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Por que muitas implantações do Sistema de Gestão são falhas? Parte I


 

Implantar Sistema de Gestão e mante-lo, envolve desafios diários!
Entenda mais sobre como se planejar na hora de iniciar esse processo e atingir o objetivo da sua empresa!

Implementando um Sistema de Gestão: Planejamento

Por que muitas implantações do Sistema de Gestão são falhas?

Em alta no mercado, a implementação de Sistemas de Gestão visando certificações internacionais tem se tornado o foco de muitas empresas. Sejam de pequeno, médio ou grande porte, a ponto de já apresentarem esse objetivo em seus planejamentos estratégicos.

Extrapolando uma comum visão inicial, de que a obtenção dessas certificações irá possibilitar a qualificação como fornecedor. Mesmo que seja em algum mercado específico, as organizações estão percebendo que essa busca traz benefícios diversos. Por exemplo:

  • Melhoria de seus processos internos;
  • Redução de impactos ambientais;
  • Redução de acidentes e doenças ocupacionais;
  • Melhoria na relação com órgãos fiscalizadores;
  • Redução de custos para o negócio.

É preciso, porém, compreender que esse processo deve ser muito bem planejado, desenvolvido e acompanhado. Para assim, garantir o sucesso em relação aos objetivos e metas internas, clientes e demais partes interessadas, além dos órgãos certificadores.

Para qualquer que seja a norma escolhida para atendimento aos requisitos do Sistema de Gestão, o sucesso dessa empreitada irá depender diretamente de uma adequada organização e de cada passo da implementação. E que deve se iniciar com um bom planejamento.

Esse planejamento deve envolver toda a alta direção e lideranças da empresa. Estando estas aliadas à uma equipe multidisciplinar. De forma a entender claramente qual a realidade da organização e quais objetivos e prazos envolvidos nessa implementação. Saber o cenário atual da empresa ajudará a entender onde serão necessários mais esforços e tempo desprendidos nas etapas de implementação do Sistema.

Entendendo o cenário atual da organização

Um bom planejamento para implementação de um Sistema de Gestão, inicia-se com um bom diagnóstico da situação atual.

Confrontando as exigências dos requisitos normativos e a realidade atual da empresa, analisa-se nessa etapa o grau de atendimento a cada item das normas. Abrangendo desde a presença da consultoria, de uma empresa especializada em sistemas de gestão. E desde essa etapa auxilia-se, e muito, no sucesso e economia de tempo nas etapas que estão por vir.

Na análise do cenário atual da organização, livre-se de pré-conceitos e pensamentos comuns. Como, por exemplo, o de que “as coisas sempre foram feitas de tal forma. Portanto, está satisfatório”. Um dos grandes ganhos que as normas trazem para as empresas é forçar que todos pensem fora da caixa. E assim, visualizem constantemente formas de melhorar a forma de trabalhar. Consequentemente, há aumento da produtividade, satisfação dos clientes e até mesmo melhorias no clima interno da organização.

Pontos chaves durante a implementação

Pontos chaves durante a implementação

Em geral, os requisitos normativos exigem um bom planejamento estratégico da empresa, O qual desdobra-se em objetivos, metas e planos de ação que darão o norte para atingir os resultados esperados. Além disso, há diversas obrigações relacionadas. Inclusive, aos requisitos legais que precisam ser atendidos e monitorados, ativamente.

Outro ponto forte na implementação de um Sistema de Gestão está nos controles aplicados a cada etapa de processos. Bem como, na tratativa de não conformidades. Nessa etapa, em conjunto com as análises dos resultados atingidos, é possível verificar a maturidade do Sistema implementado e o grau em que é atendido.

Além disso, cada norma a ser implantada traz uma série de documentações específicas. Dentre elas é possível citar, por exemplo:

1. Os levantamentos de riscos e oportunidades presentes nas normas mais atualizadas;

2. O mapeamento de processos e macrofluxos que demonstrem suas interações, fundamentais na ISO 9001;

3. O levantamento de aspectos e respectivos impactos ambientais, envolvendo a perspectiva de ciclo de vida para a ISO 14001;

4. O criterioso levantamento de perigos e riscos associados aos colaboradores nos locais de trabalho. Assim como, os respectivos controles operacionais, exigidos pela recém emitida ISO 45001;

5. A avaliação de usos significativos de energia. Seus respectivos indicadores e programas para melhoria na eficiência energética exigidos pela ISO 50001. Dentre outros pontos.

Por que a implementação pode fracassar?

Por que a implementação pode fracassar?

Outro ponto chave na implementação e motivo de fracasso, em muitos casos, está a cultura da empresa. Isto pois, a empresa deverá passar por mudanças que irão impactar significativamente no sucesso da organização. Está cada vez mais claro, que a criação de toda parte documental da empresa, se não aliada a mudanças comportamentais dos colaboradores, não consegue sustentar uma certificação. São trabalhos diários e intensos de conscientização e envolvimento de todos da organização. 

Assim, é possível garantir uma adequada retroalimentação das informações, o levantamento de oportunidades de melhoria, a redução de riscos. Bem como, a solução de possíveis não conformidades encontradas no dia a dia.

Portanto, mais do que conseguir uma certificação, é necessário ter claro que um Sistema de Gestão. Este precisa estar vivo e funcionando diariamente e, o qual depende diretamente da alta direção, lideranças e demais colaboradores envolvidos.

Deste modo, os requisitos das normas de sistema de gestão apresentam diversas formas de avaliação de atendimento às suas exigências. Podendo citar, por exemplo:

  • Monitoramento de indicadores;
  • Resultados planejados;
  • Avaliação de eficácia;
  • Auditoria interna;
  • Análise crítica;

Portanto, todas as etapas são fundamentais quando se visa uma certificação. No caso das auditorias, vale ressaltar que elas devem ser realizadas por auditores capacitados e experientes que consigam testar o sistema de gestão de forma crítica, criteriosa e imparcial.

Reportando-se à alta direção e às lideranças da organização sobre a situação real em que a empresa se encontra. Bem como, em relação ao atendimento aos requisitos normativos e aos pontos em que serão necessários mais auxílio, para melhoria do sistema.


Leia também:


Fernanda Innecco
Consultora Externa
Engenheira Química Especialista em Segurança do Trabalho


Como o Programa de Compliance pode ajudar no crescimento da organização?


 

O termo compliance teve origem nos Estados Unidos, vinda do verbo em inglês to comply. Significa agir de acordo com uma regra; um procedimento interno; um comando; um pedido ou um acordo.

Buscando sempre a integridade. Já esta palavra vem do latim integritate cujo significado se refere qualidade de alguém ou algo de ser íntegre. Enquanto que no âmbito corporativo, conceitua-se pela capacidade da organização de agir em consonância com sua visão e missão.

Como o Programa de Compliance pode ajudar no crescimento da organização?

Conceitua-se compliance nos âmbitos institucional e corporativo como um conjunto de disciplinas e mecanismos que visam observar, rigorosamente a legislação à qual se submete. Podendo se destacar as políticas e as diretrizes estabelecidas para o negócio. Assim como, pela preservação intacta de sua integridade, detectando e tratando qualquer desvio ou inconformidade que possa ocorrer.

Programa de Compliance e a ISO 45001

Atualmente, vivemos um momento em que a sociedade brasileira reivindica por integridade e transparência nas suas relações. Rejeitando com todo o seu afinco práticas ilegais e antiéticas, adotadas por organizações empresariais, pessoas e instituições. Devido ao alto índice de casos de corrupção que assolaram o país, a falta de segurança pública e educação gerou um sentimento social e político de revolta. Além de uma indiscutível necessidade de mudança urgente no sistema atual. E, diante de intensas pressões sociais e globais, em 1º de agosto de 2013, foi promulgada, no Brasil, a Lei Federal nº 12.846, apelidada “Lei Anticorrupção”.

Esta norma trouxe inovações como a responsabilidade objetiva e penalidades mais rígidas. Consequentemente com maior alcance legal e redução de penas por acordos de leniência e implementação de programas de compliance como forma de mitigação das sanções.

Assim, temos uma proeminente ampliação e aplicação dos programas de compliance nas empresas brasileiras. Incluindo, portanto, as pequenas, médias e multinacionais. Visando, portanto, a garantia de um bom funcionamento das organizações e maior segurança dos colaboradores.

Empresas que aderiram ao Programa de Compliance

Uma pesquisa realizada pela Câmara Americana do Comércio de Belo Horizonte (Amcham BH) em setembro de 2017 comprovou esse crescimento. Este estudo foi realizado com mais de 100 executivos da região. Constatou, portanto, que 70,6% possuem um programa formal de Compliance. Número este que cresceu 30,6% desde a última pesquisa realizada. Neste cenário, a pesquisa apontou que para 65,2% dos executivos, os programas de compliance encontram-se em estágio de implementação.

É possível afirmar que uma organização íntegra é aquela que consegue manter, em toda a decisão e ação, correlação e aderência aos seus princípios e valores. Destaca-se que diante uma ameaça a sua integridade ou situação crítica, a organização deve ter a capacidade de se recuperar e ser resiliente. De tal modo, que consiga reagir rapidamente diante um indício de irregularidade.

Todavia, nem sempre uma organização consegue, a todo momento, se manter íntegra e livre dos perigos e riscos das atividades de todos os colaboradores. Torna-se imperioso a adoção de sistemas de gestão eficazes e um programa de compliance que possibilitem eliminar e reduzir potenciais ameaças a sua integridade.

Neste contexto de programas de compliance e de sistemas de gestão, em 2018 foi publicada a nova ISO 45001, estabelecendo na sua introdução, item 0.3, letra K, in verbis: “k) compliance de requisitos legais e outros requisitos.”

Ao estabelecer compliance de requisitos legais e outros requisitos, há uma notória intenção da norma em criar e manter um ambiente de negócio mais transparente, seguro. Além de se manter mais atento aos ditames legais e acordos estabelecidos.

Gestão de Compliance: abordagem baseada no Risco

A ISO 45001 estabelece os requisitos necessários para que as organizações possam se precaver de potenciais riscos à saúde e segurança dos colaboradores. Trazendo consigo mecanismos, tais como, política, procedimentos, treinamentos, comunicação, monitoramento e auditorias. Dessa forma, a empresa obtém mais aderência as regras e aos objetivos estratégicos da organização.

Se a empresa alinhar o sistema de gestão de saúde e segurança a um programa de compliance é possível diminuir consideravelmente a exposição e assunção de responsabilidade da Alta Direção, por comportamentos ilegais e inseguros dos seus colaboradores.

Dessa forma, uma organização em compliance obtém significativos benefícios na sua gestão. De modo que seja possível, preservar a integridade civil e criminal, aumentando a eficiência e diminuindo a incidência de fraudes e não conformidades. O que de certo modo, torna seu negócio mais atrativo no mercado. Além dos ganhos, da satisfação dos colaboradores e da fidelização dos clientes o que contribui no melhorando do ambiente organizacional.

Portanto, conclui-se que há um movimento econômico e social ampliando os conceitos de programas de compliance integrados. Além de ter também, os de sistemas de gestão de saúde e segurança das empresas possibilitando a alta direção decidir-se. Estando esta porém, sempre pautada pela ética, integridade e respeito aos trabalhadores e a sociedade como um todo.


Marcela Guaracy
Gerente Jurídica no Grupo Verde Ghaia


Referências Bibliográficas:
NR 28 – FISCALIZAÇÃO E PENALIDADES
ISO 45001 Sistema de Gestão de Saúde e Segurança ocupacional
COMPLIANCE GUIA PARA AS ORGANIZAÇÕES BRASILEIRAS, Edição Junho de 2016 publicado por OAB/MG e pelo Instituto Mineiro de Mercado de Capitais – IMMC.
Revista Exame: A Importância do Compliance


Acabe com suas dúvidas sobre a ISO 9001:2015


 

A Migração e Implementação da nova versão da ISO 9001:2015, está chegando ao fim. Com isso, os serviços de consultoria estão sendo super disputados no mercado.

Deivison Pedroza, Ceo do Grupo Verde Ghaia, comentou em um dos nossos posts sobre o assunto. E ainda deu dicas, para aquelas organizações que estão correndo atrás do tempo. E uma de suas dicas é a facilidade de se fazer implementação e migração através de Consultoria Online, devido a agilidade e redução de custos.

Acabe com suas dúvidas sobre a ISO 9001:2015

DÚVIDAS SOBRE A ISO 9001:2015 

A Verde Ghaia sempre foi adepta à Tecnologia, participando de muitos eventos sobre inovação e empreendedorismo. Portanto, para o Grupo quando se fala em consultoria online, estamos falando de redução de gastos, significativos. Contudo, mantendo a mesma qualidade de credibilidade de uma consultoria presencial.

Através dessa nova metodologia, muitas organizações têm aderido à consultoria Online. Principalmente as micro e pequenas empresas, pois perceberam a possibilidade de serem competitivas no mercado. Além disso, se conscientizaram que a certificação é muito mais que um papel dependurado na parede. É uma forma de viabilizar os processos internos e externos de maneira organizada, em conjunto com um plano de gestão eficiente e ágil, contribuindo para o crescimento da sua organização.

Apensar de ser um processo comum, ainda existem muitas dúvidas. Vale a pena conferir nosso post sobre o pós e os contras de uma consultoria 100% Online.

Perguntas feitas aos nossos Consultores

Com a nova versão da ISO 9001:2015, a caixa de e-mail dos nossos consultores ficaram lotadas. Além disso, o nosso chat choveu de perguntas. Com isso, pensamos em fazer tira dúvida para os nosso leitores. Afinal, essas perguntas podem também, fazer parte das dúvidas de vocês.

Confira: Como solucionar 13 dúvidas sobre a ISO 9001. Nesse link, você encontra perguntas e respostas sobre os mais diversos procedimentos. Tais como, certificação, indicadores, auditoria, plano de ação, Risco e oportunidades e muito mais. Aproveite par esclarecer suas dúvidas e realizar práticas mais assertivas.

Quer saber mais sobre as novas versões das normas?
Confira o material orientativo que a equipe de Consultoria Técnica e Jurídica da Verde Ghaia preparou:

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Requisitos de Competência e Conscientização


 

As normas de gestão trazem consigo os requisitos de competência e conscientização. Mas qual a diferença entre eles? Eles possuem correlação?
Posso atender aos dois com as mesmas evidências?

Requisitos de Competência e Conscientização

Requisitos de Competência e Conscientização - Normas de sistema de gestão

Estas perguntas são muito comuns. E elas podem ser sanadas apenas com o conceito que as normas trazem para o sistema de gestão. Porém, na prática, a maioria das organizações ou confunde uma coisa com a outra. Ou então, cumpre um mais do que o outro, ou em alguns momentos cumprem somente o requisito de competência.

Primeiramente, precisamos entender que são coisas distintas. A competência se refere apenas ao necessário. Deste modo, pode exercer a função para qual o indivíduo tem designação, dentro da empresa. Isto é, se a pessoa é competente, irá acarretar em formação, ou simplesmente o que se aprende em escolas, treinamento adquirido ou experiência. Podendo, portanto, ser evidenciada pela bagagem adquirida no mercado de trabalho através de currículos, carteira de trabalho. E em alguns casos, provas que as organizações utilizam para medir o nível de experiência e conhecimento adquirido pelo funcionário.

Ao contrário, a conscientização traz um conceito mais voltado para o comportamento do indivíduo. Valorizando o exercer de sua função. A conscientização promove uma sensibilização no trabalhador e faz com que ele leve para si e não somente para a organização (função) aquilo que aprendeu.

O que é mais difícil: Requisitos de competência ou conscientização?

Não há dúvidas de que conscientizar. Por mais simples que seja o conceito, é bem mais complicado do que treinar. Esta dificuldade se dá principalmente porque para conscientizar é preciso convencer. E para convencer, há necessidade de mexer com tudo o que o empregado já aprendeu. Isto é, modifica-se tudo, seu comportamento em casa, em empregos anteriores ou até mesmo na própria organização. E assim, se vê necessária uma mudança.

A conscientização requer mudanças de cultura. E isso pode exaltar indivíduos que se adaptam ou não. É bem comparado à questão de seleção natural que aprendemos em biologia na escola. Em outras palavras, se nos adaptamos, temos bons resultados. Mas se não, infelizmente aquela cultura não será aceita, aderida. E os prejuízos para a empresa e para o empregado podem ser muitas vezes irreversíveis. Por isso, conscientizar muitas vezes pode significar educar.

Assim como se faz com as crianças em fase de aprendizado, quando se explica o porquê e as consequências ao se ter determinadas atitudes.

Já o treinamento. Como estamos condicionados a fazer aquilo que está determinado no procedimento, já é uma atividade padronizada. E, requer interfaces com máquinas, equipamentos e materiais. Desse modo, acabamos realizando de forma mais habitual. Isto acontece porque, muitas vezes, o treinamento somente reforça o que fazemos no dia a dia.

Avaliação de Eficácia

O que é mais difícil: Requisitos de competência ou conscientização?

O que precisamos lembrar é a questão da avaliação de eficácia. Esta se dá somente em relação a treinamentos segundo as normas ISO 9001, 14001, OHSAS 18001 e ISO 45001, que entrará em vigor, brevemente. Tudo de forma registrada pelos gestores. No entanto, isso não quer dizer que não há avaliações de eficácia para conscientização. Mas esta se dá muitas vezes através de auditorias internas, análise de indicadores e até mesmo avaliações de desempenho.

Portanto, é necessário que seja tratado de forma distinta a questão dos Requisitos da competência e conscientização. Posto que, cada uma tem sua importância dentro dos sistemas de gestão.

Por exemplo, no sistema de gestão de SSO e meio ambiente, a conscientização tem muito mais valor do que muitos treinamentos não obrigatórios. Já para o sistema de gestão de qualidade, os treinamentos com suas avaliações de eficácia registradas são fundamentais para o bom desenvolvimento da organização. Assim como, para a prevenção de não conformidades.

Tem alguma dúvida sobre os Requisitos de Competência e Conscientização. Assista ao nosso Webinar sobre Auditoria de Requisitos e aprenda mais!


ISO 45001:2018 – Métodos para Consulta e Participação dos Trabalhadores


 

Publicação ISO 45001:2018.

ISO 45001 – Sistema de gestão de saúde e segurança ocupacional – foi publicada em maio como atualização da OHSAS 18001:2007.  Sua proposta é ressaltar ainda mais a participação do trabalhador.  Uma vez que este é primordial para o sucesso do SSO. E como prova disso, há vários itens da norma que incluem os trabalhadores como personagem principal.

Eles são destacados no próprio título dos requisitos. Tais como no item “4.1 – Compreensão das necessidades e expectativas dos trabalhadores e outras partes interessadas”. Isto significa, portanto, que o trabalhador é a principal parte interessada do Sistema de Gestão de SSO. Já no item “5- Liderança e participação dos trabalhadores”,  a participação dos trabalhadores é tão importante quanto o envolvimento da Alta Direção e das Lideranças neste sistema.

Verde Ghaia elaborou este conteúdo que te dará algumas dicas de formas de incentivo para participação dos trabalhadores. Além de exemplificar, como e quando os mesmos podem ser consultados. E quais informações documentadas devem ser mantidas.

Participação dos Colaboradores: ISO 45001:2018

O colaborador é um dos termos mais citados nesta norma. E devido à sua importância, possui um item da norma exclusivo para ele: “Consulta e participação dos trabalhadores”. Dentre os itens que o destacam estão:

5.1 – Liderança e comprometimento,
5.2 – Política,
6.2 – Objetivos do SSO e planejamento para alcança-los,
9.3 – Análise crítica pela Direção e o item 5.4 – Consulta e participação dos trabalhadores, que trata exclusivamente deste tema.

Demonstra-se, no entanto, que a organização terá que criar formas que incentivem os colaboradores. Pois, estes devem participar e se sentirem parte principal do Sistema de Gestão de SSO. Assim, é possível reter o máximo de informação documentada dessas ações.

Uma dica valiosa para melhor entendimento dos requisitos das normas é a leitura de seus anexos. São eles que trazem explicações que auxiliam na criação de métodos para atendimento a um determinado item. Ao longo de toda a norma ISO 45001:2018, sempre que cita “a consulta e participação dos trabalhadores”, cita também “quando houverem, do representante dos trabalhadores”. Ou seja, pode ser que a organização tenha um representante dos trabalhadores mas, este personagem não é obrigatório para cumprimento de nenhum requisito da norma.

Entretanto, a eleição de um representante dos trabalhadores já é uma forma de centralizar em um responsável as demandas referentes à Consulta e participação dos trabalhadores. Isto não quer dizer, que somente o Representante dos Trabalhadores será consultado nas tomadas de decisões referentes ao Sistema de Gestão de SSO. Ao contrário, o Representante dos Trabalhadores será responsável por consultar os colaboradores pertinentes a um determinado assunto. E assim, garantir o anonimato dos mesmos, sempre que possível. Além de assegurar total segurança da informação para que os colaboradores não se sintam ameaçados. Tais como as ameaças de demissão, ação disciplinar e/ou outras represálias.

Ações que representem os Colaboradores

Lembrando que, em hipótese alguma, as ações de represália deverão cair sobre o Representante dos Trabalhadores. De acordo com a norma, a represália simplesmente não pode existir na organização. Além disso, o Representante dos Trabalhadores deverá ter condições de realizar essas atividades dentro do seu horário de trabalho. Este não pode ser obrigado a trabalhar mais que o seu horário para realizar as ações de participação e consulta dos trabalhadores.

Por exemplo, para identificação dos riscos e oportunidades associados ao levantamento de perigos e riscos, o Representante dos Trabalhadores pode se reunir com um trabalhador de cada setor para ajudá-lo na identificação. E, assim estabelecer intervalos planejados para ouvir outros colaboradores do mesmo departamento, garantindo maior efetividade no seu levantamento. Para essas reuniões, o Representante da Direção pode elaborar um documento simples ressaltando os apontamentos de cada colaborador, sem indicar o nome dos mesmos.

Caso a organização opte por não escolher um Representante dos trabalhadores, a mesma poderá definir um. Sendo que, deve-se estar dentro das responsabilidades e autoridades para cumprimento de cada item, de modo que os próprios responsáveis executem os processos de consulta e participação dos trabalhadores. Desde que, possam sempre garantir que as ações de represália não aconteçam. Isto é, em nenhuma hipótese podem acontecer as represálias.  O ideal é que os responsáveis sejam pessoas em quem os trabalhadores confiem. E que possuem bom relacionamento em todos os níveis da organização.

Métodos para Consulta e Participação 

Outra forma de garantir que a Consulta e participação dos trabalhadores seja efetiva é ouvi-los. Assim, é possível saber se atualmente existem obstáculos e/ou barreiras que impeçam que os trabalhadores participem do Sistema de Gestão de SSO de forma plena. A remoção e minimização de barreiras e obstáculos é um dos deveres da organização. Estes são citados na Norma ISO 45001:2018, item 5.4 e pode ser comprovado seu cumprimento através da criação de planos de ação para os obstáculos e barreiras identificados. Com certeza a remoção e/ou minimização destas barreiras e obstáculos irá proporcionar um maior sucesso na Consulta e participação dos trabalhadores. Assim como, em todos os demais itens que forem necessários.

Um item em que a consulta e participação dos trabalhadores não pode mesmo ficar de fora é o mapeamento das necessidades e expectativas das partes interessadas. Como a norma já ressalta, o trabalhador é a principal parte interessada do Sistema de Gestão de SSO. Por isso, compreender suas necessidades e expectativas é essencial. I

Para isso, pode-se realizar uma conversa informal, descontraída ou, por exemplo, numa dinâmica em que os trabalhadores sejam incentivados a mencionar aquilo que, na opinião deles, “não pode faltar na empresa. Ou até mesmo citar situações que os impedem de trabalhar bem” (necessidades) ou “quais os seus sonhos e como a organização pode ajudá-los a realizar” (expectativas). Lembrando que alguém deve registrar tudo. E logo em seguida, reter informação documentada deste momento. Em todos os casos mencionados, o ideal é sempre ter um ambiente descontraído. De modo que, o colaborador tenha mais liberdade de falar aquilo que realmente sente.

Colaborador: personagem principal

Sendo assim, o ideal é que desde o trabalhador que acabou de ser contratado, até aqueles que são mais “antigos de casa”, devem perceber que a cultura da sua organização é diferente. E, que eles percebam o valor dado a eles pela organização. Independentemente de seu cargo, idade, religião, grau de formação, cor, opção sexual ou qualquer outra característica. Desse modo, o colaborador deverá ser capaz de se enxergar como personagem principal deste Sistema de Gestão. E que a construção desse SG de SSO, deverá ser construído junto.

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Bianca Rubia Braz Moreira
Consultora de Sistema de Gestão Integrado
Engenheira ambiental e sanitarista, com especialização em legislação ambiental e tratamento de resíduos e efluentes


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