. E ambas, não tem ideia da importância de tudo isso.

Veja o caso da Vale em Brumadinho. Ela se defende, argumentando que segue todas as regras de segurança. Seu presidente, Fabio Schvartsman, disse em pronunciamento à imprensa que relatórios periódicos sobre a estabilidade das barragens eram formulados a pedido da empresa por técnicos especializados. Afirmou ainda que o licenciamento da barragem estava correto. Que um auditor havia ido lá em agosto de 2018 e afirmado que tudo estava em conformidade. Esse fato foi corroborado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMAD) de Minas Gerais, que informou que a Mina do Feijão e a Barragem 1 estavam devidamente licenciados.

Qual a importância do Auditor nisso tudo?

E qual a importância dos auditores? Os auditores são os que ficam dando o norte para nossos negócios, dizendo por onde deve ir ou não. Ele é a forma mais barata que nós temos de fazer validações de compliance. É ver quais processos estão certos e quais estão errados. É ter disponível todas as documentações necessárias para prestar contas ou mostrar que tudo está sempre cumprido.

As auditorias nos fazem ver que cumprir as leis de forma preventiva sairá muito mais barato para a organização, e que melhorará a imagem do seu negócio diante de toda a sociedade.

No caso de Mina Feijão, o auditor errou? Não sabemos. Só sabemos realmente que, do ponto de vista legal, o método de construção da barragem estava correto. É o método mais barato, mais lucrativo e o mais arriscado. Como os especialistas afirmaram, é uma bomba-relógio. Consiste basicamente em que os resíduos resultantes da exploração do minério são acumulados em várias camadas que vão se empilhando ao longo do tempo.

Em Minas Gerais, esse tipo de barragem é construída em vales, geralmente muito próximas de áreas povoadas. Conforme ela se enche de resíduos, é fechada. Uma nova camada de resíduos é acumulada por cima e, assim, sucessivamente. Existem tecnologias mais modernas para o tratamento dos resíduos, mas elas são mais caras. E por isso não são escolhidas.

E por que não se a estrutura da barragem 1, utilizada para disposição de rejeitos, foi construída em 1976 e tem volume de 12 milhões de metros cúbicos? Se a barragem 6 é usada para recirculação de água e contenção de rejeitos em eventos de emergência, tendo sido construída em 1998, e tem cerca de 1 milhão de metros cúbicos? E a Barragem Menezes II, também na região, tem um volume de aproximadamente 290 mil metros cúbicos e é utilizada para a contenção de sedimentos e clarificação do efluente final? Perceba como são barragens antigas com grande volume de rejeitos. Era fato que poderia haver problemas e que seriam de grandes proporções.

Falamos de Estado, de legislações, de empresas. E a sociedade civil? Qual o papel dela nisso tudo? A população que vive na região da barragem em Brumadinho também está mais conscientizada. Talvez as consequências dessa tragédia não foram piores porque muitas famílias já haviam se mudado da área, depois do que aconteceu com Mariana.

De acordo com a BBC News, Pedro Dutra, pesquisador de Defesa Civil Internacional do Centro Universitário de Belo Horizonte, notou uma mudança voluntária de famílias que moravam em áreas de mineração, existindo também um trabalho intenso da Defesa Civil de cada município para educar a população – mesmo não existindo equipe suficiente formada para isso. Dutra ainda afirma que a população tem pouco tempo de reação quando ocorre o rompimento de uma barragem: no caso de Brumadinho, a lama demorou de 5 a 7 minutos para atingir as primeiras casas, localizadas a cerca de 1 km da barragem. Dessa forma, a população da região das barragens é a que menos tem poder de reação diante desses acidentes. E infelizmente uma das únicas saídas é deixar a área ou estar alerta para um risco iminente.

Já que o rompimento da barragem aconteceu, o que fazer agora? O atual governo brasileiro está fazendo a sua parte: foi criado o gabinete de crise, e 3 ministros irão acompanhar o caso: os ministros Bento Albuquerque (Minas e Energia), Gustavo Canuto (Desenvolvimento Regional) e Ricardo Salles (Meio Ambiente). O presidente Jair Bolsonaro irá ao local no sábado pela manhã, e afirmou que “todas as providências cabíveis estão sendo tomadas”.

A justiça de Minas Gerais, na noite de sexta-feira, determinou o bloqueio de contas da Vale. O juiz plantonista Renan Chaves Carreira determinou o bloqueio de cerca de R$ 1 bilhão da companhia. O dinheiro, segundo a sentença, será usado no auxílio das famílias.

Quanto às leis, à fiscalização, à população e às consequências disso tudo para o meio ambiente, só nos resta aguardar para ver o que vai acontecer. Ainda é cedo para afirmar ou tentar desenhar qualquer cenário. Mas uma coisa é certa: a mineração é uma atividade essencial para a economia brasileira. Ela pode, deve e vai continuar.

Contudo, a partir de hoje, é necessário que haja um rigor maior na aplicação nas normas do Direito Ambiental e que todos tenham mais responsabilidade, quando se tratar de atividades mineradoras. Que uma certificação de uma norma ISO seja levada a sério e todos os seus requisitos realmente estejam em conformidade e sejam auditados de acordo com as leis. Que os governos tenham pessoas disponíveis para fiscalização e que as empresas sejam fiscalizadas realmente quanto ao cumprimento ou não das leis. Quando não forem, ou estiverem em desacordo, que as sanções, multas e penalidades sejam aplicadas antes de algo ruim acontecer.

Os riscos são inerentes a qualquer atividade, mas se houver pessoas agindo da maneira correta, será possível aumentar a previsibilidade de incidentes e atuar de forma preventiva quanto aos efeitos negativos que possam existir.

Por fim, desejamos, como cidadãos brasileiros, que o mercado e o lucro não prevaleçam sobre a vida e o meio ambiente. Que o respeito ao próximo seja condição essencial para qualquer atividade econômica.

#Minas na Lama, nunca mais!

Deivison Pedroza

Presidente do Grupo Verde Ghaia e do Instituto Oksigeno / Mineiro e morador de Brumadinho

Por que empresas devem investir em Gestão de Risco?

 

Riscos são inerentes a qualquer atividade ou organização e, em uma empresa, eles são a principal causa de prejuízo econômico. Conhecer estes riscos e poder se antecipar a eles, identificando-os antes mesmo deles virem a se tornar problemas, traz a você vantagem competitiva diante do mercado, permite agir com mais confiança nas tomadas de decisão e oferece proteção para seu negócio.

Por isso a importância de uma boa gestão de riscos.

SOGI – Desenvolvido para a sua Gestão

Entretanto, fazer uma gestão de riscos eficaz é um dos grandes desafios para os gestores e para o crescimento do negócio. Mas ao mesmo tempo é algo fundamental se você deseja melhorar o desempenho da sua empresa, melhorar a qualidade dos seus processos e obter os resultados desejados. Afinal, é muito melhor prevenir do que remediar.

O novo módulo de Gestão de Riscos foi desenvolvido com base na ISO 31000 motivado pelas novas versões da ISO 9001 e ISO 14001 que enfatizam o tema. Além disso, com a mudança da OHSAS 18001 para a ISO 45001, passou a ser imprescindível a necessidade de identificar e implementar ações para monitorar os perigos e riscos associados às atividades, aos produtos, aos serviços ou às tarefas da sua organização e também as oportunidades, ou seja, os pontos fortes internos e externos e as vantagens que você tem frente a seus concorrentes.

Então, para você que deseja uma gestão preventiva, ética e eficaz dos riscos e oportunidades de seu negócio, e que esteja de acordo com todos os requisitos legais aplicáveis, princípios éticos, missões e valores da sua organização, o Módulo de Gestão de Riscos foi feito para você!

A metodologia utilizada permite criar os critérios de avaliação e definir o método de cálculo dos seus riscos e oportunidades utilizando métodos quantitativos que podem ser adaptados à metodologia já utilizada em seu negócio, tais como o FMEA e a Matriz de Risco. Tudo isso de forma simples e clara, apontando se eles são significativos ou não seguindo os critérios da sua atividade.

Conheça mais sobre a Metodologia!

O que é mais caro em um sistema de gestão: prevenir ou remediar?

 

Você já deve ter ouvido aquela famosa frase: “é melhor prevenir do que remediar”.

Fazemos exercícios, nos alimentamos de forma saudável e fazemos exames regulares pensando em cuidar da nossa saúde e assim evitarmos as doenças, os hospitais ou a dependência de remédios. Ou então, guardamos dinheiro, pagamos previdência privada, fazemos investimentos, pensando na época em que vamos nos aposentar para ter uma vida financeira tranquila ou ainda, caso haja algum problema, termos uma reserva financeira. Fazemos revisões nos nossos carros para ter a segurança de rodar com eles e assim, evitar acidentes ou consertos caríssimos.

O que é mais caro em um sistema de gestão: prevenir ou remediar?

Esses são apenas alguns exemplos de como na nossa vida nos prevenimos diante do que pode vir a acontecer. Mas, e na sua empresa, você também age dessa forma? Seu sistema de gestão é preventivo ou reativo diante dos acontecimentos? Você sabia que para seu negócio, prevenir é muito melhor do que remediar? E muito mais barato?

É isso que vou mostrar para você agora.

Prevenir é muito melhor do que remediar

Riscos são inerentes a qualquer atividade ou organização e, em uma empresa, eles são a principal causa de prejuízo econômico. Conhecer estes riscos e poder se antecipar a eles, identificando-os antes mesmo deles virem a se tornar problemas, traz a você vantagem competitiva diante do mercado, permite agir com mais confiança nas tomadas de decisão e oferece proteção para seu negócio. Por isso ter uma gestão de riscos eficaz em sua empresa é tão importante.

E as normas ISO te ajudam nisso. Por exemplo, com a substituição da OHSAS 18001 para a ISO 45001, a maneira de levantar os riscos em sua organização mudou. Antes era feito de maneira reativa. Hoje, com a alteração da norma, esse risco deve ser levantado e identificado de maneira contínua e proativa. Outro ponto importante é que agora são considerados os riscos que podem afetar o funcionamento e a saúde da organização, incluindo as partes interessadas que possuem acesso ao local e trabalho, como visitantes, fornecedores, clientes, por exemplo.

Quanto custa se adequar às Normas ISO? 

E você deve estar pensando agora: “ah, mas é muito caro se adequar a estas normas e manter a certificação!”. Não é.

E posso dizer isso com toda a segurança e experiência de mais de 20 anos trabalhando com sistemas de gestão e conhecendo todos os custos de estar em conformidade ou não. Porque a Verde Ghaia tem mais de 3200 clientes, entre empresas de médio e grande porte, tanto no Brasil quanto na África e na América Latina. Ela trabalha com consultoria de sistemas de gestão e é especializada nas áreas de Meio Ambiente, Saúde e Segurança do Trabalho, Responsabilidade Social, Qualidade, Segurança de Alimentos, Sustentabilidade e Mudanças Climáticas. E em todos os casos, se antecipar aos riscos, tomando medidas preventivas em vez de reativas, saem muito mais barato para nossos clientes.

Precisamos mudar a visão que temos sobre as normas ISO.

Quanto custa se adequar às Normas ISO?

Um novo olhar para as Normas ISO

Suas regulamentações e especificações são essenciais para todas as empresas, pois elas nos ajudam em questões relacionadas à sistemas de gestão, à padronização e à inovação. E nesse mundo no qual a inovação é a palavra de ordem, a grande dificuldade das companhias é conseguir se conectar ao novo, se reinventarem, porém sem perder a padronização e a qualidade. Se não se adequam à nova realidade, acabam fechando suas portas.

Por isso é preciso mudar o olhar que temos sobre o custo das coisas, especialmente quando falamos sobre normas ISO. E essa necessidade de mudança de visão vem de um erro muito comum hoje em dia: as empresas, acreditando que gastam muito dinheiro e que precisam reduzir custos, vêm extinguindo os departamentos de qualidade, de meio ambiente, de responsabilidade social, de saúde e segurança do trabalho, por exemplo.

A justificativa é que manter estes departamentos é caro. Mas não é.
Caro é depois ter que “correr atrás do prejuízo” por não ter mais esses departamentos cuidando do seu negócio. Caro é pagar multas e sanções por estar em não conformidade ou por infringir uma lei. Caro é garantir padrões de especificação. Caro é perder tempo com retrabalho. Caro é viver de ações corretivas e não preventivas.

Entendendo na prática como se adequar às Normas ISO

Vamos citar como exemplo uma empresa que gastaria em torno de 30 a 40 mil reais para manter a sua certificação ISO. Se fossemos considerar a gestão ambiental, quanto que ela custaria para essa empresa? Dependendo qual, talvez uns 2 milhões de reais para cumprir condicionantes, leis e todos os outros requisitos aplicáveis para o negócio, para gerenciar resíduos e o que mais fosse necessário de acordo com a atividade. Quanto custa a gestão da saúde e segurança? Quanto custa um empregado acidentado? Dependendo o ramo de atividade de 900 a 1000 reais. Multiplica isso pela quantidade de empregados. Quanto custa um documento mal feito ou não feito? Dependendo, custa 1000 reais fazer, mas não fazer custa 1 milhão de reais.

Vamos pensar em mais exemplos. Para cumprir determinada lei na área ambiental o custo ficaria em 15 mil reais. Se não fosse cumprida essa lei, o custo poderia chegar de 5 a 15 milhões, dependendo a atividade e o tamanho do impacto causado. Renovar o alvará ficaria em torno de 500 reais, não renovar, 20 mil reais. Aqui são exemplos de custo, na sua empresa pode ser diferente, mas perceba como agir antes evita de gastar muito dinheiro depois, sem contar todo o tempo gasto e retrabalho para se adequar à legislação.

O problema é que só calculamos os gastos desses departamentos sem contar a economia que fazemos por termos eles em nossa empresa. Os departamentos não dialogam com a alta direção para mostrar o quanto economizaram com multas, sanções, ações corretivas e retrabalho.

Qual a importância dos Auditores?

Os auditores da ISO são os que ficam dando o norte para nossos negócios, dizendo por onde deve ir ou não. Ele é a forma mais barata que nós temos de fazer validações de compliance. É ver quais coisas estão certas e quais estão erradas. É ter disponível todas as documentações necessárias para prestar contas ou mostrar que tudo está sempre cumprido.

As auditorias ISO nos fazem ver que cumprir as leis de forma preventiva sairá muito mais barato para as contas de empresa, e que você melhorará a imagem do seu negócio diante de toda a sociedade.

Além disso, permite obter financiamentos ou participar de licitações. Se a sua empresa não tiver licenças, se não estiver cumprindo as leis, se não estiver em conformidade com os requisitos legais necessárias à sua atividade, pode ter certeza que não obterá nenhum financiamento, nenhum investidor olhará para você e também vai perder a oportunidade de participar de licitações.

Um outro ponto importante que mostra que seguir as normas ISO não é custo, mas sim economia de dinheiro, é a possibilidade de, através de mapeamento de processos, discutir tributo, carga tributária, reposicionamentos tributários com a gestão administrativa e financeira. E poucas empresas utilizam isso. Por exemplo, apenas pelo fato de ter a certificação ISO 45001 é possível falar com a seguradora e discutir a redução de 20% do prêmio de seguro. Vamos supor que para sua empresa essa certificação custe 20 mil reais. O prêmio de seguro da sua empresa custa quanto? Então, pense nisso.

Se você souber usar todas as vantagens de ter uma certificação, ainda vai gerar economia para seu negócio. E todas essas informações quem tem são os auditores da ISO. Por isso eles são seus aliados, não tomadores de dinheiro.

Correção ou Prevenção: o que você escolhe?

Portanto, se você parar para analisar o seu sistema de gestão sem se preocupar com as normas ISO, sejam quais forem, você vai perceber que gasta muito mais dinheiro com correção do que com prevenção. Porque a prevenção a gente não vê. Quando está dando tudo certo, a gente nem se importa com ela. Mas, e se por exemplo surge um desvio que você não sabia que tinha que cumprir, quanto custa cumprir, quanto custa a multa por não cumprir, quanto custa um desvio se acontecer alguma coisa? Esse é o segredo da avaliação.

Essa mentalidade de correção em vez de prevenção precisa mudar. O diálogo com os diferentes setores da empresa precisa acontecer com maior frequência.

A gerência precisa saber dos gastos, mas também da economia que é feita ao se tomar ações preventivas. Dessa forma, sistematizar a gestão vai deixá-la mais eficiente e mais conectada com a operação. E gerencial e operacional caminhando juntos permite maiores lucros para seu negócio, com um sistema de gestão eficiente.

E novamente te pergunto: não é então, muito mais barato prevenir do que remediar?


Deivison Pedroza
Fundador/ CEO do Grupo Verde Ghaia

Melhore sua Gestão de Riscos monitorando riscos e oportunidades

 

O novo módulo Riscos do negócio foi desenvolvido com base na ISO 31000 motivado pelas novas versões da ISO 9001 e ISO 14001 que enfatizam o tema.

Além disso, com a mudança da OHSAS 18001 para a ISO 45001, passou a ser imprescindível a necessidade de identificar e implementar ações para monitorar os riscos e oportunidades associados às atividades, aos produtos, aos serviços ou às tarefas da sua organização. Também as oportunidades, ou seja, os pontos fortes internos e externos e as vantagens que sua empresa tem frente a seus concorrentes.

Gestão de Risco: monitore seus riscos e oportunidades

Então, para você que deseja uma gestão preventiva, ética e eficaz dos riscos e oportunidades de seu negócio. Que quer estar de acordo com todos os requisitos legais aplicáveis, princípios éticos, missões e valores da sua organização, o Módulo Riscos do negócio foi feito para você!

Com ele é possível identificar, registrar, avaliar e monitorar todos os riscos e oportunidades da sua empresa, auxiliando na prevenção a multas, interdições, paralisações da atividade, perda de reputação e até perda de capital e de mercado. O sistema ajuda a aumentar a confiança e a atratividade dos investidores e financiadores, reduzindo o custo de capital e aumentando o valor de mercado da sua organização.

Ele permite criar critérios de avaliação e cálculo de riscos e oportunidades utilizando métodos quantitativos que podem ser adaptados à metodologia já utilizada em seu negócio, tais como o FMEA e a Matriz de Risco. Tudo isso de forma simples e clara, apontando se eles são significativos ou não, segundo os critérios da sua atividade.

Como funciona o Módulo do SOGI Riscos do Negócio?

O Módulo Riscos do negócio também permite que você crie ações preventivas, corretivas, emergenciais, ou ainda personalize ações e também defina responsáveis e prazos para cada ação. E para facilitar a visualização e a análise:

  • gera relatórios e gráficos gerenciais,
  • classifica a origem e a severidade do risco e da oportunidade,
  • classifica a probabilidade de ocorrência,
  • tem critérios de priorização e
  • permite a gestão e monitoramento da relação com as partes interessadas.

Portanto, se você deseja saber qual o impacto de determinado risco ou oportunidade para seu negócio, qual a prioridade do risco, como manter a sua equipe atendendo a condutas éticas, o que é relevante para seu negócio, quais ações priorizar e onde investir seu orçamento, contrate agora mesmo o Módulo Riscos do negócio!

Como mensurar os riscos e oportunidades na sua Gestão?

 

Mensurar riscos e oportunidades ajuda na prevenção de crises e problemas, seja com o consumidor final ou outros públicos de interesse da organização. Mas como mensurar forças e fraquezas?

Para auxiliar no processo de mensuração, a  International Standardization Organization – ISO criou uma série de requisitos para a padronização do sistema de gestão da qualidade, baseando-se na identificação de riscos e oportunidades.

O que é a ISO 9001:2015?

A ISO 9001:2015 é uma das normas presente no Sistema de Gestão da Qualidade – SQG.

A norma é reconhecida internacionalmente. E muito utilizada por empresas que desejam comprovar e certificar a capacidade de oferecer produtos ou serviços que estejam alinhados às necessidades dos consumidores. Além disso, essas empresas cumprem todos os seus requisitos regulatórios necessários.

Destaca-se que as normas ISO são aplicáveis às organizações de qualquer setor, porte, público-alvo ou fornecedora de produtos ou serviços.

Por que implementar a ISO 9001:2015?

Planejar sem considerar possíveis riscos e oportunidades não pode ser considerado um planejamento. Uma empresa deve mapear quais são as suas oportunidades, propósitos e os fatores internos e externos que podem impactar o desenvolvimento do negócio como um todo. Neste contexto, a ISO 9001:2015 ajuda as organizações a mensurarem seus riscos e oportunidades de maneira sistêmica. Isto é, as organizações consideram todos aspectos do seu negócio.

Além disso, a certificação ISO 9001:2015 melhora o relacionamento das organizações com os clientes, uma vez que oferecem melhorias concretas no processo de avaliação e conformidade da produção.

A mentalidade de risco

Este é um dos pré-requisitos previstos pela ISO 9001. Ele aborda um conceito que deve estar presente e incorporado em todos os departamentos da organização: a mentalidade de risco. Portanto, utilizar esta norma é um dos meios mais eficientes para abordar a mentalidade de risco. Visto que seu olhar sistêmico permite que nenhum item seja abordado de maneira isolada. Mas sim, focada em uma gestão empresarial, de maneira holística – o que facilita a identificação de riscos e oportunidades.

O gerenciamento de riscos e de oportunidades, presente na ISO 9001:2015, é uma maneira de antever e administrar os efeitos desejáveis, ou não, que podem afligir uma empresa. Afinal, todo deve ser feito com base nos resultados esperados e também nos possíveis riscos do processo, para que não haja surpresas ou que os resultados fiquem abaixo do esperado. De acordo com a norma, riscos são classificados como efeitos da incerteza e podem ser considerados positivos ou não.

Sendo assim, o risco se traduz na forma como a organização lida com os efeitos que podem ser oriundos de situações fora do padrão determinado ou resultados de um processo.

Os Riscos podem ser evitados

Entre os diversos tipos de riscos existentes em uma organização, alguns exemplos são:

  • Produtos com defeitos entre ao consumidor final;
  • Produtos fora do prazo de validade entregues ao consumidor final;
  • Insatisfação do consumidor em relação a prestação de serviço da empresa;
  • Não cumprimento de padrões e requisitos exigidos por órgãos de fiscalização;
  • Parada forçada de produção por falhas em sistemas, falta de manutenção, queda de energia ou problemas sindicais.

Considerando as Oportunidades para o seu negócio

No entanto, não devemos desconsiderar também as oportunidades. Afinal, quando bem aproveitadas pela organização podem trazer ganhos substanciais. Alguns exemplos de oportunidades que podem ser bem aproveitadas. Por exemplo:

  • Aumento na satisfação do consumidor;
  • Melhorias em produtos ou serviços;
  • Melhorias nas embalagens e apresentações do produto;
  • Aumento de portfólio;
  • Entrada em novos mercados;
  • Melhoria de preços;
  • Melhoria nos prazos de entrega de fornecedores considerados essenciais;
  • Incorporação de novas tecnologias que aceleram e otimizam o processo de produção.

O risco versus a não conformidade

É bem comum que exista alguns desencontros ao mensurar riscos e oportunidades. E um deles, é a confusão de conceitos entre risco e não conformidades. O risco se refere ao levantamento de possíveis situações que possam ocorrer e afetar a organização. O mesmo não pode ser dito sobre a não conformidade que neste caso, a situação já aconteceu. Para exemplificar esta situação, vamos imaginar que a organização identificou o risco de um produto, que apresenta efeitos, devido a problemas na etapa da produção; tal ação pode vir a ocorrer. No caso da não conformidade, o produto já apresentou defeito na etapa de produção.

Riscos e oportunidades: quais são os requisitos?

A ISO 9001:2015 determina que ao mapear os riscos e as oportunidades, todos os questionamentos referentes ao contexto de negócio da organização, seus públicos de interesse e setor de atuação, devem ser considerados. Em suma, isto significa que o planejamento estratégico deve ser feito sob uma visão macro, ou seja, sobre todos os pontos que podem afetar os objetivos da organização.

Gestão de Risco e Oportunidades ISO 45001

Mapeamento dos Riscos e Oportunidades

Ainda de acordo com a ISO 9001:2015, a missão de mapear riscos e oportunidades é importante para:

  • Assegurar os objetivos traçados

Traçar objetivos ambiciosos sem antes se programar e identificar riscos e oportunidade. É um tipo de erro que não deve ser cometido. Toda incerteza deve ser identificada e mapeada o mais cedo possível. Existem ferramentas que auxiliam no mapeamento e mensuração de riscos e oportunidades.  Essa pode ser uma solução prática para identificar problemas que ainda não foram considerados relevantes ao longo do planejamento estratégico.

  • Identificar e empoderar os efeitos positivos

Na mensuração de riscos e oportunidades não devemos esperar somente resultados negativos. Existem muitos retornos positivos. Estes podem auxiliar a organização a atingir ou superar os objetivos estabelecidos. Um bom efeito positivo é a identificação de novas fontes de receita. Seja por meio de uma economia feita em uma das etapas de produção ou seja pelo desenvolvimento de um novo produto, por exemplo.

  • Coibir, reduzir e prevenir efeitos negativos

Os efeitos negativos também podem ocorrer, porém, como a melhor maneira de preparar e garantir a eficácia do Sistema de Gestão da Qualidade – SQG. Isso significa trabalhar na identificação e coibir os seus efeitos. É importante ter em mente que não é possível eliminar todos os riscos. Mas, é possível monitorar, no entanto, uma vez que o monitoramente auxilia no processo de contingência, previsto no planejamento estratégico.

Todos os efeitos negativos devem ser analisados de maneira crítica. Somente assim, é viável estabelecer meios para não haver efeitos abaixo do esperado.

Alcançar o processo de melhoria contínua

Não é possível obter o processo de melhoria contínua e um bom Sistema de Gestão da Qualidade – SQG, sem que os riscos e oportunidades que impactam a organização sejam identificados. Ao minimizar os riscos e maximizar as oportunidades, uma organização consegue atingir o processo de melhoria contínua. Prém, a manutenção desse elemento só é possível com o monitoramento das ações já identificadas. Assim, é possível controlar os efeitos negativos e positivos. Uma maneira eficiente para o processo de melhoria, é a execução de tarefas por meio da criação de indicadores.

Ações para apontamento de riscos e oportunidades

O segundo passo, após a identificação dos riscos e oportunidades, bem como os efeitos que eles podem causar, é trabalhar na elaboração de ações. São essas ações, as responsáveis por ajudar no processo de mensuração. A mentalidade de risco exige um processo de reconhecimento, monitoramento e ações, mediante aos riscos levantados. Destaca-se que há ferramentas capazes de ajudar neste processo. Contudo, isso não é algo exigido pela norma.

Após a implementação dos requisitos é fundamental que sejam implementadas ações para abordar e administrar os riscos e oportunidades dos processos da organização. É neste momento que uma boa gestão da qualidade pode ajudar nas ações, cumprindo o objetivo proposto. A ISO 9001:2015 também possui objetivos e normatizações para o sistema de gestão da qualidade. Essa pode ser uma boa opção.

Com as ações elaboradas e implementadas, está na hora de avaliar a real eficácia dessas ações. É preciso entender que este processo está sempre em mudanças, de modo a garantir seu aprimoramento.

Garanta os resultados almejados no planejamento

Ao chegar nesta etapa, significa que todas as outras se demonstraram eficientes e apresentaram os resultados esperados. Entre a elaboração do planejamento, identificação de riscos e oportunidades, elaboração de ações que ajudem no propósito e a mensuração de todo este processo, existe um longo caminho a percorrer. Porém, uma vez com o processo encaminhado, a melhoria contínua se torna muito mais simples.

Mensuração de riscos e oportunidades: uma vantagem estratégica

Não existe somente um método para a mensuração dos riscos e oportunidades de uma organização. É importante entender que a garantia de um bom levantamento de riscos e oportunidades funciona como uma vantagem estratégica para as organizações.

A ISO 9001:2015 não exige informações documentadas para todo o processo de mensuração de riscos e oportunidades. Salienta-se porém, que ao deixar evidente como a organização monitora e age diante dos riscos e oportunidades, este sirva como um ponto positivo no processo de auditoria. Além de garantir que o processo de melhoria contínua ofereça os resultados esperados no curto, médio e longo prazo.

Mesmo que o planejamento estratégico da organização sofra alterações, não será necessário começar tudo do zero.

Portanto, chegou a hora de aplicar o seu conhecimento.
Faça as mensurações dos riscos e oportunidades da sua organização por meio da ISO 9001:2015.
E a partir desses dados, avalie todo o seu processo, visando vantagens competitivas para o negócio.

Você já sabe como identificar um perigo no seu negócio?

 

Ainda não sabe como identificar um perigo?
Neste artigo, iremos falar sobre as principais dúvidas ao realizar o levantamento e como  conceituar e identificar um perigo.

Principais pontos de Atenção

Ao identificar  um perigo é necessário que as organizações  busquem formas de controlá-los e/ou saná-los. Abaixo citamos alguns pontos de atenção, que as organizações devem se ater:

* Conhecer e controlar seus perigos. E assim, diminuir seus riscos e fornecer um ambiente seguro e saudável;
* Diminuir o número de ocorrências de acidentes e incidentes de trabalho;
* Melhorar o absenteísmo da organização;
* Manter a integridade física e mental de seus colaboradores;
* Garantir que a estratégia da empresa esteja alinhada com a gestão de SSO;
* Reflexo positivo em ambiente de trabalho;
* Reconhecimento de todos do comprometimento da empresa;
* Aumento da confiança de seus colaboradores;
* Antecipar potenciais situações de risco;
* Melhorar o desempenho da saúde e segurança de seus colaboradores;
* Melhorar o envolvimento comprometimento, participação das lideranças e todos os níveis e funções;
* Melhorar a comunicação inclusive na proteção dos trabalhadores contra represálias ao identificar e relatar problemas incidentes, riscos e oportunidades;
* Resguardar a empresa com relação a possíveis multas trabalhistas e denuncias.

Conceituando perigos conforme a ISO 45001:2018

De acordo com a ISO 45001:2018, conceitua-se perigo no item 3.19 como fonte potencial para causar lesões e problemas de saúde (3.18). E traz uma nota de entrada complementando, que os perigos podem incluir fontes com o potencial de causar danos ou situações perigosas. E/ou circunstancias com potencial de exposição, levando a lesões e problemas de saúde.

O que é Levantamento de Perigos?

É um procedimento com a qual a empresa pode identificar suas áreas, processos e atividades executadas. Possibilitando em seguida, identificar suas fontes ou situações que podem gerar lesões, doenças e problemas de saúde aos trabalhadores. E assim, identificar os perigos e riscos associados à essas atividades.

Desse modo, são estabelecidas medidas de controle que diminuam a possibilidade de ocorrências dos eventos adversos. Uma vez que estes podem causar lesões e problemas a saúde de seus trabalhadores.

Levantamento de Perigos e Riscos

O levantamento tem importância estratégica. Isto é, permite que a organização tenha uma visão ampla e real de todos os pontos críticos de suas atividades. Bem como aqueles que possam impactar negativamente seus funcionários, processos e negócios. Com isso, consegue-se planejar e buscar esforços para controlá-lo.

A identificação de perigos ajuda a organização a reconhecer e compreender os perigos no local de trabalho. Tanto para a própria organização quanto para os trabalhadores, a fim de avaliar, priorizar e eliminar os perigos ou reduzir os riscos de SSO.

como identificar um perigo

Como identificar um Perigo?

Os riscos e perigos devem ser identificados de acordo com o contexto da sua organização. Bem como, os incidentes internos ou externos, incluindo emergências e atividades que causam incômodo no entorno.

Podem ser, por exemplo, ruído, odor, dentre outros mais.  Salienta-se que é importante observar a preocupação da norma, não se atenta apenas a segurança do trabalhador, mas a sua saúde também. Sendo assim, todo perigo, psíquico e emocional, precisa ser considerado durante esta avaliação.

Outra novidade é a preocupação com todas as partes interessadas que possuem acesso ao local de trabalho. Assim como visitantes, terceiros e fornecedores, que antes não era considerado no levantamento de perigos e riscos. Além disso, a empresa possui a responsabilidade compartilhada com todos os colaboradores que desempenham atividades para ela.

Dessa forma, o contexto geral, para realizar o levantamento perpassa pela ideia central de que:

O ambiente deve se adaptar ao colaborador e não o colaborador ao ambiente. E quando mencionamos ambiente, podemos entender como as estruturas, maquinários, equipamentos, postos de trabalho, dentre outros.

Portanto, os procedimentos para identificação de perigos e riscos, mencionados na norma, devem conter a Metodologia de Levantamento de Perigos e avaliação dos mesmos.

Conceituando Riscos conforme a ISO 45001:2018

A ISO 45001:2018 conceitua RISCO no item 3.20 como efeito ou incerteza. Sendo considerado como um resultado, consequência, probabilidade ou possibilidade de uma fonte ou situação a ocorrer. Podendo ser um efeito com um desvio esperado positivo ou negativo.

A Norma fala também que a incerteza é o estado, uma probabilidade de uma situação. Mesmo que parcial, de uma deficiência de informação relacionada à compressão ou ao conhecimento de um evento, sua consequência ou sua possibilidade.

Outro ponto importante que a Norma traz, é em relação com os Riscos de saúde e segurança ocupacional – SSO. Sendo a avaliação, consideranda a combinação da probabilidade de ocorrência de eventos ou exposições perigosas relacionadas aos trabalhos. Isto é, execução da atividade ou sua exposição com a gravidade das lesões e possíveis problemas de saúde (318) que podem ser causados por esses eventos ou exposições aos mesmos

 

Viviane Mara Diniz
Consultora de Projetos no Grupo Verde Ghaia
Graduada em Gerenciamento de Projetos

Como associar perigos e riscos com riscos e oportunidades?

 

Gestão de Riscos e Oportunidades.

A nova ISO 45001 traz consigo o conceito de riscos e oportunidades. Da mesma forma, como as versões 2015 das ISO’s 9001 e 14001. Para a gestão da qualidade e gestão ambiental este conceito é mais claro. Isto porque não existem nas mesmas, o risco para o trabalhador. Mas, e na 45001? O que realmente difere o risco ocupacional do risco para um processo ou para o negócio?

Perigos e Riscos ou Riscos e Oportunidades?

A 45001 no requisito 6.1.2.2, fala de avaliação de riscos para a saúde e segurança do trabalho. Além disso, adentra outros riscos para o sistema de gestão de SST. Estes riscos para a saúde e segurança tratam exatamente dos riscos que já estamos habituados. Isto é, são riscos que trabalhamos desde a concepção da OHSAS 18001:2007. Entretanto, há outros riscos para o sistema de gestão como o próprio nome diz, falam do todo. Ou seja, o que pode impactar o sistema, e que pode comprometer toda a organização no que diz respeito a saúde e segurança ocupacional. E, consequentemente trazer malefícios para o negócio.

Ao realizar o levantamento de riscos para a saúde e segurança, podem ser realizadas confusões das oportunidades com os controles operacionais. Portanto, um certo cuidado deve ser mantido pois, nos dois casos estamos falando de prevenção de riscos. Porém, em um dos casos falamos de negócio e em outro falamos de pessoas, trabalhadores.

Tanto em um caso como no outro, devemos ter critérios para quantificar os riscos. E para tal, podemos utilizar a ISO 31000 como guia e as metodologias da ISO 31.010 para quantificação dos mesmos. A quantificação de riscos e oportunidades nos guiará, a fim de saber no que haverá atuação a curto, médio e longo prazo. E será importante a percepção do que está frágil para o negócio naquele momento. Já na quantificação de perigos e riscos para o trabalhador, definiremos critérios que vão desde a probabilidade e severidade de ocorrência para quantificação e definição de controles operacionais. Desse modo, visa-se eliminar ou mitigar os riscos.

É importante lembrar que um conjunto de riscos ocupacionais para o trabalhador pode resultar em um grave risco para o negócio. E por isso, deve-se dar importância das análises de dados. Elas vão nos auxiliar na verificação e apontar se não haverá mudanças nestes riscos. Além de apontar se surgirão novas oportunidades de acordo com a eficácia dos controles operacionais aplicados.

As Análises dos dados: ISO 45001

As análises de dados permitirão a realimentação do sistema de gestão como um todo. Além de contribuir para a tomada de decisões mais assertivas por parte da alta direção. É através dela que a liderança atua.  E daí, a importância de uma boa quantificação de perigos e riscos e de um bom levantamento de riscos e oportunidades.

É imprescindível, ao levantar riscos, não se esquecer dos requisitos legais aplicáveis. O atendimento a estes requisitos, pode trazer a organização diversos cenários. Dentre ele, um no qual a alta direção pode ter alterações no seu direcionamento estratégico. Visto que, há requisitos legais por exemplo, que demandam investimentos, mudanças e podem dar novo rumo aos objetivos da empresa.

A boa gestão de riscos e oportunidades dará às organizações uma visão sistêmica junto ao levantamento de perigos e riscos já existente. Desse modo, as ações poderão ser tomadas de modo preventivo. A tendência é que tenhamos recursos mais planejados. Sejam estes humanos, financeiros, tecnológicos, maior satisfação dos empregados e empregados mais saudáveis. Consequentemente, trazendo mais produtividade à organização. E por fim, menores passivos ao empregador.

É importante ressaltar que, para se atingir tais objetivos, o levantamento de perigos e riscos e riscos e oportunidades deve ser bem feito. E principalmente bem gerido. Uma boa gestão de riscos faz com que a empresa enxergue novos objetivos. E assim, traga os colaboradores para o sistema de gestão de modo assertivo e claro.

E-book sobre a nova versão da ISO 45001:2018

Após a publicação da nova versão da Norma ISO, nossos especialistas elaboraram um E-BOOK, pontuando as principais mudanças. Aproveite o momento e fique por dentro das novidades, acessando nosso BLOG.  Assim, você terá materiais diversos, nos quais nossos especialistas fazem uma breve intrepretação sobre as mudanças, processos e ainda dão dicas de orientação de migração. E claro, sobre relacionados aos diagnósticos.

1 Autora: Daniela Pedroza – Diretora Técnica do Grupo Verde Ghaia.

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Principais Mudanças da ISO 45001

ISO 45001 – Principais mudanças

Conheça a nova versão da ISO 45001

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