Arquivos sistema de gestão | Grupo Verde Ghaia
×

Integrando os elementos das três normas: ISO 9001, ISO 14001 e 45001


 

Um sistema de gestão integrada é aquele que trata os elementos comuns a todos os sistemas de uma forma integrada, mas respeitando-se e assegurando-se o cumprimento dos requisitos específicos e particulares de cada sistema independente.

Para efeito de integração, tomar-se a estrutura da norma ISO 9001, pelo fato de exatamente a mesma estrutura da norma 14001 e por esta estrutura ser absolutamente compatível com a norma ISO 45001.

Princípios do Sistema de Gestão Integrada

Os princípios que regem o sistema de gestão integrada são os seguintes:

Contexto da organização: onde a organização apresenta as questões internas e externas, bem como as necessidade e expectativas das partes interessadas relacionadas.

Sistema de gestão e a interação dos processos: As normas define que a organização inclua os processos e suas interações.

Política:A organização deve estabelecer uma política integrada que a busca atender por exemplo, a satisfação das necessidades de seus clientes, a proteção do meio ambiente e preservação da poluição, a eliminação de perigos e redução de riscos de SSO. Deve assegurar o seu cumprimento e estar comprometida com o Sistema de Gestão Integrada.

Gestão de riscos e oportunidades: A organização vai levantar os riscos e oportunidades do negócio da organização e também do Sistema de Gestão Integrado. Para atender este item normativo recomenda-se utilizar a Matriz SWOT: Forças e Fraquezas (ambiente interno) e Oportunidades e Ameaças (ambiente externo).

Planejamento: Um plano para cumprir a política integrada definido:

1. Identificação de modos de falha e seus efeitos, aspectos e impactos ambientais, perigos e riscos à segurança e saúde do trabalhador;

2. Estabelecimento de objetivos e metas para qualidade, desempenho ambiental e saúde e segurança ocupacional.

3. Desenvolvimento de planos de ação associados aos alcances dos objetivos e metas estabelecidos.

Implementação: A organização deve capacitar as pessoas envolvidas e prover os mecanismos de apoio necessários à efetiva implementação das ações planejadas.

Avaliação de desempenho: A organização deve mensurar, monitorar e avaliar seu desempenho quanto aos elementos do sistema de gestão integrada.

Análise Crítica e Melhoria:A organização deve avaliar criticamente e aperfeiçoar continuamente seu sistema de gestão integrada para melhorar seu desempenho nos requisitos da qualidade, do meio ambiente, da saúde e segurança ocupacional.

Fortalecimento do Sistema de Gestão

Objetivo de um sistema de gestão integrada é de fornecer à organização meios para se planejar, desenvolver, verificar e corrigir, avaliar criticamente e melhorar as atividades relacionadas como por exemplo: Qualidade de produtos, atividades e serviços; Aspectos e impactos ambientais; Saúde e segurança no trabalho.

Visando o atendimento de requisitos legais, requisitos de outras partes interessadas e a melhoria contínua do desempenho organizacional.

Política integrada do SG

Deve ser estabelecida e mantida uma política integrada quanto à qualidade, meio ambiente, saúde e segurança ocupacional, autorizada pela alta administração da organização que claramente estabelece objetivos globais desempenho e comprometimento quanto a busca da satisfação plena das necessidades dos clientes.

Tendo uma visão mais ampla da política integrada, espera-se que a organização cumpra a legislação e outros requisitos subscritos, melhore continuamente o desempenho da qualidade, meio ambiente, da saúde e segurança ocupacional e busque satisfazer os anseios das partes interessadas.

Ganhos com a integração

São inúmeros os ganhos com a integração dos sistemas de gestão. Dentre os quais, pode-se destacar:

Simplificação: A integração permite que a documentação gerada, principalmente normas, procedimentos e instruções operacionais, seja racionalizada. Evitando duplicidade de documentos e, principalmente, conflitos e ambiguidades entre eles.

O menor número de documentos, por sua vez, permite um controle mais simples e efetivo, demando menor tempo para a atividade, menor necessidade de mão-de-obra, menor consumo de recursos de informática ou recursos gráficos e, consequentemente, menor custo.

Com os recursos humanos, a integração dos sistemas de gestão permite um controle mais simples e efetivo, demandando menor tempo para a atividade, menor necessidade de mão-de-obra para elaboração de documentos, menor tempo com a gestão global do sistema, menor consumo de recursos de informática ou recursos gráficos, menor consumo de recursos naturais: energia, papel.

Porém, o ganho mais expressivo reside no fato de um sistema integrado permitir a todos os funcionários da organização – gerentes, operários, colaboradores, auditores internos e etc uma visão global das atividades. Cada funcionário passará a enxergar sua atividade como parte integrante de um sistema mais amplo, conhecendo as várias relações de causa e efeito nela envolvidas. Cada funcionário poderá, também, perceber que o desempenho organizacional requer um bom desempenho de todas as atividades e de todos os funcionários da organização quanto a todos os fatores relacionados a qualidade, meio ambiente, saúde e segurança ocupacional no trabalho.

Conheça o SOGI: ferramenta essencial para gestão de normas!

Implantação, Certificação e Manutenção

Há também ganho financeiro com a redução de custos de implantação, certificação e manutenção.

Redução acentuada dos custos de avaliação e análise inicial, elaboração, análise crítica, aprovação, distribuição e controle de procedimentos, uma vez que a ampla maioria da documentação estará integrada, exceto aqueles documentos estritamente específicos e técnicos, o volume total de documentos a serem gerados caíra aproximadamente, segundo estimativa não comprovada, em 50%.

Redução dos custos de treinamento para sensibilização, conscientização e formação dos funcionários. Com a documentação integrada será possível a preparação e aplicação de treinamentos mais abrangentes, que forneçam uma visão integrada das atividades da organização.

Tais treinamentos, mesmo sendo mais eficazes, demandarão menor tempo de elaboração e aplicação. Também a avaliação de eficácia dos mesmos será favorecida, já que poderão ser criados mecanismos que também façam a avaliação de forma integrada.

Leia também:


Por que o SGI oferece respostas mais efetivas a sua gestão?


 

O sistema de gestão da qualidade, meio ambiente e da saúde e segurança ocupacional fazem parte do sistema integrado das empresas cujo objetivo é oferecer respostas mais efetivas e apropriadas para a melhoria do desempenho global da organização. Pode-se facilmente perceber que os resultados dos negócios dependem da integração e harmonia dos fatores.

Produtos e serviços

Para ser bem-sucedida e garantir a sobrevivência da organização é preciso fornecer produtos e serviços que atendam às necessidades explícitas e implícitas das pessoas. Os requisitos para tal atendimento são: qualidade; entrega no local certo, na quantidade certa e na hora certa, preço condizente a qualidade, assim como segurança e moral.

Uso ativo do dinheiro, tecnologia e posição no mercado

A gestão financeira da organização tem que ser eficaz, de tal forma que ela se torne capaz de saldar seus compromissos com fornecedores, colaboradores e o Estado. E também capaz de assegurar lucros para as organizações aprimorarem seus processos operacionais.

O uso da tecnologia é elemento extremamente importante para ajudar a organização a se manter numa posição mercadológica vantajosa, isto é, frente a seus concorrentes. Além disso, a implantação de metodologias agéis e de recursos tecnológicos ajudam na disputa competitiva, no qual será possível oferecer produtos melhores e com custos significativamente menores.

Outro fator, é a posição no mercado, parte extremamente importante, uma vez que todos os concorrentes estão trabalhando para conquistar seu espaço no mercado. Neste contexto, estratégias de propaganda e marketing são fundamentais para ampliar vendas, apresentar vantagens competitivas, apresentar valor agregado e, assegurando a sobrevivência da organização.

Relações Humanas

A base de toda organização são seus colaboradores. Sendo cada um deles responsável por sua tarefa diária, que vai desde a aquisição de mercadorias até a entrega do produto ou serviço ao cliente. Neste contexto, cabe à organização criar, continuamente, um ambiente propício ao bom desempenho, através do respeito às pessoas, da satisfação de suas necessidades básicas, da garantia de ume livre de riscos, ferimentos, doenças ou quaisquer outros danos.

A segurança é um fator importante que influencia o desempenho e a produtividade das pessoas. Desse modo, ela deve ocupar lugar de destaque e ser tema do planejamento e decisões estratégicas da organização.

Relações com fornecedores e clientes

Qualquer organização só existe para satisfazer os anseios de seus clientes, entregando produtos e/ou serviços condizentes a expectativa deste. Tal satisfação só será assegurada por um elevado nível de qualidade de toda a cadeia organizacional: desde os fornecedores, passando por todas as etapas do processo produtivo, até a entrega do produto e/ou serviço ao consumidor.

Por melhor que possam ser os projetos e os processos produtivos, a qualidade jamais será satisfatória se os produtos e/ou serviços recebidos não forem alto nível de qualidade.

A organização deve estabelecer com fornecedores e clientes uma relação de parceria, confiança e, por consequência, gerando um relacionamento de longa duração. Esta relação se caracteriza pelo fato, de que todas as partes ganham com esse relacionamento e assim, assegura-se a sobrevivência de ambos, por um longo prazo.

Meio ambiente e processos

É do meio ambiente que todas as espécies vivas tiram os elementos necessários à sua sobrevivência. Os recursos naturais devem ser usados de maneira racional, causando o mínimo impacto possível, tomando os todos os cuidados necessários para não comprometer as gerações atuais e futuras. Além disso, com o aumento da poluição e com o esgotamento de vários recursos naturais, a legislação ambiental, na ampla maioria dos países, vem se tornando cada vez mais exigente e restritiva, imputando a quem degrada o meio ambiente severas penalidades.

Os desafios ambientais, se não forem tratados com a devida atenção, pode se tornar uma fonte de aumento de custos, perda de competitividade, uma vez que podem estar associadas a imagem da organização como poluidora e destrutora do meio ambiente. A imagem da organização, vista pelo mercado, podem refletir diretamente na inviabilização do negócio, como, por exemplo, cassação do direito de operar.

Toda organização é constituída de uma série de processos, são eles os responsáveis por tudo, de benéfico ou adverso, que a organização produz. Os processos devem ser continuamente monitorados, a fim de se avaliar as condições de operação, determinando se continuam atendendo aos requisitos especificados, se continuam apresentando somente riscos toleráveis às partes interessadas, se continuam produzindo impacto ambiental insignificante, se continuam operando dentro do custo esperado.

O monitoramento contínuo permite a identificação de tendências que poderá levar à futuros desvios operacionais.

A gestão dos negócios a partir de uma abordagem por processos, permite que encontrar falhas nos processos e não culpados. Fica, portanto, claro que todos os sistemas da organização são apenas meios para o alcance da missão.

É, então, imperativo que todos coexistam de forma integrada e harmônica, cumprindo cada qual a sua missão e assistindo e suportando aos demais sistemas para que se cumpram as suas.


Leia mais sobre Gestão Integrada das Normas ISO


Quais as vantagens em se padronizar os Processos da organização?


 

Num mundo globalizado, como o atual, a uniformização da linguagem empresarial é fator de extrema importância. As grandes organizações, responsáveis pelo fornecimento de uma imensa gama de produtos e serviços, já não mais se limitam a operar em um único país. São, na sua ampla maioria, Empresas Internacionalizadas, operando em todos os continentes, lidando com quase todas as culturas, vivendo cotidianamente em diferentes cenários socioeconômicos.

Nesse contexto, a padronização ou normalização torna-se um elemento essencial, pois permite que pessoas diferentes, de culturas, crenças, hábitos e línguas diferentes, vivendo em países diferentes, possam se comunicar de modo claro e eficaz, compreendendo, assim, a Visão e os Valores da Organização na qual trabalham e materializando, desse modo, a sua Missão.

O presente artigo terá como objeto contextualizar a padronização de produtos, serviços, métodos de ensaio e, por último, os sistemas de gestão. Entretanto, falar de padronização, como poderá ser visto a seguir, é extremamente difícil sem analisar a evolução dos modos de produção.

A História da Padronização dos Processos

https://www.youtube.com/watch?v=akPZBXqapzc

Para se entender tal evolução a indústria automobilística, definida como a “indústria das indústrias”, em 1946, por Peter Drucker, será tomada como base dos estudos, uma vez que ela é o ramo de atividades que movimenta o maior volume de riquezas no mundo atual e que, por duas vezes no século XX, transformou por completo a concepção de como se produzir bens. Mudando, consequentemente, os modos de consumir, de trabalhar, de comprar, de pensar e, porque não dizer, o modo de viver das pessoas.

Contudo, a transição da produção artesanal para a produção seriada ou industrial, provocada por Henry Ford no início do século XX, só foi possível com a padronização dos desenhos e execução das peças bem como a padronização dos sistemas de medição. Permitindo, assim, a produção de peças intercambiáveis que pudessem ser facilmente montadas dispensando qualquer tipo de ajuste.

A evolução da indústria no século XX foi também acompanhada pela evolução dos referenciais normativos. A necessidade de manter um sistema de normas capaz de suprir as demandas crescentes da indústria fez com que inúmeras entidades técnicas se aprimorassem e que novas entidades fossem criadas com o intuito de elaborar e difundir padrões técnicos aplicáveis a produtos, ensaios, serviços e sistemas de gestão.

O modo industrial de produção, além de provocar evolução dos padrões normativos, criou novas profissões, novas atividades e novos modos de administração dos negócios. Profissões altamente especializadas surgiram e a divisão do trabalho ganhou uma proporção nunca antes imaginada. O modo de produção criado por Henry Ford foi rapidamente copiado, inicialmente nos Estados Unidos, pela General Motors e Chrysler, e posteriormente na Europa, pela Volkswagen, Fiat, Citroen, Renault, etc.

Além de se tornar hegemônico na indústria automobilística, o Fordismo ou just-in-case foi amplamente difundido em vários outros ramos empresariais e, ainda hoje, quase um século após sua criação, continua sendo empregado por inúmeras empresas.

Entretanto, tal modelo de produção não foi capaz de ser aplicado com sucesso em todos os países do mundo. Para solucionar problemas para os quais o Fordismo se mostrou impotente, Taiishi Ohno e Eiji Toyoda criaram, no Japão, após a Segunda Grande Guerra, um novo modelo de produção, conhecido atualmente como just-in-time ou Toyotismo, por ter sido criado na Toyota.

Este modelo teve o mérito de conseguir os mesmos volumes de produção do Fordismo, aliado a uma ampla variedade de produtos oferecidos, a menores níveis de estoques, a um nível de qualidade extremamente superior, a um tempo de produção expressivamente reduzido e, por consequência, um custo de produção muito mais baixo.

Enquanto o Fordismo funcionou com a idéia de “empurrar” a produção ao cliente, o Toyotismo tomou por opção o fluxo oposto: fez com que o cliente passasse a “puxar” a produção para si, ou seja, o processo produtivo inicia-se somente no momento em que o cliente efetua o pedido de compra do produto. Nesse ponto, percebe-se que o segundo modelo de produção tem necessidade de focalizar todos seus esforços na busca da satisfação plena dos clientes.

Visando vencer o desafio da Satisfação Plena das Necessidades dos Clientes, os japoneses implantaram, após a Segunda Guerra Mundial, um sistema de gestão, idealizado pelo americano W. Edwards Deming, chamado de TQC – Total Quality Control. Tal sistema viria, na década de 70, a transformar o Japão numa das mais competitivas nações do planeta e a sua indústria num modelo mundial de eficiência, e logo empresas em todo o mundo passaram a segui-lo ou a implantar sistemas de gestão parecidos com ele.

É neste cenário que, na década de 80, a ISO – International Organization for Standardization, que até então só havia publicado normas técnicas aplicáveis a produtos e métodos de ensaios, publicou uma série de normas genéricas de gestão – a ISO 9.000. Tal série de normas veio trazendo diretrizes e requisitos para a criação e manutenção de sistemas de gestão da qualidade certificáveis por entidades publicamente reconhecidas que atualmente é utilizada a ISO 9001:2015.

Problemas do Sistema de Gestão: Gerenciamento dos processos

Porém, a evolução da maneira de produzir e trabalhar trouxe consigo problemas que os sistemas de gestão da época eram incapazes ou não tinham interesse em resolver: a poluição ambiental e os problemas de saúde e segurança ocupacional no trabalho.

A poluição crescente do ar; do solo e das águas; o uso descontrolado das reservas naturais, ameaçando o esgotamento dessas; os inúmeros acidentes ecológicos; o efeito estufa; a destruição da camada de ozônio, entre outros eventos, fizeram com que cientistas de diversos países fizessem previsões nada animadoras sobre o futuro do planeta. Essa realidade fez com que a sociedade se mobilizasse e tomasse medidas no sentido de reverter tais tendências.

Além das mudanças no Meio Ambiente, pessoas de todo o mundo também sentiram os efeitos das mudanças do modo de trabalhar, termos como doenças ocupacionais, por exemplo a L.E.R. – Lesão por Esforços Repetitivos, tornaram-se comuns e a legião de inválidos e mutilados provocados por acidentes de trabalho aliados aos altos custos para tratamento de doentes e acidentados e para indenizá-los fizeram, mais uma vez, com que a sociedade organizada se movesse para evitar tais situações. Com esta orientação a BSI – British Standards Institution – criou, na década de 90 a norma BS 8750, que mais tarde passaria a ser chamada de BS 8.800, que trouxe diretrizes e requisitos para a criação e manutenção de sistemas de gestão da saúde ocupacional e segurança no trabalho. Em função da crescente demanda por uma norma internacional quanto a saúde e segurança no trabalho, inúmeras entidades certificadoras e outras normalizadoras, como por exemplo a ISO 45001:2018.

Portanto, existem empresas implementando sistemas de gestão independentes para a qualidade, para o meio ambiente e para a saúde ocupacional e segurança no trabalho. Obtendo para cada sistema certificação independente.

Tal independência entre os sistemas teria, entretanto, um custo elevado, uma vez que cada sistema iria requerer a criação de vários documentos específicos, muitos deles podendo ser repetitivos entre os diferentes sistemas; várias pessoas trabalhando de forma não integrada, fazendo, algumas vezes, tarefas duplicadas; várias auditorias para certificação e manutenção dos certificados.

Porém, há uma alternativa para simplificar a Gestão da Empresa e reduzir custos: a criação de um sistema de gestão único e integrado, capaz de entender e criar soluções para as necessidades de todas as partes interessadas – acionistas, empregados, fornecedores, clientes e vizinhos permitindo que a organização atue de forma rentável e competitiva, fornecendo produtos de qualidade a seus clientes, sem agredir ao meio ambiente e aos funcionários.

O nível de desenvolvimento atingido pela humanidade jamais teria ocorrido se o homem não tivesse criado e adotado inúmeros padrões, tais como os de moradia, os de alimentação, os de caça e pesca, os de cultivo, os de comportamento. Mas o que são padrões? Como eles se aplicam às organizações?

Por que as Normas ISO são importantes para padronizar seus processos?

https://www.youtube.com/watch?v=gnBxag5U9bw&t=295s

Se uma pessoa desempenha determinada atividade de modo simples e eficaz a tal ponto que as outras pessoas que estão à sua volta se convençam de ser esse o melhor modo de desempenhar tal atividade e, espontaneamente, passem a executar essa tarefa da mesma forma, pode-se dizer, então, que o modo de executar a referida tarefa foi padronizado.

Quando as tarefas, a serem desenvolvidas pelo grupo, são suficientemente simples ou pequeno, os padrões costumam não ser documentados, eles são transmitidos verbalmente e através do convívio diário – o conhecimento é transmitido de pai para filho. No entanto, padrões desse tipo são extremamente antigos.

Porém, quando a complexidade das atividades e a quantidade de pessoas envolvidas aumentam, como numa empresa, os padrões devem ser documentados para assegurar a uniformidade de cada tarefa executada e, por consequência, uniformidade dos resultados.

Pode-se, portanto, conceituar padrão como sendo um documento aplicável sobre um produto ou serviço, método de ensaio e inspeção, uma atividade específica, uma sequência ou conjunto de atividades, uma ou mais pessoas, que define de modo claro:

  • O porque de sua aplicação.
  • O que deve ser feito.
  • Quais são os resultados esperados.
  • Quem é responsável por cada atividade.
  • Quando cada atividade deve ser executada.
  • Onde as atividades devem ser executadas.
  • Como se executa a atividade.

Um padrão é, portanto, uma referência para a execução de uma tarefa ou a produção de um bem ou serviço. É um elemento de comparação – blocos-padrão para calibração de instrumentos de medição, um padrão monetário, um padrão visual para cor ou forma, etc. Como tal, um padrão necessita sempre ser claro e simples o suficiente para que possa ser entendido e seguido por todos a quem se aplica – deve ser escrito de forma que atenda ao usuário, deve ser capaz de eliminar quaisquer dúvidas que este venha a ter.

Para alguns profissionais, o documento estabelecido para uniformizar uma prática, a fim de se buscar os melhores resultados possíveis deve ser chamado de padrão, uma vez que a adesão a ele é espontânea e as pessoas o fazem por se convencerem das vantagens advindas desta. Portanto, eles não utilizam a palavra norma para caracterizar tal documento. Para eles, norma tem a ver com regras, leis, imposição de algo a ser feito por alguém.

Padrões servem para assegurar o cumprimento de Requisitos

Salienta-se que os padrões são estabelecidos pelas organizações para assegurar o cumprimento de requisitos legais e contratuais, uma vez que estes são impostos pelo Estado, pelo cliente ou qualquer órgão competente. Por exemplo, os padrões de emissão de vapores, gases e efluentes líquidos. Mesmo a principal instituição responsável pela padronização em nível nacional, a ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas – não ha diferenciação das terminologias padrão e norma. Para efeito do presente artigo, tal diferenciação também não será considerada, portanto, pode-se entender padrão e norma da mesma forma.

É, importante destacar que a decisão de implantar um sistema de gestão baseado nos padrões internacionais, como, por exemplo, ISO 14001, é de competência exclusiva da empresa. Ela é que determinará quando e se assim a desejar.

Mas, caso ela decida pela não implantação, fatalmente deixará de atender aos requisitos de alguns mercados, limitando a expansão dos seus negócios.

Outro fato importante é que a realidade a que estão submetidas as organizações é absolutamente dinâmica – os requisitos dos clientes mudam continuamente, os requisitos legais são revisados, os produtos, serviços e processos necessitam ser melhorados para continuar competitivos, os custos precisam ser reduzidos.

Deste modo,  os padrões também não podem ser estáticos, precisam, como produtos, serviços e processos, ser continuamente melhorados e atualizados.

Outro fato importante é que a realidade a que estão submetidas as organizações é absolutamente dinâmica – os requisitos dos clientes mudam continuamente, os requisitos legais são revisados, os produtos, serviços e processos necessitam ser melhorados para continuar competitivos, os custos precisam ser reduzidos. Deste modo,  os padrões também não podem ser estáticos, precisam, como produtos, serviços e processos, ser continuamente melhorados e atualizados.

Objetivos dos Padrões

Padrões são estabelecidos para uniformizar práticas, produtos e serviços, bem como para preservar a história e domínio tecnológico de uma empresa. São instrumentos absolutamente necessários à gestão.

 De acordo com Falconi, possuir domínio tecnológico é:

1. Ser capaz de estabelecer sistemas (inclui especificar e projetar produtos e processos, “hardware e software”).

2. Assegurar-se de que o que está sendo executado pelas pessoas corresponde ao que está registrado no sistema (treinamento no trabalho e auditoria).

3. Assegurar os objetivos de qualidade, custo, prazo, quantidade, local, moral e segurança (gerenciamento).

4. Ser capaz de analisar o sistema para garantir o atendimento das metas (controle da qualidade).

Isso significa que ter domínio tecnológico é assegurar que as atividades necessárias ao atendimento das partes interessadas serão sempre exercidas, é não permitir que os conhecimentos vitais à organização sejam posse exclusiva da memória de alguns funcionários – afinal de contas essa é volátil, pois as pessoas podem se esquecer ou deixar de trabalhar para a empresa –, é garantir que a empresa saberá fazer sempre da melhor maneira possível – melhor até mesmo que o mais capacitado concorrente.

Padronizar, portanto, é a única maneira de assegurar uma forma repetitiva e uniforme de executar ações. É um modo de assegurar previsibilidade e confiabilidade das atividades, produtos e serviços de uma organização.

A padronização é um meio para se atingir melhores resultados. padronização é uma estratégia da organização para atingir os seus objetivos, estando inserida num sistema de gestão eficiente que gere dados reais para tomada de decisão.

O sistema de gestão da qualidade desenvolvido pelo Dr. W. Edwards Deming – TQC – Total Quality Control – e implantado no Japão a partir da década de 50, juntamente com o Toyotismo, tem sido a mais completa e racional forma de gerenciamento das organizações: o gerenciamento pelo ciclo PDCA, mostrado na figura ao lado, que consiste em:

PPlan, significa Planejar: estabelecer as metas a serem atingidas e definir o plano ou caminho para atingir tais metas – porque fazer, o que fazer, quem são os responsáveis, quando fazer, onde fazer e como fazer. Nessa fase devem ser previstas todas as etapas necessárias ao alcance da meta – o cronograma, os possíveis desvios e os caminhos alternativos – os Planos de Contingência. Não se pode dar margens a improvisos, caso contrário corre-se o risco de não se chegar onde se quer. É nessa etapa que se define os procedimentos ou padrões para o desenvolvimento das atividades.

D Do, significa Fazer: treinar as pessoas para que elas possam executar de maneira eficaz o Planejamento; colocar em prática todas as tarefas da forma que foram previstas – cumprir disciplinadamente os procedimentos; e coletar dados para se proceder a avaliação da eficácia da implementação do Plano.

C Check, significa Verificar: consiste na comparação dos resultados obtidos na implantação do Planejado com as metas estabelecidas para se medir até que ponto o Plano está sendo implementado com sucesso. Tal verificação deve ser crítica o suficiente para perceber todas as oportunidades de melhorias, mesmo onde tudo tenha sido implementado com sucesso e as metas previstas tenham sido alcançadas.

A Act, significa Agir: analisar cada falha de implementação – desvios com relação às metas estabelecidas; identificar e eliminar as causas dos problemas e padronizar as ações necessárias para jamais permitir que o mesmo problema volte a ocorrer por quaisquer das causas já descobertas. Significa, também, conservar tudo de bom que foi planejado e implementado.

Ciclo PDCA no gerenciamento dos processos

Gerenciar atividades repetitivas utilizando o Ciclo PDCA, de acordo com o mostrado no fluxograma anterior, consiste em assegurar que as metas-padrão para cada atividade sejam sempre atingidas – peças produzidas dentro das especificações de projeto, serviço prestado dentro do custo-padrão, etc.

Sendo assim, gerenciar atividades não repetitivas implica em, para cada projeto, estabelecer uma meta específica e um caminho para atingi-la, executar as atividades planejadas, verificar se a meta está sendo atingida, descobrir e eliminar as causas das falhas, implantar e padronizar as soluções e, novamente, estabelecer novo projeto, definir nova meta e “girar” o Ciclo PDCA mais uma vez.

Desse modo, pode-se assegurar uma contínua e consistente melhora no nível de desempenho da organização. Porém, sem a padronização não é possível a aplicação de tal modelo de gestão.

Classificação dos Padrões

Os padrões podem ser classificados de acordo com sua aplicação – especificações de produtos, normas de ensaio, normas de sistemas – ou de acordo com a sua abrangência – procedimentos de uma empresa, normas nacionais, regionais e internacionais.

Para organizar e orientar a aplicação dos vários tipos de padrões e para disciplinar atividades que envolvam vários departamentos, níveis hierárquicos e até mesmo várias unidades de um mesmo grupo empresarial, numa mesma organização são usadas as normas ou padrões sistêmicos, que trazem diretrizes e requisitos para a gestão e condução de atividades sistêmicas ou atividades que envolvam vários departamentos ou unidades da organização. Já o termo “sistema” abrange um conjunto, formado por equipamentos, materiais, produtos, procedimentos, técnicas e homem, que tem como objetivo receber entradas e convertê-las em saídas, de forma que estes processos atendam às necessidades em questão.

Desse modo, os organismos responsáveis pela criação e difusão de padrões contribui para a obtenção de uma linguagem globalmente compreensível, entre fornecedores, trabalhadores, consumidores, equiparando os níveis de qualidade dos produtos e do atendimento em diversos países. Consequentemente, somos capazes de evoluir para um padrão de qualidade de vida, mais elevado.

Certifique-se e tenha um Sistema de Gestão impecável e alcance os melhores resultados. Fale conosco!


Perguntas e Respostas sobre as principais Normas ISO e Auditoria


 

1.Quais os motivos que levam as organizações a buscarem a certificação ISO

Todas as organizações deveriam buscar se desenvolver com foco em soluções para a gestão legal, direcionando suas energias para as áreas de meio ambiente, saúde e segurança no trabalho, responsabilidade social, qualidade, segurança de alimentos e mudanças climáticas.

Desse modo, seus produtos e serviços contariam com um sistema de gestão (de acordo com as normas internacionais), contribuindo na melhoria contínua de seus processos. Além disso, com contratações periódicas de auditoria, bem como o monitoramento da legislação aplicável ao seu negócio as organizações poderiam seguir de forma tranquila através do princípio da Prevenção.

Conquistar a certificação ou a certificação integrada nas normais internacionais – ISO14001 (meio ambiente), ISO9001 (qualidade), SA8000 (responsabilidade social) e ISO 45001 (saúde e segurança no trabalho) é uma forma do mercado enxergar a conduta e o comprometimento com o Desenvolvimento sustentável de qualquer organização.

2. Quais benefícios e contribuições a certificação pode trazer para a Organização?

a. Padronização e melhor gestão dos processos e atividades da empresa;

b. Gerenciamento das obrigações legais da empresa, com acompanhamento constante do índice de atendimento das legislações e requisitos legais aplicáveis ao negócio;

c. Conhecimento e gerenciamento dos aspectos e impactos ambientais da empresa, bem como dos perigos e riscos da saúde e segurança no trabalho;

d. Gerenciamento da satisfação dos clientes em relação aos produtos e serviços;

e. Gerenciamento da satisfação dos colaboradores em relação à empresa, ambiente de trabalho e políticas de gestão de pessoas;

f. Gerenciamento das não conformidades da empresa e definição de planos para ações corretivas e preventivas;

g. Avaliação constante das possibilidades de melhorias nos processos, atividades, produtos, serviços e relacionamento com as partes interessadas;

h. Evolução da certificação para um programa de sustentabilidade focado no desenvolvimento econômico, social e ambiental da empresa.

3. Qual(is) a(s) principal(is) dificuldade(s) que as organizações têm para manter o Sistema de Gestão funcionando perfeitamente? E por que?

a.Controlar os aspectos ambientais;

b. Conscientizar os funcionários;

c. Despesas financeiras;

d. Auditoria.

4. Qual o grau de importância da auditoria ambiental para a manutenção do Sistema de Gestão Ambiental de uma organização?

As auditorias possibilitam a avaliação da efetividade do sistema de gestão da empresa, por meio da identificação dos pontos que precisam ser aprimorados, possibilitando, no entanto, a melhoria contínua da empresa em todos os aspectos.

5. De quanto em quanto tempo as Organizações deveriam realizar a auditoria interna nas suas organizações?

É recomendado que as auditorias internas sejam realizadas pelo menos, anualmente.

6. Existem ferramentas eficientes para realizar Auditorias Internas?

Dessa forma, no processo de auditoria interna a ferramenta é utilizada como forma de evidenciar os itens descritos acima, por exemplo. Além disso, a ferramenta SOGI também é utilizada para o registro da auditoria de conformidade legal e para o registro e tratamento de todas as não conformidades que possam ser encontradas durante o processo de auditoria.

Muitas empresas nacionais e internacionais utilizam o SOGI – sistema online de gestão. Essa ferramenta contribui imensamente na gestão das legislações aplicáveis, gerenciamento de aspectos e impactos ambientais, gerenciamento de perigos e riscos, tratamento de não conformidades e auditoria de conformidade legal.

7. Como a auditoria ambiental pode auxiliar as organizações a melhorarem o seu desempenho ambiental, por exemplo?

Quando se tem um sistema de gestão integrado, todas as auditorias serão realizadas de forma integrada, ou seja, faz-se a auditoria de todo o SG da organização, seja de meio ambiente, saúde e segurança no trabalho, responsabilidade social e qualidade.

Assim, as organizações conseguem avaliar como está todo o desempenho do seu sistema de gestão, identificando os pontos fracos e fortes, bem como identificando as necessidades de melhoria.

De forma geral, as auditorias contribuem para o processo de melhoria contínua da empresa, pois é complexo que o próprio colaborador consiga enxergar possibilidades de desenvolvimento em todos os aspectos possíveis.

8. Como os colaboradores enxergam um auditor?

Como todo processo de avaliação, obviamente, às vezes a auditoria pode gerar um pouco de ansiedade, especialmente para aqueles colaboradores que atuam em áreas mais administrativas e não convivem muito com esse ambiente.

No entanto, de forma geral, o processo é bem tranquilo, quando o auditor possui premissas profissionais. Há um tempo, a Verde Ghaia produziu um texto abordando a importância de se escolher bem um auditor interno e um outro post sobre premissas básicas de um auditor.

Afinal, estamos falando de empresas que implementaram um sistema de Gestão visando à certificação, e isto de certa forma, contribui para que os colaboradores tenham mais familiaridade com os processos de uma auditoria e com auditores.

9. Nas auditorias realizadas nas organizações, existe algum requisito da Norma ISO 14001 que apresenta quantitativo maior de não-conformidade?

De forma geral, o sistema de gestão ambiental vai variar de ramo de atividade, de tipo de empreendimento. Há, por exemplo, escritórios que não têm mapeados aspectos e impactos ambientais tão relevantes.

Mas, de um modo geral, há um ponto de melhoria para todos os tipos de empreendimento, inclusive escritórios, que é o Tratamento das Não conformidades. É preciso que haja mais conscientização dos colaboradores para as metodologias a serem utilizadas para tratar não conformidades.

10. A auditoria ambiental representa uma etapa traumática para a manutenção do SGA? A auditoria ambiental representa uma etapa traumática para a manutenção do SGA?

A auditoria é um processo muito importante para o sistema de gestão, pois permite avaliar o desempenho, identificar dificuldades e pontos de melhorias.

O problema para as organizações é que as auditorias podem ter o custo elevado para deslocamento e permanência do auditor, principalmente quando a auditoria é integrada, pois exigem dois a três auditores na empresa, por três a quatro dias.

E isso inclui custos de logística, impactando muito para as organizações, mesmo que sejam pequenos os processos produtivos da empresa para atendimento dos auditores.

11. Quais são os procedimentos para as não-conformidades identificadas na auditoria interna?

Todas as não conformidades são registradas no módulo TNC – Tratamento de Não Conformidades no sistema SOGI. A ferramenta nos permite registrar a origem da não conformidade, fazer a análise de causa (árvore dos porquês), definir ações corretivas e preventivas, definir planos de ação, analisar e avaliar os resultados obtidos.

12. auditoria é capaz de melhorar a imagem da organização frente aos seus stakeholders? Como?

Na verdade, acreditamos que não só a auditoria, mas, especialmente, a certificação traz para a empresa mais credibilidade em sua área de atuação e melhorias significativas nos seus processos internos e na relação com os seus públicos (interno e externo).

No entanto, a certificação ainda precisa ser vista como ponto de partida para se alcançar efetivamente, o desenvolvimento econômico, ambiental e social.

Muitas organizações, clientes da Verde Ghaia, adotaram o Programa de Sustentabilidade, ideia criada pelo grupo cuja premissa é a de criar um ambiente colaborativo, solidário, consciente e que estimule o desenvolvimento e a produtividade.

Para isso, esse programa é desenvolvido por colaboradores voluntários da empresa, tendo como apoiadores as áreas de Gestão de Pessoas, Comunicação e Diretoria Técnica.

O programa tem como base os pilares ambiental, social e econômico/qualidade, sendo norteado pelas normas internacionais ISO90001 – qualidade; ISO14001 – meio ambiente; SA8000, NBR 16001 e ISO260001 – Responsabilidade Social; OHSAS 18001 – Saúde e Segurança no Trabalho; ISO 14064 – Mudanças Climáticas.

O Programa ainda tem como referência as perspectivas de saúde e qualidade de vida, conforme descrição da Organização Mundial de Saúde:

  • Aspecto intelectual – Relacionado ao conhecimento, inovação, perspectiva de desenvolvimento e crescimento, aprendizado, educação,
  • Aspecto emocional – Relacionado à credibilidade, confiança, satisfação, auto estima, reconhecimento, feedback e suporte emocional,
  • Aspecto social – Relacionado às convivências e afinidades, crenças e valores, suporte social,
  • Aspecto físico – Relacionado à saúde, bem-estar físico e biológico, remuneração justa, dignidade.

Voluntariamente foram definidos “tutores” para cada um dos pilares, que ficam responsáveis por captar ideias, sugestões e desenvolver e avaliar programas, campanhas e ações pontuais.

Com a implantação desse Programa, apareceram resultados significativos nas organizações, tudo alinhado com os objetivos e metas da empresa:

13. Melhorias internas em um Cliente

Campanha de Redução de Água e Energia promovendo conscientização e estimulando colaboradores na redução de consumo de água e energia. Para isso, fez-se, por um ano, o acompanhamento mensal de consumo, bem como o levantamento das reduções alcançadas. Estas por sua vez, foram revertidas em ganhos financeiros.

Ao final do ano, os ganhos financeiros foram convertidos em dois projetos: implantação do minhocário doméstico e de um coletor de água de chuvas na empresa. O coletor tem o objetivo de manter a redução do consumo e promover o reaproveitamento da água captada para lavar pisos, irrigar plantas e para uso da descarga sanitária. Já o minhocário visa a redução e a geração de resíduos orgânicas. Para isso, ele funciona como um sistema de reciclagem dos resíduos orgânicos, onde minhocas e microrganismos transformam restos de alimentos em adubo de excelente qualidade. É um sistema prático, compacto, higiênico e de fácil manuseio que não produz mal cheiro nem atrai insetos e animais indesejados.

14. A auditoria produz informações consistentes em relação ao desempenho da Gestão? De que forma isso beneficia a empresa?

Sim, a auditoria sempre proporciona para a empresa a possibilidade de enxergar o que pode ser melhorado e de monitorar ações corretivas e preventivas. De certo modo, faz com que a empresa saia da “zona de conforto” e permita que um olhar externo mostre oportunidades de melhoria.

15. De um modo geral, como a auditoria interna ocorre nas organizações?

A auditoria interna é conduzida por consultores (com certificação como auditores líderes), utilizando a ferramenta SOGI para a conferência das evidências de atendimento aos requisitos da norma – obrigações legais, aspectos e impactos ambientais, perigos e riscos da saúde e segurança no trabalho, tratamento das não conformidades – análise documental, entrevista nos setores, entre outros.

Após a emissão do relatório e realizada uma reunião para apresentação dos resultados; as não conformidades são registradas no módulo TNC do sistema SOGI, para análise e acompanhamento.

16. Como as organizações podem se prepara para uma auditoria?

As organizações devem buscar por processos bem estruturados para manutenção do sistema de gestão e para se comunicar com os colaboradores, buscando sempre conscientizá-los e capacitá-los sobre procedimentos, instruções de trabalho e indicadores do sistema de gestão.

Dessa forma, a empresa deve realizar:

  • Mensalmente reuniões com os Representantes do Sistema de Gestão, que são colaboradores designados para representar os setores nos assuntos do SGI, com o Representante dos Colaboradores e com os membros da CIPA;
  • Mensalmente deve ser realizada a reunião geral, com a participação de todos os colaboradores que estiverem na empresa, momento para realizar o alinhamento de informações da empresa, incluindo status sobre o sistema de gestão, datas de auditorias e reciclagem sobre as normas;
  • Periodicamente, a empresa deve disponibilizar informações sobre as normas e sobre o seu sistema de gestão, através das ferramentas de comunicação: gestão à vista (TVs), e-mail, blog, site, redes sociais;
  • Periodicamente, devem ser realizados treinamentos de integração e reciclagem sobre o seu sistema de gestão (política de SGI, procedimentos e instruções de trabalho) e sobre as normas internacionais ISO14001, ISO9001, OHSAS 18001 e SA8000;
  • Anualmente, deve ser realizada auditoria de conformidade legal;
  • Anualmente, deve ser realizada auditoria interna;
  • Semestralmente, deve ser realizada Reunião de Análise Crítica Setorial;
  • Anualmente, deve ser realizada Reunião de Análise Crítica.

17. As organizações devem modificar a sua rotina de trabalho por conta da auditoria?

A permanência de auditores na organização, obviamente, acaba por interferir no processo produtivo da empresa. Mas, para minimizar isso, a organização pode solicitar a agenda da auditoria e comunicar os setores com antecedência, para que se programem e se organizem, visando não impactar tanto nas rotinas.


Por que muitas implantações do Sistema de Gestão são falhas? Parte I


 

Implantar Sistema de Gestão e mante-lo, envolve desafios diários!
Entenda mais sobre como se planejar na hora de iniciar esse processo e atingir o objetivo da sua empresa!

Implementando um Sistema de Gestão: Planejamento

Por que muitas implantações do Sistema de Gestão são falhas?

Em alta no mercado, a implementação de Sistemas de Gestão visando certificações internacionais tem se tornado o foco de muitas empresas. Sejam de pequeno, médio ou grande porte, a ponto de já apresentarem esse objetivo em seus planejamentos estratégicos.

Extrapolando uma comum visão inicial, de que a obtenção dessas certificações irá possibilitar a qualificação como fornecedor. Mesmo que seja em algum mercado específico, as organizações estão percebendo que essa busca traz benefícios diversos. Por exemplo:

  • Melhoria de seus processos internos;
  • Redução de impactos ambientais;
  • Redução de acidentes e doenças ocupacionais;
  • Melhoria na relação com órgãos fiscalizadores;
  • Redução de custos para o negócio.

É preciso, porém, compreender que esse processo deve ser muito bem planejado, desenvolvido e acompanhado. Para assim, garantir o sucesso em relação aos objetivos e metas internas, clientes e demais partes interessadas, além dos órgãos certificadores.

Para qualquer que seja a norma escolhida para atendimento aos requisitos do Sistema de Gestão, o sucesso dessa empreitada irá depender diretamente de uma adequada organização e de cada passo da implementação. E que deve se iniciar com um bom planejamento.

Esse planejamento deve envolver toda a alta direção e lideranças da empresa. Estando estas aliadas à uma equipe multidisciplinar. De forma a entender claramente qual a realidade da organização e quais objetivos e prazos envolvidos nessa implementação. Saber o cenário atual da empresa ajudará a entender onde serão necessários mais esforços e tempo desprendidos nas etapas de implementação do Sistema.

Entendendo o cenário atual da organização

Um bom planejamento para implementação de um Sistema de Gestão, inicia-se com um bom diagnóstico da situação atual.

Confrontando as exigências dos requisitos normativos e a realidade atual da empresa, analisa-se nessa etapa o grau de atendimento a cada item das normas. Abrangendo desde a presença da consultoria, de uma empresa especializada em sistemas de gestão. E desde essa etapa auxilia-se, e muito, no sucesso e economia de tempo nas etapas que estão por vir.

Na análise do cenário atual da organização, livre-se de pré-conceitos e pensamentos comuns. Como, por exemplo, o de que “as coisas sempre foram feitas de tal forma. Portanto, está satisfatório”. Um dos grandes ganhos que as normas trazem para as empresas é forçar que todos pensem fora da caixa. E assim, visualizem constantemente formas de melhorar a forma de trabalhar. Consequentemente, há aumento da produtividade, satisfação dos clientes e até mesmo melhorias no clima interno da organização.

Pontos chaves durante a implementação

Pontos chaves durante a implementação

Em geral, os requisitos normativos exigem um bom planejamento estratégico da empresa, O qual desdobra-se em objetivos, metas e planos de ação que darão o norte para atingir os resultados esperados. Além disso, há diversas obrigações relacionadas. Inclusive, aos requisitos legais que precisam ser atendidos e monitorados, ativamente.

Outro ponto forte na implementação de um Sistema de Gestão está nos controles aplicados a cada etapa de processos. Bem como, na tratativa de não conformidades. Nessa etapa, em conjunto com as análises dos resultados atingidos, é possível verificar a maturidade do Sistema implementado e o grau em que é atendido.

Além disso, cada norma a ser implantada traz uma série de documentações específicas. Dentre elas é possível citar, por exemplo:

1. Os levantamentos de riscos e oportunidades presentes nas normas mais atualizadas;

2. O mapeamento de processos e macrofluxos que demonstrem suas interações, fundamentais na ISO 9001;

3. O levantamento de aspectos e respectivos impactos ambientais, envolvendo a perspectiva de ciclo de vida para a ISO 14001;

4. O criterioso levantamento de perigos e riscos associados aos colaboradores nos locais de trabalho. Assim como, os respectivos controles operacionais, exigidos pela recém emitida ISO 45001;

5. A avaliação de usos significativos de energia. Seus respectivos indicadores e programas para melhoria na eficiência energética exigidos pela ISO 50001. Dentre outros pontos.

Por que a implementação pode fracassar?

Por que a implementação pode fracassar?

Outro ponto chave na implementação e motivo de fracasso, em muitos casos, está a cultura da empresa. Isto pois, a empresa deverá passar por mudanças que irão impactar significativamente no sucesso da organização. Está cada vez mais claro, que a criação de toda parte documental da empresa, se não aliada a mudanças comportamentais dos colaboradores, não consegue sustentar uma certificação. São trabalhos diários e intensos de conscientização e envolvimento de todos da organização. 

Assim, é possível garantir uma adequada retroalimentação das informações, o levantamento de oportunidades de melhoria, a redução de riscos. Bem como, a solução de possíveis não conformidades encontradas no dia a dia.

Portanto, mais do que conseguir uma certificação, é necessário ter claro que um Sistema de Gestão. Este precisa estar vivo e funcionando diariamente e, o qual depende diretamente da alta direção, lideranças e demais colaboradores envolvidos.

Deste modo, os requisitos das normas de sistema de gestão apresentam diversas formas de avaliação de atendimento às suas exigências. Podendo citar, por exemplo:

  • Monitoramento de indicadores;
  • Resultados planejados;
  • Avaliação de eficácia;
  • Auditoria interna;
  • Análise crítica;

Portanto, todas as etapas são fundamentais quando se visa uma certificação. No caso das auditorias, vale ressaltar que elas devem ser realizadas por auditores capacitados e experientes que consigam testar o sistema de gestão de forma crítica, criteriosa e imparcial.

Reportando-se à alta direção e às lideranças da organização sobre a situação real em que a empresa se encontra. Bem como, em relação ao atendimento aos requisitos normativos e aos pontos em que serão necessários mais auxílio, para melhoria do sistema.


Leia também:


Fernanda Innecco
Consultora Externa
Engenheira Química Especialista em Segurança do Trabalho


Acabe com suas dúvidas sobre a ISO 9001:2015


 

A Migração e Implementação da nova versão da ISO 9001:2015, está chegando ao fim. Com isso, os serviços de consultoria estão sendo super disputados no mercado.

Deivison Pedroza, Ceo do Grupo Verde Ghaia, comentou em um dos nossos posts sobre o assunto. E ainda deu dicas, para aquelas organizações que estão correndo atrás do tempo. E uma de suas dicas é a facilidade de se fazer implementação e migração através de Consultoria Online, devido a agilidade e redução de custos.

Acabe com suas dúvidas sobre a ISO 9001:2015

DÚVIDAS SOBRE A ISO 9001:2015 

A Verde Ghaia sempre foi adepta à Tecnologia, participando de muitos eventos sobre inovação e empreendedorismo. Portanto, para o Grupo quando se fala em consultoria online, estamos falando de redução de gastos, significativos. Contudo, mantendo a mesma qualidade de credibilidade de uma consultoria presencial.

Através dessa nova metodologia, muitas organizações têm aderido à consultoria Online. Principalmente as micro e pequenas empresas, pois perceberam a possibilidade de serem competitivas no mercado. Além disso, se conscientizaram que a certificação é muito mais que um papel dependurado na parede. É uma forma de viabilizar os processos internos e externos de maneira organizada, em conjunto com um plano de gestão eficiente e ágil, contribuindo para o crescimento da sua organização.

Apensar de ser um processo comum, ainda existem muitas dúvidas. Vale a pena conferir nosso post sobre o pós e os contras de uma consultoria 100% Online.

Perguntas feitas aos nossos Consultores

Com a nova versão da ISO 9001:2015, a caixa de e-mail dos nossos consultores ficaram lotadas. Além disso, o nosso chat choveu de perguntas. Com isso, pensamos em fazer tira dúvida para os nosso leitores. Afinal, essas perguntas podem também, fazer parte das dúvidas de vocês.

Confira: Como solucionar 13 dúvidas sobre a ISO 9001. Nesse link, você encontra perguntas e respostas sobre os mais diversos procedimentos. Tais como, certificação, indicadores, auditoria, plano de ação, Risco e oportunidades e muito mais. Aproveite par esclarecer suas dúvidas e realizar práticas mais assertivas.

Quer saber mais sobre as novas versões das normas?
Confira o material orientativo que a equipe de Consultoria Técnica e Jurídica da Verde Ghaia preparou:

Ebook – ISO 9001:2015

e-book iso 9001 versão 2015 grátis


Por que realizar Auditoria? Quais os benefícios?


 

Ainda tem dúvidas sobre a Gestão de Auditorias? O post de hoje vai ajudá-lo a entender sobre elas e a sua importância para o Sistema de Gestão. A realização de auditorias é algo imprescindível para quem tem um sistema de gestão implantado e precisa que o mesmo seja realimentado.

O que é Gestão de Auditorias?

A ABNT NBR ISO 19011 é bem flexível quanto às diretrizes de auditoria, podendo variar de acordo com cada tipo de organização, quanto ao seu tamanho e complexidade de processos. Considerando as novas versões da ISO 9001 e ISO 14001, atualizadas no ano de 2015, e a ISO45001:2018, é importante frisar que a ISO19011 já introduz o conceito de risco para as auditorias de sistemas de gestão. De acordo com a própria norma:

“O enfoque adotado se relaciona com o risco do processo de auditoria em não atingir seus objetivos e com a possibilidade de a auditoria interferir com os processos e atividades da organização auditada. Esta Norma não fornece diretrizes específicas sobre o processo de gestão de risco da organização, mas reconhece que as organizações podem focar o esforço de auditoria em assuntos de importância para o sistema de gestão”.     

A função das auditorias é checar se realmente  o sistema de gestão está entregando os resultados pretendidos dentro do objetivo de cada processo.

Para realização de uma boa gestão de auditorias, é importante ressaltar que elas se dividem em três tipos. Para entender um pouco mais sobre Auditoria e seus príncipios, sugiro a leitura do  texto “Auditoria: Príncipios e Classificação“.

1. Auditoria de Processo

Requer amostragem em determinado processo somente. Isto é, são auditorias focadas somente no que aquele processo faz de atividades, suas entradas e saídas.

As auditorias de processo são importantes para checar se o mesmo está alinhado com o objetivo da organização. Além de checar se seus indicadores estão alinhados com as metas e se todas as suas interfaces são seguidas.

2. Auditorias de Produto

Estas focam na produção de um produto ou serviço específico. Em outras palavras, como ele é concebido: desde a matéria prima utilizada até embalagem. Quando se fala em prestação de serviços, foca-se em uma das prestações da empresa e suas interfaces com as áreas de apoio.

3. Auditorias de sistema

Esse é o tipo mais utilizado. Esse tipo de auditoria é muito famosa por ocorrer uma vez ao ano. Seu objetivo é verificar se o sistema de gestão está de acordo com as diretrizes, pré-estipuladas pela organização.

E, principalmente, se está havendo melhoria contínua. A função destas auditorias é retroalimentar o sistema e assim, mostrar os pontos falhos a serem trabalhados,. Além disso, é possível verificar os principais gargalos, conscientização de pessoal e verificar se a organização está no caminho certo.

Procedimentos para Auditorias

Para realizar qualquer uma das auditorias é importante haver uma diretriz. As normas de gestão nos exigem um programa de auditoria.

E esta deve ser alinhado com os auditores internos pelo auditor líder e alta direção. Geralmente, há um responsável na empresa por fazer esta gestão podendo ser o responsável pelo SGI.

O programa consiste em um calendário de auditorias, ou seja, quais delas ocorrerão ao longo do ano sejam estas internas ou externas, data planejada, auditores envolvidos e tipo de auditoria.

Lembrando que este programa pode ser alterado ao longo do ano e a comunicação sobre as mesmas deve fluir para os envolvidos.

Cada empresa organiza suas auditorias de uma forma, seja pela utilização de um check list, de forma horizontal ou vertical, mas, o importante é que todo resultado de auditoria seja registrado em relatório, numa análise crítica ou até no próprio check list e contenha as conformidades, não conformidades, observações e oportunidades de melhoria.

A ISO 19011:2018 surge para tornar o processo de auditorias mais fácil, uniforme e harmonizado. Confira as principais novidades presentes na nova edição da norma:

* Adição da abordagem baseada em risco aos princípios de auditoria;

* Aumento das orientações sobre a gestão de um programa de auditoria, incluindo o risco do programa de auditoria;

* Ampliação das orientações sobre a condução de uma auditoria, especialmente a seção sobre planejamento de auditoria;

* Expansão dos requisitos de competência genérica para auditores.

Considerações Finais

As conclusões da auditoria podem indicar a necessidade de ações corretivas e preventivas ou de melhoria, se aplicável. Normalmente, tais ações são decididas e empreendidas pelo auditado dentro de um cliente da auditoria informando a situação destas ações.

Convém que sejam verificados a completeza e a eficácia da ação corretiva. Esta verificação pode ser parte de uma auditoria subsequente.

O programa de auditoria pode especificar o acompanhamento por membros da equipe da auditoria, o que agrega valor por usar a experiência adquirida. Em tais casos, convém que sejam tomados cuidados para manter a independência em atividades de auditoria subsequentes.

Disponibilizamos um e-book sobre a Norma ISO 19011! Baixe gratuitamente!


Paula Baptista
Consultor Externo Pleno
Engenheira Ambiental – Especialista em Gestão Estratégica da Qualidade


Sua empresa está preparada para as mudanças da ISO 14001:2015


 

Mudanças da 14001:2015. Sabemos que para manter harmonia e o lucro com desenvolvimento sustentável, a organização deve conhecer e aplicar as diretrizes da ISO 14001. Norma tão conhecida e exigida no mercado de trabalho. Com a nova versão, muitas organizações já migraram, adequando-se a nova Norma.

Se a sua organização ainda não migrou, chegou a hora! E, se será que ela está preparada para as mudanças necessárias? Saiba o que será necessário para que a sua Organização Implemente? E o que é preciso fazer para se manter certificada?

Preparado para as mudanças da 14001:2015?

O sistema de gestão ambiental possui uma série de requisitos normativos. Implementando e gerenciando estes requisitos, as organizações são obtém, por exemplo:

Reconhecimento da imagem da organização;
Atendimento aos requisitos legais e outros;
Aumentar o desempenho ambiental;
Otimiza e melhora a eficiência dos processos;
Reduz os riscos de acidentes ambientais;
Melhora os produtos e serviços disponibilizados no mercado;
Reduz gastos com energia e matérias-primas e etc.

A modificação da Estrutura da ISO 14001:2015

De acordo com a nova versão, a ISO 14001 está estruturada em 10 seções. Conforme definido pela Estrutura de Alto de Nível, ou Anexo SL:

1. Escopo;
2. Referências normativas;
3. Termos e definições;
4. Contexto da organização;
5. Liderança;
6. Planejamento;
7. Apoio;
8. Operação;
9. Avaliação de desempenho,
10. Melhoria

Mas, afinal o que a empresa precisa saber das mudanças?

A organização que já é certificada e/ou tem o interesse de atender a Norma, tem suas responsabilidades. Uma delas é atender com compromisso, elaborar e executar efetivamente a gestão ambiental estratégica da empresa. Isso porque, sem as estratégias oriundas da Alta Direção, a organização fica impossibilitada de ter uma excelente gestão ambiental.

Vale ressaltar que gestão estratégica “é o conjunto de práticas e objetivos definidos pelos principais gestores de uma empresa, levando em consideração os ambientes interno e externo da companhia. Além de determinar os principais objetivos de uma organização em determinado período de tempo, os executivos também são responsáveis por definir como esses objetivos serão alcançados e alocar recursos para que as metas se concretizem”.

Outro ponto é a Liderança. Pois, este é o comprometimento da Alta direção. Fundamental para a implementação e o sucesso do SGA. É, portanto, necessário que a Liderança alinhe os objetivos estratégicos da organização, considerando os objetivos ambientais e desempenho ambiental. Sempre em busca de potencializar a eficiência dos processos da empresa, bem como a eficácia dos SGA.

Enquanto que a Proteção do meio ambiente, cabe as organizações cuidar, zelar do bem coletivo. Isto inclui “água, ar, solo, fauna, flora que interage com os seres humanos.” Devendo portanto, observar que seu objetivo é de utilizar os processos, práticas, técnicas, materiais, produtos, serviço e/ou energia, a fim de evitar, reduzir e controlar os diversos tipos de impactos ao meio ambiente.

Desempenho Ambiental: apontar a performance da organização

É importante a empresa aplicar o Desempenho ambiental.  Uma vez que, tem-se a finalidade de demostrar a performance tanto quantitativamente como qualitativamente na gestão das suas atividades, processos e produtos, sistema e organização. De acordo com a ISO 14001, o desempenho ambiental está relacionado com à gestão de aspectos ambientais. Isto é, os resultados podem ser medidos em relação à política ambiental, objetivos e outro critério. Podendo ser usado como indicadores da organização.

A Perspectiva de Ciclo de Vida. Em seu novo conceito, a organização é corresponsável por todos seus insumos adquiridos. Em outras palavras, desde sua obtenção até o final de vida, de maneira a exercer influência e/ou controle sobre suas atividades. Assim como, as atividades de todas as partes interessadas.

Para a ISO 14001:2015, o foco principal é controlar e/ou influenciar os estágios. Considerando a perspectiva do ciclo de vida. A finalidade é buscar as melhores práticas socioambientais para gerenciar seus processos, entradas e saídas de forma mais eficiente e sustentável. Bem como influenciar e, quando possível, controlar a cadeia produtiva.

Falando sobre Gestão de Risco e outros temas

Gestão de riscos. Tem como objetivo auxiliar na abordagem para determinar os riscos e oportunidades que possam afetar a conformidade de produtos e serviços. Assim como, a capacidade em alcançar os resultados pretendidos e/ou de aumentar o desempenho ambiental da organização, associados com seu contexto, política e objetivos que compõem o Sistema de Gestão da Ambiental da empresa. Podendo utilizar a o método SWOT –  também conhecido como Matriz SWOT que tem por significado de suas siglas, traduzindo do inglês para o português, streghts (forças), weaknesses (fraquezas), opportunities (oportunidades) e threats (ameaças).

A Comunicação é uma ferramenta relevante para a obtenção do sucesso do SGA. Uma vez que ela permite que todos acompanhem e compartilhem as informações. A comunicação interna inclui reuniões, informativos, quadro de aviso, intranet e etc. Já a comunicação externa com as partes interessadas pode ser feita através do site da empresa e divulgação por meio de comunicação externa o SGA da empresa.

O termo de Informação documentada, tem por premissa fixar as condições para padronização e controle dos documentos. Assim como, o tratamento dos registros que compõem o Sistema de Gestão da organização, contemplando por exemplo, Manual; Política de Gestão; Objetivos; Matriz de Responsabilidade; Procedimentos Gerais; Instruções de Trabalho; registros e etc.

Os Processos obtidos externamente da organização, deve definir as atividades críticas do processo de avaliação e qualificação de provedores externos. Bem como, aquelas também relativas à aquisição de materiais e serviços. Os itens de controle e monitoramento, considerando os critérios do SGI dos produtos e serviços.

Portanto, a organização para que a mesma esteja pronta para a certificação e/ou migração da ISO 14001:2015, convém atender as principais mudanças citadas anteriormente. Mantendo sempre com o compromisso de aumentar o desempenho ambiental da empresa.


Fabiana Brant
Consultora e Auditora de SGI do Grupo VERDE GHAIA


Quer saber mais sobre as novas versões das normas? Confira o material orientativo que a equipe de Consultoria Técnica e Jurídica da Verde Ghaia preparou:

e-book iso 14001:2015 grátis

E-BOOK ISO 14001


Requisitos de Competência e Conscientização


 

As normas de gestão trazem consigo os requisitos de competência e conscientização. Mas qual a diferença entre eles? Eles possuem correlação?
Posso atender aos dois com as mesmas evidências?

Requisitos de Competência e Conscientização

Requisitos de Competência e Conscientização - Normas de sistema de gestão

Estas perguntas são muito comuns. E elas podem ser sanadas apenas com o conceito que as normas trazem para o sistema de gestão. Porém, na prática, a maioria das organizações ou confunde uma coisa com a outra. Ou então, cumpre um mais do que o outro, ou em alguns momentos cumprem somente o requisito de competência.

Primeiramente, precisamos entender que são coisas distintas. A competência se refere apenas ao necessário. Deste modo, pode exercer a função para qual o indivíduo tem designação, dentro da empresa. Isto é, se a pessoa é competente, irá acarretar em formação, ou simplesmente o que se aprende em escolas, treinamento adquirido ou experiência. Podendo, portanto, ser evidenciada pela bagagem adquirida no mercado de trabalho através de currículos, carteira de trabalho. E em alguns casos, provas que as organizações utilizam para medir o nível de experiência e conhecimento adquirido pelo funcionário.

Ao contrário, a conscientização traz um conceito mais voltado para o comportamento do indivíduo. Valorizando o exercer de sua função. A conscientização promove uma sensibilização no trabalhador e faz com que ele leve para si e não somente para a organização (função) aquilo que aprendeu.

O que é mais difícil: Requisitos de competência ou conscientização?

Não há dúvidas de que conscientizar. Por mais simples que seja o conceito, é bem mais complicado do que treinar. Esta dificuldade se dá principalmente porque para conscientizar é preciso convencer. E para convencer, há necessidade de mexer com tudo o que o empregado já aprendeu. Isto é, modifica-se tudo, seu comportamento em casa, em empregos anteriores ou até mesmo na própria organização. E assim, se vê necessária uma mudança.

A conscientização requer mudanças de cultura. E isso pode exaltar indivíduos que se adaptam ou não. É bem comparado à questão de seleção natural que aprendemos em biologia na escola. Em outras palavras, se nos adaptamos, temos bons resultados. Mas se não, infelizmente aquela cultura não será aceita, aderida. E os prejuízos para a empresa e para o empregado podem ser muitas vezes irreversíveis. Por isso, conscientizar muitas vezes pode significar educar.

Assim como se faz com as crianças em fase de aprendizado, quando se explica o porquê e as consequências ao se ter determinadas atitudes.

Já o treinamento. Como estamos condicionados a fazer aquilo que está determinado no procedimento, já é uma atividade padronizada. E, requer interfaces com máquinas, equipamentos e materiais. Desse modo, acabamos realizando de forma mais habitual. Isto acontece porque, muitas vezes, o treinamento somente reforça o que fazemos no dia a dia.

Avaliação de Eficácia

O que é mais difícil: Requisitos de competência ou conscientização?

O que precisamos lembrar é a questão da avaliação de eficácia. Esta se dá somente em relação a treinamentos segundo as normas ISO 9001, 14001, OHSAS 18001 e ISO 45001, que entrará em vigor, brevemente. Tudo de forma registrada pelos gestores. No entanto, isso não quer dizer que não há avaliações de eficácia para conscientização. Mas esta se dá muitas vezes através de auditorias internas, análise de indicadores e até mesmo avaliações de desempenho.

Portanto, é necessário que seja tratado de forma distinta a questão dos Requisitos da competência e conscientização. Posto que, cada uma tem sua importância dentro dos sistemas de gestão.

Por exemplo, no sistema de gestão de SSO e meio ambiente, a conscientização tem muito mais valor do que muitos treinamentos não obrigatórios. Já para o sistema de gestão de qualidade, os treinamentos com suas avaliações de eficácia registradas são fundamentais para o bom desenvolvimento da organização. Assim como, para a prevenção de não conformidades.

Tem alguma dúvida sobre os Requisitos de Competência e Conscientização. Assista ao nosso Webinar sobre Auditoria de Requisitos e aprenda mais!


Como implementar uma Gestão Ambiental com eficiência?


 

Gestão Ambiental. Nos últimos anos tanto a população quanto as empresas têm demonstrado crescente preocupação com as questões ambientais. Essa mudança de mentalidade ganhou muito mais destaque na Conferência Rio 92.

Por que a mudança de mentalidade é importante?

Naquela época, pregava-se o combate à poluição, preservação dos recursos naturais e igualdade nas relações da sociedade. Devido a essas transformações, as organizações se viram obrigadas a modificar seus processos produtivos, afim de demonstrar mudanças nas atitudes. Principalmente aquelas relacionadas às questões ambientais.

Além disso, houve mudanças significativas para a evolução da legislação. Tornando-se está cada vez mais rigorosa. Contudo suas penalidades/multas também ficaram mais onerosas. Aumentando assim, expressivamente a procura pelas certificações. Como resultados, as organizações passaram a moniotrar mais de perto as  assim como os seus cumprimentos legais.

Logo em seguida ao cenário de Rio 92, surge a primeira versão da norma de gestão ambiental (ISO 14001). Isso ocorreu em 1996 cujo obejtivo era buscar o equilíbrio entre meio ambiente, desenvolvimento social e econômico. Posterior à primeira versão, vieram as revisões da ISO em 2004 e a sua última em 2015. Tais revisões demonstraram a , frente aos problemas ambientais.

Por que implementar um sistema de gestão ambiental?

Dentre os principais objetivos, podemos destacar, por exemplo:

  • Proteção do meio ambiente pela prevenção ou mitigação dos impactos ambientais adversos;
  • Mitigação de potenciais efeitos adversos das condições ambientais na organização;
  • Auxílio à organização no atendimento aos requisitos legais e outros requisitos;
  • Aumento do desempenho ambiental;
  • Controle ou influência no modo em que os produtos e serviços da organização são projetados, fabricados, distribuídos, consumidos e descartados, utilizando uma perspectiva do ciclo de vida que possa prevenir o deslocamento involuntário dos impactos ambientais dentro do ciclo de vida;
  • Alcance dos benefícios financeiros e operacionais que podem resultar da implementação de alternativas ambientais que reforçam a posição da organização no mercado;
  • Comunicação de informações ambientais para as partes interessadas pertinentes.

Comprometimento da Alta Direção com SGA

Com um SGA implementado e empresa certificada, além de expor o comprometimento com o desenvolvimento sustentável perante a sociedade, os ganhos econômicos são imensos, escapando de multas, possibilitando a obtenção de financiamentos com juros mais justos e minimizando gastos.

Para saber  informações sobre Legislação Ambiental, aconselhamos assistir ao nosso 5o Café Conectado.No qual falamos sobre a Legislação Ambiental, fornecedora dos parâmetros para balizamento, assim como a identificação das ações de manejo ambiental. Buscando, portanto, estar em conformidade com a legislação.


Flávia Gomes de Magalhães


Blog VG