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Verde Ghaia é premiada pela Revista Guia Exame de Sustentabilidade

 

Pela terceira vez, a Verde Ghaia está presente no Guia Exame de Sustentabilidade. Nesta edição, nas 10 categorias dimensionadas, a Verde Ghaia ficou acima da média em Gestão da Água, Gestão de Resíduos e Relação com Clientes. Destacou-se também nas áreas de Dimensão Geral e Ambiental e em Dimensão Social.

Para a empresa, a participação nessa Premiação é importante, visto que é uma forma de trazer ao conhecimento público, a responsabilidade corporativa da Verde Ghaia. Além disso, ao final do processo de seleção da Revista Exame, a empresa recebe um relatório com todo o levantamento de desempenho da organização, possibilitando à Verde Ghaia uma autorreflexão sobre a melhoria contínua de seus processos.

A cada cliente novo, a Verde Ghaia encara novos desafios, pois além de oferecer um software de sistema de gestão integrada, a empresa visa levar mudança de comportamento, uma vez que sua premissa é criar um ambiente colaborativo, consciente e que estimule o desenvolvimento e a produtividade sustentável.

A reportagem da Revista Exame destaca o comprometimento da Verde Ghaia no mercado e sua gestão saudável, cujo serviço visa ações preventivas e corretivas que contribuem para a tomada de decisão das organizações.

Por que o Prêmio Exame de Sustentabilidade é relevante?

As empresas participantes abrem as portas de todo o seu negócio para os avaliadores da Premiação, através de entrevistas com os Jornalistas da Exame que solicitam evidências das informações, prestadas no questionário.

As respostas e as evidências são submetidas a um conselho deliberativo, que por sua vez, tem a obrigação de avaliar todos os dados e selecionar as empresas destaques conforme seus respectivos setores. As áreas de atuação são divididas em 10 temas, considerando os setores e a avaliação de desempenho das participantes. Os temas relacionados são os seguintes:

  1. Governança da sustentabilidade,
  2. Direitos humanos,
  3. Relação com a comunidade,
  4. Gestão de fornecedores,
  5. Gestão de clientes,
  6. Gestão da água,
  7. Gestão da biodiversidade,
  8. Gestão de resíduos,
  9. Mudanças climáticas
  10. Relação com clientes e ética e transparência

Verde Ghaia: Evolução do Prêmio

O Guia EXAME de Sustentabilidade nasceu em 2000, com o nome de Guia EXAME de Boa Cidadania Corporativa. Seu objetivo inicial era identificar, avaliar e divulgar as melhores práticas de responsabilidade social adotadas pelas empresas no Brasil. E somente a partir das análises levantadas é que a Revista Exame escolheria as chamadas “empresas-modelo”.

Contudo, foi em 2007, através de uma parceria com a FGV, que a Revista Exame passou a usar critérios de avaliação relacionados à sustentabilidade, visando estratégias corporativas de muitas organizações que se sentiam comprometidas com a sustentabilidade de seus negócios, no país.

2019 tem sido um ano importante para a Verde Ghaia

  • Em maio de 2019 comemoramos nosso aniversário de 20 anos!
  • Em Junho idealizamos e lançamos o PICS – Pacto pela Integridade e Compliance em Sustentabilidade.
  • Em setembro aparecemos entre as 100 PMEs que mais crescem no Brasil.
  • Em outubro ganhamos o Prêmio ABERJE de Comunicação com o case Prêmio Compliance Brasil.
  • Em outubro lançamos o software LIA – Legislação com Inteligência Artificial.
  • Em novembro nos classificamos entre as empresas mais sustentáveis do Brasil, como acompanharam nesta matéria.
  • E em dezembro vamos lançar a Think Tank Verde Ghaia que tem como objetivo levar à comunidade aulas gratuitas sobre sustentabilidade, empreendedorismo, responsabilidade social.

Todos esses prêmios e ações significam muito para Verde Ghaia, pois é uma forma de reconhecimento pelo nosso trabalho em sustentabilidade e governança e o aprimoramento dele. E, além disso, eles reforçam nosso comprometimento com o desenvolvimento sustentável, através de um olhar externo sobre as nossas atitudes e ações.

É assim que prosseguimos firmes com a nossa missão:

Oferecer metodologias e indicadores para a sustentabilidade através de processos cada vez mais rápidos, melhores e mais baratos. (Missão Verde Ghaia)

Ser Sustentável é mais simples do que parece! Nós, da Verde Ghaia, acreditamos que pequenas atitudes podem gerar mudanças significativas para o meio ambiente, para as pessoas e para a qualidade de nossos produtos e serviços. Conte com a gente!

Ser uma empresa premiada pela Revista Exame significa muito para Verde Ghaia, pois é uma forma de reconhecimento pelo nosso trabalho em sustentabilidade e governança. E, além disso, esse Prêmio vem para reforçar o nosso comprometimento com o desenvolvimento sustentável, através de um olhar externo sobre as nossas atitudes e ações e assim, prosseguir com a nossa missão.

Oferecer metodologias e indicadores para a sustentabilidade através de processos cada vez mais rápidos, melhores e mais baratos. (Missão Verde Ghaia)

Ser Sustentável é mais simples do que parece! Nós, da Verde Ghaia, acreditamos que pequenas atitudes podem gerar mudanças significativas para o meio ambiente, para as pessoas e para a qualidade de nossos produtos e serviços.

Verde Ghaia: Guia Exame de Sustentabilidade

A reportagem da Revista Exame destaca o comprometimento da Verde Ghaia no mercado, visto que esta fornece informações com foco em uma gestão saudável, cujo serviço visa ações preventivas e corretivas e que contribuam na tomada de decisão das organizações.

A cada cliente novo, a Verde Ghaia encara novos desafios, pois além de oferecer um software de sistema de gestão integrada, a empresa visa levar mudança de comportamento, uma vez que sua premissa é o de criar um ambiente colaborativo, consciente e que estimule o desenvolvimento e a produtividade sustentável.


Verde Ghaia: Guia Exame de Sustentabilidade

Indicadores de Desempenho Ambiental e os benefícios para a Organização

 

No artigo anterior discutimos sobre o “Conflito de Sustentabilidade em virtude da escassez dos Recursos Naturais“. Hoje, abordaremos sobre os Indicadores de Desempenho Ambiental.

Cada vez mais, o setor produtivo em diferentes países está incorporando em seus custos aqueles relacionados com a questão ambiental, implicando necessidades de mudanças significativas nos padrões de produção, comercialização e consumo. Estas mudanças respondem a normas e dispositivos legais rígidos de controle (nacionais e internacionais), associados a um novo perfil de consumidor.

É fundamental que as empresas busquem uma relação harmônica com o meio ambiente, mediante a adoção de práticas de controle sobre:

  1. os processos produtivos;
  2. o uso de recursos naturais renováveis e não renováveis.

Indicadores de desempenho ambiental da indústria

A melhoria na relação com o meio ambiente é capaz de otimizar a produtividade dos recursos utilizados, implicando benefícios diretos para a empresa, o processo industrial e o produto, tais como:

1. Benefícios para empresa:

  • Melhoria da imagem, redução dos riscos, menor incidência de custos com multas e processos judiciais;
  • Manutenção dos atuais e conquistas de novos nichos de mercado;
  • Redução do risco de desastres ambientais;
  • Adição do valor com a eliminação ou minimização dos resíduos;
  • Melhor incidência de custos com multas e processos judiciais
  • Maior diálogo com os órgãos de controle e fiscalização.

2. Benefícios para o processo produtivo:

Economia de matéria prima e insumos;

  • Economia de matéria-prima e insumos, resultantes do processamento mais eficiente e da sua substituição, reutilização ou reciclagem;
  • Aumento dos rendimentos do processo produtivo;
  • Redução das paralisações, por meio de maior cuidado na monitoração e na manutenção;
  • Melhor utilização dos subprodutos;
  • Conversão dos desperdícios em forma de valor;
  • Menor consumo de energia e água durante o processo;
  • Economia em razão de um ambiente de trabalho mais seguro;
  • Eliminação ou redução de custos de atividades envolvidas nas descargas ou no manuseio, transporte e descarte de resíduos.

3. Benefícios para o processo produtivo:

  • Mais qualidade e uniformidade;
  • Redução dos custos, por exemplo, com a substituição de materiais;
  • Redução nos custos de embalagens;
  • Utilização mais eficiente dos recursos;
  • Aumento da segurança;
  • Redução do custo liquido do descarte pelo cliente;
  • Maior valor de revenda e de sucata do produto.

Conceito e atributos dos indicadores

Indicadores de Desempenho são entendidos como expressões quantitativas ou qualitativas que fornecem informações sobre determinadas variáveis e suas inter-relações, ou seja, informações indispensáveis para processos de melhoria contínua nas empresas.

Para a Construção de Indicadores, devemos estar atentos a alguns atributos que os mesmos devem conter, ou seja, devem assegurar:

1- Base Científica

2- Modelo Adequado

3- Temas prioritários

4- Compreensão e aceitabilidade

5- Sensibilidade adequada

6- Facilidade de monitoramento

7- Fontes de informação

8- Enfoque preventivo ou antecipatório

9- Trabalhar com valores discerníveis (padrões)

10- Periodicidade Adequada (coleta)

11- Conjunto de indicadores com função de aplicabilidade

A seleção dos indicadores deve levar em consideração também algumas variáveis tais como: simplicidade, representatividade, disponibilidade de dados e rastreabilidade. Os indicadores de desempenho ambiental escolhidos pela empresa devem ser específicos para uma determinada área, como quantidade de efluentes e de resíduos sólidos perigosos gerados por unidade de produto, peso da embalagem produzida, etc.

Os indicadores escolhidos devem ser relevantes, cientificamente válidos, de fácil comprovação, e devem ter custos de medição aceitáveis em relação aos objetivos da avaliação. A escolha dos indicadores de desempenho a serem adotados por uma dada indústria deve fundamentar-se em alguns aspectos, tais como:

  • Abrangência de suas atividades;
  • condições ambientais locais e regionais;
  • requisitos legais;
  • aspectos ambientais significativos
  • capacidade de recursos financeiros, materiais e humanos para o desenvolvimento das medições.

Em função destes aspectos, devem ser diagnosticados os elementos ambientais, relacionados com atividades, produtos e serviços, prioritários para se iniciar um processo de avaliação de desempenho. Esse espectro de indicadores de desempenho ambiental poderá ser ampliado, na medida em que julgue necessário considerar outras variáveis, inicialmente não contempladas.

Um ponto muito importante para o uso dos indicadores é a coleta de dados relativos ao processo produtivo da empresa. Para garantir a confiabilidade dos dados, torna-se necessário considerar fatores como:

  • Disponibilidade do dado
  • Adequação da informação
  • Viabilidade dos registros
  • Verificabilidade científica e estatística

Recomenda-se que os procedimentos de coleta dos dados incluam procedimentos adequados de:

  • Identificação
  • Arquivamento
  • Armazenamento
  • Recuperação
  • Disposição de dados e informações

Os dados utilizados para a construção desses indicadores podem ser obtidos de fontes diversas, tais como:

  • monitoramento e medição;
  • registros de inventário e produção;
  • e ou registros financeiros e contábeis.

Convém que os dados coletados sejam analisados e convertidos em informações, descrevendo o desempenho ambiental da organização. Para evitar distorções nos resultados, todos os dados relevantes e confiáveis que forem coletados dever ser considerados. A análise dos dados pode incluir considerações da qualidade, eficácia, adequação para produzir informações confiáveis.

As informações que descrevem o desempenho ambiental da organização podem ser desenvolvidas utilizando cálculos, melhores estimativas, métodos estatísticos e ou técnicas gráficas o que facilitará a avaliação e posterior comparação dos dados.

No próximo artigo, continuaremos o assunto mencionando o Desempenho Ambiental!

Dúvidas, envie sua mensagem para gente!

Conflito de sustentabilidade em virtude da escassez dos Recursos Naturais

 

O conflito de sustentabilidade dos sistemas econômico e natural em virtude da escassez dos recursos naturais e dos impactos ambientais resultantes do modelo de produção e consumo adotado no ultimo século, fez com que uma nova visão de desenvolvimento fosse criada, ou seja, o desenvolvimento sustentável. Para (Ignacy Sachs, 1981) Responder a problemática da harmonização dos objetivos sociais e econômicos do Desenvolvimento com gestão ecologicamente prudente dos recursos e do meio se torna imprescindível.

Desafios do Desenvolvimento Sustentável

Para atender aos desafios do Desenvolvimento Sustentável, surgiu uma infinidade de ações e iniciativas que favoreceu o incremento e atuação dos controles legais, acordos internacionais, certificações ambientais, entre outros. Evidente, que a empresa dentro desta nova configuração, respondeu a estas pressões com práticas gerenciais e investimentos em tecnologias mais limpas.

Hoje, é de senso comum, que o não atendimento as normas legais significam sérios prejuízos e riscos, podendo até mesmo acarretar o fechamento da unidade produtiva, ou, barreiras para entrada em mercados externos como por exemplo, exportações para países com legislação restritiva como é o caso de muitos países europeus. Outro fator oportuno a ser destacado, é a política ambiental que empresas com sedes nestes países adotam para atender a legislação local, e em conseqüência disto, acabam por difundir e implantar tal política em suas filiais, o que de certa forma, acelera o desenvolvimento técnico gerencial da gestão ambiental em todo o planeta.

É comum observarmos empresas multinacionais com políticas ambientais que excedem as exigências legais do país em que estão instaladas para atenderem a exigência de suas matrizes e produzirem dentro das normas de excelência descrita na política ambiental mundial da empresa.

Todo este processo criou um circulo virtuoso, onde empresas que empregam modelos de gestão ambiental desenvolvidos, para garantir seus padrões de excelência, acabem por também exigir o mesmo de seus fornecedores, a fim de construir uma cadeia produtiva segura e ambientalmente correta que atenda a legislação local, a conformidade da política ambiental da matriz (se filial de empresa com sede em país com legislação mais restritiva) e as exigências de mercados mais desenvolvidos (exportação ou fornecedor de empresa certificada ISO14001).

Diante desta dinâmica, era de se esperar que houvesse um incremento no desenvolvimento de ferramentas de gestão ambiental, as chamadas “Boas Práticas Ambientais” para que as empresas conquistassem melhores resultados em relação a eficiência do uso dos recursos naturais e a geração de resíduos. Em virtude deste processo, muitas oportunidades surgiram, descobrindo soluções inovadoras e novos mercados para produtos e serviços com atributos ambientais corretos. As palavras de ordem dentro dos modelos de gestão ambiental em relação aos seus insumos e processos foram: reciclagem, reuso, minimização, redução, reaproveitamento, tratamento, fontes renováveis, tecnologias limpas, conformidade legal e ambiental, consciência ambiental, entre outras, etc.

Ferramentas facilitadoras para Gestão Ambiental

Ao olharmos as ferramentas de gestão ambiental disponíveis, notamos que a evolução da percepção da variável ambiental nas organizações surgiu do conceito da qualidade. A ferramenta de gestão da qualidade PDCA (Plan–Do–Check–Act) ilustra bem esta evolução que foi alavancada pela eficiência de resultados obtidos em processos gerenciais de Melhoria Contínua. A partir da década de 70 houve uma evolução sistemática de normas e procedimentos com o objetivo da excelência dos processos.

A partir da década de 80, o surgimento de inúmeros modelos de gestão ambiental com reconhecimento internacional cujo objetivo principal foi a padronização (harmonização) das normas e procedimentos para a melhoria do desempenho ambiental das empresas. Tivemos modelos dirigidos a determinados ramos de atividade, como por exemplo, o “Responsible care” (5) ou atuação responsável recomendado para empresas químicas, e modelos universais como as certificações ISO, no caso, a ISO 14000 recomendada a todo ramo de atividade.

Independente do modelo de gestão adotado, é imperativo a aferição dos resultados, pois de outra forma perde-se a garantia de comprovação da eficiência do modelo.

Diante desta necessidade, os modelos de gestão sugerem a adoção de indicadores de desempenho como forma de aferição e subsídios para tomadas de decisão e ajustes que se fizerem necessários.

Indicadores da Gestão Ambiental

Diferentes indicadores têm sido formulados para qualificar e/ou quantificar a situação das mais diversas áreas de interesse humano, tais como na saúde (índice de natalidade, índice de mortalidade), educação (índice de repetência, índice de analfabetismo), economia (renda per capita), sociologia (índice de desenvolvimento humano) e no meio ambiente (qualidade do ar). Estes indicadores não espelham a qualidade dos temas em sua totalidade, mas indiretamente servem de referência para abordá-los e tratá-los em seus aspectos mais sensíveis.

O desempenho ambiental de uma indústria também não pode ser quantificado de forma absoluta, tendo em vista a diversificada relação que existe entre a atividade industrial e o meio ambiente. Este é, simultaneamente, fonte de matéria-prima, energia, água e outros insumos, além de ser o depositário dos resíduos e efluentes que dela saem e onde ocorrem os impactos, positivos ou negativos, sobre os diversos fatores ambientais.

Dessa forma, os indicadores de desempenho ambiental da indústria devem ser formulados considerando os diversos aspectos dessa relação de dependência e interferência. Na construção desses indicadores, pode se ponderar variáveis com dados da própria dinâmica industrial, que dizem respeito à quantidade ou valor de sua produção, quantidade de mão-de-obra, valor agregado, entre outros. A análise dessas relações possibilita realizar avaliações não só de desempenho ambiental, mas também, de produtividade e competitividade.

Os indicadores são expressões quantitativas ou qualitativas que fornecem informações sobre determinadas variáveis e suas interrelações.

Apenas para exemplificar podemos citar como indicadores do interesse do cidadão das metrópoles brasileiras, os indicadores da qualidade do ar, das praias, rios e reservatórios e áreas contaminadas (2) no estado de São Paulo fornecido pela CETESB.

Para casos pontuais e localizados, e de interesse mais específico, podemos citar os indicadores de consumo (de energia e água), geração de resíduos, entre outros, para empresas, como também, indicadores de demanda e carências pontuais para propostas institucionais e/ou educacionais (capacitação, educação, etc.).

Para melhor entendimento da importância dos indicadores, no decorrer da leitura, iremos citar alguns deles que de alguma forma serão usados pelos gestores ambientais. Poré, falaremos sobre isso num próximo post.

Se tiver dúvida sobre Implementação de um sistema de Gestão Ambiental, entre em contato!

Quão sustentável será o seu negócio até 2050?

 

95% das terras estarão degradadas e 5 bilhões de pessoas serão afetadas pela falta de água até 2050. Quão sustentável será o seu negócio?

Que tipo de negócio se sustenta sem a utilização de recursos naturais? Desde atividades administrativas até as mineradoras, todos utilizamos estes recursos no nosso cotidiano em nossas casas e no trabalho. Quando alguém fala a palavra “sustentável”, logo se pensa que tem a ver somente com a natureza e que isso não irá nos atingir, que podemos deixar para depois. Porém, os acontecimentos atuais têm demonstrado que, além dos impactos nas vidas das pessoas, os impactos na natureza afetam diretamente nas atividades econômicas, podendo alterar drasticamente o rumo de um negócio.

E de onde surgem tantos problemas ambientais?

Certamente, muitos deles têm a ver com a falta de cuidado com o , principalmente no que diz respeito à postura das organizações em lidar com seus produtos químicos perigosos, seus descartes, seus resíduos, seus rejeitos. Até um escritório comum tem a sua responsabilidade nessa cadeia, uma vez que há interferência em todo o ecossistema.

Os danos podem deixar sequelas irreparáveis à saúde humana e ao meio ambiente. Os dois exemplos citados abaixo demonstram que, quando uma gestão é realizada precariamente ou existem falhas não identificadas pelos gestores, as consequências podem ser fatais.

1.O acidente radiológico em Goiânia com o césio 137, no ano 1987, por exemplo, foi um caso clássico de destinação inadequada de resíduo tóxico. Catadores de um ferro-velho encontraram uma cápsula contendo césio e a desmontaram, pensando se tratar de sucata comum. Devido ao alto teor de contaminação deste resíduo, duas pessoas faleceram e milhares foram contaminadas.

2. O rompimento da barragem de um dos polos da empresa Vale, na Mina do Feijão, em Brumadinho-MG, se deve principalmente a uma gestão totalmente inadequada no depósito de rejeitos de minério de ferro. Segundo relatos da ONU, “50 milhões de toneladas de rejeitos de minério de ferro lançados com as rupturas das barragens, continham altos níveis de metais pesados tóxicos e outros produtos químicos tóxicos”. Após um mês da tragédia, o número de vítimas fatais chega a 179 e os trabalhos de buscas ainda tentam localizar 134 pessoas.

Apesar de não haver números consumados, sabemos também que muitos animais, rios e outros corpos hídricos estão sendo contaminados pela lama tóxica. A prefeitura de Brumadinho multou a Vale em R$ 100 milhões, e o Ibama em outros R$ 250 milhões depois da tragédia. Quanto às vítimas, o ministério público propôs indenização de 2,6 milhões por pessoa, o que ainda está em negociação com a Vale. Quanto aos moradores, um contrato foi assinado exigindo que a mineradora deverá pagar ao longo de 12 meses um salário mínimo (R$ 998) mensal para cada morador de Brumadinho, meio salário mínimo para cada adolescente (R$ 499) e um quarto de salário (R$ 249,50) para cada criança.

Um estudo para Pesquisas e Políticas Públicas do Reino Unido (IPPR) constatou que o planeta está entrando num colapso ambiental devido ao excesso de interferência humana. A consequência disso pode ser uma desestabilização da sociedade e da economia global. De acordo com os autores da pesquisa, houve um aumento considerável:

  • Aumentou 15 vezes o número de inundações
  • Aumentou em 07 vezes o número de Incêndios florestais
  • solo está sofrendo perdas entre 10% e 40% mais rapidamente do que o tempo que levam para realizar sua regeneração natural.
  • 30% das terras em todo o mundo se tornaram improdutivas devido à erosão.

E estima-se que 95% das terras estarão degradadas e 5 bilhões de pessoas serão afetadas pela falta de água até 2050 caso continuemos nesse ritmo de descuido com as questões ambientais. Dentre os potenciais acidentes que merecem nossa especial atenção, estão aqueles relacionados aos produtos químicos perigosos, que podem ocorrer ao longo de todo o processo de uma cadeia produtiva, ou seja, que vai desde a extração, passando por produção, armazenamento, transferência, transporte, utilização, chegando até a destinação final.

A VIGIAPP (Vigilância em Saúde Ambiental associada aos Acidentes com Produtos Químicos Perigosos) é uma das instituições que visa desenvolver ações para identificar, caracterizar e mapear riscos, ameaças, vulnerabilidades e recursos para uma atuação eficiente em casos de acidentes, bem como, realizar a vigilância epidemiológica dos efeitos à saúde humana decorrentes da exposição à produtos químicos perigosos.

De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP), produtos químicos são conceituados como “produtos líquidos comercializados que possuem determinada função” ou “uma preparação química qualquer”. Porém, a classificação de produtos químicos pode ser muito mais complexa.

Para entender mais sobre Produtos Químicos Perigosos e melhorar sua gestão, convidamos você para ler algumas matérias sobre o tema “Produtos Químicos Perigosos“.

Por uma Gestão mais responsável e, consequentemente, um negócio mais sustentável

No Brasil, a evolução na produção e no consumo de produtos químicos tem tido como efeito colateral um aumento na ocorrência de acidentes, o que implica em incremento no risco de exposição humana e de contaminação ambiental, não só pelo perigo intrínseco da atividade, mas também como resultado de ordenamento territorial inadequado.

A periculosidade intrínseca de determinados produtos, associada à probabilidade destes serem liberados na natureza acidentalmente — seja por falha na operação, por deficiência nos requisitos de segurança, por carência de treinamentos ou negligência nas auditorias — só agrava a situação. Acidentes com produtos considerados perigosos podem afetar diretamente os trabalhadores responsáveis pelo manuseio (o que por sua vez resulta em doença ocupacional ou até mesmo acidente de trabalho, podendo ser fatal) e também a população e ambiente nas adjacências. Dependendo das características do acidente, os efeitos podem ser de longo prazo e até mesmo irreversíveis.

Muitas tragédias poderiam ter sido evitadas através do gerenciamento adequado nos processos de manuseio de produtos contaminantes, tanto para o homem quanto para o solo. Ao analisar a causa raiz destas tragédias, geralmente se trata de não cumprimento e monitoramento inadequado de leis já existentes em conjunto com a falta ou negligência de fiscalização, tanto pela empresa, quanto pelos órgãos competentes.

Mais do que nunca, o clichê “Prevenir é remediar” tem se mostrado como algo que deve ser extremamente levado a sério e não apenas como frase de efeito. Estudos revelam que acidentes catastróficos exigem gastos, pelo menos, sete vezes maior do que os investimentos em prevenção. Sem mencionar os danos ao meio ambiente e às pessoas atingidas, bem como seus amigos e familiares, que sofrem uma perda irreparável.

Ao tratar de prevenção com relação à saúde e segurança e ao meio ambiente, temos dezenas de milhares de legislações aplicáveis aos diversos ramos de atividades. Relacionados especificamente à produtos químicos, temos mais de 150. Dentre as mais utilizadas por todas as empresas, podemos ressaltar a NBR 14725.

Esta Norma Brasileira estabelece exigências quanto à rotulagem de produtos químicos e na ficha de segurança do produto químico, também conhecida como FISPQ. É obrigatório que todas as empresas fabricantes de produtos químicos elaborem a FISPQ que deverá ser utilizada pelos consumidores, para prevenir e minimizar os danos em casos de acidentes. O consumidor, ao utilizar este produto em outra embalagem, deve identifica-la pelo mesmo motivo. São atitudes que parecem muito simples mas que, no caso do acidente radiológico em Goiânia, poderia ter evitado os danos à milhares de pessoas. A correta identificação da cápsula contendo césio como produto químico perigoso, que causa grave danos à saúde, provavelmente teria intrigado os catadores do ferro velho a descobrir melhor do que se trata, antes de desmontar a cápsula.

É importante que exista uma normatização para elaborar diretrizes que contemplem a gestão dos fatores de riscos associados a ameaças por produtos químicos perigosos.

As esferas estadual e federal do SUS (Sistema Único de Saúde) também definiram duas ações direcionadas ao fortalecimento da prevenção, preparação e resposta no que diz respeito aos riscos associados a acidentes com produtos químicos perigosos (e que podem resultar em desastre).

A primeira delas é a instituição do Comitê Estadual de Saúde em Desastres ou a inclusão do tema Saúde em Desastres, caso a empresa já possua um comitê específico para lidar com o assunto. A segunda é a elaboração obrigatória de um Plano de Contingência para Desastres. Vale a pena conhecer os critérios e medidas de cada uma.

Medidas para prevenção

Além disso, sugere-se que a empresa realize algumas medidas para prevenir e lidar com acidentes referentes a produtos químicos perigosos:

– Elaborar um sistema de preparação e alerta para a população para o caso de acidentes com produtos químicos perigosos. Lembrando que sistemas de alerta — como sirenes, por exemplo — devem ser inspecionados regularmente.

– Proporcionar a realização de cursos e treinamentos voltados à vigilância dos fatores de risco e à prevenção de acidentes. É importante também capacitar os recursos humanos quanto ao manuseio correto dos produtos químicos e quanto à conduta em casos de emergência.

– Constituir um Comitê de Saúde em Desastres e definir a responsabilidades de cada envolvido em todas as fases da gestão do risco.

– Definir indicadores para avaliar as ações de intervenção nos fatores de risco e de enfrentamento.

– Propor e acompanhar a elaboração do Plano de Preparação e Resposta do SUS frente aos acidentes com produtos químicos perigosos.

– Adotar um sistema eficiente de Gestão de Risco.

– Certificação nas normas ISO referentes a segurança do trabalho, Meio ambiente e saúde ocupacional,  uma vez que ambas as normas exigem o atendimento aos requisitos legais e o cumprimento destes é verificado periodicamente através de auditorias internas e externas.

Podem existir incertezas quanto ao futuro, quanto ao mercado econômico, quanto à estabilidade financeira do seu negócio. Porém, nada disso se compara com a importância de cercar o seu negócio das certezas negativas, de evitar que tudo que você e sua equipe conquistaram seja destruído por um acidente que poderia ser prevenido.


Leia também sobre Produtos Químicos

 O resultado deste estudo saiu no dia 13/02/201. Acessado em 13.02.2019. http://g1.globo.com/globo-news/videos/v/numero-de-inundacoes-aumentou-em-15-vezes-no-mundo-diz-pesquisa-britanica/7375958/

Princípio do Direito Humano Fundamental ao Meio Ambiente Sadio

 

Princípios são os nos quais se alicerça uma ciência. São as diretrizes que orientam uma ciência e dão subsídios à aplicação das suas normas. Os Princípios do Direito Ambiental estão voltados para a finalidade básica de proteger a vida em quaisquer das formas em que esta se apresente e para garantir um padrão de existência digno para os seres humanos desta e das futuras gerações.

Em nossa Carta Constitucional podem ser verificados princípios ambientais fundamentais para a instrução do Direito Ambiental, sem prejuízo de alcançá-los nas normas infraconstitucionais e nos fundamentos éticos e valorativos que, antes de tudo, devem nortear as relações entre o homem e as demais formas de vida ou de manifestação da natureza.

Abaixo seguem alguns dos principais princípios norteadores do Direito Ambiental, vários deles referendados na nossa lei maior (Constituição da República Federativa do Brasil de 1.988 – principalmente no Art. 225).

Princípios do Direito Humano a Meio Ambiente Sadio

Princípios do Direito Humano

O Princípio do Direito Humano ao Meio Ambiente Sadio tem berço no art. 225, caput da Constituição da República. Este princípio busca garantir a utilização contínua e sustentável dos recursos naturais que, apesar de poderem ser utilizados, carecem de proteção para que também estejam disponíveis às futuras gerações. Para tanto, é necessário que as atuais gerações tenham o direito de não serem postas em situações de total desarmonia ambiental.

Temos o direito de viver em um ambiente sadio e livre de poluição sobre qualquer das formas, sem que sejamos postos diante de situações que acarretem prejuízos à qualidade de vida, em razão de posturas contrárias aos dogmas de preservação do meio ambiente.

Trata-se de um dos mais importantes princípios do Direito Ambiental, tanto no âmbito nacional, como no internacional. Na Conferência do Rio, realizada em 1992 da Cidade do Rio de Janeiro, o Princípio do Direito Humano ao Meio Ambiente Sadio foi reconhecido como o direito dos seres humanos a uma vida saudável e produtiva, em harmonia com a natureza.

O Princípio do Direito Humano Fundamental ao Meio Ambiente Sadio deve ser interpretado como a necessidade de o Estado focar suas ações em medidas de preservação, apenas acolhendo subsidiariamente outras medidas de repressão ou de recomposição dos prejuízos ambientais.

Princípio do Desenvolvimento Sustentável

Desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento que satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades, conforme concedido no Relatório de Brundtland – “Nosso Futuro Comum” (Our Common Future), publicado em 1987.

O princípio do desenvolvimento sustentável foi desenvolvido inicialmente na Conferência de Estocolmo de 1972, e repetido inúmeras vezes nas conferências mundiais que se sucederam, segundo o qual se baseia a noção da necessidade da coexistência harmônica do desenvolvimento econômico com os limites ambientais, para que estes não se esgotem, mas que fiquem preservados para as futuras gerações.

Denota-se que, no art. 225, caput, do texto constitucional, está expresso:

“Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preserva-lo para as presentes e futuras gerações. ”

Princípio da Prevenção e Princípio da Precaução

O objetivo do Princípio da Prevenção é o de impedir que ocorram danos ao meio ambiente, concretizando-se, portanto, pela adoção de cautelas, antes da efetiva execução de atividades potencialmente poluidoras e/ou utilizadoras de recursos naturais.

Aplica-se o Princípio da Prevenção naquelas hipóteses onde os riscos são conhecidos e previsíveis, de modo a se exigir do responsável pela atividade impactante a adoção de providências visando, senão eliminar, minimizar os danos causados ao meio ambiente.

É o caso, por exemplo, de atividade industrial que gere gases que contribuem para o efeito estufa. Tratando-se de riscos previamente conhecidos, antecipa-se a Administração Pública ao dano ambiental e impõe ao responsável pela atividade a utilização de equipamentos ou tecnologias mais eficientes visando a eliminação ou diminuição do lançamento daqueles gases na atmosfera.

O Princípio da Precaução, por seu turno, possui âmbito de aplicação diverso, embora o objetivo seja idêntico ao do Princípio da Prevenção, qual seja, antecipar-se à ocorrência das agressões ambientais.

Enquanto o Princípio da Prevenção impõe medidas acautelatórias para aquelas atividades cujos riscos são conhecidos e previsíveis, o Princípio da Precaução encontra terreno fértil nas hipóteses em que os riscos são desconhecidos e imprevisíveis, impondo à Administração Pública um comportamento muito mais restritivo quanto às atribuições de fiscalização e de licenciamento das atividades potencialmente poluidoras e utilizadoras de recursos naturais.

Princípio do Poluidor Pagador

O princípio do poluidor-pagador pode ser entendido como sendo um instrumento econômico e também ambiental, que exige do poluidor, uma vez identificado, suportar os custos das medidas preventivas e/ou das medidas cabíveis para, senão a eliminação, pelo menos a neutralização dos danos ambientais.

É oportuno detalhar que este princípio não permite a poluição e nem pagar para poluir. Pelo contrário, procura assegurar a reparação econômica de um dano ambiental quando não for possível evitar o dano ao meio ambiente, através das medidas de precaução.

Desta forma, o princípio do poluidor-pagador não se reduz à finalidade de somente compensar o dano ao meio ambiente, deve também englobar os custos necessários para a precaução e prevenção dos danos, assim como sua adequada repressão.

E-book da Norma ISO 14001:2015

ISo 14001 versão 2015


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Dia da Árvore

 

Hoje o Instituto Oksigeno comemorou o Dia da Árvore com mais uma ação social! Em parceria com a empresa Simbiose, a equipe organizou um programa de educação ambiental no Hotel Le Canton, localizado em Teresópolis, Rio de Janeiro.

Os alunos da Escola Municipal Stella Moares Simões, que fica no bairro Vargem Grande, tiveram um dia de muito aprendizado. Ali, o Instituto Oksigeno pode colocar em prática o que sabe fazer de melhor: a educação ambiental aliada a muita atividade lúdica.

Cerca de 420 crianças, com faixa etária de 6 a 11 anos, participaram de uma caminhada de conscientização, gincanas, teatro, fizeram plantio de mudas e tiveram um parque cheio de brinquedos liberados para fechar com chave de ouro o Dia da Árvore.

Confira algumas fotos:

Qual a relação entre Sustentabilidade Econômica e Educação Ambiental?

 

O conceito de sustentabilidade está relacionado ao termo desenvolvimento sustentável.

O termo é utilizado para se referir aos recursos naturais que atendem às necessidades atuais da sociedade, sem comprometer a capacidade, das gerações futuras, de suprirem suas próprias necessidades.

O que é sustentabilidade?

Para que seja possível alcançar uma Gestão Sustentável, o ser humano precisa interagir com o mundo de forma consciente e responsável, preservando o meio ambiente agora, no presente, para que a existência humana no futuro, não seja ameaçada.

A concepção de sustentabilidade pressupõe uma relação de equilíbrio com o meio ambiente em sua totalidade o que contribui diretamente com a qualidade de vida da sociedade. Qualquer ação humana deve respeitar os ciclos naturais, o tempo de recomposição dos recursos e seus limites.

Ser sustentável, portanto, é a capacidade que o ser humano tem de fazer as suas escolhas sobre as formas de produção, consumo, habitação, comunicação, alimentação, transporte e também nos relacionamentos entre as pessoas e delas com o ambiente, levando-se em consideração valores éticos, solidários e democráticos.

A sustentabilidade é um conceito que se tornou o maior desafio para a humanidade, diante do quadro atual de degradação e riscos causados por estilos de vida, produção e consumo incompatíveis com a permanência dos recursos naturais, em que o  interesse que prevalece é apenas o econômico.

Por isso, é necessário que as instituições de forma geral estejam enquadradas no conceito de sustentabilidade, visando uma gestão sustentável isto é, que busquem por ações sustentáveis, abrangendo atitudes ecologicamente corretas, economicamente viáveis, socialmente justas e culturalmente aceitas.

A educação viabiliza a sustentabilidade ambiental

É através da educação ambiental que se torna possível conscientizar e mobilizar a sociedade sobre a necessidade de se implementar um estilo de vida sustentável que permita a existência humana na terra em sua plenitude no futuro. Somente a educação ambiental pode viabilizar que um número amplo e heterogêneo de indivíduos se envolva mais efetivamente com a questão ambiental.

As mudanças ecológicas somente acontecerão e serão concebíveis quando houver modificações nas mais diversas áreas da sociedade. Dessa forma, é importante que existam medidas políticas, jurídicas, técnico-científicas, institucionais, econômicas e, principalmente, atividades educativas voltadas à proteção, recuperação e melhoria socioambiental.

A transformação necessária para o desenvolvimento sustentável tem a sua base na educação. Todos precisam entender sobre o que é sustentabilidade e a sua importância para que a interação do homem com o meio ambiente seja uma relação de coexistência e não de exploração. Sendo assim, a educação assume posição de destaque para construir os fundamentos de uma sociedade verdadeiramente sustentável.

Histórico da educação ambiental 

Veja na tabela abaixo um pouco dos principais avanços e acontecimentos da Educação Ambiental no Brasil e no mundo:

O assunto Sustentabilidade e Educação Ambiental é amplamente discutido no curso online da Verde Ghaia. Faça o curso e se aprofunde nesse tema!


Conheça o Programa de Sustentabilidade da Verde Ghaia


Reflexões sobre sustentabilidade numa visão da Rio +20

 

Ontem, quando estava lendo algumas notícias sobre a Conferência das Nações Unidas, Rio +20, três frases, de duas pessoas que admiro, me chamaram a atenção:

“Empresa que respeita o ambiente costuma ter resultado melhor.” Fábio Barbosa
“Desenvolvimento Sustentável é saber usar os recursos de milhares de anos, não para o lucro de poucos em alguns anos.” Marina Silva
“Nós estamos vivendo uma doença chamada o mal do excesso, o que nos falta é a falta da falta” Marina Silva

Sustentabilidade: Rio+20

Ao refletir sobre o teor das frases destacadas, constatei que a humanidade possui em suas mãos uma oportunidade única em tempos de Rio + 20, a de se reverter um pouco o caminho que se está traçando para os próximos anos.

É sabido que meio ambiente é uma parte da sustentabilidade, que não é só ambiental, tem a questão social, econômica, da garantia da dignidade da pessoa humana, da diversidade, da relação com fornecedores e tudo mais.

A Rio+20 mostra que este tema é crescente e não é um assunto que pode ser resolvido dentro das fronteiras de cada país. Assim, como fluxos financeiros e migratórios não se restringem mais a fronteiras, as questões do meio ambiente também não. Não há possibilidade de um país cuidar disso sem que outros o façam.

Penso que a questão ambiental não deve ser vista como uma restrição ao andamento dos negócios, mas sim como uma inspiração para inovação e desenvolvimento de novos negócios. Há uma série de oportunidades que estão surgindo como resposta a essa demanda da sociedade, desde materiais biodegradáveis a diesel menos poluente ou embalagens retornáveis.

Baseando no que disse Leonardo Boff creio que se impõem três atitudes que precisamos desenvolver em tempos de Rio +20. A primeira é conscientizar os tomadores de decisões e toda a humanidade dos riscos a que estão submetidos o sistema-Terra, o sistema-vida e o sistema-civilização.

Sustentabilidade: atitude que urge

A segunda atitude é que urge deslocar a discussão do tema do desenvolvimento para o tema da sustentabilidade.

A terceira atitude é de trabalho crítico e criativo para proposta de novos rumos. Há muitas iniciativas que podem ser implementadas e que apontam para o novo tais como, Economia Verde, Ecoeficiência, Análise do Ciclo de Vida, Consumo Consciente, Valorização de produtos locais, diminuição de deslocamentos, transparência, relatórios sócio ambientais, relações ganha –ganha, etc.

Como destacado por Fábio Barbosa é fato que as empresas que possuem mais transparência e confiabilidade nos relatórios ambientais e sociais representavam menor risco de acidentes. Que as empresas que cuidam da questão ambiental têm, em geral, uma administração competente também nas demais áreas, como por exemplo, boa performance financeira.

Enfim, seja por convicção, seja por conveniência, acho que todos que valorizam o tema, de alguma maneira contribuem para que caminhemos na direção correta. Aqueles que vêm por convicção e estão fazendo a coisa certa, já deram a sua contribuição para o processo, ganharam muita visibilidade e muita perenidade nos seus negócios. Aqueles que estão vindo por conveniência acabam comprometidos sem que percebam.

Considerações Finais

Deste modo, a sociedade tende a cobrar cada vez mais das empresas, uma vez que a sustentabilidade do negócio deixou de ser como há dez anos, quando era uma curiosidade, talvez um devaneio. Neste esteio, a grande mudança é visão do “novo consumidor”, especialmente os jovens, mais conscientes, que certamente nos próximos anos vão determinar o padrão de produção de muitas empresas.

Mais uma vez, destacamos o disposto por Fábio Barbosa ao contemplar que temos que buscar o mundo do “e” e não o mundo do “ou”. Não podemos ficar no debate simplista de que ou se produz alimentos ou se controla o impacto ambiental. Temos, através da Ciência, de normas claras e de produtividade, buscar o equilíbrio entre estes os dois. A Rio +20 é mais uma oportunidade para todos mostrarem que a compatibilização é possível.

FONTE: Verde Ghaia, por Leonardo Gontijo * Consultor ambiental e professor universitário

Por Leonardo Gontijo Vieira Gomes *

Sustentabilidade: um produto da era do consumo

 

31/05/2012 – Robert Andrade*

O fim da Guerra Fria reforçou o discurso em favor da liberdade, que passou a ser diretamente associado ao poder de compra. Os indivíduos, ao contrário, do pensamento igualitário comunista, se veem livres para ser diferentes, pois estão inseridos em uma sociedade que lhes proporcionam mecanismos para se atingir um certo status.

O nível de diferenciação dos sujeitos é pautado na sua capacidade consumir, é o que irá definir o seu lugar na hierarquia social. Os produtos da sociedade de consumo têm a duração substituída pela transitoriedade, o durável pela permanente novidade, esta movimentação é mais significativa que adquirir e possuir bens.

Sustentabilidade: um produto da era do consumo

Nesse cenário, as indústrias e outras organizações que têm como finalidade transformar coisas em produtos, se viram diante de um crescimento sem precedentes. Indiferente a qualquer dano que pudessem estar causando ao meio ambiente, cultura ou qualquer grupo social, essas instituições estão resguardadas pela busca do lucro e por alimentar o consumismo que sociedade lhes cobra.

O consumo é antídoto contra qualquer adversidade da pós-modernidade, tanto para o sujeito que quer se destacar em seu meio, como para sanar crises econômicas e políticas. Em tempo de recessão vemos representantes sociais pedirem que os cidadãos consumam mais; facilitação de crédito e redução dos juros, sempre com a mesma finalidade.

Comunicação e consumo interdependem, fazendo, obrigatoriamente, a produção voltar-se, permanentemente, para outros produtos, novos ou renovados, como também para a produção de bens simbólicos. Com isso, são ofertados discursos, como o American Way of Life nos Estados Unidos, que poderão, assim como outro produto qualquer, serem consumidos.

Esboçado na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, realizada em Estocolmo de 5 a 16 de junho de 1972, o conceito de sustentabilidade se consolida na Eco-92, no Rio de Janeiro. A ideia de sustentabilidade não surge como um contraponto à era do consumo. Diferente do capitalismo tem a oposição do comunismo, ou de movimentos sociais como o Power Flower que era contra a Guerra do Vietnã. O que cria a oposição é a disparidade dos discursos, o capitalismo propõe e depende do consumo permanente, enquanto o comunismo se pauta na igualdade e no consumo controlado.

Sustentabilidade: um produto da era do consumo

A era do consumo não criou o consumidor, desde sempre o homem consome, porém o termo se refere a um comportamento, a um contexto onde tudo pode ser transformado em mercadoria, inclusive, os discursos. Dessa forma, o “sustentável” que deveria ser contrário ao consumo, acabou por ser adotado – com muita incoerência – pelas grandes empresas, tornando-se mais um produto fortalecido e vendido com apoio da mídia.

O conceito de sustentabilidade não é um ataque direto aos responsáveis pela degradação ambiental, pois é preciso que existam dois pontos antagônicos, e nesse cenário não somos capazes de identificar os culpados, se as indústrias, a mídia, o avanço da tecnologia ou a sociedade consumista.

A sustentabilidade veio para ser consumida, assim como qualquer outra mercadoria simbólica que é vendida com uma falsa promessa de felicidade.

* Robert de Andrade, colaborador Verde Ghaia

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